Eduarda Pereira

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  • China deve voltar a comprar soja dos EUA

    Analistas de mercado afirmam que que a China deve voltar a comprar soja dos Estados Unidos mesmo com a sobretaxa de 25% anunciada pelos orientais. Os especialistas acreditam que a tendência é de que as cotações de grãos na Bolsa de Chicago se recuperem nos próximos meses, independentemente da medida chinesa começar a vigorar nessa sexta-feira (06.07).

    De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os preços da soja diminuíram devido ao desentendimento entre Donald Trump e o governo chinês. Outro fator que também vem colaborando para a queda dos preços é o bom índice de produção da oleaginosa em solo norte-americano, onde 71% das lavouras estão em condições classificadas como ótimas ou excelentes.

    Para Enilson Nogueira, analista da consultoria Céleres, pode ser que a soja seja cotada acima dos US$ 9 por bushel, mas nada muito significativo. Ele explica que o preço atual, que vence em agosto, caiu 5,5 centavos e chegou a US$ 8,48 o bushel. “Acho que a cotação da soja está muito perto do fundo do poço e tende a se recuperar agora”, comenta.

    Outro profissional que compartilha da mesma opinião é Victor Ikeda, analista do Rabobank. Segundo ele, a China deve comprar mais soja dos EUA e isso fará com que as cotações voltem a crescer. “A China tem de comprar 20 milhões de toneladas no terceiro trimestre do ano, e o Brasil só tem condições de suprir 5 milhões de toneladas dessa demanda”, pontua.

    Nesse sentido, Ana Luiza Lodi, da INTL FCSTone, lembra que 75% da safra brasileira de 117,14 milhões de toneladas já foi comercializada. Ela disse ainda que acha muito pouco provável que a China consiga seguir ignorando os EUA. “Mas como a China não terá como continuar evitando as compras por muito tempo, a tendência é que os preços encontrem suporte”, finaliza.

    Fonte: Agrolink

  • Tempo: Semana começa com chuvas no Sul e Sudeste com frente fria acompanhada de massa de ar polar

    Esta segunda-feira (09) começa com previsão de chuvas em áreas do Sul e Sudeste do Brasil com uma frente fria que avança pelo mar no litoral do Sudeste acompanhada de uma forte massa polar. Chuvas já foram registradas nas últimas horas nos estados do Sul, principalmente o Rio Grande do Sul, segundo mostram mapas do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

    Segundo noticiou a Climatempo, as condições do tempo estão favoráveis para a formação de áreas de instabilidade. Durante o dia, a chuva ainda será frequente no Sul e no Leste do Rio Grande do Sul, mas sem alerta para temporais. Na faixa entre o litoral de Santa Catarina, interior do Paraná, Sul de Mato Grosso do Sul e o pantanal de Mato Grosso, há possibilidade de garoas.

    As chuvas no Sul do Brasil já preocupam alguns produtores da região. Segundo a Climatempo, no Rio Grande do Sul, em lavouras localizadas no Planalto, o excesso de chuva já tem prejudicado a finalização da semeadura e o aproveitamento dos fertilizantes devido à alta umidade do solo. Por outro lado, as plantações semeadas mais cedo têm sido beneficiadas pela umidade.

    Em entrevista ao Notícias Agrícolas na última sexta-feira (06), o meteorologista do Inmet, Mamedes Luiz Melo, havia adiantado a previsão de chuvas neste início de semana na região Sul do país. Além disso, por conta da massa de ar polar, as temperaturas também devem cair em grande parte do país. As quedas serão mais sentidas em Mato Grosso, Rondônia e Acre.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja inicia semana em queda nesta 2ª feira em Chicago com movimento de realização de lucros

    Mais uma semana começando com preços da soja em queda na Bolsa de Chicago. As cotações passam por um movimento de correção técnica e realização de lucros depois de subirem mais de 4% no pregão da última sexta-feira (6) e, por volta de 7h40 (horário de Brasília), recuavam entre 9,75 e 11,50 pontos. Com isso, o julho/18 tinha US$ 8,62 por bushel.

