Eduarda Pereira

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  • Soja testa leves ganhos em Chicago nesta 2ª com recuperação depois das últimas baixas

    O mercado da soja trabalha com leve alta nesta manhã de segunda-feira (28) na Bolsa de Chicago, buscando recuperar parte das últimas perdas intensas da sexta-feira (25). Perto de 8h50 (horário de Brasília), os principais contratos subiam entre 2 e 2,50 pontos.

    Com isso, o novembro/19 tinha US$ 9,22 e o maio/20, US$ 9,60 por bushel. Segundo analistas e consultores, o mercado mantém sua movimentação ainda bastante tímida e limitada à espera de novas notícias.

    “Clima irregular nas Américas atrapalhando a colheita nos EUA e o plantio no Brasil, compras novas de soja americana pela China e sinais de acordo mais duradouro na guerra comercial EUA/China são entre os fatores capazes de oferecer suporte”, diz Steve Cachia, consultor da AgroCulte e da Cerealpar.

    No entanto, reafirma, que tudo isso necessita de confirmação para que possa trazer alguma influência ao andamento das cotações.

    No final do dia, após o fechamento do pregão na CBOT, o USDA (Departamento de Agricultura doa Estados Unidos) traz seu novo reporte semanal de acompanhamento de safra. E as expectativas do mercado indicam que a colheita da soja possa estar concluída nos EUA em 65%, contra 46% da semana passada e se aproximando do índice de 69% de 2018. A média dos últimos cinco anos é de 78%.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Você sabe o que é agricultura 4.0?

    Você provavelmente já ouviu falar da transformação digital em processos nos diversos setores econômicos, como indústria e comércio. É a chamada revolução 4.0, que moderniza operações por meio do uso de inteligência artificial, de internet das coisas e conexão entre sistemas. Essa onda tecnológica também está revolucionando o agronegócio e garantindo avanços na logística, na administração e na produtividade do setor.

    Com desafios como aumentar a produção de alimentos para atender ao crescimento da população, melhorar a eficiência energética, e consumo sustentável de insumos, a propriedade rural passou a ser administrada como uma empresa, com gestão e controle sobre as atividades, evitando desperdício e entendendo melhor o funcionamento de todos os setores. O mercado de grãos, por exemplo, apresenta aumento de produtividade ano a ano, com o apoio da tecnologia, segundo o vice-presidente do Crea-PR, Otavio Perin Filho.

    “No final da década de 1980, início da década de 1990, tínhamos a produtividade de 100 a 120 sacas de soja por alqueire, enquanto que nos dias de hoje temos a produtividade de 170 a 200 sacas na mesma área. Hoje temos agricultura de precisão, o que nos dá melhores condições de aumento de produtividade, com máquinas e insumos modernos. Temos também alta tecnologia em desenvolvimento de sementes, o que garante maior produtividade em uma mesma área cultivada. Em estudos, temos o desenvolvimento de sementes que necessitam de menor volume de água para seu desenvolvimento e produtividade”, conta Perin, enumerando alguns dos ganhos da agricultura 4.0.

    Tecnologia para aumentar a produtividade
    Como em outros segmentos econômicos, muitas das soluções estão surgindo com o apoio de startups. A Terris Tecnologia, de Pato Branco, auxilia o produtor rural com soluções para o monitoramento de plantio de grãos, voltadas principalmente para pequenas e médias propriedades, com menos recursos e mais dificuldade para acessar as ferramentas de aumento de produtividade.

    A startup lançou o conjunto de sensor de sementes e monitor, que identifica a quantidade e a qualidade do plantio – com medição da área e contagem de sementes por metro plantado. “Se houver falha na liberação da semente pela máquina, um alarme dispara e o monitor mostra para o operador do equipamento onde está o problema. Isso ajuda bastante com a cobertura de área plantada, sem que haja falhas”, explica o CEO da startup, Josimar Tumelero.

    O apoio das startups é fundamental para acelerar a evolução do agronegócio. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a população mundial será de 9,1 bilhões de habitantes em 2050, o que geraria a necessidade de um crescimento de 70% na produção de alimentos em relação ao que é produzido hoje.

