Eduarda Pereira

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  • Soja em Chicago segue com especulação moderada e operando com estabilidade nesta 5ª feira

    O momento de calmaria no mercado internacional de grãos continua e, no pregão desta quinta-feira (25), as cotações da soja praticadas na Bolsa de Chicago registravam uma nova manhã de estabilidade. Por volta de 8h10(horário de Brasília), os futuros da oleaginosa perdiam pouco mais de 1 ponto, com o novembro/18 valendo US$ 8,49 por bushel.

    “A especulação tem passado por dias de “banho-maria” com a falta de notícias que poderiam alimentar uma tendência temporária
    de curto-prazo. No atual momento, o foco do mercado tem sido os resultados de produtividade dos campos estadunidenses e o progresso de plantio no Brasil”, explicam os analistas de mercado da AgResource Mercosul (ARC).

    Os executivos explicam ainda que há problemas pontuais com a nova safra norte-americana de soja onde, por conta da umidade excessiva, parte das lavouras já estariam com os grãos perdendo peso e qualidade.

    Da mesma forma, a semeadura no Brasil evolui de forma também bastante satisfatória, com percalços que também são pontuais. ” A equipe de campo da ARC Mercosul e estima que 47,5% da safra de soja brasileira já foi semeada até a atual semana. O ritmo é bem acima dos 32% no mesmo período em 2017; 40,3% em 2016; e 36% de média dos últimos 5 anos”, informa a consultoria.

    Atenção dos traders também voltada às vendas semanais para exportação dos EUA que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira. As expectativas do mercado apontam para algo entre 300 mil e 700 mil toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Mulheres contribuem para bons resultados do agro, afirma diretor da Abag

    O diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni, disse na manhã desta terça-feira (23/10) que a participação feminina no agronegócio tem contribuído para o bom desempenho do setor no Brasil.

    “O agronegócio vem ganhando dinâmica, muito visibilidade por todo o seu resultado, e a diversidade auxilia muito a alcançar os resultados que o setor vem proporcionando ao país”, disse o diretor na abertura do 3º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, que será realizado entre esta terça e quarta-feira (24/10), em São Paulo.

    Fonte: Globo Rural

  • Mercado da soja segue caminhando de lado na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira e espera mudanças

    O mercado internacional da soja segue caminhando de lado na Bolsa de Chicago e, nesta quarta-feira (24), testam pequenas baixas de pouco mais de 2 pontos nos principais vencimentos. Os traders continuam esperando por novidades.

    Dessa forma, por volta de 7h15 (horário de Brasília), o vencimento novembro/18, que ainda é o mais negociado, era cotado a US$ 8,54 por bushel, enquanto o contrato referência para a nova safra brasileira, o maio/19, tinha US$ 8,95.

    As movimentações seguem técnicas e, mais cedo, não só a soja, mas milho e trigo também registraram pequenas altas com compras por rápidas feitas pelos fundos de investimentos.

    “As expectativas de uma grande colheita nos EUA e a falta de novas notícias de suporte estão impedindo quaisquer ganhos substanciais aos preços durante o pregão”, explicam os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    Além da grande colheita nos EUA, o mercado também sente a pressão do plantio brasileiro, que registra seu ritmo mais acelerado da história. São mais de 30% da área já semeada no país, de acordo com números da AgRural.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja modificada tem óleo mais saudável

    Agricultores dos Estados Unidos estão preparados para colher, pela primeira vez, 6.500 hectares de soja geneticamente modificada que produz um óleo mais saudável, com 80% de ácido oleico, 20% menos ácidos graxos saturados e zero de gordura trans. A variedade é desenvolvida pela empresa Calyxt, de Minessota, e será usada em molhos para saladas, barras de granola e óleo de fritura.

    De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), não será necessária uma rotulagem especial para esse produto já que não é inserido nenhum tipo de DNA estranho na planta. O que acontece é que as enzimas que agem como tesouras moleculares são utilizadas para modificar o sistema operacional genético da planta para impedir que problemas aconteçam.

    O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, afirmou que seu departamento não tem planos para regulamentar novas variedades de plantas desenvolvidas com edição genética, contrariando a decisão da União Europeia de equiparar na regulação, edição genética e culturas transgênicas. Em sua declaração, Perdue chamou a edição de genes de uma técnica “inovadora” que “não pode ser distinguida daquelas desenvolvidas através de métodos tradicionais de reprodução”.

