Evandro Freitas

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  • Dólar despenca 2,27% e volta a ficar abaixo de R$ 3,25, seguindo cena externa

    O dólar fechou com queda de mais de 2 por cento, voltando a ficar abaixo do patamar de 3,25 reais nesta quarta-feira, acompanhando a cena externa e numa sessão marcada pelo baixo volume de negócios após a folga do Carnaval, que manteve os mercados brasileiros fechados por dois dias seguidos.

    O dólar BRBY recuou 2,27 por cento, a 3,2274 reais na venda, maior perda diária desde 24 de janeiro (-2,44 por cento). Na semana passada, a moeda norte-americana subiu 2,73 por cento, ao patamar de 3,30 reais.

    Na mínima do dia, a moeda norte-americana chegou a 3,2211 reais. O dólar futuro DOLc1 caía cerca de 2,26 por cento no final da tarde.

    “Hoje é um dia atípico, com baixo volume de negócios”, afirmou mais cedo o operador da corretora Advanced Alessandro Faganello, citando o cenário externo como o guia dos investidores locais.

    Lá fora, o dólar recuava frente a uma cesta de moedas e outras divisas de países emergentes, como o peso chileno.

    O movimento vinha após a divulgação de que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos avançou mais do que o esperado em janeiro, mas que as vendas no varejo na maior economia do mundo surpreenderam e caíram no mês passado.

    Esse sinal de perda de força da economia norte-americana acabou se sobrepondo ao de inflação mais forte nesta sessão, depois dos fortes movimentos de aversão ao risco vistos recentemente nos mercados financeiros diante da preocupação de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa elevar os juros mais rapidamente do que o esperado, o que tende a afetar o fluxo de capitais globalmente.

    Os juros futuros nos Estados Unidos, com isso, continuavam precificando cerca de 90 por cento de chances de o Fed elevar os juros em março, próximo encontro do banco central, e cerca de 20 por cento de que elevará a taxa quatro vezes neste ano. A própria autoridade monetária prevê três altas.

    Juros mais altos nos EUA tendem a atrair recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.

    Internamente, o mercado manteve sua atenção em torno dos esforços do governo do presidente Michel Temer para aprovar neste mês a reforma da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem.

    O Banco Central brasileiro não fará leilão de swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, nesta sessão. Mas anunciou que continuará a rolagem dos contratos que vencem em março, no total de 6,154 bilhões de dólares, no dia seguinte, ofertando novamente até 9,5 mil swaps.

    Fonte: Reuters

  • Venda de gado vivo cresce sob mira de entidades

    A venda de gado vivo por frigoríficos brasileiros ganhou os holofotes no início deste mês, quando duas organizações não governamentais conseguiram decisões judiciais que impediram que um navio carregado com 25 mil animais seguisse viagem à Turquia. A embarcação acabou sendo liberada, em função de um recurso do governo federal. O caso jogou luz sobre um setor que vem crescendo cerca de 20% ao ano e se tornou alternativa de receita para pecuaristas e empresas de alimentos, como a Minerva Foods. Entidades ligadas ao bem-estar animal, porém, pretendem continuar a tentar barrar a atividade.

    Embora a venda de gado vivo seja uma prática antiga, esse segmento da pecuária ganhou força no início desta década, quando as vendas externas chegaram a 690 mil animais. De 2010 a 2012, o principal destino dos bois brasileiros eram os frigoríficos da Venezuela. Com a severa crise econômica do país vizinho, as vendas despencaram em 2015. Para viabilizar o negócio, pecuaristas acharam um novo cliente: o mercado de religião islâmica. De 2016 para cá, as vendas voltaram a subir, até atingirem US$ 263 milhões em 2017, segundo o Ministério do Desenvolvimento, mas ainda bem longe do auge em volume.

    É um número pouco relevante diante dos abates anuais no País, que somam entre 35 milhões e 40 milhões de cabeças por ano, diz César Castro Alves, analista de pecuária da MB Agro. A fatia de 1% dos abates, na visão do especialista, não deve subir de forma significativa, pois o mercado global de bovinos vivos não cresce de forma significativa – o total movimentado está estacionado em cerca de 5 milhões de cabeças por ano. “É um nicho alimentado por questões religiosas. Pode ser boa opção para quando os preços estão ruins, pois vender boi vivo não agrega valor ao produto”, aponta Alves.

