Eduarda Pereira

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  • Agricultura: Em dez anos Brasil produzirá 69 milhões a mais de grãos

    O Brasil vai produzir nos próximos 10 anos 69 milhões de toneladas a mais de grãos, atingindo de 302 milhões t em 2027/2028. Segundo projeções do Ministério da Agricultura, o desempenho será puxado pela soja (156 milhões t) e o milho (113 milhões t), com incremento estimado em 30%. As carnes (bovina, suína e de frango) devem passar de 27 milhões t para 34 milhões t, aumento de 27%, ou mais 7 milhões t no mesmo período. “A produtividade é apontada como responsável pelo aumento da produção de grãos, o que pode ser constatado pelo aumento da projeção da área de plantio, no mesmo período, de apenas 14,5%. A pecuária que também vem introduzindo novas tecnologias contribuído para o desempenho e melhoria da produção”, disse a pata em nota.

    O estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2017/18 a 2027/28 da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura prevê expansão da área plantada de todas as lavouras (algodão, arroz, banana, batata inglesa, cacau, café, cana de açúcar, feijão, fumo, laranja, maçã, mamão, mandioca, manga, melão, milho, soja grão, trigo, uva), de 75 milhões hectares em 2018, para 85 milhões de hectares nos próximos 10 anos. “O crescimento global será de 13,3%, o equivalente a 10 milhões de hectares em regiões de pastagens naturais ou por reaproveitamento degradadas.”

    Conforme o Ministério, as maiores expansões devem ocorrer na soja, cana-de- açúcar e milho. Lavouras, como arroz, feijão, mandioca e laranja devem ter redução de área plantada. “Ganhos de produtividade deverão compensar as reduções, de modo que não haverá recuo de produção. O café deve apresentar certa estabilização da área e os ganhos de produtividade obtidos nos últimos anos permitem obter produção crescente, mesmo com tendência de redução de área.”

    O estudo projeta produção de carnes de 34 milhões de toneladas em 2027/28, aumento de 7 milhões de toneladas sobre 2018, destaca a pasta. O maior crescimento deve ocorrer nas carnes suína e de frango, seguidas por carne bovina. A carne de frango deve ter aumento de 4 milhões t, totalizando 17 milhões t em 2028. Em seguida, vem a carne bovina, somando 12 milhões t (+2 milhões de t). A produção de carne suína ficará em quase 5 milhões t (+1 milhão t) na próxima década.

    O Centro-Oeste vai liderar o aumento de produção de grãos, saindo de 103 milhões t para 139 milhões t (+ 36 milhões t ou 34,8%). “É prevista também expansão da produção de grãos em direção ao Norte do país, com crescimento de 34% em relação a 2018. Destacam-se nessa expansão os estados de Rondônia, Tocantins e Pará. Os estados do Sul terão incremento de 24,8% (+19 milhões t), alcançando 94 milhões t de grãos.” Nesse período, a área plantada no Centro-Oeste deve crescer 28,2%; a do Norte, 23%, e a do Sul, 7,5%.

    Exportações

    Segundo o Ministério da Agricultura, em dez anos o País exportará 139 milhões t de grãos, aumento de 37 milhões t em relação a 2018. A soja e o milho continuam como destaques, à frente de produtos como o açúcar e o café. As vendas externas de soja em grão ficarão em 96,5 milhões t e as de milho em 42,8 milhões t. O comércio externo de açúcar alcançará 37,2 milhões t e, de café, 34 milhões de sacas. As exportações de carnes alcançarão 8,8 milhões t (+ 2,3 milhões t).

    A pasta informa que dados preliminares desse trabalho, agora concluído, haviam sido anunciados pelo ministro Blairo Maggi no Global Agribusiness Fórum 2018 (GAF), no fim de julho, em São Paulo.

    Fonte: Broadcast Agro

  • China pode voltar a comprar soja dos EUA

    A Oil World, empresa de análises especializada em óleos vegetais, afirmou para o portal Agriculture.com que a China pode precisar voltar a comprar soja dos Estados Unidos em menos de duas semanas, em meio a disputa comercial travada entre os dois países. Segundo a petroleira, outras regiões não conseguem fornecer soja suficiente para atender às necessidades do país oriental.

    “A China precisa retomar as compras de soja dos EUA. Em nossa opinião, a escassez de oferta na América do Sul fará com que a China importe 15 milhões de toneladas de soja dos EUA em outubro de 2018 / março de 2019, mesmo que a atual guerra comercial não seja resolvida”, diz o comunicado da Oil World.

