Eduarda Pereira

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  • Plantas usam RNA para responder ao estresse

    Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e publicado na revista Cell Reports descobriu que a planta utiliza uma parte específica do seu RNA, a N6-metiladenosina, ou m6A, para responder ao estresse. Isso porque a m6A previne a quebra de transcritos que codificam proteínas que ajudam as plantas a lidar mais eficazmente com as condições desafiadoras.

    De acordo com Brian D. Gregory, professor associado de biologia na Escola de Artes e Ciências da Universidade, e autor sênior do estudo, a descoberta pode ser extremamente importante para desenvolver culturas que possam ser tolerantes ao sal. “É assim que vamos ajudar os agricultores. Precisamos identificar maneiras pelas quais podemos produzir plantas mais resistentes ao sal e resistentes à seca, e manipular esse caminho pode ser uma maneira de fazê-lo”, comenta.

    Comparando de perto plantas normais e mutantes, a equipe descobriu que o m6A, quando presente, protegia os transcritos impedindo que uma enzima os degradasse. O estudo mostrou que, quando esta marca estava faltando, os transcritos foram clivados e subsequentemente degradados.

    Segundo o estudante de pós-graduação Stephen J. Anderson, outro desenvolvedor da pesquisa, “a descoberta foi um tanto casual, mas descobriu-se que essa desestabilização estava ocorrendo bem ao lado de onde essas marcas deveriam estar, mas não estavam no grupo experimental de plantas”.

    “Isso dá às plantas um mecanismo dinâmico e realmente poderoso para regular a resposta ao estresse”, diz Gregory. “Você pode mover essa marca para as transcrições que deseja manter”, explica. “Também há evidências”, diz Anderson, “de que as plantas podem remover ativamente a marca das transcrições de que não precisam. Ainda estamos investigando esse mecanismo”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Sinalização de acordo entre China e EUA reduz pressão e Chicago testa leves altas nesta 3ª

    O mercado da soja trabalha com leves altas na manhã desta terça-feira (6), ainda mantendo-se bem próximo da estabilidade na Bolsa de Chicago. Os traders esperam uma série de definições e relatórios para esta semana e optam por manter sua postura cautelosa.

    As cotações, por volta de 8h (horário de Brasília), subiam entre 0,50 e 0,75 ponto, com o novembro/18 valendo US$ 8,73 e o maio/19, que serve como referência para os negócios no Brasil, valia US$ 9,12 por bushel.

    As sinalizações de China e Estados Unidos de que poderiam chegar a um acordo e por fim à guerra comercial traz algum otimismo ao mercado e motiva o avanço, mesmo que ainda tímido, segundo explicam analistas internacionais. A disputa já se estende desde maio e tem prejudicado severamente os preços internacionais, uma vez que a demanda chinesa pela soja americana está estacionada.

    “Tanto a China quanto os EUA adorariam ver uma maior cooperação econômica e comercial. O lado chinês está pronto para ter discussões com os EUA sobre questões de preocupação mútua e trabalhar por uma solução em relação ao comércio aceitável para ambos os lados”, disse Wang ao Fórum Bloomberg New Economy em Cingapura.

    Além desse fato, o mercado observa ainda as eleições de meio mandato que acontecem nesta terça nos EUA – o que também pode mexer com as cotações daqui em diante – e se prepara para a divulgação do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira, 8 de novembro.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Horário de verão aumenta a produtividade no campo

    O horário de verão de 2018 teve início ontem (4/10) na primeira hora. À meia-noite, os moradores de 10 estados e do Distrito Federal adiantaram o relógio em uma hora. O horário adiantado em uma hora em relação ao horário normal ficará em vigor até a meia noite do dia 15 de fevereiro de 2019. O ajuste vale para as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal).

    Com o ajuste nos relógios, os produtores rurais conseguem estender a sua rotina de trabalho e principalmente para aqueles que têm objetivo de plantar ou colher em sua propriedade, pois o dia na percepção do ser humano dura um pouco mais, favorecendo ao produtor, o que nem sempre acontece na zona urbana.

    Diante disso, na zona rural o inicio do horário de verão faz com que os trabalhadores do campo passem a ter uma maior produtividade, com o aumento de 1 hora do sol, e também possa gerar um aumento de renda para os colaboradores de fazendas, que podem estender seu horário até às 20 horas, horário que relativamente acontece o pôr do sol. O gestor administrativo especialista em finanças e produtor rural, Frederico Victor Franco, ressalta que é preciso respeitar as leis trabalhistas e horas de descanso do trabalhador rural, para evitar questões e ocorrências trabalhistas futuras.

