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outubro 2020

  • Produtor do Brasil pode ter margem de lucro acima de 50% em 2021

    Com a safra de soja 2020/2021 iniciando agora, com o plantio, muitos produtores estão interessados e se perguntando onde devem chegar os preços do grão em 2021, quando irão colher. Para o analista de mercado da T&F consultoria Luiz Pacheco, eles não devem se preocupar com isso, já que a margem de lucro deve ficar acima dos 50% no ano.

    O analista explica que 2021 deve ser tão positivo para a soja quanto foi 2020. Isso porque já há expectativas claras de comercialização de boa parte do que for produzido pelo país.

    Em 2021 o Brasil verá o crescimento de duas grandes demandas: a primeira é que a China deve comprar mais soja do Brasil, pois eles tem preferência por nosso grão. O segundo ponto é o programa de biodiesel que estamos implantando e isso vai demandar mais soja no mercado interno”, afirma.

    Para ele o produtor não deve se preocupar com o preço da soja no próximo ano. Ainda mais com o ritmo de comercialização antecipada atual.

    “O Brasil não tem mais soja esse ano e não precisa se preocupar com a lucratividade. Esse ano já acabou para a soja brasileira e, para o ano que vem, o país já vendeu mais de 50% a preços excelentes. Alguns estudos de nossa consultoria mostram que o lucro do que já negociamos está acima dos 58%”, afirma Pacheco.

    E, ainda segundo ele, esse lucro elevado deve seguir em 2021, com a demanda chinesa e o consumo interno.

    “Ou seja o produtor está garantido e deve plantar toda a soja que conseguir. Ele terá um lucro de pelo menos 50% em 2021, com certeza”, diz.

    Em 2019/2020 a média da taxa de lucro dos produtores, segundo Pacheco, foi de 56,27%, pouco acima da perspectiva para 2021.

    “Em 2020 os agricultores brasileiros tiveram um ano de lucratividade excepcional e deverão manter esta lucratividade em 2021. Mas, não podem esperar muito, porque o dólar tende a cair”, finaliza.

    Fonte: Canal Rural – http://tempuri.org/tempuri.html

  • Programa ensina a aplicar defensivos de forma segura

    Os defensivos são usados para controle de pragas, doenças, plantas invasoras e considerados ferramentas de trabalho no dia a dia do agronegócio. Sejam convencionais ou biológicos sua aplicação deve seguir as regras da bula e de um profissional capacitado, respeitando condições como clima, doses e maneira correta de aplicação para que não haja riscos nem ao meio ambiente nem aos aplicadores.

    Segundo o último levantamento oficial, de 2007 a 2017, foram notificados cerca de 40 mil casos de intoxicação aguda por causa de defensivos agrícolas. Quase 1.900 pessoas morreram. Também são comuns os relatos de perdas em culturas como uva, azeitonas e hortaliças pela deriva na aplicação de produtos na soja e até a mortandade de abelhas.

    Uma iniciativa no interior de São Paulo busca qualificar os operadores. O programa, chamado de Aplique Bem, é uma parceria Instituto Agronômico (IAC), unidade de Jundiá (SP) e a multinacional indiana de defensivos UPL, já treinou mais de 72 mil agricultores.

    A ideia surgiu há 13 anos dentro do IAC, e ajuda produtores rurais na aplicação segura de defensivos nos diferentes cultivos, ajudando a racionalizar o uso desses produtos e proteger o meio ambiente. Atualmente, o programa conta com cinco laboratórios móveis, sendo um exclusivo para São Paulo, e já foi implantado em outros países: Colômbia, México, Vietnã, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gana e República do Mali.

    O programa é coordenado pelo pesquisador científico do IAC Hamilton Ramos, doutor em tecnologia de aplicação. Os treinamentos são gratuitos e feitos na lavoura do produtor, com os equipamentos que ele usa. A capacitação já foi feita em 23 estados brasileiros. Cada turma não ultrapassa o limite de 20 pessoas, uma medida que ajuda a não comprometer a eficiência do aprendizado. “Nossa ideia é a mudança de atitude. O treinamento envolve técnicas de aplicação, protocolos de segurança e manutenção em pulverizadores”, destaca Ramos.