    Alvo

    Apesar de o mercado como um todo não crescer, tanto empresários quanto o Departamento Americano da Agricultura (USDA) preveem altas de 20% a 30% nas exportações brasileiras em 2018. A Minerva Foods, dona da carga que foi retida em Santos, domina cerca de 40% das vendas de animais vivos – segmento em que as líderes em bovinos no País, JBS e Marfrig, não atuam. Procurada, a Minerva não deu entrevista.

    Uma explicação para o interesse no negócio é o fato de os países muçulmanos pagarem prêmios sobre a cotação de referência do gado. Uma fonte ligada às exportadoras esclarece que os compradores exigem raças específicas – o gado Nelore, símbolo do plantel brasileiro, não é aceito em países muçulmanos, que preferem a raça Zebu. Diante das exigências, é necessário esforço para angariar animais para a venda externa, o que acaba se refletindo no preço pago pelo comprador. Entre as outras empresas nacionais com atuação relevante na exportação de gado vivo estão Mercúrio e Agroexport.

    Para crescer, os empresários se movimentam para abrir novos mercados. Hoje, mais da metade das vendas brasileiras são para a Turquia. Missões comerciais, no entanto, já buscam clientes na Malásia e na Indonésia – dois países hoje atendidos sobretudo pela Austrália. A avaliação é que, se a estratégia der certo, as vendas de gado vivo podem crescer mais 50%, para 600 mil unidades por ano, até 2023.

    Reação

    Porém, entidades como o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e a Agência de Notícias de Direitos dos Animais (Anda), que conseguiram suspender a venda de boi vivo por alguns dias, não estão dispostas a arredar pé da tentativa de paralisar o setor. “Nossa luta é pelo respeito aos animais, que não estão contemplados nas regras de exportação brasileiras, que se limitam a aspectos sanitários”, diz Vânia Plaza Nunes, médica veterinária e diretora técnica do Fórum Animal. A briga com os frigoríficos é de longo prazo. Segundo ela, novos recursos para voltar a paralisar as vendas de gado vivo serão apresentados nas próximas semanas.

    Fonte: O Estado de S. Paulo.

  • Fertilizantes para a soja: veja mitos e verdades

    De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), depois da colheita recorde na safra 2016/2017, o Brasil deve ter uma produção de soja 2,4% menor em 2018. Ainda assim, as áreas de plantio foram recordes, o que também não descarta uma boa produtividade.

    O potencial produtivo da nova safra supera 114 milhões de toneladas colhidas em 2017, mas o clima ainda é um fator preponderante para tal feito. No Mato Grosso, um dos maiores estados produtores do Brasil, a colheita atingiu 12,3%, até 26 de janeiro, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No mesmo período do ano passado, o percentual era 16,2%.

    Mas toda essa produtividade do “grão de ouro” da agricultura brasileira tem uma etapa produtiva decisiva para seu melhor desenvolvimento: a nutrição. Dentre os elementos necessários estão o fósforo e o cálcio, com origem predominantemente de rochas fosfáticas de origem vulcânica, em maior parte a fluorapatita.

    Desde a extração nas minas até a absorção pelas plantas, ocorrem várias reações e transformações nas formas do fósforo. Com isso, têm surgido muitas dúvidas, especulações e mitos acerca das tecnologias empregadas nos fertilizantes nacionais. Os especialistas Agronômicos da Yara, Diego Guterres e João Maçãs esclarecem as três principais:

    1. Na sua forma natural, nas rochas brasileiras, esses nutrientes estão indisponíveis às plantas

    Verdade: Na condição natural da rocha, o fósforo está na forma de fosfato tricálcico, a qual as plantas não conseguem absorver (elas absorvem o P como dihidrogenofosfato – H2PO4-). Para aumentar a eficiência agronômica dos fosfatos, a indústria realiza o processo de acidulação, solubilizando a rocha fosfática moída com ácido sulfúrico (rota sulfúrica de acidulação), o que resulta em superfosfato simples e sulfato de cálcio. O superfosfato simples possui fósforo, cálcio e enxofre. Também pode-se atacar a rocha fosfática com ácido fosfórico, originando o superfosfato triplo (Lopes, A. S. et al., 2016).

