Eduarda Pereira

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  • Soja: o que você precisa saber para ter sucesso na safra 2018/2019

    Antes de começar a nova safra e tomar decisões sobre compra de insumos, arrendamento de terras ou mesmo aquisição de maquinários, entender a situação atual da economia e política pode fazer a diferença para garantir um bom lucro. Pensando nisso, o 1º Fórum Soja Brasil – Safra 2018/2019, que aconteceu em Uberlândia (MG), nesta quinta, dia 26, trouxe um grande time de especialistas para dar dicas essenciais sobre clima, economia, comércio exterior, manejo e os rumos que as eleições podem dar ao país

    O Projeto Soja Brasil chega a sua sétima edição nesta safra 2018/2019 e, mantendo a tradição de dar apoio aos produtores do Brasil, o 1° Fórum do ciclo reuniu grandes especialistas, mediados pela apresentadora Kellen Severo, para trazer uma análise bastante completa sobre as possibilidades da temporada. Confira abaixo os tópicos e as opiniões:

    Eleições

    Uma das primeiras preocupações que o produtor deve ter no ano é com as eleições, que acontecem em outubro. Isso pode mudar drasticamente os rumos da economia e atrapalhar o planejamento inicial de safra, afirmou o analista de mercado e sócio da Tendências Consultoria Integrada Rafael Cortez, durante sua palestra.

    “Desde 2013, os eventos políticos têm influenciado fortemente as atividades econômicas do país. Então entender quem são os candidatos e os impactos que eles trarão ao país é fundamental para se antecipar às tendências que o mercado trará, como a política monetária, a taxa de câmbio, entre outros indicadores da economia”, diz.

    O analista explica que existem dois cenários a serem previstos e antecipados pelos produtores a respeito daqueles que vencerem as eleições:

    1 – se vencer o candidato que o mercado confia, ou que tenha atuado no governo atual, ou pelo menos, tenha uma proposta que dê andamento ao modo que a economia caminha atualmente.

    “Se isso acontecer, o câmbio deve recuar, afetando os preços recebidos pelos produtores. No entanto, na hora de comprar os insumos, os valores dos produtores devem recuar junto com o dólar, por exemplo”, conta Cortez.

    2 – se vencer um político com menos expressão, nome e tradição política, ou contrário aos conceitos que o mercado considera ideais.

    “Se isso acontecer, lá em março o câmbio estará em um patamar parecido com o atual. E, mais adiante, em junho ou julho, os gastos para fazer a nova safra podem ser mais elevados. De maneira geral, o pior cenário deve se igualar com estes dias que antecedem as eleições. Claro que mais para a frente, dependendo das decisões, o cenário pode piorar”, diz.

    Mercado

    Para o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach não só a eleição no Brasil trará impactos a comercialização da soja, mas também o embate entre China e Estados Unidos. Segundo ele o produtor precisará se atentar para não perder oportunidades de negócios, ainda mais com preços tão rentáveis.

    “Considerando o pior cenário político no Brasil, com a entrada de algum candidato que o mercado não apoie, o dólar tende a subir mais do que agora. Pois vivemos uma incerteza de quem será candidato e quais as possibilidades, isso mantém o câmbio valorizado”, diz Barabach. “O dólar pode até ultrapassar os R$ 4.”

    Para o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz, se o cenário continuar assim, e a tabela dos fretes não cair o produtor terá dificuldades para travar preços futuros. “Mesmo com preços elevados, os negócios de soja futura estão travados, pois ninguém sabe como enfrentar essa tabela. Ela encarece muito e atrapalha as negociações”, diz.

    Para o executivo há chances inclusive de os produtores não aumentarem suas áreas de soja, pois não conseguem travar negócios futuros e com isso não obtém o dinheiro para financiar a safra. “Essa tabela está atrasando tudo, o financiamento, a compra de insumos e isso trará um impacto lá na frente, quando a safra começar”, conta Braz. “Vamos lutar junto com outras entidades para tentar derrubar essa tabela, pois ela faz mal não só aos produtores, mas aos consumidores que já estão sentindo no bolso o preço mais caros dos seus produtos.”

    Clima

    Um dos assuntos mais aguardados pelos participantes do Fórum tratava justamente sobre os rumos que o clima teria neste ano, já que existe uma chance de influência do El Niño, que traria muitas chuvas para a região Sul e seca para o Nordeste, e que foi responsável pelo incremento de produção da temporada anterior.

