Eduarda Pereira

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  • China faz primeira compra de soja nos EUA após trégua firmada entre Trump e Xi

    Empresas estatais chinesas teriam feito a compra de mais de 500 mil toneladas de soja dos EUA no valor de cerca de US$ 180 milhões na tarde desta quarta-feira. Este é o primeiro sinal concreto de que a nação asiática estaria cumprindo sua parte na trégua firmada com o EUA após o encontro do G20.

    As compras, feitas pela Sinograin, teriam sido de cerca de 30 navios, o que totalizaria perto de 2 milhões de toneladas, de um volume que pode ficar entre 3 e 5 milhões, segundo explicou o analista de mercado Eduardo Vanin, da Agrinvest Commodities. O importante agora é saber, no entanto, se as tarifas chinesas sobre a soja americana serão mantidas e como isso irá estimular ou não as empresas privadas na China a voltarem a comprar nos EUA.

    Segundo operadores internacionais, essa é a primeira grande compra da nação asiática após o “cessar-fogo” temporário de Xi Jinping e Donald Trump e de que as tensões entre as duas maiores economias do mundo estariam começando a diminuir.

    “A China estava comprando diretamente nos terminais nesta manhã. Parece que estamos de volta aos negócios agora”, disse um segundo operador à Reuters Internacional.

    Trump já havia dito, esta semana, que as compras estariam sendo retomadas.

    “Eu ouvi que eles (os chineses) estão comprando grandes volumes de soja. Eles estão começando, começando agora”, disse o presidente norte-americano Donald Trump, em uma entrevista à Reuters nesta semana, aquecendo as expectativas de que o mercado está prestes a ver um acordo sendo firmado entre China e Estados Unidos em torno da oleaginosa.

    E Trump afirmou ainda que estaria disposto a voltar a se reunir com o presidente chinês Xi Jinping, e que espera saudá-lo por essa volta das compras de soja pela nação asiática no mercado norte-americano. De acordo com o líder dos EUA, as negociações evoluem bem – com boas conversas acontecendo pelo telefone – e mais reuniões entre os dois governos estariam prestes a acontecer.

    Há informações ainda de que a China está prestes a anunciar, ainda neste mês, uma série de compras de soja nos EUA, segundo comunicados oficiais de Pequim, e essa retomada, ao ser efetivada, poderia trazer um alívio considerável aos produtores norte-americanos – que sofrem não só com preços mais baixos – em alguns casos abaixo dos custos de produção – mas também com a dificuldade para armazenar uma safra tão grande.

    De acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trazidos neste 11 de dezembro, a temporada 2018/19 deverá se consolidar com uma safra maior do que 125 milhões de toneladas e estoques finais de 25,99 milhões de toneladas.

    No último boletim mensal de oferta e demanda, o departamento indicou, ao mesmo tempo, uma manutenção das exportações norte-americanas de 51,71 milhões de toneladas, enquanto aumentou as do Brasil de 777 milhões para 81 milhões de toneladas. Números de consultorias e instituições brasileiras falam em estimativas ainda mais altas para 2018.

    Trump está em meio a uma fase delicada da guerra comercial, onde as negociações também são frágeis. O período é de trégua com a China, porém, a pressão dos mercados financeiros continua crescendo, uma vez que os investidores têm vivido semanas de especulações e tentativas de entender os efeitos de uma possível piora nessa guerra comercial.

    Fonte: Reuters e Bloomberg/ Notícias Agrícolas

  • Comercialização de soja avança no Brasil, aponta a Datagro

    As vendas da safra 2017/18 de soja no Brasil atingiram 95% da produção esperada até o último dia 7 de dezembro. O número indica um avanço sobre os 90% registrados na safra passada, e próximo do patamar recorde de 97% observado em 2015, segundo levantamento feito pela DATAGRO Consultoria.

    “A esperada queda nos preços aconteceu de forma geral, mantendo frouxo o interesse de venda pelos produtores e escasseando os negócios”, destaca o analista de grãos da DATAGRO, Flávio Roberto de França Jr.

    Em relação às vendas da safra 2018/19, o volume negociado chega a 30,3% da produção, também acima dos 26% registrados em dezembro do ano passado. No entanto, ainda abaixo do recorde de 45,5% de observado em 2015, e 31,6% menor na comparação com a média para 5 anos.

