Eduarda Pereira

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  • Cenário é positivo para grãos em 2019

    Para o próximo ano, as tendências são positivas para o mercado de grãos a nível interno”. A afirmação é o analista chefe de grãos da DATAGRO Consultoria, Flávio Roberto de França Júnior, que apresentou informações sobre o andamento da safra atual (2018/19) de soja e milho no Brasil e as tendências do mercado interno para 2019.

    De acordo com o especialista da consultoria, a forte demanda e as áreas menores de cultivo no Brasil, devem sustentar a Bolsa de Chicago, além dos câmbios e prêmios mais altos: “Os portos brasileiros registram demanda firme, fretes acomodados e melhores logísticas. Existem alguns fatores contrários, como as maiores áreas de cultivo na Argentina, as incertezas sobre a guerra comercial, o aumento dos custos de produção e os impasses dos fretes. As margens serão mais justas, porém, ainda positivas pelo 13º ano consecutivo e os produtores capitalizados”.

    A estimativa de crescimento de França Júnior neste mês é próxima à da realizada em novembro. As áreas de cultivo e produção deverão crescer 3% e 1%, respectivamente, nas duas principais culturas brasileiras. França Júnior destacou que o plantio está adiantado, com bom nível tecnológico, e que o padrão climático de La Niña está fraco, provocando um inverno e verão sem grandes anomalias.

    Segundo a DATAGRO, a soja possuía 35,2 milhões de hectares na safra 2017/18 e estima-se 36,1 milhões ha na safra atual. Já a produção saltará de 121,4 milhões de toneladas para 122,9 milhões de tons neste ano comercial. O milho possuía 17,3 milhões ha na safra anterior, passando a ter 16,8 milhões na safra 2018/19 e a produção aguardada é de 94,6 milhões de tons, frente as 81,1 milhões na safra anterior.

    “A instabilidade do câmbio com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, além de outros entraves econômicos como a taxa de juros do Fed e a preocupação com a desaceleração da economia global irão influenciar os próximos rumos das cotações’’, diz França. Ele finaliza dizendo que o mercado brasileiro está bastante entusiasmado com a montagem da nova equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro e, que 2019 será um ano de boa fluidez para o agronegócio.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil colhe a segunda maior safra de grãos da história, segundo a Conab

    A produção brasileira de grãos fechou o ciclo 2017/2018 com 228,3 milhões de toneladas colhidas. Foi a segunda maior safra de grãos, atrás apenas da safra anterior, conforme o 12º levantamento da safra divulgado em setembro pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    A produção de soja alcançou recorde de 119,3 milhões de toneladas (4,6% superior à safra passada). O milho registrou produção de 54,5 milhões de toneladas, o arroz, 12,07 milhões de toneladas, o algodão resultou em 2 milhões de toneladas de pluma, e o trigo, com aumento de 6,4% na área semeada em relação à safra anterior, resultou na produção de 5,2 milhões de toneladas.

    Apesar de a estiagem ter atrasado o plantio, a soja foi um dos destaques da safra. O espaço destinado ao grão nas lavouras cresceu, sobretudo em áreas destinadas anteriormente à produção de milho 1ª safra, devido à melhor rentabilidade proporcionada ao produtor.

    O desempenho da safra só não foi melhor devido à produtividade, que registrou queda nacionalmente de 5,2%, impulsionada, principalmente, pelo desempenho do milho segunda safra em quase todas as regiões brasileiras. A área plantada foi estimada em 61,7 milhões de hectares, com crescimento de 1,4%, ou 852,8 mil hectares, se comparada à safra 2016/17.

    Próxima safra
    Para a próxima safra (2018/2019), o 3º Levantamento divulgado neste mês, revela que o país deverá colher 238,4 milhões de toneladas, o que representa aumento de 10,6 milhões de toneladas ou de 4,6% de um ano para outro. Os principais produtos responsáveis pelo resultado são soja, milho, arroz e algodão, as maiores culturas do país, que juntas correspondem a 95% da produção total.

    Caso a estimativa se confirme, praticamente, se repetirá o resultado recorde da safra 2016/2017, de 238,8 milhões de toneladas.

    Fonte: UOL

  • Produtores inscritos na DAU podem liquidar débito até dia 27

    Termina no próximo dia 27 de dezembro o prazo para produtores rurais com débitos de operações de crédito rural ou fundiário, inscritos ou encaminhados para inclusão na Dívida Ativa da União (DAU), possam liquidar os passivos com descontos de 60% a 95%.

