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junho 2021

  • EM PROJETO INÉDITO, RTC REALIZARÁ MONITORAMENTO DE PRAGA EM TODO O ESTADO

    Trabalho visa minimizar os estragos da Cigarrinha do Milho nas lavouras gaúchas

    A Rede Técnica Cooperativa (RTC), através do setor de entomologia da CCGL, deu início ao projeto de monitoramento de Cigarrinha do Milho (Dalbulus maidis) em 31 municípios do Rio Grande do Sul.

    A Cigarrinha do Milho é um inseto sugador de 5 mm de tamanho, em sua alimentação na planta, além do dano direto, é vetor do complexo de enfezamento, que pode levar à perda de mais de 90 % nas lavouras de milho.

    Conforme o Pesquisador da CCGL e responsável pelo setor de entomologia da CCGL, Glauber Renato Stürmer, esse trabalho visa monitorar a população de Dalbulus maidis e antecipar as recomendações de manejo mais assertivas aos agricultores e assistentes técnicos, evitando perdas potenciais nas lavouras gaúchas.

    A RTC e a Cotrijuc estão engajadas no desenvolvimento desse projeto nas cidades de Júlio de Castilhos, São Gabriel e Santa Maria, os dados ajudarão todos os seus produtores associados a melhorar a tomada de decisão.

    Para mais informações sobre essa e outras pesquisas desenvolvidas pela RTC, entre em contato com a cooperativa.

    Texto e Foto: ASCOM CCGL

  • COMO MANEJAR AZEVÉM EM CEREAIS DE INVERNO

    O azevém anual (Lolium multiflorum Lam.) é uma das forrageiras mais utilizadas no Rio Grande do Sul, sendo alternativa para o período frio do ano onde as pastagens nativas paralisam seu crescimento. O problema é que ele também é a principal planta daninha das lavouras de trigo gaúchas, associado à perdas de produtividade do cereal. Por ser de fácil dispersão está presente em grande parte das lavouras de cereais de inverno e pomares.

    Os prejuízos acontecem pela interferência das plantas daninhas na cultura podem ser devidas à competição, quando qualquer fator do ambiente (água, luz, nutrientes etc.) é dividido entre a cultura e as plantas daninhas, em suprimento escasso, tomando limitante a obtenção do potencial de produtividade.

    A redução mais acentuada da produtividade de trigo ocorre quando a competição acontece nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura. A presença de plantas daninhas produz reduções variáveis na produtividade do trigo. Para populações de azevém entre 130 e 750 plantas por m2 até a maturação do trigo, a redução da produtividade de grãos em cultivar de porte alto fica entre 4 e 22% e, naqueles de porte baixo, entre 18 e 56%.

    O uso repetido do herbicida glifosato tem causado a seleção dos biótipos de azevém resistentes. O primeiro caso de resistência de azevém ao glifosato foi identificado em Vacaria, no Rio Grande do Sul, em 2003. Atualmente, os herbicidas disponíveis para controle do azevém em trigo são inibidores da enzima ALS (iodosulfuron e o pyroxsulam) e inibidor da ACCase (clodinafop), para os quais existem biótipos resistentes. Contudo, não existe relato de resistência aos dois mecanismos na mesma planta de azevém. Assim, deve-se usar inibidor da ALS ou da ACCase, de acordo com a resistência do azevém.

    O controle de azevém na pré-semeadura é uma estratégia indicada pela pesquisa, com a dessecação da área entre 20 a 30 dias após a colheita de verão, tempo necessário para que as plantas daninhas desenvolvam área foliar suficiente para absorver o herbicida. “Recomenda-se que a aplicação dos herbicidas ocorra com antecedência de 15 a 30 dias da semeadura de inverno. Se houver ‘escape’ de plantas da primeira aplicação, ainda é possível fazer uma segunda aplicação dois dias antes da semeadura”, orienta o pesquisador da Embrapa Trigo, Leandro Vargas.

    Ele lembra que, sob chuva intensa logo após a aplicação, principalmente em solos de textura arenosa e com níveis de matéria orgânica abaixo de 2%, alguns herbicidas podem causar fitotoxicidade às culturas de inverno. Ainda, o controle de plantas daninhas resistentes deve contar com herbicidas com diferentes mecanismos de ação ou mesmo capina manual.

