Eduarda Pereira

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  • As culturas de entressafra podem influenciar a produtividade da soja

    A principal espécie cultivada na entressafra da soja é o milho segunda safra, geralmente entre os meses de fevereiro e julho. Uma prática relevante para aumentar a produtividade do milho é a aplicação de Nitrogênio (N) mineral. Por outro lado, nas últimas safras, muitos produtores têm optado em suprimir a adubação nitrogenada no milho, visando reduzir custos e o risco inerente à atividade frente a fatores climáticos adversos, sobretudo déficit hídrico. No entanto, um fator desconsiderado é o impacto da adubação nitrogenada no milho segunda safra sobre a soja em sucessão, o qual ainda não está adequadamente elucidado. O trigo é outra cultura utilizada na entressafra da soja no Brasil, principalmente na parte subtropical do país. Espécies para cobertura do solo como a braquiária ruziziensis (Urochloa ruziziensis) e a crotalária (Crotalaria spectabilis) também são utilizadas para melhorar a qualidade e a conservação do solo em regiões onde não há incidência de geadas.

    Em Londrina/PR, vem sendo conduzido um experimento de campo com diferentes formas de uso do solo no período de entressafra da soja: 1- pousio (área mantida sem cultivo entre as safras de soja), 2 – braquiária (Urochloa ruziziensis), 3 – crotalária (Crotalaria spectabilis), 4 – milho segunda safra com 0 kg ha-1 de N em cobertura, 5- milho segunda safra com 80 kg ha-1 de N em cobertura e 6 – trigo (Triticum aestivum). Nesse trabalho, a crotalária e a braquiária estão sendo usadas como cobertura do solo.

    Na primeira safra (2016/17), a produtividade de grãos de soja não foi influenciada pelas culturas de entressafra. Por outro lado, nas safras 2017/18 e 2018/19, as produtividades foram maiores na soja cultivada após braquiária do que na cultura semeada após milho, com e sem N em cobertura, e pousio, sem diferir das produtividades verificadas após a crotalária e o trigo. Como a área foi manejada em Sistema Plantio Direto bem conduzido antes da instalação do experimento, só foi possível observar o efeito das culturas de entressafra a partir da segunda safra, em função dos efeitos acumulados.

    Dessa forma, os resultados indicam a possibilidade de aumento de produtividade da soja com uso de culturas de cobertura do solo na entressafra, como braquiária, comparativamente ao cultivo de milho, o qual predomina nos sistemas de produção de grãos no Brasil. Enfatiza-se que uma opção para conciliar o uso comercial das áreas na entressafra da soja com maior produção de biomassa é o consórcio do milho com espécies de braquiária. Na presente pesquisa não foi observado efeito significativo da adubação nitrogenada no milho segunda safra sobre a soja em sucessão. Por fim, enfatiza-se que os dados obtidos se referem a três safras, sendo necessária a continuação da pesquisa para verificação dos efeitos das culturas de entressafra sobre a soja ao longo do tempo.

    Fonte: Canal Rural

  • Pesticidas usados nos EUA estão proibidos na Europa e até no Brasil

    Estudo abrange até 2016, último ano da presidência de Barack Obama, e não considera a ação da Agência de Proteção Ambiental (EPA) sob Donald Trump, ainda mais enfraquecida.
    Boa parte do volume total de pesticidas utilizados na agricultura dos Estados Unidos está proibida na União Europeia, e 2% destes produtos não são permitidos no Brasil, revela um estudo publicado pela revista Environmental Health.

    Dos 374 ingredientes ativos autorizados para a agricultura nos Estados Unidos em 2016, 72 estão proibidos na União Europeia.

    Dos produtos em particular proibidos tanto na União Europeia como no Brasil estão o Paraquat, um perigoso herbicida, e o forato, um inseticida neurotóxico cuja fumigação nos EUA é proibida apenas no Estado de Nova York.

    Já os Estados Unidos proíbem apenas dois ou três pesticidas permitidos nos outros países.

    “A princípio, o regulador americano era muito bom e proibiu um grande volume de pesticidas, como o DDT”, destaca o autor do estudo, Nathan Donley, pesquisador da ONG Centro para a Biodiversidade.

    A Agência de Proteção Ambiental (EPA) foi criada em 1970 e proibiu rapidamente vários pesticidas.

    “Muitos americanos ainda têm esta ideia de que há uma agência reguladora que é muito funcional e muito protetora. Muitos simplesmente não sabem até que ponto os Estados Unidos ficaram para trás”.

