Monthly Archives

janeiro 2021

  • Realização de lucros e especulações de uma safra americana com área de soja até 10% maior dão tom negativo a Chicago

    Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago inverteram o sinal e fecharam o dia com perdas intensas no pregão desta quinta-feira (28). Mais uma vez, o mercado realizou lucros e também refletiu, segundo o analista e economista Camilo Motter, da Granoeste Corretora de Cereais, as sinalizações de um aumento de área de grãos nos EUA trazidas por um representante do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

    Assim, as perdas ficaram entre 19 e 21,75 pontos, levando o março a US$ 13,53 e o agosto a US$ 12,85 por bushel. “Essas informações circularam no mercado e deram espaço para os fundos venderem parte das posições que compraram nos últimos dias”, diz Motter. Entre segunda e quarta-feira, as cotações da oleaginosa acumularam ganhos de mais de 2%.

     

    “O foco é o desenvolvimento da safra sul-americana, em especial a brasileira, vamos ver o que este início de fevereiro nos trará de informação nova. Temos vários problemas se acumulando nesta temporada”, afirma Motter. “O fato é que ainda não há nenhuma previsão de quando podemos voltar à normalidade, tendo mais luminosidade, menos chuvas e evitando esse tipo de perdas (pelo excesso de umidade)”, complementa.

    Mais do que isso, o analista da Granoeste pontua ainda os estoques muito baixos de soja, combinados a uma demanda muito agressiva e crescendo, enquanto a dúvida ainda paira sobre a safra nova da América do Sul.

    PREÇOS NO BRASIL

    Os preços da soja no Brasil deverão seguir bastante firmes, ainda na análise de Camilo Motter, motivados não só pelos patamares elevados em Chicago, mas também encontrando suporte no câmbio e nos prêmios.

    No entanto, o analista reitera que os produtores ainda seguram mais suas vendas, se focando na entrega das vendas já efetivadas. “Não há muitas razões para corridas com as vendas, já que há essas preocupações com a soja no campo e depois ir vendendo cadenciadamente”, diz.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Carne bovina brasileira é a mais cara da América do Sul, mas mantém demanda firme no mercado internacional

    No mercado internacional, os valores da carne bovina estão bem elevados e já é o preço em dólar mais caro da América do Sul. A expectativa do mercado é que a demanda externa continue crescendo com a China como principal comprador, mas com a baixa oferta de gado no Brasil a tendência é que os preços fiquem em patamares mais elevados do que os observados em anos anteriores.

    As perspectivas para a demanda externa ainda seguem favoráveis e o preço da arroba internacional está ao redor de US$ 55,00 sendo que no meio do ano passado estava em US$ 35,00. “Eu acredito que a China vai continuar fazendo a diferença e pode impulsionar ainda mais os valores do gado brasileiro. Porém a grande questão é saber se vamos ter animal para o abate e que justifica os valores elevados”, relata.

    Com relação à rentabilidade das indústrias, o consultor ressalta que em janeiro de 2019 o spread era de 54%, e hoje é 27% para as negociações no mercado externo. O spread nas margens de lucro é de 3,50% para o mercado doméstico. “Por outro lado, essa situação é mais complicada para o pecuarista que paga caro nesse boi e não tem um ambiente bom para o repasse interno. Além disso, o mercado doméstico está perdendo competitividade com a proteína do frango”, aponta.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Soja sobe 26,75 pontos em Chicago

    Os futuros da soja em Chicago subiram pela segunda sessão consecutiva nesta terça-feira, recuperando a maior parte das perdas sofridas durante a liquidação da última sexta-feira, segundo o que afirmou a TF Agroeconômica. “Os contratos da CBOT ganharam cerca de 2% ou 26,75 cents/bushel em todas as áreas graças aos relatórios da demanda chinesa por soja nos EUA, bem como às compras de milho de 1,36 milhões de toneladas relatadas pelo USDA, que elevaram os futuros do milho cerca de 3%”, comenta.

    “Recuperados  recentemente,  com  operadores contemplando o início atrasado da colheita no Brasil e o cenário apertado de estoques finais nos EUA. Tudo isso, em um contexto de dinamismo na demanda pela China. Assim,  os  Fundos  de  hedge  estariam  novamente reconsiderando  uma  aposta  de  tendência  de  alta  e retomando  posições  compradas  em  commodities agrícolas.  Chuvas  e  clima  favorável  na  Argentina, evitaram novas altas. Os futuros da soja para março estavam sendo negociados a $ 13,69/ no fechamento de Londres”, completa.

