Eduarda Pereira

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  • Soja: cuidados na germinação aumentam produtividade em 4 sacas/ha

    Com a utilização de soluções para equilíbrio nutricional, foi possível identificar também um maior arranque inicial, aumento de nós reprodutivos e vagens por plantas

    O período de germinação é determinante para o sucesso na produtividade da soja. Para os produtores brasileiros que se preparam para esta etapa, é fundamental se atentar ao equilíbrio nutricional da planta. Afinal, esse é o momento que ela irá desenvolver suas raízes, influenciando no crescimento vegetativo e, mais tarde, na originação dos grãos. Soluções que auxiliem nesse sentido são essenciais para que a planta se torne mais forte frente aos estresses climáticos.

    Um estudo realizado pela Alltech Crop Science, em Campo Verde (MT), identificou bons resultados com a utilização de extratos vegetais, aminoácidos e micronutrientes, que promovem o equilíbrio nutricional. A área trabalhada com as soluções Alltech obteve um maior arranque inicial, melhor uniformidade e um número superior de volume de raízes. Além disso, houve um aumento de nós reprodutivos e um acréscimo de 22,8% no número de vagens. Ao final da colheita, foi constatado ainda um incremento de 4 sacas por hectare (ha), representando um aumento de 4,7% na produtividade.

    O engenheiro agrônomo Vinicius Abe, gerente técnico especializado em grãos da Alltech Crop Science, explica que com a planta alcançando um maior enraizamento, ela fica mais preparada para absorver nutrientes e se desenvolver. “Tudo está relacionado: se tenho um maior crescimento de raízes, ocasionado por um bom equilíbrio solo-planta, tenho um maior número de vagens, e, consequentemente, uma maior produção de grãos por hectare”, explica.

    O especialista também orienta sobre a importância de ter uma área bem manejada e livre de compactação do solo, com uma semente de qualidade e com umidade adequada para plantar, tornando o solo um ambiente atrativo para o crescimento da planta. “Ou seja, o ideal é somente realizar o plantio com a combinação de todas essas condições: primeiro cuidando da química do solo, da compactação e do fornecimento de nutrientes e, por último, uma boa umidade para a semente germinar de maneira correta”, ressalta.

    Tecnologias
    Com o bom manejo nutricional e a utilização de tecnologias específicas para a etapa da germinação é possível maximizar a produtividade, melhorando o desempenho da soja. O Initiate Soy foi desenvolvido pela Alltech Crop Science justamente para esse período do plantio. A combinação de micronutrientes como o cobalto e o molibdênio, aminoácidos e extratos vegetais agem como precursores hormonais que melhoram o desempenho dos cultivos.

    Fonte: Agrolink

  • Fertilizantes: excesso de oferta gera oportunidade para agricultor

    O excesso de oferta no mercado global de fosfatados e de potássio pode gerar “boas oportunidades de compra de fertilizantes” para o agricultor brasileiro até o fim de ano, prevê o banco de investimentos Rabobank, em relatório trimestral de perspectiva para commodities agrícolas.

    Segundo o banco, produtores podem aproveitar para adquirir o volume que falta para a próxima safra ou para travar os custos da safra 2020/21. O banco pondera, no entanto, que a previsão não considera a volatilidade cambial, porque o dólar ainda mantém os custos com esses insumos elevados. A valorização da moeda ante o real sustentaram os preços internos de adubos ainda que no mercado internacional as cotações tenham cedido nos últimos meses.

    Conforme o banco, os preços dos fosfatados em dólar estão hoje nos patamares mais baixos dos últimos 12 meses e devem atingir o menor valor em 10 anos nas próximas semanas. “O excesso de oferta nesse mercado contribuiu para que o preço do fosfato diamônico (DAP) recuasse 23% ao longo deste ano e a desvalorização do yuan tem criado um espaço para que os preços caiam um pouco mais”, diz o Rabobank lembrando que a China é um importante fornecedor do insumo.

    Para o quatro trimestre, a instituição financeira espera restrição de oferta temporária em algumas plantas, o que pode equilibrar o mercado e fornecer suporte para a recuperação dos preços. O excesso de oferta também pressionou os preços do potássio. De acordo com o banco, o preço do KCl (cloreto de potássio) recuou 8% nos portos brasileiros no acumulado deste ano.