    O estudo abrange até 2016, último ano da presidência de Barack Obama, e não envolve a EPA da administração de Donald Trump, ainda mais enfraquecida.

    “Quando a EPA toma decisões que não agradam o setor agrícola, se coloca em uma situação política delicada”, já que é o Congresso que define seu orçamento, denuncia Donley.

    Fonte: G1

  • Com previsões de mais chuvas nos EUA, mercado do milho inicia sessão desta 5ª feira com altas na CBOT

    Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta quinta-feira (13) do lado positivo da tabela. As principais posições da commodity exibiam valorizações de 6,75 a 5,25 pontos, por volta das 9h32 (horário de Brasília). O vencimento julho/19 era cotado a US$ 4,36 por bushel, enquanto o setembro/19 operava a US$ 4,43 por bushel.

    De acordo com as informações da Reuters Internacional, os futuros do milho nos Estados Unidos da América registraram uma alta de 1% na quinta-feira. “As altas se devem as previsões de clima úmido em uma região produtora que geraram temores de que os agricultores fossem forçados a abandonar os planos de semeadura”, destaca a Reuters.

    Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do cereal provavelmente vão continuar com altas por conta das preocupações com as áreas faltam ser semeadas. “As notícias sobre o quanto foi plantado será absorvido lentamente pelo o mercado e alguns produtores ainda estão tentando plantar milho no leste do Meio-Oeste”, diz Knorr.

    O mercado também aguarda a divulgação do novo relatório de exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado hoje. Os analistas esperam que a agência mostre vendas de milho entre 13,8 milhões e 33,5 milhões de bushels na semana encerrada em 6 de junho.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Jornada Técnica da Soja 2019

    Perspectivas para mais rentabilidade no agronegócio.

    As últimas décadas foram determinantes para que a agricultura pudesse provar do aumento de produtividade.

    De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Garcia Gasques, o aumento da produtividade agrícola tem sido a forma mais segura de suprir as necessidades do aumento da demanda de alimentos em todo o mundo. Entre 1975 e 2015, a taxa média de crescimento da produtividade agropecuária no Brasil foi de 3,58% ao ano.

    Toda essa crescente se dá através de muita tecnologia investida por meio do plantio direto, desenvolvimento genético, técnicas de manejo e controle sanitário. Mas, como fator determinante vale ressaltar o manejo de fertilidade do solo, onde muitas vezes o agricultor investe em uma tecnologia sem conseguir explorá-la em todo seu potencial gerando gastos.

    Pensando na importância da fertilidade dos solos é que acontece a 4ª edição da Jornada Técnica da soja COTRIJUC – GETAGRI voltada para o Solo. O objetivo do evento que acontece no dia 18 de junho, em Júlio de Castilhos, às 13h30 no Clube União Esportivo é reunir especialistas no assunto para discutir com produtores e pessoas ligadas a cadeia do agronegócio a importância de boas práticas agrícolas, conservação e manejo adequado.

    Confira a programação:
    13h30 – Recepção/inscrições
    13h45 – Abertura
    14h – Palestra: Manejo de fertilidade do solo para altas produtividades – Dr. Jackson Fiorin
    15h – Resultados do Campo tecnológico Cotrijuc Getagri – Felipe Michelon
    15h45 – Coffe Break
    16h – Palestra: Manejo conservacionista do solo – Dr. Telmo Amado
    17h – Debate com painelistas – Mediador Dr. Geomar Corassa
    17h30 – Encerramento

    Foto e texto: Ascom Cotrijuc

  • Inovação é caminho para campo mais sustentável

    Potencializada nas últimas décadas pelo aumento na produtividade, a agricultura brasileira precisa continuar a trajetória nos próximos anos, crescendo a produção sem depender da expansão de área cultivada. O caminho para isso passa, como sempre, pela inovação. O termo, entretanto, não é necessariamente sinônimo de tecnologia, podendo significar, inclusive, a retomada de métodos abandonados com o tempo. O tema foi debatido na sexta-feira no Fórum Regional da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), realizado em Porto Alegre.

    Professor de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Pedro Antônio Selbach lembrou dos ganhos da agricultura brasileira desde 1960. Na época, eram plantados 22 milhões de hectares, que rendiam 17,2 milhões de toneladas de alimentos. Com o avanço das práticas e da tecnologia, em 2017, já eram 232,6 milhões de toneladas, aumento de 1.250% sobre um avanço de apenas 180% na área, para 61,5 milhões de hectares. Uma outra mudança, porém, foi o surgimento de outras discussões. “Não há como fugir da sustentabilidade, que caminha junto com a produção atualmente”, afirmou o professor.

