Eduarda Pereira

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  • Aplicação inicial preventiva de fungicidas: conheça o conceito da Aplicação Zero

    A pulverização feita na fase vegetativa, nos primeiros trinta dias após a emergência, ajuda a controlar diversas doenças em todo o ciclo da cultura.

    Quando devem ser realizadas as primeiras aplicações na soja? Se você, em algum momento, já fez esta pergunta, saiba que a dúvida é mais comum do que se imagina. E ela tem uma boa razão para existir. Cada vez mais, doenças como oídio, antracnose e todo o complexo de manchas, inclusive a mancha-alvo, têm campo livre para causar prejuízos na lavoura.

    “Como a entrada destas doenças acontece logo no início do ciclo da cultura, é importante protegê-la desde o estádio vegetativo e não somente nos períodos de floração e enchimento dos grãos”, explica Henrique Mourão, gerente de produtos da Syngenta.

    O maior problema é que estas doenças já se encontram na palhada no momento do plantio. Ou seja, quando a planta emerge, já está em meio à doença. Por isso, em relação à pergunta inicial, a resposta mais correta é: o quanto antes. Para esses casos existe o conceito de “Aplicação Zero”.

    Como – e quando – é feito o controle
    A primeira aplicação acontece ainda no estádio vegetativo da planta, com até 30 dias após a emergência. As aplicações seguintes já acontecem no estádio reprodutivo, com até 45 dias, e não conseguem proteger a soja da ameaça presente na palhada, por isso o conceito de Aplicação Zero é tão importante. “O problema é que muitos produtores desconsideram essa Aplicação Zero e só fazem as seguintes. Não é o ideal. Esse primeiro controle na fase vegetativa, dentro destes 30 dias, é essencial para garantir a proteção efetiva e o controle eficiente de diversas doenças importantes que ocorrem na soja”, explica Mourão.

    Para proteger a soja neste estádio inicial da cultura, seguindo o preceito de Aplicação Zero, a Syngenta possui em seu portfólio o Score Flexi, uma mistura de dois triazóis que agregam um amplo espectro de controle de manchas que podem surgir justamente neste início. “Na segunda aplicação de fungicidas (ou primeira do reprodutivo), 45 DAE, ou até o pré-fechamento da cultura, é recomendada a aplicação foliar de Elatus combinada com Cypress e, 14 dias depois, Elatus junto com multissítios como o Bravonil, para garantir a proteção efetiva e o controle eficiente em todo o ciclo”, diz Mourão.

    Características das doenças
    A antracnose causa a morte de plântulas, manchas de coloração escura nas folhas, hastes e vagens, queda total das vagens ou deterioração das sementes. As vagens infectadas também ficam retorcidas. Entre o complexo de manchas destaca-se a mancha-alvo, que causa lesões que se iniciam por pontuações pardas e evoluem para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, atingindo até 2 cm de diâmetro e, em alguns casos, desfolha. Já o oídio apresenta estruturas de coloração branca ou cinza nas folhas. Com o progresso da doença observa-se também pontuação escura.

    Em conjunto com Score Flexi, você também pode seguir as dicas para os 10 principios do Manejo Consciente: – Inicie as aplicações de fungicidas preventivamente; – Use os quatro modos de ação de fungicidas nos programas; – Aumente a eficácia dos programas com multissítios e triazóis; – Faça ao máximo duas aplicações de carboxamidas, com parceiros e no início do ciclo; – Use doses, adjuvantes e intervalos recomendados pelos fabricantes; – Siga o vazio sanitário; – Busque o escape plantando na época certa; – Privilegie a variedade de ciclos mais curtos; – Explore a tolerância genética das variedades; – Use uma tecnologia eficiente de aplicação.

    Estádio vegetativo: plantas entre 18 cm a 30 cm de altura

    Fonte: Agrolink

  • Mercado favorece compradores de milho

    A situação de momento do mercado do milho pode acabar favorecendo os compradores neste fim de mês de outubro. De acordo com o especialista Luiz Fernando Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, alguns movimentos bem definidos estão sendo notados na questão do milho e a maioria deles está pressionando os preços.