    Em julho, a China impôs tarifas de importação sobre uma lista de produtos dos EUA, incluindo a soja, como parte da disputa comercial. Agora, o maior importador de soja do mundo vem buscando suprimentos alternativos, especialmente na América do Sul, onde a disponibilidade para exportação está em baixa.

    De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o alvo dos orientais nos EUA é, pincipalmente a soja esmagada para a produção de óleo de cozinha e farelo. Nesse cenário, a petroleira garante que a China deverá aumentar as importações de farelo de soja processado, inclusive o estadunidense que passou por moagem na argentina.

    “O maior aumento provavelmente será visto nas exportações de farelo de soja da Argentina para a China. Se a China começar a comprar farelo de soja argentino, a falta de oferta de soja na Argentina aumentará as importações argentinas de soja dos EUA”, finalizou o comunicado.

    Fonte: Agrolink

  • Agronegócio brasileiro pode crescer com exportação de tecnologia e serviços

    O agronegócio brasileiro tem dois desafios nos próximos anos. A curto prazo será ampliar e manter a produtividade. A médio prazo, o setor vai precisar dar um salto em termos de internacionalização, exportando não apenas alimentos, mas também tecnologias e serviços da Embrapa e de outras empresas privadas, financiando, dessa maneira, novos avanços e garantindo uma presença maior em mercados, com capital e necessidade de tecnologia e know how. Essa foi a avaliação e sugestão do Embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, durante sua apresentação sobre Geopolítica e Mercado Internacional: Impactos para o Brasil, realizada nesta segunda-feira (6/8), no Congresso Brasileiro do Agronegócio, uma iniciativa da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e B3 – Brasil Bolsa Balcão.

    “Ao mesmo tempo em que demanda por alimentos vai crescer, principalmente, em países do continente africano e do sudeste da Ásia, eles também estarão preocupados em aumentar sua produção e produtividade, buscando ter mais acesso às tecnologias e visando a segurança alimentar. “Assim, a pergunta é: vamos assistir como espectadores esse processo ou devemos participar como detentores de tecnologia, know how, equipamentos? Certamente, outros países seguirão por esse caminho, trabalhando para estar nesses mercados com maior potencial”, destacou Amaral.

    Para alcançar essas metas no futuro, o embaixador ressaltou que o Brasil vai precisar enfrentar os desafios internos, como diminuir o custo de produção e melhorar urgentemente a infraestrutura e logística. “Como um país pode se tornar um grande exportador sem infraestrutura adequada?”, questionou. “Essa deve ser a prioridade do novo governo: viabilizar uma infraestrutura adequada para o transporte de toda produção do agronegócio”, acrescentou.

    No entanto, Amaral lembrou que o país possui grandes vantagens competitivas perante a outros países, como por exemplo, a China, ao ter recursos naturais abundantes, área para expandir a produção, tecnologia e inovação para aumentar a produtividade. “Ninguém tem tanta condição como nós, por isso somos candidatos naturais para atender essa demanda de alimentos no mundo”.

    Guerra Comercial

    Em sua palestra no Congresso Brasileiro do Agronegócio, Amaral ainda comentou sobre a Guerra Comercial, iniciada pelo governo dos Estados Unidos. “Não somos alvo, mas sofremos as consequências de forma indireta”, disse. “Se os chineses imporem sanções, por exemplo, na exportação da soja americana, eles (chineses) vão precisar de outros mercados para suprimir a demanda e o Brasil pode ser beneficiado, juntamente com a Argentina, assim como se a China fechar um acordo com os Estados Unidos, pode ser que percamos um mercado importante”, analisou.

    A questão americana, aliás, também pode ser uma oportunidade para o Brasil porque, segundo Amaral, o país havia perdido o trem das relações comerciais internacionais em governos anteriores. “Em decorrência da política adotada pelo governo Trump, o trem parou e nosso país, agora, tem a oportunidade de embarcar neste trem, por meio do Itamaraty, que reiniciou a negociação por acordos com diversos blocos e países”, ponderou.

    Nesse sentido, o Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, comentou durante a abertura do evento que a agenda de negociações do Itamaraty engloba acordos com o Japão, Canada, Coreia do Sul e a Aliança do Pacífico, além de estar revitalizando os acordos comerciais do Mercosul.

    Nunes ainda destacou dois pontos relacionados ao agronegócio: a luta contra as barreiras sanitárias e fitossanitárias e que em termos de sustentabilidade o Brasil é uma referência e não precisa receber lição de nenhum país. “Há ainda muita coisa a ser feita, mas nossa produção agrícola preserva mais de 60% da cobertura vegetal, original, inclusive”, disse.

