Evandro Freitas

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  • Entraves entre EUA e China podem beneficiar Brasil

    As sobretaxas que a China impôs a inúmeros produtos americanos como soja, carne e milho, pode beneficiar as exportações brasileiras para o território chinês a longo prazo. Sem precisar competir com os produtos dos Estados Unidos, o Brasil tem uma extensa vantagem nas exportações, sobretudo, com seus produtos agrícolas.

    Apesar disso, o vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Hélio Sirimarco, alega que existe um limite na quantidade dos produtos que o Brasil consegue exportar para a China, como é o caso da soja, por exemplo. “Considerando que o Brasil vai colher 119 milhões de toneladas (estimativa da consultoria AgRural, divulgada em 9 de abril) na safra 2017/2018 e que processará 43 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), não sobrará muita soja para exportação”, explica ele.

     Um programa anunciado recentemente pela China, que pretende misturar 10% de etanol na gasolina a partir de 2020, também é um cenário favorável ao Brasil, que ainda tem a maior parte de sua produção de combustível direcionada ao mercado doméstico.  Eduardo Leão, diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), estima que esse programa exigirá uma demanda de 15 milhões de toneladas anuais do combustível. “Será necessária a importação de etanol de outros países, mas, para que isto ocorra, é fundamental que as regras sejam claras para que os países potencialmente ofertantes, como Brasil e EUA, se programem adequadamente”, observa.
     Sirimarco afirma que ainda é muito cedo para avaliar os possíveis desdobramentos da guerra comercial entre China e EUA, mas acredita que o Brasil precisa se programar adequadamente para aumentar suas exportações. Ele acredita que vários fatores devem ser levados em consideração para avaliar que medidas podem ser tomadas e quais serão suas possíveis consequências. “A internacionalização das empresas é um deles. Elas atuam praticamente em todos os países e vão fazer um remanejamento das mercadorias”, conclui.
    Fonte: Agrolink
  • RS: baixo volume de chuva para os próximos dias

    Nos próximos sete dias são esperadas chuvas de baixos volumes sobre a maioria das áreas do RS. A previsão meteorológica indica que a presença do ar seco manterá o tempo firme, com sol e temperaturas elevadas.

    Conforme o Boletim Conjuntural da Emater/RS, entre a sexta-feira (20.04) e o sábado (21.04), o ingresso de ar quente e úmido favorecerá a formação de áreas de instabilidade que provocarão pancadas isoladas de chuva. No domingo (22.04), a nebulosidade deverá diminuir e a tendência é de tempo firme em todas as regiões.

    Entre a segunda-feira (23/4) e quarta-feira (25/4), a passagem de uma frente fria no oceano aumentará a cobertura de nuvens e poderão ocorrer chuvas isoladas sobre o Rio Grande do Sul.

    Os totais de chuva para o período deverão oscilar entre 15 e 30 mm no Extremo Sul, na Campanha, fronteira Oeste e Missões, no restante do Estado os valores deverão variar entre 10 e 20 mm.

    Fonte: Agrolink

  • Mercosul decide iniciar estudos de atualização da Tarifa Externa Comum

    A Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, a Asociación de Industrias Químicas del Uruguay – Asiqur e a Cámara de la Industria Química Y Petroquimica Argentina – Ciqyp conseguiram que a Comissão de Comércio do Mercosul (CCM) concedesse, durante sua 156ª reunião ordinária, mandato para os técnicos do Comitê Técnico de Tarifas, Nomenclatura e Classificação de Mercadorias (CT1) iniciarem os estudos para revisão parcial da Tarifa Externa Comum (TEC) pelo setor químico, levando em consideração a proposta conjunta das associações da indústria química do Mercosul, que haviam solicitado em 2016 que a Comissão atualizasse a Tarifa Externa Comum (TEC), que é atualmente aplicada para 72 códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

    A proposta das associações é que para 87,5% dos casos apresentados sejam feitas as reduções das alíquotas, com o objetivo de adaptar o perfil tarifário desses bens aos seus contextos de produção atuais em nível regional. Também foi solicitado um mecanismo de fast track para a indústria nascente que inicie sua produção em qualquer dos países membros do Mercosul, para assegurar ao investidor o pronto reconhecimento tarifário tão logo seja constatado o início da fabricação do novo produto nos países do bloco.

