Eduarda Pereira

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  • Soja começa a semana em baixa na Bolsa de Chicago com pressão da guerra comercial EUA x China

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham em baixa no pregão desta segunda-feira (17). O mercado internacional dá início à esta nova semana com perdas de pouco mais de 4 pontos entre os principais vencimentos, com o novembro/19 valendo US$ 8,25 por bushel, por volta de 7h50 (horário de Brasília).

    Os traders começam a semana de olho nas tensões comerciais dos Estados Unidos não só com a China, mas com outros países também, inclusive as negociações em torno do Nafta. Nesta semana, o presidente Donald Trump pode anunciar novas tarifas sobre a nação asiática na casa de US$ 200 bilhões e volta a assustar os players.

    Diante dessa possibilidade, o índice acionário de Xangai caiu ao seu menor nível em quase quatro anos nesta segunda-feira. De acordo com informações da Reuters, Trump pode fazer o anúncio das novas tarifações ainda nesta segunda.

     

     O mercado segue ainda pressionado por seus próprios fundamentos, como o avanço da colheita norte-americana e a chegada da nova safra dos EUA ao mercado.

    No boletim semanal de acompanhamento de safras que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no fim do dia de hoje, após o fechamento do pregão, poderia mostrar os trabalhos de colheita concluídos no Corn Belt entre 2% e 3% da área.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja em alta com números do USDA e reaproximação com China

    O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quarta-feira (12.09) ganhos de 8,25 pontos no contrato de Novembro/18, fechando em US$ 8,40 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com valorizações entre 7,75 e 8,75 pontos.

    O mercado norte-americano da soja teve um dia de ganhos nos principais contratos futuros, com a redução dos estoques mundiais de soja para 2018/19. A T&F Consultoria Agroeconômica destaca que fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires relatam que os Estados Unidos propuseram à China uma nova rodada de negociações comerciais, em um esforço para dar a Pequim outra oportunidade de abordar as preocupações de Washington sobre questões comerciais antes que a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, implemente tarifas adicionais sobre as importações chinesas.

    A Consultoria AgResource destaca que o relatório do USDA até chegou a trazer um movimento de pressão nos primeiros minutos após a sua publicação: “No geral, um aumento de produtividade para a safra estadunidense já era esperado. A estimativa atualizada para 59,2 sacas/hectare (elevada 1,34 sacas) define um novo recorde para a safra estadunidense. Nem mesmo o excepcional cenário climático de 2016 foi capaz de gerar produtividades em tais níveis – naquele ano foi registrado 58,24 sacas/hectare”.

    “Entretanto, a especulação já precificava tais números, com o Mercado sendo regido pela falta de interesse em vendas físicas nos Estados Unidos, usuários finais (consumidores de grão) adicionando compras e novas especulações sobre a reabertura de negociações entre EUA e China”, concluem os analistas da ARC.

    Fonte: Agrolink

  • Trigo: USDA aumenta estoques mundiais e preços caem

    A disponibilidade mundial de trigo para 2018/19 foi aumentada em 4,7 milhões de toneladas (MT) pelo relatório do USDA divulgado nesta quarta-feira (12.09). De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, isso ocorreu devido ao aumento de 3,4 milhões de toneladas nos estoques iniciais.

    “A safra russa foi aumentada em 3,0 MT devido à atualização dos resultados na região de trigo de inverno e ao clima excelente na região do trigo de primavera. A safra do Casaquistão foi aumentada em 0,5MT também devido às excelentes condições do trigo de primavera. A produção mundial foi aumentada em 2,7 milhões de toneladas na Índia para o recorde de 99,7MT, diante da atualização feita pelo governo local”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica.

    Segundo ele, estes aumentos foram parcialmente compensados pela redução de 2,0MT da safra da Austrália e à redução de 1,0MT da safra do Canadá, ambas devido às continuadas condições de seca durante o período de crescimento. As exportações mundiais foram reduzidas em 2,5MT diante da redução de 2,0MT das exportações da Austrália e 0,5MT de redução nas exportações do Canadá, devido à redução das suas respectivas safras.

