Monthly Archives

agosto 2020

  • Veja a tendência para o mercado da soja nesta semana

    O mercado de soja mantém as atenções divididas entre a reta final do desenvolvimento da nova safra norte-americana e os movimentos da demanda chinesa no mercado internacional, de acordo com a consultoria Safras. A relação entre Estados Unidos e China também segue no radar.
    O analista Luiz Fernando Gutierrez detalhou esses pontos. Fique atento, pois podem mexer com o mercado de soja na semana:
    • A Bolsa de Chicago ganhou volatilidade nos últimos dias diante de especulações relacionadas ao verdadeiro tamanho da nova safra norte-americana;
    • Após o evento climático que atingiu o estado de Iowa na primeira quinzena de agosto, o furacão Laura que atingiu parte da região sul do cinturão produtor acrescentou novas dúvidas;
    • Embora aparentemente o furacão não tenha trazido grandes problemas, os players parecem especular que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trará um corte relevante na estimativa de safra dos EUA em seu relatório de setembro, apontando que os estragos em Iowa foram maiores que os apontados pelo Crop Tour da Pro Farmer. Dessa forma, o mercado parece esperar por uma safra inferior às 118 milhões de toneladas apontadas pela Pro Farmer;
    • É possível, sim, que o USDA traga uma safra inferior à 118 milhões de toneladas, mas essa tendência ainda não parece bem desenhada. Apostar nisso é ir contra os números da Pro Farmer, e tal posicionamento não costuma ser muito assertivo, já que estes números costumam ser um pouco mais conservadores do que os do USDA;
    • De qualquer maneira, o momento é de firmeza para Chicago, com faixa de atuação esperada entre as linhas de US$ 9 e US$ 9,50 nas primeiras posições até o relatório do dia 11;
    • Junto a isso, os últimos dias foram positivos com relação a novas vendas de soja dos EUA para a China, indicando que a demanda chinesa continua se deslocando, cada vez mais, para os portos americanos à medida que o Brasil está esgotando sua oferta para o mercado internacional;
    • Também pesa positivamente o sentimento de que a fase 1 do acordo comercial está evoluindo bem, e que a China ainda poderá honrar o que foi acordado, aumentando suas compras a partir da colheita americana.
    Fonte: Canal Rural
  • Confira a perspectiva de plantio de soja em cada estado

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou recentemente uma webinar, que contou com a presença da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para trazer algumas perspectivas para a safra de grãos do Brasil em 2020/2021. Com base em todas essas informações trouxemos uma breve perspectiva geral e por estado do potencial da safra brasileira de soja.

    Potencial é termo usado pela Conab para destacar que a perspectiva a seguir foi baseada em cálculos estatísticos, levando em consideração algumas variáveis como clima, para se prever o tamanho potencial da safra. Ou seja, se tudo correr dentro do esperado o Brasil poderá colher até 133,5 milhões de toneladas de soja em 2020/2021.

    “Nós estamos projetando um aumento de área superior a 3% no país e acima de 4% na produtividade. O que traz esse resultado de uma produção 7% maior que as 124,5 milhões de toneladas da safra anterior. Essa é uma prévia, baseada em modelos estatísticos, considerando também a aceleração nas vendas antecipadas. Mas os primeiras previsões começaremos a divulgar em outubro”, diz o superintendente de Gestão da Oferta da Conab, Allan Silveira dos Santos.

    “Na agricultura moderna, uma cultura se instala conforme ele remunera. Se um cliente como a China diz preciso de tal grão, o Brasil responde no ato, porque tem essa capacidade. Hoje a demanda pela soja é crescente e o produtor responde a isso ampliando sua área”, afirma presidente da Aprosoja São Paulo, Gustavo Chavaglia.

    De fato, em um levantamento prévio realizado pelo Projeto Soja Brasil com as lideranças das Aprosojas estaduais, apontou essa tendência mesmo, crescimento de área em todos os estados, muitos puxados por essa valorização da soja. Confira abaixo!

    Mas, vale destacar que assim como a Conab os dados apresentados abaixo não são previsões ainda, já que a safra ainda não começou a ser semeada.

    Paraná
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 3% ou menos.

    “Algumas consultorias estão apontando para aumento de 3% a 5%, mas esse aumento é restrito. Então não acredito nisso. Minha aposta é que o estado ampliará sua produtividade. Muitos produtores estão apostando na correção de solo e na agricultura de precisão para obter resultados melhores por hectare”, diz o presidente da Aprosoja-PR, Márcio Bonesi.

