Eduarda Pereira

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  • Soja realiza lucros em Chicago nesta 3ª feira após máximas em 6 semanas na sessão anterior

    Os preços da soja recuam na Bolsa de Chicago na sessão desta terça-feira (2), devolvendo parte dos bons ganhos registrados no pregão anterior. As cotações, por volta de 7h45 (horário de Brasília), operavam com baixas de 2,75 a 3,50 pontos, e o novembro/18 valia US$ 8,55 por bushel.

    “Os traders, durante a noite, já deram início ao ‘turn around tuesday’ (virada da terça-feira) depois das altas de ontem, realizando lucros depois do rally desta segunda-feira”, explicam os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    E a realização de lucros vem depois de os preços terem alcançado suas máximas em seis semanas na CBOT, quando as altas passaram de 1% no fechamento anterior.

    O mercado segue atento às condições desfavoráveis de clima nos EUA para o desenvolvimento da colheita – principalmente na metade norte do Corn Belt – à guerra comercila ChinaxEUA e ao desenvolvimento da nova safra do Brasil.

    Ainda assim, faltam informações que possam fazer as cotações caminharem a passos mais largos na Bolsa de Chicago, ainda como explicam analistas e consultores de mercado.

    De acordo com o último boletim semanal de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o país viu a colheita da soja evoluir, na última semana, de 14% para 23% da área. O número ficou acima da média e do mesmo período do ano passado de 20%. O mercado esperava 28%.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Safra de soja do Brasil deve superar 120 mi t, novo recorde, dizem analistas

    A safra de soja 2018/19 do Brasil deve superar a marca de 120 milhões de toneladas, o que seria um novo recorde, embora especialistas alertem quanto à possibilidade de chuvas irregulares neste início do plantio no país, apontou uma pesquisa da Reuters nesta segunda-feira.

    O levantamento, o segundo referente ao atual ciclo e feito a partir de projeções de dez consultorias e instituições, mostra que o Brasil deve colher nesta temporada 120,40 milhões de toneladas de soja, quase 1 por cento acima do registrado em 2017/18.

    A expansão no maior exportador global de soja leva em conta a maior área plantada com a oleaginosa, que também deve atingir um recorde de 36,14 milhões de hectares, com produtores capitalizados por bons negócios na safra anterior apostando que a demanda da China continuará forte.

    Conforme a média das estimativas consideradas na pesquisa, haverá um aumento de 2,8 por cento na área plantada na comparação com a temporada passada.

    Isso significa uma produtividade média menor do que a obtida no ciclo anterior, sinalizando alguma cautela de especialistas em relação às condições climáticas para a safra, cujo plantio está apenas começando.

    A nova projeção para a colheita, entretanto, supera os 119,76 milhões de toneladas apontados na pesquisa anterior da Reuters, publicada em meados de agosto.

    “Neste início de safra, as chuvas ainda não se regularizaram, mas o plantio tem ocorrido sem grandes problemas”, avaliou a analista de mercado Ana Luiza Lodi, da INTL FCStone, que atualizou sua projeção nesta segunda-feira.

    De acordo com o Thomson Reuters Agriculture Weather Dashboard, as chuvas devem ficar abaixo da média em boa parte de Mato Grosso, principal produtor brasileiro, nas próximas duas semanas. No médio-norte e no noroeste do Estado, por exemplo, as precipitações tendem a ser entre 30 e 40 milímetros aquém do normal para esta época do ano.

    “(O plantio) está indo bem, avançamos na semana passada acima da média dos últimos cinco anos. A preocupação agora é a possibilidade de veranico em outubro…”, afirmou o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca.

    Por lá, as atividades de campo avançaram para cerca de 4 por cento da área projetada, de acordo com acompanhamento do próprio Imea.

    Já no Paraná, as atividades vão a todo vapor, alcançando o ritmo mais acelerado da história para um início de plantio, com quase 20 por cento da área já semeada.