    Segundo a editora de meteorologia do Canal Rural, Pryscilla Paiva, muitos mapas estão apontando chances de até 80% de El Niño. “Isso não está confirmado ainda, há grande chances. Por isso é preciso monitorar diariamente as previsões para não dar chance de erros”, conta.

    Para Pryscilla as chuvas devem mesmo chegar em setembro, mas não com grandes volumes no Sudeste e Centro-Oeste. “Essas duas regiões não terão muita água no solo, e as chuvas previstas não irão repor a umidade necessária para o solo. Para piorar em outubro faltará chuvas. Então o produtor terá que pensar se vale a pena plantar com pouca água, pois essa situação demorará a normalizar e a safra pode ficar comprometida”, ressalta ela.

    No Sul as chuvas devem ser mais volumosas e a preocupação ficará por conta da ferrugem asiática, que se prolifera melhor com excesso de umidade. “A condição é diferente no Sul, por lá há chances de chuvas demais e é preciso tomar todos os cuidados necessários para que aquelas cenas de alagamentos não se repitam”, diz.

    Manejo e pragas

    Ainda sobre um possível El Niño, a principal entidade de pesquisa de soja do Brasil, a Embrapa, está preocupada. Isso porque o fenômeno acaba trazendo ainda mais chuvas, gerando condições ideais para a proliferação da ferrugem asiática.

    O chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Soja, Ricardo Vilela Abdelnoor, falou sobre essa preocupação durante seu debate. “O El Niño preocupa sim, pois a frequência de chuvas aumenta muito na região Sul, que normalmente já sofre com a doença. A umidade é a condição ideal para que aumente a pressão da doença”, diz Abdelnoor.

    Com isso o pesquisador alertou para que os produtores redobrem as atenções com o vazio sanitário, que começou em muitos estados em junho e julho. Abdelnoor ressalta que os produtores devem abrir os olhos e não deixar nenhuma planta guaxa viva nos campos ou próxima a eles.

    “Existe fiscalização, mas ela não tem o contingente suficiente para fazer isso, então é importante que o produtor entenda a importância de se fazer o vazio corretamente para controlar a incidência da doença e iniciar a nova safra com uma pressão menor. E, consequentemente, menos gastos também”, conta.

    Para o José Magid Waquil, do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), esta é uma boa oportunidade de os produtores apostarem todas as fichas no manejo de resistência contra a ferrugem. “O manejo da resistência precisa ser realizado para preservar as tecnologias que existem hoje. É preciso fazer o refúgio para que as tecnologias Bt não percam suas eficiências”, conta ele.

    Fonte: Canal Rural

  • Saiba o que pode influenciar o mercado da soja nesta semana

    Diante da tarifa de 25% impostas pelos chineses sobre a soja norte-americana, o governo Trump busca alternativas para as exportações da oleaginosa. Na sema passada o presidente dos Estados Unidos anunciou que a União Europeia se comprometeu a aumentar o volume de compras de soja norte-americana em troca de uma melhor relação comercial, que prevê a retirada de algumas tributações e barreiras.

    “Depois da China, os países da UE são os que mais importam soja norte-americana anualmente, o que reforça a importância da relação comercial entre os EUA e o bloco”, destaca o analista da Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque.

    O mercado encarou o acordo com bons olhos, o que faz Chicago ganhar certo suporte fundamental no curto-prazo. O especialista não descarta que novos acordos sejam firmados nas próximas semanas com outros países ou blocos econômicos, o que poderá mexer ainda mais com o mercado.

    Além do acordo com os europeus, o anúncio de um auxílio financeiro de US$ 12 bilhões oferecido aos sojicultores dos Estados Unidos também chamou a atenção. Embora em parte criticado, o dinheiro pode dar fôlego aos produtores norte-americanos, diminuindo a pressão sobre o governo e dando mais tempo para a negociação com os chineses.

    Enquanto analisam as questões comerciais, o mercado também olha para o desenvolvimento da safra norte-americana. As lavouras do país voltaram a ter uma melhora nas condições após três semanas de piora. O mês de agosto será decisivo para a definição da produção, e o fator climático pode trazer volatilidade para a CBOT. A tendência atual é de uma colheita com poucas perdas.

