Eduarda Pereira

Eduarda Pereira has created 915 entries

  • Soja sobe nesta 2ª pelo quinto pregão consecutivo em Chicago com foco entre clima e demanda

    A segunda-feira (20) começa com os futuros da soja operando em campo positivo na Bolsa de Chicago e testando leves altas de 4 a 4,50 pontos nos principais contratos, com o agosto valendo US$ 9,03 e o novembro, US$ 8,99 por bushel. O mercado dá continuidade às altas da última semana e sobe pelo quinto pregão consecutivo.

    Segundo analistas internacionais, o mercado se mantém focado nas questões climáticas norte-americanas – as quais ainda apresentam cenário favorável para o desenvolvimento das lavouras 2020/21 – e no comportamento da demanda da China no mercado americano.

    “Há algum suporte vindo desta demanda, porém, ainda estamos um tanto céticos de que a China será um comprador em larga escala dos produtos norte-americanos”, explica Phin Ziebell, economista agrícola do Banco Nacional da Austrália à Reuters Internacional.

    Assim, além do clima e da demanda, foco também na atualização do índice de qualidades dos campos de soja e milho que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta segunda-feira (20), às 17h (Brasília), após o fechamento de Chicago. Ao longo do dia, no início da tarde, chegam ainda os números também atualizados dos embarques semanais norte-americanos.

    NO BRASIL

     

    No Brasil, a semana deverá, mais uma vez, ser de poucos negócios diante da pouca oferta ainda a ser negociada. “Os fechamentos devem andar nos portos, em volumes pequenos e, no mercado local, atraído pela necessidade das indústrias que seguem em operação e terão que comprar mais”, explica Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting.

    Além disso, ainda permanece o potencial importador do Brasil, principalmente de países vizinhos, onde as operações são viáveis financeiramente e por vantagens logísticas.

    “Outra fonte de atender a indústria do sul deve continuar sendo do Paraguai, que abre cada vez mais espaço para o produto do pais vizinho, porque o consumo interno de farelo deve seguir forte neste segundo semestre e junto vamos ter forte demanda por óleo”, complementa Brandalizze.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • A preservação virá do campo

    A discussão sobre preservação do meio ambiente e redução dos impactos climáticos passa por uma importante aliada: a agricultura. Em um primeiro olhar, para o público em geral, pode parecer uma colocação sem fundamento, mas diversas evidências sustentam que, no contexto agrícola, produzir e preservar é uma realidade possível, especialmente no Brasil. A agricultura, afinal, é a grande vocação econômica brasileira, responsável por mais de 21% do PIB. E isso não é uma projeção para o futuro. Nós já somos protagonistas: os principais produtores e exportadores de laranja, açúcar, café, soja, milho e proteína animal. Fazemos isso preservando mais de 60% do território nacional, em um cenário que não tem paralelo no mundo.

    Tal posição no mercado internacional é extremamente estratégica. Estima-se que a demanda mundial por alimentos precisa aumentar 70%, até 2050, para atender uma população de 10 bilhões de pessoas, e os países que mais crescem atualmente, a China e a Índia, têm uma economia voltada para a indústria e serviços, com pouco espaço para a agropecuária. Temos uma perfeita combinação entre demanda e potencial para suprir essa necessidade.

    Isso não significa, de forma alguma, que precisamos aumentar a nossa área de produção para dar conta dessa demanda. Ao longo dos últimos quarenta anos, tivemos o que muitos consideram uma verdadeira revolução no campo. No início, havia dificuldade para encontrar solos aptos para a produção, pois na região tropical eles são ácidos, ricos em alumínio tóxico e pobres em nutrientes. Antes da década de 70, o país não conseguia manejar seus recursos naturais, e a produção e a produtividade eram baixas, concentradas nas regiões Sul e Sudeste. Havia crises de abastecimento, elevada pobreza rural e praticamente não existia conhecimento disponível sobre agricultura tropical nem políticas públicas adequadas. O resultado era um país conhecido apenas como produtor de café e açúcar. Mesmo com território enorme, éramos importadores de alimentos. Felizmente, essa realidade mudou.