    Em sua apresentação na abertura do evento, o presidente da ABAG, Luiz Carlos Corrêa Carvalho fez questão de salientar a importância de o país não se isolar num cenário mundial marcado por um aumento de medidas protecionistas. “Nesse sentido, para o Brasil e para o Mercosul, o fortalecimento da OMC – Organização Mundial do Comércio é fundamental. Para se ter uma ideia, segundo a própria OMC, uma guerra comercial poderia fazer recuar o PIB global em mais de dois pontos percentuais”, afirmou.

    Carvalho destacou também os vários pontos fortes que o agronegócio brasileiro tem para consolidar sua posição de líder mundial na produção de alimentos, fibras e energia. “Nossa grande efetividade para assegurar ganhos constantes de produtividade é o agro brasileiro estar baseado em ciência, tecnologia e competência do produtor agrícola. Foi isso que fez com que o Brasil, em 40 anos, passasse de país importador de alimentos para um dos maiores exportadores do mundo e o primeiro gigante mundial na agricultura tropical. As expectativas para os próximos dez anos, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, é muito relevante para o Cone Sul”, concluiu Carvalho.

    Em sua saudação inicial, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, afirmou que, para o país atender as expectativas mundiais em termos de produção e exportação, será necessário diversificar a busca por recursos. “Nesse aspecto, a área de mercado de capitais brasileiro tem tido grande evolução nos últimos anos. O melhor exemplo disso foi a consolidação dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), afinal de contas, no ano passado eles representaram uma movimentação de R$ 30 bilhões, um volume que foi o dobro do ano anterior”, informou.

    Também participaram a abertura do Congresso Brasileiro do Agronegócio, o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira, a superintendente Federal do Ministério da Agricultura em São Paulo, Andrea Moura, do secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Francisco Jardim, o deputado federal Arnaldo Jardim, do presidente da APEX, Roberto Jaguaribe, o presidente da Abitrigo, embaixador Rubens Barbosa, o representante permanente do Brasil na OMC, Alexandre Parola, o presidente da CNA, João Martins da Silva Junior, o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic, o coordenador dos países produtores do Cone Sul, Gustavo Idigoras, e o presidente em exercício da Embrapa, Celso Luiz Moretti.

    Fonte: Agrolink

     

  • Soja trabalha em alta em Chicago nesta 3ª com redução no índice de boas lavouras nos EUA

    Os preços da soja sobem na manhã desta terça-feira (7) na Bolsa de Chicago, recuperando parte das perdas da sessão anterior. Por volta de 8h30 (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 9 pontos, levando o novembro/18 aos US$ 9,03 por bushel.

    O mercado reage, segundo explicam analistas e consultores, à redução maior do que o esperado do índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições nos EUA pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu último reporte semanal de acompanhamento de safras.

    Até o último domingo (5), 67% dos campos norte-americanos estavam em boas ou excelentes condições, número 3 % inferior ao da semana passada, quando estava em 70%. São ainda 23% das lavouras em situação regular e 10% delas em condições ruins ou muito ruins.

    Entretanto, para Steve Cachia, diretor da Cerealpar e consultor do Kordin Grain Terminal, de Malta, os ganhos poderiam ser pontuais.

    “A alta parece ser limitada, com traders provavelmente se protegendo contra a possibilidade de um novo relatório do USDA (mensal de oferta e demanda) na sexta-feira, e de comentários de que a China pode importar até 10 milhões de toneladas a menos em 2018”, diz.

    Os temores da guerra comercial, afinal, continuam a rondar os traders e, consequentemente, o andamento das cotações na CBOT.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Cientistas trabalham em milho multirresistente

    Uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA) estão trabalhando em uma variedade de milho que poderia resistir a múltiplas doenças. Através do estudo do DNA, eles buscam identificar quais são as regiões do genoma e os mecanismos que são colocados em prática contra o ataque de vários patógenos.

    De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 2017 a produção mundial de cereais atingiu mais de 1 bilhão de toneladas, sendo o milho o mais difundido em todo o planeta. No entanto, no decorrer dos anos, várias doenças vêm afetando a sua produtividade e a qualidade do grão.

    Assim, os cientistas argentinos estão tentando identificar plantas que tenham os maiores atributos genéticos para resistir às doenças mais comuns e que afetam a produtividade do milho. Desse modo, conseguiriam uma variedade capaz de ser, quase que totalmente, autossuficiente.