    Além das ações habituais, o programa Aplique Bem será responsável pelo treinamento dos 400 extensionistas rurais do Estado de São Paulo, que atendem a pequenos produtores do interior. Dentro do IAC ainda há iniciativas como um laboratório onde equipamentos simulam deriva, adesividade do adjuvante na planta e efeito quelatizante da água (elementos que podem interferir na eficácia da aplicação). Outro laboratório também testa a eficácia dos equipamentos de proteção individual (EPIs), através do Programa Quépia. Testes avaliam a qualidade do material e se oferecem proteção e conforto térmico ao aplicador.

    “Quando levamos informações de qualidade para dentro da porteira, capacitando os produtores, estamos fazendo um processo de evolução do nosso agricultor e sendo um difusor de mudança”, diz o gerente de marketing para hortifrútis e culturas perenes da UPL Brasil, João Mancine.

    Acompanhamos na prática como é realizado o trabalho, com simulação de aplicação que mostra os riscos e desperdício de defensivo e como se dão as análises em laboratório.

    Fonte: Agrolink

  • Pesquisa mostra que 77 milhões de pessoas do campo não têm acesso à internet na América Latina e Caribe

    A recessão causada pela pandemia de covid-19 está provocando aumento no número de pessoas abaixo da linha de pobreza e em extrema pobreza na América Latina e no Caribe, principalmente nas áreas rurais. Nesse sentido, é urgente corrigir rapidamente as lacunas de conectividade na região mostra o estudo “Conectividade rural na América Latina e no Caribe – Uma ponte para o desenvolvimento sustentável em tempos de pandemia”, apresentado nesta quinta-feira pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Microsoft.

    O IICA, o BID e a Microsoft fizeram esse trabalho por acreditarem que promover a conectividade é uma condição indispensável e prioritária para possibilitar o desenvolvimento da vida comunitária no meio rural. “Temos o objetivo de mitigar radicalmente as lacunas que travam o desenvolvimento. A lacuna de conectividade rural-urbana é uma das mais importantes”, disse em comunicado o diretor geral do IICA, Manuel Otero.

    A pesquisa, que concentra o trabalho em 24 países latino-americanos e caribenhos e fornece um panorama abrangente da situação da conectividade rural na região, mostra que pelo menos 77 milhões de pessoas que vivem na zona rural da região carecem de conectividade com padrões mínimos de qualidade.

    O estudo revela, ainda, que 71% da população urbana da América Latina e do Caribe tem opções de conectividade, enquanto o índice cai para 37% na área rural, uma diferença de 34 pontos porcentuais, que prejudica o potencial social, econômico e produtivo das comunidades.

    No total, 32% da população na América Latina e Caribe, ou 244 milhões de pessoas, não acessa serviços de internet. A diferença de conectividade é mais acentuada quando se separa populações urbanas e rurais. Em alguns casos a diferença chega a 40 pontos porcentuais. Do total de pessoas sem acesso à internet na região, 46 milhões vivem em áreas rurais.

    A pesquisa constatou que há grandes limitações na disponibilidade de dados estatísticos oficiais, o que impede uma exibição precisa do estado real da situação de conectividade nos territórios rurais das Américas: apenas 50% dos países da região têm medições específicas sobre conectividade em áreas rurais.

    “A falta de conectividade não só impõe uma barreira tecnológica. É também uma barreira ao acesso à saúde, educação, serviços sociais, trabalho e economia em geral. Se não acabarmos com essa diferença, ela vai crescer e tornar a região, que já é a mais desigual do mundo, ainda mais desigual”, disse Marcelo Cabrol, gerente de Área Social do BID.

    Segundo dados citados no trabalho, um aumento de 1% em banda larga fixa resulta em crescimento de 0,08% do PIB, enquanto um aumento de 1% em banda larga móvel resulta em um impacto de 0,15% no PIB.

    Para compensar a falta de dados, o IICA, o BID e a Microsoft desenvolveram o Índice de Conectividade Significativa Rural (ICSr) e o Índice de Conectividade Significativa Urbana (ICSu), o que permitiu medir a qualidade da conexão a partir das informações disponíveis nas estatísticas oficiais e com base em outros índices existentes. A estimativa possibilitou caracterizar a situação da região por meio de três aglomerados de 24 países, nos quais todos mostram atrasos de conectividade nas áreas rurais há décadas:

    Cluster de alta conectividade rural significativa:
    Inclui Bahamas, Barbados, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica e Panamá, representando 37% da
    população rural da amostra. Nestes países, entre 53% e 63% das cerca de 43 milhões de pessoas
    não acessam serviços significativos de conectividade.

