Eduarda Pereira

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  • Milho “chama” nematoide quando sofre ataque

    Uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Delaware e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) descobriu que plantas de milho atraem nematoides famintos enquanto são atacadas vermes resistentes a modificação genética. De acordo com eles, essa é uma estratégia defensiva indireta usada pela planta híbrida.

    Nesse contexto, os pesquisadores descobriram que quando um verme resistente mastiga a raiz dessa planta, ela emite um sinal químico específico que funciona como uma isca. Neste caso, o composto orgânico enviado pela planta do milho atrai nematoides, pequenas criaturas semelhantes a vermes que se alimentam desse tipo de larva.

    Segundo informou Bruce Hibbard, cientista do USDA, que lidera a pesquisa em genética vegetal na Universidade do Missouri, dos Estados Unidos, essa é uma ótima notícia para os nematoides, mas uma nova vulnerabilidade para o verme resistente, uma compensação que explica como um traço recém-adquirido custa ao organismo algo em desenvolvimento ou capacidade de reprodução. “Você pode chamá-lo de defesa do sino de jantar do nematoide. Os produtos químicos dizem a todos os nematoides que estão dentro do alcance que o jantar está pronto e as larvas de lagartas estão no menu”, comenta.

    “Este é o primeiro caso em que vimos algum tipo de custo associado à resistência – e é uma inclinação diferente do custo de fitness do que qualquer um pensou antes”, disse Hibbard. “A única razão pela qual os nematoides estão atacando esses insetos resistentes é que eles estão causando mais danos”, completa.

    Em alguns casos, os compostos são emitidos apenas para atrair nematoides quando esses vermes resistentes atacam. Além disso, os compostos não são emitidos quando insetos não resistentes atacam o milho, porque o dano à planta não é grande o suficiente para desencadear a defesa.

    Fonte: Agrolink

  • Transformação digital pode ajudar preservação do solo

    O especialista Diego Siqueira, engenheiro agrônomo, afirmou que a transformação digital pode auxiliar a preservação do solo através da chamada “governança do solo”. De acordo com ele, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o uso inadequado desse recurso natural causa perdas da ordem de 5 a 7 milhões de hectares anualmente “e já perdemos metade dos solos férteis do planeta nos últimos 150 anos”.

    Segundo ele, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) classifica a governança do solo como um “conjunto de políticas, estratégias e processos para balizar e orientar a tomada de decisão sobre uso e ocupação do solo dentro de um país, estado ou cidade. Porém, a governança vai mais além, promovendo a agricultura sustentável e garantindo a segurança alimentar, por meio da ciência, tecnologia e da transformação digital”.

    Nesse cenário, o Brasil já iniciou algumas discussões sobre a utilização da transformação digital na conservação dos solos, movimentando várias iniciativas públicas que podem ajudar a apurar os riscos e as oportunidades da governança. “Porém, existe pouca ou nenhuma integração de informações, é o que aponta auditoria realizada pelo TCU. Em 2014, foi aplicado cerca de R$ 1,7 bilhão em programas nessa área. A transformação digital pode contribuir significativamente para essa integração de informações, data analytics, ações transdisciplinares e tomada de decisão multissetorial”, comenta.

    “Em outros países como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Estônia e Nova Zelândia, desde 2009 já ocorrem debates sobre dados governamentais abertos e governo eletrônico (e-gov). No movimento M-gov, plataformas permitem o acesso a serviços e informações públicas para diferentes setores e aplicações, dentre elas governança do solo”, completa.

    Para finalizar, Siqueira afirma é necessária uma maior conscientização e melhora na percepção pública sobre as atividades de pesquisa e desenvolvimento para geração de indicadores representativos do solo. “A governança do solo impulsionada pela transformação digital pode ainda contribuir para elevar a sustentabilidade do agronegócio brasileiro, através de programas e certificação de atividades agrícolas e industriais em âmbito nacional e internacional”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Guerra comercial ainda preocupa indústria da soja

    As incertezas da disputa comercial travada entre a China e os Estados Unidos ainda causam preocupação e ansiedade entre os membros da indústria global da soja. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o efeito da redução da China nas compras de soja deverá ser uma diminuição de 16 milhões de toneladas em uma base anualizada.