    Fonte: Canal Rural

  • China procura Brasil para estudo de agroquímicos

    O mercado de agroquímicos da China está procurando os laboratórios brasileiros para avaliações e analises sobre princípios ativos de agroquímicos genéricos a fim de ingressar no mercado do País. De acordo com o Gerente de Desenvolvimento e Suporte Técnico da Mérieux NutriScience, Roberto Sardinha, a atividade do mercado brasileiro está atraindo os chineses.

    “Somos um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Além disso, com o objetivo de registar produtos no país, muitos fabricantes chineses optam por realizar os estudos em laboratórios brasileiros, que possuem conhecimento sobre as exigências especificas dos órgãos reguladores, assim como proximidade e acesso para manter discussões técnicas quando necessário”, comenta.

    Atualmente, a China é o maior produtor de agroquímicos do mundo, com o faturamento anual do segmento chegando aos 308 bilhões de iuanes. Segundo a Gerente de Agroquímicos de Xangai da Mérieux NutriScience, Kathy Zhu, os avanços do mercado chinês estão diretamente ligados com a intenção de desenvolver novas tecnologias e na atualização do processo produtivo de defensivos.

    “O setor é um dos que mais cresce no país, pois as empresas têm capacidade para investir na produção de ingredientes ativos, que estão com as patentes quase expirando, como piraclostrobina e protioconazol, assim como produtos mais antigos como Glifosato, 2,4-D e Atrazina”, explica.

    Os estudos realizados no Brasil definem a equivalência do produto ao registrado anteriormente, analisando propriedades físico-químicas, efeitos tóxicos e eco toxicológicos, concluindo se ele é capaz, ou não, de fazer mal à saúde humana. “Os estudos realizados aqui também são aceitos nos países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o que facilita o registro e posteriormente a venda do defensivo em outros mercados”, finaliza Sardinha.

    Fonte: Agrolink

  • Preço do milho volta a ser atrativo

    Os indicadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) referentes às médias dos preços do milho registraram nesta quarta-feira (25.07) altas de 0,74% nas médias das cotações da B3 e de 1,53% nos preços médios em Campinas. A especulação com milho na B3 é o dobro da mesma especulação no mercado físico.

    De acordo com o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, isso pode sinalizar que, finalmente, os compradores “podem ter se dado conta de que, realmente, faltará milho e que os preços atuais podem ser atrativos a médio e longo prazo, embora esta não seja uma afirmação definitiva”.

    “O certo é que todas as notícias desta semana falam de mais quebra ou deterioração do milho safrinha em praticamente todos os estados produtores e de uma forte retração dos vendedores. Por isso, alguns compradores estão aceitando os preços de venda pedidos, acreditando que, no futuro, eles serão baratos”, explica.

    Além disso, outro fator de alta está começando a despontar fortemente no mercado é a provável alta dos preços de exportação. “Puxadas pela alta das cotações do trigo em Chicago, diante dos anúncios de quebra nas safras da Europa e do Mar Negro, grande parte das quais concorrem com o milho no mercado de rações, as cotações do milho também subiram em Chicago e no mercado internacional. Isto poderá provocar nova onda de demanda do milho brasileiro para exportação e, consequentemente, reduzir as disponibilidades internas, elevando ainda mais os preços do milho no mercado doméstico”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Cientistas criam pulverizador inteligente

    Pesquisadores do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Faculdade de Ciências Alimentícias, Agrícolas e Ambientais da Universidade Estadual de Ohio (CFAES) desenvolveram o primeiro sistema de pulverização inteligente do mundo. De acordo com Erdal Ozkan, professor de engenharia agrícola da CFAES, a nova tecnologia permite uma aplicação mais eficiente que o sistema tradicional.

    “Usando pulverizadores convencionais, os produtores simplesmente ligam o pulverizador em uma extremidade da fileira das plantas e param de pulverizar na outra extremidade. Ainda estamos usando o mesmo tipo de pulverizadores projetados há mais de 60 anos. Aplicar uma taxa fixa de pesticidas continuamente, independentemente das variações nas condições-alvo, não é mais um princípio que podemos praticar”, explica.

    Segundo os criadores, a economia para os produtores que utilizarem o pulverizador inteligente pode chegar a cerca de US$ 230 por acre anualmente. Okzam afirma que um produtor com um campo de 100 acres poderia recuperar o custo do pulverizador inteligente dentro do primeiro ano de uso.