    Ao contrário do esperado para Mato Grosso, no Estado da região Sul, o segundo maior produtor do país, a expectativa é de chuvas generosas nos próximos dias.

    Conforme o Agriculture Weather Dashboard, deve chover de 130 a 200 milímetros até 16 de outubro, dependendo da região. Os acumulados ficarão acima do normal para esta época do ano em todas as áreas do Estado.

    “Não vai chover igual para todo mundo no Brasil… O Sul vai ter um volume de chuvas muito mais expressivo que o Norte, e aí falo de Centro-Oeste e Sudeste, por conta dos corredores de umidade que estão mais voltados para o Sul”, resumiu o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos.

    “A regularização do regime de chuvas (no país) só deve ocorrer no fim de outubro. Não consigo ver uma possibilidade de que venha a ocorrer ausência de chuvas, como foi no ano passado, mas serão irregulares por enquanto.”

    O tempo seco no Paraná, em setembro de 2017, atrasou a semeadura da safra, impactando negativamente a lavoura da oleaginosa e também a segunda safra de milho, plantada fora da janela ideal.

    DEMANDA

    Enquanto surgem incertezas quanto ao futuro da safra de soja 2018/19, a demanda pela oleaginosa brasileira no período deve seguir firme diante da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

    A disputa entre as duas maiores economias do mundo foi se acentuando ao longo do ano, com Pequim taxando a soja norte-americana em julho, o que levou chineses a se voltar com força para o produto brasileiro.

    Nesta segunda-feira, por exemplo, a INTL FCStone elevou sua estimativa de embarques do Brasil em 2018/19 para 71,5 milhões de toneladas, de 71 milhões previstos anteriormente.

    “Caso EUA e China entrem em algum tipo de acordo, os volumes exportados pelo Brasil podem acabar sendo menores, gerando alguma folga no balanço de oferta e demanda”, destacou a consultoria.

    Conforme a INTL FCStone, os estoques de soja do Brasil ao término da safra 2018/19 devem totalizar 580 mil toneladas, de 430 mil em 2017/18.

    Fonte: Reuters

  • Guerra comercial prejudicará sojicultores dos EUA

    Informações divulgadas pela Associação Americana de Sojicultores (ASA) indicou que a disputa comercial travada entre a China e os Estados Unidos pode acabar prejudicando os produtores de soja norte-americanos. De acordo com Davie Stephens, sojicultor de Clinton, Kentucky, e vice-presidente da ASA, o país precisa iniciar negociações ao invés de promover mais retaliações.

    “Se esta guerra comercial não for resolvida em breve, veremos consequências irreversíveis. Além das preocupações muito reais sobre uma contínua queda nos preços de nossos grãos, estamos falando sobre a viabilidade de nosso relacionamento de longo prazo com o mercado chinês. Precisamos de negociações agora, em vez de respostas que machuquem os dois países”, comenta.

    Desde junho, o preço da soja norte-americana nos terminais de exportação de Nova Orleans caiu 20%, de US$ 10,89 para US$ 8,68 por bushel, enquanto o prêmio pago pela soja brasileira aumentou de praticamente zero para US$ 2,18 por bushel, ou US$ 80 por tonelada métrica. Nesse cenário, é mais vantajoso para a China abandonar os EUA e iniciar negociações com o Brasil.

    “Com o agravamento da situação, essas decisões podem se tornar políticas de longo prazo. Mesmo que a administração atinja seu objetivo de mudar as políticas da China sobre transferência forçada de tecnologia e roubo de propriedade intelectual, o que poderia acabar com a guerra tarifária, essa tendência poderia ser irreversível. Os produtores de soja dos EUA podem se tornar o último recurso para o que tem sido, de longe, nosso mercado externo mais importante”, explicou.

    Fonte: Agrolink

  • Inovação pode criar usos alternativos para soja e milho

    Um artigo produzido por Jessie Scott, para o portal Agriculture.com, indica que os produtores rurais dos Estados Unidos estão agindo em conjunto com grandes empresas para criarem novos usos para a soja e para o milho. De acordo com ela, casos de uso variam muito de garrafas plásticas a pneus e fragrâncias.