    O mercado internacional ainda se atenta à guerra comercial não resolvida entre China e Estados Unidos e quais serão os próximos movimentos de ambas as nações. A possibilidade das tarifações dos dois lados continua e, portanto, a pressão sobre as cotações da oleaginosa na CBOT também.

    De outro lado, o clima começa a preocupar no Meio-Oeste americano. Nas próximas semanas, as temperaturas deverão subir de forma muito intensa e causar alguma impacto sobre as lavouras. A atenção dos traders, portanto, se divide com esse fator também. Na tarde de hoje, às 17h (Brasília), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz a atulização das condições dos campos e as expectativas indicam pouca mudança nos números.

    A semana deverá ser ainda de ajuste antes do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA divulga na quinta-feira, 12 de julho. Para algumas casas internacionais, como a Allendale, Inc., o reporte poderia trazer um aumento de produção e produtividade no caso da soja.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Argentina aprova venda de soja resistente ao dicamba

    A Secretaria de Alimentos e Bebidas do Ministério da Agroindústria da Argentina autorizou o comércio de soja e derivados que são resistentes ao herbicida dicamba. Os produtos autorizados se enquadram na resolução 30/2018 e devem conter os eventos MON-877Ø8-9 x MON-89788-1, produzidos pela Monsanto.
    A decisão se baseou em um relatório emitido pela Comissão Nacional Auxiliadora de Biotecnologia Agropecuária (CONABIA) e pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (SENASA), que deram sinal verde para o processo. O documento indica a segurança comprovada das sementes e derivados e garante que a aprovação trará inúmeros benefícios.
    “Os riscos decorrentes da libertação do organismo vegetal geneticamente modificado (OVM) no agro ecossistema em grande escala não são significativamente diferentes daqueles inerentes de cultura da soja que não foi geneticamente modificada. […] Objecções científicas atendidas para a aprovação do ponto de vista humano e alimentos para animais e fitness”, disse o relatório.
    O processo para conseguir tornar a soja resistente ao dicamba ocorreu devido a introdução estável do gene “dmo”, que produz a enzima dicamba monooxigenasa na planta. Ela é capaz de oxigenar o ácido 2-metoxi-3,6-diclorobenzoico-(Dicamba), impedindo que o herbicida atue sobre as propriedades do vegetal, o que acontece de forma bem semelhante ao processo de tolerância ao glifosato.
    A partir de agora, as variedades que possuem essas características podem ser utilizadas como matéria-prima para processamento agroindustrial e para uso humano e animal na República da Argentina. No Brasil, a Monsanto planeja vender sementes resistentes ao dicamba ainda no ano que vem, segundo informações da agência Reuters.
    Fonte: Agrolink
  • Ninguém ganha em uma guerra comercial, diz premiê da China

    Ninguém ganhará com uma guerra comercial, afirmou nesta sexta-feira o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, horas depois de os Estados Unidos e a China adotarem tarifas sobre 34 bilhões de dólares em importações um do outro. “Uma guerra comercial nunca é uma solução”, disse Li em entrevista à imprensa com o premiê búlgaro, Boyko Borissov, em uma cúpula em Sofia.

    “A China nunca iniciaria uma guerra comercial, mas se qualquer lado recorrer a um aumento de tarifas, então a China adotará medidas em resposta para proteger os interesses.”

    O Ministério do Comércio da China, em comunicado pouco depois do prazo dos EUA, afirmou que foi forçado a retaliar, o que significa que 34 bilhões de dólares em produtos dos EUA importados, incluindo automóveis e produtos agrícolas, também serão sobretaxados em 25 por cento.

    Horas antes do prazo de Washington para que as tarifas entrassem em vigor, o presidente norte-americano, Donald Trump, aumentou o tom, alertando que os EUA poderiam visar mais de 500 bilhões de dólares em produtos chineses, ou o volume total das importações norte-americanas da China no ano passado.