    Além disso, o dispositivo consegue mostrar retornos ambientais importantes, como economia de água e redução no desperdício de defensivos químicos. A equipe também está trabalhando para desenvolver um kit de pulverizador inteligente que possa ser instalado em quase qualquer pulverizador, o que reduziria a despesa adicional para utilizar essa nova tecnologia.

    “Prevenir a poluição ambiental por pesticidas de ar ou de água deve ser tão importante hoje quanto controlar pragas, se não mais importante. A tecnologia empregada no pulverizador inteligente é um exemplo de alcançar ambos: controle satisfatório de pragas e a redução do risco associado à poluição do meio ambiente com pesticidas”, finaliza.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Acordo entre EUA e Europa estimula mercado e preços sobem mais de 15 pts em Chicago nesta 5ª

    A euforia voltou ao mercado internacional da soja nesta quinta-feira (26) depois do anúncio do presidente americano Donald Trump de zerar a tarifa para a Europa comprar soja com exclusividade dos Estados Unidos.

    “Nós vamos trabalhar para reduzir as barreiras e aumentar o comércio em serviços, químicos, farmacêuticos, produtos médicos, assim como soja”, disse Trump no fim do dia nesta quarta-feira (25) e a reação nos preços na Bolsa de Chicago foi imediata.

    Os traders, no mercado internacional, vinham esperando por novidades fortes que pudessem promover movimentos como este nos preços, permitindo-os tomar posições mais agressivas para a oleaginosa na CBOT. A notícia chegou exatamente com esse efeito.

    “Há um suporte do acordo comercial EUA e União Europeia, que deve levar a um maior volume de exportações americanas de soja para esta região. Estes acontecimentos podem, pelo menos momentaneamente, provocar a entrada dos fundos de investimento no mercado e oferecer suporte apesar da pressão das condições excelentes da safra americana de soja 2018”, explica Steve Cachia, direto de Malta, na Europa, onde é diretor da Cerealpar e consultor do Kordin Grain Terminal.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trump fecha acordo para a Europa comprar soja exclusivamente dos EUA

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira depois de uma reunião com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que eles concordaram em trabalhar na diminuição das barreiras comerciais.

    Entre as medidas acertadas por Trump e Juncker está o compromisso dos europeus de comprar mais soja dos EUA.

    “Nós vamos trabalhar para reduzir as barreiras e aumentar o comércio em serviços, químicos, farmacêuticos, produtos médicos, assim como soja”, disse Trump.

    “Eles vão começar quase que imediatamente”, disse Trump, ao se referir à promessa de compra de “muita soja” pelos europeus.

    “Nós podemos importar mais soja dos EUA, e assim será feito”, afirmou Juncker, que preside a Comissão Europeia, braço executivo da UE, durante o anúncio do acordo.

    Nas últimas seis safras, o Brasil foi o principal fornecedor de soja à Europa. Isso pode mudar se a promessa feita nesta quarta se cumprir.

    Caso haja tarifa zero, a soja americana pode se tornar mais barata do que a brasileira, reduzindo a competitividade do Brasil.

    Brasil e EUA exportam um mix de produtos agrícolas muito semelhante —com destaque para produtos como soja, carne, açúcar e suco de laranja.

    No caso da soja em grãos, cerca de 80% das exportações do Brasil vão para a China —que, em guerra com os americanos, continuaria dando preferência ao Brasil. Mas, na competição para vender outros produtos, o Brasil poderia ser seriamente afetado.

    Ainda que seja considerada uma possibilidade mais remota, uma composição dos EUA com os chineses poderia tornar o cenário ainda mais desfavorável ao Brasil.

    A redução da tensão comercial entre as duas das maiores economias do mundo também foi celebrada por especialistas e deve ajudar o crescimento global.

    “A economia global só pode se beneficiar disso”, afirmou a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde.

    Por ora, nenhuma tarifa foi suspensa ou eliminada. As conversas apenas estão no começo.

    Trump e Juncker, porém, prometeram congelar novas iniciativas e rever as sobretaxas de aço e alumínio, bem como as medidas retaliatórias que foram impostas na sequência.

    O objetivo é chegar a um ambiente comercial sem tarifas, sem barreiras e sem subsídios para bens industriais.

    Trump e Juncker, porém, prometeram congelar novas iniciativas e rever as sobretaxas de aço e alumínio, bem como as medidas retaliatórias que foram impostas na sequência.