    Estes benefícios estão previstos no artigo 4º da Lei 13.340/16. “Aquele produtor que tiver condições de fazer a liquidação que faça até o dia 27”, explica o coordenador de Assuntos Estratégicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Joaci Medeiros.

    A regra vale para quem foi incluído ou encaminhado para inscrição na DAU até 31 de julho deste ano, que tiveram inadimplência ocorrida até 31 de dezembro do ano passado.

    Segundo o coordenador, os interessados podem regularizar a situação na Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

    Fonte: CNA – CONFEDERAÇÃO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO BRASIL

  • Abrafrigo contesta valores da dívida do Funrural divulgados pela Receita

    A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) distribuiu nota contestando o valor de R$ 17 bilhões para o passivo do Funrural dos produtores rurais e frigoríficos e divulgado segundo dados da Receita Federal. “Este número não é verdadeiro e está sendo utilizado apenas para se atribuir culpa aos produtores rurais e frigoríficos pela existência de uma dívida que não é deles e que, por sinal, nem deveria existir”, afirmou o Presidente Executivo da Abrafrigo, Péricles Salazar.

    Ele lembrou que quem criou o problema foi o Supremo Tribunal Federal (STF) que, em 2010, julgou inconstitucional a cobrança do Funrural e, com isso, que os produtores rurais ficaram desobrigados de fazer o recolhimento do imposto devido. “Em 2017, o STF reformulou esta decisão, voltando atrás e reconhecendo como constitucional essa cobrança. O setor aceitou isso e, desde então, os produtores rurais e frigoríficos vem cumprindo normalmente com este compromisso, num total de R$ 300 milhões mensais somente no setor da carne bovina.

    Mas, a bem da verdade, esta dívida que se aponta acumulada aponta nos sete anos em que o Funrural não foi exigido, não existe”, afirmou o Presidente Executivo da Abrafrigo.

    Fonte: Agrolink

  • FRAC contraria Aprosoja e defende calendário da soja

    O FRAC-Brasil (Comitê de Ação a Resistência de Fungicidas) se posicionou contrariamente à iniciativa de plantio próprio de sementes salvas fora do calendário técnico da soja. A quebra foi sugerida pelo atual presidente da Aprosoja MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso), Antônio Galvan.

    O dirigente mandou carta aberta aos produtores daquele estado afirmando que, pela “ausência de pesquisas que respaldem a manutenção da norma como está” recomendava aos seus associados que “não façam seus plantios para produção de sementes próprias agora em dezembro e sim a partir de 01/02/19”.

    O FRAC defendeu a manutenção do calendário atual da soja no Mato Grosso justificando que “o combate à resistência e a manutenção da vida útil dos fungicidas para o controle da ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi) na cultura soja, somente será possível se mantidas boas práticas agronômicas que, dentre as diversas táticas, inclui o respeito às leis que estabelecem a data limite para semeadura ou calendarização de plantio”.

    “Com fundamentação técnica, portanto, o FRAC se posiciona CONTRÁRIO ao cultivo extemporâneo de soja, mais especificamente após o período de calendarização no Estado do Mato Grosso”, afirmou o Comitê. Confira os motivos apresentados:

    A calendarização de plantio é uma ferramenta que auxilia na regulação do período em que a cultura e patógeno estão disponíveis no campo. Considerando que o inoculo de ferrugem asiática da soja aumenta exponencialmente ao longo deste período e que quanto mais extenso for este período, maior será a exposição e pressão de seleção da resistência aos fungicidas (independentemente do modo de ação e do histórico de resistência do fungicida).
    Com base no constante do programa de monitoramento realizado pelos membros do FRAC, o mesmo dispõe de dados técnico-científicos que indicam que à medida que avançamos para plantios mais tardios, maior é a adaptação e seleção da ferrugem asiática da soja aos fungicidas (populações menos sensíveis, com maior dificuldade de controle).
    Estes dados reforçam o posicionamento do FRAC e comprovam que os plantios extemporâneos vão acelerar o problema da resistência, comprometer ainda mais a longevidade dos poucos modos de ação disponíveis e tornar o controle da ferrugem mais desafiador e mais dispendioso para o produtor.
    No plantio extemporâneo proposto possivelmente haverá um cenário de aplicação curativa, em função da infecção antecipada (elevada quantidade de inoculo) aliada a alta probabilidade de ocorrência de condições climáticas suficientes para o desenvolvimento da ferrugem, propiciando um ambiente de alta pressão de seleção (favorável à evolução de resistência, acarretando em perdas de controle e de produtividade).
    O FRAC apresentou seu posicionamento quanto a este assunto em várias ocasiões, incluído comunicados disponíveis em seu website (http://www.fracbr.org).

