Eduarda Pereira

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  • Apesar de expansão, mais de 70% das propriedades rurais no Brasil não têm acesso à internet

    O acesso à internet no campo é um dos principais desafios do agronegócio brasileiro. De acordo com o último Censo Agropecuário, de 2017, mais de 70% das propriedades rurais não possuem conexão.

    Segundo o Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), que faz o Censo:
    o Brasil tem 5,07 milhões de estabelecimentos rurais;
    71,8% não têm acesso à internet (3,64 milhões de propriedades)
    O IBGE considera estabelecimentos rurais como locais onde ocorre produção agropecuária como atividade de renda. Terras utilizadas em mineração, sítios, chácaras e áreas militares não são consideradas.

    Apesar do crescimento de 1.900% entre um Censo Agropecuário e outro (2006 e 2017), o acesso à internet deixa a desejar em um setor que movimentou mais de R$ 1,43 trilhão em 2018, o equivalente a mais de 20% do PIB brasileiro.

    Das 10 principais cidades produtoras do país, apenas Sapezal e Nova Mutum, municípios de Mato Grosso, têm mais propriedades com internet do que fazendas sem conexão.

    O Censo do IBGE mostra também que o município com mais estabelecimentos rurais sem acesso à internet é Cametá, no Pará. Mais de 11 mil propriedades declararam não ter conexão.

    Em São Félix do Xingu, cidade paraense que possui o maior rebanho bovino do país, são mais de 5.300 propriedades sem internet, o que equivale a 83% do total de estabelecimentos do município.

    A importância da internet na agropecuária
    Além de aumentar o acesso à informação e assistência técnica, a internet ajuda os produtores rurais a melhorar o uso de tecnologias nas fazendas.

    “A agricultura 4.0 é conectividade. É conseguir máquina com outra máquina, monitorar a propriedade. Você precisa dessas informações online, para conseguir tomar as decisões em tempo real”, explica a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá.

    “As tecnologias podem ser oportunidade para melhorar modelo de negócios, reduzir custos e melhorar a produção. O desafio da conectividade existe em toda a cadeia”, completa.

    Segundo Silvia, os grandes produtores conseguem investir em conectividade, contratando internet via satélite e instalando antenas nas propriedades para dar acesso à internet em todos os pontos da fazenda.

    Só que esse tipo de agricultor é minoria, e os pequenos e médios têm mais dificuldades em conseguir internet por meios convencionais e não possuem recursos para contratar uma conexão via satélite.

    Desafio da internet rápida
    “O desafio da internet é chegar ao meio rural. O 4G já funcionaria para a “fazenda do futuro”, funcionando bem, já resolveria o problema de conectividade”, diz Silvia, que chefia a Embrapa Informática Agropecuária, que é focada na criação de softwares para atividade rural.

    O 4G é uma conexão de internet móvel, utilizada diretamente por celulares, tablets e equipamentos, que normalmente é mais rápida que a internet fixa.

    A pesquisa TIC Domicílios, uma das principais do país sobre o assunto, diz que 77% dos usuários de internet na internet se conectam exclusivamente pelo telefone e 20% usam celular e computador.

    De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 4.757 dos 5.570 municípios brasileiros possuem sinal 4G (85%). Esse número, porém, leva apenas em conta a sede das cidades, que são bem distantes das propriedades rurais.

    A Anatel afirma que existem 15.469 áreas habitadas do país identificadas como localidades que não possuem conexão 4G. Até 2023 esse número deve cair para 13.996, de acordo com Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) da agência.

    Levando em conta apenas as áreas rurais, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) acredita que 800 das 7.645 áreas rurais habitadas do Brasil tenham 4G. Até 2023, o governo estima que mais 622 localidades terão acesso à tecnologia, chegando a 1.422.

    “É um contingente expressivo de população. E é uma demanda recorrente da atividade. Por exemplo, implantaram a Nota Fiscal Eletrônica, e tem produtor que não tem internet para fazer. O desafio é cobrir a zona rural”, afirma o gerente de universalização da Anatel, Eduardo Jacomassi.

    A agência afirma que recebe, em média por ano, 500 solicitações para expansão do acesso à internet.

    Como o governo pensa em expandir o acesso?
    Jacomassi disse que soluções estão sendo pensadas dentro do governo federal para que, no leilão do 5G, previsto para 2020, as operadoras sejam obrigadas a expandir a conectividade no campo.