    “O dólar teve nesta terça-feira a maior queda ante o real em mais de sete meses, recuando mais de 3%. A perda de força da moeda americana no exterior ajudou, mas o peso determinante hoje veio do mercado doméstico. O governo com discurso alinhado voltando a sinalizar responsabilidade fiscal e a  ata da reunião do  Banco Central apontando para a chance  de  os  juros  subirem  mais cedo do  que  o  previsto pelos economistas ajudaram a retirar pressão do câmbio. Operadores relataram ainda entrada de fluxo externo hoje. Com isso, investidores desmontaram posições contra  o  real  que  vinham  sendo  construídas  nos  últimos  dias,  marcado  por  piora  do  risco  fiscal.  Assim,  a  moeda americana devolveu parte da valorização recente, que havia superado 6% apenas em 2021”, conclui.

    Fonte: Agrolink.

  • RS: semana será chuvosa

    Nos últimos sete dias, a chuva forte alcançou apenas a divisa com Santa Catarina, longe das áreas produtoras do Rio Grande do Sul. Na Zona Sul, a estiagem mais intensa diminuiu o nível de reservatórios e a produtividade em fazendas de Arroio Grande e Pelotas. A chuva intensifica sobre todo o RS no momento em que 5% da área encontra-se em maturação, pouco mais de 20% em estágio vegetativo e quase 75% em estágio reprodutivo.

    A precipitação mais intensa retornará a partir desta terça-feira (26) e prosseguirá até, pelo menos, a segunda-feira (1) da semana que vem. Mas, olhando para os próximos 15 dias, a chuva não irá parar completamente até o fim da primeira semana de fevereiro.

    Se por um lado a chuva forte poupa água de reservatórios e aumenta a umidade do solo, por outro lado, deixa a luminosidade bem mais baixa. Em sete dias, até o domingo que vem (31), estima-se até 100mm no Centro e Oeste do Estado.

    Na primeira semana de fevereiro, o acumulado oscilará entre 35mm e 50mm na maior parte das áreas produtoras do Rio Grande do Sul. A tendência é de migração da chuva para as Regiões Sudeste e Centro-Oeste e tempo mais seco a partir da segunda semana de fevereiro.

    Apesar da chuva, espera-se calor acima do normal nesta semana na maior parte do Estado e próximo da média na semana que vem. Serão poucos os dias com temperatura máxima mais baixa, casos da quarta e quinta-feira desta semana e entre o domingo e terça-feira da semana que vem.

    Fonte: Agrolink.

  • Soja despenca mais de 40 pontos na Bolsa de Chicago na última 6ª feira

    Depois de uma semana intensa de baixas, o mercado aqueceu ainda mais seu recuo e terminou o pregão desta sexta-feira (22) com perdas de quase 60 pontos na Bolsa de Chicago entre os contratos mais negociados. Assim, o março e o maio encerraram a sessão com US$ 13,11 e o agosto, US$ 12,54 por bushel. Os futuros da oleaginosa acompanha seus mercados vizinhos, com o trigo e o milho também perdendo mais de 3% na CBOT.

     

    O mercado registra um movimento técnico, de vendas generalizadas de posições por partes dos fundos investidores, apoiado nas notícias de novos casos de Peste Suína Africana na China e em condições melhores de cilma na América do Sul, como explicam analistas e consultores.

    “São vendas técnicas, pressão vinda de fundos de gestão ativa. América do Sul é o centro das atenções. Apesar de muitas outras variáveis terem entrado no mercado este ano-safra, vale lembrar que ainda estamos em pleno mercado climático para a safra sul-americana. A especulação continuará sensível à qualquer variação do clima, até que a demanda volte a tomar conta deste mercado”, explica Matheus Pereira, diretor da Pátria Agronegócios.

    Todavia, Pereira reafirma que este ainda é um mercado altista no longo prazo. “Assim como estamos alertando há meses, essa safra 2020/21, assim como foi a safra 2019/20, é mercada pelo descompasso no crescimento da produção e da demanda. O desequilíbrio na balança de oferta e demanda existe, e ele continua tendenciado para preços ainda mais altos da soja e milho”, diz.

    E falando em demanda, nesta sexta-feira o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou novas vendas de soja para a China, como já tinha feito também ontem, além de vendas semanais para exportação bem acima das expectativas do mercado.

    Na semana encerrada em 14 de janeiro, as vendas de soja para exportação dos EUA foram de 1,817,7 milhões de toneladas, com a China ainda respondendo pela maior parte do volume. O mercado esperava algo entre 750 mil e 1,5 milhão de toneladas. Em todo ano comecial, o país já comprometeu 57,367,5 milhões de toneladas do total estimada pelo USDA para a temporada de 60,69 milhões de toneladas. O volume já vendido supera o do ano anterior em 84%.