    “Essa queda é resultado do excesso de oferta no mundo, dos altos estoques acumulados na China e na Índia e do atraso no fechamento de novos contratos desses países. Tal cenário deve manter a influência negativa nos preços pelo menos até que um dos países se mova”, observa o banco.

    A ureia (matéria-prima de fertilizantes nitrogenados) também voltou a recuar neste segundo semestre, mesmo com o leilão de compra da Índia de julho atingindo 1,7 milhão de toneladas, segundo o banco.

    A demanda do país, na análise do Rabobank, deve ser decisiva para os rumos dos preços dos nitrogenados no quarto trimestre deste ano. “Uma demanda próxima de 1 milhão de toneladas deve dar suporte aos preços até o final do ano, já que a demanda no Hemisfério Norte deve reaquecer a partir de outubro.” No início deste mês, o país abriu uma licitação para compra do produto e recebeu cerca de 2 milhões de toneladas de oferta.

    Fonte: Portal DBO

  • Soja trabalha estável em Chicago nesta 4ª feira e espera notícias para definir direção

    Nesta quarta-feira (18), a estabilidade volta aos preços da soja e os futuros da oleaginosa negociados na Bolsa de Chicago operam com leves altas. Perto de 8h20 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,50 e 1,25 ponto nos principais vencimentos, com o novembro a US$ 8,94 e o março, US$ 9,20 por bushel.

    O mercado segue bastante cauteloso e em compasso de espera, principalmente, sobre as notícias que devem chegar sobre as relações entre China e Estados Unidos. Nos últimos três dias foram anunciadas compras chinesas de soja no mercado americano, porém, sem força para provocar uma reação mais expressiva das cotações.

    Do lado dos fundamentos, o mercado se atenta ao clima no Corn Belt, já que a colheita do milho já está em andamento e a da soja deve começar em mais algumas semanas. O atraso é considerável, porém, nesse momento, sem ameaças severas de geadas que pudessem comprometer ainda mais a safra norte-americana.

    A volatilidade também pode se acentuar ao longo do dia com as declarações que podem vir da reunião do Federal Reserve, iniciada ontem, e que podem impactar diretamente o andamento do mercado financeiro e do mercado de câmbio. Atenção dos traders a esse fator também, portanto.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Computadores podem identificar estresse da soja

    Cientistas da Iowa State University, dos Estados Unidos, estão trabalhando para um futuro em que os agricultores possam usar aeronaves não tripuladas para detectar e até prever doenças e estresse em suas lavouras. Sua visão se baseia no aprendizado de máquina, um processo automatizado no qual a tecnologia pode ajudar os agricultores a responder ao estresse da planta com mais eficiência.

    Arti Singh, professor adjunto de agronomia, lidera uma equipe de pesquisa multidisciplinar que recentemente recebeu uma bolsa de três anos e US$ 499.845 do Instituto Nacional de Alimentos e Agricultura do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para desenvolver tecnologia de aprendizado de máquina que pudesse automatizar a capacidade dos agricultores para diagnosticar uma série de grandes estresses na soja. A tecnologia em desenvolvimento usaria câmeras acopladas a veículos aéreos não tripulados, ou UAVs, para coletar imagens panorâmicas dos campos de soja. Um aplicativo de computador analisaria automaticamente as imagens e alertaria o agricultor sobre pontos problemáticos.

    “No mais básico, o aprendizado de máquina é simplesmente treinar uma máquina para fazer algo que fazemos”, disse Singh. “Quando você quer ensinar a uma criança o que é um carro, você mostra os carros. É isso que estamos fazendo para treinar algoritmos de computador, mostrando um grande número de imagens de vários estresses de soja para identificar, classificar, quantificar e prever estresses em campo”, completa.

    A equipe de pesquisa reuniu um enorme conjunto de dados de imagens de soja, algumas saudáveis e outras em estresse e doenças, que elas rotularam. Um programa de computador percorre as imagens rotuladas e monta algoritmos que podem reconhecer o estresse em novas imagens.

    Fonte: Agrolink

  • Governo libera registro de fungicida para combater nematoides

    O governo liberou hoje o registro de produtos à base do ingrediente ativo Fluopiram, que pode ser usado para combater fungos e nematoides nas culturas de batata, café, arroz e soja. O produto é uma molécula com atividades fungicida e nematicida altamente eficaz, menos tóxico e estava há 10 anos na fila esperando a análise do pleito de registro. As informações são do Ministério da Agricultura.