    Zach Luttrell, diretor de consultoria da indústria StraightRow LLC, vê a edição de genes como um caminho para a indústria continuar a reduzir custos. Ele afirma que um produto desenvolvido usando a nova técnica poderá ser lançado no mercado dentro de três anos, a um custo entre US$ 10 e US$ 20 milhões, comparando-o a uma safra transgênica que pode custar US$ 100 milhões por uma década.

    “A agricultura tem sido historicamente dominada por alguns grandes players, mas agora empresas muito menores poderão aparecer e desenvolver essas novas culturas. No futuro, teremos realmente culturas diferentes”, comenta.

    Fonte: Agrolink

  • Preço do trigo deverá seguir em alta impulsionado pelo clima

    Os preços do trigo nas cotações de Chicago devem manter a perspectiva de alta até o final deste ano de 2018, motivados pela atual situação do clima que acabou afetando as principais regiões produtoras do cereal mundo afora. De acordo com a consultoria INTL FCStone, quando comparado com a média dos três anos anteriores, o atual patamar das cotações está 14,3% acima do observado.

    “Esse movimento é atípico, considerando-se que a sazonalidade dos preços do trigo no hemisfério norte sugere uma queda acentuada nos preços do cereal a partir do mês de agosto, tendência que se estende até o mês de dezembro”, diz a consultoria.

    Segundo a INTL FCStone, a seca que acometeu as regiões dos EUA, Argentina, Rússia e Ucrânia fez com que outros produtores secundários passassem a ser o alvo dos compradores, como Austrália, Canadá, União Europeia e até mesmo Brasil. “Nos meses mais recentes, as chuvas voltaram com certa regularidade a boa parte das áreas de cultivo da União Europeia, dos Estados Unidos, da Argentina e do Brasil, beneficiando as lavouras desses países”, informa

    Contudo, mesmo com os preços elevados, o País importou um volume maior do que a média dos três anos anteriores desde novembro de 2017, com exceção apenas dos meses de maio e junho deste ano. Em julho, a consultoria afirma que houve um aumento registrado de 68,9% no volume importado apenas de trigo argentino pelo Brasil.

    “Mesmo com a reaplicação das tarifas na Argentina, as exportações argentinas continuam bastante elevadas, principalmente porque o Brasil, país beneficiado pela vigência da Tarifa Externa Comum (TEC) entre os países do Mercosul, depende do produto argentino para o seu abastecimento interno”, indica.

    Fonte: Agrolink

  • Trigo: Apesar de maior produção, produtividade pode recuar

    Na atual temporada, apesar de estimativas apontarem maior produção de trigo no Brasil, a produtividade deve recuar, devido ao clima desfavorável, segundo pesquisadores do Cepea. A qualidade do cereal está comprometida nas lavouras brasileiras, especialmente nas paranaenses. Esse cenário pode dificultar a comercialização do grão, visto que o interesse de compra da indústria por esse trigo de menor qualidade pode diminuir. Quanto às cotações dos derivados, oscilaram nos últimos dias. Para os farelos, a movimentação distinta dos preços refletiu as comercializações pontuais do ensacado, enquanto para o a granel, houve estabilidade.

    Fonte: Cepea

  • Especialistas debatem rentabilidade e gestão rural

    O Seminário Nacional do Projeto Campo Futuro, que acontece na próxima quarta (24), vai reunir especialistas do setor agropecuário e professores de universidades e centros de pesquisa para debater o panorama da rentabilidade no campo e propostas para a melhoria da gestão rural.

    Este será um dos painéis do evento, promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), para apresentar os resultados dos levantamentos de informações sobre custos de produção das principais culturas contempladas pelo projeto em 2018.

    Para o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Minas Gerais (Senar Minas), Christiano Nascif, há três vertentes para o desenvolvimento do setor rural: gestão dos custos de produção, estratégia de comercialização e sucessão familiar. “Gestão rural e técnicas de negociação comercial são caminhos para a melhoria da rentabilidade e do profissionalismo do produtor. Muitas vezes ele sabe produzir, mas não entende de ferramentas de mercado e comercialização”.

    Já o diretor do Pecege/Esalq/USP, Pedro Marques, acredita que a rentabilidade na agricultura possui dois fatores básicos: produção e preço. Segundo ele, para aumentar a produção e a produtividade agrícola, é necessário investir em tecnologia. “O uso de máquinas, rede de internet, análise de dados e equipamentos tecnológicos pode contribuir para a evolução na gestão do negócio e na forma como se pratica a agricultura. Quanto mais produtividade no campo, mais alimento na mesa do consumidor”.