    “Não vai ter mais soja no mundo para o mercado consumir e os preços vão subir”, explica Liones Severo, consultor de mercado e diretor do SIMConsult, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta sexta, afirmando que o mundo registra, atualmente, a mais ampla escassez de grãos – soja, milho e trigo – dos últimos anos. “A escassez soberana nos EUA é evidente e já reconhecida por todo mercado”.

     

    DÓLAR

    Se de um lado a soja despenca em Chicago, aqui no Brasil o dólar dispara e já chegou a subir mais de 2% durante a sessão. Perto de 15h20 registrava um avanço de 1,91% para ser cotado a R$ 5,47 e, também como explicam analistas e consultores, é mais um fator de pressão sobre as cotações da oleaginosa.

    “Condições de clima melhorando na Argentina, dólar em alta, colheita no Brasil e os investidores com posições compradas recordes levaram o mercado de grãos a baixas fortes, com muitas incertezas ainda no radar. O clima no final de semana, no mundo todo, será acompanhado de perto”, afirma Jason Roose, analista da U.S. Commodities.

    COVID 19

    E a despencada da soja acompanha também um dia de maior aversão ao risco no mercado financeiro global. Mais commodities recuam, como o café, o açúcar e o algodão na Bolsa de Nova York, ao lado do petróleo, que perde mais de 1% para levar o WTI a US$ 52,44 por barril, e o ouro, que cede mais de 0,50%.

    Mais do que isso, índices acionários caem no mundo todo. O Ibovespa marcava sua quarta baixa seguida, registrando as mínimas em um mês e, na Europa, os mercados também fecharam a sexta-feira em queda. E parte dessas perdas estão bastante ligadas às notícias mais recentes sobre a pandemia do coronavírus.

    “Os mercados acionários europeus encerraram em queda nesta sexta-feira, uma vez que a atividade empresarial na zona do euro encolheu em janeiro com rígidos lockdowns para controlar a pandemia do coronavírus fechando muitas empresas”, informa a agência de notícias Reuters.

    PESTE SUÍNA AFRICANA

    Além das preocupações com a Covid-19, o mercado da soja neste final de semana olhou também para a Peste Suína Africana na China. Depois de três meses, o país voltou a registrar um novo surto da doença, de acordo com informações do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais. O primeiro em mais de três meses.

    O novo surto foi registrado ao sul da nação asiática, em uma propriedade na província de Guangdon, onde estão mais de mil porcos. Do total, 214 animais apresentaram sintomas e morreram. “Há suspeitas de que essa epidemia tenha se dado em função de transportes ilegais”, informaram as autoridades chinesas.

    Em 2019, um dos picos da doença, a China perdeu quase a metade de seu plantel de suínos e, em 2020, fez um intenso trabalho de recomposição, o que foi e tem sido um dos principais drivers da demanda por soja do país, que importou um volume recorde da oleaginosa no ano passado. E as expectativas são de que até a primeira metade de 2021 haja uma total recuperação dos rebanhos chineses.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Soja cai mais de 1% em Chicago nesta 6ª com melhores chuvas na América do Sul

    Os preços da soja registram baixas de quase 2% na Bolsa de Chicago nesta manhã de sexta-feira (22). Por volta de 7h25 (horário de Brasília), as cotações cediam entre 20 e 23,25 pontos, com o março já valendo US$ 13,47 e o maio, US$ 13,46 por bushel. A baixa acumulada nesta semana já é a mais intensa em mais de um mês, de acordo com informações da Reuters Internacional.

    Analistas e consultores atribuem as baixas intensas ainda à pressão que as chuvas melhores na América do Sul trouxeram nos últimos dias. As condições das lavouras, principalmente na Argentina, melhoraram consideravelmente e deram espaço para a realização de lucros e para vendas de posições por parte dos fundos investidores.

    “Os mercados de grãos e soja estão revertendo parte da tendência altista observada nas últimas semanas”, diz um analista à Reuters. O que ainda limita o movimento continua sendo o cenário apertado de oferta e demanda, e que não deverá ser revertido ainda nas próximas safras.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Representantes legais dos caminhoneiros descartam greve

    Representante legal da categoria no Brasiil, a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) se posicionou contrária à realização de uma greve dos caminhoneiros no próximo dia 1º de fevereiro de 2021. O movimento foi insuflado por entidades menos representativas, tais como Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), além de alguns poucos sindicatos locais.