    “As importações da Indonésia e do Irã foram reduzidas em 1,0MT e 0,5MT, respectivamente. O uso mundial do trigo aumentou 2,3 milhões de toneladas, devido ao aumento de 2,0MT no uso da Rússia para ração e uso residual e 1,0MT de aumento de rações e uso residual na União Europeia”, pontua Pacheco.

    “Com o total das disponibilidades aumentando mais que o uso, os estoques finais globais aumentaram 2,3MT para 261,2MT, mas ainda são 5% menores do que o recorde do ano passado. Para o Brasil e a Argentina o USDA manteve os mesmos números do mês passado, isto é produção de 4,7MT para o Brasil (contra 5,24MT estimadas pela Conab, ontem) e 19,5MT para a Argentina (contra 20,1MT estimadas pelo mercado do país)”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Mercado esboça tímida reação na manhã desta 5ª após recuar quase 4% na Bolsa de Chicago

    As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta quinta-feira (13) com ligeiras altas, próximas da estabilidade. Às 9h02 (horário de Brasília), as principais posições da commodity testavam ganhos entre 0,75 e 1,25 pontos. O vencimento setembro/18 operava a US$ 3,42 por bushel, enquanto o dezembro/18 trabalhava a US$ 3,53 por bushel.

    “O mercado testa uma reação depois de uma queda acentuada registrada nesta quarta-feira (12) após o reporte do boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)”, informou a Reuters internacional.

    Ainda ontem, as cotações caíram quase 4% depois do USDA indicar a safra americana em 376,63 milhões de toneladas, frente as 370,51 milhões de toneladas estimadas em agosto. A produtividade subiu de 186,62 sacas para 189,65 sacas do grão por hectare. E os estoques ficaram em 45,06 milhões, bem acima do indicado no boletim anterior, de 42,77 milhões de toneladas.

    Hoje, o departamento ainda divulga seu boletim semanal de vendas. O relatório é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações em Chicago.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com leves baixas em Chicago nesta 5ª feira corrigindo altas da sessão anterior

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago corrigem parte das altas registradas no pregão anterior e, nesta quinta-feira (13), trabalham com leves baixas. Perto de 7h50 (horário de Brasília), as cotações recuavam pouco mais de 4 pontos entre as posições mais negociadas, e a referência do mercado – o novembro/18 – era cotado a US$ 8,36 por bushel.

    Os traders terminam de digerir os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgados no boletim mensal de oferta e demanda nesta quarta (12), porém, de forma leve e sem grandes oscilações. Os dados foram considerados neutros, uma vez que o mercado já esperava um aumento na safra norte-americana.

    No entanto, além da conclusão da nova safra dos EUA, especialmente com o desenvolvimento da colheita e os primeiros resultados concretos chegando dos campos, o mercado segue atento às questões comerciais, principalmente aquelas ligadas à guerra comercial entre chineses e americanos.

    Ontem, a notícia foi de que os EUA propuseram à China uma nova rodada de negociações sobre as disputas tarifárias e, atualizada, a informação é de que a nação asiática teria recebido bem o convite.

     

    Ainda nesta quinta-feira, atenção também aos números das vendas semanais norte-americanas que chegam atualizados pelo USDA. As expectativas do mercado variam, para a soja, de 500 mil a 1 milhão de toneladadas; para o farelo de 100 mil a 300 mil e para o óleo de 0 a 20 mil toneladas.

    Completando o cenário do mercado internacional, os traders seguem atentos também ao comportamento do dólar frente ao real e ao início da safra 2018/19 na América do Sul. No Brasil, os trabalhos de plantio já foram iniciados, mas carregam incertezas que vão do clima à logística.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trigo: Apesar do câmbio elevado, importação segue firme

    Mesmo com o dólar mais elevado, as importações de trigo seguem firmes, principalmente do produto argentino. O maior interesse de moinhos brasileiros pelo trigo estrangeiro se deve à menor área cultivada em 2017– devido à baixa rentabilidade com a cultura – e ao clima desfavorável naquele ano, que resultaram em expressiva redução da colheita de trigo no Brasil. Em agosto, as importações do cereal somaram 632,09 mil toneladas, volume 16,6% inferior ao de julho, quando, vale ressaltar, o País importou a maior quantidade de trigo desde setembro/16, segundo dados da Secex. Já no mercado interno, a comercialização segue lenta. Segundo colaboradores do Cepea, compradores e vendedores preferem aguardar a entrada mais efetiva do produto da nova temporada no Brasil para negociar.