    Nesse cenário, isso equivaleria a cerca de US$ 5,2 bilhões em receitas de exportação, com base nos preços atuais da soja exportada pelos EUA. O advogado da Dorsey & Whitney, Dave Townsend, que faz parte do Grupo Corporativo da empresa e de seus grupos de práticas de segurança e comércio tecnológico, revelou que o Congresso dos EUA e a administração de Donald Trump estão oferecendo US$ 3,6 bilhões em pagamentos aos produtores de soja dos EUA para compensar parcialmente a perda.

    “As exportações de soja dos EUA têm sido lentas porque a China era o maior comprador”, disse Brett Cooper, diretor da Divisão de Commodities da Pacific INTL FCStone, afirmando que no início de dezembro, os EUA exportaram 13,3 milhões de toneladas, quase 10 milhões a menos do que no ano passado.

    Para o ano comercial de 2018/2019, que termina em agosto desse ano, o USDA espera que os EUA tenham estoques de 25,99 milhões de toneladas, que é o maior já registrado. Nos 10 anos anteriores, a quantidade média de estoques de soja foi de apenas 5,5 milhões. “Os fazendeiros dos EUA estão em uma posição difícil porque acabaram de colher a maior safra de soja de todos os tempos (125 milhões de toneladas) e o maior cliente de exportação não está comprando a soja”, completa.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Avanço da colheita não impede sustentação de preços

    As cotações de milho continuam firmes no mercado brasileiro, sustentadas pelo bom ritmo das exportações, segundo afirmam pesquisadores do Cepea. Além disso, vendedores estão cautelosos em negociar grandes volumes. Esse cenário de alta tem sido observado na maior parte das praças acompanhadas, com exceção do Rio Grande do Sul, mesmo com o avanço da colheita. Entre 31 de janeiro e 8 de fevereiro, Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas, apresentou aumento de 1,68%, fechando a R$ 39,99/saca de 60 kg na sexta-feira, 8. Quanto à exportação, em janeiro, o volume foi de 4,22 milhões de toneladas, 40% superior ao embarcado no primeiro mês de 2018 – dados da Secex.

    Fonte Cepea

  • Soja tem início de semana estável e à espera de informações sobre EUA e China

    Nesta segunda-feira (11), os futuros da soja trabalham com leves altas na Bolsa de Chicago. As cotações subiam entre 0,50 e 0,75 ponto, por volta de 7h20 (horário de Brasília), e ainda mantinham a já conhecida cautela adotada pelos traders há tantos meses.

    Assim, o contrato março/19 tinha US$ 9,15 e o maio/19, US$ 9,29 por bushel na manhã de hoje.O mercado ainda sente a falta de subsídios para operar de forma mais agressiva e começa uma nova semana ainda caminhando de lado na CBOT.

    Após o relatório do USDA – e uma reação bem limitada das cotações dos grãos em Chicago – as atenções estão ainda mais voltadas para a guerra comercial entre China e EUA, principalmente como o fim do feriado do Ano Novo Lunar na Nação Asiática.

    “Com a China retornando do feriado de uma semana, traders aguardam noticias em relação a guerra comercial EUA/China e/ou novas compras de soja americana pela China”, diz Steve Cachia, diretor da Cerealpar.

    O executivo chama a atenção também para o dólar neste início de semana.

    “O dólar pode ter uma semana nervosa, com investidores preocupados com o fato do presidente do Brasil ainda estar hospitalizado e os rumores de que a reforma da Previdência pode demorar mais que o esperado. Tudo isso deixa um viés para um dólar mais valorizado, a não ser que haja atuação do BC brasileiro ou avanços positivos nos assuntos mencionados”, completa Cachia.

    Fonte Notícias Agrícolas

  • Milho: quinta-feira começa com preços praticamente estáveis na Bolsa de Chicago

    A quinta-feira (07) começa com os preços internacionais do milho operando muito próximos da estabilidade na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam desvalorizações de 0,25 pontos por volta das 09h01 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,79, o maio/19 valia US$ 3,87 e o julho/19 era negociado a US$ 3,95.

    Segundo análise de Bem Potter da Farm Futures, os preços do milho diminuem ligeiramente em algumas vendas técnicas leves, apagando cerca de metade dos ganhos obtidos na terça-feira. As ofertas de base de milho estão estritamente misturadas, mas principalmente mais altas em meio a vendas lentas de fazendeiros nesta semana, subindo 2 centavos de dólar em várias localidades do centro-oeste americano durante a quarta-feira.

