Eduarda Pereira

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  • Tecnologia no campo

    A falta de conectividade no meio rural é o principal desafio para o desenvolvimento da agricultura de precisão no Brasil, disse o diretor do Grupo de Soluções Inteligentes (GSI) da John Deere para a América Latina, Nick Block, que participou do Summit Agronegócio Brasil 2018.

    Segundo Block, grande parte dos benefícios criados pela tecnologia é perdida pela falta de conectividade nas lavouras. “Sem conectividade ficamos limitados mesmo com os avanços tecnológicos.”

    Dados apresentados por Guilherme Raucci, diretor de Sustentabilidade da Agrosmart, também presente ao evento, mostram que apenas 14% das lavouras brasileiras estão conectadas. No caso dos Estados Unidos, Block estima que cerca de 80% das fazendas tenham acesso à internet.

    “O problema da conectividade é enorme e gera, sim, dificuldades. Desde a rastreabilidade de máquinas até barreiras à inovação”, ressalta Marcio Albuquerque, presidente da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão. “Uma startup que quer fazer algo baseado em celular tem de levar em conta, desde o início, que aquele aparelho pode não ter acesso à internet.”

    No caso da John Deere, Block ressalta que a empresa precisou desenvolver soluções específicas para a realidade brasileira, como o armazenamento de dados pelas máquinas.

    Embora os custos adicionais para o desenvolvimento dessas tecnologias sejam classificados como “moderados”, o executivo destaca que a falta de conectividade reduz a capacidade de resposta em tempo real do produtor a qualquer problema observado no trabalho em campo, levando a uma agricultura de precisão “incompleta” quando comparada à de outros países.

    Processo lento. O mesmo problema é apontado pela Taranis Brasil, que desenvolve soluções de inteligência artificial para a identificação de pragas e doenças em lavouras. Segundo Georgia Palermo, gerente-geral da empresa, a transmissão de dados por mídias físicas pode levar de algumas horas a até dias em casos de fazendas mais isoladas, retardando a adoção de decisões estratégicas.

    “Se identificamos uma doença cuja orientação é a aplicação de algum defensivo, em dois dias pode haver uma mudança climática que prejudique ainda mais a situação do agricultor”, explica. Além disso, o custo de transmissão de dados por mídia física também é um fator que encarece a adoção da tecnologia.

    Para Albuquerque, a solução para a falta de conectividade no País passa por três pilares: político, tecnológico e econômico. “Vemos articulações de vontade política e tecnológica começando a surgir, mas, do ponto de vista econômico, o problema não está equacionado”, diz o presidente da CBAP. Segundo ele, o menor volume de dados esperados para o meio rural torna a expansão da rede para o interior do País menos atrativa.

    A saída encontrada pelas empresas tem sido trabalhar com os dados internos produzidos pela fazenda. “Conseguimos integrar informações de outras fontes, como máquinas, imagens feitas por drones ou por satélites, sem esquecer dos dados que os produtores podem fornecer”, aponta Raucci, da Agrosmart.

    A empresa desenvolveu uma rede de comunicação própria por rádio que transmite os dados da lavoura até um ponto final conectado, mas ainda esbarra na falta de uma base de dados consolidada. “O Brasil sofre com um apagão de dados, principalmente temporal. Ainda não temos um histórico de dados para trabalhar com as ferramentas que temos hoje”, ressaltou Raucci.

    Outro problema é o desestímulo à adoção de novas tecnologias por parte dos produtores rurais. “O produtor não vai adotar uma tecnologia só porque é nova, ele quer a solução no bolso”, lembra Daniel Trento, gerente de Inovação da Embrapa. Para ele, a conectividade é um problema de infraestrutura que se soma a outros gargalos do País, como portos e estradas.

    Produtor ainda resiste à agricultura de precisão no País
    A agricultura de precisão ainda esbarra na baixa adoção por parte do produtor brasileiro, segundo apontou o presidente da CBAP, Marcio Albuquerque. Ele estima que cerca de 20% da agricultura adote sistemas de precisão, índice considerado expressivo, mas abaixo do ideal.

    Entre os desafios, destaca a falta de conhecimento dos produtores e de incentivos de mercado. “Precisamos levar treinamento para mão de obra qualificada e criar acesso a linhas de crédito. Por que o produtor que adota todas as tecnologias possíveis tem o mesmo seguro rural do que o que não adota?”