    Li afirmou que ninguém sairá vencedor de uma guerra comercial.“Isso não beneficia ninguém e vai prejudicar o processo multilateral de livre comércio”, disse ele. “Se alguém insistir em realizar uma guerra comercial, afetará outros e a si mesmo.”

    Fonte: Reuters

  • Argentina deve produzir mais trigo em 2018/19

    A Argentina deverá produzir cerca de 20,1 milhões de toneladas (MT) de trigo na safra 2018/19, aponta relatório da consultoria argentina Agritrend, localizada na capital do país vizinho. O cereal deverá ser plantado em uma área de 6,1 milhões de hectares – mesma previsão da BCBA, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

    A safra 2017/18 totalizou uma produção foi de 18,5 MT, segundo a mesma consultoria, dos quais já foram negociadas com o exterior 10,8 MT em grão e 350 mil toneladas em farinha. Os moinhos adquiriram 3,26 milhões de toneladas, donde se conclui que a disponibilidade ainda existente no país é de aproximadamente 4,44 milhões de toneladas.

    “Como os argentinos estiveram esta semana em São Paulo comprometendo 2,5MT para fornecer ao Brasil e a programação dos moinhos até o final do ano deve consumir outras 2,3 MT, prevê-se um déficit de aproximadamente 400 mil tons no quadro de oferta e demanda argentino, eventualmente coberto com os estoques iniciais, mas que deixariam o país sem estoques finais”, comenta a T&F Consultoria Agroeconômica.

    Na visão do analista Luiz Fernando Pacheco, a competitividade argentina no Brasil está ameaçada pelos trigos norte-americanos e europeus. “Mesmo considerando-se os impostos de importação e taxas da Marinha Mercante que os trigos de fora do Mercosul são obrigados a pagar, vê-se claramente que a competitividade do trigo argentino está em sério risco, diante dos preços menos posto nos portos brasileiros do trigo dos EUA. Somente os trigos australianos e canadenses são mais caros que o argentino, postos no Brasil, atualmente”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Liderada pela soja, produção agropecuária na América Latina deve crescer 17% em 10 anos

    A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) publicou na última terça-feira (03/07) o relatório: “Perspectivas Agrícolas 2018-2027”. De acordo com o informativo, a produção agropecuária América Latina e do Caribe aumentará 17% na próxima década, sendo que os cultivos de soja norteiam essa ampliação.

    Segundo o relatório, cerca de 53% da expansão corresponde a um aumento na produção de cultivos, 39% à pecuária e os 8% restantes à expansão da piscicultura. A previsão é de que a produção total de cultivos na região cresça 1,8% por ano até 2027.

    Em torno de 60% deste crescimento deve ocorrer devido a melhorias no rendimento, que implicará no aumento de cerca de 11% na próxima década, liderado pelos cultivos de cereais e leguminosas. O informativo sinaliza ainda que o uso agrícola da terra na América Latina e no Caribe crescerá em torno de 11 milhões de hectares.

    O cultivo de soja corresponderá a aproximadamente 62% da expansão da área cultivada na região. Desta maneira, se prevê que o Paraguai expanda significativamente sua área de cultivo de soja, enquanto o Brasil fará o chamado cultivo múltiplo, ou seja, soja e milho em um mesmo terreno. Ainda assim, a perspectiva é de que cerca de 46% da produção de soja seja exportada – principalmente para a China – e que cerca de 54% da produção total seja processada na região.

    Fonte: Mais Soja

  • Frente fria chega na quarta e fica mais intensa no final de semana

    Na próxima quarta-feira a temperatura vai cair bastante, principalmente na região Sul do país. Isso pode provocar geadas em pontos isolados no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Mas a atenção maior deve ser voltada para o dia 10 de julho, porque a onda de frio será mais intensa e ampla, partindo do oeste do Rio Grande do Sul, até parte do Centro-Oeste e Sudeste.