    Um exemplo disso é a National Corn Growers Association (NCGA), que possui iniciativas para encontrar e apoiar o crescimento de novos mercados para suas respectivas commodities. Segundo Chris Novak, ex-CEO da NCGA, os altos estoques estão motivando as empresas a procurarem esses usos alternativos.

    “Desde a seca de 2012, começamos a ter uma safra recorde após a outra, a ponto de termos estoques relativamente altos para usar. O foco do nosso plano estratégico de cinco anos – iniciado em 2015 – é como construir a demanda pelo milho adicional que nossos agricultores vão produzir”, comenta.

    Em 2017, a NCGA anunciou seu primeiro Consider Corn Challenge, que é um concurso de inovação aberta em que cientistas e empresários apresentaram propostas para novos usos do milho como matéria-prima. O concurso exigiu que as propostas tivessem um caminho claro para alcançar escala comercial e permitir um novo mercado que não prejudicasse nenhum já existente.

    De acordo com Bruce Peterson, presidente da equipe de alimentos e alimentos industriais da NCGA, iniciativas como essa são importantes para dar destino às matérias primas que estão paradas. “Este desafio é voltado para inspirar novos conceitos, abordagens e tecnologias que ajudarão a impulsionar a inovação e o valor do milho”, explica.

    “A indústria de energias renováveis já é um importante impulsionador para a economia dos EUA, gerando bilhões de dólares em receita, mas o potencial adicional na bioeconomia emergente permanece em grande parte inexplorado”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • A tecnologia agrícola está na semente, diz especialista

    Existe um consenso entre os especialistas em produção de alimento que a semente tem grande importância nesse contexto e necessita de uma atenção maior por parte da tecnologia agrícola. Para Vinicios Jacopini, líder de gerenciamento de projetos de desenvolvimento tecnológico para soja da Monsoy, grande parte da produção pode ser garantida já no plantio.

    “A semente, perante esse cenário, sem dúvida, assume o papel de maior relevância, e passa a ser o berço da mais avançada tecnologia, porque proporciona parte das soluções necessárias para vencer os desafios existentes no sistema de produção e começa a exigir também do usuário muito mais habilidade em conectar a semente correta de acordo com as exigências de cada ambiente de produção”, escreveu.

    O especialista cita a as sementes geneticamente modificadas e a engenharia genética como sendo a grande revolução tecnológica da agricultura. Isso porque essa técnica que plantas sejam protegidas contra determinados insetos pragas, ou mesmo apresentem a característica de tolerar a aplicação de determinado herbicida.

    “Mesmo assim, com todos avanços conquistados, não podemos parar. Temos um longo caminho a percorrer, seja em busca da superação dos resultados alcançados, ou para garantir que essa marcha de crescimento exponencial da produtividade em função da tecnologia empregada continue. Pois essa é a melhor forma de avançarmos e garantirmos que a evolução seja constante”, comenta.

    Para que todo o potencial da semente seja aproveitado, ele orienta os produtores para que promovam o uso consciente das ferramentas disponíveis, como o emprego das boas práticas de manejo. “O que inclui a adoção do refúgio estruturado no caso de plantio de culturas com proteção a insetos ou de herbicidas alternativos nas culturas tolerantes a esses defensivos”, finaliza.

    Fonte: Agrolink

  • Agricultura contrata 40 mil empregados em um ano

    O setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura contratou 40 mil empregados no período de um ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A indústria abriu 19 mil vagas.

    A atividade de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas – que inclui alguns serviços prestados à indústria – registrou um crescimento de 121 mil vagas em um ano. Também houve aumento no contingente de trabalhadores do comércio (+42 mil), alojamento e alimentação (+96 mil empregados), outros serviços (+260 mil pessoas), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (+473 mil vagas) e serviços domésticos (+156 mil).

