Eduarda Pereira

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  • Soja volta a cair nos EUA sem acordo com China

    O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na terça-feira (09.10) perdas de 6,75 pontos no contrato de Novembro/18, fechando em US$ 8,63 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com desvalorizações entre 5,25 e 6,75 pontos.

    Após a estabilidade do início da semana, o mercado norte-americano da soja voltou a registrar perdas nos principais contratos futuros. O analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco, aponta que o aprofundamento da crise com a China pressiona as cotações em Chicago. Na sessão de ontem, a Casa Branca reiterou que a China não estava pronta para sentar e resolver as disputas comerciais em curso.

    A Consultoria AgResource destaca que o volume de operações em Chicago tem retraído frente ao novo relatório de Oferta e Demanda do USDA, que será publicado nesta quinta-feira: “As preocupações com as chuvas excessivas na colheita destas últimas 3 semanas deverão ser confirmadas, ou não, nas novas estimativas do Departamento”.

    A ARC já alerta que, apesar de atrasos, não deveremos observar perdas significantes para a produção da soja, em nível nacional: “O milho já entra em uma situação mais delicada, onde problemas de excesso hídrico acentua os danos por doenças de final de ciclo. Gestores de fundos agora veem o Mercado de Ações norte-americano em retração com a elevação das taxas de juros consecutiva. A especulação vê as commodities como uma das principais opções de compra para evitar a entrada nas Ações – as baixas não serão duradouras”.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Produção do Brasil em 2018/19 deve ser de 95 mi t, diz adido do USDA

    A produção de milho do Brasil em 2018/19 deve ser de 95 milhões de toneladas, ante 81,5 milhões na temporada anterior, impulsionada por um aumento da área plantada com a segunda safra, disse adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em relatório divulgado nesta terça-feira.

    A área total de milho deve aumentar para 18 milhões de hectares, um crescimento de cerca de 1,35 milhão de hectares ante o ciclo 2017/18, puxando principalmente pela expansão da área total da segunda safra, a safrinha.

    Segundo o adido, com um início rápido de plantio de soja em Estados como o Paraná e Mato Grosso, uma antecipação da colheita da oleaginosa é esperada, dando espaço para que mais milho safrinha seja plantado no período ideal, antes da temporada seca, informou o relatório.

    A produção em 2018/19 teria também melhores produtividades, após problemas climáticos na temporada anterior em algumas áreas.

    Em relação à exportação, os envios do país devem totalizar 30 milhões de toneladas em 2018/19, um aumento de quase 40 por cento ante 2017/18, devido à maior oferta e à desvalorização do real contra o dólar norte-americano, o que torna a commodity brasileira mais competitiva no mercado internacional.

    Porém o adido alertou que mudanças na política de fretes podem acabar interferindo nas exportações do país.

    Fonte: Reuters

  • Soja tem mais um dia de estabilidade em Chicago nesta 4ª feira à espera do novo USDA

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham com leves baixas no pregão desta quarta-feira (10). Ainda à espera dos novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que serão divulgados amanhã, as cotações testam leves baixas de pouco mais de 2 pontos entre os principais vencimentos na manhã de hoje.

    Assim, por volta de 7h50 (horário de Brasília), o contrato novembro/18 tinha US$ 8,60 por bushel, enquanto o maio/19, referência para a nova safra brasileira, era cotado a US$ 9,00.

    Ainda assim, apesar do foco maior estar sobre o novo boletim do USDA, o mercado, segundo explicam analistas de mercado da consultoria internacional Allendale, Inc., também seguem no radar outros fatores a serem observados pelos traders.

    “O relatório é o que mais chama a atenção agora, mas a chegada de um furacão aos EUA – que já castigou parte da Flórida – um ritmo mais lento do que o esperado para a colheita e mais chuvas chegando ao Meio-Oeste dos EUA também estão sendo considerados pelo mercado neste momento”, diz o reporte da consultoria.