    Milho

    O levantamento da DATAGRO também destacou o movimento da comercialização de milho. Segundo o relatório, as vendas da safra de verão 2018 alcançaram 94% da produção obtida, ante 90% registrado em dezembro do ano passado. “A Lentidão nas negociações da temporada está ligada diretamente à expectativa de melhora ainda maior no padrão de preços por parte dos produtores”, destaca o especialista da DATAGRO.

    Já em relação à safra de milho de inverno deste ano, as negociações chegam a 82% da produção esperada. Bem acima do percentual de 78% observado no ano passado. No entanto, ainda abaixo dos 84% da média para os últimos cinco anos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: Bolsa de Chicago inicia pregão com leves elevações nessa quinta-feira

    As cotações do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram o dia registrando estabilidades com leves altas. Os principais valores futuros apresentavam variações de 0,25 pontos por volta das 08h53 (horário de Brasília) dessa quinta-feira (13). O vencimento de dezembro/18 era cotado a US$ 3,76 por bushel e março/19 apontava US$ 3,85 por bushel.

    Os preços do milho tiveram uma pequena dose de força de transbordamento dos futuros de soja e trigo mais altos. “O risco principal está diminuindo, e isso leva as pessoas para lucros. Quando as pessoas no mercado à vista começaram a ouvir que a China estava comprando, começamos a nos preocupar menos com política e mais sobre o balanço”, disse Dan Basse, presidente da AgResource Co.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja tem leve correção nesta 5ª feira em Chicago após alcançar melhores patamares em seis meses

    Os preços da soja recuam levemente na manhã desta quinta-feira (13) na Bolsa de Chicago. As cotações devolviam parte das últimas altas, ainda buscando garantir seu equilíbrio depois das últimas notícias e das incertezas que o mercado ainda tem pela frente. Assim, por volta de 7h55 (horário de Brasília), os futuros da commodity perdiam pouco mais de 1 ponto.

    Com isso, o vencimento janeiro/18, que segue como o mais negociado entre os principais, valia US$ 9,18, enquanto o maio/19 tinha US$ 9,44 por bushel. Com as altas do pregão anterior, os preços bateram em suas máximas em seis meses na CBOT.

    A guerra comercial entre China e Estados Unidos continua sendo o ponto-chave do mercado, mesmo depois de estatais chinesas terem informado boas compras feitas no mercado americano. A notícia chegou nesta quarta, animou o mercado, porém, já estava precificada e agora os traders buscam, mais uma vez, balancear as informações.

    Fato é que, nos últimos dias, com a evolução das negociações entre Donald Trump e Xi Jinping, a aversão ao risco nos mercados internacionais foi amenizada e deu mais espaço à essa tentativa de recuperação das cotações no mercado futuro norte-americano.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Safra de milho deve chegar a 90,9 milhões de toneladas

    A safra de milho deve voltar a crescer na temporada 2018/2019. De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção poderá chegar a 90,95 milhões de toneladas, considerando a primeira e a segunda safras.

    Isso significa um aumento de 12,6% ou 10,1 milhões de toneladas a mais na comparação com a safra passada. No entanto, a demanda pelo cereal deverá crescer mais que a oferta em 2019.

    O consumo interno está estimado em 62,5 milhões de toneladas, frente as 59,8 milhões de toneladas este ano. O incremento é de 4,4% ou 2,65 milhões de toneladas.

    No caso das exportações, a expectativa é de um aumento de 34,8% ou 8 milhões de toneladas a mais na comparação ano a ano. O país deverá embarcar 31 milhões de toneladas no ano que vem, frente as 23 milhões de toneladas previstas para 2018.

    Ou seja, a produção deverá aumentar 10,16 milhões de toneladas, mas do lado da demanda o incremento é de 10,65 milhões, o que deverá reduzir os estoques finais na temporada atual.

    A estimativa é de 13,1 milhões de toneladas ao final de 2018/2019, frente as 15,7 milhões de toneladas em estoques no final de 2017/2018 e as 17,2 milhões de toneladas em 2016/2017.

    Mesmo caindo nas duas últimas temporadas, os estoques são relativamente confortáveis em comparação com os anos anteriores.

