Eduarda Pereira

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  • Solo fértil para a inovação

    O tradicional e bilionário mercado de fertilizantes está mudando. Onde antes imperavam sozinhas multinacionais como a norueguesa Yara Internacional e a americana Mosaic – além de brasileiras como a Fertipar, do Paraná, e a Heringer, de Minas Gerais –, estão cada vez mais em evidência empresas de pequeno e médio porte, caso das paranaenses Superbac e Redi, e das mineiras Yoorin e Geociclo. O motivo? Uma onda de inovação de fórmulas em nutrição vegetal, desenvolvidas por essas empresas, passou a atrair o produtor.

    Nessa competição com as formulações sintéticas, entram os chamados fertilizantes biotecnológicos, organominerais, orgânicos e biológicos. “Somos classificados como fertilizantes especiais, mas estamos na briga por espaço na agricultura de grande escala”, afirma o administrador de empresas Luiz Chacon, 43 anos, CEO e fundador da Superbac. “A nossa tecnologia pode competir por igual com a das grandes.” O executivo está atrás de uma fatia dos R$ 29 bilhões movimentados pelo setor de fertilizantes no ano passado, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

    A oportunidade é grandiosa para um setor formado prioritariamente por formulações importadas. Dos 34,4 milhões de toneladas vendidos ao produtor rural no ano passado, 76,5% vieram de fora do País, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Com sede em Mandaguari (PR) e especializada em biotecnologia, a Superbac atende, além do agronegócio, os setores de higiene, saneamento e óleo e gás. “O agronegócio é o carro-chefe da companhia.” O campo responde por 80% do faturamento da empresa. No ano passado, a receita foi de R$ 286,2 milhões. Este ano, a expectativa é faturar R$ 450 milhões e, em 2019, a projeção é chegar a R$ 740 milhões.

    Fonte: Dinheiro Rural – veja reportagem completa: http://tempuri.org/tempuri.html

  • Importações chinesas de soja dos EUA atingem menor patamar

    As importações chinesas de soja dos Estados Unidos caíram 99 por cento em dezembro para apenas 69.298 toneladas, mostraram dados alfandegários nesta sexta-feira, levando as importações de todo o ano de 2018 para o nível mais baixo desde 2008 em meio à guerra comercial.

    Foi o segundo mês consecutivo em que as importações chinesas dos Estados Unidos ficaram praticamente estacionadas em meio à disputa, embora algumas aquisições tenham sido retomadas conforme as negociações seguem em curso entre as duas maiores economias do mundo.

    Os embarques norte-americanos em dezembro caíram de 6,19 milhões de toneladas no ano anterior. A China não importou nenhum grão dos EUA em novembro.

    Olhando para o ano inteiro, as importações vindas dos EUA foram de 16,6 milhões de toneladas, cerca de metade das 32,9 milhões de toneladas de 2017.

    Em contraste, a China comprou 4,39 milhões de toneladas de soja do Brasil em dezembro, um aumento de 126 por cento ante o patamar de 1,94 milhão de toneladas um ano antes, de acordo com os dados da Administração Geral das Alfândegas.

    A China geralmente obtém a maior parte de suas importações de oleaginosas no último trimestre do ano dos Estados Unidos, já que a colheita dos EUA chega ao mercado nesta época.

    Mas as compras caíram substancialmente depois que Pequim implementou uma tarifa adicional de 25 por cento sobre as importações de soja dos EUA em 6 de julho, como parte da disputa comercial. Para preencher a lacuna, a China intensificou suas importações do Brasil.

    Fonte: Reuters

  • Safra de milho no Rio Grande do Sul já foi 17% colhida

    A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio Grande do Sul (Emater RS) divulgou seu informativo conjuntural com a atualização do estágio das principais safras do estado até esta quinta-feira (24).

    Segundo o levantamento da Emater RS, o plantio de milho já foi finalizado no total da área prevista para esta safra. Aproximadamente 17% dessa área já está pronta para a colheita, 33% em enchimento de grãos, 13% em floração e 20% em germinação e 17% já foi colhido no estado.

    No relatório divulgado no último dia 17 de janeiro o índice plantado já era de 100%, apenas 12% já havia sido colhido. No mesmo período da safra anterior a área plantada também já totalizava 100% do total e 18% já estavam colhidos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: Comercialização bate recorde no Brasil em 2017/18

    As vendas de soja brasileira referente a safra 2017/18 atingiram 99% da produção esperada até o último dia 18 de janeiro. O percentual está acima dos 94% registrados em igual período da safra passada e também é maior sobre o recorde anterior de 98% observado em 2013 e 2015, destacam dados da DATAGRO Consultoria.

    “Além da oferta estar chegando ao final, a esperada queda nos preços aconteceu de forma geral, mantendo frouxo o interesse de venda por parte dos produtores”, destaca o analista de grãos da DATAGRO, Flávio Roberto de França Jr.

    Em relação às vendas da temporada 2018/19, o índice passou de 30,8% para 33,7% da produção esperada no último mês, resultando em um aumento sobre 32,6% alcançados em mesmo período do ano passado, mas ainda abaixo dos 36,6% da média para 5 anos.