    O controle químico através do uso de fungicidas é a principal ferramenta de manejo da ferrugem asiática da soja. Todavia, não deve ser utilizado de forma isolada, mas sim integrado a boas práticas agrícolas como a calendarização de plantio e orientações técnicas proferidas por órgãos especializados e pelo FRAC.

    Estas recomendações são essenciais para se preservar a manutenção da eficácia dos fungicidas, tecnologia indispensável para o cultivo da soja no Brasil. Respeitosamente e em conjunto a maior parte da comunidade científica, o FRAC reforça sua posição contrária a alteração da instrução normativa conjunta SEDEC/INDEA – MT N 002/2015.

    O FRAC-BR coloca-se à disposição para esclarecimentos necessários. Para maiores informações consultar www.frac-br.org

    É a presente, portanto, a cumprir o seu objetivo, sobretudo técnico, nos termos dos objetivos e finalidades do FRAC-BR.

    Atenciosamente, FRAC Brasil

    Fonte: Agrolink

  • Inseticida Imidaclopride ganha registro no Brasil

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) concedeu o registro para que o inseticida Imidaclopride, da empresa Hailir, seja comercializado no Brasil. De acordo com a empresa chinesa, desde o seu lançamento nos anos 80, a quota de mercado do imidaclopride cresceu rapidamente, graças ao seu excelente desempenho.

    O produto permaneceu como a 3ª maior variedade de inseticidas, em termos de vendas globais, tendo atingido US$ 1,02 bilhão em 2016. Nesse cenário, em 2017, o imidaclopride ficou em 9º lugar entre os 10 maiores agrotóxicos do Brasil. “É provável que a demanda por imidaclopride ainda cresça, impulsionada pelo aumento do plantio das principais culturas econômicas no Brasil e pela promoção de agentes de tratamento de sementes”, diz a empresa.

    Sendo assim, a empresa informou que possui uma capacidade de duas mil e quinhentas toneladas do inseticida que, segundo ela, é autossuficiente no fornecimento de intermediário, permitindo que a empresa tenha uma vantagem integrada, sendo que recebeu inscrições para este produto em mais de 60 países e regiões. “Espera-se que as vendas do produto aumentem significativamente no Brasil no próximo ano, o que reforçará ainda mais a posição dominante da Hailir no mercado para este produto”, indica.

    A Hailir dedica-se ao desenvolvimento da indústria e à implantação de negócios globais, sendo especialista em produtos técnicos de pesticidas, tais como o tiametoxam, clotianidina e dinotefurano. Nesse meio tempo, gerenciou inscrições independentes no Brasil, na Argentina e em Mianmar, bem como o estabelecimento da sua plataforma de serviços da cadeia de produtos agrícolas em destaque.

    Fonte: Agrolink

  • Veja como a transformação digital está mudando o agronegócio brasileiro

    Responsável por 23,5% do PIB brasileiro, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o agronegócio tem sido impactado pela transformação digital. Um dos termos em alta, o conceito de smart farms traz negócios que apostam em inteligência da informação para elevar as produções e garantir o controle de pragas, automação das rotinas e coleta de informações de qualidade e em tempo hábil.

    Cintia Leitão de Souza, diretora de Agronegócio da Senior, empresa referência em soluções de gestão empresarial, destaca o diferencial que a transformação digital traz ao segmento. “Quando pensamos no agro, temos que levar em consideração toda a cadeia ligada à produção alimentícia, que traz uma série de negócios. E as novas tecnologias exercem um papel fundamental de compartilhamento e coleta de informações fundamentais para a tomada de decisão, dos silos até a comercialização dos produtos”, comenta a executiva.

    Um dos exemplos de transformação digital, de acordo com Cintia, é o uso da internet das coisas (IOT) e da inteligência artificial. “São duas questões que cada vez mais ganham espaço no agro. Na primeira podemos citar como exemplo dispositivos que avaliam a capacidade de estoque de silos, que antes eram medidos manualmente. Essa velocidade e precisão das informações garantem uma tomada de decisão eficaz e mais rapidez à rotina. Já o segundo ponto nos leva a ver como a indústria 4.0 também chega ao segmento. A automação, o uso de chatbots, máquinas cada vez mais inteligentes e autônomas reduzem a necessidade de intervenção humana, alavancando a produção agrícola em novos níveis”, destaca Cintia.