    Fonte: Globo Rural + Estadão Conteúdo

  • Negligenciar inovações pode resultar em perdas, diz estudo

    Um estudo produzido pelo economista Alexandre Mendonça de Barros indica que negligenciar inovações que surgem na agricultura por podem resultar em perdas de produtividade e de qualidade. Citando o estudo, intitulado “Inovação Tecnológica e seus Impactos na Economia”, o membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Professor da ESPM, Coroliano Xavier, lembra de três pragas com potencial para reduzir a produtividade da soja entre 10% e 35%, caso não recebam um controle adequado.

    “Se os danos à produtividade fossem de 5%, haveria queda de R$ 1,9 e R$ 5,8 bilhões no VBP, respectivamente em milho e soja. E, se o recuo de produtividade fosse de 10%, o Valor Bruto de Produção (VBP) cairia R$ 3,8 e R$ 11,7 bilhões, respectivamente. Perdas cujo impacto iria além, afetando o consumo do campo em bens e serviços diretos, indiretos, ou induzidos em outros setores da economia”, explica.

    Nesse sentido, o especialista cita outro exemplo além da soja, segundo ele, a situação piora quando se fala no cultivo do milho, em que existem doenças com potencial de redução de 30%, 40% e até 50%. No entanto, ele lembra que esses exemplos são de uma área específica, mas os cuidados devem ser levando em consideração em todas as outras áreas da agricultura.

    “Este é um exemplo pontual na área fitossanitária. Mas esse tipo de efeito agregador da inovação também ocorre na genética vegetal, na nutrição de precisão, na automação e inteligência artificial, entre outras tecnologias. E não se trata aqui de fé cega na inovação, pois o pensamento científico e a reflexão crítica a respeito de inovações devem existir sempre”, comenta.

    Para finalizar, Xavier salienta que esse discurso não vale apenas para a agricultura, bem como para todos os setores da sociedade, inclusive. “Tecnologia é motor da economia e inovação é motor da tecnologia. Ambas estão (junto com a educação) na raiz do crescimento da produtividade”, finaliza.

    Fonte: Agrolink

  • Aprovado primeiro adjuvante para agricultura orgânica

    O IBD, órgão certificador de insumos para cultivo orgânico no País, aprovou recentemente o primeiro adjuvante para aplicação na agricultura orgânica brasileira. De acordo com Marcos Belle, gerente de Marketing de Agricultura da Momentive na América Latina, desenvolvedora do produto, o Silwet* ECO consegue maximizar a cobertura de pulverização em até 10 vezes.

    “Com isso, é possível eliminar até 70% do volume de água aplicado em razão da maior cobertura proporcionada pelo adjuvante em toda a superfície, contribuindo para a sustentabilidade do Meio Ambiente”, comenta ele, comparando com a atuação de adjuvantes convencionais.

    Desta forma, Belle explica que o novo lançamento é um superespalhante e consegue trazer muitas vantagens para os produtores, como por exemplo maior rendimento e facilidade no manejo do produto, redução dos custos operacionais, além da economia de água e resistência à chuva. Nesse cenário, a economia de água consegue melhorar a performance do tratamento e diminuir os custos e os impactos ambientais da pulverização agrícola, já que quase não produz espuma.

    O Silwet* ECO foi produzido à base de um silicone modificado, que reduz significativamente a tensão superficial e possibilita grande cobertura foliar e rápida penetração vegetal. “Como resultado, o agricultor alcança a máxima eficiência dos componentes ativos da mistura aplicada e, ao mesmo tempo, economiza tempo e obtém ganhos operacionais”, explica.

    Para executivo Paulo Vianna, gerente geral da Momentive na América Latina, o surgimento de novas tecnologias colabora com o desenvolvimento da agricultura moderna. “A introdução de novos produtos, como o Silwet* ECO, traz para a região soluções que atendem requisitos importantes de nossos clientes na área agrícola”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Soja trabalha estável em Chicago nesta 2ª se ajustando ao início de um novo mês e trimestre

    O mês de outubro começa com os preços operando com estabilidade na Bolsa de Chicago. No pregão desta segunda-feira (1), os futuros da oleaginosa recuavam entre 0,50 e 1 ponto entre os principais vencimentos, com o novembro/18 sendo cotado a US$ 8,45 e o março/19 a US$ 8,71 por bushel.

