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Soja ameniza perdas, mas segue operando no vermelho na Bolsa de Chicago nesta 4ª

A baixa dos preços da soja continua na Bolsa de Chicago nesta tarde de quarta-feira (20), porém, um pouco mais amena do que o recuo registrado mais cedo. Por volta de 13h50 (horário de Brasília), as cotações perdiam entre 18 e 20,25 pontos nos principais vencimentos, levando o março a US$ 13,67 e o maio a US$ 13,65 por bushel. Em duas sessões, os futuros da oleaginosa já perderam mais de 60 centavos de dólar.

O mercado ainda reflete, segundo analistas e consultores, a melhora das condições de clima na América do Sul, com chuvas mais volumosas e bem distribuídas, exerce pressão sobre as cotações, e alimenta uma realização de lucros com o ajuste de posições por partes dos fundos de investimentos e que já vinha sendo esperada na sequência de altas fortes.

Além do clima sul-americano, os traders refletem ainda, como explica a Agrinvest Commodities, a volta dos lockdowns na China – em função do aumento do número de casos de Covid-19 – e os impactos que as medidas poderiam gerar sobre a demanda. Além disso, também na nação asiática, as margens das indústrias processadoras diminuiu, os mercados também passam por recuos e a pressão, consequentemente, chega à CBOT.

“Há uma demanda grande e real por alimentos e até que haja produção suficiente para baixar estes preços e corrigir esse cenário fundamentalista, esse patamar de preços favoráveis deve continuar”, explica Aaron Edwards, consultor de mercado da Roach Ag Marketing.

E os Estados Unidos já comprometeram mais de 91% de seu total estimado para ser exportado no ano comercial 2021/22, de pouco mais de 60 milhões de toneladas.

“Vamos manter o foco sobre os relatórios de exportações. Não há grandes mudanças nas notícias e nos números que pudessem alimentar essas vendas intensas de posições que foram iniciadas ontem. O quadro de oferta e demanda continua favorável aos altistas”, explica Al Kluis, da Kluis Advisors ao Successful Farming.

Fonte: Notícias Agrícolas.