    Frederico acrescenta que, na bovinocultura, é importante lembrar que os bovinos são animais de hábitos e rotinas, e a luz do dia é uma referência. Assim sendo, se ocorrem mudanças bruscas ou inesperadas na rotina do animal, como a mudança do horário de alimentação no horário de verão devido à mudança da rotina do tratador, isto vai gerar o estresse no bovino e consequentemente a perda de peso na carcaça e desempenho. Já na produção de leite, as vacas leiteiras por serem mais sensíveis e ter um ritmo regrado da ordenha em duas vezes por dia, sendo ela feita pela manhã e pela tarde, a mudança de horário vai ocasionar a de produtividade de até 14% em comparação a produção normal.

    Para minimizar as perdas é necessário que o produtor encaixe o tempo dessa mudança gradativamente. No horário tradicional a ordenha ocorre às 5h, já no horário de verão ela deverá ser feita às 6h no primeiro dia. No segundo dia em diante, vai diminuindo os horários sendo as 5h50, 5h40, até chegar às 5h novamente, mas sempre acompanhando se o animal não está perdendo produtividade. O mesmo deve ser feito na ordenha da tarde e também na alimentação, e quando finalizar o horário de verão, realizar da mesma maneira a alteração gradativa dos horários até a adaptação do animal.

    Nas granjas, o horário de verão exige um cuidado maior também, pois para manter a média de produção diária, é preciso de maneira urgente adaptar a mudança no relógio ao horário biológico das galinhas. Todavia, como o horário de trabalho muda, os colaboradores devem ter atenção nos cochos, principalmente para não faltar água e ração e consequentemente ocorrer à morte o animal ou perda de produção.

    O horário de verão já não é tão eficaz na economia de energia devido à mudança no perfil do consumo da população brasileira. No passado, as pessoas e empresas encerravam suas atividades do dia com a luz do sol ainda presente, e atualmente as pessoas possuem o horário de trabalho mais flexível que facilitam a mudança. Outro fator que diminui a eficácia é o aumento de o uso de eletrodomésticos e equipamentos, como o ar-condicionado devido à alta temperatura no período, que também afeta diretamente no aumento de consumo de energia.

    Para o produtor rural, a mudança não afeta as contas de energia pelo fato do mesmo ter que adaptar sua produção e seus meios produtivos ao horário, o que mantem o consumo de maneira uniforme ou até mesmo maior, devido em alguns casos o mesmo estender o horário de trabalho de máquinas e equipamentos.

    De acordo com o Ministério de Minas e Energia as regiões Norte e Nordeste não adotam o horário de verão, porque a hora adiantada é mais eficaz nas regiões mais distantes da Linha do Equador, onde há uma diferença mais significativa na luminosidade do dia entre o verão e o inverno.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Entenda como e quando combater a ferrugem asiática

    Mal começou o plantio da soja na safra 2018/2019 e o primeiro foco de ferrugem asiática já foi encontrado pelo Consórcio Antiferrugem no Estado do Paraná. Pesquisadores da Embrapa recomendam atenção às lavouras e a aplicação de agroquímicos na hora certa.

    O relato precoce da ferrugem em plantas “guaxas” reforça a necessidade de monitoramento da doença. Mesmo assim, os pesquisadores da Embrapa não recomendam a antecipação das pulverizações com fungicidas. “Não há necessidade de fazer aplicações agora, porque o inóculo da ferrugem ainda é baixo, mas o alerta serve para informar que a ferrugem está presente e, mais do que nunca, é necessário o monitoramento constante”, ressalta a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja.

    De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, o gasto com fungicidas para controle da praga, somados as perdas de produção, superama casa dos US$ 2 bilhões por safra no Brasil. “Por isso, é imprescindível que os produtores façam o monitoramento das lavouras, desde o período vegetativo, para identificarem precocemente a presença de sintomas de ferrugem e tomarem as medidas de manejo adequadas”, alerta Cláudia.

    Controle químico
    Quando o uso de produtos químicos for necessário, ou seja, quando a praga aparecer em talhões comerciais, Cláudia orienta os produtores a usarem fungicidas eficientes nas doses recomendadas pelos fabricantes. “Além disso, é muito importante que os agricultores optem por produtos formulados em misturas com diferentes modos de ação e que façam a rotação dos fungicidas para atrasar o aparecimento de populações menos sensíveis ou resistentes do fungo”, diz

    Segundo a Embrapa já foram relatadas populações menos sensíveis a dois grupos de fungicidas sítio-específicos – os inibidores da desmetilação (IDM ou triazóis) e os inibidores de quinona externa (IQo ou estrobilurinas). “Somente os inibidores da succinato desidrogenase (carboxamidas) ainda não tiveram redução de eficiência. É preciso atrasar o aparecimento de populações menos sensíveis a esse modo de ação para preservar os produtos disponíveis no mercado”, explica Godoy.

