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17 de novembro de 2020

  • Sul toma medidas contra estiagem

    A estiagem tem causado sérios problemas para a agricultura e abastecimento de água nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os catarinenses das regiões Oeste, Extremo-Oeste e Meio-Oeste são os mais atingidos. Segundo a Epagri/Ciram o déficit hídrico no ano alcança 801,9mm, 711mm e 895,9mm, respectivamente. A estiagem vem desde junho de 2019 e é a maior desde 2005.

    As previsões não são animadoras e indicam chuvas abaixo da média até janeiro. Os prejuízos na agricultura já são sentidos. De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) mais de 110 aviários de uma agroindústria estão parados no Oeste e o restante está contratando caminhões-pipa para puxar água. A safra de milho já tem perdas de zero a 100% e a soja plantada está aguardando umidade para germinar. Além disso há perdas em pastagens que impactam gado leiteiro e no tabaco. Fumicultores do Extremo Oeste já acumulam perdas de -14,16%, no Oeste as perdas são de 7,94% e no Meio Oeste chegam a 6,05%.

    No Rio Grande do Sul também cresce o numero de municípios em emergência. Segundo a Emater-RS os produtores já esperam prejuízos na cultura do milho, de soja e de feijão. O milho, tanto grão como silagem, registra perdas irreversíveis e já consolidadas, em especial na faixa entre as regiões Noroeste para a Nordeste do Estado, onde a cultura foi primeiro implantada. No caso da soja, que segue em implantação no RS, é grande a ansiedade e a tensão por parte dos produtores em função da falta de chuvas.

    Medidas de socorro

    Santa Catarina já havia anunciado R$ 15 milhões para o apoio a agricultores no combate a estiagem. Nesta segunda-feira (16) o estado anunciou R$ 3 milhões para compra de reservatórios e investindo no transporte de água. Os recursos são da Alesc. A governadora Daniela Reinehr (sem partido) pleiteia recursos federais para auxiliar o setor.

    No Rio Grande do Sul representantes de várias entidades estiveram reunidas para discutir alternativas para combater a estiagem. A ideia é solicitar medidas para mitigar o problema. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ernani Polo (PP) informou que conversou com o governador Eduardo Leite (PSDB) e o secretário da Agricultura, Covatti Filho, na semana passada, para que o governo estadual estude a possibilidade de desonerar equipamentos utilizados na irrigação de lavouras. Outra recomendação é reduzir tributos sobre os combustíveis nas localidades onde se faz uso desses produtos por causa da ausência de energia elétrica. O objetivo é reduzir custos e viabilizar a ampliação da irrigação neste momento de crise no campo.

    Outra medida que será solicitada à instituições financeiras é a liberação para produtores utilizarem o que resta de massa verde do milho para a alimentação do gado, mesmo sendo de baixa qualidade, uma vez que, a falta de chuva prejudica o crescimento das pastagens para a pecuária de corte e de leite. Também deve ser solicitado ao governo do Estado que forneça sementes de forrageiras e de milho para os produtores afetados pela falta de chuvas, por meio do Programa Troca-Troca.

    Também estarão na pauta da Assembleia Legislativa e das entidades do agro a desburocratização para facilitar a armazenagem de água e o incentivo ao avanço da energia elétrica no campo, por meio das pequenas centrais hidrelétricas nas propriedades rurais.

    Fonte: Agrolink

  • Controle elétrico de daninhas elimina herbicidas

    Você já ouviu falar de capina elétrica de plantas daninhas? A tecnologia que diminui significativamente a aplicação de herbicidas também é aliada do meio ambiente, contribuindo para a chamada agricultura zero carbono. O equipamento foi desenvolvido por uma empresa com origem brasileira e colabora com várias frentes na atividade.

    O CEO do Zasso Group AG, Sérgio de Andrade Coutinho Filho, explica que os herbicidas respondem por cerca de 50% dos produtos químicos aplicados no mundo. O uso em excesso acarreta três problemas: o primeiro é a sustentabilidade ambiental, pois por causa da lixiviação e da deriva, a maior parte desses químicos, até 95% deles acabam em organismos ou ambientes que não eram os alvos. Ou seja, uma pequena parte somente desses produtos é de fato utilizado para controlar as plantas daninhas e uma imensa parte deles acaba no meio ambiente.

    Além disso os resíduos podem ficar nos alimentos. “Desses problemas, a maior parte é devida a presença de elementos químicos proibidos para aquela determinada cultura. Ou um excesso que não apresenta grandes riscos a sua saúde. Todavia, quase 1% dos alimentos testados, apresenta algum tipo de risco agudo, que pode causar efeitos adversos imediatos para a sua saúde”, destaca.

    Outro problema causado pelo uso de herbicidas é a resistência que as daninhas adquirem. “Algumas plantas chegam a ter resistência de até cinco herbicidas diferentes. Isso significa que não adianta nem você tentar misturar esses químicos para tentar matar as plantas, não vai funcionar”, alerta Coutinho Filho.

