Eduarda Pereira

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  • Em Chicago, mercado futuro do milho opera com leves ganhos nesta 6ª feira

    Nesta sexta-feira (27), as cotações futuras para o milho estão operando com leves altas nesta manhã na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 11h35 (Horário de Brasília), os principais contratos trabalham com valorização de 1,00 pontos. O contrato Março/20 trabalhava a US$ 3,89 por bushel e o Maio/20 estava cotado a US$ 3,96 por bushel.

    De acordo com a análise de Tony Dreibus, da Successful Farming, os contratos futuros dos grãos foram mais altos nas negociações do dia para a noite, com otimismo sobre o acordo comercial da primeira fase entre os EUA e a China. “O Ministério do Comércio Chinês disse ontem que está em estreito contato com autoridades americanas, enquanto o Presidente Donald Trump disse que um acordo está sendo feito”, destacou Dreibus.

    O presidente também disse que realizaria, em algum momento, uma cerimônia de assinatura com o presidente chinês Xi Jinping, embora não tenham sido dados detalhes, conforme foi informado na Successful Farming.

    Segundo das informações da Bloomberg, o milho também pode se beneficiar se a China preencher sua cota de 7,2 milhões de toneladas. “O aumento na demanda seria menor, já que Pequim já faz um bom trabalho no preenchimento de sua cota, segundo o relatório de vendas de exportação do USDA.

    Por conta do feriado natalino, o relatório das vendas semanais será divulgado nesta sexta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Veja o que esperar para o mercado da soja em 2020

    O ano ainda não acabou, mas para os produtores de soja, tirando a preocupação em realizar as aplicações de agroquímicos, a atenção já está em como será 2020. Principalmente em relação ao clima na hora da colheita e o mercado na hora de vender os grãos. Para ajudar na tarefa de posicionar os agricultores, a consultoria INTL FCStone destacou alguns pontos que devem merecer a atenção no próximo ano.

    Como foi 2019
    Segundo a consultoria, para a soja, o ano foi marcado pelas perdas na safra dos Estados Unidos, assim como a falta de acordo comercial entre os norte-americanos e os chineses e a peste suína africana gerando impactos na oferta e demanda do grão.

    “Após ter suas exportações fortemente impactadas pela guerra comercial, os EUA enfrentaram problemas pelo lado da oferta, com a produção de soja ficando abaixo de 100 milhões de toneladas. Essa produção menor levou o balanço de oferta e demanda do país para uma situação bem mais equilibrada em relação aos estoques, com as estimativas apontando para um volume de 12,9 milhões de toneladas, quase a metade dos 24,8 milhões de toneladas de 2018”, diz.

    O que observar em 2020
    Segundo a INTL FCStone, com exceção de alguns períodos em que a China comprou volumes mais significativos da soja norte-americana, como um sinal de boa vontade em meio às negociações comerciais, as compras continuam bem abaixo do que se observava antes da taxação de 25% sobre a soja dos EUA.

    “A última estimativa do USDA para as exportações está em 48,3 milhões de toneladas para a safra 2019/2020, pouco acima do alcançado no ciclo anterior, que ficou em 47,6 milhões de toneladas. Caso haja algum acordo entre os dois países, a China poderia se comprometer a comprar maiores volumes de soja dos EUA, o que reduziria ainda mais os estoques e daria suporte aos preços em Chicago, que atualmente se mantém abaixo de US$ 10 por bushel”, comenta.

    EUA
    A consultoria acredita que, mesmo que o impasse entre China e EUA continue no próximo ano, a demanda interna norte-americana seguirá incentivada, devido mudança na política de biocombustíveis. “Dessa forma, 2020 começa com uma acomodação do balanço de oferta e demanda dos Estados Unidos, como resultado de uma produção menor, com o mercado monitorando a safra da América do Sul”, afirma a INTL FCStone.

