Eduarda Pereira

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  • Consultoria cita clima desfavorável e prevê safra de trigo 12% menor na Alemanha

    A Alemanha deve colher 21,49 milhões de toneladas de trigo neste ano, uma queda de 12 por cento em relação a 2017, disse a consultoria Agritel nesta segunda-feira.

    A previsão de produção, 16 por cento abaixo da média dos últimos cinco anos, reflete o impacto do clima quente e seco da primavera (no Hemisfério Norte), que impactou a produtividade, além das fortes chuvas de outono, que afetaram o plantio, disse Agritel em nota.

    Espera-se que a qualidade da safra de trigo alemã seja muito mista, disse a Agritel, observando que as regiões norte e leste podem enfrentar problemas devido à seca, enquanto o sul deve ter boa qualidade.

    Fonte: Reuters

  • Soja: Consumo chinês deve recuar, mas outros países podem aumentar compras

    A demanda mundial por soja está crescente, segundo afirmam pesquisadores do Cepea. Embora a China tenha anunciado possível redução nas importações de soja na temporada 2017/18 (o USDA indicou recuos de 7,77% frente ao estimado em junho e de 2,06% na comparação com o volume importado na safra passada), outros países tendem a elevar as importações. Assim, o Brasil pode continuar na liderança das exportações globais da oleaginosa. A maior demanda, por sua vez, elevou os prêmios de soja, sustentando os preços da soja no mercado brasileiro, conforme apontam dados do Cepea. Com a valorização do grão, indústrias brasileiras relatam dificuldades nas aquisições, limitando o volume de esmagamento. Consequentemente, houve redução na oferta dos derivados, em um cenário de dificuldade na transação de produtos de um estado para o outro, visto que ainda não foi definida a tabela de frete mínimo.

    Fonte: Cepea

  • Startups modernizam agricultura brasileira

    A melhoria da infraestrutura tecnológica do Brasil está fazendo com que o País modernize sua agricultura através dos investimentos em startups agrícolas. As informações foram publicadas pelo especialista Francisco Jardim, no portal Agfunder News, que é focado primordialmente em empresas de tecnologia de alimentos e agricultura.

    De acordo com o portal, características como conectividade, penetração móvel, imagens de satélite e alfabetização digital, estão permitindo que as empresas tragam novos produtos e soluções para os agricultores brasileiros de maneira econômica. Prova disso é que apenas entre 2012 e 2017, a disseminação no uso de smartphones no campo aumentou de 16% para mais de 70%.

    Outro fator que é considerado fundamental para a expansão do uso da tecnologia no meio rural é o aumento das empresas especializadas nesse setor. Entre 2007 e 2014, existiam 54 startups agtech na lista do fundo de investimentos SP Ventures, já no ano de 2018 foram contabilizadas mais de 500 startups voltadas para as soluções agrícolas.

    “Construir uma empresa tornou-se uma excelente opção de carreira para muitas das mentes mais brilhantes. A comunidade de investidores interessados neste setor também está crescendo”, diz a publicação.

    As áreas de atuação dessas startups podem ser divididas entre antes, durante e depois da produção agropecuária. Assim, elas oferecem serviços desde da compra de insumos e gerenciamento agrícola, até o processamento e transporte da produção. “O crescimento do fluxo de negócios não apenas foi explosivo, mas a qualidade melhorou significativamente”, finaliza Jardim.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil deve assumir ponta na soja

    Analistas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram que tanto a China quanto os EUA poderão ter prejuízos relacionados à soja com a disputa comercial travada entre os dois países. De acordo com informações do portal Agriculture, a situação causará uma inversão entre os maiores exportadores da oleaginosa, com o Brasil podendo substituir os norte-americanos como maior produtor de soja do mundo.

    Segundo o portal, as importações chinesas de soja devem cair 8% durante o ano comercial de 2018/2019, apesar dos grandes embarques comprados do Brasil. Além disso, os consumidores chineses provavelmente terão uma oferta menor de óleo de soja. “A tarifa que a China impôs recentemente à soja dos EUA deve causar preços mais altos para a soja na China”, disse o USDA.