    Fonte: Cepea

  • Estoque de soja do Brasil tem mínima histórica com exportações recordes

    O Brasil deverá fechar a temporada 2017/18 com exportações recordes de soja, impulsionadas pela demanda da China, o que reduzirá os estoques finais da oleaginosa do país para o menor volume da história, previu a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ontem (11/9).

    A Conab ainda reduziu a previsão de consumo de soja no país e destacou que o Brasil, maior exportador global da oleaginosa, pode ter de importar volumes adicionais do produto para suprir a demanda interna.

    Os estoques finais de soja do Brasil em 2017/18 foram estimados em 434 mil toneladas, ante estimativa em agosto de 638 mil toneladas. O volume estimado agora é menor que a mínima anterior verificada na safra 2011/12 (448 mil toneladas), disse a Conab à Reuters.

    A redução nos estoques foi feita apesar de um aumento na expectativa de produção de soja para um recorde de 119,3 milhões de toneladas, na colheita já encerrada, e com expectativa de exportações históricas de 76 milhões de toneladas, cerca de 8 milhões acima da temporada passada.

    O aumento da safra, no entanto, mostra-se incapaz de acompanhar o apetite da China, após o maior importador global voltar-se para o Brasil depois de aplicar uma tarifa retaliatória de 25 por cento para compras do produto dos Estados Unidos em meados deste ano.

    A Conab destacou que somente em agosto as exportações de soja do Brasil cresceram mais de 40 por cento, “devido à guerra comercial entre China e Estados Unidos”.

    “As altas exportações brasileiras de grãos, incentivadas pelo dólar e prêmios de portos elevados, mas principalmente pela guerra comercial entre China e Estados Unidos, reduziram a estimativa brasileira de esmagamento”, afirmou a Conab.

    “Mesmo com preços de farelo e óleo de soja no mercado internacional em alta, o Brasil deve continuar a exportar soja em grão, como forma de suprir o consumo dos chineses. Todavia, há uma chance remota do país começar a importar soja para suprir a demanda interna”, acrescentou a agência brasileira.

    A Conab manteve a previsão de importação de 400 mil toneladas de soja para 2017/18 —a expectativa supera em 100 mil toneladas o total importado na temporada passada. O Brasil costuma importar volumes de seus vizinhos, especialmente do Paraguai.

    O consumo de soja do Brasil foi estimado em 45,5 milhões de toneladas, ante 47 milhões de toneladas na previsão de agosto —a maior parte desse consumo se refere a processamento de soja, e o restante diz respeito ao uso do grão como semente.

    Na temporada passada, o consumo de soja havia somado 45,6 milhões de toneladas, segundo a Conab.

    O economista da associação da indústria de soja, a Abiove, Daniel Amaral, afirmou que os números da Conab estão alinhados com os da entidade. A associação estima o processamento em 43,6 milhões de toneladas, enquanto o uso para sementes em 3,2 milhões de toneladas.

    Ele ressaltou que os volumes de importação previstos pela Abiove também são “residuais”, assim como aponta a Conab, e disse acreditar que o Brasil será capaz de atender toda a demanda interna —com as compras externas se mantendo baixas— para a produção de farelo de soja para a indústria de ração e óleo para cozinha e utilizado também na indústria de biodiesel.

    Fonte: Reuters

  • Soja opera com leves baixas em Chicago nesta 4ª feira se ajustando à espera do USDA

    No dia da divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado da soja trabalha com leves baixas na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h30 (horário de Brasília), as cotações perdia, de 2 a 4,75 pontos nos principais contratos, com o novembro/18 sendo cotado a US$ 8,27 por bushel no pregão desta quarta-feira (12).