    A capina elétrica de daninhas funciona assim: um equipamento personalizado é instalado no trator e com descargas elétricas elimina as daninhas, das folhas até as raízes. Também gera menor impacto nas minhocas que melhoram o solo. A tecnologia deve ter lançamentos para culturas como citros, café, urbano e até produtos comerciais para vinhos e ainda estão em desenvolvimento também soluções para culturas de larga escala, como a soja e a cana-de-açúcar.

    Em relação ao preço nos últimos dez anos, o custo por área dessa tecnologia era viável apenas em culturas orgânicas ou em casos muito específicos. Agora já é viável para a produção de madeira e frutas, por exemplo. Em breve a empresa espera tornar viável a tecnologia para todas as culturas.

    Fonte: Agrolink

  • Consórcio Antiferrugem atualiza ferramentas digitais para incrementar o monitoramento de ferrugem

    O website do Consórcio Antiferrugem acaba de ser atualizado com novas funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão dos produtores, no que diz respeito ao manejo da ferrugem-asiática da soja, na safra 2020/21. O mapa de dispersão da doença, disponível no site do Consórcio, traz opções de filtro para cada tipo de ocorrência (soja voluntária, soja comercial, presença de esporos ou unidade de alerta). “Essa era uma demanda, principalmente, para os locais onde há coletores de esporos, para auxiliar a relacionar a detecção dos esporos com as primeiras ocorrências, além de verificar o papel da soja voluntária na manutenção de inóculo”, explica a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja.

    Com as alterações realizadas, os usuários também poderão escolher a forma de agrupamento das ocorrências da doença (por cidade ou por cidade com coordenadas independentes do exato local de ocorrência dos focos). ¨Atendendo ainda à demanda de alguns estados, o site foi atualizado para inserir a coordenada geográfica do relato e não somente o município, sendo opcional essa identificação¨, explica.

    De acordo com a pesquisadora Cláudia Godoy, com o início da regularização das chuvas e o avanço das semeaduras da soja, o monitoramento da doença tende a aumentar nas primeiras lavouras. Neste sentido, o website do Consórcio Antiferrugem é uma ferramenta que pode agregar mais informação no monitoramento regional do problema. “Por isso, gostaríamos de contar com a colaboração de registros das ocorrências da ferrugem-asiática em todas as regiões brasileiras, para que possamos atualizar os mapas de dispersão, em tempo real, e assim auxiliar os produtores no controle da doença”, avalia.

    De acordo com a pesquisadora, as primeiras ocorrências sempre são verificadas para conferir maior confiabilidade. Todos os estados possuem laboratórios credenciados ao Consórcio Antiferrugem que podem inserir as ocorrências diretamente no site, sendo essas instituições, fundações de pesquisa, universidades e órgãos de defesa.

    Os aplicativos do Consórcio Antiferrugem também acabam de ser atualizados e estão disponíveis para download/atualização.
    iOS (versão 2.5): https://apps.apple.com/br/app/consórcio-antiferrugem/id396131924
    Android (versão 1.5):
    https://play.google.com/store/apps/details?id=com.pbasoftware.caf

    Fonte: Agrolink

  • Futuros da soja iniciam a semana subindo em Chicago

    Os futuros da soja subiram nesta segunda-feira, depois de negociar em ambos os lados inalterados, em meio à escassa chuva em toda a Argentina e relatos de que os agricultores brasileiros podem ter que replantar quase 1% de sua safra devido à falta de água. De acordo com a TF Agroeconômica, o contrato futuro de janeiro fechou em US$ 11,52/bu, um aumento de 2 c/bu no dia.

    “Os agricultores brasileiros na semana passada se esforçaram no plantio e agora superaram a média histórica de semeadura, aliviando as preocupações de que a colheita possa estar atrasada. Uma consultoria brasileira informou que 70% foi plantada contra uma média histórica de 69% nesta época do ano, embora tenha adicionado 300.000 hectares pode ter que ser replantado devido à baixa umidade do solo”, comenta a consultoria.

    As inspeções de exportação dos EUA chegaram a 2,2 milhões de toneladas contra expectativas de analistas entre 2 e 2,4 milhões de toneladas, com surpreendentemente mais de 75% indo para a China. “E nos EUA, a NOPA reportou um mês recorde em outubro em 182,5 milhões de bu, o que equivale a pouco menos de 5 milhões de toneladas e dando uma sensação de alta hoje”, completa.

    “Os futuros de soja começaram no vermelho, mas se recuperaram depois que surgiram notícias de que havia uma segunda vacina com mais de 90% de eficácia. Essa dinâmica desencadeou compras para as ações de companhias aéreas e hotelaria e, consequentemente, futuros internacionais de petróleo bruto, que subiram mais de 4% durante a maior parte do dia e apoiaram os óleos vegetais”, conclui a TF Agroeconômica.

    Fonte: Agrolink