    Outro plano é remanejar recursos públicos para ampliar o acesso. A Anatel espera que seja aprovado no Congresso Nacional um projeto de lei que permita a utilização de um fundo financiado pelas operadoras para garantir a universalização da telefonia fixa.

    Esse fundo, criado nos anos 2000, prevê, por exemplo, investimentos na instalação de orelhões pelo país, mas não estima investimentos no acesso à internet móvel. Segundo cálculos da agência, a mudança na legislação poderia garantir R$ 1 bilhão por ano em recursos para a ampliação da internet no país.

    Se o 4G, que é uma internet de alta velocidade que ajudaria na transmissão dos dados produzidos no campo, a banda larga com velocidade menor, está disponível em todo o território brasileiro, segundo MCTIC.

    “O lançamento do edital do 4G, em 2012, criou a obrigação (das operadoras) de atender a área rural com banda larga. É um atendimento tímido, de 1 mbps de velocidade, que o produtor tem direito”, diz Eduardo Jacomassi.

    Com relação à conexão com fibra óptica, uma internet banda larga com mais velocidade, o ministério afirma que 70% do país já possui acesso à tecnologia.

    Startups do agro: as Agtechs
    O agronegócio sabe a importância da conectividade e busca levar mais tecnologia para os produtores.

    Segundo um levantamento feito pelo fundo de investimentos SP Ventures parceria com a Embrapa, o país tem mais de 1.100 startups voltadas para a agropecuária, as Agtechs. Esse número é o triplo do que havia em 2017.

    O estudo mostra que essas empresas podem ser divididas da seguinte forma.

    Antes da fazenda: produção de fertilizantes sustentáveis, defensivos de origem biológica, empresas que fazem análise de crédito e que oferecem financiamento são alguns exemplos;
    Dentro da fazenda: aplicativos que fazem a gestão empresarial da fazenda, tecnologia que fazem o monitoramento agronômico da lavoura, genética de animais e genômica (novas variedades de plantas) fazem parte deste grupo;

    Depois da fazenda: rastreabilidade de toda a cadeia (como produção de gado e soja), logística (transporte e armazenamento) e lojas virtuais para a negociação dos produtos.
    Sabendo da deficiência do acesso à internet no campo, muitas startups oferecem, junto com seu produto principal, alternativas de conexão.

    No caso da gestão de dados da propriedade, existem tecnologias que conectam remotamente uma máquina com a outra, como um fone de ouvido Bluetooth consegue se conectar a um celular sem internet, por exemplo.

    Essa alternativa serve para fazendas que possuem internet na sede, mas que não consegue se espalhar pelos hectares de produção.

    Os equipamentos trocam informações durante o dia e, ao chegar em uma área com conexão, transmitem os dados para um servidor que gere essas informações, explica o analista associado da SP Ventures Murilo Vallota.

    Apesar de uma solução para essa brecha, Vallota acredita que, no momento em que as startups não tiverem que se preocupar com conexão, elas poderão oferecer produtos e aplicativos mais inovadores, já que as empresas se voltarão apenas no desenvolvimento de soluções para o campo.

    “A partir do momento que conectividade chegar de vez e as startups não vão precisar se preocupar com isso, novas soluções podem surgir nas Agtechs. Se acabar essa dor, eles vão poder focar em outras dores da fazenda”, afirma o analista da SP Ventures.

    Fonte: G1

  • Milho: preços devem se sustentar em 2020

    A safra 2019/20 deve começar com disponibilidade restrita de milho, num cenário de consumo doméstico crescente. A nova safra de verão deve ficar em linha com a registrada em 2019, o que não deve alterar de forma expressiva a disponibilidade interna no primeiro semestre. Assim, segundo pesquisadores do Cepea, há fatores de sustentação de preços no curto prazo, o que tende a estimular o semeio da cultura na segunda safra e, consequentemente, a elevar a oferta no segundo semestre. O forte movimento de alta nos preços domésticos no último trimestre de 2019 estimulou produtores a aumentarem a área semeada com milho primeira safra. Informações da Equipe de Custos do Cepea apontam que houve melhora nas relações de troca entre produtos e insumos nas principais regiões acompanhadas.