    O controle do azevém em pré-emergência pode ser realizado com os herbicidas pendimetalim ou com o piroxasulfone, em sistema “aplica e planta” ou ‘planta e aplica”. Por se tratar de um herbicida pré-emergente, necessita de chuva de aproximadamente 15 mm após a aplicação, para ser incorporado na camada superficial do solo e desencadear a ativação do herbicida.

    Já na pós-emergência, o controle deve ser realizado quando o trigo estiver no perfilhamento e o azevém com 3-4 folhas e não perfilhado. Os herbicidas disponíveis para controle do azevém em pós-emergência do trigo são os inibidores da enzima ALS (iodosulfuron e o pyroxsulam) e inibidor da ACCase (clodinafop). Importante destacar que se deve adicionar o adjuvante indicado pelo fabricante e aplicar em condições favoráveis de clima, evitando dias nublados, com temperatura abaixo de 15º C e vento acima de 5 km/h.

    Na próxima quarta-feira (23) as estratégias de controle desde a pré-semeadura até a pós-emergência das plantas, evitando casos de resistência do azevém aos herbicidas, serão apresentadas no webinar “Manejo de azevém em cereais de inverno”, promovido pela Embrapa Trigo, às 19h, no Canal da Embrapa no Youtube.

    Fonte: AGROLINK

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  • CUSTO DE PRODUÇÃO DE LEITE TEM ALTA DE QUASE 3%

    A variação do custo de produção de leite em maio foi 2,89%, conforme o Índice de Custos de Produção de Leite (ICPLeite/Embrapa), calculado pela Embrapa Gado de Leite. Pelo segundo mês consecutivo, a maior alta foi encontrada no grupo Sal mineral, que subiu 8,74% em comparação com o mês anterior. Elevações acentuadas de preços também foram verificadas nos itens que compõem os grupos que se referem à alimentação dos animais, que por sua vez, possuem as maiores participações na ponderação do indicador: Alimentação concentrada, que registrou variação de 5,18% e Produção e compra de volumosos, com alta de 1,81%. Energia e combustível registrou aumento de 1,42% devido principalmente ao reajuste no preço do etanol, já os grupos Sanidade e Qualidade do leite registraram variações idênticas, 0,27%. Os grupos Mão de obra e Reprodução não sofreram alterações.

    Segundo o ICPLeite/Embrapa, a inflação dos últimos doze meses foi 36,23%. Acumulando 64,53% de alta, o grupo Alimentação concentrada seguiu pressionando as margens do produtor, ao lado do grupo Produção e compra de volumosos, que registrou alta de 38,65%. Também variando acima de duas casas decimais, os grupos Sal mineral e Energia e combustível acumularam, em um ano, inflações de 23,82% e 19,55%, respectivamente.

    * Informações Embrapa Gado de Leite*

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  • PORQUE SUBIRAM OS PREÇOS DE INSUMOS NO BRASIL?

    A alta do dólar norte-americano em relação ao brasileiro Real, bem como o aumento nos custos internacionais de matérias-primas e transporte estão entre as causas da elevação do preço dos insumos agrícolas no Brasil. A explicação foi dada por Christian Lohbauer, presidente Executivo da CropLife Brasil (CLB), ao portal especializado AgroPages.

    De acordo com Christian Lohbauer, o cenário econômico global “continua sob o impacto das restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Entre outros aspectos, a crise sanitária mundial tem causado escassez de ativos básicos e, consequentemente, aumento nos custos de matérias-primas para a produção de insumos agrícolas como sementes, fertilizantes e defensivos”.

    “Os preços de matérias-primas, inclusive para embalagens (papelão e resinas), foram bastante impactados. O mesmo aconteceu com o custo logístico internacional”, explica o presidente Executivo da CropLife Brasil.

    Ele afirma que os insumos agrícolas sofrem impacto das dinâmicas do mercado internacional, especialmente, quando envolvem fornecedores importantes como a China e a Índia: “Para se ter uma ideia, o valor do frete marítimo da China para o Brasil praticamente triplicou nos últimos meses devido à falta de navios e contêineres para transporte. E a tendência é de que estes preços sigam aumentando nos próximos meses”.