    Pecuária. Daniel Trento, gerente de Inovação da Embrapa, tem a mesma opinião. Para ele, a Embrapa tem buscado aproximar desenvolvedores de tecnologias e a pecuária para encontrar soluções para a atividade. “O produtor quer a solução que atenda à sua necessidade.

    Converso muito com startups, mas não adianta levar solução com a mesma mentalidade da cidade.” No caso da pecuária de corte, Trento ressalta que já existe movimentação de frigoríficos em busca de soluções para rastreabilidade e sanidade animal. Segundo ele, “a capacidade de responder a questões sanitárias será um dos eixos para soluções pecuárias no futuro”.

    O presidente da Climatempo, Carlos Magno, alertou para a falta de estações meteorológicas no País – 500 aqui ante 25 mil nos EUA. “Temos um bom material nas universidades, mas sem investimento na conectividade com as estações das fazendas”, disse.

    Fonte: O Estado de S.Paulo

  • “A Agricultura Digital é uma tendência”, diz Sérgio Barbosa, da EsalqTec

    O aumento da população, no Brasil e no mundo, gera a necessidade de expandir consideravelmente a produção de alimentos no País nas próximas décadas. O desafio nesse processo é produzir mais em menor espaço e com bom uso dos recursos naturais.

    É nesse contexto que deve crescer a importância da agricultura digital e das ciências biológicas, conforme explica Sergio Markus Barbosa, gerente-executivo da EsalqTec. “A agricultura digital hoje é uma tendência”, afirma. “Ela é uma união entre a agricultura de precisão, Internet das Coisas e os sites de conectividade”.

    Esse contexto motivou três profissionais de Piracicaba a lançar uma campanha – o AgTech Valley, ou Vale do Piracicaba. O maior objetivo da iniciativa é fortalecer a identificação da sociedade local com o ecossistema tecnológico da cidade e, assim, estimular o desenvolvimento da região.

    Os outros idealizadores da iniciativa são o empresário José Augusto Tomé, do coworking CanaTec, e o professor Mateus Mondin, presidente do Conselho Deliberativo da ESALQTec.

    A EsalqTec completou 10 anos de existência neste mês. Atualmente, 67 empresas – entre associadas e residentes – têm parcerias com a incubadora da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”.

    Ao redor da EsalqTec, há um ecossistema de startups de agronegócios em franco desenvolvimento, o que coloca Piracicaba como protagonista desse movimento.

    Fonte: portal Startagro

  • Tecnologia a serviço do agronegócio

    O clima já não é mais um dos principais influenciadores da produção agrícola. Segundo pesquisa da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, de sete fatores, o clima fica com apenas 27% da responsabilidade pela qualidade da safra. Em compensação, dois terços dos resultados de produtividade das lavouras dependem de condições que podem ser controladas pelo produtor rural. E é justamente nesse espaço que entra em cena a tecnologia no campo. Por meio dela, é possível melhorar a precisão, aumentar a produtividade e reduzir os custos.

    Outro dado que devemos considerar é o aumento da população. De acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), até 2050 chegaremos a 9,6 bilhões de pessoas no mundo, e para conseguirmos atender a essa demanda por alimentos, estima-se que a indústria agrícola precisará produzir uma quantidade de comida 70% maior. Aqui, novamente, a tecnologia aparece com caráter fundamental para ajudar o país a explorar todo seu potencial.

    Neste sentido, uma verdadeira revolução digital tem invadido as propriedades rurais. São as agtechs ou as agrotechs, startups especializadas em desenvolver soluções voltadas para o agronegócio. Com alta tecnologia investida, elas permitem a geração de dados que podem ser utilizados pelo agricultor de forma estratégica na gestão de sua propriedade, aumentando o rendimento e a sustentabilidade. Com as startups juntam-se investidores, incubadoras, aceleradoras, instituições de pesquisa e desenvolvimento e universidades que formam um verdadeiro ecossistema de inovação em prol do agronegócio gaúcho e brasileiro.

    No Rio Grande do Sul, algumas destas empresas já estão contribuindo para este novo cenário. Dispositivos conectados, uso de inteligência artificial e big data são algumas das tecnologias aplicadas para resolver problemas reais desta cadeia que vai do campo à mesa. E não apenas as grandes propriedades têm condições de usufruir destes dispositivos. O pequeno e o médio agricultor também podem, e devem, adotar as novas tecnologias.

    Somos um dos principais produtores mundiais de alimentos e o agronegócio continua tendo peso significativo em nosso Produto Interno Bruto. Com a contribuição das startups e outras tecnologias, reunimos as condições para seguirmos em posição privilegiada na nova agricultura digital.