    Conforme a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, lembra que essa ação voluntária das Entidades nasceu no âmbito do Grupo de Integração Produtiva (GIP) do Mercosul, em que foi assumido o compromisso de melhorar as condições de competitividade para facilitar a atração de investimento e, para tanto, foram realizadas extensas consultas formais com os associados nos três países, a fim de validar os códigos tarifários os quais as entidades, por consenso, identificaram como objetos do trabalho.

    “Essa ação inédita liderada pela Abiquim comprova que é possível uma abertura de mercado inteligente, dialogando com todos os setores envolvidos e sem ameaças retóricas, ou de fato, às produções instaladas e aos novos investimentos. Propusemos a eliminação tarifária imediata para 64 códigos da NCM que não possuem mais produção no Mercosul, o que indiscutivelmente desonerará diversas cadeias de valor em nossa região, possibilitando que consigam se fortalecer e se inserir de maneira competitiva no mercado internacional. Estamos certos de que a efetivação dessa revisão tarifária, apresentada em caráter voluntário da Abiquim, acatada de primeira hora pelo governo brasileiro e, agora, pelo Mercosul, significará ganhos econômicos e institucionais imediatos, sendo um modelo piloto que poderá ser replicado ou adaptado por outros setores da economia”, destaca Denise.

    Fonte: Agrolink

  • Estimativa para exportação de soja 18/19 é elevada para 70,5 mi t

    O Brasil deverá exportar um recorde de 70,5 milhões de toneladas de soja no ano comercial 2018/2019, a consultoria Safras & Mercado elevou a estimativa para 70 milhões previstos no mês passado. O volume representa alta de 2 por cento sobre os 68,8 milhões do ciclo anterior.

    O Brasil é o maior exportador global de soja em grão, e diversas consultorias e entidades vêm revisando para cima as estimativas de embarques pelo país neste ano em meio à previsão de uma safra recorde, de problemas com o fornecimento da Argentina e à possibilidade de a China taxar a importação da commodity dos Estados Unidos.

    De acordo com a Safras, o esmagamento em 2018/19 no Brasil deverá ser de 43 milhões de toneladas, aumento de 4 por cento frente a 2017/18.

    Em relação à temporada 2018/19, a oferta total de soja deverá subir 5 por cento, passando para 123,204 milhões de toneladas, enquanto a demanda total está projetada em 116,7 milhões de toneladas, aumento de 3 por cento.

    Isso levaria o Brasil a fechar o ciclo com estoques 75 por cento maiores, em 6,504 milhões de toneladas.

    Fonte: Agrolink

  • Guerra comercial mantém soja oscilando nos EUA

    Perdeu o que tinha ganho no dia anterior e continua com saldo negativo na semana.

    O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quarta-feira (18.04) uma baixa de 4,25 centavos de Dólar no contrato de Maio/18, fechando em US$ 10,4175 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com desvalorizações entre 2,00 e 4,25 pontos.

    O mercado norte-americano da soja voltou a registrar perdas nos principais contratos futuros, após uma breve reação. A T&F Consultoria Agroeconômica ressalta que, sem rumo definido, a soja perdeu o que tinha ganho no dia anterior e continua com saldo negativo na semana: “Silêncio total sobre novas exportações americanas depois da alta ocorrida com a tensão com a China”.

    De acordo com a Consultoria AgResource, o embate comercial da China e os Estados Unidos volta a assombrar os bastidores do Mercado em Chicago: “Opera­dores temem a reação do presidente Trump às recentes imposições tarifárias chinesas sobre o sorgo de origem estadunidense. Na última semana, os Estados Unidos haviam anunciado que o plano de tribu­tação sobre a China chegaria a casa dos US$100 bilhões. É evidente que as ações de ambos os países se direcionam no aumento do poder de barganha de um eventual acordo bilateral. No entanto, não há nenhuma indicação palpável para afirmar que tal conflito comercial trará um final favorável às nações envolvidas”.

    “No quesito clima norte-americano, as fontes especuláveis se tornam escassas, uma vez que nenhuma grande novidade foi observada nos mapas de previsões para o fim de abril. Para o Brasil, a colheita da soja avança para os momentos finais, agora esti­mada em 90,5% da área já colhida em todo o país. A média dos últimos 5 anos fica em 94,3% enquanto que em 2017 tínhamos 95,7% já colhido”, concluem os analistas da ARC.