    “Desenvolvemos uma tecnologia fácil para o produtor que está no campo, mesmo em propriedades menores e com menos recursos, com sistema automático, preço acessível e inovação de pós-venda, para a fidelização de nossos clientes”, avalia Tumelero. A iniciativa tem sido bem aceita pelos produtores e, só no último ano, a Terris Tecnologia teve um crescimento de 300%.

    O engenheiro agrônomo e coordenador da Câmara Especializada de Agronomia do Crea-PR, Almir Antonio Gnoatto, destaca também a eficiência de um trabalho apoiado pela tecnologia. “Usamos produtos para controlar determinadas pragas na colheita. Se uma startup desenvolve uma técnica para mapear as áreas com plantas não desejadas, o produtor rural pode programar a pulverização apenas na região onde está a doença, com apoio das tecnologias de georreferenciamento. Com as startups, há a abertura de um mundo de novas informações, que extrapolam a formação tradicional do engenheiro agrônomo, agregando ainda mais a seu trabalho, e garantindo uma entrega muito mais ampla, com o apoio de diversas outras áreas do conhecimento”, avalia Gnoatto.

    Big Data para melhorar processos, conectar informações e pessoas
    A startup Azagros Agrotecnologia desenvolveu uma plataforma para gestão de equipe técnica de empreendimentos agrícolas, focada em melhorar o relacionamento entre técnicos e produtores. “O modelo tradicional de atendimento a propriedades rurais acabava fugindo do controle da gerência das empresas, que não tinham uma ferramenta para acompanhar sua equipe. Por que não fazer algo simples, com informações úteis e pontuais que facilitasse as tomadas de decisões pelo técnico, colaborasse para a manutenção de um histórico das propriedades e fornecesse subsídios para decisões estratégicas das revendas agrícolas, empresas de consultoria e até mesmo cooperativas?”, lembra-se Vinícius Franceschi, CEO da Azagros.

    O primeiro obstáculo para o desenvolvimento da plataforma foi o valor de investimento. “Para nossa surpresa, identificamos um empreendimento da região que estava sofrendo com dores que poderiam ser sanadas com essa ideia. No paradigma entre comprar o que já existia e construir uma plataforma do início, eles escolheram a segunda opção e tornaram-se os primeiros investidores de nossa startup”, conta o empreendedor.

    A plataforma conecta uma revenda agrícola com o produtor e com seu consultor, um engenheiro agrônomo. Ao disponibilizar para o produtor rural essa ferramenta, a revenda consegue mapear todo o histórico da propriedade atendida, criando uma linha do tempo do cliente, por safra, e possibilitando uma leitura de situações mapeadas. “Na versão para produtores orgânicos, esse registro disponível é fundamental para a rastreabilidade dos produtos e para a certificação de talhão, que é uma porção da propriedade. O que ficaria numa agenda ou num relatório engavetado fica disponível online, em sua versão web ou móvel, em qualquer horário e lugar, possibilitando análises preditivas”, explica o CEO.

    “Quanto maior for o percentual de agricultores impactados e estimulados pela tecnologia, da revenda agrícola ao produtor familiar, melhor vai ser nosso processo produtivo e maior vai ser a sustentabilidade do agronegócio. Não falo apenas de produtos virtuais, como nossa plataforma, mas de produtos palpáveis e altamente tecnológicos. Em minha opinião o desafio principal é produzir tecnologias com valores acessíveis ao produtor e que agreguem na produtividade, sempre atrelando tudo isso à sustentabilidade”, finaliza o especialista.
    O engenheiro agrônomo do Crea-PR, Almir Antonio Gnoatto, vai além.

    Para ele, os engenheiros que não integrarem as novas tecnologias e as soluções rápidas das startups a suas entregas, ficarão obsoletos. “Com apoio das startups, o engenheiro agrônomo consegue entregar mais segurança a seu cliente, com a possibilidade de rastreabilidade, por exemplo. Com aporte de novas tecnologias, a entrega do engenheiro vai além do serviço contratado. Ele passa a entregar valor. Quem não compreender isso, estará fora do mercado de trabalho em pouco tempo. É do jogo do conhecimento”, alerta o especialista, sobre a mudança sem volta na produção agrícola.