    Cluster de conectividade de nível médio:
    Inclui Argentina, Equador, México, Paraguai, República Dominicana, Trinidad e Tobago e Uruguai,
    representando 35% da população rural da amostra. Nestes países, entre 64% e 71% das cerca de
    40,4 milhões de pessoas não acessam serviços de conectividade de qualidade.

    Cluster de baixa conectividade:
    Inclui Belize, Bolívia, El Salvador, Guatemala, Guiana, Honduras, Jamaica, Nicarágua, Peru e
    Venezuela, representando 28% da população rural da amostra. Nestes países, entre 71% e 89%
    das cerca de 32,5 milhões de pessoas não acessam serviços de conectividade de qualidade.

    Fonte: Broadcast Agro – http://tempuri.org/tempuri.html

  • Primeira semana de novembro deve registrar até 195 mm de chuva

    A chuva está ganhando força cada vez mais entre o Sudeste, Centro-Oeste e até mesmo em algumas áreas do Nordeste do país. De acordo com a Somar Meteorologia, nas últimas 24 horas foram registrados mais de 100 milímetros de acumulados diversas regiões do Brasil, com destaque para a região de Formosa (GO), com registro de 95 milímetros, o que deve favorecer o plantio da soja.

    Para os próximos dias, a expectativa é que os grandes acumulados permaneçam entre as regiões do Espírito Santo, Bahia a Norte do país.

    Sul
    As chuvas devem migrar do Centro-Sul do país, com previsão de grandes acumulados com a entrada do mês de novembro. De acordo com a Somar, o grande destaque fica para a cidade de Chapecó, em Santa Catarina, onde os volumes podem chegar até 195mm a partir do dia 4, com chuvas volumosas e mais abrangentes.

    Fonte: Canal Rural – http://tempuri.org/tempuri.html

  • Dicamba liberado por 5 anos nos EUA

    A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos aprovou a liberação das formulações de dicamba aplicadas em soja e algodão tolerante até a safra de 2025. “Esta decisão abrange um registro de cinco anos, com o objetivo de dar segurança aos produtores em suas futuras decisões de compra”, disse Andrew Wheeler, administrador da EPA em uma entrevista coletiva nesta quarta-feira (28.10).

     

    De acordo com funcionários da EPA revelaram ao portal Agriculture.com, as formulações de dicamba liberadas incluem XtendiMax da Bayer, Engenia da BASF e Tavium da Syngenta. “Nossa equipe revisou quantidades significativas de novas informações científicas e considerou cuidadosamente as contribuições de grupos de interessados”, explicou Wheeler.

    Ele acrescentou que a decisão do EPA levou em conta 65 estudos sobre o dicamba e também as preocupações descritas na decisão publicada no último mês de Junho pelo Tribunal de Recursos do Nono Circuito, de San Francisco (California). As principais mudanças decididas pelo órgão de proteção ambiental dos EUA incluem:

    * Uma data de corte nacional de 30 de junho para soja e 30 de julho para algodão para todos os usos ‘over-the-top’ de dicamba.

    * Uso obrigatório de um agente tamponador de pH a ser misturado antes de todos os produtos dicamba serem aplicados. Funcionários da EPA dizem que a adição desses agentes reduzirá a volatilidade que torna o dicamba propenso a movimentos fora do alvo.

    * Aumento do buffer de vento necessário de 110 pés para 240 pés, aumentando para 310 pés onde existem espécies ameaçadas de extinção.

    Fonte: Agrolink

  • Plantas daninhas resistentes devem ser controladas já no estádio inicial da soja

    Com a força de provocar um aumento nos custos de produção da sojicultora que varia de 42% até 222%, segundo a Embrapa, as plantas daninhas resistentes desafiam a cultura de um dos principais artigos da agricultura nacional. Já são 10 tipos diferentes de invasoras catalogados pela empresa de pesquisa que podem superar o poder de ação do glifosato e, por isso, exigem diferentes técnicas. O manejo contra o problema deve começar ainda no estádio inicial, alerta Lenisson Carvalho, gerente de grandes culturas da Ourofino Agrociência.