    Os registros serão liberados para produtos técnicos, que são aqueles usados pela indústria, e para produtos formulados, que são os já disponíveis para o uso nas lavouras. O produto é atualmente aprovado pelas autoridades reguladoras de países da Europa, Estados Unidos e Austrália, onde está disponível para uso.

    O coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio, informa em comunicado que trata-se de “uma nova opção para o controle de nematoides, que são pragas muitas vezes invisíveis, mas que podem causar grandes danos à agricultura, além de ser um produto menos tóxico do que os já existentes no mercado”.

    Os produtos formulados à base do Fluopiram oferecem um novo modo de ação para o controle de nematoides, sendo uma importante ferramenta para auxiliar o agricultor no manejo desta praga, cujo crescimento populacional é favorecido por causa das condições de solo e clima do Brasil. Os nematoides são vermes microscópios presentes no solo, na água doce e salgada e muitas vezes são parasitas de animais, insetos e também de plantas. São invisíveis a olho nu e vivem no solo se alimentando dos nutrientes nas raízes das plantas.

    Segundo o ministério, do ponto de vista toxicológico e ambiental, todos os estudos e informações apresentadas, bem como suas recomendações de bula, foram avaliadas e aprovadas pelos respectivos órgãos competentes (Anvisa e Ibama) e, portanto, considerados seguros à saúde humana e ao meio ambiente.

    Fonte: Globo Rural

  • Estudo do Cesb mostra potencial de crescimento da cultura de soja no Brasil

    Produtores de soja participantes de Rede de Pesquisa do Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) tiveram nos últimos cinco anos produtividade média 30% maior do que a mostrada pelos levantamentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A Rede de Pesquisa, composta por 18 instituições, entre elas fundações, universidades, consultores e centros de estudos, constatou que algumas práticas levaram as lavouras a responder de forma positiva em termos de aumento de produtividade por unidade de área.

    Os estudos e observações do Cesb revelam que a média produtiva de soja chega a ser de 6% a 8% maior, associando semente de qualidade (vigor maior que 85%), velocidade de plantio entre 5 km/h a 6 km/h e distribuição pneumática das sementes.

    De acordo com o Cesb, a forma de distribuição dos fertilizantes também influencia no sucesso da lavoura. “Nesse contexto, cabe ressaltar que os mesmos estudos apontaram uma correlação positiva entre profundidade de fertilizante aplicado e produtividade”, informa em comunicado o coordenador Técnico e de Pesquisa do Cesb, João Pascoalino.

    Os resultados da Rede de Pesquisa do Cesb sugerem que o arranjo espacial das plantas é primordial para garantir uma boa safra. Em ambientes com média produtiva superior a 75 sacas/hectare, a utilização de cultivares engalhadas e população reduzida apresentou médias produtivas iguais ou maiores quando comparadas com o manejo utilizando população recomendada para o cultivar em questão.

    A correção química do solo com calcário se mostrou como uma aliada no ganho de produtividade da cultura. “A relação foi direta. Ou seja, quanto mais profunda a correção no perfil de solo, maior foi a produtividade”, destaca Pascoalino. O coordenador afirma que esses resultados revelam tendências que servem como um indicativo de como a cultura de soja pode responder às condições específicas de manejo.

    Segundo ele, a partir desses resultados uma nova era de agricultura vai se delineando, surgindo várias modalidades de agricultura: de posicionamento estratégico de material genético, de formação de raiz em profundidade, etc. “Embora possam ser modalidades de agricultura distintas, elas se mostram conectadas entre si com um objetivo comum: o aumento da produtividade com sustentabilidade e rentabilidade”, complementa.

    Os estudos ocorreram nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Bahia, São Paulo e Minas Gerais, que são os principais produtores da oleaginosa no Brasil.

    Fonte: Globo Rural

  • Syngenta enfrenta rivais com parceria e loja própria

    A Syngenta estreia no varejo para fazer frente a fundos e empresas que têm assumido o controle de grandes distribuidoras de insumos agrícolas no País. Está abrindo lojas próprias e se une à cooperativa Cocamar, de Maringá (PR), para não perder espaço no setor – um risco após grande número de revendas trocarem de comando. Até então, o modelo era recorrer exclusivamente a uma quantidade enxuta de distribuidores, que garantiam prioridade aos produtos da marca. A estratégia também ajudará a expandir a atuação. Com a Cocamar, a Syngenta abrirá três lojas, todas em São Paulo: em Buri, Itapeva e Itaberá. “Primeiro tentamos levar um distribuidor nosso para uma nova região. Quando isso não é possível, buscamos uma revenda na área ou alguém interessado em atuar como tal. Foi o caso da Cocamar”, conta André Savino, diretor de marketing da Syngenta. “Outra alternativa é abrir loja própria.”