    Fonte: Agrolink

    Foto: Ascom Cotrijuc

  • Inmet alerta para redução das chuvas e queda das temperaturas a partir do final de abril

    No Brasil, o padrão climático já começa a se aproximar das estações de outono e inverno, com diminuição das chuvas e queda de temperatura.

    Morgana Almeida, chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Inmet, destaca que, nesta semana, o Sudeste possui temperaturas mais amenas do que no Sul do país. As estações do Inmet em São Paulo e Minas Gerais indicam, para amanhã, a previsão de geadas isoladas na região da Serra da Mantiqueira, com temperaturas variando entre 4°C a 6°C – contudo, os ventos ainda estão relativamente intensos, de forma que é apenas uma possibilidade.

    As chuvas continuam ocorrendo de forma menos intensa no Sul e no Sudeste. A região Central recebe uma nebulosidade mais intensa, com instabilidades no norte e leste de Mato Grosso. Na porção Norte e Nordeste do país, os volumes continuam mais elevados, principalmente no litoral entre Maranhão e Pernambuco.

    O extremo Sul, por sua vez, deve receber alguma chuva mais significativa apenas no final do mês, a partir do dia 28. O próximo sábado deve ter apenas algumas perturbações na alta e na média troposfera, mas as frentes frias não conseguem avançar sobre toda a região neste momento.

    Entre os dias 18 e 26, as chuvas devem continuar no Norte do país, com volumes mais fracos na porção Central e uma condição de aumento de volumes na faixa leste do Sudeste, com direção ao Nordeste. Depois, até o dia 4 de maio, haverá aumento de volumes no extremo sul do Rio Grande do Sul e um quadro estabelecido de redução de chuvas na região central.

    Fonte: Notícias Agrícolas

    Foto: Ascom Cotrijuc

  • Manutenção de frotas previne acidentes e reduz gastos

    Manutenção de frotas previne acidentes e reduz gastos
    Quem trabalha no campo está acostumado a ouvir histórias sobre incêndios com máquinas agrícolas, problema comum que causa muito estresse, prejuízo e, às vezes, até ferimentos físicos nos envolvidos. O agricultor Geraldo Morsink, que produz soja, milho, feijão, trigo, aveia e cevada em Piraí do Sul (PR), conta que dois incidentes com colhedoras de sua frota o fizeram rever a atenção dada à manutenção desses equipamentos.

    Felizmente o caso de Morsink não foi tão grave, já que o incêndio foi contido a tempo. “Percebemos fumaça saindo próxima ao motor da colhedora automotriz. Seria um desastre não fosse a agilidade e a atenção do operador, que conseguiu usar o extintor de incêndio e apagar o fogo. O alternador derreteu, mas a colhedora não sofreu maiores danos. Poucos dias depois ocorreu o mesmo com outra colhedora”, lembra.

    Segundo o agricultor, esses acontecimentos o fizeram perceber que a manutenção preventiva não deve focar somente na parte industrial da máquina, mas que revisar a parte elétrica também é indispensável. “Desde então, retiro o alternador e mando trocar seus rolamentos pelo menos três vezes ao ano. Adquirimos um compressor de ar muito potente e fazemos a limpeza diária das colhedoras com ar comprimido”.

    Após os incidentes, Morsink está mais consciente e atento com a manutenção de sua frota. “Minhas máquinas são mais limpas e bem cuidadas do que a minha caminhonete. Afinal, dependo delas para garantir uma boa safra”, comenta o agricultor. Quanto aos tratos com a caminhonete, ele completa: “fico bem atento à caminhonete também!”.

    Sandro Morete, sócio-diretor da área automotiva da GAtec – empresa de consultoria especializada no desenvolvimento e implantação de soluções em gestão agroindustrial – enfatiza que toda manutenção da máquina deve estar em dia, principalmente a elétrica, pois a máquina pode parar inesperadamente. “Um simples zinabre (ferrugem do cobre) formado nos cabos da bateria pode retirar um equipamento de operação. A nossa recomendação é fazer manutenções programadas para evitar surpresas no dia a dia”, diz.

    Morete alerta que casos como o do agricultor não são raros e é fundamental que os produtores e profissionais do agronegócio tomem consciência da importância da manutenção preventiva. Os maquinários são essenciais na rotina do campo, mas para que essa relação máquina-homem só dê bons frutos, alguns cuidados devem ser tomados.