    Por meio da Embrapa e de parcerias com universidades, instituições de ciência e tecnologia e empresas privadas, o Brasil desenvolveu uma agricultura avançada, baseada em ciência, apoiada em três grandes frentes: a nossa capacidade de transformar solos ácidos em solos férteis, de tropicalizar a produção e de desenvolver uma inédita plataforma de práticas sustentáveis. Desde então, enquanto a produção agrícola cresceu mais de 500%, a área reservada ao cultivo aumentou não mais que 70%. Ou seja: estamos produzindo muito mais por hectare.

    Com todos esses avanços, hoje dedicamos apenas 30% do território nacional à agropecuária, enquanto 66% das terras são preservadas. Também temos uma legislação que favorece a preservação: o Código Florestal estabelece que os produtores mantenham intocados de 20% a 80% de suas terras, dependendo da região do país. Como comparação, os Estados Unidos, com sua intensa exportação de alimentos, têm 74% de sua área dedicada à agricultura, pastagens e operações florestais, enquanto a preservação chega a 20%.

    Somos, portanto, referência em produtividade e preservação. Indo mais além: somos o país que mais preserva o meio ambiente. Claro que, nem por isso, os crescentes dados de desmatamento deixam de ser alarmantes. Mas a ilegalidade é exceção, e não regra, e precisa ser enquadrada com o rigor da lei, tanto por prejudicar os patrimônios naturais como por manchar a imagem de um setor tão significativo para a economia do Brasil.

    O fato é que o campo se tornou um grande polo de inovação, o que desfaz o estereótipo de ser um local atrasado e com falta de oportunidades. Inclusive, algumas atividades carecem justamente de talentos capacitados para lidar com uma tecnologia em constante evolução. Há, claro, muito que avançar para atender a essa crescente demanda por inovação, principalmente no que se refere à disponibilidade de conectividade para o setor agrícola, mas esse é um assunto que vem sendo tratado com atenção.

    Se parte das soluções envolve tecnologia de ponta, conectividade e até inteligência artificial, outra parte remete justamente ao desenvolvimento de práticas mais sustentáveis. Estou me referindo à Integração Lavoura-­Pecuária-Floresta (ILPF), uma oportunidade sem precedente para seguir aumentando a produtividade, ao passo que cuidamos dos nossos maiores patrimônios naturais.

    Ao ter, em uma mesma área, as três modalidades de cultivo, o sistema ILPF otimiza o uso do solo, melhora a fertilidade, aumenta a produtividade, permite diversificar as atividades econômicas na propriedade (com grãos, fibras, carne, leite e energia simultaneamente, por exemplo) e minimiza os riscos para o produtor. Do ponto de vista ecológico, o ILPF enriquece a biodiversidade local, recupera áreas de pastagem degradadas e proporciona o sequestro de carbono, o que ajuda a mitigar a emissão de gases geradores de efeito estufa.

    Especialistas do setor agropecuário de todo o mundo observam com grande entusiasmo o aumento da adoção do ILPF no Brasil. Parte do Acordo de Paris, o Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, firmado em 2009, estipulava o aumento em 4 milhões de hectares da área com ILPF em todo o país até 2020. A meta foi atingida muito antes do prazo: alcançamos 15 milhões de hectares integrados e agora buscamos dobrar até 2030.

    Os dados são promissores, mas não podemos negar que ainda existam grandes questões a ser enfrentadas. A pandemia do novo coronavírus lançou desafios para a população. As empresas precisaram se adaptar da noite para o dia para viabilizar o trabalho remoto. É um novo momento, triste pelas vidas perdidas, mas também uma oportunidade. Mais do que nunca, a essencial produção agrícola demonstrou sua importância para a sociedade. Fomos capazes de seguir cumprindo a missão de alimentar o mundo mesmo com parte da economia paralisada. Não faltaram alimentos nas prateleiras dos mercados.

    O agronegócio continua aumentando a capacidade produtiva à medida que avança em práticas ambientais. Produzir e preservar não são atividades opostas. Muito pelo contrário: com o conhecimento e os meios necessários, são complementares, e o Brasil tem condições de progredir cada vez mais na próxima década. Nossa estrutura de ciência e inovação produziu em curto prazo uma revolução de nível mundial inédita no campo, além de produtores rurais empreendedores e inovadores. Por isso precisamos valorizar nossa produção, investir mais e melhorar a imagem do país no cenário internacional.