    De acordo com o profissional, Buva, Leitera, Capim-amargoso e Picão-preto são algumas das espécies desafiadoras. Isso porque, além da resistência, possuem grande capacidade de infestação. Passado o vazio sanitário e depois do plantio realizado, as principais soluções a serem aplicadas na cultura de soja são as voltadas para o momento de pré-emergência.

    Lenisson reforça que a tecnologia empregada no produto deve ser considerada para que algumas vantagens sejam obtidas. “Amplo espectro e maior período de controle são características importantes, uma vez que previnem a matocompetição inicial e permitem maior flexibilidade no calendário de aplicação. Como resultado, o produtor consegue otimizar os tratos culturais, ter maior produtividade e aumentar a lucratividade da cultura. E isso é possível com algumas tecnologias específicas, como a de microencapsulamento da molécula.”

    Essa característica, inclusive, está presente no Kaivana CS, novidade do portfólio da Ourofino Agrociência. Reimaginado para as condições climáticas brasileiras, o produto é mais resistente ao efeito de volatização, além de apresentar menor fitotoxicidade. “Com espectro de controle de folha largas e estreitas, esse herbicida pode ser usado, principalmente, no manejo de Capim-amargoso e Picão-preto”, diz.

    Para ampliar os efeitos positivos, pode ser aplicado em conjunto com o Ponteiro BR, que também foi ‘tropicalizado’ para atender os aspectos próprios da agricultura nacional. Com fotoprotetores e tensoativos exclusivos, o produto apresenta funções que proporcionam menor degradação do ativo; é ideal contra a Buva e Leitera. Segundo orientação de Carvalho, a formulação também oferece amplo espectro de controle.

    Apesar de algumas plantas daninhas oferecerem resistência ao glifosato, esse tipo de herbicida não é dispensável na fase de pós-emergência, até mesmo porque existem tecnologias empregadas às formulações que influenciam na capacidade de atuação. No portfólio da Ourofino Agrociência, o Templo funciona com exclusivo sistema tensoativo e tecnologia Duo Sal, que oferece segurança, economia e velocidade de ação. “Esse produto é utilizado em pós-emergência das plantas daninhas, na dessecação e em pós-emergência das culturas geneticamente modificadas com características que as protejam dos efeitos do defensivo”, ressalta o gerente de grandes culturas.

    Com indicação semelhante, Off Road é uma tecnologia para esse estádio da lavoura, quando as plantas daninhas estiverem em crescimento ativo. “Os potenciais produtivos da lavoura são preservados com esse produto, e todos os demais, seguindo um cronograma especialmente elaborado para as condições da região de cultivo e com a ajuda de um profissional especializado”, afirma Carvalho.

    Sol excessivo, tempo úmido ou seco, de acordo com a região, e outros desafios fazem parte da agricultura nacional, que sem a atenção devida podem levar a custos extras no campo. Como as plantas daninhas competem com a cultura de soja por nutrientes do solo, luz e água, naturalmente elas afetam o resultado. Para auxiliar o produtor e maximizar os retornos, a Ourofino Agrociência desenvolveu, com especialistas, o programa Focus 360º para orientações de manejo integrado para as culturas de cereais; acesse ourofinoagro.com.br para saber como funciona.

    Fonte: Grupo Cultivar – http://tempuri.org/tempuri.html

  • Pesquisa aponta que soja avariada tem qualidade na alimentação de animais

    Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), por meio do Programa Agrocientista, desenvolve há dois anos a pesquisa “análise de soja avariada”, coordenada pela professora doutora em ciência animal, Gerusa Corrêa, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A pesquisa pretende demonstrar através da ciência a qualidade da soja avariada, contrapondo a Instrução Normativa Nº 11/07 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que estabelece o limite máximo de tolerância de avarias em 8%.

    De acordo com a pesquisadora, as avarias (queimados, ardidos, mofados, fermentados, germinados, danificados, imaturos e chochos) estão sujeitas a descontos na hora da comercialização dos grãos.