    Fonte: Cepea

  • Soja: Mercado mantém cautela e leves altas em começo de semana cheio de novas notícias

    O mercado da soja inverteu o sinal e passou a trabalhar com ligeiras altas na Bolsa de Chicago no início da tarde desta segunda-feira (6). Os futuros da oleaginosa, por volta de 13h (horário de Brasília), subiam entre 1,50 e 3,25 pontos, levando o janeiro a US$ 9,33 e o maio/20, importante referência para a safra brasileira, a US$ 9,57 por bushel.

    Os traders retomam os negócios nesta semana com extrema cautela depois do susto da última sexta-feira (3), quando o mercado recuou mais de 1% diante da aversão ao risco que tomou conta dos negócios após o ataque dos EUA que matou o comandante iraniano Soleimani, no Iraque.

    “Com temores de escalada na tensão militar entre EUA e Irã, há garantia de lucros e ajuste de posições”, diz o consultor de mercado das AgroCulte e da Cerealpar, Steve Cachia.

    Ainda no âmbito geopolítico, as relações entre China e Estados Unidos permanecem no foco. A última informação é de que uma delegação chinesa se prepara para ir aos EUA no dia 13 e realizar a a assinatura da primeira fase do acordo em 15 de janeiro. Até lá, permanecem a cautela, algumas especulações e expectativas.

    A semana é também de novos boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o que mantém o mercado ainda mais na defensiva, à espera dos novos números.

    O clima na América do Sul também permanece em foco, já que há algumas regiões que preocupam pela falta de chuvas. As previsões indicam chuvas para todas as regiões do país no início desta semana. Áreas do chamado MATOPIBA deverão receber volumes consideráveis, porém, as precipitações deverão ser mais expressivas a partir desta 4ª feira (8). Atenção ainda ao extremo sul do Brasil, onde as chuvas ainda se mostram escassas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho abre 2020 com altas em Chicago

    O primeiro dia de pregão do ano termina com os preços internacionais do milho futuro mantendo a tendência de alta apresentada ao longo de 2019 na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações contabilizaram valorização entre 2 e 3,75 pontos nesta quinta-feira (02).

    O vencimento março/20 foi cotado à US$ 3,91 com elevação de 3,75 pontos, o maio/20 valeu US$ 3,98 com ganho de 3,25 pontos, o julho/20 foi negociado por US$ 4,04 com valorização de 3 pontos e o setembro/20 teve valor de US$ 4,03 com alta de 2 pontos.

    Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última segunda-feira (30), de 0,77 % para o março/20, de 0,76% para o maio/20, de 0,75% para o julho/20 e de 0,50% para o setembro/20.

    Segundo informações da Agência Reuters, o mercado futuro de grãos dos Estados Unidos subiu na quinta-feira, quando novas compras entraram nos mercados para começar o novo ano e os traders continuaram esperando um aumento na demanda chinesa.

    “Os ganhos foram alimentados pelas esperanças de grandes vendas agrícolas dos EUA para a China após o acordo comercial da Fase 1 firmado no mês passado. O presidente Donald Trump disse na terça-feira que o acordo inicial seria assinado em 15 de janeiro e inclui um compromisso da China de comprar mais produtos agrícolas americanos, embora detalhes não tenham sido anunciados”, destaca Tom Polansek da Reuters Chicago.

    Para manter essa alta nas cotações, mais avanços comerciais precisam ser sentidos pelos componentes do mercado. “Se você não perceber um aumento consistente nos bushels em movimento, será difícil sustentar muita emoção”, disse Matt Wiegand, corretor da FuturesOne.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja inicia 2020 com leves altas em Chicago e traders seguem atentos ao que reserva o novo ano

    Ainda atento ao que 2020 reserva, o mercado da soja iniciou seus negócios no novo ano atuando em campo misto. Perto de 11h35 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,25 e 2 pontos nos principais contratos.

    Assim, o janeiro tinha US$ 9,45 e o março/20, uma das referências para a safra brasileira, sendo cotado a US$ 9,56 por bushel.

    “Os traders continuarão a focar nas manchetes sobre as relações China x EUA até que o acordo seja assinado, porém, na semana que vem, os novos relatórios do USDA também chegam trazendo assunto ao mercado”, dizem os analistas da consultoria internacioal Allendale, Inc.

