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20 de janeiro de 2021

  • Soja ameniza perdas, mas segue operando no vermelho na Bolsa de Chicago nesta 4ª

    A baixa dos preços da soja continua na Bolsa de Chicago nesta tarde de quarta-feira (20), porém, um pouco mais amena do que o recuo registrado mais cedo. Por volta de 13h50 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 18 e 20,25 pontos nos principais vencimentos, levando o março a US$ 13,67 e o maio a US$ 13,65 por bushel. Em duas sessões, os futuros da oleaginosa já perderam mais de 60 centavos de dólar.

    O mercado ainda reflete, segundo analistas e consultores, a melhora das condições de clima na América do Sul, com chuvas mais volumosas e bem distribuídas, exerce pressão sobre as cotações, e alimenta uma realização de lucros com o ajuste de posições por partes dos fundos de investimentos e que já vinha sendo esperada na sequência de altas fortes.

    Além do clima sul-americano, os traders refletem ainda, como explica a Agrinvest Commodities, a volta dos lockdowns na China – em função do aumento do número de casos de Covid-19 – e os impactos que as medidas poderiam gerar sobre a demanda. Além disso, também na nação asiática, as margens das indústrias processadoras diminuiu, os mercados também passam por recuos e a pressão, consequentemente, chega à CBOT.

    “Há uma demanda grande e real por alimentos e até que haja produção suficiente para baixar estes preços e corrigir esse cenário fundamentalista, esse patamar de preços favoráveis deve continuar”, explica Aaron Edwards, consultor de mercado da Roach Ag Marketing.

    E os Estados Unidos já comprometeram mais de 91% de seu total estimado para ser exportado no ano comercial 2021/22, de pouco mais de 60 milhões de toneladas.

    “Vamos manter o foco sobre os relatórios de exportações. Não há grandes mudanças nas notícias e nos números que pudessem alimentar essas vendas intensas de posições que foram iniciadas ontem. O quadro de oferta e demanda continua favorável aos altistas”, explica Al Kluis, da Kluis Advisors ao Successful Farming.

    Fonte: Notícias Agrícolas.

  • MetSul: La Niña afeta o regime de chuvas no RS, mas deixa Paraná e Santa Catarina em alerta pra chuva forte nos próximos 10 dias

    Esteal Sias, meteorologista da Metsul, destacou em entrevista ao Notícias Agrícolas que o regime de chuvas na região sul do Brasil continua sob influência de um La Niña. Segundo a especialista, a partir de agora o Rio Grande do Sul deve registrar um corte expressivo nas precipitações, enquanto Santa Catarina e Paraná tem previsão de muita chuva para os próximos dias.

    Para o Rio Grande do Sul, Estael destacou que apenas o extremo norte do estado pode se beneficiar de algumas chuvas. “Ainda assim, é importante ficar em alerta levando em consideração que entre março e maio o corte nas chuvas acontece devido a chegada do outono, o que pode comprometer ainda mais a condição do RS”, afirma.

    Fonte: Notícias Agrícolas.