Eduarda Pereira

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  • “Robôs fazendeiros” são nova aposta para pequenos produtores

    Cerca de 150 vacas da propriedade Rivendale Farms usam coleiras semelhantes ao Fitbit para monitorar seus padrões de alimentação, movimento e pasto. São ordenhadas por máquinas robóticas. Uma pequena estufa, cheia de couve, rúcula e cenouras, é automatizada. Temperatura, umidade e luz do sol são controlados por sensores e telas metálicas retráteis. E, em breve, é possível que pequenos robôs caminhem pelos 7,5 acres de plantação de verduras em busca de pragas e ervas daninhas.

    A agricultura é uma atividade que envolve cada vez mais alta tecnologia. Drones, imagens de satélite, sensores de solo e supercomputadores ajudam na produção de alimentos. Mas essa tecnologia é criada principalmente para as grandes fazendas industriais, cujos campos se estendem até onde o olho alcança. A Rivendale Farms, que completou recentemente seu primeiro ano de funcionamento, oferece uma amostra da tecnologia que está disponível para o pequeno agricultor.

    Fonte: The New Times/O Estado de S.Paulo 

  • Produtor rural deve escolher forma de pagamento do FUNRURAL até 31 de janeiro

    A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) orienta os produtores rurais catarinenses a escolherem a forma com que desejam recolher o Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (FUNRURAL) para o exercício de 2019, de acordo com as mudanças estabelecidas na Lei Federal 13.606/2018. O prazo para escolha é até o dia 31 de janeiro.

    O assessor jurídico da Faesc, Clemerson José Argenton Pedrozo, explica que existem duas opções de recolhimento: a que calcula sobre o valor da folha de pagamento dos empregados, inclusive quanto aos avulsos, e a outra sobre o valor da comercialização dos produtos agropecuários.

    “A nossa orientação é que os produtores procurem o Sindicato Rural mais próximo, contador ou advogado para fazer a análise de qual opção de recolhimento é mais vantajosa, de acordo com cada caso específico. Estamos preparados para ajudar nessa escolha”, destaca o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo.

    A Secretaria da Receita Federal deve publicar, nos próximos dias, uma Instrução Normativa estabelecendo os procedimentos que o produtor rural deve adotar para fazer a escolha da modalidade de recolhimento do FUNRURAL. “Apesar da lei que estabelece as opções de pagamento ter sido publicada em janeiro de 2018, até agora a Receita Federal ainda não disciplinou como as opções serão manifestadas, em que pese toda a pressão exercida pela CNA e por outras entidades do agro no sentido de que tal normativa já deveria ter sido publicada há muito tempo” destaca Pedrozo.

    CONHEÇA AS OPÇÕES

    Opção 1: Cálculo sobre a folha de pagamento (art. 22 da lei 8.212/91)

    – O produtor rural deve fazer uma projeção, em reais, do valor total da folha de pagamentos para o ano de 2019 (de 1º de janeiro a 31 de dezembro), inclusive quanto aos avulsos e incluindo o valor do 13º salário, gratificações, etc.

    – O resultado deve ser multiplicado por:

    a) 20% (inciso I do art. 22 da Lei 8.212/91);

    b) 1% a 3% de acordo com o risco de acidente de trabalho da atividade (inciso II do art. 22 da Lei 8.212/91);

    – O produtor deve somar os dois resultados das multiplicações acima, sendo o valor encontrado a estimativa do FUNRURAL para o exercício de 2019, se optar pelo cálculo sobre a folha de pagamentos.

    Opção 2: Cálculo sobre a comercialização da produção rural (art. 25 da Lei 8.212/91)

    – O produtor rural deve fazer uma projeção, em reais, da expectativa de receita com a comercialização da produção rural no ano de 2019 (de 1º de janeiro a 31 de dezembro);

    – O produtor deve subtrair os valores referentes às expectativas de receitas, no mesmo período, da venda de animais a outros produtores rurais pessoa física;

    – O produtor deve subtrair, ainda, os valores referentes às expectativas de receitas, no mesmo período, da venda de mudas e sementes a outros produtores (essa isenção é condicionada à inscrição do estabelecimento vendedor como produtor de sementes e mudas junto ao MAPA);

    – O resultado da conta acima deve ser multiplicado por 1,3% (alíquotas previstas nos incisos I e II do art. 25 da Lei 8.212/91). O valor alcançado será a estimativa do FUNRURAL para o exercício de 2019, se optar pelo cálculo sobre o valor da comercialização da produção.