    BRASIL
    Já os impactos para o Brasil, apesar dos atrasos iniciais no plantio da safra 2019/2020, a consultoria vê boas chances de o país conseguir um recorde de produção. Atualmente, a INTL FCStone estima a produção de soja em 121,6 milhões de toneladas. “De qualquer maneira, o clima em dezembro e janeiro será decisivo para a viabilizar esse recorde de produção”, aponta.
    Quanto à demanda pela soja brasileira, no mercado doméstico, as expectativas são muito positivas, com a previsão de aumento da mistura de biodiesel no diesel em março de 2020, para 12%, e com a produção e as exportações de carnes aquecidas, puxadas pela maior demanda chinesa por proteína animal.

    ARGENTINA
    Na Argentina, a expectativa da Bolsa de Cereales de Buenos Aires é de um pequeno aumento de área, alcançando 17,7 milhões de hectares. “Mas, o clima também precisa ser favorável nos próximos meses para viabilizar uma boa safra no país”, conta.

    CHINA
    Já a demanda chinesa por soja gera muitas dúvidas. O país deve demorar anos para recuperar seu rebanho suíno. Mesmo assim, não se espera um impacto sobre o consumo de soja e de farelo na mesma proporção.

    “Está ocorrendo uma maior introdução do farelo na ração, para favorecer o ganho de peso dos animais, em um momento que o setor de produção de carne suína do país está se consolidando. Também há o aumento da produção de outros tipos de proteína, como aves e peixes. Além disso, a recuperação do número de animais vai ajudar a reforçar o consumo de farelo.”

    De fato, a China importou menos soja ao redor do mundo no ciclo 2018/2019, mas o Brasil continuou sendo a origem preferencial, diante da continuidade da guerra comercial.

    “Caso os Estados Unidos e a China entrem em um acordo, as exportações brasileiras de soja podem acabar prejudicadas, pelo menos em um primeiro momento, até uma recuperação mais significativa das importações chinesas”, diz.

    O que o mercado está de olho?
    Para os próximos meses, além do resultado da safra da América do Sul e das expectativas para as negociações da guerra comercial, a definição da área plantada da safra 2020/2021 dos Estados Unidos deve estar no centro das atenções.

    “O balanço mais equilibrado do país pode abrir caminho para um crescimento de área, como já sinalizado por números preliminares do USDA. Contudo, uma manutenção ou mesmo um eventual acirramento da guerra comercial pode afetar essa perspectiva.”

    Fonte: Canal Rural

  • Soja: sobe para 10 os casos confirmados de ferrugem asiática no país

    O Brasil já contabiliza 10 casos confirmados de ferrugem asiática na soja, confirmados pelo Consórcio antiferrugem. O Paraná segue como o estado que mais casos da doença registrou até o momento, com 7 ocorrências. Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina, completam a lista.

    No Paraná, 14 municípios já informaram ter encontrado esporos da doença nas lavouras, através de um coletor criado pela Emater. No site da entidade, voltado para estes alertas (Alerta Ferrugem) é possível notar isso.

    Claro, que ter esporos não significa ter a doença nas plantas. Mas o Consórcio Antiferrugem, já detectou a doença em Arapoti, Castro, Jacarezinho, Palmeira, Pitanga, Tibagi e Ubiratã.

    Em São Paulo o foco da doença foi encontrado em Itaberá. Em Santa Catarina a doença apareceu em São Domingos. Por fim, no Rio Grande do Sul o município afetado é Porto Vera Cruz.

    Embrapa alerta para monitoramento
    Com o atraso das chuvas na maioria das regiões produtoras, a semeadura da soja na safra de soja 2019/2020 também está atrasada. Um dos desafios para a soja são as doenças como a ferrugem-asiática da soja.

    A pesquisadora Cláudia Godoy explica que, durante a safra, os registros de ocorrência da doença no Brasil podem ser consultados no site do Consórcio Antiferrugem e nos aplicativos. Além do site do Consórcio, o Paraná possui um projeto da Emater que monitora esporos da ferrugem asiática com coletores.

