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9 de março de 2021

  • Parceria comercializa soja em plataforma de commodities

    Uma parceria entre a Orbia, plataforma que conecta produtores a distribuidores, e a multinacional de alimentos, Bunge, resultou na primeira comercialização totalmente digital de soja.

    A operação foi realizada por meio de uma plataforma de commodities. Em três meses foram movimentadas mais de 75 mil toneladas de soja. A parceria permite ao produtor rural negociar sua produção de duas formas: venda de grãos disponíveis e barter digital, em que os grãos são utilizados como pagamento na compra de insumos agrícolas.

    Roberto Marcon, diretor de Originação da Bunge, ressalta que a parceria é mais um passo na jornada de transformação digital da multinacional. “Estamos desenvolvendo e implantando soluções digitais em nossas principais áreas de negócio. Por meio da parceria com a Orbia, a Bunge se tornou a primeira trading do Brasil a realizar o processo de originação (compra) de grãos online, permitindo ao produtor rural realizar cotações, vender sua safra e assinar o contrato sem precisar sair de casa, com segurança e transparência em todos os processos”, afirma.

    As relações de troca que viabilizam a compra de insumos agrícolas com pagamento futuro em grãos já fazem parte do dia a dia dos produtores rurais. Inclusive um dos objetivos da parceria é justamente estimular as operações de barter digital.

    “As plataformas digitais no Agro estão gradativamente ganhando espaço e o interesse de nossos clientes. Essa tendência que aos poucos vai dominando o mercado”, destaca Paula de Mello, da Agrícola Alvorada, revenda que movimentou cerca de 45 mil toneladas em barter digital na Orbia.

    Texto: AgroLink

    https://www.agrolink.com.br/

  • Produção de trigo no Brasil deve ser recorde em 2021

    A safra brasileira de trigo deve ser recorde em 2021. De acordo com a projeção da consultoria Safras & Mercado, divulgada nesta segunda, 8, a colheita deve alcançar 7,625 milhões de toneladas no país.

    O analista da Safras Élcio Bento, ressalta que esse é o potencial produtivo, que leva em conta a não ocorrência de problemas climáticos. Em 2020, o Brasil produziu 6,245 milhões de toneladas. A variação anual projetada é de 22%.

    Além de um clima favorável, esse número depende da consolidação da intenção de plantio neste ano, atualmente estimada em 2,576 milhões de hectares – alta de 12% em relação aos 2,297 milhões do ano passado.

    “De um modo geral, os produtores de trigo vêm negociando a safra atual com uma margem de lucro muito acima da média histórica. O trigo é plantado na sequência da soja, o que faz com que os custos fixos da lavoura sejam divididos com a oleaginosa. Essa atratividade do cereal tende a motivar um aumento da área plantada com a cultura de inverno, especialmente nas regiões em que não compete com o milho safrinha. Este vem sendo um forte concorrente, mostrando margem bastante acima das verificadas para o grão de inverno”, explica.

    A produção do Paraná deve crescer 15% neste ano, passando de 3,4 para 3,9 milhões de toneladas. A área no estado deve ser 11% maior na comparação com o ano passado, passando de 1,13 para 1,25 milhão de hectares. A produtividade das lavouras paranaenses deve crescer 4% em 2021.

    Para o Rio Grande do Sul, a área é estimada em 1,035 milhão de hectares, contra 900 mil hectares em 2020. A produção gaúcha deve crescer 37% ano a ano, saltando de 2,15 para 2,95 milhões de toneladas. A variação do rendimento médio neste ano deve ser positiva em 19%, levando em conta a expectativa de uma safra sem perdas, em comparação com a quebra provocada pela geada no ano passado.

    “Na safra passada, o Rio Grande do Sul teve grandes perdas devido às geadas. No Paraná esse evento climático foi menos intenso, mas houve perdas devido à ocorrência de chuvas no momento da colheita. Alargando-se a análise, nas últimas sessenta safras, em trinta e uma delas houve alguma complicação climática e quebra de produtividade”, lembra o analista.

    A safra de São Paulo deve crescer 15%, passando de 260 para 290 mil toneladas. Santa Catarina deve colher 175 mil toneladas, 17% a mais do que em 2020. Minas Gerais deve ter uma safra 5% maior em relação ao ano passado, passando de 143 para 150 mil toneladas. O Mato Grosso do Sul deve colher 90 mil toneladas de trigo, alta de 10%, e Goiás deve colher 70 mil toneladas, alta de 17%.

    Texto: Canal Rural

    https://www.canalrural.com.br/