Eduarda Pereira

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  • FPA defende mais incentivo para pesquisa de produção em larga escala sem pesticidas

    A Frente Parlamentar Agropecuária explicou sobre a nova proposta incentiva a redução da utilização de pesticidas ao mesmo tempo em que estimula a pesquisa para desenvolver novas alternativas de combate a pragas e doenças na agricultura tropical brasileira, no manejo de recursos naturais e na redução de impacto ao meio ambiente. O texto foi apresentado pelo coordenador de Meio Ambiente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Valdir Colatto (MDB/SC), na última terça-feira (13).

    “Temos uma grande preocupação com o assunto e acreditamos que a pesquisa é a saída para encontrarmos tecnologias novas. O que queremos é garantir uma redução desses produtos, mas com alternativas palpáveis para que o controle de pragas e doenças continue sendo eficiente e seguro para os consumidores”, destaca Colatto.

    Na justificativa da proposta, Colatto explica que o balanço entre o benefício alimentar, o preço dos alimentos, o panorama econômico brasileiro e o poder aquisitivo devem ser levados em consideração quando se é proposto mudanças ao modelo produtivo nacional. “Um excesso de proibição e imposições podem gerar o efeito contrário ao pretendido, aumentando a ilegalidade e marginalizando a utilização da tecnologia em questão. Hoje não temos um substituto viável que garanta os mesmos parâmetros de produtividade, produção e preço. A conscientização é a nossa melhor arma”, defende o parlamentar.

    Para o deputado Adilton Sachetti (PRB/MT), vice-presidente da FPA na Região Centro-Oeste, qualquer produtor é favorável à redução porque quanto menor o uso de pesticidas, menor o gasto na lavoura. “Ninguém usa pesticidas porque quer. Custa caro. No entanto, é preciso discutir com a ciência, ver quais pesquisas até hoje foram feitas aqui no Brasil para dizer qual é o volume de redução e como reduzir os agroquímicos”, destaca Sachetti.

    O parlamentar lembra ainda de um projeto de lei de sua autoria apresentado recentemente na Câmara dos Deputados para utilização e incentivo da agricultura de precisão (PL 10.879/2018), que também corrobora com a redução do uso de defensivos agrícolas. “Se nós integrarmos o uso dessas novas tecnologias, iremos gastar muito menos. Vamos utilizar os produtos com mais controle, com mais qualidade”, afirma o deputado.

    A presidente da FPA, deputada Tereza Cristina (DEM/MS), afirmou que a bancada vai contribuir para que a proposta promova a saúde e a sustentabilidade ambiental com a produção de alimentos saudáveis e seguros à população. “Somos favoráveis à redução. Incentivar a pesquisa certamente será o melhor caminho para alcançarmos um novo patamar na agricultura”, defende.

    Entenda a proposta

    O texto propõe que a redução seja feita a partir do fortalecimento da fiscalização e do monitoramento do uso e manejo adequado para cada tipo de produto químico, conforme o Manual de Boas Práticas Agrícolas (BPA).

    Estimular o financiamento de instituições públicas e privadas para desenvolverem pesquisas sobre o Manejo Integrado de Pragas (MIP) com enfoque no controle biológico e o cumprimento de normas estabelecidas em convenções internacionais também são sugestões apresentadas pelo substitutivo.

    Além disso, a proposta defende a incorporação do Código Internacional de Conduta para a Distribuição e Utilização de Praguicidas, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), nas Boas Práticas Agrícolas (BPA) difundidas pelas entidades públicas e privadas de pesquisa, extensão e assistência técnica.

    A medida deverá ser apreciada nesta quarta-feira (21), na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que trata da Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara), a partir do projeto de lei (PL 6670/2016).

    Fonte: Agrolink

  • Cenário para 2019 é de safra maior de grãos, alta do PIB e do faturamento do agro

    O cenário para 2019 é de uma safra maior de grãos, com clima mais favorável, um crescimento de 2% no Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio e uma alta de 4,3% no Valor Bruto da Produção (VBP), que mede o faturamento da atividade agropecuária dentro da porteira.

    As estimativas são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) anunciadas nesta quarta (5), em Brasília, durante entrevista coletiva na sede da entidade. A CNA também divulgou dados que mostram o Brasil como o líder mundial em agropecuária sustentável.

    De acordo com a CNA, o setor agropecuário foi prejudicado em 2018 pelo ambiente institucional, em razão da greve dos caminhoneiros e do tabelamento do frete, fatores que provocaram a alta dos preços dos alimentos e dos fertilizantes. Os produtores também conviveram com o clima desfavorável, o aumento dos custos de produção e a queda dos preços e de rentabilidade.