    “Esses dois produtos passam por diversos processos até serem granulados e utilizados puros ou em misturas com outras matérias-primas como fertilizantes na agricultura. A exemplo disso, existe a rota de acidulação nítrica, muito utilizada pela Yara na Europa na produção de nitrofosfatos, conhecidos mundialmente como YaraMila com altos teores de nitrogênio nítrico e amoniacal”, explica João Maçãs, especialista em Portifólio de Produtos da Yara.

    2. Fertilizantes com fósforo e cálcio e se tornarem indisponíveis às plantas, criando uma deficiência desses nutrientes

    Mito: As formas de fósforo são influenciadas pelo pH da solução. Em solos ácidos, como a maioria dos solos tropicais brasileiros, o fósforo é fixado por ferro e alumínio. No outro extremo, em situações de pH acima de 7, o fósforo torna a sofrer um processo chamado “retrogradação”, no qual ele reage com cálcio (do fertilizante ou do solo) e retorna à condição de fosfato tricálcico, tornando-se indisponível às plantas.

    Aqui, então, surge o mito de que em fertilizantes com P e Ca, esses elementos reagem e se tornam indisponíveis às plantas. Ora, em solos alcalinos (pH acima de 6,5), como os de clima temperado, essa reação pode acontecer. Mas não é a realidade dos solos brasileiros onde se cultiva soja.

    “Além da acidez dos nossos solos, os fertilizantes fosfatados acidulados possuem reação ácida, inviabilizando a possibilidade dessa reação ocorrer. Ademais, se isso fosse fato, a eficiência agronômica dos superfosfatos seria muito baixa e essas fontes não seriam empregadas na agricultura”, esclarece Diego Guterres, especialista Agronômico da Yara

    3. Misturar corretivos de acidez no adubo pode indisponibilizar o fósforo e o cálcio para as plantas

    Verdade: Sim, essa prática é uma maneira bem provável de indisponibilizar o P e o Ca nas plantas. Se o corretivo for altamente reativo e se for utilizado em dose excessiva, pode elevar o pH junto aos grânulos do fertilizante, levando à indisponibilização do P. No entanto, o recomendado pela pesquisa agronômica é trabalhar a correção da acidez do solo de forma plena através de calagem criteriosa.

    Fonte: Canal Rural

  • Soja sobe quase 20 pts em Chicago nesta 2ª com dólar fraco e preocupações com a Argentina

    É Carnaval no Brasil, mas na Bolsa de Chicago os negócios estão a todo vapor na sessão desta segunda-feira (12). Por volta de 7h45 (horário de Brasília), os futuros da soja subiam quase 20 pontos – ou quase 2% – entre os principais contratos e registravam suas máximas em duas semanas.

    O contrato maio/18, referência para a safra brasileira, já vinha senfo negociado a US$ 10,13 por bushel, enquanto os mais distantes – julho e agosto/18 – superavam os US$ 10,20.

    Segundo explicam analistas internacionais, o forte avanço da oleaginosa, que é acompanhado por todas as demais commodities em um intenso movimento de alta, é reflexo de uma fraqueza do dólar no cenário internacional.

    “O dólar mais fraco poder fazer algumas pessoas reavaliarem o potencial da demanda pelos estoques norte-americanos”, diz um analista de Melbourne, na Austrália, à Reuters Internacional, afinal, com a moeda mais barata, os produtos norte-americanos tornam-se mais atrativos para os compradores internacionais.

    Ao lado da questão cambial, outros fatores também impulsionam as cotações da soja na Bolsa de Chicago neste início de semana. Uma inesperada queda nos estoques de óleo de Palma na Malásia promoveram um ganho não só nesta commodity, mas nos óleos e oleaginosas de uma forma geral, incluindo a soja e seu derivado – principal concorrente do do óleo de palma.

    Isso se dá, principalmente, pelo fato de as condições de clima na Argentina, que é um dos principais players do mercado internacional de derivados de soja, ainda serem adversas e as expectativas indicarem uma safra consideravelmente menor do que a inicialmente projetada.

    Para conferir a real condição das lavouras argentinas, o Notícias Agrícolas e a Labhoro Corretora embarcaram em um crop tour pelo país nesta semana de onde chegarão informações atualizadas diariamente, com o objetivo de trazer uma previsão ainda mais assertiva para a colheita 2018.