    Por Derly Fialho, diretor-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Sul (Sebrae/RS)

  • Soja: Com safra adiantada, país pode ter maior custo com ferrugem

    O Brasil tem visto focos do fungo da ferrugem asiática da soja em maior número e mais cedo neste ano, na esteira do plantio da oleaginosa mais rápido da história, o que indica a possibilidade de maiores custos para produtores controlarem a doença na safra 2018/19. Além disso, diante de uma maior presença da doença, o setor pode ficar mais sujeito a perdas pela ferrugem, caso erre nas aplicações, disse a pesquisadora Claudine Seixas, da unidade especializada em soja da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Londrina (PR).

    A ferrugem da soja é a doença que mais exige investimentos dos agricultores. Ao todo, o custo com o fungo gira em torno de 2 bilhões de dólares por ano, sendo a maior parte em gastos com aplicações de fungicidas e uma fatia menor de perdas de produtividade.

    “Este talvez seja um ano em que o gasto seja maior. Com a doença chegando mais cedo, corre-se o risco de ter um pouco mais de perda, mas são só hipóteses”, declarou Claudine à Reuters, por telefone.

    Até o momento, o chamado consórcio antiferrugem, uma parceria público-privada que envolve pesquisadores, já registrou 17 focos da ferrugem em áreas de cultivo comerciais, enquanto no mesmo período do ano passado havia somente uma ocorrência.

    A maior pressão da ferrugem no Brasil, maior exportador mundial, acontece em uma safra em que os Estados do Sul estão sendo atingidos por mais chuvas, em meio indicações de desenvolvimento do fenômeno climático El Niño, que traz mais umidade para tais regiões.

    O fungo avança com mais facilidade em anos mais chuvosos e quentes. No ano passado, ao contrário, a semeadura foi mais lenta especialmente no Paraná, segundo Estado produtor brasileiro, por conta de uma seca em setembro.

    Este ano, ao contrário, choveu bem mais cedo e depois as chuvas foram muito acima da média também em outubro. Foi tanta umidade que houve até uma reversão no ritmo de plantio, que passou a ficar mais lento.

    “Tivemos bastantes chuvas, o que favorece o fungo. Iniciamos a safra chuvosa, e quem conseguiu semear no intervalo das chuvas, conseguiu semear bem cedo… Se pensar em época do ano, em termos de data, foi a ferrugem que tivemos mais cedo. Nunca tivemos ocorrência (do fungo) em área comercial tão cedo no Paraná”, destacou Claudine.

    Ela explicou que, com o plantio de soja precoce este ano, de maneira geral a ferrugem apareceu em fases mais adiantadas das lavouras, quando ela costuma mesmo surgir.

    E alerta para possível maior pressão do fungo, com a “desuniformidade” na semeadura. Enquanto alguns produtores começaram muito cedo, em setembro, outros ainda estão plantando.

    “Isso acaba não sendo muito favorável, ela (ferrugem) já está produzindo inóculo do fungo para as regiões que semeiam mais tarde”, comentou a pesquisadora.

    Esse cenário de mais focos também dependerá das condições climáticas ao longo da safra. “Depende muito do clima, se houver um veranico (tempo mais seco), se não favorece a soja, desfavorece a ferrugem também.”

    Para a segunda quinzena de novembro, as condições climáticas devem seguir favoráveis para o disseminação do fungo na maior parte do país, cujas principais áreas agrícolas devem receber chuvas acima da média.

    No Paraná, que concentra os casos de ferrugem, com 13 focos, as precipitações ficarão praticamente dentro da média em parte do Estado e acima do histórico em outros, até o final do mês, de acordo com dados do Agriculture Weather Dashboard, do Refinitiv Eikon.

    A pesquisadora disse ainda que os produtores deverão ficar atentos ao aparecimento da doença, para realizar as aplicações logo que surgir.

    “Uma safra como esta, em que ela apareceu mais cedo, pode ter pego o agricultor desprevenido. A primeira aplicação é de fato muito importante, e não é fácil acertar o momento.”

    Dessa forma, ela comentou que é importante que o produtor não queira “calenderizar” as aplicações, quando faz o trabalho apenas com base na fase da lavoura ou do período do ano.

    “O fungo é muito agressivo, o ciclo da doença é muito rápido, o ideal é pegar bem no comecinho…”

    Com o plantio já caminhando para a parte final dos trabalhos no Brasil, o mercado em geral aposta em uma safra recorde superior a 120 milhões de toneladas, um volume levemente acima do esperado pelo governo.