    Fonte: Projeto Soja Brasil/Canal Rural

  • Milho: Após se aproximar do nível mais alto em duas semanas, mercado inicia 2ª com leves quedas na CBOT

    As cotações futuras do milho iniciaram a sessão desta segunda-feira (5) em campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 9h41 (horário de Brasília), as principais posições da commodity exibiam quedas entre 1,50 e 1,75 pontos. O vencimento dezembro/18 era cotado a US$ 3,69 por bushel e o março/19 era negociado a US$ 3,81 por bushel.

    O mercado voltou a testar leves quedas depois de subir na semana anterior e se aproximar do nível mais alto em duas semanas. “Os comerciantes já se posicionam para o boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que deve reportar uma menor produção norte-americana após o clima adverso”, destacou a Reuters internacional.

    O departamento divulga na próxima quinta-feira o relatório de oferta e demanda. Ainda hoje, o USDA ainda divulga o boletim de embarques semanais, importante indicador de demanda e que pode influenciar o andamento das negociações.

    Os números do andamento da colheita no país também serão divulgados nesta segunda-feira. Cerca de 63% da área semeada nesta temporada já havia sido colhida até a semana anterior.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja corrige últimas altas e trabalha em queda na Bolsa de Chicago nesta 2ª feira

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago recuam nesta segunda-feira (5). Depois de duas boas altas consecutivas nos últimos dias da semana passada, o mercado agora corrige parte desses ganhos e, por volta de 7h50 (horário de Brasília), as cotações perdiam pouco mais de 4 pontos nos principais vencimentos.

    Assim, o contrato novembro/18 era negociado a US$ 8,70 por bushel, enquanto o maio/19 tinha US$ 9,09 na manhã de hoje.

    O mercado internacional segue atento às informações mais novas que chegam sobre a possibilidade de um acordo entre China e Estados Unidos sobre a guerra comercial, principalmente às vésperas das eleições de meio mandato nos EUA, que acontecem nesta terça-feira (6).

    “Há fortes indícios que uma maioria de opositores de Trump serão eleitos, incentivando com que o atual presidente estadunidense busque maneiras de cativar o eleitorado nesta reta final de campanha. Em outras palavras, o momento especulativo na soja pode ser jogada política para restaurar a popularidade do republicano no meio agrícola – uma conclusão sobre o tema será observada no fim de novembro, no encontro do G20”, alertam os analistas da ARC Mercosul.

    Ainda nesta segunda, os traders estarão atentos também aos números dos embarques semanais norte-americanos de grãos que serão divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), bem como ao reporte de acompanhamento de safras que será trazido após o fechamento do mercado.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja em Chicago tem manhã de 5ª feira de leves baixas e esperando novos números do USDA

    Nesta quinta-feira (1), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham com leves baixas, mantendo-se bem próximos da estabilidade. Por volta de 8h (horário de Brasília), as cotações cediam entre 1,50 e 3,75 pontos. O contrato novembro/18, assim, valia US$ 8,35 por bushel.

    O mercado internacional recua em mais um dia de movimentação técnica e devolvendo parte dos ganhos registrados no pregão anterior. No entanto, ainda caminhava sem um novo e forte motivo que pudesse mudar a direção das cotações.

    De acordo com os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc. os traders esperam pelos dados de vendas para exportação que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta para se posicionar melhor.

    As expectativas do mercado para as vendas da última semana variam de 400 mil a 760 mil toneladas. No farelo, de 150 mil a 300 mil toneladas e, para o óleo, de 8 mil a 30 mil toneladas. A demanda segue fraca pela soja norte-americana, segundo os últimos números. O total das vendas desta temporada se mostra bem abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Estudo traz nova visão sobre relação entre plantas e o frio

    Um estudo recente da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, e da Universidade Técnica de Gebze, na Turquia, trouxe uma nova forma de ver a relação entre as plantas e sua sobrevivência no frio. De acordo com Gustavo Caetano-Anollés, professor do Departamento de Ciências da Cultura e um dos autores do estudo, em vez de abordar a experiência em um único gene, o novo formato analisa toda a coleção de genes, metabólitos, vias e reações envolvidas na resposta ao estresse.