    A recomendação principal é que o produtor intensifique o monitoramento nas primeiras áreas semeadas ou utilize os canteiros de teste de germinação para monitorar a chegada da ferrugem asiática e evite atrasos nas pulverizações.

    Os sintomas da doença se iniciam pelo terço inferior da planta e aparecem como minúsculas pontuações (no máximo 1 mm de diâmetro) mais escuras que o tecido sadio da folha, com coloração esverdeada a cinza-esverdeada.

    A confirmação é feita pela constatação, no verso da folha (face abaxial), de saliências semelhantes a pequenas feridas ou bolhas, que correspondem às estruturas de reprodução do fungo (urédias).

    Essa observação é facilitada com a utilização de lupas de 60 aumentos que podem ser acopladas a câmera do celular.

    “A eficiência dos fungicidas sítio-específicos vem sendo reduzida a cada safra em razão da menor sensibilidade do fungo. Fungicidas multissítios devem ser associados para aumentar a eficiência de controle e o espectro de ação”, diz Cláudia.

    Fonte: Canal Rural

  • Tecnologia irá reduzir em 20% uso de água e pesticidas

    Uma solução vinda da Itália poderá ajudar o Brasil a desenvolver ainda mais as técnicas de agricultura de precisão no cultivo de alimentos, o que permitirá reduzir o uso de água, fertilizantes e pesticidas no campo. Atualmente, estima-se que o país adote essa prática em cerca de 20% das áreas agrícolas.

    Por meio de uma joint-venture, a italiana Agronica, especializada em soluções profissionais de software no setor agrícola, uniu-se à consultoria brasileira Gregori para implementar uma tecnologia capaz de criar um sistema de informações que ajudará produtores brasileiros a alcançar mais eficiência e rentabilidade, sem perder de vista a responsabilidade ambiental. Com isso, será possível produzir diversas culturas, como arroz rotacionado com milho e trigo, de forma mais eficaz.

    A aplicação de técnicas de agricultura de precisão na produção agrícola deve reduzir o consumo de água e fertilizantes em até 20% e o de pesticidas em até 15%. Isso é possível por meio da utilização de uma ferramenta de big data que ajuda a prever e a compreender as técnicas de intervenção e os resultados da produção, o que permite criar Sistemas de Apoio à Decisão (SADs) cada vez mais “inteligentes”.

    A internacionalização da solução tem o apoio da CLUST-ER AGRIFOOD, Cluster europeu que reúne empresas e institutos de pesquisa da Emilia-Romagna com o objetivo de multiplicar as oportunidades de inovação por meio de uma abordagem colaborativa para a transferência de tecnologias da região no norte da Itália.

    A tecnologia que será implementada no Brasil prevê o fornecimento de “soluções integradas” por meio de plataformas para a gestão de diferentes produções agrícolas, como arroz, cereais, frutas e legumes, desenvolvidas para coletar e gerir dados meteorológicos e de previsão, assim como informações de mapas de campo e sensores no solo (umidade, temperatura, nutrientes do solo etc.), que podem ser implementados de acordo com as necessidades dos agricultores.

    A parceria ocorre com o apoio do programa Low Carbon Business Action in Brazil, financiado pela União Europeia que desde 2015 aproxima pequenas e médias empresas (PMEs) do Brasil de da Europa visando a criação de soluções em setores que beneficiem uma economia de baixo carbono e a redução das emissões de gases de efeito estufa. “Temos fomentado o intercâmbio entre empresas europeias e brasileiras para adaptar soluções inovadoras e de sucesso ao mercado brasileiro.

    O Brasil tem potencial enorme para se beneficiar de tecnologias que agreguem mais inteligência e eficiência ao trabalho dos produtores, sejam eles pequenos ou grandes”, explica Mercedes Blázquez, líder do Low Carbon Brazil. Por meio dos projetos do programa em diversos setores, incluindo a agricultura, espera-se alcançar a economia de água equivalente a 1.686 piscinas olímpicas.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Terça-feira é de realização de lucros e estabilidade após fortes altas na Bolsa de Chicago

    Terça-feira (17) de realização de lucros para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago. Perto de 8h20 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam entre 0,50 e 1 ponto nos principais contratos, após subirem mais de 14 pontos no pregão anterior.