    No entanto, o setor foi destaque nas exportações, com receita de US$ 93,3 bilhões de janeiro a novembro, alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado, respondendo por 42% das vendas externas totais do país. A agropecuária também deu importante contribuição na geração de empregos, com um saldo positivo de 74,5 mil postos de trabalho, 10% do total, sendo o quarto segmento que mais ofertou vagas no país.

    Greve, tabelamento e inflação – Os dados da CNA mostram que, em maio, antes da paralisação e do tabelamento, o setor vinha contribuindo de forma expressiva para a queda dos preços dos alimentos, com deflação de 3,8% e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2,86%, bem abaixo da meta estipulada pelo governo.

    Depois do movimento de paralisação dos caminhoneiros, a partir de junho o grupo de alimentos em domicílio passou a ter altas consecutivas e o IPCA naquele mês foi de 1,26%, a maior taxa para o período desde 1995 e no período de 12 meses até junho a inflação saltou para 4,39%.

    De lá para cá, a inflação passou a ficar mais próxima da meta de 4,5% para 2018 e o grupo de alimentos em domicílio (no qual estão incluídos os produtos agropecuários) tem inflação superior a 3%.

    Meio ambiente – A CNA também apresentou dados que mostram o compromisso do Brasil com a proteção do meio ambiente e que o país é líder mundial em agropecuária sustentável, com 66,3% de seu território preservado com vegetação original. Os produtores preservam dentro das propriedades rurais um quarto do território nacional e adotam uma produção cada vez mais climaticamente resiliente.

    Na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-24), que ocorre em Katowice, na Polônia, a CNA vai mostrar como o produtor rural brasileiro preserva com iniciativas voltadas para a baixa emissão de carbono, como o Programa ABC Cerrado, e segue a legislação ambiental mais completa do mundo.

    Cenário internacional – De janeiro a novembro, as exportações chegaram a US$ 93,3 bilhões, elevação de 4,6% em relação ao mesmo período de 2017. Neste ano, o setor responde por 42% das vendas externas totais do país e por 7,2% das exportações mundiais do agro, consolidando o Brasil na terceira posição entre os maiores fornecedores de alimentos.

    Os produtos de maior destaque em 2018 foram soja em grãos, celulose, farelo de soja, carne de frango e açúcar de cana. Os destinos principais das exportações do agro brasileiro foram China (29%), União Europeia (17,2%) e Estados Unidos (6,7%).

    Culturas – Culturas como algodão, soja, etanol, celulose e flores agrícolas tiveram bom desempenho em 2018 no que se refere à produção, preços e exportações.

    O milho, apesar dos preços melhores, teve queda de produção e nas exportações. Na pecuária, apenas o segmento de carne bovina registrou crescimento na produção, nos preços e nas exportações.

    PIB – O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio deve fechar 2018 com queda de 1,6% em relação a 2017. O setor foi bastante prejudicado pela paralisação dos caminhoneiros, que encareceu o preço dos insumos agropecuários e afetou a comercialização da produção primária (dentro da porteira), que deve ter recuo de 4,2% por causa de problemas climáticos e da queda dos preços.

    O setor de distribuição tem estimativa de recuo de 2,7%. Dentro da cadeia do agronegócio, apenas o segmento de insumos terá resultado positivo, puxado pela alta de 19% dos preços dos fertilizantes neste ano. Apesar do câmbio mais alto, houve crescimento de demanda a partir de agosto por conta das boas perspectivas de safra para 2019.

    Perspectivas 2019

    As expectativas para o próximo ano são de uma safra de grãos maior que a deste ano, cuja colheita totalizou 228 milhões de toneladas, por conta do clima favorável e a incidência do El Niño. A produção de soja na safra 2018/2019 deve crescer 6% em relação à safra anterior, com boas condições climáticas em praticamente todos os estados. As previsões da CNA também são otimistas para o milho segunda safra e algodão.

    No cenário político, a CNA avalia ser necessária a conclusão das reformas tributárias e da previdência no novo governo para permitir o crescimento do setor. Outros pontos importantes para 2019 são a melhoria nas condições de infraestrutura e logística, segurança no campo, introdução de marcos regulatórios e a ampliação da assistência técnica e gerencial para produtores com o objetivo de propor a melhoria da renda do setor agropecuário.

