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25 de fevereiro de 2021

  • Por que pode ocorrer mofo branco em regiões sem histórico?

    O mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, é comum na Região Norte do Rio Grande do Sul (RS), especialmente em áreas com altitudes acima de 600 m. No entanto, nas últimas safras, sintomas da doença foram observados em regiões sem histórico, com altitudes em torno de 200 m. Seria este um reflexo da adaptação do fungo?

    Conforme a Pesquisadora e Fitopatologista da CCGL Caroline Wesp Guterres, a resposta é não! Este é um indício de que temos inóculo de mofo branco amplamente disseminado em diferentes regiões do estado, basta apenas que existam condições de ambiente que favoreçam a manifestação dos sintomas para a doença ocorrer. – Com umidade prolongada e temperaturas noturnas amenas (abaixo de 20 °C), escleródios de Sclerotinia germinam, formando apotécios, que dão origem aos ascósporos, esporos que atingem as flores da soja, dando início aos sintomas da doença. Além disso, uma vez que as cultivares de soja indeterminadas vêm apresentando um longo período de florescimento, o período propício para a infecção também se torna mais amplo – explica Caroline.

    A pesquisadora salienta que esse inóculo pode estar sendo disseminado nas lavouras através da falta de qualidade das sementes de soja não beneficiadas ou salvas e de outras culturas suscetíveis, como algumas culturas de cobertura. – Estes escleródios podem permanecer no solo por diversas safras, aguardando condições de ambiente favoráveis para a manifestação dos sintomas da doença. Além do escleródio, o mofo pode sobreviver na forma de micélio no interior das sementes. Sendo assim, a qualidade da semente de soja e de outras culturas suscetíveis ao mofo é de extrema importância. Ainda, a realização de tratamento de sementes com fungicidas específicos para o controle mofo branco em sementes oriundas de áreas com histórico da doença é medida imprescindível – completa a fitopatologista.

    Conforme Caroline, a prática da rotação de culturas com gramíneas (milho e cereais de inverno) é fundamental para o controle da doença. Além disso, manter a lavoura livre de espécies daninhas reduz de forma significativa o inóculo de mofo. – Diversas espécies daninhas, como buva e nabiça, são suscetíveis ao mofo branco, servindo como fonte de multiplicação de inóculo. A presença de uma boa camada de palhada é outra medida de manejo, além de atuar como barreira física, a pouca luminosidade conferida pela cobertura morta, principalmente de gramíneas, permite que os escleródios sejam destruídos mais rapidamente, através da ação de microrganismos antagonistas. Nessa linha, o controle biológico também tem se apresentado como alternativa eficiente para minimizar o avanço do mofo branco – reforça a pesquisadora. Soma-se a essas medidas o controle químico em parte aérea com fungicidas específicos – conclui a fitopatologista. Para mais informações, procure a CCGL ou técnico de sua cooperativa.

    Fonte: CCGL.

  • PREVISÃO DO TEMPO: avanço de frente fria provoca chuva no Centro-Sul

    O avanço da frente fria entre o sul e sudeste do país, continuará provocando chuvas em algumas localidades do centro-sul, nesta quinta-feira. Porém estas instabilidades não sofrerão avanço significativos para a direção norte. Já no nordeste do Brasil, há condições para pancadas de chuvas em boa parte da região devido à atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), pois este sistema favorece a formação de instabilidades em suas bordas.

    No decorrer do dia, o alinhamento do fluxo de umidade entre o sul da Região Amazônica, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, dará forma a uma nova Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) que deverá se manter pelo menos até o próximo final de semana. A ZCAS deverá se configurar provocar chuva mais regulares entre MT, GO, centro-sul e oeste de MG, centro-sul do RJ e SP.

    A tendência é que, até o domingo (28) não deveremos ter mudanças expressivas nas condições de tempo. A chuva deverá se concentrar principalmente na faixa central do país e parte do interior do Nordeste. Em grande parte do Sul do país (exceto no norte e leste do PR e leste de SC) o tempo deverá ficar mais seco, com pouca condição para chuva.

    Região Sul

    Como a frente fria não sofrerá avanços significativos, em virtude disso, o tempo terá condições para acumulados expressivos entre o norte e leste do estado do PR e ao norte do estado de SC. Sendo que as instabilidades na faixa leste do estado do PR serão reforçadas com a presença da região de baixa pressão no litoral do sudeste. Já no estado do RS, a influência será da massa de ar seco associada ao sistema de alta pressão na retaguarda da frente fria, manterá o tempo sem condições para instabilidades sobre o estado gaúcho.

    Fonte: Agrolink.