    “As chances são pequenas de que os criadores possam modificar com sucesso um único gene e alcançar maior tolerância ao frio. Precisamos entender todo o sistema, não apenas o gene de interesse, mas todos os genes relacionados que afetam determinadas vias e outras atividades biológicas envolvidas na resposta ao estresse de uma planta. Nosso estudo identifica metabólitos significativos associados a características importantes e é um passo adiante nas técnicas de perfil metabólico”, comenta.

    A equipe de pesquisa examinou pontos de dados coletados de Arabidopsis thaliana, uma pequena planta comumente estudada para entender os processos genéticos e fisiológicos, em quatro momentos durante a resposta ao estresse pelo frio. Usando um banco de dados que anota genes e produtos genéticos, a equipe foi capaz de construir uma rede de genes, metabólitos e caminhos, identificando todos os processos envolvidos na resposta ao estresse da planta pelo frio.

    “Nossas análises revelaram metabólitos associados ao estresse em inúmeras vias que não acreditamos que responderiam ao estresse pelo frio, incluindo aminoácidos, carboidratos, lipídios, hormônios, energia, fotossíntese e vias de sinalização. Isso mostra como é importante ver a resposta ao estresse no nível dos sistemas. Descobrimos que o estresse pelo frio primeiro desencadeou uma explosão de energia, seguido por um desvio de carbono em aminoácidos e metabolismo lipídico”, explica.

    Fonte: Agrolink

  • Palha, a melhor amiga da soja

    Em Carazinho, no Noroeste do Rio Grande do Sul, o produtor Rogério Pacheco não esconde o segredo de anos sucessivos de altas produtividades. “Palha”, diz o agricultor, orgulhoso ao mostrar com as mãos as minhocas num solo extremamente fértil. No ano passado, ele obteve uma média de 75 sacas de soja por hectare, marca que pretende passar neste ciclo.

    Defensor do plantio direto,Pacheco destaca que a cobertura do solo com palha protege contra a erosão, ajuda no controle de ervas daninhas e recicla nutrientes. Ele também é adepto da rotação de culturas. Neste ano, dos 850 hectares da área total, 650 estão sendo ocupados com a oleaginosa e o restante com milho. “A rotação é fundamental. E o milho verão também é um bom negócio. Ano passado tive uma média de 225 sacas por hectare”, diz. O produtor não planta trigo, que segundo ele, só trouxe dor de cabeça no passado, por causa do preço, além de não render uma boa cobertura. “Prefiro uma boa palhada com centeio, aveia e outros forrageiros para uma excelente safra de verão”.

    Tecnificado e adepto às novidades, ele conta que poderia comprar um caminhão, mas preferiu investir na inoculação(bactérias fixadoras de nitrogênio adicionadas às sementes) através de sulco nas plantadeiras. “É um investimento que vai me trazer muito mais resultado no futuro”, conta. “Espero uma safra muito boa. Vejo que os produtores gaúchos estão investindo cada vez mais em tecnologia, e isso é muito bom para aumentar a produtividade”, aposta.

    No ciclo 2017/18, se não fosse a quebra da safra na região Sul do estado, o Rio Grande do Sul teria colhido a maior safra de soja da história. Nas regiões mais consolidadas, como Noroeste, Norte, Vale do Rio Uruguai, as médias foram acima de 70 sc/ha. No Sul, houve lavouras que não colheram 20 sc/ha. Segundo dados da Expedição Safra, no ano passado, a média de produtividade do estado foi de 3,1 mil kg/ha. Neste ano, se tudo correr bem, a média esperada é de 3,3 mil kg/ha. Um crescimento estimado de 4%. Nenhum outro estado do país deve registrar uma oscilação tão positiva.

    O estudo “Produtividade da soja no Rio Grande do Sul: genética ou manejo?”, publicado no ano passado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), revela que a produtividade média de soja no estado teve significativo aumento nos últimos 40 anos devido a importantes mudanças nos padrões e sistemas de cultivo e no manejo da adubação, que proporcionaram um ambiente mais adequado ao desenvolvimento da cultura.

    Mas não foi só isso. “A disponibilidade de genótipos de soja mais adaptados e responsivos aos fatores de produção, com maior resistência a pragas e doenças, elevou a produtividade média da cultura, que era de 1 mil a 1,6 mil kg/ha em 1970 para 3,5 mil kg em 2017”, afirma o estudo.