    Na parte internacional, a Confederação volta suas expectativas na conclusão dos acordos comerciais em negociação com Coreia do Sul, México, Canadá e outros mercados, com medidas que promovam a facilitação do comércio, remoção de barreiras sanitárias e fitossanitárias e a redução de tarifas.

    Outras prioridades no comércio exterior são: a diversificação da pauta exportadora; a inclusão de pequenos e médios produtores no processo de exportação; celeridade em negociações de acordos fitossanitários e fortalecimento das relações comerciais com países asiáticos.

    Fonte: CNA

  • Milho: Bolsa de Chicago opera com preços do milho estáveis nessa quinta-feira

    Os valores do milho futuro negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (06) registrando variações próximas da estabilidade. As principais posições apontavam flutuações entre 0,50 negativo e 0,25 positivo por volta das 08h38 (horário de Brasília). O vencimento de dezembro/18 era cotado a US$ 3,74 por bushel e março/19 apontava US$ 3,83 por bushel.

    O milho segue a tendência de estabilidade após operar desta maneira também na quarta-feira. O mercado aguarda a divulgação do relatório da World Agricultural Supply and Demand Estimativa (WASDE) da próxima terça-feira, os analistas esperam que a agência apresente um relatório de 1,738 bilhão de bushels de estoques de milho, o que seria um pouco à frente do total de novembro de 1,736 bilhão de bushels. Os estoques finais mundiais também são projetados ligeiramente acima das previsões de novembro, com 307,59 milhões de toneladas métricas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: Mercado recua em Chicago nesta 5ª feira e, sem novidades, corrige os últimos ganhos

    O mercado da soja trabalha em queda na Bolsa de Chicago no pregão nesta quinta-feira (6). Perto de 7h50 (horário de Brasília), os preços perdiam de 3,50 a 4,25 pontos, com o janeiro/19 valendo US$ 9,09 e o maio/19, US$ 9,34 por bushel.

    As cotações corrigem as altas do início da semana que, apesar de tímidas, permitiram a retomada de alguns patamares importantes. No entanto, com a falta de novidades, principalmente sobre as próximas ações de China e Estados Unidos em sua trégua da guerra comercial, o ritmo de especulações na CBOT é bem baixo neste momento.

    “Mesmo as tão usadas redes sociais de Trump já não trazem um movimento tão agressivo. Nesta quarta, tweets do presidente estadunidense afirmando com que a China
    estará comprando soja norte-americana nos próximos dias, até trouxe um suporte fraco aos preços, porém a volatilidade se manteve baixa”, disseram os analistas da ARC Mercosul.

    Além disso, afirmam ainda que o mercado precisa de mais notícias concretas do que vem adiante para se movimentar com mais substância. Os americanos têm dado mais informações do que os chineses neste momento e o ambiente ainda é de bastante incerteza sobre como serão os próximos 90 dias. “A especulação necessita confirmações do lado chinês, para que credibilidade seja adicionada”, diz a ARC.

    Ademais, na América do Sul, tudo caminha bem até este momento, em mais algumas semanas a nova safra já começa a ser colhida em alguns pontos de Mato Grosso e, com sua chegada ao mercado, o produto brasileiro vai se tornando cada vez mais competitivo.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: Bolsa de Chicago abre a quarta-feira apresentando leves baixas

    Os valores do milho futuro negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quarta-feira (05) registrando baixa. As principais posições apontam desvalorização entre 1 e 1,75 pontos por volta das 08h34 (horário de Brasília). O vencimento de dezembro/18 era cotado a US$ 3,72 por bushel e março/19 apontava US$ 3,83 por bushel.

    Enquanto o mercado aguarda mais informações e desdobramentos do futuro das relações entre Estados Unidos e China e da guerra comercial entre as duas maiores potências do mundo, diversos países produtores vêm registrando altas lavouras do grão. Segundo reportou a Farm Futures, a associação comercial Coceral da União Européia aumentou sua estimativa para 2018 da produção de milho da UE em 2,7%, para 2.382 bilhões de bushels.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com movimentações limitadas em Chicago nesta 4ª à espera de mais da trégua EUA x China

    Os preços da soja seguem atuando com estabilidade na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (5). Sem grandes notícias que possam seguir motivando o mercado, as cotações voltaram a trabalhar de lado após a euforia inicial depois da reunião do G20 no último final de semana.

    Perto de 8h15 (horário de Brasília), os preços recuavam entre 0,75 e 1 ponto nos principais vencimentos, com o janeiro valendo US$ 9,11 e o maio/19 cotado a US$ 9,36 por bushel.