    Segundo Juliana Iglesias, especialista em genética vegetal da INTA, o trabalho não mostrará evidências e resultados em um curto prazo, devido à complexidade do tema. No entanto, a expectativa é de que consigam um milho multirresistente em um futuro não tão distante.

    “Nós nos concentramos em encontrar e identificar indivíduos que têm resistência genética a várias doenças para que, no futuro, possamos desenvolver variedades com melhor desempenho para atacar vários patógenos”, explica.

    A pesquisadora não informou em que estágio a pesquisa está e nem se tem um prazo estipulado para que a nova variedade de milho seja produzida. No entanto, garantiu que será uma descoberta importante para a economia mundial e para o combate à fome.

    Fonte: Agrolink

  • Agro e meio ambiente conversam com presidenciáveis

    A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, formada por 170 representantes do agronegócio, do meio ambiente e do clima, anunciou que irá apresentar um documento aos presidenciáveis contendo 28 medidas de modernização da produção e aumento da produtividade de forma sustentável. O documento foi lançado na última sexta-feira (03.08) e será apresentado aos candidatos entre agosto e setembro.

    De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o mundo terá 9 bilhões de pessoas até 2050 e o Brasil será um dos maiores fornecedores de alimentos. Nesse cenário, o climatologista Carlos Nobre, presidente do conselho diretor do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e um dos membros da Coalizão, lembra que o País possui a maior biodiversidade do planeta enquanto 1,4 do seu Produto Interno Bruto (PIB) é movido pelo agronegócio.

    “O Brasil tem grande espaço para aumentar a produtividade com ciência, tecnologia e contribuir com a mitigação das mudanças climáticas no planeta sem deixar de ter destaque na produção de alimentos. É preciso incorporar essas propostas na plataforma política”, comenta.

    Segundo um dos representantes da Coalizão, o engenheiro agrônomo André Guimarães, o grupo reúne setores divergentes na política e até na sociedade. No entanto, ele diz que é do entendimento de todos que o futuro do País e do planeta só será garantido quando decidido em conjunto.

    “A floresta cuida as águas, que por sua vez irrigam a agricultura. O produtor e os empresários mais modernos já perceberam isso. Então, decidimos sentar à mesa e encontrar um consenso”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Vendas de soja do Brasil avançam para 84% do total da colheita 17/18, diz Safras

    Os produtores de soja brasileiros aceleraram as vendas para a safra atual e da próxima colheita, um sinal de forte demanda e preços atraentes, de acordo com dados da consultoria Safras & Mercado divulgados nesta sexta-feira.

    A Safras disse que as vendas de 2017/18 representam 84 por cento da produção, ante 74 por cento no igual período do ano passado e 82 por cento na média de cinco anos.

    No levantamento do mês passado, a Safras havia registrado vendas de 77,5 por cento da produção já colhida.

    A consultoria estima que o Brasil produziu 119,419 milhões de toneladas de soja na temporada 2017/18. Com base nesse número, a projeção do total de soja já negociada é de 99,934 milhões de toneladas.

    Para a nova safra, cujo plantio deve começar em setembro, a Safras vê as vendas antecipadas em 18 por cento da produção esperada, ante 8 por cento há um ano e 20 por cento na média de cinco.

    No levantamento do mês passado, a Safras havia registrado vendas de 15 por cento da produção futura.

    A análise vê uma produção estável no próximo ano safra, a 119,787 milhões de toneladas. Levando esse volume em conta, o total já comprometido pelos produtores totaliza 21,49 milhões de toneladas.

    Houve um aumento da demanda da China para a soja brasileira, devido ao conflito comercial entre o asiático e os Estados Unidos. A China está cobrando uma tarifa adicional de 25 por cento sobre as importações norte-americanas da oleaginosa.

    Os importadores chineses de soja têm procurado cargas no Brasil, em um momento em que normalmente o comércio migraria para os EUA, pelos diferentes períodos da safra.

    Fonte: Reuters

  • Oferta de milho deve crescer mesmo com incertezas

    A revisão de agosto da consultoria INTL FCStone confirma que a expectativa para a produção geral de milho deve permanecer inalterada, apenas com uma ligeira alta em relação ao último levantamento. No entanto, a analista de mercado da consultoria, Ana Luiza Lodi, alerta que as incertezas logísticas, motivadas pela elaboração da tabela do preço mínimo para o frete rodoviário, podem causar um impacto significativo nas exportações do grão.

