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15 de setembro de 2020

  • China suplanta alta em Chicago

    O mercado de soja fechou com um leve avanço na Bolsa de Chicago, de acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica. A demanda da China continua forte e é a principal base que estimula os preços.

    “Hoje, o USDA anunciou novas vendas para o gigante asiático por 129.000 tons juntamente com outras 318.000 tons para destinos desconhecidos. O óleo de palma e o aumento do óleo de soja transmitiram firmeza ao grão. Enquanto isso, o USDA cortou a estimativa de produção para 117 milhões de tons na sexta-feira (em linha com o esperado pelo mercado) juntamente com uma queda semelhante nos estoques finais para a safra 2020/21”, comenta a consultoria.

     

    O contrato de novembro de soja não poderia manter acima da resistência número redondo de US$ 10, mas os futuros do mês presente ainda terminaram 3 1/2 a 8 centavos mais alto. “Os contratos de novembro fecharam em alta em 14 dos últimos 15 dias. Os contratos de setembro expiraram em $10,19 1/4 por bushel. Os futuros de farelo de soja caíram US$ 2,60 para US$ 2,80/tonelada no dia. No mês anterior, os futuros do óleo de soja terminaram em alta de 58 a 62 pontos”, completa.

    “O relatório semanal Crop Progress teve 37% das folhas de queda na soja, acima de 20% da semana passada e 6% acima da média de 5 anos. As classificações de condição do grão foram bastante estáveis na semana, exceto por uma queda de 29 pontos em Dakota do Norte sobre danos causados pela geada. A classificação nacional de grão marcou 362 no índice Brugler500, que foi 3 pontos abaixo. O USDA anunciou vendas flash de 129k tons de soja para a China, e 318k tons de soja para desconhecidos”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: China corta produção e EUA começa a colher

    A China reduziu sua estimativa de produção doméstica de milho para o ano comercial de 2020/21, depois que tufões recentes causaram danos à safra em desenvolvimento do país e aumentaram as expectativas de aumento dos volumes de importação após novas compras de milho em larga escala dos EUA. Foi isso que afirmou a T&F Consultoria Agroeconômica.

    “A produção total de milho no próximo ano deverá cair 1,8 milhão de toneladas em relação às estimativas anteriores, para quase 265 milhões de tons, uma vez que o rendimento foi reduzido de 6,392 t/ha para 6.349 t/ha, de acordo com a atualização mensal China Agricultural Supply and Demand Estimates (Casde) para setembro de 2020”, comenta a consultoria.

    Os Estados Unidos já colheram 5% da safra atual de milho, mas a condição das lavouras piorou 1 p.p. “O relatório semanal de acompanhamento das lavouras, divulgado nesta segunda-feira pelo USDA, registrou que o país já colheu 5% da sua safra de 2020/21 de milho, contra 3% na mesma época do ano passado, mas em linha com a média história dos últimos 5 anos. As condições das lavouras, porém, regrediram 1 p.p. para 62%, contra 63% da semana anterior, embora estejam 7 p.p. à frente da mesma semana do ano passado”, completa.

    No Brasil, as cotações do milho na B3 voltaram a fechar em alta nesta segunda-feira, pela segunda vez consecutiva, o que significa que o mercado acredita mesmo na possibilidade de elevação dos preços a curto prazo. “Do lado negativo, além da pressão da reta final da colheita da Safrinha 2020, a redução do volume das exportações pressiona as cotações, que estavam pesando sobre alguns setores como leite e ovos”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Modernizar o cercamento diminui gastos de produtores de caprinos e ovinos

    O fortalecimento da cadeia produtiva de caprinos e ovinos passa também pela modernização do cercamento utilizado nas propriedades rurais. Cercas eficazes, que garantem a segurança e o bem-estar dos animais, também ajudam a diminuir os gastos e potencializar os ganhos do produtor, segundo Danilo Moreira, analista de mercado da Belgo Bekaert, empresa líder e referência no mercado brasileiro de arames.

    “A criação de caprinos e de ovinos tem crescido no Brasil, especialmente no Nordeste. São mais de 30 milhões de cabeças desses tipos de animais, de acordo com os dados mais recentes do IBGE. Os abatedouros têm sido profissionalizados nos últimos anos, mas ainda há uma grande aplicação ineficiente de cercas, com um custo-benefício negativo, que impacta diretamente nos rendimentos da fazenda, algo preocupante em períodos de crise”, diz.

    Danilo explica que é tradicional nos estados nordestinos a utilização de um espaçamento muito curto entre as estacas no percurso linear da cerca. “Isso faz com que seja usada muita madeira, o que consequentemente exige mais mão de obra, tornando o processo excessivamente oneroso. Hoje, o mercado conta com soluções que substituem esse tipo de contenção, com distanciamento maior entre estacas, economizando madeira e custo operacional.”

    A principal solução para esse problema é a tela Belgo Campestre Carneiro. Altamente durável, possui tripla galvanização e espaçamento inteligente na parte inferior, algo essencial para conter caprinos e ovinos, que possuem hábitos rasteiros. “Com a aplicação dessa cerca pronta, é possível reduzir em até 20% os custos relativos às estruturas de arame farpado, que pode ainda danificar o couro dos animais, deixando-o inviável para exportação”, finaliza.

    Atualmente, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 80% da produção de caprinos está concentrada em quatro estados: Bahia, Pernambuco, Piauí e Ceará. A Bahia também é líder na criação de ovinos, com 22% do rebanho. O Rio Grande do Sul é o segundo colocado, com 17%. Em seguida, aparecem Pernambuco, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, comprovando a força da caprino-ovinocultura na região.

    Fonte: Agrolink

  • Clima nos EUA, no Brasil e demanda forte ainda dão suporte e soja continua em alta em Chicago nesta 3ª

    O mercado da soja continua subindo nesta terça-feira (15) na Bolsa de Chicago, mantendo seu patamar dos US$ 10,00 por bushel entre as posições mais negociadas. Os futuros da commodity, por volta de 7h30 (horário de Brasília), subiam entre 5,75 e 7 pontos, levando o janeiro a US$ 10,09 e o maio/21 a US$ 10,08 por bushel.

    Os traders seguem refletindo as preocupações com o clima nos EUA e a conclusão da safra norte-americana e também a força da demanda pelos grãos do país. Ontem, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe uma nova baixa na qualidade das lavouras de soja e também dão suporte ao movimento de alta.

    O índice de lavouras de soja em boas ou exclentes condições vieram em 63%, contra 65% da semana anterior e das expectativas dos traders. Há um ano eram 54%. 26% das plantações estão em condição regular e 11% em situação ruim ou muito ruim. Há uma semana, eram 25% e 10%.

     

    Além disso, o departamento informou ainda boas vendas para a China de soja e milho que também contribuiram para os ganhos. E o mercado espera novos anúncios nos próximos dias. Os embarques norte-americanos de soja são fortes e já superam em 49% o mesmo período do ano anterior.

    E o clima no Brasil também tem trazido muitos alertas ao mercado internacional. O início da safra no país enfrenta a falta de chuvas em algumas regiões e também alimenta, principalmente com a possibilidade de um La Niña, a recuperação das cotações em Chicago que estão em suas máximas desde 2018.

    Fonte: Notícias Agrícolas