    Minas Gerais
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 5%
    “Esse anos teremos aqui a Abertura Nacional do Plantio da Soja e estamos bastante animados. Acredito em um incremento de até 5% na área de soja este ano no estado”, diz o presidente da Aprosoja-MG, Wesley Barbosa.

    Goiás
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 4,5%
    “Acredito que a área plantada com soja do estado poderá crescer até 4,5%. Normalmente crescemos a uma taxa de 3,5%, mas esse ano os altos preços da soja atraíram mais e acredito nesse maior crescimento”, diz o presidente da Aprosoja-GO, Adriano Barzotto.

    Rio Grande do Sul
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 5%
    “Esperamos ultrapassar a casa dos 6 milhões de hectares semeados com soja nesta safra, o que pode nos render uma produção acima das 20 milhões de toneladas. Os produtores estão se preparando para esse plantio, apesar de uma previsão de estiagem para esse ano. Mas os produtores estão confiantes”, diz o presidente da Aprosoja-RS, Décio Teixeira.

    Mato Grosso do Sul
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 6%
    “Os produtores estão otimistas com esta temporada. Esperamos uma expansão de pelo menos 6% na área, com muitos investimentos nas lavouras”, diz o presidente da Aprosoja-MS, André Dobashi.

    Piauí
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 10%
    “A safra passada foi atrapalhada pela demora das chuvas. Inicialmente até prevíamos um aumento nessa ordem de 10%, mas no fim tivemos metade disso. O ritmo de aumento de área no estado ainda é o que chamamos de alucinante, por se tratar de uma fronteira agrícola ainda. A safra foi boa sim, mas esse ano se o clima ajudar, será melhor”, diz o presidente da Aprosoja-PI, Alzir Neto.

    Bahia
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 3%
    “Acredito que a área deve crescer um pouco sim, principalmente vindas do algodão. Acredito que no máximo teremos 50 mil hectares a mais, se juntando ass 1,620 milhão de hectares que já são plantadas. Todos os produtores estão investindo bastante em suas lavouras e se o clima ajudar teremos uma safra muito boa”, diz o presidente da Aprosoja-BA, Alan Juliani.

    São Paulo
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 5%
    “São Paulo tem aumentado a área em torno de 5% ao ano. Devemos ter para esta alguma migração de pastagens no noroeste do estado e também de reformas de canaviais, por vezes fiduciárias, difíceis de se prever. Mas tudo indica que o estado poderá ter uma grande safra novamente”, diz presidente da Aprosoja-SP, Gustavo Chavaglia.

    Mato Grosso
    O estado prevê uma área plantada na ordem de 10 milhões de hectares
    “Mato Grosso aumenta área todo ano, umas vezes mais, outras menos. Mas estamos sempre crescendo. Acredito que este ano podemos superar facilmente os 10 milhões de hectares plantados com soja, ainda mais com a rentabilidade que a cultura está apresentando”, diz o presidente da Aprosoja-MT, Antonio Galvan.

    Roraima
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 50%
    “Estamos colhendo uma safra ótima agora em 2020. Os preços negociados pela saca estão trazendo boa remuneração aos produtores do estado. Muitos investidores novos estão vindo, e devemos dobrar o tamanho da área plantada em 2021”, diz o representante da Aprosoja-RR, Ermilio Paludo.

    Santa Catarina
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 3%
    “Os produtores estão bastante otimistas, até porque os preços estão muito atrativos. Tivemos uma quebra significativa na safra passada em função da seca, mas esse ano o clima promete ser melhor. O produtor sempre é otimista, sempre espera o melhor, e torcemos por isso. Então em outubro já começaremos nosso plantio”, diz o presidente da Aprosoja-SC, Alexandre Domênico.

    Tocantins
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 8%
    “O estado sempre aumenta sua área, pois ainda somos uma fronteira agrícola. Os preços em alta só colaboram para essa decisão dos produtores de abrir mais áreas, principalmente as áreas de pastagens degradadas”, diz o presidente da Aprosoja-TO, Maurício Buffon.