    “De um lado os vendedores retraídos ao máximo, tentando elevar os preços pela falta de ofertas (mas elevando os estoques). De outro, os compradores percebendo a grande disponibilidade de produto existente (cerca de 3 milhões de toneladas acima da disponibilidade do ano passado)”, informa o analista.

    Além disso, ele explica que, entre esses dois fatores, existe um cenário de queda na demanda de milho por parte dos setores de ração e de produção de carne, diante das reduções na exportação de aves e suínos ocorrida neste ano. Outro fator importante também é “a proximidade da colheita da safra de verão daqui a dois meses, período no qual o país terá que se livrar dos altos estoques de milho de safra velha que ainda ocupam os armazéns”

    “Jogando por fora estão os exportadores, importantes agentes de escoamento do grande excedente de milho do país que, no entanto, está menor (o escoamento) do que inicialmente previsto por duas razões: redução da competitividade do preço do milho brasileiro (vide tabela de preços FLAT abaixo) e forte queda do dólar que depreciou as ofertas para a exportação nos últimos 30 dias”, completa.

    Em relação ao milho B3, as cotações voltaram a fechar em alta nesta terça-feira (30.10), com os preços do atingindo níveis mais compatíveis com os custos de produção das indústrias de ração e dos produtores de carne, “mas, como o prejuízo acumulado foi grande, há que fazer muita margem para recuperar os lucros”.

    Fonte: Agrolink

  • Soja tem manhã de estabilidade em Chicago nesta 4ª feira e mantém variações limitadas

    A movimentação lateral e fraca dos preços da soja na Bolsa de Chicago continua nesta quarta-feira (31). Os futuros da commodity, por volta de 8h40 (horário de Brasília), subiam entre 0,25 e 0,75 ponto, com o novembro/18 valendo US$ 8,34 por bushel. O maio/19, que é referência para os negócios com o produto brasileiro, era cotado a US$ 8,74.

    Sem novidades fortes, os traders esperam por uma nova rodada de boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) para movimentar as cotações.

    Enquanto isso, o mercado mantém seu foco em seus fundamentos e segue pressionado pelo bom avanço da colheita americana, do plantio brasileiro e da fraca demanda pela soja dos Estados Unidos.

    Os olhos do mercado se voltam também para o andamento do dólar no Brasil, principalmente depois da confirmação de Jair Bolsonaro como o novo presidente do Brasil.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: Quatro benefícios dos híbridos precoces, superprecoces e hiperprecoces

    Ao longo da safra, é preciso que o agricultor tome diversas decisões e todas elas poderão influenciar, direta ou indiretamente, no resultado da lavoura. No momento do planejamento, uma das primeiras decisões do agricultor é o ciclo do híbrido: normal, precoce, superprecoce ou hiperprecoce.

    Apesar do plantio já ter começado, muitos produtores ainda planejam a safrinha 19, que começa a ser plantada em janeiro. Pensando nisso, o líder comercial da Dekalb, Tiago de Biase, explica abaixo os principais benefícios dos híbridos precoces, superprecoces e hiperprecoces, e como eles podem ser versáteis, ajustando-se à necessidade do produtor e, consequentemente, contribuindo com os resultados de sua lavoura.

    Segundo de Biase, é possível definir ciclo como o número de dias entre a germinação da semente até a maturação fisiológica da cultura. Com isso em mente, o agricultor pode ajustar a sua escolha à sua realidade e se beneficiar com as características dos híbridos com ciclo rápido para, por exemplo, escapar de condições climáticas adversas. Esta, inclusive, é a principal característica desse tipo de híbrido e tem ainda mais importância na safrinha, já que os produtores podem sofrer com as consequências das geadas – predominante nas regiões ao Sul – e secas na região Norte/Nordeste.

    Para os agricultores que têm interesse em plantar uma cultura subsequente, como feijão, trigo ou, até mesmo, uma cobertura verde, a super ou hiperprecocidade pode ser uma característica interessante, permitindo até 3 safras no ano, em especial, em áreas irrigadas. Nesse ponto, também é preciso analisar o “Dry-Down” dos híbridos, pois uma rápida taxa de perda de umidade após a maturação fisiológica terá grande importância.