    Nesta terça-feira, 31 de dezembro, o presidente Donald Trump disse, em sua conta no Twitter, que está agendada a assinatura do acordo com a nação asiática em 15 de janeiro, na Casa Branca.

    Da mesma forma, disse ainda que nos próximos dias as delegações anunciarão a retomada das negociações para a fase 2 do acordo.

    Ainda no radar dos traders para começar 2020, as questões climáticas na América do Sul. A falta de chuvas em algumas regiões do Brasil, Argentina e Paraguai começam a preocupar e podem seguir como fator de suporte para as cotações.

    Já as vendas semanais norte-americanas para exportação, as quais são reportadas sempre às quintas-feiras pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) serão divulgadas nesta sexta-feira, 3 de janeiro.

    Ainda de acordo com analistas internacionais, as altas no óleo de soja também dão certa sustentação aos preços do grão. A alta do óleo de palma, com um rally sendo registrado pelos futuros na Malásia, contribui.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja sobe em Chicago nesta 2ª com mercado ainda otimista sobre China x EUA

    Os preços da soja sobem na Bolsa de Chicago nesta segunda-feira (30). Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h40 (horário de Brasília), as cotações registravam ganhos de 5,75 a 6,25 pontos nos principais contratos. Assim, o janeiro tinha US$ 9,34 e o março, US$ 9,47 por bushel.

    Segundo explicam analistas internacionais, os traders permanecem no aguardo de novas informações sobre as relações entre China e Estados Unidos, porém, exibindo baixo volume de operações diante da proximidade do final do ano.

    “Os investidores e hedgers seguem otimistas sobre a fase um do acordo entre China e EUA anunciada no começo deste mês”, dizem os especialistas do site Successfull Farming. “Geralmente, o volume de negócios é baoco entre o Natal e o Ano Novo e este ano e tendência está mantida”, completam.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: veja o que pode mexer com os preços nesta semana

    Os preços do milho fecharam a última sexta-feira em alta na Bolsa de Chicago, acumulando valorização semanal de 0,58% na posição março de 2020 e chegando aos níveis mais altos desde 5 de novembro.

    Agora, de acordo com a consultoria Safras, a atenção dos investidores internacionais se volta ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado em 10 de janeiro.

    Acompanhe abaixo outros fatores que merecem atenção do mercado de milho na semana, pois têm potencial para mexer com os preços do grão. As dicas são do analista Paulo Molinari:

    Exportações dos EUA podem começar a se recuperar com saída do Brasil das vendas externas e entressafra na argentina;

    Demanda forte nos Estados Unidos;

    Recuperação dos preços do trigo podem ajudar preços no mercado interno;

    Mercado interno em situação de acomodação de negócios, mas sem qualquer sintoma de aumento de oferta ou baixa de preços;

    Retorno do feriado será importante para medir as necessidades de compra e a intenção de venda;

    Forte preocupação com a safra do Rio Grande do Sul e Argentina devido ao dezembro com chuvas abaixo do normal;

    Nas Missões (RS), a safra de milho esta salva. Porém, a região centro-sul gaúcha tem grandes chances de problemas se as chuvas não retornarem rapidamente;

    Este novo quadro de clima pode acelerar procura pelo milho nos próximos dias na região das Missões;

    Decisão de importar ainda parece distante devido a custos;

    Tarifas na Argentina em nada interferem no mercado global e no Brasil;

    Mercado brasileiro tem agora alguma colheita no Rio grande do Sul e Santa Catarina, depois São Paulo e Minas

    Gerais em março e o restante do país em abril/maio;

    Clima mais seco pode antecipar o ciclo da soja e viabilizar o plantio da segunda safra em período favorável ainda.

    Fonte: Canal Rural

  • “Agricultura inteligente” ganha espaço no campo

    O campo está muito longe das imagens rurais típicas associadas à agricultura e representa a aplicação de IoT, inteligência artificial (IA), big data, veículos aéreos não tripulados (drones) etc. para otimizar a produtividade das culturas de maneira ambientalmente correta, de maneira sustentável. Com isso, a chamada “agricultura inteligente” vem ganhando espaço.

    “De acordo com o Quinto Relatório do Comitê de Reitores, Conselho Indiano de Pesquisa Agrícola (ICAR), estima-se que a Índia atenderá apenas 59% de sua demanda total de alimentos até 2030. Em uma escala global, a demanda mundial por alimentos deverá dobrar em 2050. Portanto, as práticas agrícolas devem passar por uma mudança abrangente para enfrentar esses desafios de suprimento de alimentos “, afirma Deependra Kumar Jha, vice-chanceler da Universidade de Estudos sobre Petróleo e Energia (UPES).