    Também agrônomo, o pesquisador da Embrapa Trigo José Denardin foi mais enfático e crítico quanto ao uso da tecnologia no campo, por conta, principalmente, da falta de formação para o uso das novas técnicas. “Tecnologias não param de ser lançadas. Mas é preciso saber manejar, ter conhecimento para isso”, defendeu Denardin. O pesquisador comparou a situação com dar uma receita de bolo para pessoas diferentes. Mesmo com igual orientação, provavelmente nenhum bolo sairia igual aos demais. “Falta a operacionalidade da coisa”, continua o pesquisador.

    Denardin ainda criticou a importação de tecnologias criadas na Europa e nos Estados Unidos, ou mesmo exitosas no Cerrado, para o Rio Grande do Sul, sem a real integração com as características gaúchas. Um exemplo é o plantio direto, trazido ao Brasil nos anos 1970 e que, segundo Denardin, já nos anos 1980, foi visto como insuficiente, dando origem ao sistema de plantio direto (adaptação do modelo ao Brasil). “Viu-se que precisava diversificar o sistema, e aí veio o milho, a integração lavoura-pecuária, surgiu a rotação”, rememora o agrônomo, argumentando, entretanto, que muitas medidas conservacionistas foram sendo abandonadas desde lá. Atualmente, 61,8% da área cultivada no País tem apenas uma safra, demostrando a falta de cuidado com as práticas do sistema.

    O agrônomo salientou também que, desde 2001, os custos de produção crescem duas vezes mais rápido do que a produtividade, muitas vezes, inclusive, pela compra de tecnologias que são inertes.

    Cooperativas deverão ser incluídas em Programa de Biodiesel, diz Mapa
    O secretário da Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura (Mapa), Fernando Schwanke, garantiu que a ministra Tereza Cristina deve encaminhar, em breve, nova regulamentação para as cooperativas no Programa de Biodiesel, respeitando a proporção de agricultores familiares de seus quadros. Atualmente, cooperativas que têm menos de 60% de seus cooperados enquadrados como familiares estão fora do programa e o objetivo é que todos os produtores dapianos (aqueles que possuem DAP) possam se beneficiar do programa. A declaração ocorreu na 1ª Jornada da Rede Técnica Cooperativa (RTC), em Gramado (RS). “Este é um pleito antigo do setor cooperativista”, reforçou.

    Schwanke ainda informou que deve sair, dentro de 15 dias, ajuste que permitirá que cooperativas centrais, como a CCGL, possam também acessar os programas da agricultura familiar, desde que atinjam a proporção de agricultores com declaração da agricultura familiar, o qual será o mesmo exigido das cooperativas singulares. Atualmente, as cooperativas centrais só podem ter DAP jurídica se 100% das filiadas estiverem habilitadas, o que torna esse acesso praticamente inatingível.

    Segundo Schwanke, outro projeto em construção junto ao Mapa é o Intercooperação, que consiste em unir esforços e estimular a colaboração entre as cooperativas de Sul a Norte do Brasil. O projeto será implementado com apoio a Organização da Cooperativas Brasileiras (OCB) e terá recursos do Mapa para custear o deslocamento de treinamento pelo País. Schwanke informa que a meta é colocar o programa em funcionamento no segundo semestre deste ano.

    Brasil pesquisa novas variedades de transgênicos
    Vinte e um anos depois de ser introduzida no Brasil, a biotecnologia abre inúmeras possibilidades para a produção agrícola. Além da já consolidada soja RR e das 130 liberações comerciais concedidas no País, novas cultivares devem chegar ao mercado. Uma das novidades que deve sair do forno em breve, adianta o pesquisador da Embrapa Soja e conselheiro da CTNBio, Alexandre Nepomuceno, é uma nova variedade de soja com resistência ao fungo da ferrugem asiática.