    Fonte: G1

  • Syngenta quer recuperar 1 milhão de hectares degradados no cerrado em cinco anos

    A companhia de sementes e agroquímicos Syngenta anunciou ontem (22/10) um programa para recuperar 1 milhão de hectares degradados no cerrado brasileiro nos próximos cinco anos. O projeto, chamado Reverte, será concretizado em parceria com a ONG The Nature Conservancy (TNC). O investimento integra um plano global – serão US$ 2 bilhões que a Syngenta Internacional aplicará ao longo dos próximos cinco anos em programas de sustentabilidade “para ajudar os agricultores a se preparar e enfrentar as crescentes ameaças causadas pelas mudanças climáticas”.

    De acordo com nota da companhia – que agora pertence à estatal Chemchina -, a iniciativa brasileira consistirá em práticas agronômicas sustentáveis, ferramentas financeiras e protocolos sobre o uso de insumos (de fertilizantes e sementes até maquinário e produtos de produção de cultivos). O CEO global da Syngenta, Erik Fyrwald, disse, em comunicado divulgado para a imprensa, que o aporte em pesquisa e desenvolvimento para a agricultura sustentável será acompanhado pela meta da companhia de reduzir pela metade a emissão de carbono das suas operações até 2030. “A agricultura está agora na linha de frente dos esforços globais para enfrentar a mudança climática”, afirmou, no documento. “A Syngenta tem o compromisso de acelerar nossa inovação para encontrar soluções melhores e cada vez mais seguras para enfrentar o desafio coletivo da mudança climática e da perda da biodiversidade”, acrescentou.

    No âmbito do Reverte, projeto lançado especificamente para o Brasil, a ideia da empresa é contribuir para que produtores rurais recuperem pastos degradados para a agricultura, em vez de abrir novas áreas, que obrigaria ao desmatamento. O programa faz parte da nova meta de sustentabilidade da empresa, anunciada em abril, que consiste em oferecer pelo menos dois “avanços tecnológicos disruptivos” (como são chamadas as tecnologias inovadoras) ao mercado por ano voltadas à sustentabilidade, embora não especifique, na nota, quais seriam essas tecnologias.

    Num primeiro momento, que deve começar em 2020, a Syngenta espera recuperar 30 mil hectares de pastagens degradadas em Mato Grosso, Goiás e Maranhão, lançando mão de sistemas integrados de produção. Atualmente, o sistema mais utilizado no País e desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), que tem contribuído para recuperar áreas degradadas e reduzir as emissões de gases do efeito estufa, auxiliando o País no cumprimento da sua agenda climática dentro do Acordo de Paris.

    Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 15 milhões de hectares no Brasil já foram recuperados com essa tecnologia e suas variáveis – integração lavoura-pasto (ILP); integração lavoura-floresta (ILF), além da ILPF.

    Ainda conforme a Syngenta, um dos principais gargalos para recuperação de áreas degradadas é falta de crédito ao produtor. Para tanto, o Reverte vai oferecer, para os produtores parceiros, um sistema próprio de financiamento para a recuperação das terras. “O modelo de financiamento que a empresa vai lançar é de fato um avanço disruptivo”, reforçou, em nota, o líder de Negócio de Sementes da Syngenta no Brasil, André Franco.

    Franco acrescenta que o Reverte trará sementes adequadas para obter os melhores resultados nas condições de solos degradados do cerrado brasileiro. A Syngenta estima que cerca de 18 milhões de hectares de áreas do cerrado encontram-se em algum estágio de degradação. Com a iniciativa, a companhia pretende auxiliar também a redução das emissões de gases do efeito estufa. “O Brasil incluiu na sua agenda de clima compromissos como a recuperação de pastagens degradadas e a ampliação da área com sistemas integrados de produção, que, juntos somam 20 milhões de hectares até 2030”, comentou a companhia em nota.

    Plano ABC Hoje, o produtor brasileiro que pretende recuperar áreas degradadas tem à disposição as linhas do Plano ABC – Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, programa governamental em vigor desde 2010. No atual Plano Safra 2019/2020, o total de recursos é de R$ 2,096 bilhões, com juros entre 5,25% e 7% ao ano e valor máximo por beneficiário de R$ 5 bilhões, de acordo com o Ministério da Agricultura. Outra possibilidade é o sistema de recuperação de áreas degradadas se “autofinanciar”. Na metodologia preconizada pela Embrapa, o dinheiro vem da própria lavoura, semeada na mesma área que vai virar pasto.