    Outro ponto relevante é que, se o produtor acabar perdendo a janela de plantio do milho segunda safra e realizar a partir de meados de fevereiro, período em que já se verifica a redução das temperaturas médias, poderá utilizar híbridos superprecoces e hiperprecoces. Estes tipos de híbridos o ajudará a reduzir os riscos de ter sua lavoura afetada por geadas e secas na época da colheita, uma vez que não haverá o prolongamento do ciclo.

    Por outro lado, em safras onde a janela de plantio está adequada, escolher um híbrido precoce pode resultar em um maior potencial produtivo e sanidade, tendo em vista que estes híbridos apresentam maior capacidade de recuperação em situações de clima adverso ao longo do ciclo.

    Além disso, as características genéticas não devem ser deixadas de lado no momento de escolher os híbridos. Porte reduzido, melhor qualidade de raízes e colmo, que podem conferir maior resistência aos ventos e adversidades climáticas, são essenciais para um híbrido apresentar alto potencial de produtividade.

    Fonte: Cultivar

  • Veja 6 dicas para uma boa implantação das lavouras de soja

    Faltando ainda mais da metade da área de 36,3 milhões de hectares, para para ser plantada com soja no país, a Embrapa preparou, a pedido do Projeto Soja Brasil, um manual completo com dicas para garantir uma boa safra. A ideia é trazer dicas para que o sojicultor se prepare e consiga ter uma temporada ainda melhor que as anteriores.

    Todos os dias desta semana, o Projeto Soja Brasil divulgará um tópico diferente deste documento, desde os cuidados com o solo, métodos de plantio, combate à pragas, doenças e ervas daninhas, até chegar os cuidados com a colheita.

    Neste primeiro dia, separamos 5 dicas para garantir um bom plantio da oleaginosa e também pontos de atenção no cuidado com o solo. “Nesta fase de estabelecimento da cultura, faz-se necessário atentar-se para os requisitos relacionados, principalmente, ao manejo do solo, escolha das cultivares, qualidade da semente, ajuste da semeadora, entre outros”, diz a Embrapa.

    Veja abaixo as 6 dicas para o plantio da soja:

    A entidade ressalta antes de qualquer dica que a semeadura da soja não deve ser realizado em solo sem a umidade necessária, mesmo que haja previsão de chuvas posteriormente.

    1 – Em solos muito argilosos, sugere-se semear 3 dias após a chuva; em solos mais leves pode ser 2 ou até 1 dia após a chuva, depende do volume precipitado.
    Todos os dias desta semana, o Projeto Soja Brasil divulgará um tópico diferente deste documento, desde os cuidados com o solo, métodos de plantio, combate à pragas, doenças e ervas daninhas, até chegar os cuidados com a colheita.

    2 – A população ideal de plantas por hectare varia entre as cultivares, mas fica próxima a 300 mil unidades, o que corresponde a 12 a 14 plantas por metro, semeadas em fileiras distantes de 45 a 50 centímetros entre elas.

    3 – Em plantios muito antecipados, cuidado com a escolha da cultivar; nem todas se adaptam bem quando semeadas muito cedo.

    4 – Uma mesma região pode apresentar diferentes altitudes e, em função disto, demandar cultivares com diferentes características.

    5 – Por causa da temperatura do solo, é mais lenta a germinação da soja em grandes altitudes e latitudes.

    6 – A soja “safrinha” não é permitida para evitar a dispersão e sobrevivência dos esporos da ferrugem. A alta exposição dos fungicidas e risco de surgimento de resistência é um dos principais motivos para esse impedimento, embora se reconheça que a semente produzida na safrinha poderia ser de melhor qualidade, por causa do clima seco e ameno na colheita.

    Manejo do solo
    O solo é o fator de produção mais importante na definição da produtividade dos cultivos; depois da água, porque sem ela não há produção. Como neste momento já não há tempo hábil para fazer o manejo, vale as dicas para o planejamento da próxima temporada, que começa agora com a rotação de culturas. Confira as 13 dicas abaixo:

    1 – Solo bem manejado não apresenta compactação, erosão e é rico em matéria orgânica, razão pela qual armazena muita água, podendo suportar deficiências hídricas não muito prolongadas.

    2 – Implantar o Sistema de Plantio Direto (SPD) é uma maneira inteligente de melhorar as qualidades do solo.