    ” Após os pronunciamentos oficiais do lado norte-americano e as publicações na mídia do lado asiático, não houve novos passos nesta tentativa de reconciliação. A especulação demanda atividade antes de que a tendência de alta na soja possa ser revertida”, explicam analistas da ARC Mercosul.

    Do mesmo modo, há fortes rumores entre os portais internacionais de que a China estaria pronta para comprar, antes do final do ano, volumes consideráveis de soja, milho e trigo para cumprir parte da trégua do G20 onde diz que os chineses irão comprar mais produtos agrícolas americanos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Incidência precoce da ferrugem da soja desafia produtores

    A ferrugem-asiática da soja chegou mais cedo nas lavouras comerciais na safra 2018/2019, acompanhando a implantação antecipada das lavouras, logo após o término dos períodos de vazio sanitário. Até agora há 55 relatos de ferrugem em seis estados – Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. “A semeadura cedo, associada às plantas de soja voluntárias (guaxas) com ferrugem que sobraram do vazio sanitário e as condições favoráveis, com chuvas bem distribuídas, fez com que as primeiras ocorrências fossem antecipadas em até um mês em relação à safra 2017/2018”, explica a pesquisadora Claudia Godoy, da Embrapa Soja.

    A dificuldade para manejar a doença será ainda mais complexa nos estados em que a semeadura foi mais tardia, a exemplo do Rio Grande do Sul. Nessa safra, a pesquisadora Leila Costamilan, da Embrapa Trigo, diz que as chuvas frequentes e em altos volumes, em outubro, atrasaram os plantios. “Também fizeram com que, em algumas áreas, ocorressem replantios devido à morte de soja, causada pela doença podridão radicular de fitóftora”, destaca a pesquisadora. Mesmo assim, a ferrugem foi relatada 10 dias mais tarde, nesta safra, do que na safra 2017/2018.

    Além disso, no RS há o agravante de não haver a adoção do vazio sanitário. Leila diz que há relatos de ferrugem em plantas voluntárias de soja, que sobreviveram ao inverno em várias regiões, e em kudzu, indicando a presença de esporos do fungo. Até agora, há 11 relatos de focos da doença, em áreas comerciais. “Alguns produtores conseguiram semear cedo, o que ocasionou uma grande janela de semeadura. As primeiras áreas semeadas irão produzir inóculo para as áreas que semearam mais tarde”, explica.

    Relatos do agrônomo Laercio Hoffmann, da Syngenta, reforçam a ocorrência de ferrugem da soja em kudzu, uma planta que é hospedeira da ferrugem, e também em soja voluntária, que nasceu espontaneamente e não faz parte das lavouras semeadas. “A ferrugem está chegando muito cedo nas lavouras comerciais e as condições climáticas são favoráveis para a doença”, diz.

    Por isso, a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, enfatiza a necessidade de se intensificar o monitoramento da doença e também manejar adequadamente a ferrugem. Godoy orienta os produtores a consultarem os resultados de eficiência dos fungicidas para o controle da ferrugem e utilizar os multissítios para aumentar a eficiência de controle. Consulte a publicação: Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2017/2018: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos.

    Ferrugem na safra 2018/2019

    O primeiro relato no site do Consórcio Antiferrugem em Porto Mendes (Marechal Cândido Rondon), PR, em 31 de outubro, cadastrado pelas cooperativas Copagril e Copacol. As ocorrências de ferrugem-asiática na safra podem ser verificadas no mapa do site do Consórcio Antiferrugem. De acordo com Godoy, o principal objetivo do Consórcio é informar as ocorrências regionais para alertar o produtor sobre a chegada da doença. “Como o fungo da ferrugem se dissemina facilmente pelo vento, com o alerta, o produtor pode proteger sua lavoura, evitando perdas de produtividade”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Milho: Após alta de segunda, bolsa de Chicago inicia terça-feira com preços em queda

    Os valores do milho futuro negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a terça-feira (04) registrando baixa. As principais posições apontam desvalorização entre 1,75 e 2 pontos por volta das 08h45 (horário de Brasília). O vencimento de dezembro/18 era cotado a US$ 3,69 por bushel e março/19 apontava US$ 3,80 por bushel.

