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KIT ACELERA O DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE BOVINA

A Embrapa Gado de Corte (MS) desenvolveu um kit que promete maior agilidade no diagnóstico da tuberculose bovina, com alta precisão. A inovação está em associar o método Elisa (sigla inglesa para ensaio de imunoadsorção enzimática) ao teste intradérmico, atualmente o único oficial para a doença no país.

O novo kit apresenta como vantagens a praticidade, rapidez e possibilidade de testar várias amostras em curto espaço de tempo, além de automação na obtenção dos resultados, baixo custo e fácil padronização para uso em diferentes laboratórios. A tecnologia deve chegar ao mercado em breve.

“O exame é feito em placas e quando a reação é positiva ele gera uma coloração. Além de acelerar o saneamento do rebanho, não interfere no estado imunológico do animal, podendo ser feito várias vezes”, destaca o pesquisador da Embrapa Gado de Corte Flábio Ribeiro Araújo.

De acordo com ele, durante as pesquisas foi possível detectar, corretamente, 88,7% dos animais doentes e 94,6% dos sadios. A técnica não exige que os animais sejam manuseados mais de uma vez para a coleta de amostras de sangue, que podem ser utilizadas também para diagnóstico de outras doenças, o que representa benefício econômico. Vale destacar ainda que a coleta de sangue pode ser feita a qualquer momento para ser testada de imediato ou armazenada para estudos retrospectivos.

A nova tecnologia da Embrapa pode impactar também a exportação. Atualmente, a tuberculose bovina é um grande problema em função das crescentes exigências sanitárias por parte dos países importadores, que impõem, cada vez mais, restrições às propriedades com diagnóstico positivo. Estima-se que as perdas anuais com essa doença no mundo girem em torno de 3 bilhões de dólares.

A doença acomete rebanhos leiteiros e de corte, acarretando prejuízos sanitários e econômicos para o país.  É uma enfermidade infectocontagiosa de evolução crônica, causada pela bactéria M. bovis, e contagia não só bovinos como também caprinos, ovinos, suínos, animais silvestres e domésticos, caracterizando-se como uma zoonose.

Fonte: AGROLINK

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