    Conforme noticiou a Agência Reuters, os futuros de milho diminuíram pela primeira vez em quatro sessões. O mercado segue aguardando mais informações do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) que está programado para liberar uma longa lista de previsões e estimativas de safra nesta sexta-feira, depois que os principais relatórios foram adiados por 35 dias devido à paralisação parcial do governo americano. Os comerciantes não têm certeza de como as informações serão oportunas, particularmente dos dados de demanda de exportação.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Bill Gates incentiva agricultura de precisão

    O empresário multimilionário, Bill Gates, afirma que uma nova tecnologia pode gerar mapas de solos e os dados podem ser transmitidos usando espectro de transmissão de televisão não utilizado. De acordo com ele, os seus estudos estão focando, atualmente, em como a transformação que um conhecimento detalhado do estado do solo pode implicar para um agricultor.

    “Quando a maioria das pessoas pensa em tecnologia digital inovadora, elas não conseguem imaginar os sensores de terra. Mas um fazendeiro que conhece a temperatura, o pH e o nível de umidade de seu solo pode tomar todas as decisões informadas que economizam dinheiro e aumentam o rendimento”, comenta.

    O dispositivo consiste em uma série de sensores localizados na lavoura que enviam informações sobre a fertilidade do solo e umidade para a câmera do celular, que sobrevoa o campo ligada a um drone ou a um balão de hélio. “Por exemplo, o fertilizante funciona melhor quando aplicado ao solo úmido. Mas como você sabe quando fertilizar?”, indaga Gates.

    “O solo que parece seco ainda é úmido abaixo da superfície. Você acabará fertilizando com mais frequência do que o necessário, se você apenas tocá-lo. Mas se você sabe exatamente o quanto de umidade está em seu solo a qualquer momento, você só pode fertilizar quando precisar”, completa o estudioso.

    “A principal inovação está em como os sensores transmitem dados. A maioria das fazendas tem pouco ou nenhum acesso à Internet. Nos Estados Unidos, 20% das pessoas que vivem em áreas rurais não têm acesso a velocidades de banda larga. A maioria dos sistemas de dados agrícolas exige que os transmissores caros se conectem, mas esse sistema é baseado em uma solução inteligente: ele usa placas de TV em branco”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Parceria entre Bayer e Netafim vai garantir uma produção com mais lucratividade, diz presidente da Israelense

    Na feira Fruit Logistica 2019, realizada em Berlim, a Bayer anunciará novos acordos de colaboração com algumas empresas e entidades de pesquisa atuantes no setor agrícola e com o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), uma organização intergovernamental com operações nas Américas.

    Estendendo esta parceria, a Bayer, a Netafim e a Universidade Ben-Gurion, de Israel, formaram uma colaboração de pesquisa de três anos, com foco na integração de ferramentas digitais para otimizar a aplicação de precisão do nematicida Velum, da Bayer.

    De acordo com Daniel Neves, SVP Presidente da divisão EMEA, a parceria entre as empresas será uma maneira de garantir que um novo conceito seja desenvolvido, para que possa possibilitar ao agricultor uma solução que assegure a capacidade de utilizar menos água no processo de irrigação, como consequência, menos energia ou seja com um custo mais baixo, e ao utilizar os produtos da Bayer neste sistema, as perdas serão menores pelas condições adequadas e agricultor passará a produzir, mais e melhor com uma maior lucratividade.

    Trabalhar em conjunto pela agricultura sustentável é o foco do modelo de negócios de Food Chain Partnership (Parceria na Cadeia de Valor) da Bayer. Na feira, a empresa israelense Netafim, parceira da Bayer há muitos anos, estará presente no estande da compania. Líder global em irrigação de precisão, a Netafim tem participado em diversas iniciativas, como o Bayer ForwardFarming, o DripByDrip e a aliança Better Life Farming.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: quarta-feira começa com preços internacionais estáveis

    O dia começa com os preços internacionais do milho não registrando movimentações nesta quarta-feira (06) na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações apresentaram estabilidade, com apenas uma desvalorização de 0,25% por volta das 09h00 (horário de Brasília). O vencimento março/19 era cotado a US$ 3,80, o março/19 valia US$ 3,89 e o julho/19 era negociado a US$ 3,96.