    É uma mudança significativa após meses de tensão e troca de farpas, que começaram quando Trump impôs tarifas ao aço e alumínio, no início deste ano.

    Fonte: Reuters

  • Não tem “receita de bolo” para projeto de irrigação

    Irrigar ou não irrigar? Essa é uma decisão que o produtor rural precisa avaliar vários pontos antes de decidir.

    O fator mais importante que determina a necessidade de irrigação ou não de uma certa cultura, em uma região, é a quantidade e a distribuição das chuvas. A lista de pontos a serem avaliado antes da decisão inclui ainda: aumento da produtividade, melhoria da qualidade do produto, produção na entressafra, uso mais intensivo da terra e a redução do risco do investimento feito na atividade agrícola.

    De acordo com o instrutor credenciado junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT), Edegar Matter não há uma “receita de bolo”. Segundo ele, cada caso é um caso. “Cada propriedade tem suas especificações. É preciso analisar todos os pontos positivos e negativos antes de comprar os equipamentos e investir num projeto de irrigação”.

    Depois da decisão de irrigar e de saber exatamente o que a área precisa, o produtor rural vai investir em planejamento, monitoramento e uma boa gestão da irrigação. Um bom projeto de sistema de irrigação deve considerar os fatores inerentes à cultura, ao local e ao clima, sem deixar de considerar as necessidades do produtor.

    A cultura e o local são dois pontos muito importantes a serem avaliados na hora de tomar a decisão de irrigar uma área. No momento de avaliar uma cultura é preciso verificar as necessidades específicas. A partir disso, se escolhe um sistema de irrigação que deve ser adequado para atender as particularidades de cada planta. Vale ressaltar que há vários tipos de irrigação como o gotejamento, aspersão ou microaspersão e diversos outros.

    Outro ponto importante que o produtor deve prestar atenção na hora de implantar o sistema de irrigação é o local. Um levantamento topográfico é necessário para o perfeito dimensionamento hidráulico. A análise de água determinará o tratamento prévio, se for necessário. A análise física de solo indicará não só o modelo de emissor de irrigação, mas também o melhor manejo, após a instalação da irrigação.

    No caso do manejo geral da cultura, é preciso levar em conta na hora de elaborar o projeto a época de produção, as pulverizações com defensivos, entre outros fatores. De acordo com pesquisas feitas pela Embrapa, o projeto de um sistema de irrigação ideal é aquele em que a setorização (operação) do sistema tenha solo, cultura e variedade de plantas homogêneas, para que o manejo da água e fertilizantes seja otimizado.

    Após implantar um bom sistema de irrigação, utilizando um projeto adequado, muitos produtores acabam não dando valor e atenção suficientes ao manejo da irrigação, essencial para obtenção de bons resultados. Manejar a irrigação sem utilizar uma forma adequada para monitorar e entender a necessidade real da planta seria como ter uma “Ferrari mas não saber pilotar”.

    Portanto, o manejo da irrigação deve ser visto como uma atividade de extrema importância, para que se possa extrair o máximo potencial do sistema – envolvendo planejamento constante, monitoramento, tomada de decisão e ação.

    DICAS

    Quando se fala em gerenciamento de irrigação o produtor deve ficar atento aos pontos abaixo relacionados para ter um bom resultado na área irrigada.

    Realização de estudo das características físico-hídricas dos solos cultivados, através de análises laboratoriais e/ou testes de campo. É preciso avaliar capacidade de campo, ponto de murcha e densidade aparente.

    Monitoramento climático através da rede de estações, distribuídas em diversas regiões. O monitoramento climático é utilizado para estimar o consumo hídrico diário das culturas.

    Aferição e calibração dos equipamentos de irrigação, otimizando-se a performance de aplicação de água dos mesmos. Para tanto, os sistemas têm a uniformidade e lâmina média aplicadas e avaliadas, assim como a distribuição de pressão ao longo do sistema e avaliação do funcionamento do sistema motobomba. O trabalho envolve também redimensionamento de lâmina e remapeamento de bocais, quando necessário, e estudo econômico de cada sistema de irrigação aferido.

    Treinamento do pessoal da fazenda relacionado à irrigação, dentro dos objetivos de utilização do programa de manejo.