    Fonte: Portal DBO

  • Embrapa e Visiona fazem acordo para usar tecnologia espacial na agricultura

    A Embrapa e a Visiona Tecnologia Espacial assinaram na última sexta-feira, 07, um acordo de cooperação a fim de desenvolver projetos que unem tecnologia espacial e sistemas informatizados para serem aplicados na agricultura. O objetivo é obter avanços no mapeamento e monitoramento de áreas de produção agropecuária, ecossistemas ambientais e áreas de conservação, informa nota da Embrapa. Com a parceria, será mais fácil desenvolver sistemas que obtêm dados de satélites para ajudar no monitoramento e mapeamento.

    A Embrapa contribuirá com conhecimento em tecnologia de agricultura, automação, geotecnologias e sistemas de TI. Já a Visiona entrará com o know-how na área espacial, em especial com o nanosatélite VCUB, o primeiro do tipo feito pela indústria brasileira.

    “A parceria tem grande potencial de desenvolvimento técnico que poderá ser aplicado à oferta de novos modelos de negócios a serem explorados pelas duas empresas ou junto a terceiros”, afirmou o diretor de Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Soares.

    O presidente da Visiona, João Paulo Rodrigues Campos, enfatizou as qualidades do VCUB: “A possibilidade de conjugar imagens com alta qualidade e coletar dados de sensores no campo faz do VCUB uma plataforma poderosa para aplicações agrícolas, e a parceria com a Embrapa será fundamental para transformar esse potencial em soluções concretas voltadas para o mercado brasileiro”.

    Fonte: Estadão Conteúdo

  • Milho: Bolsa de Chicago abre a semana com leves baixas

    As cotações do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a semana registrando leves baixas próximas da estabilidade. Os principais valores futuros apresentavam queda entre 0,50 e 1,25 pontos por volta das 08h22 (horário de Brasília) dessa segunda-feira (10). O vencimento de dezembro/18 era cotado a US$ 3,73 por bushel e março/19 apontava US$ 3,84 por bushel.

    Os preços do milho iniciam a semana da mesma maneira com operaram a maior parte da semana passada, caindo moderadamente como reflexo das tensões comerciais atuais e à falta de detalhes após a anunciada trégua comercial entre China e Estados Unidos. A aparente falta de progresso até o momento gera impaciência no mercado de grãos como um todo.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja recua em Chicago nesta 2ª feira e mercado se divide entre guerra comercial e novos números do USDA

    Os preços da soja cedem na manhã desta segunda-feira (10) na Bolsa de Chicago. As cotações da oleaginosa, por volta de 9h (horário de Brasília), recuavam entre 5,25 e 6,25 pontos, com o janeiro/19 valendo US$ 9,11 e o maio/19 sendo cotado a US$ 9,36 por bushel.

    Os mercados externos parecem ter começado a semana mais nervosos com a necessidade de um acordo entre China e Estados Unidos, ou os chineses verão as tarifas americanas subirem de forma considerável sobre os produtos chineses mais uma vez.

    De acordo com informações da Reuters, as negocições “precisam alcançar um acordo até 1º de março ou novas tarifas serão impostas por Washington”, afirmou neste domingo o representante comercial norte-americano, Robert Lighthizer. Caso isso seja confirmado, a China promete revidar.

    As relações entre os dois países ficaram ainda mais comprometidas depois da prisão, na semana passada, da diretora financeira da gigante chinesa de tecnologia Huawei, Meng Wanzhou, a pedido dos EUA. A nação asiática recebeu a notícia com extremo descontento e articula para que ela seja solta.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • FPA defende mais incentivo para pesquisa de produção em larga escala sem pesticidas

    A Frente Parlamentar Agropecuária explicou sobre a nova proposta incentiva a redução da utilização de pesticidas ao mesmo tempo em que estimula a pesquisa para desenvolver novas alternativas de combate a pragas e doenças na agricultura tropical brasileira, no manejo de recursos naturais e na redução de impacto ao meio ambiente. O texto foi apresentado pelo coordenador de Meio Ambiente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Valdir Colatto (MDB/SC), na última terça-feira (13).

    “Temos uma grande preocupação com o assunto e acreditamos que a pesquisa é a saída para encontrarmos tecnologias novas. O que queremos é garantir uma redução desses produtos, mas com alternativas palpáveis para que o controle de pragas e doenças continue sendo eficiente e seguro para os consumidores”, destaca Colatto.

