Monthly Archives

junho 2020

  • Trigo é implantado no RS

    O cultivo do trigo iniciou nas regiões de Frederico Westphalen, Santa Maria, Santa Rosa, Soledade, Ijuí e Bagé. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (04/06), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), na região administrativa de Frederico Westphalen as áreas já semeadas estão em germinação e desenvolvimento vegetativo. O plantio se intensificará na primeira quinzena de junho e a expectativa é de aumento de 15% da área de cultivo em relação à safra passada.

    Na de Santa Maria, os produtores estão confiantes para uma primavera com menos chuva e à cotação atrativa do preço do trigo. Na regional de Santa Rosa, o plantio já atinge 80,7 mil hectares e as lavouras semeadas estão com boa e uniforme germinação, com bom estande. A produtividade média esperada é de 3.070 quilos por hectare. Na de Soledade, as áreas estão em início de semeadura, favorecida pelo retorno das condições de umidade do solo com as precipitações ocorridas na semana, contribuindo para a boa germinação. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, o plantio avançou para 30 mil hectares. As lavouras implantadas apresentam germinação rápida, com estabelecimento inicial satisfatório, conferindo uma boa formação das lavouras. Na de Bagé, na Fronteira Oeste e Campanha, a semeadura foi intensificada devido às adequadas condições do tempo e de umidade do solo, com expectativa de incremento de área.

    Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Erechim e Passo Fundo, segue intenso o preparo das áreas para o cultivo do trigo. Em Caxias do Sul, a semeadura inicia em junho, com maior concentração em julho; a perspectiva é de acréscimo de 20% da área plantada em relação à da safra passada, principalmente em Muitos Capões, Vacaria e Esmeralda, que juntos correspondem a 81% da área da região. Na de Erechim, os produtores preparam as áreas e adquirem os insumos para o plantio.

    Há previsão de aumento de área diante da expectativa de preços favoráveis e pelo fato de que produtores tentam compensar as perdas ocorridas nas culturas de verão. Na de Passo Fundo, produtores se organizam para o plantio no período entre 10 de junho e 10 de julho, com previsão de aumento de 30% área de plantio em relação a 2019.

    Nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí e Santa Rosa, é intenso o ritmo de implantação da cultura da canola. Na de Ijuí, os cultivos foram totalmente implantados, com as lavouras apresentando boa emergência, uniformidade de plantas e boa densidade. Diante das condições satisfatórias de umidade no solo na regional de Santa Rosa, a semeadura das lavouras avançou durante o início da semana e já alcança 10.450 hectares. As lavouras se encontram com germinação uniforme e muito bom aspecto.

    Na cevada, iniciaram os plantios nas regionais de Erechim e de Ijuí. Na de Erechim, há expectativa de manter a área plantada em 2019. Na de Ijuí, já foram implantados durante a semana 1.460 hectares. A emergência ainda não iniciou na cultura.

    Aveia branca – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, durante a semana a semeadura foi intensificada, aproveitando o período recomendado pelo zoneamento de risco climático para a região, encerrado em 31 de maio. Nos próximos dias, produtores finalizam a implantação de algumas áreas. As lavouras implantadas apresentam boa emergência, uniformidade e rápido desenvolvimento inicial. Em Santo Augusto, com tradição no cultivo da aveia branca, a semeadura foi realizada mais cedo, e as plantas iniciam o estádio reprodutivo com o alongamento do colmo e surgimento das primeiras panículas.

    CULTURAS DE VERÃO

    Milho – Apesar das precipitações de baixa intensidade na semana, a predominância de tempo seco permitiu avanços na colheita que chegou a 97% dos cultivos. Seguem ocorrendo no Estado as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural. Até a última terça-feira (02/06) foram realizadas 6.445 vistorias de Proagro em lavouras de milho por técnicos da Emater/RS-Ascar. Em culturas e hortigranjeiros, já foram realizadas 18.238 vistorias; os números vêm sendo contabilizados desde 01 de dezembro de 2019, por conta dos danos devido à estiagem.

    Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Frederico Westphalen e Ijuí, a colheita do milho está encerrada, com produtividade média de 7.082 quilos por hectare na de Santa Rosa, de 6.840 quilos por hectare na de Frederico Westphalen, e na região de Ijuí, o rendimento médio ficou em 7.200 quilos por hectare.

    Nas regionais de Soledade e Caxias do Sul, 93% das lavouras já foram colhidas. Na de Soledade, o rendimento atual é de 2.810 quilos por hectare. As lavouras de milho com semeadura tardia e que se encontram nas fases de enchimento de grãos e maturação fisiológica se beneficiam com as chuvas das últimas semanas. Porém as chuvas trouxeram o frio, que aumenta o ciclo do milho atrasando a colheita, devido à redução de dias com temperatura adequada para o seu pleno desenvolvimento. Na de Caxias do Sul, o rendimento médio atual é de 4.984 quilos por hectare. Os produtores que armazenam o grão em silos secadores e dispõem de um produto de qualidade conseguem comercializar por valor acima do preço médio pago pelo mercado, chegando a R$ 52,00/sc.

    Feijão 2ª safra – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita se aproxima do final. Em geral, o rendimento médio é de 1.340 quilos por hectare. Os produtores que adotaram sistema de cultivo sem irrigação estão solicitando amparo do Proagro devido ao baixo potencial produtivo em consequência da estiagem. Na de Frederico Westphalen, a colheita alcançou 90% dos cultivos; a produtividade é de 1.110 quilos por hectare, com perdas que chegam a 38,5% em relação à esperada. Em geral, os efeitos da estiagem afetaram as lavouras acarretando desuniformidade no desenvolvimento vegetativo e na formação de grãos.

    OLERÍCOLAS E FRUTÍCOLAS

    Alho – Na regional de Caxias do Sul, iniciou o plantio da nova safra da cultura, que deve se estender durante o mês de junho, sendo intensificado nas lavouras dos Campos de Cima da Serra em julho. Embora a safra 2019-2020 que está sendo concluída não tenha atingido produtividade potencial e esperada por interferência das condições climáticas, a comercialização dos bulbos apresentou valoração acima dos patamares previstos, sendo altamente remuneradora. Tal fato vem impingindo uma atmosfera de bastante entusiasmo entre os alhicultores. Duas consequências naturais e imediatas decorrem desse panorama: o nível tecnológico das lavouras deverá alcançar o auge, e a intenção da área de plantio deverá ser maior.

    Cebola – Na regional de Passo Fundo, produtores intensificaram o preparo do solo e já iniciaram tanto o transplante de mudas quanto o plantio e/ou a semeadura em local definitivo. Há tendência de pequeno aumento da área a ser cultivada. Na regional de Pelotas, a semeadura da cebola para produção de mudas atingiu 90% da área prevista de 2.350 hectares. Em Tavares, Rio Grande e São José do Norte, ainda há produto; o preço da cebola tipo 3 está entre R$ 3,00 e R$ 3,50/kg.

    Citros – Na regional de Lajeado, o retorno da umidade no solo trouxe alento aos citricultores do Vale do Caí. A chuva não recupera os prejuízos causados nas cultivares precoces de bergamoteiras e laranjeiras, mas ameniza as perdas nas cultivares tardias, como a bergamota Montenegrina, fruta cítrica com a maior área de cultivo na região. Com o maior volume de bergamota da cultivar Caí entrando no mercado, o preço que bateu os R$ 45,00/cx. de 25 quilos no início da colheita, em meados de maio, agora está para o citricultor em média a R$ 35,00/cx. O volume da Caí colhido até o momento é 10%. Bergamota Poncã em início de colheita, atrasada em função da estiagem; o preço também está reduzindo pelo aumento da oferta no mercado; o citricultor recebe em média R$ 28,00/cx. de 25 quilos.