    Fonte: Broadcast Agro

  • RS e SC terão tempo firme para acelerar o plantio da soja

    O Rio Grande do Sul e Santa Catarina que ainda têm bastante áreas de soja para plantar terão o clima a seu favor até domingo. Os produtores terão que aproveitar a janela, pois a tendência é que na próxima semana as chuvas retornem e sejam constantes. Confira também a previsão para as outras regiões do país!

    SUL
    Segundo a meteorologia, o Rio Grande do Sul terá uma trégua das chuvas até o domingo, quando está previsto o retorno das precipitações pelo menos na parte sul e central do estado e, poderá avançar tranquilo no plantio da soja. As temperaturas seguem em elevação com as máximas podendo chegar a 26ºC no sábado e as mínimas superando os 14ºC.

    Em Santa Catarina, a parte oeste do estado, ali próximo a Chapecó terá tempo firme e boas condições de tirar o atraso no plantio da soja. Já a parte leste do estado, ao redor de Lages, deve garoar até sexta-feira, com no máximo 1 mm. No sábado e domingo o tempo volta a ficar firme. As temperaturas também seguem subindo no estado até o fim de semana.

    No oeste do Paraná, onde está Toledo, nada de chuvas até a próxima semana, dificultando a vida para aqueles produtores de soja que precisavam de água para as plantas se desenvolverem. Chuva mesmo só em parte da região leste, próximo a Ponta Grossa e, de maneira isolada, na sexta-feira (2 mm). Depois o tempo seca e só chove na próxima semana.

    SUDESTE
    As chuvas seguem estacionadas no Sudeste brasileiro. Em São Paulo, apesar de serem com baixos acumulados (de 1 a 2 mm), várias regiões podem receber chuvas até a sexta-feira, 25, principalmente a parte sul do estado.

    Já em Minas Gerais as precipitações seguem generalizadas chegando a quase todas as regiões com soja do estado. Os maiores acumulados acontecem em Patos de Minas (9 mm) nesta quarta-feira. Unaí com 12 mm na quinta-feira. Araxá com 4 mm na sexta e no sábado. No domingo a previsão é de tempo seco.

    CENTRO-OESTE
    Não há previsão de chuvas para as áreas de soja de Mato Grosso do Sul até o domingo. Já em Mato Grosso só não chove no domingo, sendo que até lá as precipitações serão generalizadas e devem chegar a quase todos os municípios que plantam soja. Os volumes diários, no entanto, não devem superar os 8 mm diários.

    Em Goiás deve chover em quase todas as regiões até pelo menos a sexta-feira. Os maiores acumulados acontecem em Goianésia (9 mm) nesta quarta, Itapaci (6 mm) na quinta e 2 mm em Catalão na sexta.

    NORDESTE
    Chove bastante nas áreas de soja da Bahia até o sábado. Em Barreiras, por exemplo, são esperados 42 mm acumulados até o fim da semana. Sendo que quase metade disso cairá nesta próxima quinta-feira.

    No Piauí deve chover até a sexta-feira, mas com volumes acumulados bem menores, na casa de 16 mm, sendo que 10 mm acontecem só nesta quarta-feira. Aos produtores de soja da região fica o alerta de quase 10 dias sem chuvas a partir do dia 26, sábado, que aliado com temperaturas em torno de 37ºC podem gerar prejuízos.

    O Maranhão deve enfrentar a maior dificuldade em relação as chuvas. Por lá, a previsão é chover 1 mm por dia até sexta. Depois disso o tempo seca por 10 dias e as temperaturas sobem para 37ºC.

    NORTE
    A quarta-feira será mais um dia de chuva em toda a região Norte brasileira. A combinação entre calor e umidade e a atuação de instabilidades no alto da atmosfera, organizam nuvens carregadas e as pancadas de chuva acontecem ao longo do dia. Outro destaque é a redução da visibilidade horizontal com a formação de nevoeiros logo durante as primeiras horas do dia em pontos do norte do Amazonas, entre o Acre e Rondônia.