    O pesquisador citou a liberação pela CTNBio de pesquisa inédita para uso de insetos transgênicos em lavouras, como a alteração no gene da lagarta do cartucho para reduzir perdas no milho. O painel na RTC foi moderado pelo professor da Ufrgs Luiz Carlos Federizzi, que relembrou os caminhos percorridos pela biotecnologia no Brasil até a atualidade. Segundo ele, o desenvolvimento ao longo desses mais de 20 anos ficou um pouco abaixo da expectativa inicial, uma vez que se limitou a apenas quatro espécies. Nepomuceno completou lembrando a polêmica criada no Brasil sobre o uso dos transgênicos no final da década de 1990 foi, na verdade, um grande jogo de interesses. “Muita gente perdeu dinheiro.”

    Fonte: Jornal do Comércio

  • Confira o que deve influenciar o mercado do milho nesta semana

    A semana começa sob expectativa da divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que deve ter números mais conservadores do que as estimativas anteriores. O Câmbio deve pressionar o mercado brasileiro e a comercialização ao longo dos dias.

    Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da Safras & Consultoria, Fernando Henrique Iglesias:

    O foco para o curto prazo está no relatório de oferta e demanda que será divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no próximo dia 11;

    Os números podem ser conservadores neste relatório, com uma posição mais concreta em relação à área plantada e produtividade no relatório trimestral que será divulgado no final do mês;

    A previsão de analistas e traders consultados por agências internacionais é de que a safra dos Estados Unidos em 2019/20 seja indicada em 13,903 bilhões de bushels, bem aquém dos 15,030 bilhões de bushels indicados em maio, por conta dos problemas climáticos registrados no país;

    A produtividade média deve ser reduzida de 176 para 170,3 bushels por acre. Os estoques de passagem da safra 2019/20 dos Estados Unidos devem ser indicados em 1,731 bilhão de bushels, bem abaixo dos 2,485 bilhões de bushels indicados em maio;

    Para a safra 2018/19 do país os estoques finais de passagem norte-americanos devem ser apontados em 2,165 bilhões de bushels, superando os 2,095 bilhões indicados no mês passado;

    O mercado brasileiro ainda opera em função do câmbio e da movimentação na Bolsa de Chicago;

    A colheita avança em diversas regiões do país, alcançando o patamar de 5,6% no Centro-Sul do país. A previsão de clima seco leva a crer em boa evolução do trabalho de campo nos próximos dias;

     

    Fonte: Canal Rural

     

  • Otimismo sobre clima americano nesta 2ªfeira pressiona cotações do milho na Bolsa de Chicago

    A semana começa com desvalorização para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago. As principias cotações registravam quedas entre 2,25 e 2,75 pontos por volta das 08h59 (horário de Brasília).

    O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,13, o setembro/19 valia US$ 4,21 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,31 nesta segunda-feira (10).

    Segundo análise de Tony Dreibus da Successful Farming, o milho caiu durante a noite, com expectativas de que os agricultores americanos vão conseguir plantar suas safras nesta semana, quando o tempo seco finalmente se deslocar para o meio-oeste.

    Espera-se pouca chuva em grande parte do Cinturão do Milho nesta semana. As tempestades em Iowa e Illinois, os maiores produtores de milho e soja, serão isoladas, informou o Serviço Nacional de Meteorologia.

    Sendo assim, produtores e comerciantes provavelmente ficarão de olho nos relatórios do tempo durante a semana. A safra de milho era de cerca de dois terços plantada em 2 de junho, segundo o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que atualizará seu relatório semanal de progresso da colheita nesta manhã.

    “Os analistas esperam que a semeadura do milho esteja de 80% a 85% concluída a partir de ontem, diz a pesquisa da Allendale, divulgada em nota nesta manhã.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja inicia semana em queda na CBOT com previsão de janela de plantio para os EUA

    As condições de clima dos EUA começam a melhorar e os preços da soja recuam na Bolsa de Chicago nesta primeira sessão da semana. Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h40 (horário de Brasília) desta segunda-feira (10), perdiam entre 4,75 e 5,50 pontos. Assim, o julho tinha US$ 8,50 e o agosto, US$ 8,57 por bushel.

    O mercado mantém seus olhos todos voltados ao Corn Belt, às condições de clima e das lavouras norte-americanas. Segundo analistas internacionais, os produtores esperam por uma outra janela de plantio considerável nesta semana.

    Com estas notícias e previsões, segundo explicou a consultoria internacional Allendale, Inc., os fundos voltaram à ponta vendedora do mercado, deixando parte de suas posições. E o movimento pode continuar, ainda de acordo com os especialistas, caso esse cenário se confirme e se mantenha.