    Para começar, afirma Morete, é importante conhecer o consumo médio da frota por modelo de equipamento e atividade. “Um bom sistema de gestão deve registrar todos os abastecimentos, gerar crítica e alerta a consumos excessivos, além de gráficos comparativos com indicadores de consumo com a produção no mesmo período”, diz.

    Uma boa forma de evitar prejuízos é realizar a manutenção preventiva periódica nos equipamentos e inspecionar frequentemente os veículos que têm consumo abaixo da média – por isso é fundamental conhecer seus números. “É melhor fazer biópsia do que autópsia”, brinca Morete. “Não adianta correr atrás do prejuízo ao final da operação. Por meio de software especializado, o produtor consegue ter informações em tempo real. Com isso, pode fazer mudanças para que a meta nunca seja desviada e ele retome o plano de ação”.

    O combustível representa a maior parcela de todos os custos de uma frota de transporte no campo, conforme levantamento realizado pela GAtec. Uma forma de reduzir esse custo é treinar motoristas com programas de condução econômica. “Pequenas atitudes como desligar o motor durante longas paradas podem fazer uma diferença significativa no volume consumido”, afirma Morete. Outro cuidado nesse sentido é com combustíveis de má qualidade, que podem conter solventes ou contaminantes que deterioram as peças do sistema de injeção e o primeiro reflexo disto é alteração do consumo.

    Cuidados com os pneus

    Um aspecto importante é a manutenção correta dos pneus, que são o segundo maior gasto com as frotas, precedido apenas pelo combustível. A manutenção alonga a vida do pneu, por meio da calibragem correta e reformas no momento certo, acompanhando o desgaste. O pneu tem uma marcação que informa quando a reforma deve ser feita: seguindo isso não se perde a carcaça.

    É recomendável conhecer marcas de pneus e modelos de carcaças e bandas de rodagens utilizados na frota. O desempenho dos pneus reformados, quilometragem média por vida, custo por quilômetro rodado, índice de recapagens e estatísticas de motivos de perda das carcaças sãos informações que devem ser monitoradas e analisadas.

    Outra orientação importante é o uso do pneu correto em cada aplicação, com carcaça e banda indicadas de acordo com a carga transportada, tipo de terreno e de eixo (direcional, tração ou livre). Também é necessário retirar o pneu no momento ideal para enviar a recapagem, protegendo a carcaça e garantindo maior índice de recapabilidade.

    É importante realizar a manutenção constante da pressão, fazer rodízio e inspecionar os pneus periodicamente, procurando por avarias na banda e carcaça que possam ser reparadas a tempo de evitar a perda do pneu. “Evite rodar com desalinhamentos ou problemas na suspensão que possam causar desgaste irregular e prematuro na banda de rodagem. O maior motivo de perda de pneus é a pressão irregular”, diz Morete.

    Por onde começar para reduzir custos

    Primeira etapa: Identificar quais são seus números para poder melhorá-los (qual é o consumo e o desgaste, quanto se gasta com cada aspecto etc.).

    Segunda etapa: Criar um planejamento da manutenção – quem vai executar e o que será executado – e definir metas.

    Terceira etapa: Analisar os dados. Acompanhar se as metas definidas estão sendo atingidas. Caso não estejam, verificar onde está o desvio e tomar providências.

    Quarta etapa: Manutenção preventiva. Uma boa manutenção preventiva evita que ocorram manutenções corretivas, que são mais caras e, muitas vezes, com prejuízos irreversíveis. É fundamental seguir as orientações do fornecedor da máquina.

    IMPORTANTE: Os gastos com manutenção básica – trocas de óleos, filtros e graxas – representam a menor parcela dos custos (aproximadamente 1,2%, segundo dados da GAtec), indicando que trocar o óleo na hora certa não custa caro e evita uma série de desgastes prematuros das peças.

    Fonte: Portal KLFF

  • Soja se recupera e fecha a 3ª feira com leves altas em Chicago com recompra de posições

    Depois de trabalhar durante todo o dia com estabilidade, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago fecharam o pregão desta terla-feira com leves alta entre as posições mais negociadas. Os ganhos variaram entre 4 e 5,25 pontos, levando o maio/18 – que é o contrato mais negociado nesse momento – a terminar os negócios com US$ 10,46 por bushel.

    Os vencimentos julho e agosto seguem buscando os US$ 10,60, e fecharam, respectivamente, com US$ 10,57 e US$ 10,58 por bushel.