    Segundo análise de Bem Potter da Farm Futures, os preços do milho continua tendo movimentações modestas em rodadas de compras técnicas enquanto os comerciantes seguem aguardando os dados do relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que deve ser divulgado nesta sexta-feira.

    Conforme divulgado pela Agencia Reuters, o presidente da U.S. Commodities disse que “As vendas de soja já estavam prontas e agora estamos ansiosos para receber notícias sobre o relatório da safra que será divulgado na sexta-feira. Depois disso, vamos procur o que acontece com a próxima reunião entre Trump e Xi. É um mercado que acabou de ser algemado agora”, disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Sistema CNA inicia mapeamento de startups do agronegócio

    O Sistema CNA/Senar/ICNA realizou durante dois dias um evento preparatório para as equipes que vão mapear, a partir de hoje (6/01), as startups existentes em todo o País voltadas para o agro.

    O primeiro passo foi nivelar a equipe técnica das Administrações Regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e das Federações de Agricultura e Pecuária da Bahia, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rondônia.

    Os representantes desses cinco estados, onde serão feitos os primeiros levantamentos, conheceram a metodologia de trabalho em workshop realizado na sede do Sistema CNA, em Brasília.

    “Estamos começando o mapeamento do ecossistema de inovação das startups e o workshop servirá para nivelar as equipes para entenderem como funciona a metodologia e como será o trabalho realizado em cada estado”, explicou Paulo Araújo, coordenador de Inovação da Diretoria de Conhecimento e Inovação do Senar.

    Cada estado representa uma região do Brasil. A intenção é conhecer o grau de maturidade das agtechs e, posteriormente, ampliar para o resto do País, trazendo a metodologia de mapeamento para o Instituto CNA.

    “Queremos identificar a estrutura das startups no País para fomentar o desenvolvimento de tecnologia em cada região onde há ecossistemas favoráveis”, ressaltou o coordenador técnico do ICNA, Carlos Frederico Dias.

    A programação do workshop englobou temas como fundamentos e estrutura de ecossistemas e mapeamento, análise das agtechs brasileiras, pensamento ecossistêmico, cultura, financiamento, parcerias, metas, identificação de riscos, papéis, responsabilidades e prioridades para o desenvolvimento.

    Segundo o vice-presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (FAEB), Guilherme Moura, o estado já deu o primeiro passo promovendo um Hackathon em Juazeiro, mas a intenção é aprofundar o mapeamento.

    “Nosso objetivo agora é fazer um diagnóstico exato do ecossistema no estado e a partir daí definir uma estratégia assertiva para o desenvolvimento de startups. Entendemos que o fomento de startups e a transformação digital é a próxima revolução do segmento agropecuário.”

    “Estamos começando. Ainda não existe nenhuma startup em Rondônia, mas o conhecimento adquirido no workshop é importante para somar os demais projetos que existem no estado como a Assistência Técnica e Gerencial”, afirmou o supervisor de campo do Senar Rondônia, Kennio Freire Pessoa.

    O evento também contou com a participação das unidades estaduais do Sebrae. Débora Chagas, coordenadora de TI e Startups do Sebrae Rio Grande do Sul, afirmou que o estado já possui em torno de 20 startups voltadas para o setor agropecuário devido, principalmente, à demanda do produtor rural.

    “O mapeamento vai nos ajudar a posicionar o estado como forte e colocar mais ação em cima disso porque trabalhamos algumas startups, mas não o ecossistema como um todo.”

    O workshop foi ministrado pelos consultores Valto Loikkanen e Óscar Ramírez, da Startup Commons, especializada em treinamentos de inovação e consultoria de desenvolvimento de ecossistema. A empresa é sediada na Finlândia e tem escritórios nos Estados Unidos, Hong Kong e Estônia.

    “Estamos discutindo ideias para esse projeto com o Sistema CNA/Senar/ICNA para mapear o sistema de inovação de agtechs no Brasil e este é o ponto de partida para entender o que acontece em diferentes níveis no País, descobrir o que atende o setor e então planejar o que pode ser feito” destacou Óscar Ramíres, CEO da Startup Commons.

    Fonte: Notícias Agrícolas