    Milho – As vendas de milho de verão (2018) no mercado interno também avançaram, mas em ritmo mais lento. Considerando até o dia 18 de janeiro, as negociações alcançaram 96% da produção obtida, contra 94% do levantamento para um mês atrás, e 95% em mesmo período do ano passado.

    Em relação à safra de inverno, 86% da produção já está compromissada pelos produtores, ante 83% da produção negociada em igual momento do ano anterior. Mas segue abaixo dos 88% da média para os últimos cinco anos.

    A DATAGRO também fez um balanço das vendas da safra de milho de verão para 2019. Novamente o que se vê é um avanço nas negociações, que chegaram a 14% da produção esperada, contra 4% observada em 2018. Já para a safra de milho de inverno deste ano, as vendas atingiram 24% da produção estimada já comprometida pelos produtores, contra 4% em igual momento do ano passado.

    Fonte: Datagro/Notícias Agrícolas

  • Defensivos aprovados são essenciais para controle de pragas na agricultura brasileira

    O Ministério da Agricultura publicou no Diário Oficial da União de 10 de janeiro o registro de 28 agrotóxicos e princípios ativos. Já na edição desta sexta-feira (18.01) do Diário Oficial, a Coordenação-Geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério Agricultura publicou lista com mais 131 pedidos de registro de agrotóxicos solicitados nos últimos três meses de 2018. Eles ainda passarão por avaliações técnicas de três órgãos do governo.

    As aprovações vêm causando polêmica quanto à agilidade no processo de liberação. O argumento que determinado produto tem autorização no Brasil e não na Europa ou Estados Unidos é usado com frequência para questionar a segurança de determinado ingrediente ativo. Entretanto o uso e autorização de determinados ingredientes ativos está ligado ao perfil de culturas e alvos que são importantes no país.

    Por exemplo, os Estados Unidos não tem uma pressão de uso de inseticidas como o Brasil por ser um país com a agricultura localizada em regiões temperadas, onde as baixas temperaturas diminuem o ataque de insetos. Já o Brasil, as regiões de agricultura tropicais com sucessões de cultivos na mesma safra favorece maior infestação de insetos e assim a importância de uma maior disponibilidade de ingredientes ativos para controlar os insetos e permitir a rotação de ingredientes ativos que são importantes tanto para o sucesso no controle de pragas quanto no manejo de resistência.

    Em relação ao Sulfoxaflor tem o mesmo modo de ação de produtos registrados no Brasil e são indispensáveis ao controle de insetos sugadores. As restrições de aplicação estão baseadas em estudos científicos que visam a segurança das populações de abelhas.

    Os outros produtos os herbicidas sulfentrazone e imazetapir tem uso focado em culturas que não são de importância na Europa, como: soja , cana-de-açúcar e café, por esse motivo as empresa de defensivos não tem interesse em investir nos produtos.

    O agrônomo e consultor do Portal Agrolink, Josué Verba, ressalta que outro ponto que está sendo levado em consideração é o aumento do número de registros de defensivos. O processo de registro no Brasil é extremante demorado e as melhorias dos processos de gestão por parte das autoridades públicas estão dinamizando a análise dos processos. O Brasil é o país como um dos processos mais exigentes no mundo e garante segurança, tanto para o agricultor, trabalhadores envolvidos nos processos de manejo da produção agrícola quanto para a segurança alimentar da população, que está alinhado com as peculiaridades e necessidades da agricultura brasileira.

    Em nota, o Ministério da Agricultura afirmou que as análises técnicas dos agrotóxicos registrados no país são realizadas por “servidores altamente capacitados nas áreas de e ciência agronômica, toxicologia humana e ecotoxicologia, com as práticas alinhadas as legislações internacionais mais modernas e exigentes”:

    “Os agrotóxicos são ferramentas essenciais para o controle efetivo das pragas na agricultura brasileira e garantia da sanidade das plantações brasileiras”, acrescenta a pasta. “Seu uso é fundamental na agricultura, onde as altas médias de umidade e temperatura, aliados aos cultivos extensivos, favorecem a multiplicação e disseminação de pragas.”

    Fonte: Agrolink

  • Brasil e Israel desenvolverão soja resistente a nematoides

    Uma parceria firmada entre as empresas brasileira e israelense, TMG – Tropical Melhoramento & Genética S/A e Evogene Ltda, irá resultar no desenvolvimento de um tipo de soja geneticamente modificada que será resistente a nematoides. De acordo com Alexandre Garcia, gestor de Pesquisa da TMG, a parceria irá revolucionar o mercado de resistência da soja.

    “A Evogene tem longa experiência e utiliza tecnologias de ponta para a descoberta de genes que expressam características de valor agronômico e agora está expandindo sua plataforma de edição de genoma. A TMG se mantém comprometida com o desenvolvimento de cultivares não transgênicas como uma opção para agricultores e em utilizar genes nativos da soja para melhorar a resistência a pragas e doenças”, comenta.