    Bandeira própria. No início de setembro, a Syngenta abriu em Ijuí, no noroeste gaúcho, sua primeira loja própria de insumos, com a bandeira Atua Agro. Lá, oferece defensivos e sementes, fertilizantes e serviços. No mês que vem, vai inaugurar uma segunda loja, em Santa Maria (RS). Outras unidades próprias não necessariamente virão. “Se os distribuidores ficarem conosco, não há por que abrir mais”, diz. O foco é a “reciprocidade”: a revenda garante mais espaço a produtos Syngenta e, em troca, a companhia se limita a poucas revendas na região, restringindo assim a concorrência.

    Novo paradigma. Um consultor reforça que pela primeira vez em 25 anos a mudança no mercado de insumos não é direcionada apenas pela indústria. Outros atores surgiram. Grandes fundos adquiriram distribuidoras e já comercializam mais de R$ 1 bilhão em produtos por ano. A indústria os vê como concorrentes e reage, com a abertura de redes próprias ou sociedades, como no caso da Syngenta. Há ainda as financeiras de tecnologia, as fintechs, que oferecem custos de crédito mais baixos para os canais de distribuição independentes e substituem os aportes feitos até agora pelas indústrias.

    Aposta certa. O desenvolvimento de sementes de milho híbrido para a segunda safra do cereal, hoje a principal colheita do grão no País, alçou a marca Morgan, do grupo chinês LongPing High-Tech, à segunda posição no ranking nacional na safra 2018/19. Ela desbancou a Dekalb, da Bayer, mas segue atrás da Pioneer, da Corteva (ex-divisão agrícola da DowDuPont). Apenas em 2019, a Morgan está lançando quatro tipos de sementes de milho safrinha, resultado de pesquisas nos últimos seis anos. “Há grande demanda por soluções para novas pragas e doenças”, conta Diogênes Panchioni, líder da marca Morgan.

    Digital. Lançada há quatro meses, a plataforma de corretagem digital de insumos agrícolas AGD já atende clientes que somam 250 mil hectares, grande parte deles sojicultores, e espera alcançar 500 mil hectares até o fim do ano. Marcos Botelho, diretor de Operações e sócio da empresa, explica que AGD facilita a realização de orçamentos e a chegar a preços mais baratos. Nela, o produtor escolhe para qual produto quer cotação, de qual empresa e o sistema aponta a melhor opção. O produtor pode pagar à vista, na época da colheita, ou parcelado.

    Na granja. É graças à pecuária que o Valor Bruto de Produção (VBP) agropecuária do País deve ficar estável em 2019. Conforme a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) antecipa à coluna, o VBP deve ser de R$ 605,46 bilhões, leve alta de 0,1% ante 2018. Com base nos preços recebidos pelo setor até agosto, o VBP da pecuária sobe 7,6%, de R$ 213,94 bilhões para R$ 230,18 bilhões. Já o valor da produção agrícola deve recuar 4%, de R$ 391,10 bilhões para R$ 371,28 bilhões.

    Menos… A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) está sugerindo uma série de emendas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Tributária, que tramita na Câmara dos Deputados. Entre as demandas dos ruralistas estão a simplificação na apuração e recolhimento de tributos, principalmente ao produtor pessoa física, a desoneração total das exportações e menos carga tributária incidente sobre a cadeia produtiva.

    …tributos. A FPA defende também que o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), previsto na PEC para substituir outros cinco tributos, tenha aplicação limitada e seletiva sobre o produtor rural e não incida, por exemplo, em arrendamentos de terras. Nas emendas, os ruralistas pedem também a manutenção da carga tributária e um tratamento diferenciado e favorecido ao setor, como já ocorre para microempresas e cooperativas.

    Acelera. Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, vai ganhar, no dia 21, sua primeira aceleradora de startups, dedicada exclusivamente ao agronegócio: a Cyklo Aceleradora Agritech. Por trás da iniciativa estão 20 produtores e empresários que aportaram um total de R$ 5 milhões, além do CEO e sócio Pompeo Scola. A partir de outubro, conta ele, serão escolhidas dez startups com tecnologias para as demandas regionais. Cada uma receberá R$ 200 mil, além de orientação de empresas e treinamento por nove meses.