    Na quinta-feira, a chuva persiste sobre a região nortista, mas o destaque é a formação de núcleos mais intensos sobre o estado do Tocantins. Volumes mais expressivos devem ser registrados na metade sul do estado ao longo do dia. Por outro lado, a condição de chuva diminui entre o norte do Pará e o Amapá devido ao avanço de uma massa de ar seco que inibe a formação de instabilidades.

    Na sexta-feira, volta a condição de chuva em praticamente toda a região, mas o destaque continua sendo o sul do Tocantins com trovoadas. Nos próximos dias, a tendência ainda é de tempo instável, chuva e sensação de abafamento em toda a região devido às temperaturas elevadas.

    Fonte: Canal Rural

  • Brasil estabelece marca de produção de milho

    O Brasil produziu um recorde de 101 milhões de toneladas de milho em 2018/2019 e deve atingir esse total em 2019/2020, de acordo com um relatório da Rede Global de Informações Agrícolas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O USDA informou que a safra de milho 2018/2019, que foi 23% maior que no ano anterior, apresentou área e rendimentos recordes.

    Este ano, prevê-se que os rendimentos retornem ao normal, mas a área plantada deve se expandir, o que permitirá ao Brasil igualar a produção recorde de milho do ano passado. “Os altos preços do milho e a colheita precoce da soja motivaram os agricultores a plantar safrinha em um ritmo recorde, várias semanas antes do normal e dentro da janela ideal de plantio”, afirmou o USDA. “Isso ajudou a otimizar o desenvolvimento das culturas antes do início da estação seca, que veio depois do que o normal”, completa.

    O Brasil também estabeleceu um recorde de exportação de milho em 2018/2019, com uma estimativa de 37 milhões de toneladas embarcadas, um total quase 50% superior à temporada anterior, como resultado da colheita muito maior, informou o USDA. A previsão de exportação para 2019/2020 também foi aumentada em relação à previsão anterior, para 34 milhões de toneladas.

    “Embora isso represente um declínio de 8% em relação à temporada atual, o Brasil deverá aumentar o consumo doméstico na próxima campanha, à medida que a indústria pecuária se expande para atender à demanda chinesa e a crescente indústria de etanol de milho continua crescendo”, afirmou o USDA.

    O USDA observou que o consumo total de milho doméstico para 2018/2019 está previsto em 66,5 milhões de toneladas.

    Fonte: Agrolink

  • Soja opera estável em Chicago nesta 2ª frente à semana cheia de informações

    A semana começa com estabilidade para os preços da soja na Bolsa de Chicago. Nesta segunda-feira (7), as cotações recuavam pouco mais de 1 ponto nos principais contratos, com o novembro/19 US$ 9,15 e o março/20 a US$ 9,39 por bushel.

    Os próximos dias serão importantes para este mercado com focos entre as notícias de geopolítica – principalmente às ligadas à guerra comercial – e as questões de clima tanto para o Brasil, quanto para os Estados Unidos.

    “Nos EUA, as temperaturas caíram bem e continua o risco de geadas enquanto no Brasil chuvas e períodos de seca, dependendo da região, os quais podem influenciar nesta fase inicial da temporada”, explica o consultor da Cerealpar e da AgroCulte, Steve Cachia.

    Mais do que isso, o mercado se atenta ainda às especulações sobre a divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira, 10 de outubro.

    E é nesse dia também que começa a nova rodada de negociações entre China e Estados Unidos, pessoalmente, na capital americana.

    “Qualquer pressão sazonal maior esta semana tende a ser limitada devido à especulação positiva em relação a estes 2 fatores e o vies é para uma reação nas cotações futuras, especialmente se tiver confirmações de compras novas de soja americana pela China”, completa Cachia.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Produtores de grãos desconfiam do Dicamba enquanto Bayer promove nova semente

    Os produtores brasileiros estão cautelosos quanto à iminente introdução no mercado de uma nova tecnologia de sementes de soja geneticamente modificada, citando os riscos associados ao Dicamba, um herbicida tolerado pelo novo material.

    Amplamente utilizado nos Estados Unidos, o Dicamba foi descrito como um produto volátil e que pode facilmente ser espalhado pelo vento, comprometendo a soja não tolerante a ele, disseram produtores à Reuters.

    “O Dicamba fica suspenso no ar, qualquer brisa leva esse produto muito longe, e isso causa uma toxicidade em outras sojas”, disse Cayron Giacomelli, agricultor e agrônomo. “Por isso, eu tenho medo dessa tecnologia.”