    Assim, o janeiro/20 tinha US$ 9,21, o março US$ 9,35 e o maio/20, US$ 9,49 por bushel. “É possivel termos uma terça-feira do contra hoje, com traders buscando um momento de garantia de lucros antes do Natal”, diz Steve Cachia, consultor da AgroCulte e da Cerealpar.

    Entretanto, o mercado segue mantendo seu tom altista diante do otimismo com o acordo para a fase um entre China e Estados Unidos, ainda como explica o executivo. O aumento das retenciones na Argentina também poderia ser um fator altista para Chicago.

    “O período psicologicamente positivo – festas de final de ano) -, aliado a fatores fundamentais mais altistas – acordo EUA/China e retenciones na Argentina – pode levar as cotações futuras em Chicago a patamares mais elevados ainda”, completa Cachia.

    Por outro lado, o analista acredita ainda que mercado interno da soja poderia se mostrar um pouco mais lento neste momento, “com muitos começando a entrar em férias coletivas”. Além disso, com o dólar cedendo um pouco mais frente ao real e os prêmios ligeiramente pressionados no país, o ritmo de novos negócios, de fato, pode ficar um pouco mais devagar.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Software antecipa estágios da soja

    Pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA), da Argentina, da Faculdade de Agronomia da Universidade de Buenos Aires e do Conselho Nacional de Investigacões Científicas e Técnicas da Argentina (Conicet) apresentaram um modelo de software simples e dinâmico que antecipa os estágios de desenvolvimento e crescimento da soja.

    Segundo Alan Severini, especialista em ecofisiologia de culturas no INTA, “é importante que os agricultores antecipem a ocorrência de períodos críticos, porque determinam o rendimento das culturas”.

    O CRONOSOJA © é um modelo simples e dinâmico que trabalha com informações sobre o fotoperíodo e a temperatura de 34 variedades de soja para prever o florescimento (R1), o início do preenchimento de grãos (R5) e a maturidade fisiológica (R7). “Nós nos concentramos nas cultivares mais representativas do mercado de soja na Argentina, Uruguai e Paraguai”, disse Severini.

    Nesse sentido, Daniel Miralles, especialista em lavouras de grãos da FAUBA, afirmou que “este modelo é uma ferramenta essencial para o diagrama do plantio da lavoura, selecionando uma cultivar e uma localidade específicas”.

    Prever cada um dos estágios que ocorrem nas lavouras de grãos, e em particular no caso da soja, é fundamental para identificar os momentos críticos que definem o rendimento. “Esta informação visa atingir a maior produtividade em cada ambiente”, disse Miralles.

    Essa ferramenta ajuda a prever o momento de ocorrência dos diferentes estágios de crescimento (ontogenético), tanto em dias como em unidades térmicas. “A Cronosoja possui auxílios didáticos e simples, vinculados aos processos que ocorrem ao longo do ciclo da colheita e ao manejo que pode ser aplicado em cada uma dessas etapas”, afirmou o especialista do INTA.