    “Desde 2020, essa conjunção de fatores vem causando significativo aumento nos custos de produção de insumos agrícolas no Brasil. No entanto, a indústria não vinha repassando a elevação de custos para os produtos comerciais. Prova disso, é que os preços dos defensivos químicos no mercado interno, por exemplo, subiram apenas 1,4% entre as safras 2019/20 e 2020/21”, conclui.

    Diversas companhias agroquímicas brasileiras enviaram comunicados aos seus clientes avisando da majoração de preços de seus produtos. Uma delas foi a FMC, que explicou ao AgroPages que mandou a carta para “contextualizar todos a respeito dos constantes aumentos de custo de produção de insumos agrícolas e, com transparência e respeito, comunicar que fará reposicionamento de preços”.

    “A mensagem teve o caráter de fortalecer a parceria e, reforçar que essas medidas são necessárias para manter na cadeia de produção e distribuição, o compromisso com a demanda dos agricultores, para que possamos, juntos, continuar contribuindo com o agronegócio de forma sustentável”, disse a FMC.

    Fonte: AGROLINK

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  • KIT ACELERA O DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE BOVINA

    A Embrapa Gado de Corte (MS) desenvolveu um kit que promete maior agilidade no diagnóstico da tuberculose bovina, com alta precisão. A inovação está em associar o método Elisa (sigla inglesa para ensaio de imunoadsorção enzimática) ao teste intradérmico, atualmente o único oficial para a doença no país.

    O novo kit apresenta como vantagens a praticidade, rapidez e possibilidade de testar várias amostras em curto espaço de tempo, além de automação na obtenção dos resultados, baixo custo e fácil padronização para uso em diferentes laboratórios. A tecnologia deve chegar ao mercado em breve.

    “O exame é feito em placas e quando a reação é positiva ele gera uma coloração. Além de acelerar o saneamento do rebanho, não interfere no estado imunológico do animal, podendo ser feito várias vezes”, destaca o pesquisador da Embrapa Gado de Corte Flábio Ribeiro Araújo.

    De acordo com ele, durante as pesquisas foi possível detectar, corretamente, 88,7% dos animais doentes e 94,6% dos sadios. A técnica não exige que os animais sejam manuseados mais de uma vez para a coleta de amostras de sangue, que podem ser utilizadas também para diagnóstico de outras doenças, o que representa benefício econômico. Vale destacar ainda que a coleta de sangue pode ser feita a qualquer momento para ser testada de imediato ou armazenada para estudos retrospectivos.

    A nova tecnologia da Embrapa pode impactar também a exportação. Atualmente, a tuberculose bovina é um grande problema em função das crescentes exigências sanitárias por parte dos países importadores, que impõem, cada vez mais, restrições às propriedades com diagnóstico positivo. Estima-se que as perdas anuais com essa doença no mundo girem em torno de 3 bilhões de dólares.

    A doença acomete rebanhos leiteiros e de corte, acarretando prejuízos sanitários e econômicos para o país.  É uma enfermidade infectocontagiosa de evolução crônica, causada pela bactéria M. bovis, e contagia não só bovinos como também caprinos, ovinos, suínos, animais silvestres e domésticos, caracterizando-se como uma zoonose.

    Fonte: AGROLINK

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  • LAVOURAS E PECUÁRIA TÊM MAIOR AUMENTO EM 30 ANOS

    O Ministério da Agricultura divulgou o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de maio. O montante é de R$ 1,11 trilhão. A cifra é 11,8% superior ao obtido em 2020, que foi de R$ 993,9 bilhões. O bom desempenho é reflexo na maior alta de lavouras e pecuária dos últimos 32 anos. Lavouras aumentaram 15,8% e a pecuária, 3,8%.

    Alguns grupos têm tido desempenho negativo, como a batata-inglesa, café, feijão, laranja, tomate, uvas e na pecuária, leite, suínos e ovos. Isso ocorre devido a efeitos de menores preços ou de menores quantidades produzidas.

    Apesar de terem existido períodos de seca que afetaram lavouras, como milho e feijão, os preços têm contribuído para reduzir esse impacto. Esses efeitos foram sentidos, principalmente, no Paraná e em Mato Grosso. O milho foi particularmente prejudicado. A segunda safra, que é a mais importante, teve uma redução em relação a 2020, de 5 milhões de toneladas, e menor produtividade de grãos.