    3 – Solos com problemas de acidez devem ser corrigidos antes da implantação do SPD para não precisar revolvê-los posteriormente.

    4 – Após anos de cultivo no SPD a acidez pode voltar, sendo recomendável distribuir o calcário na superfície, para não revolver o solo.

    5 – Respeitar os princípios básicos do SPD: não revolvimento do solo, rotação de culturas e formação de abundante palhada.

    6 – Antes de realizar o plantio de uma nova safra, refazer os terraços danificados ou erroneamente eliminados, para conter a erosão.

    7 – Evitar operar as máquinas no sentido da declividade do terreno para evitar a erosão do solo.

    8 – A rotação com culturas de espécies diferentes é desejável para melhorar as propriedades químicas, físicas e biológicas do solo, além de reduzir os problemas fitossanitários.

    9 – Cultivos sucessivos de uma mesma cultura intensificam os problemas com insetos-praga, doenças e plantas daninhas.

    10 – A integração da lavoura com a pecuária (ILP) recupera as pastagens degradadas e melhora a qualidade do solo.

    11 – A ILP é a maneira mais eficiente de fazer um pecuarista fertilizar o seu pasto, através da adubação da lavoura. Pasto que virou lavoura e voltou a ser pasto, pode engordar até 5 X mais bois.
    12 – Solos muito arenosos não são apropriados para o cultivo da soja por causa da sua baixa capacidade de reter água. Mas, com muita palhada, pode valer a pena.

    13 – O ajuste dos equipamentos de plantio é necessário para garantir plantabilidade.

    Fonte: Projeto Soja Brasil/Canal Rural

  • Trigo: Compradores brasileiros pressionam valores

    Compradores brasileiros, atentos à colheita de trigo no Sul do País e na Argentina e à desvalorização do dólar frente ao Real, têm pressionado os valores de aquisição do trigo em grão. Esses demandantes indicam que a menor paridade de importação pode favorecer as compras externas. Por enquanto, as quedas nos preços ao produtor têm sido mais intensas que no atacado, de acordo com levantamento do Cepea. Quanto aos derivados, as cotações do farelo avançaram na semana passada, enquanto os valores das farinhas recuaram.

    Fonte: Cepea

  • Soja trabalha com ligeiros ganhos em Chicago nesta 3ª feira e ainda caminha de lado

    O mercado da soja na Bolsa de Chicago trabalha com leves altas nesta manhã de terça-feira (30). Os preços recuperam parte das baixas do pregão anterior e, por volta de 7h30 (horário de Brasília), subiam entre 1,75 e 2,25 pontos. O movimento, porém, ainda é técnico e o caminhar do mercado continua de lado.

    Assim, o vencimento novembro/18, que ainda é o mais negociado na CBOT, era cotado a US$ 8,40 por bushel. No maio/19, que serve como referência para a nova safra do Brasil, eram US$ 8,67.

    Os principais fundamentos da oleaginosa seguem pesando sobre os preços. A colheita nos EUA e o plantio na América do Sul se desenvolvem bem, enquanto a demanda pela soja norte-americana se mantém fraca e chamando a atenção dos traders. Os embarques do país são, no acumulado da temporada, os mais baixos dos últimos 10 anos.

    “Nos Estados Unidos, a demanda pela oleaginosa para exportação continua fraca, sem qualquer perspectiva de reaquecimento sem uma “reconciliação” entre Trump e Xi Jinping”, explicam os analistas da AgResource Mercosul (ARC). Os dois líderes deverão se encontrar novamente nas próximas reuniões do G20, mas ainda sem as perspectivas de um acordo.

    As especulações continuam acontecendo, porém, Donald Trump segue afirmando que a “China não está pronta” para o acordo. E para o presidente americano, será um “grande acordo”.

    Até o último domingo (28), a colheita norte-americana da soja estava concluída em 72% da área, contra uma expectativa do mercado de 68%. O índica ainda fica abaixo do ano passado e da média dos últimos cinco anos, quando o índice era de 81%. Na semana passada, o total era de 53%.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Desenvolvimento de plantas depende de produção de hormônios

    Um estudo realizado recentemente pela North Carolina State University indicou que o desenvolvimento das plantas depende diretamente da produção local de hormônios. De acordo com Javier Ceras, pesquisador de pós-doutorado no estado de Carolina do Norte e autor do estudo, as raízes ficam fortalecidas com a produção do hormônio vegetal auxina.