    A grande safra de milho americana influência essa segurada nas cotações. Em novembro os embarques de exportação dos Estados Unidos totalizaram 1.035,255 milhão de toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre 690 mil e 1,19 milhão de toneladas. Em todo o ano comercial, os embarques americanos do cereal já somam 14.201,513 milhões de toneladas, quase o dobro das 7,8 milhões do mesmo período da temporada anterior.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Setor de soja do Brasil se prepara para possível fim de guerra comercial EUA-China

    Produtores brasileiros de soja antecipam uma queda nos preços se a China suspender tarifas sobre a soja norte-americana em março, quando novos termos de comércio entre as duas maiores economias do mundo podem ser divulgados, e as nações sul-americanas estarão colhendo suas safras.

    Se a tarifa de 25 por cento da China sobre a soja dos EUA fosse retirada em março, o produto norte-americano poderia inundar o mercado, assim como os grãos do Brasil e da Argentina, disse o diretor-executivo da associação de produtores Aprosoja-MT, Wellington Andrade.

    No caso de a tarifa ser suspensa em março, a decisão poderia coincidir com o período em que a colheita do Brasil estará avançada.

    “Se (as tarifas forem eliminadas) a partir de março, você pega bem no final da colheita da soja. No momento você está escoando grãos. Como faz para vender a soja? O mercado interno não absorve toda ela”, afirmou Andrade.

    Washington e Pequim selaram uma trégua de 90 dias em relação à imposição de novas tarifas na reunião de sábado do G20, impulsionando os contratos futuros de soja nos EUA ao maior nível desde agosto.

    O presidente da China, Xi Jinping, também prometeu comprar mais produtos agrícolas de produtores dos EUA.

    Mesmo que os futuros tenham subido em Chicago, os prêmios no porto de Paranaguá caíram 0,10 de dólar por bushel e a moeda brasileira caiu, tornando os preços da soja em reais menos atraentes para os agricultores, disse o presidente-executivo da AgriBrasil, Frederico Humberg.

    À medida que os preços do Brasil se aproximam dos preços americanos, ele disse que mesmo que a China elimine as tarifas, as exportações do rival brasileiro para a China tenderão a ser limitadas no curto prazo, já que o Brasil está perto de iniciar a colheita, na segunda metade de dezembro.

    A guerra comercial pode ter criado oportunidades de curto prazo, mas é ruim no longo prazo, destacou o diretor-geral da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), Sérgio Mendes.

    “Se a China abre todas a comportas para a soja americana, é claro que não poderemos exportar nos níveis recordes deste ano”, disse Mendes.

    As exportações de soja do Brasil devem fechar 2018 em um recorde de cerca de 82,5 milhões de toneladas, ante aproximadamente 68 milhões no ano passado, projetou nesta segunda-feira a Anec, destacando o apetite chinês como importante fator por trás desse salto.

    No acumulado dos 11 primeiros meses do ano, as vendas ao exterior alcançaram 80,1 milhões de toneladas, alta de 22,6 por cento ante igual intervalo de 2017. Do total, 82 por cento foi para a China.

    Mendes acredita que, sejam quais forem os termos de um possível acordo, os preços da soja podem cair de qualquer maneira em março, porque a grande safra do Brasil já estará disponível.

    “Para a China, o Brasil sempre será fornecedor muito difícil de ser substituído.”

    Fonte: Reuters

  • Soja trabalha com estabilidade nesta 3ª feira na Bolsa de Chicago e volta a buscar direção

    A manhã desta terça-feira (4) é de estabilidade e falta de direção para os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago. Depois das boas altas e da volatilidade registradas no pregão anterior – o primeiro após a reunião do G20 – as cotações, por volta de 8h10 (horário de Brasília), os preços cediam entre 0,75 e 1 ponto. Mais cedo um pouco, as cotações testavam ligeiras altas de 0,50 ponto.

    Assim, o janeiro/19, que é contrato mais negociado nesse momento, era cotado a US$ 9,05 por bushel, enquanto o maio/19, referência para os negócios no Brasil, tinha US$ 9,29.

    O mercado corrige os últimos ganhos, ainda com o sentimento de incerteza e até mesmo insegurança em relação à trégua na guerra comercial anunciada por Donald Trump e Xi Jinping.

    E como explicam analistas e consultores, esse ainda será o padrão de comportamento durante os próximos 90 dias, até que um acordo efetivo entre China e Estados Unidos saia e comece a valer. Com a situação ainda inalterada, os traders mantêm sua cautela e evitam estar muito expostos às novas declarações que podem surgir de ambos os lados.

    A diferença dessa vez é que, com a trégua proposta, o otimismo para um acordo é maior nesse momento, segundo acreditam especialistas.

    Fonte: Notícias Agrícolas