Eduarda Pereira

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  • Defensivos aprovados são essenciais para controle de pragas na agricultura brasileira

    O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União de 10 de janeiro o registro de 28 agrotóxicos e princípios ativos. Já na edição desta sexta-feira (18.01) do Diário Oficial, a Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério Agricultura publicou lista com mais 131 pedidos de registro de agrotóxicos solicitados nos últimos três meses de 2018. Eles ainda passarão por avaliações técnicas de três órgãos do governo.

    As aprovações vêm causando polêmica quanto à agilidade no processo de liberação. O argumento que determinado produto tem autorização no Brasil e não na Europa ou Estados Unidos é usado com frequência para questionar a segurança de determinado ingrediente ativo. Entretanto o uso e autorização de determinados ingredientes ativos está ligado ao perfil de culturas e alvos que são importantes no país.

    Por exemplo, os Estados Unidos não tem uma pressão de uso de inseticidas como o Brasil por ser um país com a agricultura localizada em regiões temperadas, onde as baixas temperaturas diminuem o ataque de insetos. Já o Brasil, as regiões de agricultura tropicais com sucessões de cultivos na mesma safra favorece maior infestação de insetos e assim a importância de uma maior disponibilidade de ingredientes ativos para controlar os insetos e permitir a rotação de ingredientes ativos que são importantes tanto para o sucesso no controle de pragas quanto no manejo de resistência.

    Em relação ao Sulfoxaflor tem o mesmo modo de ação de produtos registrados no Brasil e são indispensáveis ao controle de insetos sugadores. As restrições de aplicação estão baseadas em estudos científicos que visam a segurança das populações de abelhas.

    Os outros produtos os herbicidas sulfentrazone e imazetapir tem uso focado em culturas que não são de importância na Europa, como: soja , cana-de-açúcar e café, por esse motivo as empresa de defensivos não tem interesse em investir nos produtos.

    O agrônomo e consultor do Portal Agrolink, Josué Verba, ressalta que outro ponto que está sendo levado em consideração é o aumento do número de registros de defensivos. O processo de registro no Brasil é extremante demorado e as melhorias dos processos de gestão por parte das autoridades públicas estão dinamizando a análise dos processos. O Brasil é o país como um dos processos mais exigentes no mundo e garante segurança, tanto para o agricultor, trabalhadores envolvidos nos processos de manejo da produção agrícola quanto para a segurança alimentar da população, que está alinhado com as peculiaridades e necessidades da agricultura brasileira.

    Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que as análises técnicas dos agrotóxicos registrados no país são realizadas por “servidores altamente capacitados nas áreas de e ciência agronômica, toxicologia humana e ecotoxicologia, com as práticas alinhadas as legislações internacionais mais modernas e exigentes”:

    “Os agrotóxicos são ferramentas essenciais para o controle efetivo das pragas na agricultura brasileira e garantia da sanidade das plantações brasileiras”, acrescenta a pasta. “Seu uso é fundamental na agricultura, onde as altas médias de umidade e temperatura, aliados aos cultivos extensivos, favorecem a multiplicação e disseminação de pragas.”

    Fonte: Agrolink

  • Brasil e Israel desenvolverão soja resistente a nematoides

    Uma parceria firmada entre as empresas brasileira e israelense, TMG – Tropical Melhoramento & Genética S/A e Evogene Ltda, irá resultar no desenvolvimento de um tipo de soja geneticamente modificada que será resistente a nematoides. De acordo com Alexandre Garcia, gestor de Pesquisa da TMG, a parceria irá revolucionar o mercado de resistência da soja.

    “A Evogene tem longa experiência e utiliza tecnologias de ponta para a descoberta de genes que expressam características de valor agronômico e agora está expandindo sua plataforma de edição de genoma. A TMG se mantém comprometida com o desenvolvimento de cultivares não transgênicas como uma opção para agricultores e em utilizar genes nativos da soja para melhorar a resistência a pragas e doenças”, comenta.

    Nesse cenário, informações da TMG indicam que os nematoides da soja podem provocar até 70% de perdas, dependendo da espécie presente na área cultivada. Além disso, estima-se que o impacto, apenas na cultura da soja no Brasil, seja de R$ 16,2 bilhões por ano, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN).

    Arnon Heyman, vice-presidente da Evogene Ltda. e gerente geral da Divisão de Sementes, declarou que “é uma honra iniciar essa parceria com a TMG, que está entre as empresas líderes em melhoramento na América do Sul, para desenvolver e trazer ao mercado sementes de soja resistentes a nematoides, utilizando edição gênica, além de potencialmente evitar barreiras regulatórias pelo desenvolvimento de um atributo não transgênico”. Arnon explica que essa será a primeira vez que a Evogene poderá comercializar sementes editadas e que tal fato aproxima a Companhia de parcerias relevantes.