    Durante o trabalho de campo foi feita uma análise estatística do desempenho de um lote de 1.200 frangos os quais foram divididos em cinco grupos, desde o início até o abate. “O primeiro grupo não recebeu a soja avariada, já os demais receberam na alimentação as proporções de 8%,12%,24% e 32% de farelo obtido de soja com mais de 97% de avarias, especialmente ardido e fermentado. Com isso, os resultados estatísticos indicam que em todos os tratamentos não houve nenhuma interferência no desempenho zootécnico, ou seja, no ganho de peso, consumo de ração e na conversão alimentar dos frangos”, explicou a doutora. A próxima etapa será a análise dos diferentes materiais coletados.

    Os grãos fermentados e ardidos são as principais avarias que levam parte do lucro do produtor, uma vez que a soja apresenta teor de proteínas ainda maior que os considerados padrões. “Queremos verificar com a pesquisa se a soja com diferentes graus de avaria influencia em perda de peso das aves. Acreditamos, e os resultados preliminares mostram isto, que vamos comprovar cientificamente e mostrar ao Mapa que a soja avariada tem seu valor comercial e deve ser paga integralmente ao produtor rural”, declarou o presidente da Aprosoja, Antonio Galvan.

    Fonte: Notícias Agrícolas – http://tempuri.org/tempuri.html

  • RTC promove Webinar sobre previsão de tempo e clima na safra 2020/21

    Palestra online foi ministrada pelo professor Dr. Paulo Cesar Sentelhas

    Com o objetivo de informar e capacitar os técnicos das cooperativas referente a safra 2020/21, a CCGL, através da Rede Técnica Cooperativa (RTC) promoveu o Webinar: Previsão de tempo e clima para as regiões produtoras de milho e soja do Rio Grande do Sul.

    A palestra online ocorreu no dia 21 de outubro e foi ministrada pelo CTO (Diretor Técnico) da Agrymet e professor da Esalq/USP, Dr. Paulo Cesar Sentelhas que abordou temas como condições (agro) meteorológicas, projeção do ENOS (El Niño e La Niña), e seus impactos sobre as regiões produtoras de grãos no estado na safra 20/21.

    Os estudos apresentados por Sentelhas relatam que as notícias são por hora, desfavoráveis para a próxima safra, com a previsão de ocorrência de chuvas abaixo da média e temperaturas elevadas, o que pode afetar principalmente o desempenho das culturas de milho e soja. O prognóstico climático sugere que no próximo trimestre deste ano o evento de La Niña deve ser confirmado, um indicativo de condições de chuvas irregulares e/ou abaixo da média. – Para minimizar o prejuízo, além do investimento contínuo em qualidade do solo o ideal agora é ajustar a época de semeadura – indica o Professor.

    O assessor de grãos, fomento e inovação da Cotriel, Cristiano Corazza elogiou a iniciativa da RTC, pois eventos como esse são importantes para as cooperativas estarem capacitadas para ajudar o produtor – Fizemos a nossa parte fomentando o nosso associado, enquanto a RTC nos ajuda trazendo conhecimento através de suas iniciativas. Essa união das áreas técnicas beneficia o associado e é fundamental para o enfrentemos os desafios que estão por vir – destaca Cristiano.

    A RTC promove mensalmente Webinars e disponibiliza posteriormente o acesso para as cooperativas apoiadoras. Mais informações em: www.ccgl.com.br/site/rede-tecnica-cooperativa.

    Fonte: Fernando Batista – auxiliar de MKT

  • Cereais de inverno podem substituir milho na ração

    Com o milho valorizado as criações de suínos e aves perdem na relação de troca. Por isso pesquisadores buscam alternativas para substituir o cereal na ração dos animais e diminuir a dependência do milho. Estudos desenvolvidos na Embrapa Trigo (RS) e na Embrapa Suínos e Aves (SC) apontam que cereais de inverno, como trigo, aveia, centeio, cevada e triticale, são opções viáveis para substituir o milho na formulação de rações e concentrados para alimentar suínos e aves.

    O resultado amplia o mercado para os cereais de inverno, que ocupam cerca de 20% da área potencial de cultivo e poderiam aproveitar áreas ociosas de cerca de 6 milhões de hectares no inverno, especialmente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    Os pesquisadores avaliaram a viabilidade econômica e nutricional no uso de cereais de inverno na composição de rações, além da caracterização de cultivares mais adequadas à alimentação de suínos e aves. Os resultados mostram que o trigo e o triticale tem bom potencial para substituir o milho e o farelo de soja, no entanto, os valores nutricionais desses cereais são variáveis, dependendo da cultivar, do local e ano de produção. Por isso, é fundamental a avaliação de cada lote dessas matérias-primas antes de seu uso na produção de rações.