    A revolução do campo não para, e os futuros habitantes deste planeta terão ainda mais qualidade de vida e segurança alimentar por causa do que acontece no Brasil.

    Fonte: Veja

  • Cenário para o produtor de soja deve continuar positivo

    O cenário para o produtor de soja do Brasil deve continuar positivo na nova temporada 2020/21, e o país pode plantar uma área recorde acima de 38 milhões de hectares, estimou ontem (16/7) a analista Ana Luiza Lodi, da consultoria StoneX.

    Na safra 2019/20, o Brasil semeou cerca de 37 milhões de hectares, o que proporcionou uma colheita recorde de 120,9 milhões de toneladas, apesar de problemas climáticos no Rio Grande do Sul, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Considerando que o plantio da nova temporada deve começar em meados de setembro, a consultoria ainda não tem uma estimativa de colheita.

    Segundo a analista, após fortes exportações brasileiras na temporada 2019/20, os estoques estão relativamente baixos, devendo favorecer até mesmo aumento de importações de soja de países do Mercosul nos próximos meses.

    A StoneX revisou recentemente para cima suas previsões de importações de soja pelo Brasil, maior produtor e exportador mundial, para 500 mil toneladas em 2019/20.

    “Podemos continuar vendo volumes maiores na importação. A oferta realmente está restrita, mantendo os preços fortalecidos”, disse a analista, apontando para perspectiva favorável ao desenvolvimento da nova safra.

    O Brasil comprou cerca de 150 mil toneladas de soja no exterior no ano passado, sendo a maior parte do Paraguai, de onde as compras são feitas sem tarifa, de acordo com regras do Mercosul. O volume já é superado pelo total importado de janeiro a junho de 2020, que supera 270 mil toneladas, com os paraguaios fornecendo quase a totalidade, de acordo com dados do governo.

    “Temos ouvido relatos de que as compras de soja estão ganhando força em julho, devemos ver volumes maiores que o usual”, afirmou ela, ressaltando que essas importações ocorrem diante das fortes exportações já registradas, além de um processamento interno estimado em recorde de 44,5 milhões de toneladas pela associação da indústria, a Abiove.

    Em julho, a exportação de soja do Brasil deverá alcançar quase 9 milhões de toneladas, elevando o total nos sete primeiros meses do ano para mais de 70 milhões de toneladas, estimou a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) nesta semana.

    Diante desse volumes expressivos, cada vez mais analistas, como da própria StoneX, apontam a possibilidade de os embarques do Brasil terminarem o ano em cerca de 80 milhões de toneladas, o que seria o segundo maior volume já embarcado pelo país, atrás apenas de 2018.

    Segundo a analista da StoneX (antiga INTL FCStone), o Brasil até pode ter revisões para cima da safra 2019/20 e importações maiores, “mas (ainda assim) vai ser um quadro de oferta e demanda muito apertado”.

    Ela chamou a atenção para o fato de o governo brasileiro ainda não ter divulgado novos balanços de oferta e demanda da soja, suspensos após o mercado apontar colheita nos últimos anos maior do que as reportadas.

    No início do mês, a StoneX estimou a safra brasileira 19/20 em 122,6 milhões de toneladas.

    Questionada sobre o fato de a China estar voltando a comprar volumes de soja nos EUA em patamares mais próximos dos registrados no segundo semestre antes da guerra comercial, a analista avaliou que, com isso, o mercado voltará a ter uma sazonalidade de preços mais próxima do que se via antes das disputas entre China e EUA.

    “Os preços tendem a cair com o início da colheita da safra no Brasil e depois vão subindo… Ao mesmo tempo, a CBOT (bolsa de Chicago) tende a reagir, o que impacta os preços brasileiros também”, disse.

    Fonte: Reuters

  • Milho abre a sexta-feira com poucas movimentações na B3

    A sexta-feira (17) começa com pouca movimentação para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações registravam flutuações máximas de 0,02% negativo por volta das 09h14 (horário de Brasília).

    O vencimento setembro/20 era cotado com queda de 0,02%, o novembro/20  com estabilidade e o janeiro/21 era negociado  com estabilidade.

    O dólar também iniciou a sexta-feira com movimentações restritas.