    Segundo dados apurados pela Labhoro, “boas chuvas caíram na Província de Santa Fé neste final de semana e as temperaturas simplesmente despencaram hoje para casa 16/18 graus. A província de Buenos Aires continuou seca e pelo jeito é que precisa de chuvas com maior urgência”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Anfavea mantém crescimento de 3,77% para máquinas agrícolas em 2018

    Os fabricantes de máquinas agrícolas e rodoviárias seguem confiantes para 2018, apesar dos números de janeiro terem vindo negativos. De acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas do segmento no primeiro mês do ano ficaram em 1,6 mil unidades, número 55,8% inferior em relação a dezembro passado e 39,1% menor quando comparado com janeiro de 2017. Apesar do desempenho, está mantida a projeção de alta de 3,7% na demanda interna, com 46 mil unidades para este ano.

    “Continuamos muito positivos em relação ao final do ano de 2018 no setor de máquinas. Nós viemos de um ano excepcional em 2017 e acreditamos que, em 2018, em algum momento, nós vamos refazer nossas perspectivas. A Conab já está trazendo números um pouco mais otimistas e o Índice de Confiança Agrícola no Brasil cresceu 6,9%”, afirma o vice-presidente da Anfavea para Autopropulsadas, Alfredo Miguel Neto.

    Uma das apostas para a retomada das vendas de máquinas agrícolas no mercado interno está no cultivo do milho. “Durante um período não se plantou muito milho, se optou por plantar algodão. Houve a ampliação de 150 mil hectares de plantio de algodão no País. Depois de vender o produto com um preço muito positivo de mercado, o produtor passa a plantar milho, que também deverá ser vendido por preço muito positivo. Isso, de maneiro geral, aumenta a rentabilidade do produtor. Temos ainda a perspectiva de que, com a redução de juros, o BNDES tenha durante todo o ano financiamentos com taxas atrativas”, prevê Neto.

    De acordo com dados da Conab, a a safra de milho total do Brasil em 2017/18 deve alcançar 88 milhões de toneladas. O executivo cita ainda como exemplo de boas perspectivas para o ano a colheita da safra de soja no Mato Grosso, que, segundo ele, é excepcional e apresenta produtividade igual ou maior que a do ano passado.

    Apesar do ligeiro recuo nas vendas internas em janeiro, a produção de máquinas atingiu 2,6 mil unidades neste primeiro mês do ano, com crescimento de 19,3% ante as 2,2 mil de janeiro do ano passado e estável na análise contra o resultado de dezembro. Isto se deve porque, em janeiro, 816 unidades atravessaram as fronteiras brasileiras, alta de 92,5% frente as 424 de janeiro de 2017 e queda de 36,6% sobre as 1,3 mil de dezembro último. Para este não, a expectativa é de que as exportações cresçam 9,9%.

    REAÇÃO

    As vendas de máquinas autopropulsadas no mercado interno terminaram 2017 com 44,4 mil unidades negociadas, número 1,5% superior às 43,7 mil em 2016. A produção de 2017 totalizou 55 mil unidades, aumento de 1,8% quando comparado com as 54 mil unidades do ano passado. As exportações no segmento foram o destaque: encerraram o ano com 14,1 mil unidades, o que significa expansão de 46,9% frente as 9,6 mil do ano passado.

    Fonte: Agrolink

  • Exportações do agronegócio somam US$ 6,16 bi, em janeiro, em alta de 4,9%

    As exportações do agronegócio atingiram US$ 6,16 bilhões em janeiro, em alta de 4,9% sobre os US$ 5,87 bilhões do mesmo mês no ano passado. As importações tiveram redução de 2,7%, passando de US$ 1,27 bilhão para US$ 1,24 bilhão. Como resultado, o saldo comercial no primeiro mês do ano foi de US$ 4,92 bilhões ante os US$ 4,60 bilhões de janeiro de 2017.O agronegócio contribuiu com 36,3% do total das exportações brasileiras no mês.

    Os cinco principais setores exportadores do agronegócio foram: carnes (19,3% de participação); produtos florestais (18,7% de participação); complexo soja (16,8% de participação); complexo sucroalcooleiro (10,3% de participação); e cereais, farinhas e preparações (8,9% de participação).