    Segundo explicam analistas e consultores internacionais, os traders ainda trabalham com os mesmos fundamentos, porém, atentos ao comportamento dos fundos diante dessas informações já conhecidas. “O novo mês, o novo trimestre, vão impactar na direção dos preços?”, questiona a consultoria Allendale, Inc. em seu boletim diário.

    O mercado ainda sente alguma pressão dos altos estoques trimestrais norte-americanos reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última sexta-feira (28) de mais de 11 milhões de toneladas.

    Ao mesmo tempo, se atenta à guerra comercial entre China e EUA, ao avanço da colheita nos EUA – que será também atualizado pelo USDA hoje, após o fechamento de Chicago – e ao desenvolvimento do plantio no Brasil.

    Ainda nesta segunda, os traders estarão atentos também aos números dos embarques semanais norte-americanos de grãos que o USDA traz em seu tradicional relatório de segundas-feiras.

    Para o mercado brasileiro, as atenções estão voltadas, principalmente, à questão financeira e cambial, uma vez que chegou, enfim, o final de semana das eleições presidenciais. Assim, como explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, “o dólar pode flutuar mais nesta semana”, diz.

    Os negócios com soja e milho no país estão mais escassos nestes últimos dias, ainda de acordo com o consultor, com os produtores atento à essa situação política e econômica do país. Ainda assim, para a soja da safra velha, a estimativa de Brandalizze é de que o Brasil vá, mais uma vez, bater recorde na exportação nesta semana mais uma vez.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com leves baixas em Chicago nesta 5ª e se ajusta à espera de novos números do USDA

    O mercado internacional da soja, nesta quinta-feira (27), trabalha com ligeiras baixas na Bolsa de Chicago, em um movimento de correção técnica após as últimas sessões de alta desta semana. As cotações, por volta de 7h40 (horário de Brasília), recuavam entre tímidos 1,50 e 1,75 ponto nos principais contratos. Com isso, o novembro/18 tinha US$ 8,48 por bushel.

    Como explicam os consultores e analistas de mercado, os traders seguem buscando definir uma direção para os preços, uma vez que os fundamentos que regem os negócios neste momento já são conhecidos.

    As atenções se dividem entre a demanda – crescente pela soja americana dos países extra China e a movimentação da nação asiática na América do Sul – a colheita da nova safra americana, o plantio no Brasil, as condições de clima para ambas as realidades de trabalho de campo e as consequências da guera comercial entre China e EUA que segue em curso.

    “Os fundamentos que regem os preços da soja continuam focando nas variáveis domésticas dos Estados Unidos, entretanto esta tendência poderá tomar diferentes proporções, uma vez que as ofertas do farelo da soja disponível na China se mostram em constante ascensão, já atingindo os maiores níveis dos últimos 5 meses”, explicam os analistas de mercado da AgResource Mercosul (ARC). “Este fator poderá impulsionar a compra chinesa da soja estadunidense num futuro próximo, mesmo com a vigência das tarifas aduaneiras de 25% sobre esta origem. Estoques de farelo na China são os mais baixos desde maio deste ano, em 938 mil toneladas”, acredita a consultoria internacional.

    Além disso, o mercado em Chicago se ajusta ainda às vésperas da divulgação do novo boletim de estoques trimestrais de grãos que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta sexta-feira (28). O mercado espera por um volume 33% maior do que no mesmo período do ano passado no caso da soja.

    Ainda nesta quinta-feira, atenção também ao novo reporte semanal de vendas para exportação que o USDA traz. Os traders esperam um intervalo de 600 mil a 1 milhão de toneladas comprometidas pelos EUA na próxima semana.

    Fonte: Notícias Agrícolas