    Os prejuízos causados pela estiagem já consolidados são estimados em 50% da produção das frutas precoces. Na grande maioria dos pomares, ocorreram queda de frutos, frutos não desenvolvidos, rachados e morte de plantas. A perda maior é em relação à qualidade dos frutos. Em anos anteriores, se obtinha frutos extra ou seleção; neste ano praticamente 10% a 25% enquadram-se como frutos de primeira, e o restante, como fruta para suco. No caso da bergamota Montenegrina, a maior área de cultivo e produção de frutas, as perdas ainda não estão consolidadas por ser uma cultivar tardia, cujas frutas ainda estão em crescimento. Entretanto, a perda em virtude de frutas rachadas já é visível e representa atualmente 5% do total, por enquanto inferior à expectativa que havia antes das últimas chuvas.

    Pinhão – O pinhão é um alimento rico em calorias e contém minerais como cobre, zinco, manganês, ferro, magnésio, cálcio, fósforo, potássio, enxofre e sódio. Além disso, são encontrados ácidos graxos linoleico (ômega 6) e oleico (ômega 9). Na regional de Caxias do Sul, segue a colheita; pinhas e pinhões apresentam boa qualidade e sanidade. Há relatos de alguns coletores sobre a ocorrência de pinhas com maior proporção de falhas do que em safras normais e também de pinhas secas, que não completaram seu desenvolvimento. Parte das árvores apresenta pinhas maduras em fase de debulha ou já debulhadas, e parte está em final de maturação. Já na regional de Passo Fundo, as chuvas contínuas no período de polinização e a estiagem no desenvolvimento do fruto (pinha) e da semente (pinhão) implicaram na redução de tamanho e na formação imperfeita da amêndoa amilácea, a parte comestível. Nesta regional, os preços pagos ao produtor variam de R$ 4,00 a R$ 6,00/kg. No atacado, o pinhão é vendido a valores entre R$ 8,00 e R$ 10,00/kg; no mercado, de R$ 12,00 a R$ 14,90/kg.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES

    Nas diversas regiões do RS, as pastagens cultivadas de inverno estão se desenvolvendo com mais intensidade, mas ainda não oferecem condições de pastejo na maior parte das áreas, em virtude de terem sofrido considerável atraso em sua implantação. Os campos nativos, que costumam ter seu crescimento mais ativo com temperaturas mais elevadas, sofreram em demasia com o período de estiagem e, embora tenham rebrotado parcialmente após as últimas chuvas, não propiciam boa oferta de forragem na maior parte das áreas. Com isso, vai se caracterizando um severo e prolongado vazio forrageiro neste outono. Nos poucos locais em que foi possível fazer o plantio em março e abril e nos quais a estiagem foi menos severa, está sendo possível disponibilizar as pastagens cultivadas de inverno para pastoreio com o manejo adequado, amenizando os efeitos do vazio forrageiro nesses locais.

    BOVINOCULTURA DE CORTE – Na maior parte das áreas de criação de bovinos de corte do Estado, o gado apresenta escore corporal abaixo do normal para a estação. As chuvas ocorridas foram insuficientes para recuperar os níveis de água dos bebedouros. Nas regiões de Santa Maria e Porto Alegre, além da perda de peso dos rebanhos, continuam sendo relatados casos de redução da taxa de prenhez das matrizes.

    PISCICULTURA – Em função da ocorrência de chuvas, continua aumentando o nível de água dos viveiros em todo o Estado. Boa parte dos açudes onde havia sido realizada a despesca está sendo repovoada com alevinos. Em alguns açudes ainda não repovoados e com níveis baixos de água vêm sendo realizados procedimentos de manutenção, como reparos nas taipas e aplicação de calcário para correção da acidez. Nos açudes povoados, o manejo alimentar dos peixes é realizado para diminuir as quantidades de suplementação, uma vez que com temperaturas mais baixas o consumo de alimentos diminui.

    PESCA ARTESANAL – O período de defeso na Lagoa dos Patos começou em primeiro de junho e se estenderá até 31 de janeiro de 2021. Na região da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, na atividade de pesca artesanal a espécie mais capturada durante a semana foi a Tainha. No estuário do rio Tramandaí, houve boa captura de Camarão. Na região de Pelotas, em Jaguarão, o baixo nível das águas da Lagoa Mirim dificultou a movimentação e o atraque de barcos, mas ainda assim os pescadores realizaram uma boa captura de peixes durante a semana.