    Segundo o engenheiro agrônomo e supervisor técnico da Cooperalfa no Alto Uruguai, região com 32 municípios no Norte do estado, Juliano Mezzalira, os produtores realmente estão investindo em tecnologia para essa safra de verão. “Em Erechim e em cidades da região, nós tivemos produtores com médias superiores a 75 sacas por hectare. E neste ano, o investimento é grande para repetir o feito”. Atualmente, apenas 5% dos 240 mil hectares dedicados a soja na região foram plantados. “A colheita do trigo está um pouco atrasada, mas assim que for retirado, as plantadeiras entram com força. A expectativa é de um plantio e uma safra muito boa”, complementa.

    Em Erechim, maior cidade do Alto Uruguai, 10% dos 9.770 hectares foram plantados. Segundo dados da Emater, o plantio está dentro do padrão e em ótimas condições. “Ainda dependemos do trigo para a semeadura, mas tudo leva crer que será uma boa safra”, diz o gerente da Emater na cidade, Gilmar Tonello.

    Fonte: Gazeta do Povo

  • Aplicação inicial preventiva de fungicidas: conheça o conceito da Aplicação Zero

    A pulverização feita na fase vegetativa, nos primeiros trinta dias após a emergência, ajuda a controlar diversas doenças em todo o ciclo da cultura.

    Quando devem ser realizadas as primeiras aplicações na soja? Se você, em algum momento, já fez esta pergunta, saiba que a dúvida é mais comum do que se imagina. E ela tem uma boa razão para existir. Cada vez mais, doenças como oídio, antracnose e todo o complexo de manchas, inclusive a mancha-alvo, têm campo livre para causar prejuízos na lavoura.

    “Como a entrada destas doenças acontece logo no início do ciclo da cultura, é importante protegê-la desde o estádio vegetativo e não somente nos períodos de floração e enchimento dos grãos”, explica Henrique Mourão, gerente de produtos da Syngenta.

    O maior problema é que estas doenças já se encontram na palhada no momento do plantio. Ou seja, quando a planta emerge, já está em meio à doença. Por isso, em relação à pergunta inicial, a resposta mais correta é: o quanto antes. Para esses casos existe o conceito de “Aplicação Zero”.

    Como – e quando – é feito o controle
    A primeira aplicação acontece ainda no estádio vegetativo da planta, com até 30 dias após a emergência. As aplicações seguintes já acontecem no estádio reprodutivo, com até 45 dias, e não conseguem proteger a soja da ameaça presente na palhada, por isso o conceito de Aplicação Zero é tão importante. “O problema é que muitos produtores desconsideram essa Aplicação Zero e só fazem as seguintes. Não é o ideal. Esse primeiro controle na fase vegetativa, dentro destes 30 dias, é essencial para garantir a proteção efetiva e o controle eficiente de diversas doenças importantes que ocorrem na soja”, explica Mourão.

    Para proteger a soja neste estádio inicial da cultura, seguindo o preceito de Aplicação Zero, a Syngenta possui em seu portfólio o Score Flexi, uma mistura de dois triazóis que agregam um amplo espectro de controle de manchas que podem surgir justamente neste início. “Na segunda aplicação de fungicidas (ou primeira do reprodutivo), 45 DAE, ou até o pré-fechamento da cultura, é recomendada a aplicação foliar de Elatus combinada com Cypress e, 14 dias depois, Elatus junto com multissítios como o Bravonil, para garantir a proteção efetiva e o controle eficiente em todo o ciclo”, diz Mourão.

    Características das doenças
    A antracnose causa a morte de plântulas, manchas de coloração escura nas folhas, hastes e vagens, queda total das vagens ou deterioração das sementes. As vagens infectadas também ficam retorcidas. Entre o complexo de manchas destaca-se a mancha-alvo, que causa lesões que se iniciam por pontuações pardas e evoluem para grandes manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura, atingindo até 2 cm de diâmetro e, em alguns casos, desfolha. Já o oídio apresenta estruturas de coloração branca ou cinza nas folhas. Com o progresso da doença observa-se também pontuação escura.

    Em conjunto com Score Flexi, você também pode seguir as dicas para os 10 principios do Manejo Consciente: – Inicie as aplicações de fungicidas preventivamente; – Use os quatro modos de ação de fungicidas nos programas; – Aumente a eficácia dos programas com multissítios e triazóis; – Faça ao máximo duas aplicações de carboxamidas, com parceiros e no início do ciclo; – Use doses, adjuvantes e intervalos recomendados pelos fabricantes; – Siga o vazio sanitário; – Busque o escape plantando na época certa; – Privilegie a variedade de ciclos mais curtos; – Explore a tolerância genética das variedades; – Use uma tecnologia eficiente de aplicação.

    Estádio vegetativo: plantas entre 18 cm a 30 cm de altura

    Fonte: Agrolink