    O plantio da soja 2018/19 no Brasil chegou a 82 por cento da área total até quinta-feira, avanço de 11 pontos percentuais ante a semana passada, mantendo o ritmo como o mais rápido já registrado, disse a AgRural na sexta-feira (16/11).

    A safra está à frente dos 73 por cento no ano passado e dos 67 por cento na média de cinco anos, segundo a consultoria.

    Fonte: Reuters

  • Milho: À espera de novas informações, mercado inicia a semana próximo da estabilidade em Chicago

    As cotações do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a semana com ligeiras altas, próximas da estabilidade. Na manhã desta segunda-feira (19), os principais vencimentos da commodity testavam ganhos entre 0,25 e 0,75 pontos. O dezembro/18 era cotado a US$ 3,65 por bushel, enquanto o março/19 operava a US$ 3,76 por bushel.

    De acordo com informações das agências internacionais, o mercado segue sem novidades, operando de maneira técnica. Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta seu novo boletim de embarques semanais. O número é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações.

    O departamento ainda atualiza as informações sobre a safra dos Estados Unidos nesta segunda-feira. Até a semana anterior, cerca de 84% da área semeada já havia sido colhida.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Queda nos preços dos fertilizantes no mercado brasileiro

    A menor demanda por adubos neste período e o dólar em um patamar menor tiraram a sustentação dos preços dos fertilizantes no mercado interno em novembro. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na primeira quinzena, a tonelada da ureia agrícola ficou cotada, em média, em R$1.826,86 em São Paulo, sem o frete.

    Houve queda de 2,6% em relação ao fechamento de outubro, mas, ainda assim, o insumo está custando 41,1% mais em relação a novembro do ano passado. Para os adubos potássicos e fosfatados, os recuos médios foram de 1,0% e 0,2%, respectivamente.

    Em curto prazo, a expectativa é de menor movimentação no mercado de adubos. Além disso, os estoques de passagem das empresas deverão manter os preços mais frouxos. Por fim, continuamos monitorando o câmbio, que na primeira quinzena deste mês apresentou um cenário mais firme, frente a outubro.

    Fonte: SCOT CONSULTORIA 

  • Soja: Mantendo foco na disputa entre chineses e americanos, Chicago recua nesta 2ª feira

    A guerra comercial entre China e Estados Unidos permanece no foco dos participantes do mercado internacional da soja e até que um novo acordo seja firmado para mudar o atual cenário, as especulações continuam, assim como continua a caminhada lenta e de lado dos preços da commodity na Bolsa de Chicago.

    No pregão desta segunda-feira (19), o mercado devolvia parte dos ganhos registrados na última sexta (16) e, por volta de 7h50 (horário de Brasília), recuava entre 3,75 e 4,75 pontos nos principais contratos.

    As expectativas um pouco mais otimistas nos últimos dias parecem ter perdido um pouco de força com o vice-presidente americano Mike Pence dizendo que o país não irá recuar das tarifas até que os chineses anunciem mudanças. A China, porém, também tem se mostrado bastante resiliente.

    “Nós tomamos ação decisiva para lidar com o nosso desequilíbrio com a China. Colocamos tarifas sobre 250 bilhões de dólares em bens chineses, e podemos mais do que dobrar esse número”, disse durante a cúpula da Apec (Associação de Países da Ásia e do Pacífico para a Cooperação Econômica).

     

    Os traders permanecem bastante atentos também ao andamento do dólar, à conclusão da colheita americana e o bom avanço do plantio no Brasil. Esses fundamentos do mercado, porém, têm perdido peso nestes meses em que a guerra comercial, mesmo sem grandes novidades, domina as discussões nos bastidores do mercado.

    Afinal, a demanda pela soja norte-americana está bastante fraca, com um dos menores ritmos de exportações dos últimos anos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Agricultura de precisão ajuda no preparo do solo?

    Cultivar não é uma tarefa fácil. O produtor além de sua lavoura precisa monitorar centenas de variáveis que podem interferir no sucesso lá no fim da safra. Para este processo complexo, é preciso o auxílio de ferramentas que facilitem o seu trabalho com dados e números que serão fundamentais nas tomadas de decisões. A tendência nos últimos anos é o surgimento de soluções em agricultura de precisão. Podemos dizer que a agricultura de precisão é uma filosofia de manejo da fertilidade do solo utilizando-se de informações exatas e precisas sobre faixas ou porções menores do terreno, tendo por objetivo aumentar a eficiência do uso de corretivos e fertilizantes nas culturas agrícolas. E o que podemos dizer dessas novas ferramentas para a importância de um bom preparo de solo?