  • Expoagro Afubra será em março de 2021

    A 20ª Expoagro Afubra que aconteceria em 18 a 21 de março teve que ser cancelada devido a pandemia. Mas a edição comemorativa de 20 anos já tem nova data: 17, 18, 19 e 20 de março de 2021. O tema será Valorização do agricultor: do campo à cidade. “Vamos manter o tema que havia sido definido para a 20ª Expoagro Afubra e os quatro dias de feira, inclusive no sábado”, explica o coordenador geral da feira, Marco Antonio Dornelles.

    Não houve maiores prejuízos já que todos os contratos  patrocinadores, expositores e prestadores de serviço foram resolvidos. Com a data e temas definidos, a equipe inicia, agora, os trabalhos para a Expoagro Afubra 2021. “A ideia é manter a programação já organizada e incluir novos temas”, diz Dornelles.

    A Expoagro Afubra é a maior feira do Brasil votada à agricultura familiar, com foco em manejos, demonstrações práticas, exposição e informação em áreas temáticas: animais, dinâmica de máquinas, agroindústrias, avicultura colonial, dia do arroz, espaço cultural, hortaliças, energias renováveis, viveiro de mudas, ainda as atividades específicas dos estandes das entidades.

    Na edição de 2019 foram 432 expositores, 112 mil visitantes e R$ 70,6 milhões em movimentação de negócios. A feira acontece em Rio Pardo, na região Central do Rio Grande do Sul.

  • Primeiras chuvas significativas no RS

    O mês de maio foi um alívio para o produtor rural, após um longo período sem chuvas significativas, as chuvas de maio foram o suficiente para deixar os acumulados acima do esperado para o mês – exceto nas regiões mais proximas com a divisa de SC como Vacaria e Erechim, e na região de Passo Fundo. Pelo menos 17 estações pluviométricas do CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) registraram acumulados acima de 200 mm no mês e estações como Alegrete (284.4 mm), Quaraí (272.6 mm), Uruguaiana (270.8 m), Arroio do Tigre (269 mm), Segredo (258.6 mm) e Horizontina (253.4 mm) os acumulados passaram dos 250 mm. Esses acumulados ficaram mais concentrados na terceira semana de maio, e até o dia 04/06 não foram registrados acumulados significativos.

    Apesar dos acumulados em maio serem expressivos, não foram o suficiente para permear no solo e alcançar o lençol freático. O reflexo disso fica evidente nos níveis dos reservatórios e nos principais rios do estado que seguem estáveis ou em declínio. Segundo o relatório diário do SEMA-RS (Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura) do dia 04/06 as bacias do Gravataí, Lago Guaíba, Sinos, Caí, Baixo Jacuí, Alto Jacuí, Taquari-Antas, Camaquã, Apuaê-Inhandava, além do Rio Uruguai em todo seu trecho segue em condição hidrológica de ALERTA em função da baixa disponibilidade hídrica.

    A boa notícia é que os modelos de previsão do tempo apontam para acumulados expressivos na sexta feira dia 05/06, sendo a primeira chuva significativa para o mês de Junho de 2020. Favorecidos pelo fortalecimento de uma zona de baixa pressão sobre o estado, combinada aos jatos de baixos níveis que trazem o ar quente e úmido da região amazônica, que contribuem para a formação de nuvens carregadas sobre o estado. Regiões como Salto do Jacuí e entre Dom Pedrito e Rosário do Sul podem registrar acumulados acima dos 50 mm. E até o fim do mês, de acordo com os modelos de previsão climática, Junho de 2020 apresenta uma tendência de chuvas acima do esperado. O que pode normalizar a situação hídrica em boa parte do estado.