    Maranhão
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 7%
    “Os preços atuais estão rentabilizando bem os produtores, que veem na soja uma oportunidade maior que no milho. Além disso, a previsão de La Niña amplia a perspectiva de uma safra boa e produtiva para o estado”, diz o presidente da Aprosoja-MA, José Carlos Oliveira de Paula.

    Pará
    O estado prevê uma ampliação de área na ordem de 3%
    “Nosso estado é muito grande e ainda há muita área para ampliar, principalmente das pastagens que podem virar lavouras. O preço da soja em alta, como vimos nesse ano está atraindo muita gente. Muitos municípios que nem plantavam devem começar esse ano”, diz o presidente da Aprosoja-PA, Vanderlei Ataides.

    Fonte: Canal Rural

  • China compra soja brasileira para embarque em 2021

    De acordo com informações da T&F Consultoria Agroeconômica, alguns crushers da China compraram soja da safra nova brasileira para embarque do 3º trimestre de 2021 em meio a margens mais apertadas. Nesse cenário, os importadores estatais estavam novamente ausentes nos Estados Unidos, enquanto alguns industriais privados estavam verificando os preços da soja brasileira de 2021.

    “Os prêmios para a soja dos EUA no Golfo e do Noroeste do Pacífico em uma base CFR China se fortaleceram ligeiramente no dia. O embarque de novembro do Golfo foi oferecido em torno de 225-226 c/bu sobre os futuros de novembro e os níveis negociáveis foram indicados em torno de 220 c/bu sobre os mesmos futuros. O mesmo envio da PNW foi oferecido a 206 c/bu sobre os futuros de novembro contra o último nível negociado em 203 c/bu sobre os futuros de novembro”, informa.

    Além disso, o indicador CFR China para envio de soja brasileira em outubro subiu 1 c/bu para 242 c/bu em relação aos futuros de novembro, o que equivale a US$ 437/mt, alta de US$ 9,25/t. “Para a nova safra brasileira de 2021, pelo menos uma carga foi negociada para julho de 2021 com embarque a 140 c/bu sobre os futuros de julho na CFR China”, completa.

    “Na China, o renminbi chinês se fortaleceu ainda mais na sexta-feira, atingindo o nível mais forte em sete meses, a CNY6,86 por dólar americano. Os futuros domésticos de farelo de soja e óleo de soja perseguiram os futuros da soja CBOT para o lado positivo, aumentando as margens de esmagamento na sexta-feira. Os futuros de farelo de soja mais líquidos em Dalian ganharam 0,51%, para CNY2.937/mt (US$ 428,13/mt) e os futuros de óleo de soja mais ativos saltaram 2,12%, para CNY6.648/mt (US$ 969,1/mt) em 1500 horários de Pequim”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Soja sobe mais de 1,5% em Chicago e supera máximas em mais de dois anos com clima nos EUA

    A semana começa com a soja subindo mais de 1,5% na Bolsa de Chicago e registrando suas máximas em mais dois anos diante das preocupações com o clima seco nos Estados Unidos. Perto de 7h30 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 10,50 e 14 pontos nos principais contratos, com o novembro valendo US$ 9,64 e o julho/2021, US$ 9,70 por bushel.

    O mercado encontra na falta de chuvas nos EUA espaço para as boas altas e espera, inclusive, que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduza novamente o índice de lavouras de soja e milho dos país mais uma vez.

    O final de semana ainda foi de tempo seco e as previsões, segundo especialistas internacionais, continuam a preocupar os produtores norte-americanos.

    Além das preocupações com o clima, os futuros da soja também são estimulados pela força da demanda da China nos EUA que, diante da falta de produto no Brasil e do crescimento de consumo do país norte-americano. Novas compras podem ser feitas nesta semana e os movimentos são monitorados pelos traders.

    O avanço da soja acontece pelo sexto dia consecutivo e chega depois de uma semana com altas acumuladas superiores a 5%.

    “O sentimento dos fundos de commodities está mais otimista em geral, com aumento na exposição ao risco. Especificamente para a soja e grãos, suporte do clima nos EUA. Depois da tempestade Derecho afetando a produtividade no estado de Iowa, agora são previsões de clima seco e quente ameaçando a produvidade no centro-oeste americano”, explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar.