    Visitas periódicas de acompanhamento do processo de tomada de decisão de irrigação.

    Geração de relatórios mensais e de final de safra, por sistema de irrigação, envolvendo os principais aspectos relacionados à condução da irrigação.

    Fonte: Portal Mais Soja

  • Clima pode prejudicar trigo brasileiro

    A consultoria INTL FCStone divulgou um relatório indicando que o clima ainda pode apresentar riscos para o trigo brasileiro. A semeadura do grão ainda não foi concluída nos dois principais produtores da cultura no País, Rio Grande do Sul e Paraná, devido ao excesso de umidade no primeiro e a falta de chuvas no segundo.

    “As condições de umidade no Paraná ao longo dos próximos dias serão cruciais para garantir o potencial da safra. Importante salientar que, como no ano anterior houve uma quebra de safra expressiva, a produção deste ciclo poderá dobrar, para 3,4 milhões de toneladas, caso as expectativas se concretizem”, disse o relatório.

    De acordo com a consultoria, a média pluviométrica para o Paraná nos próximos 15 dias deverá chegar a apenas 2,8 milímetros, com a temperatura ficando entre os 12ºC e os 23,4ºC. Nesse cenário, a INTL FCStone garante que o período mais propenso para geadas já passou e o estágio de desenvolvimento vegetativo das lavouras poderá ser prolongado.

    “A ocorrência de geadas foi limitada, tendo sido registradas quatro ocorrências a partir de meados do mês, sendo que apenas duas delas foram considerados fortes (isto é, com a temperatura em torno de 0° C)”, diz a consultoria.

    Para o Rio Grande do Sul, a próxima quinzena será marcada por chuvas diárias em boa parte do estado, com um acúmulo médio entre 4,3 e 10 milímetros por dia. Além disso, a consultoria garante que o risco de geadas é praticamente nulo, com as temperaturas variando entre 9,7 °C e 18 °C, porém, há grande preocupação com a proliferação de fungos e pragas que se beneficiam dos longos períodos de umidade.

    “O quadro climático do estado se difere bastante do caso do Paraná, sendo marcado por chuvas abundantes e tendo sido registradas 19 geadas desde o início do mês. No entanto, como boa parte das geadas foram fracas ou moderadas, as temperaturas não baixaram para além de 0° C e não se esperam grandes danos causados pelo frio”, finaliza a INTL FCStone.

    Fonte: Agrolink

  • 1,2% da área de soja dos EUA foi prejudicada pelo dicamba

    Um relatório da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, indicou que 1,2% da área de soja do país foi prejudicada pela deriva do herbicida dicamba, o que corresponde a cerca de 445 mil hectares. Informações publicadas no portal Agriculture dão conta de que os danos foram mais altos em Illinois, o estado que mais produz soja em solo norte-americano.

    Enquanto a Monsanto, empresa fabricante do dicamba, e outras revendedoras garantem que o fato foi impulsionado por um erro do operador no momento da pulverização, vários cientistas acusam a alta volatilidade do produto como sendo a principal culpada pelos estragos provados nas lavouras vizinhas. Para Kevin Bradley, autor do relatório, o herbicida pode evaporar no momento da aplicação e se espalhar para os outros campos, podendo causar prejuízos.

    “Como eu disse desde o início sobre toda essa questão, há grandes diferenças na perspectiva sobre a extensão desse problema e o que constitui o sucesso com essa tecnologia. Infelizmente, a perspectiva de uma pessoa sobre essa questão dentro da agricultura parece estar intimamente ligada à empresa em que você trabalha ou ao tipo de semente que você compra; um fato que me decepciona muito e, na minha opinião, é incrivelmente míope”, comenta.

    De acordo com o professor de agronomia da Iowa State University, Bob Hartzler, o número de queixas de produtores para as autoridades estaduais aumentaram consideravelmente se comparadas com o mesmo período do ano passado. Se até julho de 2017 o número de reclamações era de 82, no mesmo mês de 2018 já chegou a 121. “O aumento significativo de casos de agrotóxicos durante a primeira parte da estação indica um problema de manejo de pesticidas”, argumenta.

    A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) revisou suas regras sobre o dicamba. A instituição exigiu treinamento especial para aplicadores em 2017, além de limitar a hora do dia em que o dicamba pode ser usado e barrar as pulverizações quando os ventos excederem 10 mph.

    Fonte: Agrolink