    Para os EUA, o USDA reduziu a previsão de exportações de soja em 2018/2019 para 2,04 bilhões de bushels, uma queda de 11%, em relação à projeção estipulada no mês de maio. Segundo o Agriculture, o estoque de soja aumentaria para 580 milhões de bushels até o momento da colheita da safra de 2019, o que se configuraria como o maior “carryover” dos EUA em 74 anos de registros do USDA.

    “Apesar de perder participação de mercado na China, as exportações de soja são apoiadas em outros mercados, já que os preços mais baixos dos EUA aumentam a demanda e a participação de mercado”, informou o relatório.

    Com os preços futuros da soja caindo em 20% no mercado de Chicago desde o final de maio,: o presidente Donald Trump prometeu proteger os agricultores da retaliação chinesa. Porém, até o momento, o presidente norte-americano se recusou a explicar a ajuda qual auxilio poderá oferecer.

    Fonte: Agrolink

  • Trigo começa a retomar importância junto ao produtor gaúcho

    Com o plantio na reta final, a cultura do trigo no Rio Grande do Sul tem apresentado bom desenvolvimento. Em áreas plantadas mais cedo, como as de regiões mais quentes, já há aplicação de ureia e nitrogênio, e em outros locais ocorre o preparo para a aplicação de fungicidas. Já nas regiões mais frias, há um processo de emergência normal com chuvas que foram benéficas para a cultura. A avaliação é da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS).

    Para o presidente da entidade, Paulo Pires, o mais importante é que o Rio Grande do Sul plantou a mesma área em relação ao período anterior, com quase 700 mil hectares. Avalia que mesmo pequena, traz a certeza de que o produtor acha fundamental plantar a cultura. “Há uma convicção de que é importante plantar trigo para que haja a questão agronômica, fazendo a cobertura do solo, do fornecimento de palha para o plantio direto, ao mesmo tempo que precisa de uma cultura para ajudar a manter o resultado econômico e manter a propriedade para os custos fixos”, salienta.

    Pires observa que existem ensaios de venda para a exportação dentro do quadro que a FecoAgro vem pregando nos últimos anos. “É importante que o Rio Grande do Sul produza o trigo pão para abastecer a indústria local, mas que também se comece a trabalhar com eficiência no trigo para a exportação, pois isso vai melhorar a questão de oferta e demanda dentro do Estado e vai tentar dar liquidez para a safra dos nossos agricultores. O produtor quer colher e ter a capacidade de transformar o resultado do seu produto em dinheiro”, afirma.

    Conforme o presidente da FecoAgro/RS, há uma convicção de que a diversificação da cultura com produção voltada para outros mercados não vai trazer prejuízos para a cadeia produtiva. “Pelo contrário, o produtor que vinha diminuindo a área vai começar a acreditar na cultura e podemos ter um aumento de área nos próximos anos e corrigir a distorção de que temos no inverno apenas 10% de área coberta em relação ao verão”, explica.

    De acordo com os resultados do segundo ano da pesquisa de alternativas para o cereal, realizada em conjunto com a Embrapa Trigo, a variação da redução de custos verificada no estudo ficou entre 8,98% e 24,3%. No primeiro ano, a redução máxima foi de 18,7%. O projeto foi desenvolvido em campos experimentais da Coopatrigo, em São Luiz Gonzaga, da Cotricampo, em Campo Novo, da Cotrirosa, de Santa Rosa, e da Cotripal, de Panambi, além de uma área da Embrapa em Coxilha.

    Fonte: Agrolink

  • Tecnologia faz a diferença na produtividade

    Alta melhoria na performance das lavouras, grãos de qualidade e uma agricultura sustentável é a combinação que deu origem ao Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja. Criado há dez anos pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), o projeto tem a BASF como uma das incentivadoras desde o seu início. A provocação aos agricultores de todo o País consistiu na difusão de tecnologia para elevar a produtividade sem aumentar a área plantada, e ultrapassar a marca de 80 sacas por hectare. Tal meta foi superada em quase 60% das áreas nesta edição, pois o melhor resultado extrapolou as 127 sacas por hectare.