    A segunda-feira é positiva ainda para as demais commodities, com altas de quase 2% entre os futuros do milho e do trigo em Chicago, altas superiores a 3% para o café na Bolsa de Nova York, bem como para o petróleo, com o WTI registrando altas de mais de 1% e o barril sendo cotado a US$ 43,49.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Camal e Cotrijuc: intercooperação na prática

    Um café com a imprensa marcou o início da parceria de cooperação entre a Cooperativa Agrícola Mista Aceguá Ltda (Camal) e Cotrijuc – Cooperativa Agropecuária Júlio de Castilhos. O evento realizado na manhã desta sexta-feira, 28 de agosto, contou com a presença das direções das cooperativas, e das empresas de comunicação, um público reduzido devido as restrições impostas pela pandemia.

    Juntas irão comercializar insumos agrícolas através de um modelo de parceria com profissional a campo levando informação técnica, suporte a novas tecnologias com apoio da Rede Técnica Cooperativa (RTC) para atender os associados. Também atuarão unidas na comercialização de grãos. Este ato é fruto de tratativas que estão acontecendo há alguns meses e que primam pelo bom relacionamento e fortalecimento do cooperativismo nas regiões onde ambas as cooperativas atuam. As atividades já estão em operação neste modelo desde o início desta semana.

    Para o presidente da Camal, Sieghard Ott, por meio da parceria buscou-se a melhoria dos negócios e o fortalecimento da marca da cooperação nos municípios onde as cooperativas estão presentes.

    O presidente da Cotrijuc, Caio Vianna considera o momento de fortalecimento do cooperativismo. “Estamos alegres em estreitar o relacionamento com a Camal. Esta parceria reforça a importância da intercooperação. Mostramos o quanto o cooperativismo está unido e focado em gerar desenvolvimento econômico e social” enfatizou o dirigente.

    Os cooperados, tanto da Camal como da Cotrijuc, obtêm ganhos, pois ao somar esforços as duas organizações potencializam seu relacionamento e oferta de soluções voltadas a atender o quadro social.

    Fonte: ASCOM Cotrijuc e Camal

  • Brasil passa a produzir sementes com garantia de sustentabilidade

    Uma combinação inédita de tecnologias vai permitir que a produção de sementes no Brasil seja sustentável. O estado do Mato Grosso do Sul foi o primeiro a aderir à tecnologia desenvolvida pela Ceptis Agro, que já está disponível para implementação em todo o território nacional. A Ceptis Agro e a Aprossul assinaram ontem (27/8) um contrato, que une o programa Semente Legal com a nova tecnologia TrustScore – um avançado sistema de monitoramento e avaliação da sustentabilidade nas propriedades. O sistema já foi apresentado em evento da ONU/PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e União Europeia, no mês passado. A Ceptis Agro também irá apresentar o TrustScore na Climate Week em Nova Iorque – EUA, em 23 de setembro.

    O Programa Semente Legal é uma solução que garante a origem e a qualidade das sementes forrageiras por meio de uma etiqueta de segurança, aliada a um avançado sistema de rastreabilidade. Nesta nova edição, o Semente Legal irá também verificar 60 indicadores sociais, ambientais e econômicos das propriedades e dos processos produtivos de sementes. A parceria com a associação alcançará 11 empresas sementeiras de soja, milho e forrageiras, que produzem mais de 50 milhões de quilos de sementes.

    Para o presidente da Aprossul, Celso Pess Junior, o projeto vem para atender a demanda recente pela sustentabilidade no agro. “Estamos em um momento de evolução e a união com o TrustScore é um passo além da organização e do controle de qualidade. Com o com o apelo crescente pela sustentabilidade, agora poderemos fornecer toda a base do insumo da agricultura, que são as sementes, de forma sustentável e com garantia de que não há mão de obra ilegal, áreas ilegais, pirataria, entre outros problemas”, destacou.

    Inovações voltadas à sustentabilidade no campo são urgentes
    O rápido crescimento do desmatamento na Amazônia afeta fortemente a imagem do Brasil no exterior. A crise ambiental no Brasil no campo ameaça prejudicar exportações de produtos agrícolas e causar desinvestimentos internacionais. De acordo com Philippe Ryser, CEO da Ceptis, neste cenário as inovações voltadas à sustentabilidade no campo são necessárias e urgentes. Por isso, a Ceptis investe cada vez mais em inovação nesse novo contrato com a Aprossul. É a primeira vez no Brasil que as produções de sementes serão verificadas em seus aspectos sociais, econômicos e ambientais. “Nossa solução do Semente Legal já é uma referência de produtos de qualidade e origem garantida, em que os produtores e consumidores têm total confiança. Agora, seremos também pioneiros na criação das primeiras sementes forrageiras com selos de sustentabilidade do Brasil”, explica.