    As vendas externas de carnes somaram US$ 1,19 bilhão. Houve queda do volume exportado em 5,9%, amenizada pela expansão de 3,8% no preço. A carne bovina se destacou com incremento de 24,2%. Houve expansão tanto da quantidade exportada (+15,7%) quanto do preço médio de exportação (+7,3%).
    Exportações de carne de frango somaram US$ 512,72 milhões (-13,4%), com queda no quantum exportado (-8,9%) e no preço médio (-5%). Ocorreu queda, também, nas vendas de carne suína, que passaram de US$ 137,91 milhões para US$ 110,19 milhões (-20,1%). A quantidade exportada recuou 15,8% enquanto o preço médio diminuiu 5,1%.

    Recorde na venda de celulose

    Os produtos florestais passaram para a segunda posição dentre os principais setores exportadores. As vendas tiveram forte alta de preço, possibilitando a expansão das exportações de US$ 956,62 milhões para US$ 1,15 bilhão, montante recorde da série histórica (1997-2018). A celulose foi o principal produto exportado, com US$ 713,61 milhões em vendas externas (+19,9%), também valor recorde da série histórica. As exportações de madeiras e suas obras foram de US$ 268 milhões (+27,6%) enquanto as exportações de papel atingiram US$ 165,90 milhões (+10,6%), com valor e volume recorde.

    O complexo soja suplantou a marca de US$ 1 bilhão em vendas externas, chegando a US$ 1,03 bilhão em exportações (+7,4%), valor recorde para janeiro. A forte expansão na quantidade exportada de soja em grão (+71,5%), com valor e volume recorde para o mês, possibilitou o aumento do valor exportado, mesmo com a queda de 5% no preço médio. As vendas externas de soja em grão foram de US$ 594,26 milhões (+62,9%), enquanto as exportações de farelo caíram 26,2%, atingindo US$ 395,38 milhões, e as exportações de óleo diminuíram 30,3%, com vendas externas de US$ 42,21 milhões.

    As vendas do complexo sucroalcooleiro tiveram queda, passando de US$ 1,03 bilhão em janeiro de 2017 para US$ 634,01 milhões em janeiro. Houve redução na quantidade exportada de açúcar (-29,2%), bem como no preço médio de exportação do produto (-16,8%). Com efeito, as vendas externas de açúcar passaram de US$ 955,40 milhões m para US$ 562,54 milhões. As exportações de álcool também diminuíram, de US$ 71,54 milhões para US$ 70,08 milhões (-2%).

    Importações

    Os principais produtos importados foram: trigo (US$ 124,32 milhões, +18,3%); papel (US$ 80,82 milhões, +33,7%); álcool etílico (US$ 73,11 milhões, -14,9%); vestuário e outros produtos têxteis (US$ 50,10 milhões, +13,6%); salmões (US$ 46,20 milhões, +4,3%); azeite de oliva (US$ 37,30 milhões, +77,8%); batatas preparadas (US$ 31,33 milhões, +25,1%); borracha natural (US$ 29,80 milhões, +6,7%); cacau inteiro ou partido (US$ 28,32 milhões, +24,8%); filé de peixe, congelados (US$ 27,90 milhões, -13,6%).

    Acumulado em 12 meses

    As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 96,30 bilhões entre fevereiro de 2017 e janeiro deste ano, registrando acréscimo de 12,2%. Do lado das importações, o resultado foi de US$ 14,12 bilhões em alta de 1%. E o saldo comercial do agronegócio em 12 meses saltou de US$ 71,84 bilhões para US$ 82,18 bilhões.

    Nos 12 meses, a pauta das exportações do agronegócio foi liderada por produtos do complexo soja, que somaram US$ 31,79 bilhões, respondendo por 33% das exportações. Na sequência, destacam-se as vendas de carnes (US$ 15,45 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 11,84 bilhões), produtos florestais (US$ 11,72 bilhões) e cereais (US$ 5,43 bilhões). Em conjunto, esses cinco grupos de produtos representaram 79,2% do total da pauta.

    O segmento de frangos sobressaiu no setor de carnes, com vendas de US$ 7,06 bilhões. O produto in natura foi o destaque, totalizando US$ 6,37 bilhões, que comparado ao período anterior representou aumento de 4,7%. O resultado foi explicado pela elevação de 6,7% no preço médio. As exportações de carne bovina atingiram US$ 6,17 bilhões, com destaque para as vendas in natura, que somaram US$ 5,14 bilhões, em alta de 17,1%.