    O crescimento do VBP pode ser atribuído, como destacado em relatórios anteriores, ao excepcional desempenho das exportações de soja em grãos e carnes, preços favoráveis e a safra de grãos, que apesar de problemas de falta de chuvas ocorridos, mesmo assim as projeções da Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab) e do IBGE são de uma safra expressiva.

    Os dados regionais do VBP continuam mostrando a liderança de Mato Grosso com participação de 17,2% no valor, Paraná 13,2%, São Paulo 11,2%, Rio Grande do Sul 10,8%, e Minas Gerais 10%.

    O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

    Fonte: AgroLink

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  • MERCADO PASSA A VER SELIC A 6,25% ESTE ANO, COM INFLAÇÃO E CRESCIMENTO MAIORES

    O mercado elevou ainda mais a perspectiva de aperto monetário pelo Banco Central neste ano, projetando ainda inflação mais elevada e crescimento mais intenso, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira pelo BC.

    Dias antes de a autarquia reunir-se para decidir sobre a Selic, a pesquisa mostrou que a expectativa agora para a taxa básica de juros é de que ela termine 2021 a 6,25%, de 5,75% antes. Para 2022, permanece o cenário de Selic a 6,50% ao final do ano.

    A expectativa é de que o BC anuncie na quarta-feira o terceiro aumento consecutivo de 0,75 ponto percentual na Selic, e possivelmente indique um ciclo mais agressivo à frente ao abandonar seu compromisso com uma “normalização parcial” da política monetária.

    O Focus mostrou ainda a décima alta seguida na projeção para a inflação este ano, com a alta do IPCA agora calculada em 5,82%, de 5,44% antes. Para 2022 o cálculo é de avanço de 3,78%, de 3,70%.

    Ambos os resultados ficam acima do centro da meta oficial para a inflação, que em 2021 é de 3,75% e para 2022 é de 3,50%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

    Para o Produto Interno Bruto (PIB) houve melhora para este ano, com o crescimento econômico estimado em 4,85%, de 4,36% na semana anterior. Mas para 2022 a previsão de expansão caiu a 2,20%, de 2,31%.

    Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do BC com cerca de 100 instituições financeiras:

    Expectativas de mercado 2021 2021 2022 2022

    Mediana Há 1 Hoje Há 1 Hoje

    IPCA (%) 5,44 5,82 3,70 3,78

    PIB (%) 4,36 4,85 2,31 2,20

    Dólar (fim de período-R$) 5,30 5,18 5,30 5,20

    Selic (fim de período-% a.a.) 5,75 6,25 6,50 6,50

    Preços administrados (%) 8,27 9,05 4,25 4,40

    Produção industrial (%) 6,10 6,11 2,40 2,50

    Conta corrente (US$ bi) -1,08 -0,27 -18,60 -18,60

    Balança comercial (US$ bi) 68,00 68,00 60,35 60,00

    IDP (US$ bi) 57,65 58,90 65,70 66,99

    Dívida líquida pública (%/PIB) 62,48 62,10 64,40 64,32

    Fonte: Reuters

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  • SOJA CAI FORTE NESTA 2ª EM CHICAGO COM NOVA DESPENCADA DO ÓLEO E CLIMA NO CORN BELT

    O mercado da soja tem baixas agressivas nesta manhã de segunda-feira (14) na Bolsa de Chicago, dando início à mais uma semana com foco nas questões climáticas no Meio-Oeste americano. “O mercado de grãos caia forte na abertura durante a noite deste domingo diante das previsões mostrando um tempo mais úmido nos EUA nos próximos 8 a 14 dias. O calor também parece estar menos intenso. No entanto, os próximos dias ainda deverão ser, em sua maioria, mais secos”, disse a especialista internacional Karen Braun.

    Assim, por volta de 7h35 (horário de Brasília), as cotações cediam entre 26,25 e 35 pontos, com o recuo mais intenso sendo observado nos contratos mais distantes. Assim, o julho já operava abaixo dos US$ 15,00 – depois de ter tocado nos US$ 16 na semana passada – e era negociado a US$ 14,82 por bushel. Já o novembro tinha US$ 14,02.

    O novo boletim semanal de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) chega nesta segunda-feira, após o fechamento do mercado, e poderá mostrar o plantio da soja já concluído. Assim, as atenções seguem sobre as condições das lavouras norte-americanas.