    De acordo com Roberto Miyano, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Ceptis Agro, a iniciativa é importante para oferecer visibilidade ambientalmente positiva do Brasil na área rural. “O processo de monitoramento TrustScore também promove a credibilidade do País – ao oferecer informações críveis e mensuráveis sobre a sustentabilidade no campo, assim como também rastreia e verifica a qualidade dos produtos. Isto é, o programa incentiva a boa produção, beneficiando toda a sociedade”.

    Fonte: Assessoria de imprensa/Ceptis

  • Bioinseticida à base da bactéria Bacillus thuringiensis chega ao mercado

    O lançamento do bioinseticida Crystal foi feito pelo canal da Embrapa no YouTube, nesta quarta-feira (26/8). O Crystal é resultado de uma década de pesquisas e da parceria entre a Embrapa e a empresa canadense Lallemand, líder global no desenvolvimento, na produção e na comercialização de microrganismos.

    “Este bioinseticida é um produto biológico à base da bactéria Bacillus thuringiensis e produz esporos e cristais contendo as proteínas Cry e Vip3, que são tóxicas a insetos”, explica o pesquisador Fernando Hercos Valicente, da Embrapa Milho e Sorgo, de Sete Lagoas-MG, responsável pela tecnologia na Embrapa. “Além disso, o Crystal é uma importante ferramenta para o Manejo Integrado de Pragas e para suporte ao manejo de resistência das lagartas aos inseticidas químicos. Ele tem uma formulação líquida, de fácil manuseio e aplicação. Seus cristais e esporos, ao serem ingeridos pela lagarta, causam uma infecção, o rompimento do intestino e a morte do inseto”, enfatiza o pesquisador.

    O evento foi moderado pelo professor e comunicador José Luiz Tejon Megido­. Ele ressaltou que a missão do Brasil é vender conhecimento, ciência. “E essa união de uma Embrapa com uma companhia global como a Lallemand, provavelmente, é um caminho para fazer essa missão maravilhosa do Brasil: apoiar agricultores do planeta inteiro, nessa região tropical que vocês da Embrapa dominam tão bem”. Adriana Regina Martin, diretora executiva de Inovação e Tecnologia da Embrapa, ressaltou que uma das metas da Empresa é buscar trabalhar junto com outras instituições para desenvolver tecnologias que possam ser colocadas no mercado em benefício da sociedade. “Nós geramos conhecimento e o transformamos em inovação. Como a gente pode ver é um trabalho de basicamente 13 anos. Então, a pesquisa é um sinônimo de um grande investimento. E nós precisamos investir neste trabalho de longo prazo”, disse.

    Santo Bonganhi Neto, gestor de marketing estratégico da Lallemand Brasil, agradeceu aos ouvintes e participantes. “Nós estamos aqui transmitindo para todo o território nacional e para vários países conectados conosco. Entre eles, México, Estados Unidos, Argentina, Paraguai”, disse. Frederic Chagnon, presidente global da Lallemand, também assistiu ao lançamento, diretamente do Canadá.

    “Nosso objetivo hoje é compartilhar conhecimento, ciência e tecnologia de ponta, para o agronegócio brasileiro e para um mundo melhor. É uma honra ter participado ativamente junto com a Lallemand e a Embrapa no desenvolvimento desse novo produto totalmente inovador para a agricultura”, disse Bonganhi.

    Crystal tem de 95 a 100% de eficiência comprovada
    Registrado no Mapa para o controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), o Crystal também controla a lagarta-das-folhas (Spodoptera eridania) e a lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens), além da Spodoptera cosmioides. O produto já estará disponível para a safra 2020/2021.

    Valicente ressaltou que a lagarta-do-cartucho é a principal praga de grandes culturas. “Sua preferência é pelo milho, mas ataca algodão, feijão, milheto, soja, sorgo, as hortaliças e alguns legumes. A praga tem um ciclo total em torno de 30 dias e tem grande potencial de dano. A lagarta está presente nas Américas, na África, na Ásia e na Austrália”, pontuou.