    As vendas do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 11,84 bilhões nos últimos 12 meses, predominando as exportações de açúcar (US$ 11,02 bilhões), seguido à distância pelo álcool (US$ 805,40 milhões).

    Situando-se como quarto setor na pauta, as exportações de produtos florestais atingiram US$ 11,72 bilhões. O setor de cereais foi o quinto da pauta, com exportações de US$ 5,43 bilhões. As vendas de milho predominaram, somando US$ 4,79 bilhões, valor que superou em 51,3% o resultado do período anterior.

    Quanto às importações, os destaques da pauta foram as aquisições de pescados (aumento de 17,6%, para US$ 1,39 bilhão), trigo (-14,4%, caindo para US$ 1,17 bilhão), álcool etílico (+89,5%, US$ 884,95 milhões), papel (+16,4%, para US$ 861,64 milhões), malte (-11,1%, para US$ 416,27 milhões), borracha natural (+25,2%, para US$ 408,10 milhões), óleo de palma (-0,4%, para US$ 377,31 milhões), azeite de oliva (+25,5%, para US$ 351,14 milhões).

    Principais destinos

    A Ásia ampliou ainda mais a franca liderança entre os destinos do agronegócio brasileiro, respondendo por 46,1% do total exportado ante 43,7% do período anterior. O total das exportações à região somou US$ 44,42 bilhões, com alta de 18,4%. A pauta concentra-se em soja em grão, seguido por carnes, açúcar e celulose, destinados, sobretudo, ao mercado chinês.

    O segundo destino foi a União Europeia, totalizando US$ 16,93 bilhões, muito próximo do período anterior (US$ 16,89 bilhões). Como principais itens, citam-se: farelo e grãos de soja, café, celulose, carnes e suco de laranja.
    Com exportações de US$ 8,71 bilhões, o Oriente Médio situou-se na terceira posição entre os blocos/regiões. Ante igual intervalo do ano anterior, observou-se aumento de 7,5% nas vendas. Na pauta, como principais itens: açúcar, carnes, milho e soja em grão.

    Fonte: Mapa

  • Governo admite rever regras para exportação de animais vivos

    O Ministério da Agricultura e Pecuária analisa mudar as regras para exportação de animais vivos. Depois do impasse no embarque de mais de 25 mil bois para a Turquia, o governo admite que pode rever as regras.

    Este ano, o Brasil deve exportar 600 mil bois vivos. Nos próximos três meses, 100 mil animais estarão prontos para o embarque. A maior parte é para a Turquia, país muçulmano que, por questões religiosas, segue critérios específicos desde a criação até o abate. Por isso, prefere a compra de animais vivos.

    Parte do gado sai de fazendas do estado de São Paulo e enfrenta longas viagens em caminhões. Em alguns casos, são mais de 600 km d edistância até os portos de Santos e de São Sebastião.

    O problema é que o embarque de animais vivos tem causado polêmica nas últimas semanas.

    A ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal fez protestos e entrou com uma ação civil pública na Justiça para impedir a exportação para Turquia de 25 mil bois vivos da empresa Minerva Foods. A justificativa é de maus tratos.

    Os animais chegaram a ser embarcados e a operação durou cinco mais, mas o bois não puderam seguir viagem. O Tribunal Regional Federal deu uma liminar impedindo a exportação de animais vivos em todo o território nacional e determinou ainda “o desembarque e o retorno da carga à origem”.

    A decisão levou em conta o resultado de uma inspeção técnica realizada, por determinação judicial, pela veterinária Magda Regina. “Os animais não apresentavam condições de mover-se ou virar-se dentro do confinamento”. Regina também afirma que a insalubridade e as restrições de água e alimento impossibilitam a garantia do bem-estar animal.

    Depois de seis dias parados dentro do navio, a Adovacia-Geral da União recorreu da decisão liminar e conseguiu a liberação dos animais para a Turquia. A Justiça Federal alegou que a espera no porto de Santos era mais penosa e desgastante para os animais do que a viagem em si.

    O ministério da Agricultura e Pecuária defende as exportações de animais vivos e diz que essas operações passa por fiscalização e são regulamentadas. Mas, apesar desas normas, o ministério admite que é preciso fazer reajustes e que as discussões começaram já em 2017.