    A boa notícia é que os modelos de previsão do tempo apontam para acumulados expressivos na sexta feira dia 05/06, sendo a primeira chuva significativa para o mês de Junho de 2020. Favorecidos pelo fortalecimento de uma zona de baixa pressão sobre o estado, combinada aos jatos de baixos níveis que trazem o ar quente e úmido da região amazônica, que contribuem para a formação de nuvens carregadas sobre o estado. Regiões como Salto do Jacuí e entre Dom Pedrito e Rosário do Sul podem registrar acumulados acima dos 50 mm. E até o fim do mês, de acordo com os modelos de previsão climática, Junho de 2020 apresenta uma tendência de chuvas acima do esperado. O que pode normalizar a situação hídrica em boa parte do estado.

    FONTE: AGROLINK

  • RTC aponta para aumento de 21% na área cultivada com trigo

    A área cultivada com trigo deve crescer de forma significativa no RS. É o que aponta um levantamento realizado pela Rede Técnica Cooperativa (RTC). Com parte da semeadura da cultura já iniciada no estado, os números levantados junto as cooperativas apontam para um aumento 21% na área cultivada em comparação a safra 2019.

    Os bons preços praticados para o cereal, associados as previsões climáticas que apontam para um inverno favorável para a triticultura do estado, estão entre os principais fatores que impulsionam este aumento. 🌱🌿🚜🌾

    📊Os números foram coletados junto a 21 cooperativas agropecuárias gaúchas, vinculadas ao projeto da RTC. Juntas, estas cooperativas representam mais de 70% da área cultivada com trigo no estado. Na safra 2019, o RS cultivou 735 mil hectares e a produtividade média foi de 3000 kg/ha.

    FONTE: ASCOM – RTC

  • Melhor momento para compra de insumos

    A Mosaic Fertilizantes participou de um debate com especialistas do setor para avaliar o mercado de fertilizantes que, em 2019, atingiu 36 milhões de toneladas, montante que representa um crescimento de 2% em relação ao ano anterior.

    Fernando Degobbi, diretor-presidente da Coopercitrus, afirma que já há uma antecipação expressiva dos negócios. “A soja, por exemplo, está 60% mais forte. No café, este valor chegou a 50%; na cana, temos 17%; e em citrus, estamos lidando com um crescimento de 25% no faturamento se compararmos com o mesmo período do ano anterior.”

    De acordo com Eduardo Monteiro, Diretor de Distribuição da Mosaic Fertilizantes, este cenário segue positivo, mesmo em maio à pandemia de COVID-19. “O Brasil ganhou uma posição extremamente relevante em função dos recursos naturais disponíveis e da necessidade de produção de alimentos. Sem os insumos, a produtividade das lavouras cairia em até 50%”, diz.

    “Além disso, temos hoje uma combinação que envolve a melhor relação de troca dos últimos cinco anos no que se refere aos grãos, custo logístico menor e rentabilidade do agricultor, fatores que tornam os produtos bastante atrativos”, ressalta Monteiro.

    Alexandre Mendonça de Barros, sócio-diretor da MBAgro, afirma que o Brasil é o país que teve a melhor resposta do sistema de produção de alimento, mantendo o ritmo de produção, distribuição e exportação. “Vale ressaltar que, mesmo em meio às incertezas, os níveis altos do dólar tornam o momento de compra excepcional para o produtor rural.”

    Luciano Meneses de Souza, presidente da ANEC, concorda que o produtor rural está observando as movimentações e aproveitando esta oportunidade, o que já traz reflexos na safra 21, que tem um terço do seu total comercializada.

    Walter Horita, produtor rural do oeste da Bahia, reforça, no entanto, que o setor deve continuar tomando todos os devidos cuidados: “Fazemos parte da cadeia de atividades essenciais, então é preciso dar continuidade às operações ao mesmo tempo em que garantimos a segurança de todos que trabalham conosco”.

    O debate na íntegra, pode ser acessado no Facebook da Mosaic Fertilizantes.

    Com informações da assessoria Mosaic Fertilizantes.