    O coordenador do Cepea/Esalq/USP, Geraldo Sant’Ana Barros, afirmou que a agricultura brasileira evoluiu nos últimos anos graças ao avanço tecnológico, impulsionado pelo crescimento das exportações. “Com a expansão da venda de produtos agropecuários brasileiros para o exterior, muitos produtores investiram em insumos, maquinário e equipamentos modernos, aumentando assim a produção na mesma área e melhorando a gestão rural”. O coordenador do Centro de Inteligência em Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA), Luiz Gonzaga de Castro, também participará dos debates.

    Durante o Seminário, haverá apresentações sobre a atuação do Sistema CNA/SENAR para auxiliar os produtores rurais na tomada de decisão no campo e o comportamento das principais culturas analisadas pelo projeto. O encontro é gratuito. Inscrições abertas: https://goo.gl/NychTx

    Campo Futuro – É um projeto realizado pela CNA e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com universidades e centros de pesquisa para levantamento do custo de produção de diferentes atividades agropecuárias.

    A iniciativa alia a capacitação do produtor rural à geração de informação para a administração de custos, de riscos de preços e gerenciamento da produção.

    Fonte: Agrolink

  • Tratamento biológico de sementes: um mercado milionário

    O mercado global de produtos biológicos agrícolas foi de US$ 4,8 bilhões em valor de receita de mercado em 2017 e deve atingir US$ 10,7 bilhões até 2025, subindo a uma taxa de crescimento anual composta de 11,5%. De acordo com Pieter Oosters, Gerente de Produtos Microbianos da Koppert Sistemas Biológicos, o setor ainda é um nicho de mercado que, no entanto, está crescendo rapidamente.

    “Embora os produtos no mercado ainda sejam limitados, algumas das maiores empresas de sementes já estão começando a incluir tratamentos biológicos de sementes em seu pacote de tratamento, alguns deles mostrando bons efeitos. Isso ocorre principalmente sob estresse abiótico em solos pobres”, comenta.

    Segundo Marcelo de Godoy Oliveira, CEO da Simbiose, a maioria das tecnologias biológicas para tratamento de sementes foi projetada sem muito estudo para esse fim. “Felizmente, entre essas poucas empresas, existem aquelas que possuem tecnologia de ponta para esse fim e ainda condições de produção em escala para atender dezenas de milhões de hectares, satisfazendo assim a necessidade do mercado”, afirma.

    Para o futuro, Ioana Tudor, Diretora Global da Syngenta Seedcare, afirma que existem muitas oportunidades que aparecerão rapidamente. “Um desafio com o qual lidamos hoje e esperamos ter mais clareza no futuro, é o panorama regulatório, uma vez que ainda existem muitas visões inconsistentes sobre como produtos como esses precisam ser registrados e os requisitos variam muito de um país para outro”, lamenta.

    Nesse cenário, Oliveira acredita que algumas tecnologias deverão ser desenvolvidas para que o produtor se sinta seguro em apostar nessa questão, como “equipamentos exclusivos para a aplicação de produtos orgânicos no sulco de plantio, sem restringir o volume do xarope, aplicando onde o produto deveria estar (próximo às sementes) mantendo durante a aplicação os microorganismos 100% viáveis, sendo mais práticos, rápidos e racionais”.

    Fonte: Agrolink

  • Soja recua em Chicago nesta 3ª feira com bom avanço da colheita no Meio-Oeste americano

    Os números de evolução da colheita da soja nos Estados Unidos apresentado no fim do dia ontem, pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), vieram dentro das expectativas do mercado e, apesar de mostrar um atraso em relação ao ano passado e à média dos últimos cinco anos, pesaram sobre as cotações.

    No pregão desta terça-feira (23), os futuros da oleaginosa recuavam entre 4,25 e 4,50 pontos nos principais vencimentos, com o novembro/18 valendo US$ 8,54 e o maio/19 com US$ 8,95 por bushel, por volta de 7h25 (horário de Brasília).

    Na última semana, a colheita da soja foi de 38% a 53% da área norte-americana, contra 67% de 2017 e 69% da média plurianual. A expectativa do mercado era de 52%.