    Na justificativa da proposta, Colatto explica que o balanço entre o benefício alimentar, o preço dos alimentos, o panorama econômico brasileiro e o poder aquisitivo devem ser levados em consideração quando se é proposto mudanças ao modelo produtivo nacional. “Um excesso de proibição e imposições podem gerar o efeito contrário ao pretendido, aumentando a ilegalidade e marginalizando a utilização da tecnologia em questão. Hoje não temos um substituto viável que garanta os mesmos parâmetros de produtividade, produção e preço. A conscientização é a nossa melhor arma”, defende o parlamentar.

    Para o deputado Adilton Sachetti (PRB/MT), vice-presidente da FPA na Região Centro-Oeste, qualquer produtor é favorável à redução porque quanto menor o uso de pesticidas, menor o gasto na lavoura. “Ninguém usa pesticidas porque quer. Custa caro. No entanto, é preciso discutir com a ciência, ver quais pesquisas até hoje foram feitas aqui no Brasil para dizer qual é o volume de redução e como reduzir os agroquímicos”, destaca Sachetti.

    O parlamentar lembra ainda de um projeto de lei de sua autoria apresentado recentemente na Câmara dos Deputados para utilização e incentivo da agricultura de precisão (PL 10.879/2018), que também corrobora com a redução do uso de defensivos agrícolas. “Se nós integrarmos o uso dessas novas tecnologias, iremos gastar muito menos. Vamos utilizar os produtos com mais controle, com mais qualidade”, afirma o deputado.

    A presidente da FPA, deputada Tereza Cristina (DEM/MS), afirmou que a bancada vai contribuir para que a proposta promova a saúde e a sustentabilidade ambiental com a produção de alimentos saudáveis e seguros à população. “Somos favoráveis à redução. Incentivar a pesquisa certamente será o melhor caminho para alcançarmos um novo patamar na agricultura”, defende.

    Entenda a proposta

    O texto propõe que a redução seja feita a partir do fortalecimento da fiscalização e do monitoramento do uso e manejo adequado para cada tipo de produto químico, conforme o Manual de Boas Práticas Agrícolas (BPA).

    Estimular o financiamento de instituições públicas e privadas para desenvolverem pesquisas sobre o Manejo Integrado de Pragas (MIP) com enfoque no controle biológico e o cumprimento de normas estabelecidas em convenções internacionais também são sugestões apresentadas pelo substitutivo.

    Além disso, a proposta defende a incorporação do Código Internacional de Conduta para a Distribuição e Utilização de Praguicidas, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), nas Boas Práticas Agrícolas (BPA) difundidas pelas entidades públicas e privadas de pesquisa, extensão e assistência técnica.

    A medida deverá ser apreciada nesta quarta-feira (21), na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que trata da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara), a partir do projeto de lei (PL 6670/2016).

    Fonte: Agrolink

  • Cenário para 2019 é de safra maior de grãos, alta do PIB e do faturamento do agro

    O cenário para 2019 é de uma safra maior de grãos, com clima mais favorável, um crescimento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio e uma alta de 4,3% no Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da atividade agropecuária dentro da porteira.

    As estimativas são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciadas nesta quarta (5), em Brasília, durante entrevista coletiva na sede da entidade. A CNA também divulgou dados que mostram o Brasil como o líder mundial em agropecuária sustentável.

    De acordo com a CNA, o setor agropecuário foi prejudicado em 2018 pelo ambiente institucional, em razão da greve dos caminhoneiros e do tabelamento do frete, fatores que provocaram a alta dos preços dos alimentos e dos fertilizantes. Os produtores também conviveram com o clima desfavorável, o aumento dos custos de produção e a queda dos preços e de rentabilidade.

    No entanto, o setor foi destaque nas exportações, com receita de US$ 93,3 bilhões de janeiro a novembro, alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado, respondendo por 42% das vendas externas totais do país. A agropecuária também deu importante contribuição na geração de empregos, com um saldo positivo de 74,5 mil postos de trabalho, 10% do total, sendo o quarto segmento que mais ofertou vagas no país.

    Greve, tabelamento e inflação – Os dados da CNA mostram que, em maio, antes da paralisação e do tabelamento, o setor vinha contribuindo de forma expressiva para a queda dos preços dos alimentos, com deflação de 3,8% e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2,86%, bem abaixo da meta estipulada pelo governo.