    A diretora da Senior também acredita que a integração de dados é outro destaque da transformação digital no agronegócio. “Hoje temos a digitalização dentro e fora das porteiras. Há, por exemplo, o rastreamento de produtos do campo à mesa do consumidor e uma série de dados que apoiam o produtor e empresário na mensuração de custos, lucro, produtividade. A partir daí temos processos melhorados, técnicas aprimoradas e uma rotina muito mais eficiente que nos permite atingir performances antes impossíveis”, conclui.

    Fonte: iPNews

  • Brasil já soma mais de 100 casos de ferrugem asiática nesta safra

    Os casos de ferrugem asiática seguem avançando rápido no país. Ao todo foram registrados 104 casos da doença até dia 19 dezembro, maior volume para o período desde a safra 2009/2010. Mato Grosso registrou o primeiro caso da doença e se junta a outros importantes estados produtores que já apontaram ocorrências. O excesso de chuvas no início de dezembro dificultou o manejo de soja e agora deixa os produtores preocupados.

    O Paraná é o estado que mais casos registrou até o momento, 43. Depois aparece o Rio Grande do Sul com 26. Seguido por Mato grosso do Sul com 11, Santa Catarina e São Paulo com 7 cada um, Goiás com 5, Minas Gerais com 3 e por fim Rondônia e Mato Grosso com 1 registro cada.

    Segundo o sojicultor matogrossense, Murilo Degasperi Fritz, o tempo nublado e chuvoso tem contribuído para o avanço dos esporos da doença. “O tempo está muito nublado, muito fechado, chovendo muito, está faltando luz, principalmente para a soja na fase de enchimento de grão. Aqui, para se ter uma ideia, não ficou mais do que cinco dias sem chover, desde quando começou o plantio”, diz.

    A situação está deixando produtores da região tensos com o risco de surgimento da doença, principalmente a ferrugem asiática. “Em alguns talhões tivemos que entrar novas aplicações com 18 dias após ter feito a primeira e logo começa a chover de novo. Tem que ficar alerta, principalmente por causa desse intervalo entre as aplicações de fungicidas, porque o ideal é quinze dias, começar a passar disso daí, já começa não fazer tanto efeito as aplicações de fungicidas”, afirma.

    Um consultor que atende produtores da região sudeste do estado afirma que as dificuldades quanto à pulverização tem sido semelhantes na maioria das áreas. “Nesse momento se a doença entrar e o produtor vacilar com a aplicação, seja por atraso ou outro motivo, essa disseminação vai acontecer”, conta o engenheiro agrônomo, Rodrigo Dezordi.

    Fonte: Soja Brasil/Canal Rural

  • Soja trabalha estável nesta 5ª feira em Chicago e ainda espera por informações novas

    O mercado da soja segue caminhando de lado na Bolsa de Chicago e testa ligeiras baixas na manhã desta quinta-feira (20). Por volta de 7h55 (horário de Brasília), as cotações perdiam pouco mais de 0,25 ponto. O janeiro/19 lutava para manter os US$ 9,00 por bushel, enquanto o maio/19 valia US$ 9,26.

    A falta de novidades continua tirando a força do andamento dos preços e mantém os traders e fundos investidores ainda muito cautelosos, evitando variações mais intensas.

    A guerra comercial entre China e Estados Unidos permanece no foco central do mercado, e qualquer movimento dos dois países mexe com as cotações, mas ainda de forma limitada. Segundo explicam analistas e consultores, uma mudança mais intensa nos preços virá de um acordo firmado entre as duas maiores economias do mundo ou da confirmação de que não chegarão a um consenso.

    Paralelamente, a nova safra da América do Sul também começa a ganhar um pouco mais de atenção no mercado internacional.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: Preços iniciam a quinta-feira estáveis na Bolsa de Chicago

    Após fecharem o pregão de quarta-feira com quedas entre 3 e 3,6 pontos, os preços futuros do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (20) operando praticamente estáveis, com baixíssimas movimentações. As principais cotações apresentavam valorizações entre 0,25 e 0,5 pontos por volta das 07h05 (horário de Brasília). O vencimento dezembro/18 era cotado a U$ 3,82 por bushel e o março/19 apontava U$ 3,90 por bushel.

    Segundo Bem Potter da Farm Futures, os preços desceram em meio a dúvidas sobre a demanda por etanol e negociações comerciais entre Estados Unidos e China na quarta-feira. Os analistas esperam que o USDA divulgue o aumento das vendas de milho em seu próximo relatório semanal, na manhã de hoje, com estimativas que variam entre 90,5 milhões e 114,2 milhões de bushels para a semana encerrada em 13 de dezembro.

    Fonte: Notícias Agrícolas