    Nos próximos 15 dias, a previsão indica pouquíssimas chuvas em todo o país. Devem ficar restritas ao extremo Norte e parte do Rio Grande do Sul. Até o dia 15 o estado deve receber no máximo 20 milímetros acumulados.

    SUL

    A terça-feira começa com chuvas no norte do Rio Grande do Sul e em parte de Santa Catarina, por causa de uma frente fria. O sistema avança rapidamente e no final da manhã já chove no sul e leste do Paraná. As chuvas persistem nas horas seguintes na faixa entre o centro paranaense e norte gaúcho nas horas seguintes, mas com menos intensidade que no começo da semana. No norte do Paraná, faz sol e calor. Já, no centro e sul do Rio Grande do Sul, o tempo abre, mas ventos de sul deixam o tempo frio, com baixo risco para formação de geadas em alguns pontos da Campanha no amanhecer.

    SUDESTE

    Uma massa de ar seco continua sobre a maior parte do Sudeste e deixa o tempo aberto nesta terça-feira (03). O dia começa com temperaturas amenas e uma leve sensação de frio em alguns pontos da Região, mas as temperaturas disparam à tarde e o calor é intenso. Uma frente fria até tenta avançar pelo Sudeste, mas se afasta rapidamente para o oceano e só aumenta a nebulosidade em áreas próximas do litoral, com chuva pontual no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro, com chuva fraca pontual. No caso do estado paulista, a umidade relativa do ar fica ligeiramente mais alta do que nos últimos dias. Nas demais áreas, porém, o ar segue muito seco.

    CENTRO-OESTE

    Uma massa de ar seco continua no centro do Brasil e garante mais um dia ensolarado, quente e seco no Centro-Oeste. Os índices de umidade continuam críticos nos três estados da Região e no Distrito Federal.

    NORDESTE

    Os ventos úmidos que sopram do mar mantém as chuvas no litoral do Nordeste, enquanto o interior da Região tem ar seco. Faz calor no litoral, mas faz ainda mais calor no interior nordestino, onde as temperaturas altas são acompanhadas de baixos índices de umidade relativa do ar.

    NORTE

    Terça-feira com tempestades a qualquer hora do dia em Roraima e no norte do Amazonas. A chuva é volumosa e forte, com trovoadas. Também chove, de forma mais curta, no norte do Pará e no Amapá. Do Acre ao Tocantins, tempo firme, com bastante calor à tarde.

    Fonte: Canal Rural

  • China diz que não vai disparar primeiro tiro em guerra comercial com os EUA

    PEQUIM (Reuters) – A China “não vai absolutamente” disparar o primeiro tiro em uma guerra comercial com os Estados Unidos e não será a primeira a cobrar tarifas, disse o Ministério das Finanças do país nesta quarta-feira.

    Uma pessoa com conhecimento do plano disse à Reuters que as tarifas da China sobre 34 bilhões de dólares em produtos dos EUA vão entrar em vigor no início a partir do início da sexta-feira. Dada a diferença de 12 horas, isso coloca sua implementação antes da entrada em vigor das tarifas de Washington. Outras mídias publicaram notícias semelhantes.

    Mas o ministério emitiu um esclarecimento breve em resposta.

    “A posição do governo chinês foi declarada muitas vezes. Nós não vamos absolutamente disparar o primeiro tiro, e não vamos implementar medidas tarifárias antes que os EUA o façam”, afirmou, sem dar mais detalhes.

    Washington diz que implementará tarifas sobre 34 bilhões de dólares em produtos chineses em 6 de julho, e Pequim prometeu retaliar com medidas similares no mesmo dia.

    Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lu Kang, disse que a China está pronta para agir, mas não confirmou a data de início das imposições das tarifas chinesas.

    “A China já fez preparativos”, disse Lu em uma entrevista coletiva diária.

    “Desde que os Estados Unidos emitam a chamada lista tarifária, a China tomará as medidas necessárias para proteger firmemente seus interesses legítimos”, acrescentou ele, sem dar mais detalhes.

    Fonte: Reuters