    Ele diz isso baseado na informação de que, nos Estados Unidos, até 80% dos agricultores usam tecnologia agrícola inteligente. “A educação agrícola tem um papel fundamental a desempenhar na transformação, mas, no formato tradicional, será incapaz de suprir as lacunas existentes. Portanto, há a necessidade de programas formais que ensinem maneiras inteligentes de fazer agricultura e atividades correlatas”, acrescenta Jha.

    Na UPES School, os alunos matriculados na BSc Agricultura, BTech Food Technology e MSc Agricultura (Agronomia) aprenderão a usar a Inteligência Artificial para detectar doenças nas plantas ao estudo das aplicações da IoT na agricultura e como ela ajuda na otimização da água e do solo. Eles também estudarão o uso de drones em imagens de saúde das culturas, previsão de rendimento e pulverização de culturas.

    Por: AGROLINK

  • Milho: safra grande e demanda aquecida trarão oportunidades para 2020

    Antes mesmo de a safra brasileira começar a ser pensada, os percalços climáticos sofridos no cinturão agrícola dos Estados Unidos pareciam trazer perspectivas extremamente positivas para os preços internacionais do milho. Com a colheita finalizada por lá, viu-se que o tamanho do problema não era tão grande e as atenções se voltam para as safras da América do Sul.

    Estados Unidos
    A safra 2019/2020 norte-americana foi marcada pelos volumes recordes de chuvas. Entre abril e outubro deste ano, o cinturão agrícola registrou chuvas muito acima da média, fato que atrasou significativamente o progresso da cultura e prejudicou a produção e a qualidade do grão.

    “Com os atrasos no início do ciclo, a colheita do cereal também aconteceu mais tarde, inclusive após a ocorrência de neve em algumas áreas, o que resultou em milho com umidade muito alta”, afirma a consultoria INTL FCStone.

    A preocupação dos maiores produtores mundiais do grão, responsáveis por Diante dessa um terço de todo o milho do mundo, fizeram as cotações do cereal dispararem 16% em Chicago, no segundo trimestre deste ano, fazendo os produtores do Brasil e Argentina sonharem com grandes expansões de área, de olho na alta rentabilidade que se mostrava viável.

    “Além de a quebra da safra nos EUA não ter sido tão grande quanto se esperava, as exportações mais fracas dos EUA, iniciou um movimento de queda das cotações, que voltaram para níveis mais próximos aos registrados antes dos problemas no plantio da safra norte-americana”, diz a consultoria.

    Para piorar, a recuperação das safras da América do Sul e da Ucrânia resultou em uma grande competição no mercado exportador do cereal, favorecida também pelas moedas mais desvalorizadas desses países e um dólar fortalecido.

    Demanda fraca
    Com uma boa oferta do grão, o mercado passou a olhar mais atentamente para a demanda do cereal. Em novembro, o Departamento de Agricultura do Estados Unidos (USDA) cortou, mais uma vez, a estimativa de exportação de milho dos EUA, ficando em 46,7 milhões.

    “Caso concretizada, será o menor volume desde a safra 2012/2013. Além disso, a demanda mundial do cereal, como um todo, também passa por um momento de estagnação, diante dos casos de peste suína africana da China e em países do sudeste asiático”, conta a INTL FCStone.

    Safras grandes na América do Sul
    Se os norte-americanos estavam apreensivos em relação as suas safras, os sul-americanos devem colher grandes produções, indica a consultoria INTL FCStone. Novos recordes podem até não serem batidos, mas tudo indica que as produções de milho serão bastante grandes no Brasil e na Argentina, principalmente.

    “Após um recorde de produção na Argentina no ciclo 2018/2019, em 50,6 milhões de toneladas, de acordo com a Bolsa de Buenos Aires, o plantio da safra 2019/2020 do país está mais adiantado que no ano anterior, com estimativas indicando uma área plantada em 6,3 milhões de hectares, o que pode resultar em mais uma grande safra, ao redor de 50 milhões de toneladas”, diz.