    A perspectiva da INTL FCStone para a próxima safra do cereal fechou em 28 milhões de toneladas, com possibilidade de um leve recuo. Sendo assim, os estoques finais do grão devem fechar em um volume de 15 milhões de toneladas, 1 milhão de toneladas a mais do que a última revisão, feita em julho.

    No ciclo do verão, a estimativa ficou em cerca de 24,6 milhões de toneladas, sendo que o último relatório havia projetado um total de 23,8 milhões de toneladas de milho colhidas. A consultoria afirma que os responsáveis pelo aumento serão as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

    Já na safrinha 2017/2018 o aumento foi de 130 mil toneladas apenas, chegando a quantia de 55,5 milhões de toneladas, contra as 55,35 milhões de toneladas divulgadas em julho. A INL FCStone ressalta que os ganhos também partiram de revisões na produtividade das regiões Norte e Nordeste.

    “A logística tem um peso muito grande no mercado de milho. Entre os principais estados produtores de milho no inverno não houve mudanças em relação ao mês passado, mantendo-se as perspectivas de perdas importantes devido às adversidades climáticas. Novos ajustes não estão descartados, uma vez que a colheita ainda está em andamento”, finaliza Ana Luiza.

    Fonte: Agrolink

  • Projetos utilizam inteligência artificial na agricultura

    O Programa Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) em parceria com a Internacional Business Machine (IBM), selecionou nove projetos de pesquisa que visam introduzir a inteligência artificial (AI) para digitalizar a agricultura. Além da AI, os projetos utilizam também técnicas como aprendizagem de máquina e visão computacional.

    Um dos objetivos do programa é testar vários tipos de técnicas e segmentos tecnológicos que modernizariam a agricultura, como estratégias de monitoramento de pragas, por exemplo. Thiago Teixeira dos Santos, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), está desenvolvendo um trabalho que utiliza drones e robôs para reconstrução 3D de plantas, frutos e folhas.

    Segundo ele, as imagens criadas a partir dessa tecnologia poderão coletar dados para a classificação e análise das características vegetais. “No curto prazo, esta tecnologia deverá melhorar o monitoramento das lavouras; a médio prazo, será utilizado para o manejo”, explica.

    Outra ideia que fará parte do PITE foi desenvolvida por Pedro Takao Tamamoto na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Esse projeto utiliza técnicas de sensoriamento remoto para identificar diferentes tipos de pragas agrícolas que estão presentes nas lavouras.

    De acordo com Tamamoto, o projeto é mais eficiente dos que as técnicas de manejo utilizadas atualmente pois consegue uma visão de toda a lavoura e é capaz de identificar todos os tipos de pragas existente. Ele afirma que a ideia já está sendo testada e ficará pronta em 2020.

    “Já estamos utilizando câmara multiespectral para detectar variações e verificar se a planta está sob ataque. O próximo passo será criar padrões de imagens correlacionados com o tipo de inseto”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Plantas têm sistemas reserva de defesa

    Pesquisadores do Departamento de Biologia da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), em parceria com cientistas do Imperial College London e do Sainsbury Laboratory, descobriram que as plantas possuem sistemas reserva de defesa para diferentes tipos de ataque. O estudo foi publicado na revista Science Signaling e mostra que a planta tende a recuperar imediatamente a parede celular que foi danificada.

    De acordo com Thorsten Hamann, professor adjunto da NTNU, diferentes processos químicos estão envolvidos no ambiente celular da planta, dependendo do tipo de situação que a ameaça. Segundo ele, é essa adaptação que faz o vegetal sobreviver a algumas doenças que sugam os seus nutrientes e não confundi-las com a seca, por exemplo. “A seca exige que a planta ajuste seu metabolismo, enquanto a doença exige que a planta ative várias respostas imunológicas”, explica.

    Para a pesquisa, os cientistas expuseram o agrião (Arabidopsis thaliana) a vários tipos de lesões diferentes para ver como a planta reagiria em cada situação. Nesse cenário, eles descobriram que, quando alguns genes da planta são bloqueados, ela consegue compensar esse bloqueio “convocando” um sistema de proteção reserva.

    “Descobrimos que, se bloquearmos a resposta imune das plantas, os mecanismos que mantêm o equilíbrio nas paredes das células poderiam compensar parcialmente esse bloqueio. Eles se tornaram uma espécie de sistema de defesa de reserva “, comenta Hamann.

    A expectativa, agora, é de que os cientistas consigam induzir as plantas a realizarem atividades de controle de doenças específicas. “Podemos ver como diferentes influências físicas acionam diferentes respostas químicas específicas”, finaliza.

    Fonte: Agrolink