    Nesse cenário, informações da TMG indicam que os nematoides da soja podem provocar até 70% de perdas, dependendo da espécie presente na área cultivada. Além disso, estima-se que o impacto, apenas na cultura da soja no Brasil, seja de R$ 16,2 bilhões por ano, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN).

    Arnon Heyman, vice-presidente da Evogene Ltda. e gerente geral da Divisão de Sementes, declarou que “é uma honra iniciar essa parceria com a TMG, que está entre as empresas líderes em melhoramento na América do Sul, para desenvolver e trazer ao mercado sementes de soja resistentes a nematoides, utilizando edição gênica, além de potencialmente evitar barreiras regulatórias pelo desenvolvimento de um atributo não transgênico”. Arnon explica que essa será a primeira vez que a Evogene poderá comercializar sementes editadas e que tal fato aproxima a Companhia de parcerias relevantes.

    Fonte: Agrolink

  • Soja tem estabilidade em Chicago nesta 5ª feira e segue à espera de novos dados

    Ainda à espera de novidades, o mercado da soja na Bolsa de Chicago registra uma nova sessão de estabilidade nesta manhã de quinta-feira (24). Perto de 8h (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 1 ponto nos principais vencimentos, ainda sem muita força para variações muito agressivas.

    Assim, o contrato março/19 tinha US$ 9,16 e o maio/19, US$ 9,30 por bushel. As posições mais distantes seguem acima dos US$ 9,40.

    De acordo com analistas internacionais, o mercado não espera só pelas informações do mercado financeiro e ligadas à guerra comercial entre China e Estados Unidos, mas também por conclusões mais claras sobre a América do Sul.

    “A falta de novidades concretas sobre a retórica política entre os EUA e a China, coloca a especulação sem o interesse no posicio- namento unilateral no mercado, seja ele na compra ou na venda”, explicam os analistas da ARC Mercosul.

    As condições climáticas seguem chamando atenção e o tempo seco no Brasil ainda preocupa muito, com especialistas acreditando que as perdas no Brasil poderiam ser ainda mais severas. A média esperada pela Reuters Interncional é de uma colheita de 117,06 milhoes de toneladas, contra o número de 120,8 milhões estimado em novembro.

    “Mesmo com problemas climáticos dispersos pela safra brasileira, os fundamentos básicos de direcionamento dos preços da oleaginosa, em específico, ainda trazem uma forte “âncora” na tentativa de novas altas”, ainda de acordo com a ARC.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Treinamentos focam na sustentabilidade dos agroquímicos

    A atual demanda ambiental e também produtiva está exigindo que cada vez mais os produtores rurais e as empresas de tecnologia agrícola se dediquem para garantir uma produção que não agrida o meio ambiente. Nesse cenário, a Unidade de Referência em Tecnologia e Segurança na Aplicação de Agroquímicos (UR) formará uma turma de consultores com ênfase na Norma Regulamentadora 31.8 (N.R. 31.8) para realizar treinamentos relacionados a sustentabilidade na aplicação de agroquímicos.

    Os dois programas de treinamento presencial irão abordar temas como Tecnologia de Aplicação e a Norma Regulamentadora 31.8, buscando tornar cada vez mais seguras e sustentáveis as aplicações de agroquímicos nas lavouras. De acordo com o pesquisador científico Hamilton Ramos, do Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico (CEA-IAC), os cursos são direcionados a engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas de empresas do agronegócio e da agroindústria.

    “A proposta central é preparar profissionais multiplicadores de informações, líderes que venham atuar como orientadores e estendam ao ambiente rural, nas diferentes regiões do Brasil, o domínio de práticas essenciais nas aplicações de agroquímicos. s programas da UR focam também no melhor aproveitamento dos agroquímicos nas lavouras, de maneira que o agricultor produza mais e melhor e torne sua atividade mais sustentável a cada safra”, comenta.

    Isso porque dados do CEA-IAC indicam que o mau uso de agroquímicos tem provocado perdas anuais de aproximadamente R$ 2 bilhões aos agricultores do País. “Resultante de uma parceria entre o CEA-IAC – órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP – e o setor privado, a Unidade de Referência tornou-se, em 2017, a primeira entidade de caráter público-privado do Brasil voltada à difusão de conhecimentos sobre uso de agroquímicos ou defensivos agrícolas”, disse a nota da assessoria do projeto.

    Fonte: Agrolink

  • Soja com menos folhas produz mais

    Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Biologia Genômica da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, indicou que as plantas de soja que possuem menos folhas acabam produzindo uma quantidade maior de grãos. Nesse cenário, os pesquisadores utilizaram técnicas de computação para auxiliar na simulação da atividade da planta.

    Os cientistas realizaram a experiência removendo aproximadamente um terço das folhas emergentes da soja e descobriram um aumento de 8% no rendimento de sementes nos ensaios replicados. Eles atribuem esse aumento no rendimento ao aumento da fotossíntese, à diminuição da respiração e ao desvio de recursos que seriam investidos em mais folhas do que sementes.

    Fonte: Agrolink