  • Medidas para realização da Expointer são discutidas

    Na tarde desta terça-feira (03.06), ocorreu uma reunião sobre as medidas necessárias para a realização da Expointer neste ano. A data que ainda não está definida, mas deverá ocorrer no mês de setembro e não mais no final de agosto, como inicialmente previsto. Também estão sendo estudados e projetados diferentes cenários, de acordo com a situação epidemiológica do momento: bandeira amarela ou laranja ou outra bandeira. E está em discussão como será o acesso do público, se com maior ou menor restrição.

    A reunião ocorreu entre as diferentes áreas da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

    As definições serão melhor avaliadas em reunião a ser agendada com a Secretaria Estadual da Saúde. “Todas as medidas quanto a segurança sanitária do Parque, no caso de realização da Expointer, serão tomadas em conjunto com a Secretaria Estadual da Saúde, para que não se corra nenhum risco e para que possamos garantir a segurança para os frequentadores do Parque”, afirma o Secretário da Agricultura Covatti Filho.

    Participaram da reunião com o Secretário Covatti Filho: o secretário adjunto Luís Fernando Rodrigues, o Subsecretário do Parque, José Arthur Martins, os diretores do Parque Flávio Pradié e Vandré Padilha, o coordenador jurídico da Secretaria, Fernando Witt, e o assessor do Parque Sandro Schlindwein.

  • Corteva Agriscience anuncia metas de sustentabilidade para 2030

    A Corteva Agriscience anunciou hoje suas metas para promover a sustentabilidade em todo o sistema alimentar global pelos próximos 10 anos. Os compromissos abrangem uma ampla gama de iniciativas com foco em quatro pilares: agricultores, saúde do solo, comunidades (aquelas onde funcionários e clientes da empresa vivem e trabalham)  e as operações da companhia. Entre as 14 metas divulgadas, destaque para os compromissos com a melhoria da produtividade no campo, ações climáticas, manejo da água, biodiversidade, transparência da cadeia de suprimentos e segurança do trabalhador, entre outras.

    “Nossa missão de liderar todo o setor agrícola em busca de resultados melhores e mais sustentáveis em todo o mundo é mais importante agora do que nunca. As metas refletem o tamanho e o escopo da nossa empresa, 100% focada no mercado agrícola, sendo uma clara demonstração do quanto estamos comprometidos com uma agricultura ainda mais sustentável, atendendo demandas observadas no campo e nas cidades”, destaca Roberto Hun, Presidente da Corteva Agriscience para o Brasil e Paraguai.

    Entre as metas, ressaltamos o treinamento de agricultores sobre boas práticas de manejo, ferramentas para otimizar insumos e melhorar a resiliência climática. Em relação ao compromisso da empresa com a saúde do solo, destacamos as metas relacionadas com a gestão da água e biodiversidade. Nas comunidades, a empresa está focada em trabalhar na segurança de seus funcionários e daqueles que fazem parte da cadeia agrícola em geral. Em relação às suas operações, a Corteva está comprometida em inovar de maneira sustentável, estabelecendo uma estratégia climática, usando embalagens sustentáveis e aumentando os esforços de sustentabilidade atualmente em curso nas suas unidades em todo o mundo.

    A partir de 2021, a Corteva reportará o progresso em relação às metas por meio de um relatório anual de sustentabilidade. Para mais informações, acesse www.sustentabilidade.corteva.com.

    Metas com foco nos agricultores

    1. Fornecer treinamento para 25 milhões de produtores rurais sobre saúde do solo, administração de nutrientes e água e melhores práticas de produtividade.

    2. Ajudar a aumentar a produtividade, a renda e as práticas agrícolas sustentáveis de 500 milhões de pequenos agricultores cumulativamente até 2030.

    3. Projetar, validar e dimensionar sistemas de gerenciamento que permitirão aos agricultores aumentar de maneira sustentável o rendimento das culturas em 20%, em comparação a 2020, reduzindo simultaneamente as emissões de gases de efeito estufa em 20% nos sistemas de cultivo (quando comparado a 2020).