    O vencedor do concurso este ano foi o estreante Gabriel Bonato, que há dez anos divide com o pai, Egídio Bonato, a gestão de uma área cultivada de 116 hectares, na cidade de Pontão (RS). A produtividade média da soja na propriedade foi de 87 sacas por hectare, índice que vem crescendo a cada safra. Na temporada 2012/2013, por exemplo, a média era de 74 sacas/hectare. Essa evolução fez com que se tomasse gosto pela atividade e tornou-se um estímulo para que Gabriel ingressasse no Curso de Agronomia – está na metade do curso – no Centro de Ensino Superior Riograndense (Cesurg), na cidade de Sarandi, onde mora.

    Gabriel conta que o uso de tecnologia e o capricho no manejo têm sido determinantes para essa evolução. “Há tempos utilizamos agricultura de precisão, fazendo análise de solo todo ano, e para ter esse nível de performance precisamos manter as plantas sadias”, explica. Veio daí o início da parceria com a BASF. “Cada vez mais nos dedicamos à qualidade do manejo fitossanitário nas fazendas de nossos parceiros”, reforça Hélio Cabral Costa, gerente de Marketing Proteção de Cultivos/Soja da empresa. “O Gabriel utilizou nosso portfólio, seguindo as orientações de uso correto. E, o que também é essencial , teve retorno financeiro”, acrescenta Hélio.

    Basf

    A BASF incrementou a proteção da soja com inseticidas e fungicidas. Já no início, as sementes foram “blindadas” com o inseticida Standak® Top, evitando o ataque de importantes pragas e doenças de solo. A aplicação do Nomolt® 150 impediu a ação de importantes lagartas, tanto no começo do desenvolvimento das plantas quanto já na fase reprodutiva. Nesse período, entre o desenvolvimento, enchimento de grãos e a produção, também entraram os fungicidas Ativum® e Versatilis®. Essa combinação deu mais condições para que a lavoura expressasse o seu potencial. “As plantas apresentaram folhas mais sadias, com melhor desenvolvimento e mais produtividade”, declara Gabriel, que continua: “Espero que sigam pesquisando para termos mais novidades. Estou sempre buscando por isso”.

    No que depender da BASF, segundo Hélio, a expectativa do produtor será atendida, pois em se tratando de uma empresa de pesquisa e desenvolvimento, a prioridade é oferecer soluções adequadas às necessidades de seus clientes. “Somos uma empresa de inovação, e é nossa responsabilidade buscar a melhor solução, visando o manejo correto, associado às boas práticas agronômicas. Mas também é necessário a participação do agricultor nesse processo para alcançamos os resultados desejados, é uma responsabilidade conjunta”, explica.

    Segundo Gabriel, o incentivo para participar do Concurso Desafio CESB veio da equipe BASF, pelo atendimento de Ricardo Freitas e Eduardo Augusto Oliveira. A área escolhida para o concurso, com 2,57 hectares, vinha passando por um processo de melhoria do solo há seis anos. “Aproveitamos para utilizar o que havia de melhor em termo de insumos, tanto sementes quanto fertilizantes e produtos fitossanitários”, diz Gabriel, que vê o evento do CESB como um grande estímulo aos produtores. “Acaba sendo um incentivo para investirmos e sermos reconhecidos ainda mais pelo nosso trabalho. Além disso, há uma importante troca de informações entre os agricultores que se transforma em aprendizado continuo. ”

    Fonte: Basf

  • Novo bioestimulante impulsiona produtividade da soja

    A Rotam do Brasil anunciou nesta quarta-feira (11.07) o lançamento do bioestimulante Yoduo. De acordo com a fabricante, o produto contém em sua formulação micronutrientes e aminoácidos que auxiliam o crescimento e ajudam a melhorar as estruturas reprodutivas em diversas culturas.

    Na soja, o Yoduo alcançou incremento superior a oito sacas da oleaginosa por hectare em pesquisa realizada na Fazenda Experimental da Rotam na localidade de Artur Nogueira (SP) durante a safra 2016/17. O produto foi avaliado como “fácil de usar e seguro para a lavoura”, podendo ser misturado com a maioria dos agroquímicos.

    Os bioestimulantes auxiliam na realização de uma fotossíntese mais eficiente, o que fornece energia adicional à planta. Através desse estímulo, as plantas obtêm mais folhas e, consequentemente, podem também conseguir um melhor resultado, aponta a Rotam.

    “O produto foi aplicado em diferentes estádios fenológicos da soja, e realizada diversas avaliações na planta, como por exemplo: número de entrenós, peso fresco de folhas, número de vagens por parcela, a fim de se conhecer os melhores momentos e ganhos de produção”, destacou Carlos Guarnieri, técnico sênior da estação experimental da empresa.

    “Em termos de resultados o destaque foi para o Yoduo utilizado na dose de 0,3 L/ha em V5 e R1, onde expressou 8,61 sacas por hectare a mais do que a testemunha, indicando serem os melhores momentos de aplicação”, complementa Guarnieri.

    De acordo com Lucas Ferreira, coordenador de Marketing Brasil da Rotam, após anos de pesquisa e realização de vários trabalhos internos e externos, inclusive com pesquisadores e consultores de renome neste segmento, o produto está apresentando resultados constantes de incremento de produtividade, não somente na cultura da soja, mas também em outras culturas.

    Fonte: Agrolink

  • Análise da safra 17/18 de soja no Brasil

    A área plantada de soja, nesta temporada, apresentou incremento de 3,7%, saindo de 33.909,4 mil hectares na safra 2016/17 para 35.151,4 mil hectares, na atual. A produção deverá atingir 118.885,8 mil toneladas, contra 114.075,3 mil observadas na safra passada, representando um aumento de 4,2%.
    Na Região Norte, praticamente todas as áreas já foram colhidas, restando, principalmente, aquelas em que houve o plantio de uma segunda safra de soja ou em estados que se localizam acima da linha do Equador e seguem o calendário de plantio do Hemisfério Norte.
    Em Rondônia, a área cultivada com soja de primeira safra atingiu 313,4 mil hectares. A produtividade alcançou 3.324 kg/ha devido a alguns fatores, tais como: quantitativo e distribuição de chuvas melhor do que na safra passada; o tamanho dos talhões nas propriedades estaduais são menores, isso faz com que o monitoramento de pragas e doenças seja mais preciso, as aplicações ocorrem no momento exato, sem atrasos e com reduzida interferência das chuvas; as lavouras em sua maior parte são circundadas por florestas ou outro tipo de vegetação nativa, que abriga uma diversidade de inimigos naturais promovendo melhor sanidade às lavouras. Com o advento da soja safrinha, a semeadura ocorreu entre a segunda quinzena de janeiro e fevereiro, com a colheita em junho. A área de soja da segunda safra é de 23,9 mil hectares e a produtividade está sendo estimada em 2.636 kg/ha, totalizando uma produção de 63,1 toneladas.
    No Pará, a soja produzida no sul do estado já foi toda colhida e comercializada. No polo de Paragominas, que responde por algo próximo de 55% da produção, foram colhidos 95% da soja. O destino dessa soja é o mercado estrangeiro.
    Em Tocantins, a cultura apresentou incremento na área de 2,7% em relação à safra passada, a despeito da grande frustração na safra 2015/16, e também em algumas regiões na safra 2016/17, causando elevado comprometimento financeiro entre os produtores. As chuvas foram bastante regulares em praticamente todo o estado nesta safra, e a produtividade está estimada ter um incremento de 9,4% em relação ao ano passado. Com relação à soja subirrigada, o plantio foi iniciado em fins de junho e teve sua prorrogação autorizada devido ao atraso na colheita do arroz irrigado e condições de excesso de umidade no solo em algumas regiões. A cultura se encontra na fase de desenvolvimento vegetativo, florescimento e frutificação.
    No Maranhão foi finalizada a colheita da oleaginosa em toda as regiões produtoras acompanhadas durante o levantamento, com destaque para algumas áreas que evidenciaram de forma pontual produtividades médias de 3.125 kg/ha. Esse cenário positivo nas lavouras de soja foi favorecido principalmente pelas condições
    climáticas extremamente favoráveis.
    No Piauí, as boas condições do clima possibilitaram excelente resultados nos rendimentos alcançados no encerramento da colheita. A produção esperada deverá alcançar 2.536,5 mil toneladas, representando aumento de 23,8% em relação ao último exercício. Na Bahia, a área de cultivo atingiu 1.602,5 mil hectares, representando aumento de 1,4% em relação à área da safra anterior e produtividade de 3.720 kg/ha, atingindo a produção de 5.961,3 mil toneladas. Essas estimativas de crescimento ocorreram devido às condições climáticas favoráveis durante todo o ciclo da lavoura.
    Na Região Centro-Oeste, principal região produtora do país, a área plantada apresentou incremento de 3% em relação ao exercício anterior e a produção deve ser 7,5% maior que o da safra passada.
    Em Mato Grosso, devido a fatores tais como o clima favorável, melhorias no uso de sementes e o plantio em momento propício no que diz respeito ao calendário agrícola, a produtividade média alcançou 3.394 kg/ ha em Mato Grosso, patamar 3,7% superior aos 3.273 kg/ha obtidos no último ciclo. Nesse contexto, Mato Grosso colheu a maior produção já registrada, de 32,3 milhões de toneladas em 2017/18, com avanço de 5,9% em relação às 30,5 milhões obtidas no último ciclo.
    Em Mato Grosso do Sul, o ciclo da cultura já está praticamente encerrado, faltando apenas concluir a comercialização que se encontra em torno de 78% do total produzido, mesmo considerando as poucas operações de venda em junho. A produtividade média desta safra foi recorde, atingindo 3.580 kg/ha. Em Goiás, a lavoura apresentou bom desempenho graças ao comportamento do clima durante os estágios mais sensíveis da planta. A produtividade média foi estimada em 3.480 kg/ha e a produção atingiu 11.785,7 mil toneladas, apresentando incremento de 8,9% em relação à safra passada. Na Região Sudeste, a área plantada apresentou incremento de 5%, comparada com o exercício anterior, e a produção deverá ser 9,7% superior à registrada na última safra.
    Em São Paulo e Minas Gerais, o desempenho das lavouras superou as expectativas em virtude do bom comportamento do clima.
    Na Região Sul, com a colheita finalizada nos principais estados produtores, a forte redução na produtividade, bastante afetada pelas adversidades do clima em toda a região, fez com que a produção atingisse 38,6 milhões de toneladas. No Paraná crescimento de 4,1% em relação à safra passada, em detrimento, principalmente, do milho. A produtividade média de 3.508 kg/ha é a segunda maior da série histórica do estado e, se não fosse o excesso de chuvas, falta de luz e baixas temperaturas na fase de desenvolvimento vegetativo, poderia ter sido melhor ainda.
    Os preços pagos ao produtor estavam com a cotação considerada baixa até início de fevereiro, quando chegou no menor patamar desde dezembro. A partir de então, os grãos começaram a valorizar constantemente. Atualmente 61% da safra está comercializada, contra 44% na mesma data há um ano.
    Em Santa Catarina, o clima favoreceu a operação de colheita, garantindo um produto de boa qualidade. Não houve alteração nos parâmetros de área semeada e produtividade em relação aos levantamentos anteriores. A área plantada total alcançou 678,2 mil hectares, 5,9% maior que a safra passada, enquanto que a produtividade recuou para 3.400 kg/ha, 5% menor que a safra anterior, resultando em uma produção de 2.305,9 mil toneladas ou 0,6% maior que a última safra.
    No Rio Grande do Sul, a produtividade, apesar de bastante inferior ao da safra passada, uma vez que a lavoura foi bastante afetada pelos distintos cenários climáticos ocorridos entre a zona sul e região norte/noroeste do estado, fez com que ainda assim, a produção superasse 17 milhões de toneladas.
    Fonte: Conab | Mais Soja
  • Trigo: Após recordes nominais, preços se enfraquecem

    Neste início de julho, as cotações do trigo têm se enfraquecido em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea – vale lembrar que, em junho, os valores registraram patamares recordes nominais. Os motivos para as baixas são o crescimento das importações em junho e as expectativas de boas produtividade e produção no Brasil. Dados da Secex apontam que, de maio para junho, as importações do trigo aumentaram expressivos 47,1%, somando 584,93 mil toneladas no último mês. Além disso, segundo pesquisadores do Cepea, alguns produtores elevaram o volume ofertado, devido à necessidade de liberar espaço nos armazéns.

    Fonte: Cepea

  • Frente fria persiste e região Sul pode registrar geadas e até neve

    Novas instabilidades chegam ao Sul do Brasil e isso ajudará para que o frio não seja tão intenso. Ainda assim, não está descartada a possibilidade de geadas em alguns municípios e até neve nos pontos mais altos da serra gaúcha. No Centro-Oeste e Sudeste o frio também chega com força. As mínimas serão de 6ºC e as máximas de 16ºC na região Centro-Sul.

    SUL

    Durante esta terça-feira, a formação de um ciclone extratropical na costa da região Sul do país, mantém as pancadas de chuva em todo o leste da região, desde o Rio Grande do Sul até o Paraná. No entanto, os maiores acumulados ficam concentrados entre o norte gaúcho e o sul catarinense. Já na maior parte da região, é uma massa de ar seco e fria que predomina e mantém o tempo firme ao longo do dia. O destaque fica por conta do frio, com os ventos soprando de sul que transportam o ar polar, as temperaturas são baixas e sustentam a sensação de gelada em toda a região. Aliás, na serra gaúcha até a serra catarinense não se descartam a possibilidade para chuva congelada e/ou neve, até o finalzinho desta madrugada. Sendo que a probabilidade de queda de neve é maior nas cidades de São Joaquim, Urupema e Bom Jardim da Serra, no estado de Santa Catarina.

    SUDESTE

    Uma frente fria ligada a formação de um ciclone extratropical mais afastado no oceano, favorece a entrada de ventos úmidos pela costa do Sudeste, e é por isso que as nuvens mais carregadas se formam desde o litoral sul paulista, passando pela zona da mata mineira e indo até o sul do Espírito Santo. Na maior parte da Região, é uma massa de ar seco que predomina e deixa o tempo firme e ensolarado. Com relação às temperaturas, a sensação de frio aumenta, inclusive na capital paulista. Devido a uma massa de ar polar que vai do sul do Brasil até o sul de Minas. Há risco para baixa visibilidade no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, onde as atividades podem ser até paralisadas por um tempo.

    CENTRO-OESTE

    Durante esta terça-feira, nada de chuva no centro do país. Uma massa de ar seco ainda predomina sobre o Brasil Central e inibe a formação de nuvens carregadas. A umidade relativa do ar na Região já ficou abaixo de 30%, à tarde, por dias consecutivos e não tem previsão de melhora pelo menos pelos próximos dias, durante este mesmo período. O destaque fica por conta do frio, onde as temperaturas caem com o avanço de uma massa de ar polar, especialmente no Mato Grosso do Sul.

    NORDESTE

    A massa de ar seco segue avançando pelo Nordeste e deixa o tempo na maior parte da Região. É somente no litoral que a chuva ainda persiste devido aos ventos úmidos que sopram do oceano em direção ao continente. A umidade do ar segue baixa, especialmente no interior baiano, sul do Maranhão e sul do Piauí, onde não chove há pelo menos 70 dias. Ainda faz calor em praticamente toda a região.

    NORTE

    As instabilidades tropicais mantêm as nuvens carregadas nas áreas mais ao norte da Região, com acumulados mais expressivos entre o noroeste do Amazonas e Roraima. Enquanto isso, na metade sul, desde o Tocantins até o Acre, é a uma massa de ar seco que predomina e mantém o tempo firme ao longo do dia. O destaque fica por conta da queda na temperatura em áreas de Rondônia, Acre e sul do Amazonas, devido a uma friagem onde os ventos sopram de sul e transportam ar frio para a região.

    Fonte: Projeto Soja Brasil | Canal Rural