    Os números do boletim semanal da acompanhamento de safras do USDA divulgado no final da tarde de ontem mostrou 32% da área de soja colhidos, contra 23% da semana anterior, 34% do ano passado e 36% de média dos últimos cinco anos. A expectativa do mercado, porém, era de 39% para a oleaginosa.

    “A ARC já alerta que apesar de atrasos, não deveremos observar perdas significantes para a produção da soja, em nível nacional. O milho já entra em uma situação mais delicada, onde problemas de excesso hídrico acentua os danos por doenças de final de ciclo”, explicam os analistas de mercado da AgResource Mercosul (ARC).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Rio Grande do Sul deve iniciar plantio da soja nesta semana

    A previsão das cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul é que nesta semana deve ser iniciado com intensidade o plantio da soja no Estado. Na avaliação da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), o clima deve ajudar e a antecipação de plantio em relação a anos anteriores pode auxiliar na produtividade da oleaginosa nas lavouras gaúchas.

    De acordo com o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, existe um movimento acentuado nos últimos dias para a soja, com áreas dessecadas, com expectativa para iniciar nesta semana a semeadura nas lavouras gaúchas. “Nos últimos cinco anos no Rio Grande do Sul as primeiras lavouras plantadas foram as mais produtivas e essa antecipação da época de plantio é uma prática que vem se intensificando”, observa.

    Em relação a área, o dirigente da FecoAgro/RS acredita que a cultura deve ter um acréscimo de aproximadamente 2% no terreno cultivado e com certo otimismo em relação ao clima, com a previsão de El Niño com chuvas acima do normal até janeiro no Rio Grande do Sul. “Isso é muito bom para a lavoura de soja”, destaca.

    Sobre preços, a perspectiva é de valores menores com a safra em relação ao período anterior, mas salienta que existe esta incógnita em relação ao dólar, com indexadores ligados à política, por causa das eleições. “É preocupante para o produtor os preços dos insumos, é um crescimento muito maior do que a desvalorização cambial e isto assusta o produtor, especialmente no que diz respeito aos fertilizantes”, afirma Pires.

    As cooperativas agropecuárias gaúchas são responsáveis por pelo menos 50% da originação da soja do Rio Grande do Sul, o que significa que o sistema recebe ao menos metade da produção. A soja tem contribuído com os resultados das cooperativas agropecuárias, que em 2017 alcançaram um faturamento acima de R$ 20 bilhões e um crescimento em seus negócios.

    Fonte: Agrolink

  • Soja opera estável em Chicago nesta 3ª feira e mercado segue se ajustando antes do USDA

    Segue a estabilidade entre os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. No pregão desta terça-feira (9), o mercado internacional ainda trabalhava com oscilações bastante tímidas e, na manhã de hoje, testando mais leves baixas.

    Perto de 7h40 (horário de Brasília), os preços perdiam pouco mais de 2 pontos entre os principais contratos, com o novembro/18 valendo US$ 8,67 por bushel. O maio/19, que serve como referência para a safra do Brasil, valia US$ 9,05 por bushel.

    Bem ligados aos fundamentos da soja, os traders seguem focados nas chuvas excessivas que ainda chegam ao Meio-Oeste dos EUA, comprometendo o avanço da colheita. Ainda assim, continuam a ver boas condições das lavouras até este momento, mas já preocupados com uma perda de qualidade dos grãos que seguem nos campos.

    Hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo boletim semanal de acompanhamento de safras atualizando o estado das plantações e o percentual de área colhida. Devido ao Columbus Day ontem, os números sairão hoje. As expectativas variam de 32% a 35% para a soja.

    No paralelo, o mercado também já se ajusta ao novo relatório mensal de oferta e demanda que o USDA traz na quinta-feira, 11. E assim, segue se comportando de forma técnica, sem muitas variações intensas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Estudos mostram que plantas “sentem dor”

    Estudos recentes mostraram que as plantas reagem à picada de um inseto ou animal mesmo não tendo um sistema nervoso central. De acordo com os resultados publicados na revista Science, essa reação tem a função de ativar um sistema de defesa, propagando e compartilhando a “dor” com outras plantas.