    Fonte: Globo Rural

  • Soja tem leves baixas em Chicago nesta 6ª feira corrigindo as altas da sessão anterior

    Na sessão desta sexta-feira (9), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham em campo negativo, com algumas pequenas baixas depois do avanço do pregão anterior. As cotações cediam, por volta de 7h30 (horário de Brasília), entre 2,50 e 3,25 pontos, com o maio/18 valendo US$ 9,95 e o julho/18, US$ 10,05 por bushel.

    O mercado internacional devolve parte das altas observadas no fechamento desta quinta (8), quando os traders observaram rapidamente os novos números do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e logo se voltaram para o cenário climático da América do Sul, onde a Argentina segue preocupando.

    E embora haja essa correção da commodity, como explicam analistas e consultores de mercado, o foco deve ainda permanecer sobre essas condições nos próximos dias, principalmente porque as adversidades continuam sobre as lavouras argentinas em uma fase crítica e determinante. Ontem, o USDA revisou sua projeção para a safra 2017/18 de 56 para 54 milhões de toneladas.

    “As atenções especulativas voltam às variações climáticas na América do Sul e as prospecções para a safra 18/19 nos EUA”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul. “Os próximos 10 dias continuam sem chuvas expressivas para o Leste do país, principalmente sobre a província de Buenos Aires”, completa o informe.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Maggi diz a agricultores que juntos vão definir destinação de recursos do Plano Safra

    O diálogo com os produtores ajudará a definir a destinação dos recursos da Safra 2018/2019, disse, nesta quinta-feira (8), em visita ao Show Rural Coopavel, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. Da conversa que terá com o setor, sairá a definição do montante que financiará o custeio e os investimentos, afirmou o ministro na feira que se realiza em Cascavel (PR) e é maior de agronegócio do estado. “São os agricultores que conhecem a fundo as reais urgências do campo que devem ser contempladas”.

    Acompanhado do presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, Maggi lembrou que a agricultura ocupa apenas 9% do território nacional, mas produz 1,6 bilhão de toneladas por ano. “Esse é o nosso grande negócio e, por isso, precisa de políticas sérias e coerentes, crédito, infraestrutura e incentivos”, declarou.

    Um dos maiores desafios do país, segundo ele, é “estancar a contínua redução de renda dos agricultores”. Maggi disse que tem conversado com o presidente Michel Temer na tentativa de barrar propostas de alterações na Lei Kandir. “Caso mudanças ocorram, isso custará caro às exportações, à economia e ao cerne do segmento responsável por tirar o Brasil da sua mais profunda e duradoura crise econômica”, afirmou.

    Maggi participou de cerimônia de lançamento de cultivares da Embrapa, de assinatura de contratos de pré-custeio do Banco do Brasil e de protocolo de intenções para melhoramento genético de tilápia. O ministro assinou, ainda, protocolo para execução do programa Pronasolos na região oeste do estado. Entre as ações do programa estão a geração de mapas e relatórios sobre o potencial de uso dos solos, incluindo levantamento da vegetação em matas ciliares.

    Fonte: Mapa

  • Safra brasileira de soja deve alcançar 112,5 milhões de t, diz USDA

    Número é menor que o recorda da safra 2016/2017, mas é superior ao divulgado pelo próprio departamento em relatório mensal.

    A produção de soja do Brasil deve atingir 112,5 milhões de toneladas na temporada 2017/2018, segunda maior da história, representando queda de 1,4% na comparação com a temporada anterior, que foi recorde de 114,1 milhões de t, conforme apontou em relatório o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no Brasil.

    O número é 2,27% maior do que a estimativa do USDA de janeiro, de 110 milhões de t. Apesar da maior área plantada esperada para o País, a produção deve ser prejudicada pelo clima na região Sul, que diminuirá a produtividade média de 3,36 toneladas por hectare em 2016/2017 para 3,21 toneladas por hectare em 2017/2018.

    Ainda de acordo com o adido, as exportações de soja em grão devem continuar sustentadas pela forte demanda chinesa e alcançar 65 milhões de toneladas, recuo de 4,8% na comparação com a temporada 2016/17 (68,3 milhões de t). O processamento da oleaginosa deve avançar para 2%, de 42,5 milhões de t para 43,5 milhões de toneladas, sustentado pela maior mistura de biodiesel no diesel, ganhos nas exportações de farelo e consumo interno.

    Fonte: Estadão Conteúdo