    Com essas baixas, segundo explicam analistas internacionais, os preços da soja marcam suas mínimas em duas semanas na CBOT. No entanto, ainda segundo executivos, o mercado segue na necessidade de um fator mais forte para motivar um caminhar mais intenso das cotações.

    E enquanto esse novo motivo não chega, ficam as atenções divididas entre a conclusão da colheita norte-americano – e as condições de clima em que os trabalhos se desenvolvem – a continuidade da guerra comercial entre chineses e americanos e o plantio brasileiro.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Guerra comercial estimula avanço da área de soja na América do Sul

    O mercado de soja vive um período de perspectiva de oferta muito grande em meio a um contexto de guerra comercial entre EUA e China, o que vem penalizando as exportações norte-americanas da oleaginosa e pressionando as cotações da soja em Chicago. Ao mesmo tempo, estimativas apontam para o crescimento da área plantada com a oleaginosa na América do Sul, tanto no Brasil, quanto na Argentina, uma vez que a demanda chinesa pelo produto brasileiro está muito aquecida, e a Argentina vem de uma quebra de safra, além de o governo do país ter anunciado mudanças nas taxas de exportações (retenciones), que podem acabar beneficiando o cultivo da soja.

    “Esse cenário da demanda pela soja norte-americana em comparação à da América do Sul, em especial a brasileira, acaba sendo um incentivo ao cultivo da oleaginosa, mesmo num contexto geral de oferta elevada, com estimativas de estoques mundiais em 110,04 milhões de toneladas, de acordo com o USDA”, afirma a INTL FCStone, em relatório.

    A tarifa de 25% sobre a soja norte-americana importada pela China, que entrou em vigor no último dia 6 de julho, além de continuar pesando sobre os preços, já modificou as estimativas de exportações dos EUA para o ciclo 2018/2019, atualmente em 56 milhões de toneladas, contra expectativa anterior de 62,3 milhões de toneladas.

    “Não se espera que essa queda da demanda pelo grão norte-americano seja plenamente compensada pela compra em outros países, como o Brasil. A China está se ajustando para evitar ao máximo a compra de soja dos EUA, já tendo reduzido suas estimativas de importações para 84,66 milhões de toneladas, uma queda de pouco mais de 9 milhões de toneladas em relação ao número anterior e ao estimado pelo USDA”, explica a consultoria. Com isso, não somente os estoques dos EUA devem ser recordes como também os mundiais.

    O principal ponto que pode modificar o cenário para as cotações da soja, com os preços no mercado doméstico voltando a ficar mais correlacionados com Chicago, é algum acordo entre China e EUA que suspenda a taxação de 25% imposta ao produto norte-americano, ou que o país asiático acabe importando volumes significativos de soja norte-americana, mesmo com a tarifa. Em novembro, ocorrerá a eleição de meio de mandato nos EUA, o que poderia resultar em perda de maioria do partido republicando, enfraquecendo o apoio às decisões de Donald Trump, em direção a uma maior reaproximação dos EUA com os chineses.

    “Sem tarifas de importação, a China tenderia a voltar a comprar soja dos EUA, abrindo espaço para uma reação mais consistente dos preços em Chicago. Outra possibilidade seria ocorrer algum problema durante o desenvolvimento da safra da América do Sul, principalmente no Brasil, que restringisse a oferta de maneira significativa. Mas, por enquanto, as perspectivas são de um clima dentro da normalidade ao longo do desenvolvimento da safra no país”, pondera a consultoria.

    Plantio
    Apesar do bom andamento do plantio de soja no Brasil, o excesso de umidade no sul de Mato Grosso do Sul, partes do Paraná e do Rio Grande do Sul podem provocar atrasos nos trabalhos e dificultar o início da aplicação de fertilizantes e defensivos. “O clima no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) também traz algumas preocupações. Há perspectiva de chuvas mais fracas na região, o que pode ser um efeito do (fenômeno climático) El Niño que, por enquanto, está fraco”, comentou o analista de Inteligência de Mercado da INTL FCStone, João Macedo.

    Para novembro, segundo a INTL FCStone, a previsão climática é favorável ao desenvolvimento das lavouras em Goiás, Mato Grosso, porção leste de Mato Grosso do Sul e São Paulo, com volume de chuvas dentro da média esperada para o período. Para partes do norte e noroeste do Rio Grande do Sul, a estimativa é de grandes volumes de chuvas, assim como no oeste de Mato Grosso do Sul.

    Fonte: INTL FCStone/Portal DBO