    Após fazer as estimativas com base nas duas opções elencadas na legislação, conforme acima explicitado, a opção que resultar menor valor de pagamento será a melhor para o produtor referente ao exercício de 2019.

    No caso de o produtor não fazer a escolha até o dia 31 de janeiro corrente, caso nada mude em termos de regramento, o desconto do FUNRURAL será com base no valor da comercialização de sua produção agropecuária, somente podendo tal situação ser alterada no mês de janeiro de 2020, cuja opção valerá para aquele exercício.

    IMPORTANTE

    CONTRIBUIÇÃO SENAR – O valor da contribuição de 0,2% sobre a comercialização, destinado ao SENAR, continua vigente e não se altera, qualquer que seja a opção do produtor (pela folha ou pela comercialização).

    PRODUTOR RURAL PESSOA JURÍDICA – O produtor rural pessoa jurídica também tem o direito de optar por qualquer das formas de contribuição descritas (art. 25, §7º da Lei 8.870/94).

    NUNCA OPTAR SEM ANTES SIMULAR – A Faesc aconselha que nenhum produtor faça opção, por uma ou por outra forma de recolhimento do FUNRURAL, sem antes fazer uma simulação muito próxima de sua realidade.

    Fonte: Agrolink

  • Agricultura 4.0, a um clique de distância

    O mundo está cada vez mais conectado. No ambiente rural não é diferente. Por exemplo, com a tecnologia avançada, é possível ter o controle de toda a produção com dados precisos, tudo a partir de equipamentos modernos. Ao chegar no campo, além da brisa fresca e da incrível paisagem, as máquinas agrícolas também chamam atenção. Porém não é só a grandeza e beleza delas que conquistam, com suas inúmeras possibilidades elas facilitam e muito a vida do produtor. “A agricultura 4.0 é a conectividade entre a máquina, o homem e a tecnologia”, disse Bruno Trosdorf, coordenador de agricultura de precisão.

    De acordo com o profissional, atualmente é possível obter, de forma fácil, todos os dados sobre a propriedade para aplicar o grão de forma correta e no lugar exato. “A maior vantagem disso tudo é a diminuição de custos e o aumento da produtividade. Quando mais ele aumenta a produtividade, mais ganhos vai ter”, comentou Trosdorf.

    Em relação aos nutrientes e defensivos o avanço foi gigantesco. “Se a gente fazer uma análise, há dez ou vinte anos o produtor não sabia exatamente o que aplicar e onde isso deveria ser aplicado”, explicou. Hoje, Bruno diz que é possível, por meio de dados extraídos pelas máquinas, saber onde existe uma possível praga e aplicar o defensivo no tempo e lugar corretos. Tudo isso pelo celular.

    Alexandre da Silva, que possui uma propriedade na região de Londrina, comentou que o investimento feito em seu pulverizador teve um retorno rápido, graças à economia que ele proporcionou. “O agricultor precisa mesmo ter um equipamento bom, pois 60% do custo da lavoura é com defensivos. Então ele vai economizar bastante”, afirmou Alexandre.

    Além do fator econômico, investir em tecnologia colabora, e muito, na qualidade do alimento. Para a engenheira agrônoma Andressa Bridi, existe uma série de fatores que faz com que esse tipo de inteligência interfira no produto final. “O manejo correto dos produtos que está sendo aplicado na lavoura vai interferir num bom controle das pragas e das doenças da lavoura”, explicou.

    Fonte: Folha de Londrina

  • Milho: Colheita da safra de verão inicia no Brasil

    As atividades de colheita da safra de verão do milho começaram em algumas localidades de São Paulo e de Minas Gerais, de acordo com informações do Cepea. No Rio Grande do Sul, a colheita está um pouco mais avançada. Em São Paulo, apenas as regiões que têm irrigação iniciaram as atividades. Esse cenário e a proximidade da colheita em outras praças paulistas têm resultado em quedas nos preços. O Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), caiu 1,21% entre 11 e 18 de janeiro, fechando a R$ 38,31/saca de 60 kg na sexta-feira. Quanto à segunda safra, alguns produtores já iniciaram os trabalhos de semeio. No Paraná, até o dia 14, 9% da área havia sido cultivada. Em Mato Grosso, de acordo com o Imea, o semeio chegou em 1,37% até o dia 11, contra 1,28% no mesmo período do ano passado.