    Fonte: Agrolink

  • Confira o que pode mexer com o mercado do milho nesta semana

    O otimismo tomou conta do mercado internacional de commodities com o anúncio de que China e Estados Unidos chegaram a um consenso sobre a fase um do acordo que colocará fim à guerra comercial. Na Bolsa de Chicago, a sexta-feira, 13, foi de alta em reação.
    Acompanhe abaixo os fatos que merecem atenção do mercado de milho nesta semana. As dicas são do analista da Safras Consultoria Fernando Henrique Iglesias.
    • Após um extenso período de negociações, EUA e China finalmente alcançaram um denominador comum e firmaram uma primeira fase de um acordo comercial;
    • Agora a China possui a obrigatoriedade de importar determinados volumes de commodities agrícolas norte-americanas, incluindo soja e carne suína;
    • A expectativa do presidente norte-americano, Donald Trump, é que a China importe em torno de 50 bilhões de dólares em commodities agrícolas dos EUA;
    • A segunda fase ainda encontra entraves, avaliando a complexidade das questões abordadas, a começar por transferência forçada de tecnologia e propriedade intelectual;
    • O quadro no mercado disponível apresenta poucas alterações, com o fluxo apenas residual de negociações. Os produtores em grande parte do país ainda optam pela retenção como estratégia recorrente;
    • A tendência para a segunda quinzena do mês é de uma maior morosidade da logística, resultando em dificuldades para os consumidores, essa situação aumenta a possibilidade de um maior ímpeto de compra no início de 2020.
    • O cenário para o primeiro quadrimestre se desenha muito complicado, com uma safra verão reduzida em meio a necessidade logística de escoar a produção de soja, situação que costumeiramente resulta em descolamento dos preços do milho.
    Fonte: Canal Rural
  • Veja como o investimento em tecnologia aumentou a produtividade no Brasil

    O crescimento do uso de tecnologia no campo, aliado a pesquisas de melhoria genética, tornou possível o aumento das safras de grãos sem que a área da colheita acompanhasse o mesmo ritmo de crescimento. Um exemplo é a soja, cujo volume de produção mais que dobrou, crescendo 123% entre 2006 e 2017, enquanto sua área de colheita aumentou 72%. Nesse período, passou-se a produzir 3,4 toneladas de soja por hectare, quase 30% a mais que em 2006. Os dados são do Censo Agropecuário, divulgado pelo IBGE em outubro, 25.

    “Houve ganho de tempo pela tecnologia. Melhoramento de semente, melhoramento de produto”, explicou o gerente técnico do Censo Agropecuário, Antonio Carlos Florido. No caso da soja, o gerente de Agricultura do IBGE, Alfredo Guedes, comenta que foram criadas variedades de sementes adaptadas ao sistema brasileiro, como o Cerrado e a região do Matopiba, que compreende os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

    “Com o crescimento do uso de transgênicos, diminuíram os custos de produção e, com essa economia, foi possível investir mais em adubação e melhoramento das sementes”, afirmou Guedes.

    Entre os produtos com maior impacto na economia do país, o milho também teve destaque: a produtividade aumentou 56%, passando de 3,6 toneladas por hectare, em 2006, para 5,6 toneladas, em 2017.

    Uma das explicações para esse fenômeno, além das tecnologias de melhoria genética, é o uso de técnicas como o plantio direto, que permitiu a melhor execução da produção intercalada entre o milho e a soja, comum nos grandes estabelecimentos. O último Censo Agro constatou um aumento de 85% na área com plantio direto nos últimos 11 anos.

    A agricultura de precisão também é apontada como um dos fatores que possibilitaram esse aumento de produtividade. “Temos máquinas mais eficientes, que conseguem precisar a quantidade de adubação necessária para o solo. A gente consegue mapear quantos quilos de nutrição uma determinada área da propriedade precisa. Isso a gente não tinha no passado”, comentou Guedes.

    Fonte: Canal Rural

  • Soja: Chicago começa semana com novas altas nesta 2ª e próximo das máximas desde meados de novembro

    Os preços da soja sobem nesta segunda-feira (16) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h15 (horário de Brasília), subiam enrtre 8,50 e 9 pontos nos principais contratos, com o janeiro sendo cotado a US$ 9,16 e o março, US$ 9,30 por bushel.

    A agenda do mercado está cheia de novas notícias e o mercado aproveita o momento para um reposicionamento e a consolidação de alguns bons patamares. O maio/20, importante referência para a safra brasileira, tinha US$ 9,44. As cotações seguem próximas de suas máximas desde meados de novembro.

    Nas informações que o mercado acompanha estão o recente consenso firmado entre China e EUA para a fase um do acordo comercial, o aumento das retenciones na Argentina pelo governo Alberto Fernández e o desenvolvimento da nova safra da América do Sul.