    “O Bacillus thuringiensis (Bt) é uma bactéria Gram Positiva, e o cristal proteico é formado durante sua fase estacionária ou de esporulação. Ela é encontrada naturalmente no solo, na água, em insetos mortos e em resíduos de grãos. Nas pesquisas realizadas pela Embrapa e pela Lallemand, o bioinseticida Crystal alcançou eficiência em torno de 95 a 100%, no controle das lagartas nas lavouras”, explicou o cientista.

    A aplicação pode ser feita com o pulverizador costal ou com o trator, sempre com um espalhante. A recomendação é aplicar o produto no estágio inicial da lagarta, logo quando aparecem e estão pequenas. “É um produto que pode ser usado tanto pela agricultura orgânica como pela tradicional. Pode ser usada por micro, pequenos, médios e grandes produtores. Todos que têm interesse em um produto biológico”, afirmou Fernando Valicente.

    Frederico Ozanan Durães, chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, concluiu que o propósito do encontro foi oferecer informações e esclarecer sobre as oportunidades de soluções para o manejo de grandes culturas agrícolas com os insumos biológicos. “Nós estamos demonstrando que vamos continuar dialogando sobre, basicamente, conhecimento, tecnologia e produto, e, com isso, estabelecer parcerias estratégicas”, disse.

    Para ele, o compartilhamento de saber entre instituições, a exemplo da Lallemand e da Embrapa, com a tecnologia Crystal, é um caso típico de inovação aberta. “É relevante para o propósito de construir uma parceria estratégica que visa sustentabilidade. E produz resultados que contribuem para agregar valor e impacto à produção agropecuária e à ciência aplicada”, afirmou Durães.

    Fonte Agrolink

  • Geada atinge lavouras na fase inicial de plantio no RS

    As áreas recém-plantadas de milho no Rio Grande do Sul foram atingidas pelas fortes geadas nos últimos dias. Segundo os analistas de Emater/RS-Ascar, empresa de assistência técnica e extensão rural do governo gaúcho, nas áreas em início de desenvolvimento, a gema apical da planta no interior do solo teve uma barreira de proteção, o que amenizou o efeito das geadas e do granizo. Mas houve danos em muitas lavouras implantadas em áreas de baixas altitudes, cujos estágios de desenvolvimento estão mais avançados (quatro folhas ou mais).

    Segundo o informativo da Emater/RS, na regional de Erechim dois mil hectares de milho já foram plantados e já muitas áreas já dessecadas à espera do início dos trabalhos. Na região de Soledade, o plantio já atingiu 3.500 hectares de milho grão e silagem, atualmente em emergência e início de desenvolvimento vegetativo. Essas áreas foram atingidas por fortes geadas.

    Em São Lourenço do Sul, na região Colonial de Pelotas, acontecem as primeiras semeaduras em áreas onde é menor a probabilidade de ocorrência de frios tardios. Os analistas explicam que implantação no cedo se deve à crescente demanda por milho grão para o consumo das criações e por silagem como alimento volumoso, principalmente em Canguçu, São Lourenço do Sul e Pelotas.

    Na região de Frederico Westphalen, estima-se que já estejam semeados, em fase de germinação e início de desenvolvimento vegetativo mais de 20 mil hectares de milho grão e 9.500 de milho para silagem. “As demais áreas vêm sendo dessecadas e complementadas com a prática do tombamento das plantas, preparando-as para os plantios. As baixas temperaturas dos últimos dias, com a ocorrência de geadas, atingiram a cultura que já estava germinada, e os impactos seguem em monitoramento.”

    Na região de Santa Maria, há áreas implantadas tanto para grãos quanto para silagem, e os produtores intensificam o preparo de novas áreas. Na região de Bagé, a semeadura iniciou no Noroeste. “Já é significativa a área semeada na Fronteira Oeste, em Manoel Viana, São Borja, Itacurubi e Maçambará. Novas semeaduras dependem do retorno das precipitações, já que os solos apresentam umidade insuficiente para a operação. Houve relatos de possíveis danos pelas geadas em plantas recém-emergidas, mais pronunciados na região de São Borja, cujo impacto ainda será dimensionado.”

    Nas regionais de Ijuí e Santa Rosa, diante do frio intenso, os plantios da cultura avançaram pouco durante a semana. Na região de Ijuí, a maioria das lavouras estão prontas para a semeadura que deve se intensificar nos próximos dias. As geadas preocupam os produtores em função de danos nas lavouras emergidas.