    “Os traders continuarão a prestar atenção nas previsões climáticas, ao mesmo tempo em que analisam os relatórios do USDA que serão divulgados nesta semana”, diz a consultoria.

    Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos traz seu boletim semanal de acompanhamento de safras e as expectativas indicam o plantio da soja concluído em algo entre 55% e 57% da área, contra 39% da semana anterior. Para o milho, a projeção é de 80% a 85%, contra 100% do ano passado e da média dos últimos cinco anos.

    Além disso, ainda neste reporte chegam os primeiros índices das condições de lavouras nos EUA. Se espera que as plantações do cereal estejam entre 62% e 63% dentro da classificação de boas ou excelentes condições.

    E amanhã, o departamento traz seu reporte mensal de oferta e demanda, onde pode reduzir área, produção e produtividade de soja e milho dos EUA, ainda segundo as expectativas do mercado.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Grãos: Mercado acompanha embate entre migração para a soja e o Prevent Plant

    Enquanto o mercado discute sobre a realidade e o futuro da área de plantio de soja e milho da nova safra dos EUA, os preços da oleaginosa amenizaram as perdas registradas na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira (6) e terminaram o dia com estabilidade. O clima no Corn Belt permanece no centro dos negócios.

    Assim, os futuros da commodity fecharam este pregão recuando entre 0,75 e 2 pontos nos principais vencimentos, com o julho cotado a US$ 8,68 e o agosto, US$ 8,75 por bushel. Mais cedo, as baixas passavam dos 9 pontos nos contratos mais negociados.

    Os traders acompanham os movimentos dos produtores norte-americanos que estão, agora, em momentos cruciais de decisão.

    “A esperança de uma trégua das chuvas que permita com que os campos sequem e permitam a migração do milho para a soja ainda existe entre alguns. Isso acontece ao mesmo tempo em que há produtores que ainda insistem no milho, em campos encharcados ou ainda aqueles que já consideram deixar boa parte para receber o seguro do Prevent Plant”, explica o analista sênior do Farm Futures, Bryce Knorr.

    É um momento de impasse e, principalmente, de confusão entre os agricultores. Diante de tantas adversidades, especialistas norte-americanos em seguro agrícola relatam que muitas informações divergentes sobre o programa, o que cria ainda mais incerteza e dificuldade de decisão entre os produtores norte-americanos neste momento.

    Em relato ao Farm Futures, um produtor do leste de Iowa falou sobre seus trabalhos de campo. “Acabo de concluir o replantio de 100 acres por conta do excesso de umidade e da germinação muito fraca. E tenho ouvido também sobre alguma soja precoce também tendo que ser replantada. Mais acres destinados aos Preven Plant para muitos produtores”, disse.

    A situação mais grave é a do milho neste momento. A janela ideal para o plantio – e que conta com cobertura do seguro – já está encerrada em todo o país e demanda determinações por parte dos agricultores. Assim, Knorr orienta os americanos.

    “Foque na comercialização da safra velha, enquanto toma decisões sobre replantio, Prevent Plant ou mudança para a soja. Com os custos de produção incertos para a nova safra, é arriscado. Só tome decisões agora com a certeza de produtividade ou de preços mais otimistas”, diz.

    Ao mesmo tempo, acredita que o USDA, em 11 de junho quando divulga seu novo boletim mensal de oferta e demanda, possa vir a reduzir sua estimativa para a produtividade da soja em cerca de 2 bushels por acre por conta do plantio extremamente atrasado.

    “Os traders seguem lutando com as estimativas de área e os produtores tendo de se decidir entre migrar para a soja ou escolher pelo seguro”, reforça.

    Além disso, na próxima segunda-feira (10), o USDA ainda chega com suas primeiras impressões sobre as condições das lavouras norte-americanas. Números que traidiconalmente começam a sair em maio devem chegar na próxima semana e podem trazer ainda mais intensidade e volatilidade ao mercado internacional de grãos.

    PREVISÃO DO TEMPO
    As próximas semanas continuarão a ser de chuvas nos Estados Unidos. A diferença das últimas semanas, no entanto, é que agora os maiores acumulados são esperados mais a Sul e Leste dos EUA.

    Nas previsões mais alongadas ainda se observa, também de acordo com informações vindas do NOAA, mais períodos de chuvas acima da média para o cinturão e temperaturas que seguem abaixo da média para esta época do ano, o que acaba sendo mais um problema para as lavouras norte-americanas.

    “Nos próximos 5 dias, as leituras estão em convergência, com índices pluviométricos intensos confinados ao Sudeste dos Estados Unidos, trazendo danos às lavouras do Delta do Mississippi”, explica o diretor da ARC Mercosul, Matheus Pereira.

    Para o executivo, caso as chuvas se confirmem menos intensas em estados como Iowa, Illinois e Wisconsin, o novo reporte semanal de acompanhamento de safras do USDA pode trazer uma evolução considerável do plantio nos EUA até o domingo 8 de junho.

    O QUE DIZEM OS PRODUTORES
    Ainda como explica o diretor da ARC, o debate sobre o futuro da área norte-americana continua, porém, “são necessárias maiores confirmações sobre a saúde atual da safra norte-americana”.

    Enquanto isso, os produtores americanos continuam relatando seus problemas nas redes sociais e as imagens e declarações impressionam.

    “Às vezes me pergunto se todos estes acres de milho recém plantados nesta semana mal compensaram os recém inundados campos de milho germinadoe que teriam que ser subtraídos dos números de avanço do plantio. Eu sei que podemos ter feito ALGUM progresso, mas vocês também têm que contar com esses acres “negativos””, disse Marlin Bohling, um tradicional repórter norte-americano especializado em commodities.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Controle biológico: Um amigo natural da produção sustentável

    As previsões demonstram que, até 2030, o mundo terá cerca de 1 bilhão a mais de pessoas, o que resultará num aumento significativo da demanda por alimentos. Com o aumento da demanda, por sua vez, aumentam as exigências dos consumidores e a necessidade de produzir de forma eficiente e sustentável.

    Não basta aumentar a produtividade e expandir as áreas agricultáveis. É necessário encontrar o ponto de equilíbrio entre a crescente demanda de produção de alimentos saudáveis e a preservação do ambiente para o futuro. Produção eficiente e proteção eficaz devem caminhar juntas. Sem dúvida, esse é um dos maiores desafios da agricultura moderna, e o controle biológico pode ser utilizado como uma importante ferramenta, uma vez que apresenta vantagens como proteção à biodiversidade, preserva- ção dos polinizadores, baixo custo e segurança ao ser humano.

    Entende-se como controle biológico o uso de inimigos naturais e de agentes biocontroladores para diminuir a população de uma praga. No estado de São Paulo, por exemplo, aproximadamente 3 milhões de hectares de cana-de-açúcar são tratados com fungo para o controle da cigarrinha. Outro exemplo é o caso do vírus Baculovirus anticarsia, que foi utilizado para o controle da lagarta-da-soja.

    O crescimento dos biocontroladores é de 15% a 20% ao ano, tendo como grande impulsionador o mercado de produtos orgânicos. Este tem crescido significativamente e apresenta previsão de elevados índices de crescimento.

    Consequentemente, há previsão de crescimento do uso dos biocontroladores, criando novas oportunidades de projetos de pesquisa e a para a formação de biofábricas. Novas empresas, inclusive multinacionais da indústria agroquímica, começam a olhar com mais atenção para o setor. Além disso, companhias estrangeiras começam a investir na compra de empresas brasileiras. Apesar do cenário positivo, é preciso atenção e cuidado. É vital oferecer um produto seguro e de qualidade.

    Sempre atento às demandas presentes e futuras da população, o governo do estado de São Paulo desenvolveu um programa dedicado à filosofia da natureza controlando a natureza, de olho na agricultura do futuro. Trata-se de um trabalho realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento por meio do Instituto Biológico (IB), uma das instituições pioneiras em pesquisas sobre controle biológico, gerando conhecimento, desenvolvimento tecnológico e inovação e oferecendo serviços para o setor de biocontroladores. Com início em 2000, o Programa de Inovação e Transferência de Tecnologia em Controle Biológico (PROBIO), entre outros objetivos, busca oferecer assessoria anual aos produtores e aos empresários rurais, com projeto de construção ou adaptação da estrutura, treinamento de funcionários, fornecimento de cepas e análises qualiquantitativas e de estabilidade dos inseticidas microbiológicos produzidos. Já foram assessoradas 54 empresas, em treze estados.

    O Brasil é um campo fértil para a comercialização de insumos para produção agrícola e necessita ter compromisso permanente dos setores público e privado com a inovação. Em São Paulo, estamos prontos para assumir o protagonismo no uso de controladores biológicos na produção sustentável de alimentos seguros e saudáveis.

    Fonte: Agroanalysis/FGV