    Fonte: Cepea

  • Soja: Preços internos, FOB e prêmios recuam com menor demanda internacional

    As cotações da soja recuaram no mercado brasileiro nos últimos dias, segundo pesquisas do Cepea. A baixa esteve atrelada à queda nos prêmios de exportação do grão e também nos valores FOB, devido à possível redução na demanda internacional pela soja brasileira. Este cenário fez com que sojicultores se afastassem das vendas no spot e dessem prioridade ao cumprimento de contratos. Do lado da indústria, algumas estão recebendo lotes negociados antecipadamente, outras estão em manutenção, à espera da maior entrada de grão para processamento. É interessante analisar que, diante da queda do grão, a Crush Margin, calculada para o embarque fevereiro/19, teve significativo aumento de 35% entre 11 e 18 de janeiro, indo para US$ 43,8/t. Isso indica melhora nas margens das indústrias e aponta uma possível retomada dos esmagamentos nas próximas semanas. No campo, 10% da área de soja no Paraná já foi colhida até o dia 14, segundo dados do Deral. Em Mato Grosso, o Imea indica que 5,62% da área foi colhida até o dia 11.

    Fonte: Cepea

  • Cientistas querem trabalhar com trigo OGM

    Pesquisadores do John Innes Center solicitaram ao Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais da Inglaterra (Defra) o consentimento para realizar testes de campo de trigo geneticamente modificado, a partir da técnica CRISPR s dois testes de campo de pequena escala estão planejados para acontecer no John Innes Center, no Norwich Research Park entre abril e setembro de 2019 e 2020.

    De acordo com os pesquisadores do Centro, a ideia surgiu apos suas pesquisas identificarem um gene chamado de TaVIT2, que codifica o transporte do ferro no trigo. Os cientistas usaram esse conhecimento para desenvolver uma linha de trigo na qual mais ferro é direcionado para o endosperma, a parte do grão a partir da qual a farinha branca é moída.

    A deficiência de ferro ou anemia é um problema de saúde global, mas o teor de ferro das culturas básicas, como o trigo, tem sido difícil de melhorar usando a reprodução convencional e, como resultado, muitos produtos de trigo para consumo humano são fortificados artificialmente com ferro. O aumento da qualidade nutricional das culturas, conhecido como biofortificação, é uma abordagem sustentável para aliviar as deficiências de micronutrientes.

    Na mesma aplicação para a Defra, o líder do projeto John Innes Center, o professor Lars Ostergaard solicitou o consentimento para testar as plantas Brassica oleracea , modificadas usando a tecnologia de edição de genes CRISPR-Cas9. Esta tecnologia permite aos pesquisadores impedirem que um gene existente funcione, para confirmar a função de um dado gene. Este ensaio de campo destina-se a determinar o papel do gene MYB28 que regula o metabolismo do enxofre em Brassica oleracea cultivada em campo.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Bolsa de Chicago opera próxima da estabilidade, mas segue com altas nesta sexta-feira

    A Bolsa de Chicago (CBOT) se mantem com os preços futuros do milho apresentando altas nessa sexta-feira (18), porém mais próximos da estabilidade neste momento. As principais cotações registravam valorizações entre 0,50 e 1 ponto por volta das 11h44 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,80 e o maio/19 valia US$ 3,88.

    Segundo a Agência Reuters, o milho opera com ganhos modestos após fechar a última semana com queda de 1,2%. O clima adverso na América do Sul continuou a sustentar os mercados de milho e soja. Muitos observadores de cultivos diminuíram suas previsões de safra para Argentina e Brasil devido ao tempo estressante.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja estende ganhos da sessão anterior em Chicago e opera com leve alta nesta 6ª feira

    O mercado da soja opera em campo positivo nesta sexta-feira (18) na Bolsa de Chicago. As cotações, por volta de 8h20 (horário de Brasília), subiam entre 3 e 3,75 pontos nos contratos mais negociados, com o o março valendo US$ 9,10 e o maio, US$ 9,24.