    Mercado Externo

    Os preços internacionais do milho futuro abriram o último dia da semana subindo na Bolsa de Chicago (CBPOT). As principais cotações registravam movimentações positivas entre 2,00 e 3,25 pontos por voltas 09h02 (horário de Brasília).

    O vencimento setembro/20 era cotado à US$ 3,33 com valorização de 3,25 pontos, o dezembro/20 valia US$ 3,40 com alta de 2,75 pontos, o março/21 era negociado por US$ 3,50 com ganho de 2,50 pontos e o maio/21 tinha valor de US$ 3,56 com elevação de 2,00 pontos.

    Segundo informações do site internacional Successful Farming, o milho foi mais alto nas negociações da noite para o dia, já que o clima extremamente quente é esperado em grande parte do Meio-Oeste neste fim de semana.

    Os valores do índice de calor em boa parte do Cinturão do Milho estão atrelados a 100 e 110 graus Fahrenheit (37,7 a 43,3 graus Celcius) amanhã, segundo os meteorologistas. Inclusive, foram emitidos alertas de calor para a maioria dos estados em crescimento. Com o sul de Minnesota, sul de Wisconsin e alguns condados do norte de Iowa.

    “Condições perigosamente quentes com índices de calor de até 106 graus (41,1°C) são possíveis. O calor e a umidade extremos aumentarão significativamente o potencial de doenças relacionadas ao calor, principalmente para quem trabalha ou participa de atividades ao ar livre”, disse o Serviço Nacional de Meteorologia em um relatório nesta manhã.

    O Monitor de Secas dos Estados Unidos divulgado ontem mostrou que alguns condados do centro-oeste de Iowa estão agora em uma seca severa, o que indica a provável perda de safras. Uma área mais ampla do oeste de Iowa está em uma seca moderada, sob a qual pode haver algum dano às lavouras, disse o monitor.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja se mantém em alta na CBOT nesta 6ª feira com foco sobre demanda da China nos EUA

    Seguem as altas entre os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (17). Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h (horário de Brasília), subiam entre 3 e 4 pontos nos principais contratos, levando o agosto de volta aos US$ 8,96 e o setembro a US$ 8,95 por bushel.

    O mercado internacional da soja permanece focado na demanda da China – a qual se mostrou bem mais presente esta semana nos EUA – e no desenvolvimento da nova safra norte-americana. E por enquanto, as condições climáticas se mostram bastante favoráveis.

    “As chuvas nestes próximos 7 dias irão colocar “panos-quentes” sobre qualquer preocupação da qualidade da safra norte-americana. Com a grande maioria das culturas de milho e soja no Cinturão já entrando em estágios reprodutivos, o período de interferência na produtividade final está se encerrando”, explica a ARC Mercosul.

    De acordo com informações apuradas pela consultoria, as previsões atualizadas ainda mostram a continuidade das chuvas sobre as regiões Centro, Norte e Oeste do Corn Belt. “Em uma visão mais lúcida, com o cenário que
    temos atualmente, é provável que as produtividades finais ainda se mostrem maiores que as atuais estimadas”, completam os analistas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Austrália concede registro a herbicida inovador da BASF

    A BASF recebeu o primeiro registro mundial do herbicida inovador Tirexor® pela Autoridade Australiana de Pesticidas e Medicamentos Veterinários (APVMA). Os produtores australianos de trigo e cevada serão os primeiros a usar produtos baseados em Tirexor®, comercializados sob a marca Voraxor®.

    Da mesma forma, estão previstos novos registros e lançamentos para o Tirexor® na Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia e em alguns países da Ásia e América do Norte. “Estamos empolgados em apresentar um herbicida novo e inovador no mercado que fornecerá aos produtores mais soluções para o controle eficaz de ervas daninhas e preencherá as lacunas em seus programas e estratégias”, disse Peter Weinert, vice-presidente de marketing estratégico global para herbicidas da BASF.

    “O Tirexor® oferece controle excepcional de ervas daninhas em folhas largas e será uma importante ferramenta inovadora para a supressão anual de azevém”, completa.

    Ele consiste em um herbicida altamente complementar e compatível com outros produtos que possui uma longa atividade residual e mostra um alto desempenho no controle de plantas daninhas com doses baixas. Além disso, é flexível o suficiente em várias culturas. Seu uso é possível em várias culturas, como milho, soja, cereais de inverno, amendoim, citros, legumes e manejo de pousio.