    De acordo com Simon Gilroy, da Universidade de Wisconsin, dos Estados Unidos, que trabalhou no projeto em parceria com pesquisadores da Universidade de Wake Forest, eles estudaram as reações da Arabidopsis thaliana, uma pequena planta nativa da Eurásia e África do Norte. “As plantas são estacionárias e não podem escapar dos herbívoros, por isso devem responder com defesas químicas para detê-los e reparar tecidos danificados”, comenta.

    Com esta finalidade, as plantas chegam a uma forma de comunicação por meio de íons de cálcio, o que lhes permite enviar sinais por longas distâncias. Para isso, elas necessitam de alguns canais receptores que são ativados pelo glutamato extracelular, um neurotransmissor conhecido em mamíferos.

    “Sabemos que existe um sistema de sinal sistêmico e que, se você atingir a o ponto em algum momento, o resto da planta acionará suas respostas defensivas”, disse ele. “Mas nós não sabíamos o que estava por trás desse sistema”, completou.

    Segundo os pesquisadores, que usaram proteínas fluorescentes para observar os sinais à medida que se espalhavam pelas plantas em resposta ao estresse, o sistema é bem mais lento do que as reações nervosas nos animais, cujos nervos transmitem o sinal da dor até 120 metros por segundo. Contudo, mesmo assim o organismo da planta cumpre a mesma função, sendo que a medida que a onda se propaga, o nível de hormônios defensivos na região afetada aumenta.

    Fonte: Agrolink

  • Abelhas podem ser usadas para pulverização

    Uma empresa canadense desenvolveu uma alternativa para a aplicação de pesticidas que usa abelhas para transportar e distribuir um pó de inoculação orgânico durante sua rota de polinização. De acordo com o CEO da Bee Vectoring Technology (BVT), responsável pelo projeto, Ashish Malik, a técnica de aplicação é mais eficiente e amiga do ambiente do que os métodos tradicionais de pulverização de culturas.

    “Há muitos produtos biológicos que estão sendo usados pelos agricultores nos dias de hoje, mas a maneira como eles são aplicados é da mesma forma que os produtos químicos tradicionais também são aplicados, ou seja, você está usando equipamentos de pulverização”, comenta.

    A técnica permite que as abelhas passem por uma bandeja de especialidade do biopesticida fúngico chamado Viteira antes de sair de sua colmeia e depois soltem esses esporos em cada planta que visitam. O fungo natural é então absorvido pelas plantas, permitindo-lhes bloquear quaisquer doenças destrutivas.

    No entanto, ele afirma que a aplicação normal muitas vezes resulta em muito desperdício de produto e também de água. “Certamente o nosso produto poderia ser aplicado dessa forma, e ainda assim seria totalmente orgânico e funcionaria, mas nós levamos isso um passo adiante, porque não só temos esse pesticida orgânico, mas o que estamos fazendo é uma entrega bem direcionada, sem o uso da água”, explica.

    A empresa também está trabalhando em uma formulação de pulverização tradicional para seus micróbios, que seria útil para proteger contra doenças que normalmente não afetam as culturas durante o período de floração quando as abelhas são usadas. “Você e eu poderíamos tomar uma colher disso e comê-lo sem problemas”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Em semana de novo boletim do USDA, mercado opera com estabilidade em Chicago nesta 2ª

    Os preços da soja iniciam a semana operando com estabilidade na Bolsa de Chicago e, no pregão desta segunda-feira (8) testam ligeiras baixas de pouco mais de 1 ponto entre os principais contratos.

    O vencimento novembro/18, que ainda é o mais negociado neste momento, tinha US$ 8,67, enquanto o maio/19, referência para a nova safra brasileira, valia US$ 9,04 por bushel.

    De acordo com informações de consultorias internacionais, o mercado ainda trabalha com atenção ao clima nos Estados Unidos e ao excesso de chuvas que vem atrapalhando os trabalhos de colheita no Corn Belt, ao mesmo tempo em que se ajusta ao novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será reportado na quinta-feira (11).