    Fonte: Agrolink

  • Soja tem estabilidade em Chicago nesta 5ª feira e segue à espera de novos dados

    Ainda à espera de novidades, o mercado da soja na Bolsa de Chicago registra uma nova sessão de estabilidade nesta manhã de quinta-feira (24). Perto de 8h (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 1 ponto nos principais vencimentos, ainda sem muita força para variações muito agressivas.

    Assim, o contrato março/19 tinha US$ 9,16 e o maio/19, US$ 9,30 por bushel. As posições mais distantes seguem acima dos US$ 9,40.

    De acordo com analistas internacionais, o mercado não espera só pelas informações do mercado financeiro e ligadas à guerra comercial entre China e Estados Unidos, mas também por conclusões mais claras sobre a América do Sul.

    “A falta de novidades concretas sobre a retórica política entre os EUA e a China, coloca a especulação sem o interesse no posicio- namento unilateral no mercado, seja ele na compra ou na venda”, explicam os analistas da ARC Mercosul.

    As condições climáticas seguem chamando atenção e o tempo seco no Brasil ainda preocupa muito, com especialistas acreditando que as perdas no Brasil poderiam ser ainda mais severas. A média esperada pela Reuters Interncional é de uma colheita de 117,06 milhoes de toneladas, contra o número de 120,8 milhões estimado em novembro.

    “Mesmo com problemas climáticos dispersos pela safra brasileira, os fundamentos básicos de direcionamento dos preços da oleaginosa, em específico, ainda trazem uma forte “âncora” na tentativa de novas altas”, ainda de acordo com a ARC.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Treinamentos focam na sustentabilidade dos agroquímicos

    A atual demanda ambiental e também produtiva está exigindo que cada vez mais os produtores rurais e as empresas de tecnologia agrícola se dediquem para garantir uma produção que não agrida o meio ambiente. Nesse cenário, a Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agroquímicos (UR) formará uma turma de consultores com ênfase na Norma Regulamentadora 31.8 (N.R. 31.8) para realizar treinamentos relacionados a sustentabilidade na aplicação de agroquímicos.

    Os dois programas de treinamento presencial irão abordar temas como Tecnologia de Aplicação e a Norma Regulamentadora 31.8, buscando tornar cada vez mais seguras e sustentáveis as aplicações de agroquímicos nas lavouras. De acordo com o pesquisador científico Hamilton Ramos, do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA-IAC), os cursos são direcionados a engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas de empresas do agronegócio e da agroindústria.

    “A proposta central é preparar profissionais multiplicadores de informações, líderes que venham atuar como orientadores e estendam ao ambiente rural, nas diferentes regiões do Brasil, o domínio de práticas essenciais nas aplicações de agroquímicos. s programas da UR focam também no melhor aproveitamento dos agroquímicos nas lavouras, de maneira que o agricultor produza mais e melhor e torne sua atividade mais sustentável a cada safra”, comenta.

    Isso porque dados do CEA-IAC indicam que o mau uso de agroquímicos tem provocado perdas anuais de aproximadamente R$ 2 bilhões aos agricultores do País. “Resultante de uma parceria entre o CEA-IAC – órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP – e o setor privado, a Unidade de Referência tornou-se, em 2017, a primeira entidade de caráter público-privado do Brasil voltada à difusão de conhecimentos sobre uso de agroquímicos ou defensivos agrícolas”, disse a nota da assessoria do projeto.

    Fonte: Agrolink

  • Soja com menos folhas produz mais

    Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Biologia Genômica da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, indicou que as plantas de soja que possuem menos folhas acabam produzindo uma quantidade maior de grãos. Nesse cenário, os pesquisadores utilizaram técnicas de computação para auxiliar na simulação da atividade da planta.

    Os cientistas realizaram a experiência removendo aproximadamente um terço das folhas emergentes da soja e descobriram um aumento de 8% no rendimento de sementes nos ensaios replicados. Eles atribuem esse aumento no rendimento ao aumento da fotossíntese, à diminuição da respiração e ao desvio de recursos que seriam investidos em mais folhas do que sementes.

    Fonte: Agrolink 

  • Roberto Rodrigues: “Não existe progresso no agro sem tecnologia”

    Dados divulgados recentemente pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram as projeções mundiais de aumento do consumo de água (+50%), energia (+40%) e alimentos (+35%) até 2030.

    Estes números são reflexos principalmente das tendências de maior longevidade e aumento do poder aquisitivo, particularmente na Ásia, África e América Latina, além da expansão populacional – segundo a ONU, a população mundial chegará a 8,6 bilhões de pessoas em 2030.

    Neste sentido, agricultura e alimentação estão no centro dessa agenda mundial. O Brasil deve estar preparado para desempenhar papel de destaque no alcance das metas estabelecidas, graças às novas tecnologias no campo.

    “Para se ter uma ideia, do Plano Collor até os dias de hoje, a área plantada com grãos no Brasil cresceu 61%, enquanto a produção cresceu 300%, ou seja, cinco vezes mais. Foram criadas novas variedades, sistemas de culturas diferentes, fertilizantes, defensivos, máquinas mais modernas e competitivas…tudo isso é tecnologia!”, ressalta Roberto Rodrigues.

    Fonte: RVTV

  • Soja amplia ganhos em Chicago nesta 4ª feira com recuperação e ajustes técnicos

    Nesta tarde de quarta-feira (23), os preços da soja vêm ampliando seus ganhos registrados na Bolsa de Chicago e, depois de iniciar o dia próximos da estabilidade, subiam entre 6,25 e 6,75 pontos nos principais vencimentos, por volta de 13h30 (horário de Brasília). Com isso, o março/19 tinha US$ 9,16 e o maio/19, US$ 9,29.

    O mercado recupera parte das pequenas baixas registradas na sessão anterior, com o mercado ainda sofrendo com a falta de dados e de direção. No entanto, os traders reconhecem que se trata de uma recuperação técnica e ainda frágil, uma vez que os preços não contam com subsídio para garantir um avanço consistente.

    “A questão não resolvida entre China e Estados Unidos continua sendo um fator de pressão e confusão no mercado de grãos”, diz o analista sênior do portal Farm Futures, Bryce Knorr.

    Ontem, o Financial Times informou que os EUA teriam recusado uma reunião com a China pré-encontro marcado dos dois países entre os dias 30 e 31 próximos e a atitude acabou assustando o mercado. Da mesma forma, os traders continuam especulando sobre como caminham as compras da nação asiática no mercado norte-americano, porém, ainda sem confirmações oficiais dada a paralisação do governo de Donald Trump que hoje entra em 33º dia.

    No entanto, como explica o diretor da Cerealpar, Steve Cachia, “comentários de que os EUA estavam rejeitando as propostas da China chegaram a pressionar, mas a quebra de safra no Brasil e Argentina e rumores que a China pode comprar mais soja dos EUA impedem quedas maiores. Em todo caso, continua muito claro que a direção do mercado em Chicago vai depender muito mais do desfecho da guerra comercial EUA/China do que da safra da América do Sul”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho retoma negócios em Chicago nesta 3ª feira pós feriado nos EUA com estabilidade

    Os preços do milho trabalham em queda nesta manhã de terça-feira (22) na Bolsa de Chicago. Após o feriado do Dia de Martin Luther King nos EUA, comemorado ontem, o mercado retomou seus negócios registrando pequenas baixas de 1,25 a 1,75 ponto nos principais vencimentos.

    Assim, por volta de 9h55 (horário de Brasília), o contrato março/19 era negociado a US$ 3,80 por bushel, enquanto o julho/19 valia US$ 3,96.

    Os negócios são retomados, porém, ainda sem força por conta da paralisação do governo norte-americano que continua.

    “O mercado reabriu quieto nesta terça, com os traders ainda esperando pelos dados atualizados das exportações e produação norte-americanas vindas do USDA”, explicam os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    A proposta é de que a votação do orçamento e dos recursos para a construção do muro americano na fronteira com o México aconteçam nesta quinta-feira. Enquanto isso não acontece, a paralisação continua e o mercado segue caminhando de lado.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trigo: Oferta aumenta, mas cotações têm apenas leve recuo

    O volume de trigo ofertado no Rio Grande do Sul tem sido um pouco maior, tendo em vista que a colheita de milho já está em andamento no estado e, com isso, alguns produtores precisam liberar espaço nos armazéns. Mesmo assim, os preços do trigo não caíram com força, já que parte dos produtores que ainda tem trigo de boa qualidade prefere aguardar para efetivar novas vendas. Já no Paraná, agricultores têm direcionado esforços para a soja em detrimento da comercialização de trigo. Segundo colaboradores do Cepea, moinhos não têm demonstrado interesse na compra do cereal, à espera de desvalorizações mais expressivas – fundamentados na maior oferta de soja e milho, ambos concorrentes do trigo para a fabricação de ração animal.

    Fonte: Cepea

  • Soja: Mercado volta do feriado trabalhando com leves baixas nesta 3ª feira na Bolsa de Chicago

    Na volta do feriado do dia de Martin Luther King nos Estados Unidos, os futuros da soja retomam os negócios na Bolsa de Chicago operando com leves baixas. No pregão desta terça-fiera (22), por volta de 7h30 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 2,75 e 3 pontos.

    Assim o contrato março/19 tinha US$ 9,14 e o maio vinha sendo cotado a US$ 9,27 por bushel.

    O mercado retoma suas atividades na CBOT ainda de olho na paralisação do governo norte-americano, na expectativa do novo encontro entre China e EUA que acontece no final do mês e no avanço da colheita no Brasil, que vem ganhando ritmo nas últimas semanas.

    Além disso, os traders se dividem ainda com as informações que chegam da Argentina, com o excesso de chuva comprometendo as lavouras por lá.

    “Notícias conflitantes de avanço nas negociações e de discussões estagnadas confundem os traders, que ainda não têm os dados oficiais do USDA de janeiro para se balizar. Enquanto isso, todos à espera de alguma novidade fundamental ou sinal tecnico para escolher direção”, explica o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

    Fonte: Notícias Agrícolas