    O Tirexor® atua inibindo a enzima Protoporfirinogênio oxidase (PPO), que altera a membrana celular das plantas. Ele também usa um novo mecanismo de ação para o controle ideal de ervas daninhas de folhas largas, incluindo as mais resistentes, que criam problemas significativos para os agricultores.

    Fonte: Agrolink

  • Corteva oferece retorno financeiro para incentivar pecuarista a investir em reflorestamento

    A multinacional Corteva anunciou ontem (15/7) um novo posicionamento quanto à sustentabilidade na agropecuária. A fim de incentivar o pecuarista a praticar o reflorestamento, a empresa lançou um serviço de retorno financeiro por meio de um programa de pontos, em que o valor investido na compra de produtos será revertido em mudas para reflorestamento, viveiros para reprodução de mudas ou até assistência técnica.

    Paulo Pimentel, líder de marketing da Linha de Pastagem da Corteva, revela que a intenção é ter 80% da carteira de clientes da empresa no . Ele conta que o reflorestamento estratégico também contribui para a produtividade ao colocar a mata próximo à pastagem. “As matas têm inimigos naturais que atacam algumas pragas das pastagens e isso acaba sendo um benefício para o pecuarista”, diz.

    Esta iniciativa é parte da estratégia da Corteva para cumprir com metas de sustentabilidade até 2030, como melhorar a saúde do solo em 30 milhões de hectares em âmbito global. Para isso, a recuperação de pastagem é peça-chave e, por isso, a multinacional também lançou um novo defensivo para controle de plantas daninhas em pastagens.

    De acordo com Pimentel, o produto mantém os mesmos princípios ativos 2,4 D e aminopiralide, já usados desde 1970, mas passa a ter uma concentração maior, que permite menor quantidade de aplicações, atendendo ervas daninhas de fácil a médio controle “com custo bem competitivo”.

    “Geralmente, são aplicados entre 2,2 litros e 2,5 litros, e a tecnologia Ultra-S permite aplicar entre 1 litro e 1,2 litro por hectare. Quando se usa menos litro por hectare também se diminui a quantidade de embalagens”, pontua Pimentel, que estima a redução de 34% na necessidade de embalagens.

    Fonte: Globo Rural

  • Novas regras prometem agilizar registro de fertilizantes orgânicos e biofertilizantes

    O governo federal publicou ontem (15/7) uma instrução normativa com regras sobre definições, exigências, especificações, garantias, tolerâncias, registro, embalagem e rotulagem dos fertilizantes orgânicos e dos biofertilizantes destinados à agricultura.

    O objetivo do texto, segundo o Ministério da Agricultura, é melhorar o dispositivo legal para conceder registros de fertilizantes orgânicos e de biofertilizantes, estabelecer procedimentos mais rápidos e eficientes e incluir parâmetros adequados às mudanças tecnológicas.

    Em relação aos registros de biofertilizantes, em função de vários produtos terem sido desenvolvidos e introduzidos nos cultivos, destaca-se a melhoria da definição de parâmetros na legislação.

    Isso inclui a possibilidade de declarar ácidos húmicos e fúlvicos, aminoácidos, extratos vegetais e extratos de algas, em quantidades mínimas determinadas, que garantam eficiência agronômica e melhoria no manejo para alcançar qualidade dos produtos e alimentos em que serão utilizados.

    Além disso, a instrução faz a adequação de diversos padrões dos fertilizantes organominerais, tornando o instrumento legal mais adequado para registro dos produtos e aumentando a objetividade e a clareza para os consumidores destes fertilizantes.

    “De acordo com informações da Associação Brasileira de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), os fertilizantes orgânicos, organominerais, biofertilizantes e fertilizantes especiais tiveram um faturamento de R$ 7,6 bilhões em 2018, compreendendo um universo de 504 empresas registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que empregam cerca de 20 mil trabalhadores diretamente”, afirma o coordenador de Fertilizantes, Inoculantes e Corretivos da Secretaria de Defesa Agropecuária, Hideraldo Coelho.