    Fonte: O Estado de S. Paulo

  • Soja: 6 fatos que o produtor deve saber antes de plantar a safra 2019/2020

    Com o fim do vazio sanitário no Paraná, produtores já deram início a safra 2019/2020. Mas esta temporada vem com preocupações sobre o clima, volatilidade do dólar e demanda internacional. Confira!

    1. Clima
    A expectativa da Somar Meteorologia é que as chuvas retornem ao Centro-Oeste no fim de setembro. Apesar disso, a precipitação não deve acontecer de maneira generalizada, ficando restrita a algumas áreas agrícolas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    “É preciso ter extrema cautela com essa informação, pois os modelos de previsão indicam apenas o retorno da chuva ao Brasil central. A qualidade e quantidade dessas precipitações ainda não garantem um plantio seguro em todas as áreas produtoras, mas trazem alívio para a seca atual”, diz a meteorologista Heloísa Pereira.

    Segundo ela, é preciso ficar atento, pois logo após essas chuvas há chance de uma janela de tempo seco aparecer, podendo durar mais de dez dias, o que atrapalharia o desenvolvimento inicial das plantas.

    “Por enquanto, o conjunto de modelos indica esse padrão de janela de tempo mais seco até pelo menos a metade de outubro. E, isso pode sim prejudicar os produtores, ainda mais se a seca ocorrer acompanhada de calor acima da média”, comenta.

    2. Área plantada
    Um estudo preliminar da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revelou que o Brasil deve plantar 36,4 milhões de hectares no ciclo 2019/2020, contra 35,8 milhões hectares na safra anterior. O incremento representa alta de 1,7% no total semeado. A expectativa de alta acontece mesmo com expectativa de queda na rentabilidade.

    A projeção de aumento no total semeado está em linha com levantamentos de consultorias privadas. A INTL FCStone calcula que a área plantada deve subir para 36,4 milhões de hectares, representando um crescimento médio de 1,6%. A empresa destaca a expansão sobre pastagens em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    No Rio Grande do Sul, a expectativa é de que o arroz perca áreas para a soja neste ano, principalmente na metade Sul do estado, além de alguma área de pastagem. Já na Bahia, espera-se a incorporação de áreas novas, além de expansão sobre o algodão.

    3. Produção estimada
    A expectativa da Conab é que nesta temporada, a produção da oleaginosa suba 7 milhões de toneladas, saindo de 115 milhões de toneladas da safra 2018/2019, chegando a 122,1 milhões de toneladas. Para isso, a produtividade deve crescer em torno de 140 quilos por hectare.

    O diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Guilherme Bastos, afirma que essa alta na produção deve ser puxada por uma elevação dos preços no mercado futuro, devido à redução na área plantada nos Estados Unidos.

    Consultorias privadas também estimam aumento na produção do grão. A INTL FCStone, por exemplo, acredita que a produção brasileira atinja 121,4 milhões de toneladas, um crescimento de 5,5% frente a 2018/2019.

    4. Insumos
    O preço de um dos principais insumos agrícolas da soja (fertilizantes fosfatados e potássicos) registrou o patamar mais alto no primeiro semestre de 2019, ante mesmo período dos últimos 9 anos. O levantamento. realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), indicou que nesta safra, que é o mais importante para a análise, as cotações dos fertilizantes subiram, em média, 38%, devido ao aumento cambial.

    5. Comercialização
    A valorização do dólar sobre o real em agosto foi de 8,5% e os produtores de soja aproveitaram o momento para comercializar a safra 2019/2020, de acordo com a consultoria AgRural. Mas apesar do bom ritmo de negócios, alguns produtores ainda esperavam por preços melhores para avançar nas negociações no começo de setembro. Na última sexta, 13, a moeda norte-americana estava cotada a R$ 4,088.

    A comercialização de soja em Mato Grosso, por exemplo, está adiantada em relação ao ano passado. Na primeira semana de setembro, as vendas somaram 31% da produção estimada de 32,8 milhões de toneladas, segundo projeção do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

    6. Guerra comercial
    Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmar na última quinta-feira, 12, o adiamento do aumento das tarifas aos produtos chineses de 1º de outubro para 15 do mesmo mês, o país asiático confirmou a compra de soja norte-americana.