    Os pontos de atenção, no entanto, continuam sendo as Dakotas e Minnesota. Há relatos da necessidade de replantio  por diversos produtores, as chuvas seguem limitadas e os traders permanecem atentos.

    Além do clima, o mercado da soja em grão continua sendo pressionado também pelas queda dos futuros do óleo, que nesta segunda-feira se aproximam de 4% mais uma vez, dando continuidade à despencada da última sexta (11). Assim, caem também os preços do farelo de soja, mais de 1% na CBOT.

    “Na sexta-feira, circularam  rumores de fontes ligadas ao presidente Joe Biden de que o mesmo estaria estudando possível redução nos mandatórios de biocombustíveis, o que poderia reduzi a demanda por óleo de soja e também por milho. Essas reduções, caso venham a ser implementadas, poderiam, momentaneamente, reduzir a pressão sobre os estoques americanos, o que vem se traduzindo em forte pressão de venda desde a última sexta”, explica a Agrinvest Commodities.

    Fonte: Notícias Agrícolas

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  • AGRO PUXA RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA DO RS

    Depois de um 2020 difícil na economia e com reflexos de uma severa estiagem, o Rio Grande do Sul vive recuperação. O responsável por puxar o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado foi o agronegócio. No primeiro trimestre deste ano a economia gaúcha avançou 5,5% enquanto a brasileira cresceu 1%.

    Já no comparativo com o último trimestre de 2020, o crescimento geral foi de 4%. Os desempenhos da agropecuária tiveram alta de 35,7%. Os números foram divulgados pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

    Nas exportações a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) aponta alta de 57,1%, em maio, ante o mesmo mês do ano passado, totalizando US$ 1,2 bilhão. No acumulado de 2021, as vendas externas alcançaram US$ 4,9 bilhões, um avanço de 26,1% na comparação interanual.

    As maiores altas foram na indústria, como Alimentos, 36,4%; Químicos, 62,6%; Celulose e papel, 126%; e Máquinas e equipamentos, 96,5%. Também se destacaram Couro e calçados, com elevação de 105,5%, produtos de metal, 51,9%; e veículos automotores, 42,5%. A única exceção foi tabaco, com queda de 8,4%.

    Em relação aos destinos das vendas externas do RS, em comparação a maio de 2020 ocorreu grande aumento dos embarques totais para a China (50,9%). Mesmo com a fraca redução observada nas exportações da indústria de Alimentos para a economia asiática no mês, as vendas de soja em grãos (+US$ 317,8 milhões) garantiram esse avanço.

    Fonte: AGROLINK

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  • AGRICULTURA DIGITAL E A ASSERTIVIDADE NA PRODUÇÃO

    Tecnologia no campo auxilia em resultados expressivos na produtividade e rentabilidade

    A agricultura digital (ou agricultura 4.0) compreende diversas ferramentas com o objetivo de coletar, armazenar, compartilhar e analisar dados envolvendo todo o espectro da cadeia de valor. Ou seja, aprimorar e controlar melhor as práticas agronômicas através da tecnologia em busca de resultados mais assertivos.

    O Gerente da plataforma SmartCoop, Raí Schwalbert, ressalta a diferença entre agricultura digital e outro termo muito popularizado, agricultura de precisão: — A agricultura de precisão foi introduzida no Brasil no início dos anos noventa e envolve uma série de tecnologias olhando da porteira para dentro, como manejo da variabilidade, mapas de colheita e aplicação à taxa variada de insumos, já a agricultura digital engloba tudo isso, mas vai além, com uma visão da porteira para fora da propriedade.

    Conforme Raí, dois exemplos que estão alinhados às diretrizes da agricultura digital são a Rede Técnica Cooperativa (RTC) e a SmartCoop. — No caso da plataforma digital das cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul, há uma série de tecnologias que auxiliam os associados em diferentes etapas do processo produtivo, desde o monitoramento e manejo dos talhões até o momento de comercializar a produção.

    Em resumo, a agricultura 4.0 possui camadas de informações que podem ser cruzadas e analisadas a cada ciclo produtivo, o que favorece as tomadas de decisões. Dessa maneira, é possível proporcionar um trabalho mais assertivo a técnicos e produtores com melhor eficiência produtiva, lucratividade e responsabilidade ambiental.

    Texto e Imagem: ASCOM CCGL