    Fonte: Globo Rural

  • Brasil pode ter que importar 1 milhão de toneladas em 2020

    O Brasil pode importar um milhão de toneladas de soja em 2020, projeta o analista da consultoria Safras & Mercado Luiz Fernando Roque. Por conta da oferta restrita e da forte comercialização no Brasil, as indústrias processadoras e tradings, principalmente do Sul, têm procurado grãos no Paraguai. “Está se confirmando um sentimento que já vínhamos trabalhando em nossas análises”, avalia.

    Segundo o analista, trata-se de um número inédito de compras, mas possível de ser alcançado. Ele lembra que cerca de 93% da safra 2019/2020 já foi negociada, bem acima da média para o período, que é de 75%. “Claro que as indústrias ainda têm um certo estoque. O país não esmagou tudo isso, não exportou tudo isso, mas o grande fator para ter pouca soja disponível foi a exportação”, completa.

    O ritmo dos embarques no primeiro semestre foi muito forte, superando todas as expectativas. O Brasil exportou 60,35 milhões de toneladas de janeiro a junho, 38% acima das 43,728 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2019.

    O analista destaca que a compra de produto no Paraguai faz sentido em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. “Nesses estados que fazem fronteira com o país vizinho, o custo logístico faz sentido”, explica, destacando a situação dos compradores gaúchos, que enfrentaram uma quebra na safra e têm necessidade de trazer soja de outros estados e de outros países.

    Roque lembra que esse movimento de compra nos países vizinhos ocorre sempre, mas não nos volumes desse ano. “Esse ano terá esse crescimento por causa da pouca oferta disponível para o resto do ano. O preço do Brasil vai continuar sustentado e a indústria vai correr para garantir o abastecimento no mercado interno, porque exportou demais no primeiro semestre”.

    O analista destaca, ainda, as movimentações washout, recompra de volumes que eram de exportação por parte da indústria para abastecer o mercado interno no fim do ano. “Há consultas de indústrias e traders para garantir o abastecimento interno”.

    Roque lembra ainda que o esmagamento continua firme no Brasil, principalmente em função das exportações de carnes. “Os embarques de proteína crescem cada vez mais, não só para China como para outros países. Esse fator traz força para o esmagamento e explica também a maior importação este ano”, acrescenta.

    Outro ponto que é preciso ser levado em conta é a necessidade de insumo para produção de biodiesel , para cumprir as metas de B12. O Rio Grande do Sul é um dos principais produtores. Como houve uma boa demanda nos leilões, esse é um fator que ajuda a elevar o esmagamento doméstico, aumentando o interesse dos compradores brasileiros na oleaginosa do Paraguai.

    Maiores fontes de importação
    O Paraguai foi o principal fornecedor de soja em grão para o Brasil de janeiro a junho. Das 272,3 mil toneladas importadas pelo Brasil, 270,8 mil vieram do país vizinho. O volume é 240% superior às 79,6 mil toneladas fornecidas pelo país em 2019. Em segundo lugar, ficou o Uruguai, com 1,4 mil toneladas.

    Fonte: Canal Rural

  • Soja se mantém em campo positivo na Bolsa de Chicago nesta 4ª ainda de olho na demanda e no clima americano

    As altas continuam no mercado da soja na Bolsa de Chicago no pregão desta quarta-feira (15). OS futuros da oleaginosa, por volta de 7h55 (horário de Brasília), as cotações subiam 5 pontos nas posições mais negociadas e, assim, o agosto tinha US$ 8,83 e o novembro, US$ 8,82 por bushel.

    O mercado segue se recuperando das baixas intensas registradas no início da semana e subindo frente à redução do índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última segunda.

    No clima americano, destaque para as temperaturas, que deverão seguir elevadas durante o final de semana, segundo as previsões mais atualizadas.

    “As atualizações climáticas para o Cinturão Agrícola continuam estáveis nesta segunda metade de Julho, o que acrescentará pressão baixista nos futuros internacionais da soja e milho”, explicam os analistas de mercado da ARC Mercosul.

    O mercado monitora ainda o comportamento dos fundos, que trazem um pouco mais de volatilidade aos negócios, principalmente neste momento onde o clima é determinante para a nova safra americana.

    No paralelo, foco na demanda e nas compras, especialmente da China, no mercado norte-americano.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas