Eduarda Pereira

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  • A importância da fase de enchimento de grãos

    Durante a Live “DM em Campo” foi o enchimento de grãos e frutos. Segundo o coordenador de desenvolvimento da Fertiláqua na região do Vale do São Francisco, Conrado Dias, essa etapa do processo é fundamental, é o produto final do produtor. “Tudo que o agricultor fez dentro da propriedade, desde o preparo de solo, montagem do sistema de irrigação e todo manejo da cultura, foi pensando em vender um fruto com alta qualidade explica.

    Um fruto de qualidade – pensando em frutíferas – está relacionado à vida de prateleira; padronização e tamanho quem define é o mercado. Para cereais, a qualidade se mede no peso do grão e no teor da proteína que vai torná-lo mais nutritivo.

    O enchimento e a qualidade do fruto estão ligados ao acúmulo de reserva. Tem que ser feito o manejo para acumular a reserva e depois para direcionar para os frutos: o cuidado com a adubação, o uso de nutrientes no momento certo e de ferramentas que ajudam a planta a fazer o que ela já faz naturalmente.

    “Para alcançar essa qualidade, tem que se atentar a todo o processo. Primeiro na fecundação, depois no desenvolvimento da semente e aí começa o enchimento de fruto. O desenvolvimento da semente é dividido em duas partes, o desenvolvimento do embrião e o acúmulo de reserva. Essas reservas serão usadas para a construção de uma nova planta saudável e viável”, esclarece.

    Elton Hizuka, coordenador de desenvolvimento da Fertiláqua na região sudeste, destacou que existem alguns principais nutrientes necessários para o sucesso do enchimento, como o cálcio, que está intimamente ligado à qualidade do fruto, a medida que ele vai crescendo; o potássio, para carrear os fotoassimilados aos órgãos de reserva e regulação estomática; o boro, que também auxilia no transporte de açúcar e função estrutural. Quando falamos em produção de sementes é esta fase irá fazer com que tenha um maior teor nutricional que irá proporcionar uma semente com maior vigor.

    Mas, ele alerta que para que o processo funcione corretamente é fundamental manter uma quantidade ideal de água no solo. “O principal problema é quando há déficit hídrico na época do enchimento de grãos, onde ocorre a formação do grão chocho, isto é, que não encheu corretamente. É um grão sem peso, que é justamente o que não queremos, pois afeta diretamente a produtividade”, comenta.

    Outro aliado no enchimento de grãos são os hormônios promotores (Auxina, Citocinina e Giberelina). Eles trabalham para melhorar a divisão e alongamento celular e produção de enzimas durante a formação dos grãos. “Os hormônios trabalham em conjunto como promotores de desenvolvimento de crescimento, cada qual com sua função”, afirma Hizuka.

    Com informações da assessoria

    Fonte: Agrolink

     

  • China isenta tarifas para mais produtos dos EUA

    A China divulgou nesta terça-feira uma nova lista de produtos norte-americanos que serão isentos da segunda rodada de tarifas adicionais, segundo informou a agência de notícias Reuters. De acordo com as informações da Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado da China, essa é a segunda lista de mercadorias dos EUA a serem excluídas da segunda rodada de contramedidas tarifárias contra a Seção 301 dos EUA.

    Nesse cenário, a isenção será válida de 19 de maio de 2020 a 18 de maio de 2021 e as tarifas que já foram cobradas serão reembolsadas, afirmou o comunicado. Os demais produtos norte-americanos sujeitos à segunda rodada de tarifas adicionais da China não serão excluídos por enquanto.

    Além disso, a Reuters indicou também que, para produtos norte-americanos que não estão nas duas primeiras listas, a comissão aconselhou as empresas a solicitar a isenção de tarifas adicionais após uma lista específica de produtos que se aplica a empresas domésticas que planejam assinar acordos para comprar e importar esses produtos dos Estados Unidos.

    Ainda em fevereiro, a China anunciou uma medida semelhante para 65 produtos fabricados nos Estados Unidos, incluindo peças de aviação e equipamentos médicos. O fato ocorreu em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não irá negociar nenhum ponto da Fase 1.

    “Não, de forma alguma, nem um pouco”, disse Trump na Casa Branca quando questionado se aceitava a ideia de voltar a discutir a Fase 1. “Não estou interessado. Assinamos um acordo. Também ouvi isso —eles gostariam de reabrir as negociações comerciais para chegarem a um acordo melhor para eles”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Safra de grãos deve fechar 2020 com alta de 2,3%, diz IBGE

    A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deve fechar 2020 em 247 milhões de toneladas, 2,3% acima da produção de 2019, ou seja, 5,5 milhões de toneladas a mais. A estimativa de abril, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é também 0,8% maior do que a previsão feita pela pesquisa de março (1,9 milhão de toneladas a mais).

    Entre as principais lavouras de grãos do país, na comparação com 2019, são esperados aumentos de 6,7% na produção de soja (que deverá fechar o ano em 121 milhões de toneladas) e de 3,5% no arroz (10,6 milhões de toneladas). Estimam-se ainda altas de 5,9% na produção de sorgo e de 19,4% na produção de trigo.

     Por outro lado, são esperadas quedas de 3,4% na produção do milho (97,1 milhões de toneladas) e de 2% no algodão herbáceo (6,8 milhões de toneladas). Também deve ter queda o feijão (-1,9%).

    Outros produtos
    Além dos grãos, o IBGE também faz estimativa para outros produtos importantes na matriz agrícola brasileira, como a cana-de-açúcar, que deve fechar o ano com produção de 670,6 milhões de toneladas (alta de 0,5% em relação a 2020) e o café, que deve ter produção de 3,46 milhões de toneladas (alta de 15,5%). Outros produtos com previsão de alta são laranja (4,4%) e uva (0,4%).

     Por outro lado, são esperadas quedas na produção de banana (-3,8%), batata-inglesa (-2,1%), mandioca (-1,1%) e tomate (-4,8%).

     

    Fonte: AGÊNCIA BRASIL

  • Soja tem lucro de até 54%: Pode subir mais?

    Com lucros históricos entre 35% e 54%, conforme a localização da fazenda, os agricultores “não deveriam arriscar sofrer uma reviravolta para baixo daqui para frente”, afirma a T&F Consultoria Agroeconômica. “O nível dos preços está excessivamente alto, deixando pouca margem para subir mais”, projetam os analistas.

     “Sim, é verdade que o RS teve 40% de quebra de safra e seus preços serão um pouco mais elevados que os dos outros estados, mas não muito mais do que estão. Além disso, se a exportação reduzir a demanda, a disputa com as indústrias esmagadoras será consideravelmente aliviada e os preços não terão motivos para subir mais”, pondera a T&F.

    Segundo eles, também é verdade que haverá menos soja no Brasil no segundo semestre. Por outro lado, os estoques norte-americanos estão três vezes maiores do que a média histórica do país, podendo alimentar os chineses até setembro, quando os Estados Unidos começarão a colher a nova safra.

     “Então, nossa recomendação é a de que os vendedores aproveitem para garantir não os preços, mas os bons lucros atuais, sem se arrepender se os preços subirem um ou dois reais a mais, porque o importante é o lucro e não o preço”, afirmam os analistas da T&F.

    3 PISTAS

    De acordo com a Consultoria, há três bons indicadores para o futuro do preço da soja: “Gráfico de Chicago, prêmios nos portos e Dólar”. “Se Trump se entender com os chineses e estes continuarem a efetuar compras significativas de soja americana (e milho e trigo), é muito provável que as cotações de Chicago continuem a subir”, afirmam.

     “Ainda se isto tudo acontecer, a tendência dos prêmios da soja brasileira será a de cair, porque a China dará preferência para as compras nos EUA, reduzindo a demanda nos portos brasileiros. Além disso, o Brasil antecipou as suas exportações, no que, aliás, fez muito bem, deixando pouco volume para o segundo semestre e não farão falta. Mas, os preços não deverão subir muito mais, então é melhor aproveitar agora”, ponderam

    “Ainda se Trump se entender com os chineses (algo muito provável, porque a disputa desgastou os dois lados até agora e ambos estão sentindo fortemente os efeitos da pandemia, precisando reerguer as suas economias), o dólar pode voltar a cair no Brasil, porque um dos motivos da alta é justamente a instabilidade econômica mundial”, concluem.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil pode ter novo recorde mensal de exportação de soja em abril, diz Anec

    As exportações brasileiras de soja podem alcançar em abril um novo recorde para todos os meses, caso a programação de embarques se confirme e o país possa despachar 14,5 milhões de toneladas para o exterior, avaliou ontem (14/4) a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

    Contando com forte demanda da China e sem problemas nos portos apesar das precauções contra o coronavírus, o Brasil já exportou 4,5 milhões de toneladas da oleaginosa entre 1 e 11 de abril e a programação de navios aponta embarque de mais 4 milhões entre 12 e 18 de abril.

    Caso a exportação até o final do mês atinja o volume projetado —um volume que considera também a oleaginosa já embarcada—, o país teria um resultado superior ao visto em março, quando um novo recorde histórico foi marcado, de 13,3 milhões de toneladas, segundo dados da Anec.

    A Anec pondera que, por vezes, o total programado não é efetivamente realizado, já que embarques podem eventualmente ser afetados por chuvas, por exemplo.

    A associação também ressaltou em um documento divulgado nesta terça-feira que continua atenta aos desdobramentos causados pela pandemia do Covid-19, mas disse que “poucas alterações ocorreram e as operações continuam normalizadas”.

    “A ausência de novidades é um fator positivo. Isto demonstra que as exportações brasileiras do nosso setor seguem seu ritmo normal a despeito das contingências que se fazem necessárias para conter a propagação do vírus”, disse.

    Fonte: Reuters

  • Tecnologia na pecuária evita sair de casa

    Em tempos de isolamento social obrigatório, é essencial poder acessar informações climáticas, ambientais e forrageiras de cada campo ou lote e gerenciar o rebanho remotamente. Os especialistas do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) da Argentina identificam as novas ferramentas disponíveis e suas vantagens.

    Os especialistas da INTA concordam em garantir a existência de tecnologias de entrada e processo para monitorar o que está acontecendo no campo, de maneira precisa e simples, a partir de um computador ou telefone, em tempo real e sem a necessidade de sair de casa. Nesse sentido, alimentadores inteligentes são sistemas que, através de um chip incorporado na caravana de cada animal, permitem o conhecimento em tempo real do comportamento do animal, monitoram e avaliam o consumo diário de alimentos, selecionam indivíduos mais eficientes, projetam estratégias diferentes para maximizar o potencial produtivo de cada sistema.

    Quando o animal entra no alimentador, existe um leitor de caravana ou antena que identifica o indivíduo e, por meio de uma balança, determina quanto ele comeu naquele período de tempo. Todos esses dados são transmitidos via rede Wi-Fi para um servidor onde estão armazenados e, uma vez processados, podem ser consultados a partir de qualquer dispositivo com acesso à Internet.

    As cercas virtuais, por sua vez, são dispositivos eletrônicos no pescoço das ovelhas que, emitindo um estímulo sonoro, orientam o movimento do rebanho e permitem o manejo eficiente das pastagens. A posição georreferenciada do animal indica se ele está no lugar certo e permitiria o uso de pastoreio rotacional racional, sem a necessidade de instalar fiação elétrica.

    Fonte: Agrolink

  • Silos bag são alternativa em meio à pandemia

    O silo bag surge como uma alternativa para armazenamento em meio à pandemia, segundo o portal argentino Agrofy. Isso porque, ao redor do mundo, os governos decretaram isolamento social, o que pode impedir muitos agricultores de entregarem a sua safra, tendo que manter a produção armazenada.

    Por esse motivo, o uso de sacos de silo como prática para armazenar grãos aumentou dramaticamente. Este sistema é semelhante a um armazenamento hermético, onde é criada uma atmosfera automodificada, pois a concentração de oxigênio diminui e a concentração de dióxido de carbono aumenta.

    No entanto, para obter um armazenamento correto dos grãos, é importante levar em consideração alguns pontos-chave. A umidade do grão, a superfície de suporte, o controle de temperatura, entre outros aspectos, é essencial para o silo da bolsa cumprir sua função, indicou o portal argentino.

    “Primeiro de tudo, você deve ter uma base que permita uma boa montagem da bolsa. O INTA (Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária) Manfredi destacou que o solo deve ser firme, uniforme e o mais alto possível para evitar o acúmulo de chuva. Para alcançar essa superfície, é aconselhável usar uma lâmina de nivelamento e evitar o uso da grade. Evite usar o silo de sacos em restolho, pois eles podem perfurar os sacos. A localização da bolsa deve ser preferencialmente norte-sul, permitindo uniformidade de irradiação”, indica.

    Em relação ao enchimento, é importante montar o saco o mais reto possível e usar um guia durante o processo. Os técnicos do INTA argumentaram que as principais causas de irregularidades são as interrupções durante o enchimento. Essas descontinuidades geram buracos com maior acúmulo de ar devido à menor pressão de enchimento.

    Fonte: Agrolink

  • Manejo adequado de pragas e doenças é fundamental para aumentar a produtividade da safrinha de milho no Brasil

    Após a colheita da soja 2019/2020, muitos produtores rurais apostam no milho para a “safrinha”. E, para este ano, as expectativas são promissoras. “Os produtores já venderam quase toda a safra plantada. Está sendo um ano muito bom para milho, até porque o produtor teve a oportunidade de fazer a compra de insumos com o dólar mais baixo e agora a moeda subiu”, afirma Laércio Bortolini, diretor de Negócios de Milho da Bayer.

    Na região Centro-Oeste, por exemplo, o plantio da safrinha já foi finalizado. De acordo com Paulo Garollo, agrônomo de desenvolvimento de tecnologias da Bayer, que responde pelos Estados de Goiás, e parte do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a maioria das lavouras está em fase de pré-florescimento ou florescimento, e um dos principais cuidados que devem ser tomados pelos agricultores neste momento, para garantir boa produtividade, é no controle das doenças, especialmente aquelas relacionadas às manchas.

    Em regiões de maior altitude, por exemplo, é preciso monitorar Cercospora, Turcicum e Mancha Branca, enquanto nas regiões baixas, a Ferrugem Polysora é a que mais preocupa. Pensando nos produtores de milho, a Bayer disponibiliza em seu portfólio, a partir deste ano, o fungicida Fox® Xpro específico para essa cultura

    “A carboxamida presente na formulação do Fox® Xpro é uma importante aliada para o produtor de milho, especialmente no controle da mancha branca”, destaca Garollo. A fórmula completa (interação dos três ativos) atua nas diferentes fases do ciclo de vida do fungo e proporciona maior sanidade às plantas. Dessa forma, a lavoura apresenta folhas mais sadias e verdes, o que poderá resultar em um maior potencial produtivo.

    Já quando o assunto é praga, o especialista esclarece que, como as áreas de milho estão em estágio vegetativo (entre V6 e V12), o produtor precisa estar atento, principalmente, à presença da cigarrinha, do pulgão do milho e da lagarta do cartucho. “Cada inseto tem sua particularidade. A cigarrinha, por exemplo, tem seu período crítico de V2 a V8, enquanto o pulgão do milho exige a atenção do agricultor até o florescimento, mas quanto mais cedo for controlado, menor a incidência de colônias no futuro e maior a facilidade de aplicação. Para a lagarta do cartucho, recomendamos a utilização da escala Davis, para que o agricultor saiba o momento certo de entrar com aplicação complementar, se necessário”, completa Garollo.

    No caso do percevejo barriga verde, que é uma das pragas mais preocupantes na cultura do milho atualmente, o especialista aponta que “para evitá-lo é importante fazer o controle correto já na cultura da soja, para termos uma população inicial de praga na cultura subsequente, de no máximo, um percevejo por metro, facilitando assim o controle por tratamento de semente ou defensivo agrícola, quando necessário”, alerta Garollo.

    O agrônomo Mauro Alberton, líder de portfólio de proteção de cultivos da Bayer na América Latina, esclarece que, para que os híbridos de milho possam expressar todo seu potencial produtivo, é preciso evitar todo tipo de interferências no crescimento da planta, sejam elas causadas pela matocompetição, por pragas ou doenças.

    “Para alcançar um patamar de alta produtividade, o ideal é começar com um bom tratamento de sementes, que pode ser industrial ou o feito na própria fazenda, com o Cropstar®, por exemplo. Já para o manejo de plantas daninhas, as soluções mais indicadas para a cultura do milho são Roundup®, que está há mais de 40 anos no mercado e é um conhecido aliado do agricultor, e, o Soberan®, herbicida seletivo para o controle das invasoras com uma única aplicação. Agora, para restringir o aparecimento de insetos como o percevejo na lavoura de milho, os produtores podem contar com o inseticida Connect®, que é o produto mais completo para o manejo de sugadores. Por fim, pensando no controle de lagartas, o inseticida Belt® apresenta excelente eficácia e amplo espectro de ação, por isso, é uma ferramenta fundamental para um manejo que irá maximizar o resultado do produtor rural”, destaca Alberton.

    Outra ferramenta utilizada para aprimorar o controle das pragas e de plantas daninhas é a biotecnologia. Para a cultura do milho, a tecnologia VT PRO3® proporciona proteção da raiz à espiga, pois é a primeira e única tecnologia do Brasil que combina a inédita proteção da raiz do milho contra Diabrotica speciosa (larva-alfinete) e proteção contra as lagartas da parte aérea, além de maior flexibilidade no manejo de plantas daninhas.

    “Na região sul, por exemplo, que passou por um longo período sem chuva, a tecnologia VT PRO3® tornou-se uma aliada do agricultor, porque a planta tem as suas raízes protegidas, o que ajuda a enfrentar melhor situações adversas de seca”, explica Rodrigo Nuernberg, que é responsável pela área de sementes da Bayer para o sul do Brasil.

    Produtividade
    Para Marcelo Junqueira, diretor de negócios de sementes da Bayer para o Cerrado, três pilares sustentam a produtividade alcançada pelo agricultor no fim da safrinha de milho, e o primeiro deles é a genética “Quando o produtor está escolhendo o híbrido ideal para sua lavoura, são muitos fatores que devem ser levados em conta, e nossa equipe de campo pode auxiliá-lo”, afirma. “O que a genética Bayer entrega em relação à produtividade é nosso principal diferencial de mercado. Desenvolvemos melhoramentos com base na agricultura tropical, isso nos permite lançar a cada ano materiais ainda mais produtivos para as diversas regiões do país”, acrescenta.

    De acordo com Junqueira, o segundo pilar fundamental é a agricultura digital. Soluções como o Climate FieldView™, que coleta e processa automaticamente dados de campo de forma simples e integrada, gerando mapas e relatórios em tempo real, “permitem que o agricultor seja mais técnico e identifique em qual local é preciso cuidar do solo, da planta ou das pragas, ou seja, a digitalização melhora todo o processo de produção”.

    O terceiro pilar apontado por Junqueira é a equipe de especialistas da Bayer, que presta todo o suporte necessário ao agricultor, do início ao fim da safra. “A Bayer se preocupa em oferecer não só um portfólio integrado de produtos e serviços, mas também uma experiência completa, com toda uma rede de apoio ao cliente. Contar com essa parceria traz a segurança necessária que o agricultor precisa para gerir sua lavoura em busca dos melhores resultados”, finaliza.

    Fonte: TNOnline

  • Agro brasileiro sairá da crise mais competitivo, avaliam produtores e consultores

    Empresários, economistas e consultores acreditam que o agronegócio brasileiro poderá sair da crise gerada pela pandemia de coronavírus com algumas vantagens em relação aos seus concorrentes mundo afora.

    Entre os motivos, está a competitividade da agricultura brasileira, o câmbio favorável, a confiança do mercado no Brasil como fornecedor e o investimento em agricultura digital nas fazendas.

    Para que o produtor consiga acompanhar esta tendência, porém, há um consenso de que é preciso exercitar o gerenciamento de risco, ou seja, planejar bem as safras 2020/2021 e 2021/2022.

    O assunto foi discutido em uma transmissão ao vivo na quinta-feira (9/4), com a participação de Aurélio Pavinatto, CEO do Grupo SLC, Eraí Maggi Scheffer, acionista do Grupo Bom Futuro, André Pessôa, diretor da Agroconsult, o economista Alexandre Figliolino e Paulo Mesquita, da Riza Asset.

    Exportações de commodities
    De acordo com o consultor André Pessôa, as exportações brasileiras de commodities (soja, milho e algodão) estão em uma situação confortável, que tende a melhorar nos próximos meses. Para ele, 2020 deve ser um bom ano para a agricultura.

    “A pandemia deu uma desacelerada nos negócios, mas as exportações estão aumentando e tendem a aumentar mais. Os países compradores terão a necessidade de repor seus estoques nos próximos meses”, diz Pessôa.

    Para Pessôa, os melhores cenários são para a soja e o milho, enquanto o algodão poderá sentir uma lentidão maior nos negócios. “É um setor que foi diretamente afetado, pois a indústria têxtil precisou parar durante a crise, no mundo inteiro”, afirmou. A projeção é que o setor reduza em 4 milhões de toneladas as suas exportações (22 milhões de toneladas de pluma). “O desafio será embarcar este algodão”.

    A notícia positiva, porém, é que mais de 70% da safra de algodão já foi vendida em contratos futuros. “Com a previsibilidade de lucros, o produtor se antecipou e vendeu com bons preços. O que vai mudar é que os contratos serão postergados, e o movimento, que antes era mais intenso entre agosto e dezembro, vai se estender para os próximos meses do ano”.

    Preço do milho
    As incertezas acerca dos preços internacionais do milho no mercado internacional, gerado pela queda na demanda americana pelo etanol de milho, é uma preocupação para os produtores, relatou o consultor.