    “Sabíamos como auxina é transportado dentro da planta e como as plantas respondem a auxina, mas, surpreendentemente, até recentemente, não sabíamos como e onde auxina é produzido na planta”, explica.

    O estudo esclarece a importância de quando e onde o hormônio é produzido e explora a interação entre a síntese de auxina e o transporte que a move através da planta. Especificamente, a pesquisa mostra que a produção local de auxina é necessária para manter as plantas saudáveis.

    Isso significa que se o processo de produção e transporte da auxina não ocorrer de forma natural e fluida, as raízes da planta podem se degenerar, assim como as flores podem crescer estéreis. “Isso levou à questão de quão importante é a produção local de auxina na raiz, ou seja, a auxina que se move de uma célula da raiz para outra em vez de ser transportada da parte aérea, para o desenvolvimento da planta”, comenta.

    Segundo José Alonso, professor de biologia vegetal e micróbios e autor do estudo, a pesquisa colabora para o desenvolvimento de alternativas que tornam as plantas mais produtivas. “A mensagem deste estudo é que a produção local de auxinas e o transporte trabalham juntos para manter as plantas saudáveis. Por meio dessa ação cooperativa, as plantas podem manter nichos robustos de células-tronco e, portanto, podem sobreviver e crescer mesmo em condições difíceis”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Nova geração está modificando produção de alimentos

    O modo de consumo de alimentos das novas gerações, especialmente os chamados Milleniuns, está influenciando em uma mudança na maneira em que se produz alimentos em todo o mundo. De acordo com o especialista Remi Schmalz, em um artigo publicado no agfundernews.com, é preciso manter-se sempre à frente das necessidades dos consumidores.

    “Manter-se à frente da mudança nas preferências do consumidor é uma ótima maneira de gerar valor para as próximas gerações e colher os frutos. Ficando atrás, no entanto, pode ser prejudicial para um negócio. Isto é especialmente verdadeiro para a agricultura, onde as mudanças nas preferências dos consumidores podem afetar o que os produtores produzem e como eles operam suas fazendas”, escreveu.

    Isso porque, os consumidores mais jovens estão dispostos a pagar um valor mais alto por um alimento mais específico ou de melhor qualidade, fato que era mais raro no passado, onde não existiam tantas opções. Segundo ele a noção de saúde e de velhice e a preocupação com o corpo está cada vez mais influenciando no comportamento de consumo dos jovens.

    “A geração do milênio também pagará um prêmio por alimentos saudáveis e é mais provável que leia os rótulos dos alimentos do que qualquer geração. Eles estão comendo mais frutas e verduras frescas do que as gerações precedentes e abandonaram em grande parte os alimentos embalados, processados e congelados”, afirma.

    Segundo o especialista, isso significa que o abastecimento e a cadeia de suprimento alimentar mudaram à medida que as preferências da geração do milênio permeiam as indústrias de supermercados e restaurantes. Nesse cenário, Schmalz dá algumas dicas de como a cadeia produtiva deve se comportar para conseguir uma adaptação.

    “Para atender às demandas da geração do milênio e da geração Z, os produtores precisarão produzir produtos mais diversificados, rastrear e certificar esses produtos e entregá-los frescos aos consumidores em uma cadeia de suprimentos simplificada”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: EUA intensificam colheita, Brasil e Argentina avançam semeio

    Enquanto os Estados Unidos intensificam a colheita de soja, favorecidos pelo clima, no Brasil e na Argentina produtores avançam com o plantio, segundo informações do Cepea. No Paraná, as atividades estão mais adiantadas, seguido por Mato Grosso. Já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o semeio ainda está no início. Além de a janela de semeio ser mais tarde nestes dois últimos estados, as frequentes precipitações têm impedido os trabalhos de campo. Quanto aos preços, entre 19 e 26 de outubro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa da soja Paranaguá (PR) recuou 2,15%,  nessa sexta-feira. No mesmo comparativo, o Indicador CEPEA/ESALQ Paraná registrou queda de 2,6%, no dia 26.

    Fonte: Cepea