    “O final de semana foi de chuvas intensas no Meio-Oeste americano, aumentando as preocupações com as lavouras de soja e milho. Os campos, por conta do clima, já mostram alguns sinais de perda de qualidade. A soja está mais suscetível aos danos nesse momento, com essas chuvas prolongadas e temperaturas mais frias”, dizem os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    O USDA traz, no fim do dia de hoje, seu novo reporte semanal de acompanhamento de safras, onde atualiza a evolução da colheita e as condições das lavouras norte-americanas. Outro boletim chega com os dados dos embarques semanais de grãos dos EUA.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trigo biofortificado fornece maior nível de ferro

    Pesquisadores do Serviço de Pesquisa Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) desenvolveram uma espécie de trigo biofortificado que é capaz de fornecer altos níveis de ferro de forma natural. De acordo com Robert Graybosch, um dos cientistas responsáveis pela pesquisa, cerca de 60% da população mundial não recebe ferro suficiente.

    “A fortificação é potencialmente útil, pois as pessoas em muitas partes do mundo não consomem uma dieta balanceada e seus principais alimentos não possuem minerais. Isso pode ser resolvido com a fortificação, o processo de adicionar minerais de volta aos produtos alimentícios. Isso é feito com farinhas usadas para assar pão”, comenta.

    Segundo informou o pesquisador, a equipe tentou combinar duas propriedades, baixo teor de fitato e alta proteína de grãos, sem reduzir o rendimento. Isso porque o fitato é chamado de “antinutriente”, porque ele impede que o organismo consiga absorver alguns minerais, como é o caso do ferro.

    Seus resultados mostram que é possível combinar os dois traços sem nenhum efeito negativo sobre o rendimento de grãos. Embora mais trabalho precise ser feito para obtê-lo no trigo que pode ser plantado pelos agricultores, os genes podem ser usados para desenvolver trigo mais nutritivo sem sacrificar o rendimento.

    “Eu acho que qualquer coisa que pode melhorar a nutrição de alimentos minerais a baixo custo ou sem nenhum custo para o consumidor é de valor. Qualquer coisa que possamos fazer para melhorar a nutrição em todo o mundo contribuirá para melhorar a vida de nossos companheiros”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Safras projeta exportação recorde de soja em 2019/20, a 79 mi t

    As exportações de soja do Brasil deverão repetir no ano comercial 2019/20, que vai de fevereiro de 2019 a janeiro de 2020, os mesmos 79 milhões de toneladas do ciclo anterior, um volume recorde, projetou nesta quinta-feira a Safras & Mercado.

    “Sem um acordo entre Estados Unidos e China, as exportações brasileiras de soja devem continuar muito fortes na nova temporada (safra 2018/19). Tal fato irá ‘enxugar’ a oferta do mercado interno, apertando os estoques, mesmo com a tendência de uma nova safra recorde”, explicou em nota o analista Luiz Fernando Roque, referindo-se à temporada em fase de plantio.

    A disputa comercial entre EUA e China se acentuou neste ano, desembocando na aplicação por Pequim de uma taxa de 25 por cento sobre a soja norte-americana. A medida levou importadores chineses a intensificarem as compras da oleaginosa do Brasil, o maior exportador global da commodity.

    Conforme a consultoria, em meio à forte demanda chinesa, os estoques finais do Brasil em 2019/20 deverão cair 31 por cento, passando para 98 mil toneladas, volume ínfimo perto do tamanho da safra brasileira, projetada na temporada que está sendo semeada em cerca de 120 milhões de toneladas.

    A Safras projeta ainda um esmagamento de 40 milhões de toneladas de soja no ano comercial 2019/20 e de 41,8 milhões em 2018/19, representando um recuo de 4 por cento entre uma temporada e outra.

    DERIVADOS
    A consultoria estima uma produção de farelo de soja de 30,47 milhões de toneladas em 2019/20, 4 por cento menos na comparação anual. As exportações do derivado deverão cair 22 por cento, para 13,5 milhões de toneladas.

    A produção de óleo de soja deverá ficar em 7,96 milhões de toneladas, enquanto as exportações do produto, em 620 mil toneladas, disse a Safras.

    Fonte: Reuters