    Antes da chegada dos novos números, os traders seguem se ajustando e liquidando algumas posições, em um movimento técnico de proteção, segundo explicam analistas e consultores de mercado.

    “Gestores de investimento recordam um relatório do Oferta e Demanda do USDA em agosto que trouxe um cenário baixista para os preços da soja, e temem que o mesmo aconteça amanhã, na atualização deste relatório mensal. Além de produtividades recordes esperadas, o mercado também aposta em estoques estadunidenses da soja nos maiores níveis da história, uma vez que a demanda pelo grão vem sendo prejudicada pelos embates políticos-comerciais de Trump e os principais parceiros econômicos dos EUA”, explicam os executivos da AgResource Mercosul (ARC).

    Além da espera pelos números, outros dados trazidos pelo USDA também pressionam as cotações, uma vez que mostram uma melhora de dois pontos percentuais o índice de lavouras norte-americanas de soja em boas ou excelentes condições. O número passou de 66% para 68% e supera também a média dos últimos cinco anos, que é de 64%.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Sistema quantifica teor de milho transgênico

    Cientistas da Universidade de Girona desenvolveram um sistema que é capaz de quantificar o teor de milho transgênico no meio das lavouras que estão coberta com variedades tradicionais de milho. De acordo com os pesquisadores, a polinização do milho é muito forte através do ar, o que acaba fazendo com que as variedades geneticamente modificadas se misturem com as outras.

    Segundo Joaquima Messeguer, coautora do estudo, essa polinização acaba fazendo com que ocorra uma mistura das duas variedades na lavoura. Nesse cenário, ela explica que esse fluxo de genes pode ser prejudicial para a produtividade do grão e, até então, era muito difícil de controlar.

    “É um fato conhecido que o fluxo gênico se acumula nas bordas do campo convencional e diminui rapidamente à medida que se move em direção ao centro do campo. Isso se deve ao fato de que uma competição é estabelecida entre as duas classes de pólen e na zona central do campo o pólen local claramente predomina”, explica em relatório.

    De acordo com a pesquisadora, os dados do estudo foram colhidos de forma experimental, já que o processo ainda está no seu início. No entanto, já foi possível deduzir o modelo de distribuição desse fluxo dentro de uma lavoura que foi plantada com a variedade de milho tradicional.

    “A partir dos dados experimentais foi possível deduzir um modelo que descreve com muita precisão esta distribuição de fluxo dentro de um campo convencional com base em sua forma e a intensidade média de fluxo presente nas bordas. A forma dos campos pode ser muito variada, mas a relação entre pólen externo (GM) e interno é sempre proporcional ao perímetro do campo e inversamente proporcional à sua área”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Investidores ainda se posicionam antes do USDA e mercado inicia 3ª feira próximo da estabilidade

    Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros do milho iniciaram o pregão desta terça-feira (11) próximos da estabilidade. Às 8h15 (horário de Brasília), as primeiras posições do cereal subiam entre 0,25 e 0,50 pontos, com o vencimento setembro/18 a US$ 3,56 por bushel. Já o março/19, recuava 0,25 pontos, cotado a US$ 3,79 por bushel.

    De acordo com informações das agências internacionais, os participantes do mercado ainda se posicionam antes dos números de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O órgão traz seu novo boletim nesta quarta-feira (12) e a expectativa é de um novo ajuste na projeção para a safra de milho norte-americana.

    Ainda hoje, o departamento também deve reportar as informações da safra americana, em seu boletim semanal de acompanhamento de safras. Devido a problemas técnicos, os dados serão divulgados nesta terça-feira.

    A expectativa dos investidores é que o USDA reporte que cerca de 66% das lavouras estejam em boas ou excelentes condições. Em relação à colheita, a perspectiva é que em torno de 6% da área cultivada já tenha sido colhida.

    Fonte: Notícias Agrícolas