    Os analistas calculam que há cerca de dez mil hectares em fase de desenvolvimento vegetativo, e esses cultivos apresentam queimadura das folhas e morte de plantas. “Há danos irreversíveis nas lavouras em estádios fenológicos mais avançados nas quais o ponto de crescimento estava cima do nível do solo, pois houve congelamento dos tecidos, sendo necessário replantar as áreas ou destiná-las para outra cultura.”

    Segundo eles, as estimativas iniciais de danos ocorridos nessas circunstâncias indicam que cerca de três mil hectares tenham sido atingidos. Há potencial de recuperação das demais lavouras em germinação e em início da emergência, nas quais o ponto de crescimento situa-se abaixo do nível do solo.

    Na região de Santa Rosa, os agricultores foram cautelosos com a perspectiva do frio mais intenso e diminuíram os plantios. Atualmente, estima-se que a área já implantada seja de 78 mil hectares. “As geadas tiveram forte impacto sobre a parte aérea das plantas, causando a senescência de folhas expostas e reduzindo drasticamente a área fotossintética. Naquelas plantas em que o ponto de crescimento ainda não aflorou a superfície do solo, é reduzido o potencial do nível de dano.”

    A Emater/RS ainda não divulgou seu primeiro levantamento de intenção de plantio do milho no Rio Grande do Sul para a safra 2020/2021. A perspectiva é de aumento de área, graças aos bons preços. Nesta semana a saca de 60 kg de milho foi cotada no mercado gaúcho, em alta de 45% em relação ao mesmo período do ano passado e está 26,7% acima da média de agosto nos últimos cinco anos.

    Fonte: Globo Rural

  • Soja segue em alta nesta 6ª feira em Chicago e testa suas máximas em 11 meses

    Os preços da soja continuam subindo na Bolsa de Chicago nesta sessão de sexta-feira (28). Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h55 (horário de Brasília), subiam entre 3,25 e 4,25 pontos nos principais contratos, levando o novembro a US$ 9,46 e o março a US$ 9,51 por bushel.

    O mercado se mantém focado entre o clima no Corn Belt e as compras da China nos EUA neste momento, com ambos os fatores dando importante suporte às cotações da oleaginosa. Assim, segundo analistas internacionais, os preços testam suas máximas em 11 meses na CBOT.

    “Após meses de letargia, o mercado internacional começa a oferecer suporte aos preços devido a forte demanda chinesa e incertezas em relação à safra amerciana”, afirma Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar. “Atenção redobrada hoje às atualizações das previsões climáticas para o final de semana. O furacão Laura pode levar precipitações para as áreas secas do centro-oeste americano”, completa.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Chicago tem movimentações por conta da China

    De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, novas compras pela China confirmaram expectativas do mercado. “O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou as vendas de soja americana para o gigante asiático por 400.000 toneladas, um bom progresso no que é a revisão da fase 1 do acordo comercial e espera-se que a China importe volumes recordes de soja este ano”, comenta.

    “Do lado da oferta, a evolução das lavouras nos EUA é acompanhada de perto. No último relatório semanal do USDA, eles mostraram uma queda em sua condição (69% em boas e excelentes condições contra 72% na semana anterior). Preocupação com o clima seco recente, juntamente com as altas temperaturas”, completa.

    Para o primeiro mês cotado a soja subiu de 13/4 a 5 3/4 centavos de dólar. “Os futuros de farelo de soja fecharam a sessão do meio da semana a 70 centavos/tonelada mais baixas. Os futuros de óleo de soja fecharam 23 a 26 pontos mais altos. OI-Open Interest (Contratos em Aberto) para soja de setembro na Bolsa de Dalian caiu para apenas 7.465 contratos”, informa.

    “OI para os contratos ativos de Jan foi de 183.019, enquanto o soja chinês fechou a 4.416 yuan/MT (~ US$ 17,45/bu). Antes do relatório semanal de vendas de exportação do USDA, os analistas esperam ver 1,2 – 2,2 MT de novas reservas de soja. As vendas de farelo de soja são estimadas em 50k a 200k tons para entrega em 2019/20 e de 75k a 300k tons para reservas 2020/21. Reservas de óleo de soja estão estimadas entre 5.000 MT e 35.000 tons. Para o mês de julho, a China trouxe 8,18 MT de soja brasileira e 38.331 MT dos EUA”, conclui.

    Fonte: Agrolink