    “O sentimento é de que podemos ter um chamado rali tradicional de “Papai Noel”, agora que a China e EUA anunciaram oficialmente – mas ainda não assinaram -, um acordo comercial denominado “Fase 1″ na atual guerra comercial. Os traders parecem estar controlando a euforia após experiências frustradas nos últimos 48 meses, mas ao mesmo tempo acreditam que a notícia é altista e que veremos a China comprando mais soja americana livre de tarifas”, diz Steve Cachia, consultor da AgroCulte e da Cerealpar.

    Ainda como explica o executivo, essa poderia ser, de fato, uma notícia um tanto complicada para as exportações brasileiras, apesar de o Brasil estar consolidado como o maior exportador mundial da oleaginosa. Além disso, Cachia diz ainda que “nossos vizinhos argentinos decidiram nos dar uma mão, aumentando neste final de semana as taxas sobre exportações do complexo soja para 30% e de milho para 12%”.

    E nesta segunda-feira, atenção ainda aos relatórios de embarques semanais de grãos dos EUA pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e o mensal de esmagamento de soja no país, pela NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Mesmo com chuva atrasada, Brasil terá safra de soja maior do que a dos EUA

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou o relatório de oferta e demanda de grãos. Para a safra americana, a produção de soja foi mantida em 96,6 milhões de toneladas. Já para o Brasil, o documento prevê 123 milhões de toneladas do grão, e as exportações permanecem estimadas em 76 milhões de toneladas.

    O excesso de chuva na hora da instalação da safra americana foi um dos grandes vilões que compuseram este cenário. Depois chegou a faltar umidade na hora do desenvolvimento dos grãos no cinturão americano. Por fim, parte da safra foi diretamente afetada pelas nevascas perto da colheita.

    Para que a gente consiga manter este patamar, é preciso que algumas variáveis, como o clima, contribuam para o bom desempenho da safra até a colheita. Mesmo com o atraso das chuvas na primavera, Mato Grosso, principal produtor da oleaginosa, plantou apenas 10% desta safra fora da janela ideal. Já Mato Grosso do Sul, que sofreu com mais irregularidade das precipitações, teve o plantio em até 50% realizado fora da janela ideal, o que mais para frente vai impactar diretamente no milho segunda safra.

    A única condição que pode trazer algum sinal de ameaça para o produtor da parte central do Brasil é o risco de invernadas na hora da colheita entre janeiro e fevereiro. A invernada é quando temos vários dias chuvosos e com temperaturas mais amenas o que impede as atividades de campo.

    A Abertura Oficial da Colheita da Safra de Soja 2019/2020 vai acontecer em Jataí, sudoeste de Goiás, no dia 23 de janeiro, e será transmitida pelo Canal Rural. Usando essa importante cidade produtora como referência, a gente percebe que as chuvas podem ficar até 20% acima da média entre janeiro e fevereiro.

    Algumas cidades produtoras de Mato Grosso têm desvios positivos de chuva bem maiores. Em Sinop, por exemplo, onde a colheita também deve ser feita entre o fim de janeiro e fevereiro, os volumes podem ficar até 50% acima do normal. A média climatológica para janeiro é de 311 milímetros e existe uma estimativa de 476 milímetros de chuva.

    Mato Grosso do Sul e Paraná vão enfrentar problemas maiores por conta do milho segunda safra. Por se tratar de um ano em que estamos em neutralidade climática, estes dois estados normalmente sofrem mais os impactos da entrada de massas de ar de origem polar. Por conta disso, o safrinha pode sofrer com o risco de geada no início de maio.

    “Sem contar no atraso na janela de plantio da safra de verão que automaticamente atrasa também a instalação do milho segunda safra, o calendário agrícola atrasado vai pegar o corte de chuvas que é natural entre abril e maio”, explica o meteorologista Celso Oliveira.

    Fonte: Canal Rural