    A Associação Brasileira dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja) afirmou na sexta-feira que a Bayer, proprietária da tecnologia de sementes “Intacta 2 Xtend”, está convidando produtores a participarem dos testes nesta safra.

    A Aprosoja solicitou que eles busquem informações com a Bayer a respeito do impacto do uso do Dicamba, acrescentando que há herbicidas alternativos no Brasil.

    “Nos EUA, onde a tecnologia já foi lançada, as ervas daninhas são diferentes das existentes no Brasil. Lá o Dicamba se constitui em ferramenta essencial”, afirmou a Aprosoja.

    O produtor José Soares disse à Reuters que não vai participar dos testes da Bayer. “O Dicamba é muito perigoso, e não temos necessidade.”

    A Bayer afirmou que a semente combina biotecnologia com novas ferramentas de proteção ao cultivo para elevar “a produtividade do agricultor a um novo patamar”.

    A companhia alemã disse ainda que há especialistas e acadêmicos acompanhando os testes da nova semente e a aplicação do defensivo Dicamba, com o intuito de entender as especificidades das condições brasileiras.

    Segundo a Bayer, variedades de soja com a tecnologia Xtend foram lançadas em 2016 nos EUA. A Bayer informou que planeja lançar a tecnologia comercialmente no Brasil na safra 2021/2022.

    Os produtores brasileiros não se opõem ao uso da nova tecnologia, mas querem que a Bayer se responsabilize por eventuais problemas.

    Antonio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), disse à Reuters que a contaminação decorrente da aplicação do Dicamba nos EUA é uma preocupação.

    “Se o produto for para o mercado, que a empresa seja totalmente responsabilizada por qualquer problema que venha a acontecer”, afirmou Galvan, acrescentando que a soja que não tem resistência ao Dicamba é um dos produtos mais suscetíveis à toxicidade do herbicida.

    A companhia disse que vai recomendar que agricultores no Brasil utilizem o Dicamba “com uma nova formulação, capaz de reduzir significativamente a volatilidade do produto em relação à primeira geração”.

    Paralelamente, a Aprosoja MT e outras associações regionais estão questionando na Justiça a validade da patente da soja Intacta RR2 PRO, uma semente tolerante ao herbicida glifosato e a insetos.

    Sobre o herbicida Dicamba, a Bayer disse que está preparada para responder a questões e treinar intensamente agricultores que optarem pelo uso da tecnologia.

    “A escolha sobre qual tecnologia usar é sempre do produtor”, apontou a empresa.

    A Aprosoja afirmou que mais de 2.700 reclamações foram abertas nos EUA por sojicultores que não utilizavam a tecnologia Xtend, mas foram afetados pelo Dicamba aplicado em fazendas vizinhas.

    A janela de plantio mais ampla no Brasil apresenta riscos que os agricultores norte-americanos não enfrentam, acrescentou a Aprosoja.

    Fonte: Reuters

  • China compra soja dos EUA antes de negociações comerciais, dizem operadores

    Empresas chinesas compraram até 600 mil toneladas de soja dos Estados Unidos nesta segunda-feira para embarques de novembro a janeiro, como parte de uma cota livre de tarifas atribuída nesta semana aos importadores para compra de até 2 milhões de toneladas, disseram duas fontes com conhecimento das negociações mencionadas.

    As aquisições de ontem (30/9) aconteceram antes das negociações comerciais de alto nível entre EUA e China, que têm início agendado para a próxima semana e visam encerrar uma guerra comercial que já dura 15 meses e afetou as exportações agrícolas norte-americanas e os mercados globais.

    Uma quantidade entre duas e dez cargas de cerca de 60 mil toneladas de soja cada já foram vendidas, disseram as fontes. Uma fonte disse que os compradores incluem empresas privadas e estatais.

    A China fez frequentes compras de produtos agrícolas dos EUA como gesto de boa vontade antes das negociações comerciais.

    As compras contribuíram para um rali nos contratos futuros da soja em Chicago, valor de referência da oleaginosa, nesta segunda-feira. O vencimento mais ativo encerrou a sessão em alta de 2,41%.

