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16 de junho de 2021

  • PORQUE SUBIRAM OS PREÇOS DE INSUMOS NO BRASIL?

    A alta do dólar norte-americano em relação ao brasileiro Real, bem como o aumento nos custos internacionais de matérias-primas e transporte estão entre as causas da elevação do preço dos insumos agrícolas no Brasil. A explicação foi dada por Christian Lohbauer, presidente Executivo da CropLife Brasil (CLB), ao portal especializado AgroPages.

    De acordo com Christian Lohbauer, o cenário econômico global “continua sob o impacto das restrições impostas pela pandemia de Covid-19. Entre outros aspectos, a crise sanitária mundial tem causado escassez de ativos básicos e, consequentemente, aumento nos custos de matérias-primas para a produção de insumos agrícolas como sementes, fertilizantes e defensivos”.

    “Os preços de matérias-primas, inclusive para embalagens (papelão e resinas), foram bastante impactados. O mesmo aconteceu com o custo logístico internacional”, explica o presidente Executivo da CropLife Brasil.

    Ele afirma que os insumos agrícolas sofrem impacto das dinâmicas do mercado internacional, especialmente, quando envolvem fornecedores importantes como a China e a Índia: “Para se ter uma ideia, o valor do frete marítimo da China para o Brasil praticamente triplicou nos últimos meses devido à falta de navios e contêineres para transporte. E a tendência é de que estes preços sigam aumentando nos próximos meses”.

    “Desde 2020, essa conjunção de fatores vem causando significativo aumento nos custos de produção de insumos agrícolas no Brasil. No entanto, a indústria não vinha repassando a elevação de custos para os produtos comerciais. Prova disso, é que os preços dos defensivos químicos no mercado interno, por exemplo, subiram apenas 1,4% entre as safras 2019/20 e 2020/21”, conclui.

    Diversas companhias agroquímicas brasileiras enviaram comunicados aos seus clientes avisando da majoração de preços de seus produtos. Uma delas foi a FMC, que explicou ao AgroPages que mandou a carta para “contextualizar todos a respeito dos constantes aumentos de custo de produção de insumos agrícolas e, com transparência e respeito, comunicar que fará reposicionamento de preços”.

    “A mensagem teve o caráter de fortalecer a parceria e, reforçar que essas medidas são necessárias para manter na cadeia de produção e distribuição, o compromisso com a demanda dos agricultores, para que possamos, juntos, continuar contribuindo com o agronegócio de forma sustentável”, disse a FMC.

    Fonte: AGROLINK

    https://www.agrolink.com.br/

  • KIT ACELERA O DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE BOVINA

    A Embrapa Gado de Corte (MS) desenvolveu um kit que promete maior agilidade no diagnóstico da tuberculose bovina, com alta precisão. A inovação está em associar o método Elisa (sigla inglesa para ensaio de imunoadsorção enzimática) ao teste intradérmico, atualmente o único oficial para a doença no país.

    O novo kit apresenta como vantagens a praticidade, rapidez e possibilidade de testar várias amostras em curto espaço de tempo, além de automação na obtenção dos resultados, baixo custo e fácil padronização para uso em diferentes laboratórios. A tecnologia deve chegar ao mercado em breve.

    “O exame é feito em placas e quando a reação é positiva ele gera uma coloração. Além de acelerar o saneamento do rebanho, não interfere no estado imunológico do animal, podendo ser feito várias vezes”, destaca o pesquisador da Embrapa Gado de Corte Flábio Ribeiro Araújo.

    De acordo com ele, durante as pesquisas foi possível detectar, corretamente, 88,7% dos animais doentes e 94,6% dos sadios. A técnica não exige que os animais sejam manuseados mais de uma vez para a coleta de amostras de sangue, que podem ser utilizadas também para diagnóstico de outras doenças, o que representa benefício econômico. Vale destacar ainda que a coleta de sangue pode ser feita a qualquer momento para ser testada de imediato ou armazenada para estudos retrospectivos.

    A nova tecnologia da Embrapa pode impactar também a exportação. Atualmente, a tuberculose bovina é um grande problema em função das crescentes exigências sanitárias por parte dos países importadores, que impõem, cada vez mais, restrições às propriedades com diagnóstico positivo. Estima-se que as perdas anuais com essa doença no mundo girem em torno de 3 bilhões de dólares.

    A doença acomete rebanhos leiteiros e de corte, acarretando prejuízos sanitários e econômicos para o país.  É uma enfermidade infectocontagiosa de evolução crônica, causada pela bactéria M. bovis, e contagia não só bovinos como também caprinos, ovinos, suínos, animais silvestres e domésticos, caracterizando-se como uma zoonose.

    Fonte: AGROLINK

    https://www.agrolink.com.br/