    Metas com foco na saúde do solo

    4. Melhorar a saúde do solo em 30 milhões de hectares de terras agrícolas globais.

    5. Apoiar os avanços da gestão da água na produção agrícola global: ajudar a acelerar a melhoria na eficiência do uso de nitrogênio nas terras agrícolas globais; e reduzir o consumo de água, ajudando a aumentar a produção em 2,5 milhões de hectares usados na produção de sementes e em áreas agrícolas que sofrem com a falta de água até 2030 (quando comparado a 2020).

    6. Melhorar a biodiversidade em mais de 10 milhões de hectares de pastagens e ecossistemas naturais em todo o mundo por meio de práticas de manejo sustentável e conservação de habitat.

    Metas com foco nas comunidades

    7. Manter a segurança das pessoas nas instalações da Corteva e das que trabalham na agricultura.

    8. Capacitar mulheres e jovens, além de envolver comunidades em todo o mundo e onde funcionários e clientes da Corteva Agriscience vivem e trabalham.

    9. Oferecer um milhão de horas de funcionários para apoiar pessoas e comunidades em todo o mundo.

    10. Aumentar a transparência da cadeia de suprimentos dos agricultores para os consumidores, alavancando ferramentas digitais que permitam aos agricultores criar valor adicional por meio da transparência nos mercados agrícolas, sistemas alimentares e comunidades.

    Metas com foco nas operações da empresa

    11. Garantir que cada novo produto atenda aos critérios de sustentabilidade até 2025.

    12. Estabelecer uma estratégia climática para as emissões do escopo 1, 2 e 3, incluindo metas de redução apropriadas até 1º de junho de 2021.

    13. Usar apenas embalagens recicláveis ou reutilizáveis até 2030.

    14. Operar cada local de forma mais sustentável por meio da redução de resíduos, conservação de água e aumento da biodiversidade.

  • Saiba como é a evolução da fertilidade do solo

    A Fertiláqua tem realizado semanalmente transmissões online com representantes do seu corpo técnico e especialistas do agronegócio para debater principais pontos da agricultura e auxiliar os produtores com dicas e orientações que, até então, eram dadas no campo.

    Mais uma Live “DM em Campo” foi ao ar com a participação dos especialistas em solo Dorotéia Ferreira e Eduardo Cancellier. A mediação foi feita pelo coordenador de desenvolvimento de mercado da Fertiláqua, Caio Alves. O tema desta edição foi “Evolução da fertilidade do solo: Integração do sistema”.

    Dorotéia iniciou traçando uma linha do tempo desde o início das análises de solo, por volta de 1889. No cerrado brasileiro, os primeiros experimentos datam de 1900, quando testaram tratamentos com fontes de nutrientes e mediu-se o desenvolvimento da planta e a produção. Nas décadas de 60 e 70, foram iniciados os programas para avaliar as formas analíticas, e as análises de tecido vegetal e de foliar são dos anos 80.

    O Brasil por ser muito diversificado apresenta uma mescla de solos em seu território e por isso cresceu a necessidade de manejo de solo e de entender quais tecnologias podem ser inseridas nele. “O sul, com sua temperatura mais amena, retarda a decomposição acelerada de resíduos e, sendo pioneiro em Plantio Direto, soube construir a fertilidade. No cerrado, foi necessária a abertura de ambientes, e com isso fez-se adubação e calagem, uma vez que se sabia que a restrição era química, pois são solos bem profundos e drenados, porém naquele momento com equilíbrio biológico. E na região de nordeste, semiárida, a genética dos solos não ajudam muito, mas colocando água e trabalhando o manejo, a planta responde”, explica Dorotéia.

    Já os trabalhos em calagem e adubação datam do fim da década 70. Segundo Eduardo, a calagem deve ser a primeira ação a se utilizar, pois a partir do momento em que se realiza a correção da acidez do solo, se melhora a disponibilidade de diversos nutrientes.