    Primeiro vamos destacar algumas dessas novas “armas” à disposição dos produtores. Podemos elencar os sistemas de posicionamento global (GPS), sistema de informações geográficas (SIG ou GIS), tecnologias de aplicação em taxa variável, monitoramento das áreas, sensoriamento remoto, monitores de colheita, amostradores de solo e balizadores de aplicação (aérea e tratorizada). Além disso, sensores de matéria orgânica, de plantas daninhas, de umidade de solo, de pH, de NO3 no solo, de compactação, pulverizadores de precisão, fotografias aéreas e outros.

    Já ficou claro para o agricultor que é fundamental o preparo do solo, bem feito, isso resulta em lavouras de alta produtividade. Nessa fase inicial é fundamental a mecanização e uso dessas novas tecnologias. O preparo do solo e, principalmente, as práticas corretivas como o uso correto do calcário, do gesso, e até mesmo do fósforo para corrigir o solo estão na lista obrigatória de sucesso.

    A Piccin Tecnologia Agrícola, por exemplo, é uma empresa especialista em desenvolver equipamentos voltados ao preparo do solo, em seu portfólio, conta com soluções tecnológicas com padrão ISOBUS para todo o ciclo produtivo. Ou seja, implementos que garantem comunicação total entre máquinas e tratores ISOBUS, resultando em transparência e liberdade aos produtores. Além disso, há a possibilidade também de utilizar os equipamentos com sistema de desligamento linha a linha para semeadoras, desligamento bico a bico para autopropelidos e taxa variável nas mais diversas operações.

    A empresa também tem parceria com a americana Ag Leader, que disponibiliza para a linha de distribuidores de adubo e materiais como calcário terminais do tipo InCommand 1200/800, com a plataforma, chamada de AgFinit. Essa opção é uma mão na roda e gerencia dados agronômicos, com taxa variável e transferência de informações para “Nuvem”, onde o agricultor pode ter acesso de qualquer lugar e em qualquer momento. Os dados ficam disponíveis em um local virtual, além disso, a sincronização de mapas e relatórios é realizada entre a nuvem e o dispositivo, utilizado pelo agricultor para gerenciar a safra.

    O uso dessas e de tantas outras ferramentas da agricultura de precisão é a redução dos custos de produção, principalmente dos agroquímicos, fertilizantes e/ou corretivos. Conforme aponta Rossato (2010), em média, é possível obter uma redução de 20-30% no custo de insumos como calcário, fósforo e potássio. Com a aplicação diferenciada de insumos consegue-se maior homogeneidade da lavoura e aumento de sua produtividade. É questão de avaliar quais ferramentas melhor se adaptam ao bolso e a necessidade da propriedade.

    Fonte: Grupo /Cultivar

  • Mosca Branca tem nova ação para combate

    Para garantir a produtividade da lavoura, os agricultores precisam adotar técnicas e tecnologias para que os altos índices sejam alcançados. O cuidado com as pragas, doenças e plantas daninhas precisam estar diariamente sob controle do produtor rural. A mosca branca é um dos grandes problemas enfrentados, um pequeno inseto que, somente nos tomateiros, pode representar perdas de 40% a 70% na condição de vetor de vírus, segundo dados da Embrapa.

    Atenta ao problema a ADAMA, obteve o registro para uma nova solução, voltada para o combate da mosca branca: o inseticida Trivor. O produto controla o desenvolvimento do inseto em todas as suas fases, tornando seus ovos inférteis e quebrando o seu ciclo de atividade nas plantas.

    “A mosca branca prejudica a saúde das lavouras em larga escala, pois, além de extrair os nutrientes das plantas, causa fumagina nas folhas inibindo a fotossíntese. Em determinadas culturas de hortifrúti, chega a transmitir viroses por meio do processo de sucção”, destaca Fabrício Pacheco, gerente de Produtos da ADAMA Brasil. “Para oferecer um controle efetivo do inseto, Trivor une praticidade e eficácia em sua ação de choque e residual, além de ser facilmente aplicável pelo fato de ser composto por uma mistura pronta”.

    Trivor chega com a força necessária no manejo do inseto por conta do grande alcance de culturas em que pode ser aplicado. Além de uma grande variedade de culturas de hortifrúti, como batata, tomate, cebola e outras, o inseticida também pode ser aplicado nas lavouras de soja e algodão, que sofrem constantes problemas com as toxinas liberadas pela mosca branca.

    Fonte: Agrolink