    Os preços dão continuidade às fortes altas registras ontem, quando a commodity terminou op dia avançando mais de 13 pontos diante de recompras técnicas de posições e mais rumores de novas compras da China nos EUA. As notícias, porém, ainda não encontram espaço para serem confirmadas com a continuidade da paralisação do governo norte-americano.

    Além disso, ainda nesta sexta, os traders se preparam para estarem bem posicionados antes do feriado da próxima segunda-feira (23) nos EUA.

    “Sendo véspera de final de semana prolongado nos EUA, com o feriado de Martin Luther King na segunda-feira, pode haver ajuste tecnico de posições hoje e até garantia de lucros caso não haja mais notícias sobre a guerra comercial EUA/China”, diz o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Agronegócio não é o vilão

    O agronegócio merece total atenção do governo e não deveria ser tema de tanto tabu entre os brasileiros, vem do agro nosso alimento e a “vitamina” que nossa economia precisa. Números testificam tamanha importância do campo.

    O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) encerrou o ano de 2018 em R$ 569,8 bilhões. Os valores da produção de algodão e de soja foram os maiores registrados na série iniciada em 1989. Esses resultados trouxeram importantes benefícios, especialmente àqueles estados onde predominam as lavouras desses produtos, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia.

    Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento toram claros a necessidade do país acreditar e tratar como grandes empresários os produtores, sendo eles protagonistas de um Brasil conhecido internacionalmente por alimentar o mundo. No cenário em que a população mundial só cresce é preciso valorizar os produtores dos alimentos.

    Os produtos que deram maior sustentação ao VBP foram algodão, café e soja, embora cana-de-açúcar e milho também são destacados por expressiva participação no valor gerado.

    De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Municípios do agronegócio lideram crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Mais de 5 mil municípios mostram forte crescimento nas principais regiões agrícolas. Levantamento com base no valor nominal do PIB de 2016 revelou que 82% dos municípios brasileiros classificados como os maiores produtores do agro tiveram crescimento nominal superior à taxa anual do PIB do país, que foi de 4,4 % entre 2014 e 2016.

    Quando isolados os 100 maiores produtores agrícolas, o crescimento médio foi de 9,81%, no período. Esses municípios respondem por 7,2% do PIB do país, e por 27,5% do Valor Bruto da Produção (VBP Lavouras).

    Robustez do agro que contribui com o desenvolvimento econômico dos municípios, estados e nação. Portanto, é vital políticas públicas com mais apoio ao agronegócio e a célere desconstrução da imagem pejorativa de que o agro é o vilão.

    Fonte: 24horasNews

  • Ferramentas de precisão podem aumentar a produtividade

    Um texto publicado no portal agronegocios.co indicou que a utilização de ferramentas de precisão na agricultura garante uma grande probabilidade para que os agricultores aumentem a produtividade de suas lavouras. De acordo com a publicação, 2 bilhões de toneladas de alimentos, que respondem por quase metade dos alimentos produzidos por ano, acabam como resíduos, enquanto estima-se que 124 milhões de pessoas em 51 países enfrentam falta de segurança alimentar.

    “Acrescente a isso a falta de terra arável, declínio do abastecimento de água, as alterações climáticas e o crescimento da população projetada de 7.600 milhões para 9.800 milhões para 2050, disse a Microsoft em um relatório sobre a importância das novas tecnologias para o setor agrícola e segurança alimentar”, diz o texto.

    Nesse cenário, essas tecnologias que aprofundam a agricultura de precisão aumentam e ampliam o conhecimento profundo dos produtores sobre suas terras, o que torna a produção mais sustentável. A tecnologia avançada pode aumentar a produtividade de uma fazenda em 45% e reduzir o consumo de água em 35%, informa a publicação.

    “Os agricultores implantam robôs, sensores sem fio instalados no solo e drones para avaliar as condições de plantio. Em seguida, eles aproveitam os serviços em nuvem e a computação do ambiente para processar os dados. Até 2050, a fazenda típica deverá gerar uma média de 4,1 milhões de novos dados por dia”, completa.

    O acesso a conectividade de alta velocidade e energia confiável ainda são desafios em muitas partes do mundo. Essa é uma razão pela qual a Microsoft e seus parceiros promovem a disponibilização de banda larga acessível para comunidades rurais em países como a Colômbia por meio da iniciativa Airband.

    Fonte: MassaNews