    No Brasil, a safrinha 2018/2019 alcançou uma também produção recorde de 73,2 milhões de toneladas, segundo a Conab, levando a uma produção total histórica de 100 milhões de toneladas.

    “Em relação à safra 2019/2020, o plantio de milho verão registrou atrasos frente à safra anterior, mas as estimativas apontam para uma produção em linha com a safra passada, com o número da em torno de 26,6 milhões de toneladas”, conta a INTL FCStone.

    Agora a grande dúvida fica para o plantio da segunda safra no começo de 2020. Com os atrasos iniciais no ciclo da soja, há preocupações com a janela ideal de plantio do milho de inverno. Em várias regiões, o ideal é se plantar até 20 de fevereiro ou até, no máximo, no final do mês.

    “Um ciclo mais tardio poderia acabar limitando a continuidade do crescimento de área da safrinha, devido a preocupações com maiores riscos climáticos. Por outro lado, a demanda muito aquecida pelo milho brasileiro, tanto interna, para ração e etanol, quanto para exportações, tem sustentado os preços, o que pode ser um incentivo para o plantio da safrinha, mesmo se o período já não for o melhor”, pontua a consultoria.

    Exportações
    Caso as exportações sejam tão positivas quanto se espera, um recorde ao redor de 40 milhões de toneladas, o primeiro semestre deve enfrentar uma oferta mais restrita de milho no mercado doméstico, o que é um incentivo para uma maior área de safrinha.

    Safra 2020/2021
    Além disso, nos próximos meses, as expectativas para a safra norte-americana 2020/2021 começam a ganhar força. Perspectivas iniciais do USDA apontam para um crescimento importante da área de milho. Esse aumento ocorreria mesmocom as dúvidas pelo lado da demanda principalmente em relação às exportações norte-americanas.

    “É bom ressaltar que a demanda mundial por milho tende a crescer, superando essa estagnação atual, acompanhando o maior consumo para ração e para biocombustíveis, mesmo que mais no médio prazo. Ademais, o resultado da safra da América do Sul e as expectativas para a safrinha brasileira também podem ter alguma influência sobre a decisão do produtor norte-americano”, finaliza.

    Fonte: Canal Rural

  • Do campo para o digital: plataformas apostam no agronegócio online

    Bancos, lojas, alimentos, educação…enfim. Uma infinidade de produtos e serviços está disponibilizado na internet a poucos cliques dos consumidores, mas o agronegócio, setor bastante significativo da economia brasileira, ainda patina no mercado online. Para mudar essa realidade, duas iniciativas que conectam compradores e vendedores está em expansão.

    “No mundo dos commodities, é tudo muito rápido. Então, esse mundo digital nos proporciona eficiência e agilidade. Daí nasceu da minha cabeça a ideia de modernizar a comercialização do agronegócio”, explica Francisco Lavor, fundador da CBC Agronegócios, empresa de marketplace voltada para o agronegócio.

    Segundo Lavor, há consultores de negócios na empresa para auxiliarem os usuários, mas toda a responsabilidade do negócio fica entre vendedores e compradores.

     

    Café online
    Outra iniciativa do setor é a Grão Direto, plataforma de comercialização entre produtores de grãos e compradores. “Nós surgimos como uma oportunidade para que profissionais da área possam encontrar informações para tomarem as melhores decisões nos negócios”, explica Alexandre Borges, CEO da empresa.

    De acordo com Borges, a empresa tomou a decisão de trabalhar com os principais grãos da agricultura brasileira, que são milho, soja e sorgo — cereal utilizado sobretudo na alimentação animal. A ideia é que, com o tempo, a gama de grãos comercializados aumente dentro da plataforma.

    “Hoje a plataforma é aberta para produtores, compradores de grãos, corretores. Qualquer pessoa pode fazer download por mobile ou acessar via web. Nós é que fazemos essa curadoria para entender quem pode negociar na plataforma”, segundo Borges.

    “A plataforma também oferece páginas com informações, como índices de preços por região. Isso ajuda todo o mercado. O site também facilita os negócios com contratos digitais. O produtos está muito aberto a inovação”, afirma Borges.

    Na Grão Direto, o produtores não pagam nada para usar ou negociar. Já os compradores pagam uma taxa, caso fechem o negócio por meio da plataforma. Para os compradores de maior porte há oportunidade de planos de assinatura, completa o executivo.

    Fonte: E-Commerce Brasil