    Importadores chineses realizaram compras de mais de 1 milhão de toneladas de soja dos EUA na semana passada, após as negociações de segundo escalão realizadas em Washington, na maior onda de aquisições ao menos desde junho.

    A China, que tem obtido a maior parte de sua soja na América do Sul desde que a guerra comercial com os EUA explodiu no ano passado, concedeu isenções a diversos importadores para que comprem soja dos EUA sem as tarifas retaliatórias, como um gesto de boa vontade antes das negociações.

    Uma solução para a guerra comercial, porém, está longe de esclarecida, após fontes afirmarem que o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, está considerando deslistar empresas chinesas das bolsas de valores norte-americanas. A China alertou nesta segunda-feira que o movimento, que representaria uma escalada radical nas tensões comerciais entre os países, desestabilizaria os mercados internacionais.

    Fonte: Reuters

  • Soja: Mercado começa a sessão desta 3ª feira com ligeiras valorizações na Bolsa de Chicago

    Após fechar a sessão de ontem com fortes valorizações, as cotações futuras da soja iniciaram o pregão desta terça-feira (01) com ligeiras valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). Os principais contratos da commodity exibiam altas de 2,25 a 1,75 pontos, por volta das 09h23 (Horário de Brasília). O contrato novembro/19 era negociado a US$ 9,08 por bushel, enquanto, o vencimento janeiro/2020 trabalhava US$ 9,21/bushel.

    De acordo com as informações do Analista da Farm Futures, Bryce Knorr, os futuros de grãos estão operando com volatilidade nesta manhã, digerindo os ganhos acentuados nesta segunda-feira a partir de relatórios de alta das ações do USDA. “Com as próximas estimativas de produção, oferta e demanda devidas pelo governo em 10 de outubro, a atenção voltou-se para as previsões meteorológicas de sinais de geada que poderiam encerrar a estação de crescimento”, afirmou Knorr.

    Embora algumas áreas do oeste do Corn Belt possam ser danificadas no final desta semana, ainda não há sinal de frio generalizado. Os modelos climáticos americanos continuam oscilando nas previsões no final da próxima semana, mas falta confirmação até o momento.

    Nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) atualizou o seu boletim de semanal de acompanhamento de safras, informando o avanço da colheita do milho e da soja no Corn Belt. Nesse início de colheita para a soja, até 29 de setembro 7% das lavouras foram colhidas, sendo que o mercado apostava em um avanço de 6%.

    Em igual período do ano passado, a colheita era de 22% e a média dos últimos cinco anos é de 20%. As lavouras em condições boas e excelentes ficaram em 55%, uma melhora de 1% com relação à semana anterior.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Guerra Comercial segue pressionando soja nos EUA

    O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na sexta-feira (27/9) baixa de 5,50 pontos no contrato de Novembro/19, fechando em US$ 8,83 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com desvalorizações entre 5,00 e 5,50 pontos.

    Os principais contratos futuros fecharam a semana com perdas no mercado norte-americano da soja, com o pessimismo na Guerra Comercial voltando à tona. “Presidente Trump declarou que estaria considerando a possibilidade de excluir companhias chinesas das bolsas norte-americanas. Assim, se teme que retorne o distanciamento nas negociações entre os dois países para chegar a um acordo comercial”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica.

    De acordo com a Consultoria ARC Mercosul, os operadores demonstraram baixo interesse especulativo: “Os fundamentos básicos do mercado de grãos não oferecem nenhum suporte aos preços, enquanto que a política continua mostrando suas ‘garras’. No fim da manhã em Chicago, agências de notícias privadas relataram que os Estados Unidos estariam limitando a entrada de empresas da China na listagem de suas companhias em bolsas acionárias estadunidenses. Este movimento é tido como negativo à qualquer tentativa de reconciliação comercial entre Trump e Jinping”.

    “Por outro lado, novos encontros de alto calão entre os Governos dos EUA e China estão agendados para 2 semanas. Qualquer novidade sobre o ‘tom’ das conversas nestas futuras reuniões irá ditar a tendência dos preços internacionais da soja e milho. No Brasil, as cotações da oleaginosa continuam sendo um reflexo do câmbio, ainda com boas ofertas de travas 2020”, concluem os analistas da ARC Mercosul.

    Fonte: Agrolink