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Pastagens e criações

Na primeira metade da semana, as condições climáticas foram bastante adversas, em função do predomínio de chuvas, baixas temperaturas e reduzida insolação, o que prejudicou o desenvolvimento das pastagens, de um modo geral. Em função do excesso de umidade no solo, os produtores utilizaram as pastagens cultivadas por um período menor de tempo, para evitar danos excessivos pelo pisoteio dos animais e aumentaram a suplementação com silagem, principalmente nos estabelecimentos voltados à produção leiteira. Essa situação foi de menor expressão nas áreas de semeadura direta de pastagens anuais de inverno sobre as perenes de verão, como o tifton.

Na segunda metade da semana, mesmo com a formação de geadas, os dias ensolarados e mais secos proporcionaram melhores condições para o desenvolvimento e uso das forrageiras anuais de inverno. Apesar da instabilidade climática da última semana, de um modo geral, as pastagens anuais de inverno apresentam bom desenvolvimento em todo o Estado.

BOVINOCULTURA DE CORTE

As condições climáticas da última semana foram desfavoráveis para a atividade, provocando redução na oferta e na qualidade forrageira disponibilizada aos animais a partir dos campos nativos, recurso forrageiro que ainda é a base para a atividade no Estado. As baixas temperaturas associadas às chuvas e ventos intensos, prejudicaram também a manutenção do conforto térmico pelos animais, principalmente nas áreas de campo mais planas e desprovidas de mato.

Em função dessa situação, os animais mantidos em campo nativo experimentam um agravamento no déficit nutricional que se refletiu diretamente em perda de estado corporal, em todas as categorias de animais do rebanho. Nesse sentido, as vacas de cria, que nessa época do ano se encontram recém paridas ou no final da gestação, são as mais prejudicadas, pois possuem um maior requerimento nutricional nessas fases.

BOVINOCULTURA DE LEITE

Apesar das dificuldades climáticas que prejudicaram o desenvolvimento e a utilização das pastagens anuais de inverno em alguns dias da semana, o aumento na oferta de forragem nas propriedades, principalmente de aveia, tem resultado num aumento sustentado da produção de leite no Estado. Superado o período de entressafra, caracterizado pelo vazio forrageiro entre as pastagens de verão e as de inverno, que nesse ano se estendeu um pouco mais do que o normal, em função da estiagem prolongada, a produção avança em direção ao pico de produção no final de inverno/início de primavera. De um modo geral, a produção de leite no Estado vem crescendo a uma taxa entre 7,5% e 10%, em relação ao mesmo período do mês passado.

A maior oferta de pastagens aumenta a produção e a produtividade dos rebanhos e contribui para uma redução no custo de produção pelo menor uso de silagem e concentrados, o que amplia os ganhos financeiros dos produtores. Além disso, ao reduzir a necessidade de suplementação dos animais com silagem, as pastagens contribuem para economizar o volumoso conservado que neste ano está estocado em menor quantidade nas propriedades em função da estiagem.