    Depois do movimento de paralisação dos caminhoneiros, a partir de junho o grupo de alimentos em domicílio passou a ter altas consecutivas e o IPCA naquele mês foi de 1,26%, a maior taxa para o período desde 1995 e no período de 12 meses até junho a inflação saltou para 4,39%.

    De lá para cá, a inflação passou a ficar mais próxima da meta de 4,5% para 2018 e o grupo de alimentos em domicílio (no qual estão incluídos os produtos agropecuários) tem inflação superior a 3%.

    Meio ambiente – A CNA também apresentou dados que mostram o compromisso do Brasil com a proteção do meio ambiente e que o país é líder mundial em agropecuária sustentável, com 66,3% de seu território preservado com vegetação original. Os produtores preservam dentro das propriedades rurais um quarto do território nacional e adotam uma produção cada vez mais climaticamente resiliente.

    Na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-24), que ocorre em Katowice, na Polônia, a CNA vai mostrar como o produtor rural brasileiro preserva com iniciativas voltadas para a baixa emissão de carbono, como o Programa ABC Cerrado, e segue a legislação ambiental mais completa do mundo.

    Cenário internacional – De janeiro a novembro, as exportações chegaram a US$ 93,3 bilhões, elevação de 4,6% em relação ao mesmo período de 2017. Neste ano, o setor responde por 42% das vendas externas totais do país e por 7,2% das exportações mundiais do agro, consolidando o Brasil na terceira posição entre os maiores fornecedores de alimentos.

    Os produtos de maior destaque em 2018 foram soja em grãos, celulose, farelo de soja, carne de frango e açúcar de cana. Os destinos principais das exportações do agro brasileiro foram China (29%), União Europeia (17,2%) e Estados Unidos (6,7%).

    Culturas – Culturas como algodão, soja, etanol, celulose e flores agrícolas tiveram bom desempenho em 2018 no que se refere à produção, preços e exportações.

    O milho, apesar dos preços melhores, teve queda de produção e nas exportações. Na pecuária, apenas o segmento de carne bovina registrou crescimento na produção, nos preços e nas exportações.

    PIB – O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio deve fechar 2018 com queda de 1,6% em relação a 2017. O setor foi bastante prejudicado pela paralisação dos caminhoneiros, que encareceu o preço dos insumos agropecuários e afetou a comercialização da produção primária (dentro da porteira), que deve ter recuo de 4,2% por causa de problemas climáticos e da queda dos preços.

    O setor de distribuição tem estimativa de recuo de 2,7%. Dentro da cadeia do agronegócio, apenas o segmento de insumos terá resultado positivo, puxado pela alta de 19% dos preços dos fertilizantes neste ano. Apesar do câmbio mais alto, houve crescimento de demanda a partir de agosto por conta das boas perspectivas de safra para 2019.

    Perspectivas 2019

    As expectativas para o próximo ano são de uma safra de grãos maior que a deste ano, cuja colheita totalizou 228 milhões de toneladas, por conta do clima favorável e a incidência do El Niño. A produção de soja na safra 2018/2019 deve crescer 6% em relação à safra anterior, com boas condições climáticas em praticamente todos os estados. As previsões da CNA também são otimistas para o milho segunda safra e algodão.

    No cenário político, a CNA avalia ser necessária a conclusão das reformas tributárias e da previdência no novo governo para permitir o crescimento do setor. Outros pontos importantes para 2019 são a melhoria nas condições de infraestrutura e logística, segurança no campo, introdução de marcos regulatórios e a ampliação da assistência técnica e gerencial para produtores com o objetivo de propor a melhoria da renda do setor agropecuário.

    Na parte internacional, a Confederação volta suas expectativas na conclusão dos acordos comerciais em negociação com Coreia do Sul, México, Canadá e outros mercados, com medidas que promovam a facilitação do comércio, remoção de barreiras sanitárias e fitossanitárias e a redução de tarifas.

    Outras prioridades no comércio exterior são: a diversificação da pauta exportadora; a inclusão de pequenos e médios produtores no processo de exportação; celeridade em negociações de acordos fitossanitários e fortalecimento das relações comerciais com países asiáticos.

    Fonte: CNA