    Outro bom resultado é notado na cevada. Conforme as avaliações nutricionais, os níveis ótimos para inclusão do trigo e do triticale na ração de suínos ficam ao redor de 35%, enquanto para a cevada esses níveis ficam entre 20% e 25% a partir da fase de crescimento. No caso dos frangos de corte e poedeiras, recomenda-se níveis de 20% a 30% de inclusão de trigo ou triticale, e até 20% de cevada na ração a partir da fase inicial.

    Entenda o impacto

    Para se ter ideia do impacto a produção de milho no Brasil chegou a 100 milhões de toneladas na safra 2019/20. Desse volume, 43 milhões de toneladas têm como destino as exportações e outras 4,5 milhões de toneladas vão para a produção de etanol. Do total de grãos destinados ao consumo interno, mais da metade é utilizada para a alimentação animal. Cada brasileiro consome, em média, 43 kg de frango e 15 kg de carne suína por ano. Para atender essa demanda, é necessário produzir cerca de 30 milhões de toneladas de grãos como milho, trigo, soja e outros.

    Somente para atender à demanda da indústria de proteína animal, que ano passado contabilizou uma produção de 2,7 milhões de toneladas de suínos e quase oito milhões de toneladas de frango, foram necessários 21,5 milhões de toneladas de milho. O déficit de milho na Região Sul é suprido pelos grãos trazidos do centro-oeste do Brasil, com custos de logística que sobrecarregam a produção.

    *com informações da Embrapa

     

    Fonte: Agrolink

  • “Vamos estimular a mulher rural”, diz ministra

    No Brasil cerca de 19% dos estabelecimentos rurais são dirigidos por mulheres, totalizando quase 1 milhão que trabalham como produtoras, segundo Censo Agropecuário 2017, do IBGE. A maioria está na Região Nordeste (57%), seguidas pelo Sudeste (14%), Norte (12%), Sul (11%) e Centro-Oeste (6%). Nesta semana o papel da mulher no agronegócio está sendo discutido sob diversos ângulos no 5º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, que segue até quinta-feira (29).

    Nesta segunda-feira (26) a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, participou da abertura do evento. Ela voltou a ressaltar a força no agronegócio mesmo com a pandemia e o trabalho para recuperar alguns setores que tiveram dificuldades, como do de HF, por exemplo. Sobre a presença feminina no campo, a ministra acredita que ainda existem muitas dificuldades como dificuldade de acesso à tecnologia, mais crédito e recursos produtivos. Também apontou o cooperativismo como forma de impulsionar pequenos e médios estabelecimentos.

    “As mulheres sempre tiveram mais dificuldade de acesso ao crédito, à tecnologia, à inovação e também menor acesso ao cooperativismo, ferramenta da maior importância. Mas nós estamos trabalhando para mudar isso e incentivá-las cada vez mais”, disse.

    A defesa do acordo Mercosul/UE

    A ministra também defendeu a aprovação do acordo Mercosul/União Européia, que esta sendo discutido e enfrenta contrariedade de alguns países europeus por argumentarem que os produtos brasileiros carregam consigo o desmatamento. “Temos que colocar na mesa esse debate e discutir o que for preciso, de maneira responsável, mostrando o que temos de bom e o que precisamos avançar e melhorar. Colocando na balança, no entanto, sei que temos mais exemplos bons do que ruins. Os produtores europeus que combatem a nossa agricultura são fruto de desinformação”, ressaltou.

    A ministra da Agricultura de Portugal, Maria do Céu, com quem Tereza Cristina esteve recentemente, também defendeu o acordo como benéfico para todas as nações e no combate às mudanças climáticas. “Para mudar isso temos que comunicar bem, de forma transparente e aberta, aquilo que todos cremos para este acordo. Entendemos que um modelo agrícola está respaldado na gestão mais eficiente dos recursos naturais, podendo alimentar ainda outros setores da atividade econômica”, disse a líder da pasta portuguesa.

    Fonte: Agrolink