    Na sexta-feira (13/9), o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou a venda de 204 mil toneladas de soja para a China, e os volumes podem aumentar ainda mais. “Existe de fato um rumor de que os Estados Unidos tenham negociado 600 mil toneladas, mas até o momento o USDA anunciou apenas essas 204 mil. Isso não quer dizer que na próxima semana não sejam anunciadas novas vendas. Fazia bastante tempo que a China não comprava volumes relevantes de soja dos EUA”, diz o analista Luiz Fernando Gutierrez, da Safras e Mercado.

    Segundo ele, essa compra mostra boa vontade entre os países em relação ao embate comercial. “Nesta sexta-feira, a China anunciou que também adiou os aumentos de tarifas previstas para produtos dos Estados Unidos, incluindo a soja. Isso mostra a boa vontade entre os países. E essa venda de soja dos Estados Unidos parece carimbar a trégua parcial”, afirma Gutierrez.

    Para o diretor da Arc Mercosul, Matheus Pereira, a China pode comprar de 1 a 2 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos entre novembro-dezembro.

    “Pode ser até mais, chegando a 4 ou 5 milhões de toneladas, dependendo de como as conversas evoluíram em outubro. Isso pode sim trazer vantagens para o produtor do Brasil, já que os preços são formados com base em Chicago, que está subindo por conta do acordo”, comenta ele.

    Pereira acredita que o Brasil não sentirá impactos negativos com isso. “Eu não diria que essas compras irão tirar as vendas do Brasil, até porque os embarques acontecem em um período que os estoques brasileiros estarão apertados. A situação só deve ficar ruim para o país caso a guerra comercial acabe, porque ai, com maior oferta global, os prêmios pagos cairiam”, finaliza.

    Fonte: Canal Rural

  • Milho: Semana começa com cotações estáveis na Bolsa de Chicago

    A semana começa com os preços internacionais do milho futuro praticamente estáveis na Bolsa de Chicago (CBOT), com movimentações levemente mistas nesta segunda-feira (16). As principais cotações registravam flutuações entre 0,50 pontos negativos e 0,25 pontos positivos por volta das 09h02 (horário de Brasília).

    O vencimento dezembro/19 era cotado à US$ 3,69 com alta de 0,25 pontos, o março/20 valia US$ 3,81 com estabilidade, maio/20 era negociado por US$ 3,90 com desvalorização de 0,50 pontos e o julho/20 tinha valor de US$ 3,96 com perda de 0,25 pontos.

    Segundo informações da Successful Farming, os contratos futuros foram mais baixos em meio ao clima benigno e com uma baixa ameaça de congelamento precoce.

    A publicação indica que as inundações são esperadas no norte de Nebraska e no sudeste de Dakota do Sul nesta semana, mas, por outro lado, os mapas climáticos parecem mais silenciosos. Prevê-se que as temperaturas em Iowa permaneçam próximas dos 80ºF (26,66ºC) até sexta-feira, com chuvas caindo no final da semana, de acordo com a Accuweather.

    “Essa é uma boa notícia para as culturas plantadas tardiamente que precisam de outro copo de água à medida que continuam amadurecendo. No norte de Illinois, as temperaturas também devem ficar quentes esta semana, o que aumentará o ritmo da maturidade”, comenta o analista Tony Dreibus.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: Na espera de relatório do USDA, Bolsa de Chicago abre o dia com leves altas

    A quinta-feira (12) começa com leves altas para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam valorizações entre 1,00 e 1,50 pontos por volta das 09h08 (horário de Brasília).

    O vencimento setembro/19 era cotado à US$ 3,49 com alta de 1,50 pontos, o dezembro/19 valia US$ 3,61 com ganho de 1,25, o março/20 era negociado por US$ 3,73 com valorização de 1,50 pontos e o maio/20 tinha valor de US$ 3,82 com elevação de 1,00 ponto.

    Segundo informações da Successful Farming, os futuros do milho foram mais altos nas negociações do dia para a noite, antes do relatório de Estimativas da Demanda e Oferta Agrícola Mundial (WASDE).

    Analistas consultados pela Agência Reuters disseram esperar que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) calcule a produção de milho em 13,672 bilhões de bushels, com rendimento de 167,2 bushels por acre.

    “Isso é menor do que as perspectivas do governo de agosto em 13,901 bilhões de bushels, com um rendimento de 169,5 bushels por acre”, comenta o analista Tony Dreibus.

    Fonte: Notícias Agrícolas