    O Ministério de Infraestrutura do governo Bolsonaro também já descartou a possibilidade de uma greve. Assessores da pasta dizem que o relacionamento com a categoria é bom e o momento de pandemia exige sensibilidade com a importância do transporte de itens de necessidade. Confira a nota da CNTA na íntegra:

    Posicionamento da CNTA sobre a convocação de paralisação dos caminhoneiros para o dia 1º fevereiro de 2021

    A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) vem a público se posicionar contrária à convocação de paralisação divulgada para ocorrer no dia 1º de fevereiro de 2021.

    O posicionamento da entidade, que tem a representação legal da categoria, segue o parecer emitido por toda a sua base representativa, formada por federações e sindicatos de todo território nacional.

    A CNTA entende que apesar das dificuldades dos caminhoneiros, este não é o momento ideal para uma paralisação, principalmente, em virtude da delicada realidade que o País está passando. A entidade acredita que o atual cenário é propício para o fortalecimento do trabalho do caminhoneiro e a sua contribuição para o enfrentamento da pandemia.

     Dentre os fatores analisados pela entidade para estabelecer tal posição, estão:

    I – Pandemia da Covid-19 e seus riscos

        • Uma paralisação pode acarretar aglomeração e aumentar o risco de contaminação dos caminhoneiros, familiares e da população em geral;
    • A paralisação das atividades da categoria afetará a circulação de mercadorias, produtos farmacêuticos, alimentos e insumos para indústria, comércio e agricultura. Tal fato, pode impactar significativamente no combate e tratamento da doença;
    • O impacto no fluxo de mercadorias e matéria-prima pode agravar a situação econômica do País em um momento delicado, gerando incertezas na área da indústria e comércio, prejudicando a geração de emprego e renda.

    II – Cenário positivo para o transporte rodoviário de cargas e para o transportador autônomo

        • Início da safra de soja com aumento de área de 3,4%, segundo dados da Conab, o que torna o período um dos melhores para a demanda de trabalho da categoria;
    • O mercado de vendas de caminhões novos e usados altamente aquecido, a falta de caminhoneiros empregados nas transportadoras, além do constante aumento de inclusões de novos registros de caminhoneiros  autônomos na ANTT, demonstram que o mercado de transporte rodoviário de cargas está em plena expansão econômica, tornando o cenário com boas perspectivas de oferta  de frete para o caminhoneiro.

    III – Relacionamento com o Governo

        • O transporte rodoviário de cargas tem sido foco de diálogo e projetos constantes pelo Governo. A CNTA foi inserida em diversas discussões que possibilitaram uma abertura de diálogo inédita com apresentação de demandas específicas que beneficiarão o caminhoneiro autônomo.

    IV – Sobre a convocação de uma greve

        • A decisão sobre eventual paralisação é prerrogativa exclusiva da categoria, manifestada em assembleias geral especialmente convocada para este fim e formalizada por uma entidade legalmente constituída (sindicatos);
    • Uma greve deve ser pautada pelo interesse coletivo da categoria e não por interesses pessoais e políticos de indivíduos com fins de autopromoção;
    • A entidade enfatiza que o caminhoneiro pode e deve procurar a solução de muitas das suas insatisfações de modo regional. Para isso, a categoria pode contar com o apoio e atuação das entidades representativas, como sindicatos e federações.
    • A CNTA também ressalta a necessidade de que haja responsabilidade na divulgação sobre uma paralisação, pois tal decisão pode causar instabilidade e insegurança na categoria e na população de modo geral, e isto, pode ter um resultado contrário ao objetivo da promoção de uma greve.

     Por fim, a CNTA tem como obrigação esclarecer e tornar público os fatos, evitando ansiedade e sofrimentos adicionais desnecessários da categoria bem como de toda a sociedade brasileira, além dos já enfrentados durante esta pandemia.

    A entidade sempre apoiará movimentos que reflitam os interesses coletivos e a vontade da maioria da categoria seguindo o respeito à ordem pública, as instituições, as leis e a sociedade como um todo.

    A CNTA acredita que a deflagração de uma greve, especialmente de caminhoneiros, deve ocorrer somente quando esgotadas todas as alternativas plausíveis de discussão e negociação.

    Fonte: Agrolink.

  • Soja ameniza perdas, mas segue operando no vermelho na Bolsa de Chicago nesta 4ª

    A baixa dos preços da soja continua na Bolsa de Chicago nesta tarde de quarta-feira (20), porém, um pouco mais amena do que o recuo registrado mais cedo. Por volta de 13h50 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 18 e 20,25 pontos nos principais vencimentos, levando o março a US$ 13,67 e o maio a US$ 13,65 por bushel. Em duas sessões, os futuros da oleaginosa já perderam mais de 60 centavos de dólar.