    A análise de solo é um artifício criado para tentar imitar o que a planta faz. Nem a melhor análise de solo no mundo é tão boa quanto o que a planta nos ‘fala’, com relação a fertilidade do solo. “Todo conhecimento veio sendo construído e tabelado. Porém, o nível de manejo aprimorou-se tanto que se precisa renovar o trabalho. Ainda nos prendemos na análise tradicional do solo. A ciência já tem novos conceitos, métodos e formas de ver o solo, mas ainda por padronização, tem dificuldade de adotar novas ferramentas”, comenta o especialista.

    Uma das novas formas adotadas por agricultores atualmente é o sistema de integração, mas, de acordo com Dorotéia, é um trabalho ainda pontual e que necessita ir para grandes áreas: “Nele, quando há mudança de cultura, trabalha-se a adubação de manutenção, repõe o que a planta extraiu, e aproveita-se outras fontes de fornecer nutrientes para planta. Integra os componentes do sistema, física, química e biologia”.

    Para um solo de qualidade, um dos pontos a se observar é a disponibilidade de nutrientes. Os ácidos orgânicos, provenientes da decomposição de matéria orgânica e presente nos produtos a base de ácidos húmicos e fúlvicos, são complexantes naturais e ajudam na movimentação de alguns nutrientes, como cálcio, potássio e magnésio. Os nutrientes que possam estar com baixa disponibilidade no solo podem ser complexados por moléculas orgânicas e ter sua disponibilidade aumentada para absorção da planta. Mas, os especialistas destacam que não basta só ter o nutriente no solo, tem que se preocupar em como será disponibilizado para a planta.

    Além disso, outros fatores interferem para que a fertilidade seja voltada para a planta e garanta a produtividade: componentes que atuam no sistema como um todo, favorecendo disponibilidade de nutrientes, desenvolvimento radicular, ativação biológica e a proteção de plantas.

    “Lavouras de alta produtividade devem ter como base o perfil de solo bem corrigido em termos de acidez e de alta disponibilidade de cálcio em profundidade para não impedir o crescimento do sistema radicular, com equilíbrio na relação cálcio, magnésio e potássio”, afirma Eduardo.

  • Mapa publica zoneamento das culturas da soja e do girassol

    Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou hoje (29) no Diário Oficial da União as portarias números 145 a 160 que estabelecem o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura da soja.  O objetivo é reduzir os riscos relacionados a problemas climáticos e também o risco fitossanitário causado pela ferrugem asiática da soja. O Zarc leva em conta recomendações de instituições de pesquisa e órgãos estaduais sobre medidas de manejo que incluem o período de vazio sanitário e o calendário de plantio para reduzir os riscos relacionados aos aspectos fitossanitários.

    A principal novidade nas portarias de soja são as novas cultivares indicadas por grupo de maturação e Unidade da Federação (UF). Para a safra 2020/2021, no total, 9.356 indicações foram feitas, considerando que a mesma cultivar pode ser indicada para diferentes UFs, número 15% superior a safra passada, desse montante de indicações 64% são referentes a cultivares do Grupo 1, indicando que o desenvolvimento de cultivares precoces vem ganhando destaque junto aos obtentores.

    Na última sexta-feira, dia 22 de maio de 2020, também foram publicadas as portarias de Zarc números 125 a 144, da cultura do girassol, que apresenta características de boa tolerância ao estresse hídrico, dessa forma, se encaixa em sistemas de produção que realizam duas safras.

    Com a publicação do Zarc de girassol e soja, o Mapa finaliza o cronograma de publicações de portarias do mês de maio de 2020, cumprindo com o objetivo de divulgar com pelo menos 90 dias de antecedência ao plantio. Dessa forma, os produtores rurais e os agentes financeiros têm uma melhor segurança para o fechamento de contratos de seguro e crédito rural para a safra 2020/2021.

    Mesmo com a pandemia do Covid-19, os serviços, que envolvem desde o estabelecimento da metodologia e aplicação da modelagem até o recebimento de informações de cultivares e publicação no Diário Oficial da União, foram realizados de forma remota por meio de sistemas de informação, o que permitiu, neste ano, a antecipação da publicação das Portarias de Zarc para a safra de verão subsequente.