    “O produtor brasileiro também saiu na frente e comercializou boa parte da safra de milho antecipadamente, mas as análises primárias sobre as consequências da crise nos Estados Unidos apontam para uma queda muito forte na demanda por etanol (de milho), o que provocará uma depreciação no mercado”, ressalta.

    De um modo geral, a projeção é que as demandas por soja e milho aumentem, ainda que menos que o estimado anteriormente. “Mas, devido ao câmbio, que está favorável para o Brasil, as margens dos produtores rurais serão acima do previsto”, pontua.

    Competitividade
    A análise de todos os cenários após a pandemia aponta que o Brasil deve sair da crise com mais vantagens que os seus concorrentes. Com volumes e produtividades maiores, em todas as regiões produtoras, exceto no Rio Grande do Sul, margens positivas da safra 2019/2020 e câmbio favorável, o produtor rural que souber gerenciar as transações terá “folga” nas safras futuras.

    “O grande desafio agora é a geração de fluxo de caixa e o gerenciamento das safras futuras: é o momento ideal para comprar insumos como defensivos, fertilizantes, sementes”, diz Eraí Maggi Scheffer, acionista do Grupo Bom Futuro. Para ele, o cenário atual também é ideal para vender e fixar preços. “O produtor tem que aproveitar a margem que está tendo agora para investir nas safras futuras porque o dólar alto está fazendo com que os custos de produção, em dólar, caiam”, alerta.

    O executivo da SLC, Aurélio Pavinatto, afirma que a competitividade “dentro da fazenda” vai aumentar. “É o momento oportuno para aumentar a competitividade do produtor rural, que ainda conta com custos logísticos altos”, disse.

    Planejamento
    Tanto o Grupo Bom Futuro quanto a SLC afirmaram que já anteciparam as compras de insumos para as safras 2020/2021 e 2021/2022 e já fixaram preços para comercializar boa parte da safra. “Quase 60% da safra 2020/2021 já está comercializada”, contou Scheffer.

    Com a projeção de uma demanda maior em todo o mundo, principalmente porque todos os países e blocos terão a necessidade de aumentar seus estoques e nem todos os fornecedores já terão reaberto seus mercados, os empresários e consultores acreditam que o Brasil se firmará como o fornecedor global mais confiável.

    “O que a gente já sabe é que a demanda vai aumentar e o agronegócio brasileiro, que não parou durante a crise e ainda vai elevar as suas safras, terá condições de atender a demanda e sai reforçado dessa crise”, afirma Pavinatto.

    “A crise foi uma oportunidade de o nosso agro mostrar a sua eficiência para o mundo”, destaca Pavinatto, citando como diferenciais do agro brasileiro os processos de digitalização das fazendas e o investimento em sustentabilidade.

    Fonte: Globo Rural

  • Soja opera com estabilidade em Chicago nesta 3ª e se divide entre fundamentos e coronavírus

    Nesta terça-feira (14), o mercado da soja dá continuidade às baixas registradas ontem, mas de forma mais contida. Por volta de 8h35 (horário de Brasília), as cotações recuavam pouco mais de 2 pontos nas posições mais negociadas, depois de terem perdido mais de 1% na sessão anterior.

    O mercado, segundo explica Steve Cachia, consultor da AgroCulte e da Cerealpar, se ajusta às últimas notícias – positivas e negativas – e aos seus próprios fundamentos, principalmente diante dos EUA prestes a começarem sua nova safra.

    “Apesar do pessimismo provocado pelo fechamento de algumas indústrias de carnes e soja nos EUA, o número de casos de Covid-19 no mundo chegando a 2 milhões com 120.000 mortos, há o outro lado da moeda, os impressionantes 3 milhões de testes efetuados nos EUA, números de casos confirmados e mortos diminuindo na Europa e o fato de que meio milhão de pessoas já se recuperaram do vírus ao redor do mundo”, diz Cachia.

    Assim, o contrato maio tinha US$ 8,51 por bushel, o julho US$ 8,59 e o agosto, US$ 8,63.

    Para Cachia, o mercado ainda carrega um viés positivo importante vindo da demanda, mais especificamente da necessidade dos países de construirem seus estoques de alimento. “Isso pode ser liderado talvez pelo trigo, com países formando estoques e até limitando ou proibindo exportações. Fora disso, a China dá sinais de recuperação, até econômica, e se permanecer esse quadro, deve se transformar em compras em volumes maiores de soja, milho e trigo, principalmente dos EUA, dentro da Fase 1 do acordo comercial”, conclui.

    Fonte: Notícias Agrícolas