    O mercado ainda reflete, segundo analistas e consultores, a melhora das condições de clima na América do Sul, com chuvas mais volumosas e bem distribuídas, exerce pressão sobre as cotações, e alimenta uma realização de lucros com o ajuste de posições por partes dos fundos de investimentos e que já vinha sendo esperada na sequência de altas fortes.

    Além do clima sul-americano, os traders refletem ainda, como explica a Agrinvest Commodities, a volta dos lockdowns na China – em função do aumento do número de casos de Covid-19 – e os impactos que as medidas poderiam gerar sobre a demanda. Além disso, também na nação asiática, as margens das indústrias processadoras diminuiu, os mercados também passam por recuos e a pressão, consequentemente, chega à CBOT.

    “Há uma demanda grande e real por alimentos e até que haja produção suficiente para baixar estes preços e corrigir esse cenário fundamentalista, esse patamar de preços favoráveis deve continuar”, explica Aaron Edwards, consultor de mercado da Roach Ag Marketing.

    E os Estados Unidos já comprometeram mais de 91% de seu total estimado para ser exportado no ano comercial 2021/22, de pouco mais de 60 milhões de toneladas.

    “Vamos manter o foco sobre os relatórios de exportações. Não há grandes mudanças nas notícias e nos números que pudessem alimentar essas vendas intensas de posições que foram iniciadas ontem. O quadro de oferta e demanda continua favorável aos altistas”, explica Al Kluis, da Kluis Advisors ao Successful Farming.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • MetSul: La Niña afeta o regime de chuvas no RS, mas deixa Paraná e Santa Catarina em alerta pra chuva forte nos próximos 10 dias

    Esteal Sias, meteorologista da Metsul, destacou em entrevista ao Notícias Agrícolas que o regime de chuvas na região sul do Brasil continua sob influência de um La Niña. Segundo a especialista, a partir de agora o Rio Grande do Sul deve registrar um corte expressivo nas precipitações, enquanto Santa Catarina e Paraná tem previsão de muita chuva para os próximos dias.

    Para o Rio Grande do Sul, Estael destacou que apenas o extremo norte do estado pode se beneficiar de algumas chuvas. “Ainda assim, é importante ficar em alerta levando em consideração que entre março e maio o corte nas chuvas acontece devido a chegada do outono, o que pode comprometer ainda mais a condição do RS”, afirma.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • Cotações do milho operam em campo misto na B3 nesta 3ªfeira

    Os preços futuros do milho passaram a operar em campo misto na Bolsa Brasileira (B3) nesta terça-feira (19). As principais cotações registravam movimentações entre 0,40% negativo e 0,71% positivo por volta das 11h43 (horário de Brasília).

    O vencimento março/21 era cotado à R$ 88,80, com queda de 0,40%, o maio/21 valeu R$ 85,03 com perda de 0,37%, o julho/21 era negociado por R$ 78,50 com alta de 0,71% e o setembro/21 tinha valor de R$ 76,25 com elevação de 0,46%.

    De acordo com análise da Agrifatto Consultoria, a estabilidade está presente para o preço do milho no Brasil. “A alta vertiginosa das últimas semanas afastou os compradores, que, com a manutenção das cotações na casa dos R$ 84,50/sc, se mantêm distantes de novas compras. A oferta escassa dificulta a desvalorização do cereal no Brasil”.

    Mercado Externo

    Já os preços internacionais do milho futuro perderam força na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira. As principais cotações registravam movimentações negativas entre 1,75 e 4,50 pontos por volta das 11h32 (horário de Brasília).

    O vencimento março/21 era cotado à US$ 5,29 com baixa de 1,75 pontos, o maio/21 valia US$ 5,32 com queda de 2,75 pontos, o julho/21 era negociado por US$ 5,28 com perda de 3,25 pontos e o setembro/21 tinha valor de US$ 4,81 com desvalorização de 4,50 pontos.

    Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho sentiram uma rodada de realização de lucros. Porém, as perdas foram limitadas por um volume recorde de importações chinesas de milho dos Estados Unidos em 2020.

    “Os relatórios do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) da última terça-feira reacenderam uma corrida de alta no mercado de milho depois que uma safra de milho americana menor do que a esperada em 2020 reduziu os estoques para a menor margem desde o ano comercial de 2013/14. A notícia, somada às preocupações com a quebra de safras no Brasil e na Argentina, aumentou o interesse dos compradores no mercado de milho”, explica a analista Jacqueline Holland.

    Fonte: Notícias Agrícolas.