    Segundo explicaram analistas internacionais, a reação das cotações vem depois das baixas observadas no pregão anterior, as quais passaram de 10 pontos. “Compras técnicas foram registradas depois das últimas perdas”, disseram os analistas ouvidos pela Reuters Internacional.

    Entretanto, o avanço dos preços ainda está limitado pelas especulações em torno da guerra comercial entre China e Estados Unidos e de novos movimentos que poderiam ser observados nos próximos dias. Os reflexos da guerra sobre o sorgo também estão no radar dos traders.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Fungos são responsáveis por cerca de 65% das doenças de plantas

    Os fungos são responsáveis por cerca de 65% das doenças de plantas e fazem parte de um grupo numeroso de organismos pertencentes a três Reinos dos seres vivos: além dos cromistas, também estão nos Reinos Protozoa (hérnia das crucíferas/Plamodiophora; sarna pulverulenta da batata/ Spongospora) e Reino Fungi (zigomicetos: Rhizopus; Ascomicetos: Erysiphe, Sclerotinia, Guignardia, Venturia; Basidiomicetos: Moniliophtora, Puccinia, Hemileia, Phakosopra, Usitilago: Deuteromicetos ou Mitospóricos ou Anamórficos ou Imperfeitos: Rhizoctonia, Oidium, Fusarium, Colletotrichum, Phomopsis, Alternaria).

    De acordo com o artigo Manejo de requeima e míldio nos cultivos do Brasil, do Presidente do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Ticyana Banzato, engenheira agrônoma e doutora em fitopatologia pela ESALQ/USP, os demais fungos e outros agentes causais de doenças de plantas (bactérias, vírus, nematoides e fitoplasmas), os oomicetos causam doenças quando encontram hospedeiros suscetíveis e ambientes favoráveis. Geralmente em condições de alta umidade/chuvas e temperaturas amenas/baixas, infectam, colonizam e se reproduzem nas plantas, interferindo em diversos processos fisiológicos e causando sintomas característicos.

    A doença mais importante causada pelos oomicetos é a requeima da batata e do tomate, causada por Phytophthora infestans. Esta doença foi responsável pela morte de dois milhões de pessoas e um milhão de emigrantes na Irlanda por volta de 1845, devido à redução de 80% na produção de batata, base de alimentação da população naquela época.

    Mais de 50% das espécies de plantas cultivadas podem ser afetadas por oomicetos; entre as principais estão algodão, arroz, cacau, cana, feijão, fumo, milho, seringueira, sorgo, abacate, abacaxi, caju, citros, maçã, mamão, morango, videira, alface, cebola, crucíferas, cucurbitáceas, gengibre, ornamentais e solanáceas.

    Para manejar doenças de plantas, podem ser utilizadas diversas medidas que fazem parte dos métodos biológicos, químicos, genéticos, culturais, físicos e integrados. Para controle de doenças causadas por oomicetos a medida mais utilizada é a aplicação de fungicidas, que pertencem a grupos, em geral, diferentes dos produtos normalmente usados para controle de ascomicetos, basidiomicetos e deuteromicetos (estes fungos tem ergosterol na membrana celular; os oomicetos têm pouco ergosterol) e uso de cultivares com resistência genética aos oomicetos.

    Além disso, é possível adotar diversas medidas culturais como local de cultivo sem neblina e sem solos encharcados, arejamento, poda, material de propagação sadio, eliminação de tecidos doentes e de hospedeiros alternativos, rotação de cultura com espécies não hospedeiras, boa drenagem, nutrição equilibrada, evitar ferimentos, pH do solo equilibrado, descompactação do solo e semeadura rasa contribuem para reduzir a quantidade dessas doenças. A utilização de agentes de controle biológico, como aplicação de Trichoderma e Gliocladium, e de medidas físicas como solarização e armazenamento em baixas temperaturas, também podem contribuir com o manejo das doenças causadas por oomicetos.

    Fonte: Agrolink

  • Rotação em adubação verde aumenta retorno econômico

    Utilizada há séculos na agricultura, a adubação verde vem ganhando força nas principais lavouras brasileiras. O produtor que opta pela prática reduz consideravelmente os custos com fertilizantes químicos nitrogenados e com o controle de pragas e doenças, além de garantir a recuperação do solo por mais tempo. Segundo levantamento feito por pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira do Pesquisa Agropecuária) Agrossilvipastoril e Imea (Instituo Mato-grossensse de Economia Agropecuária), o valor presente líquido (retorno econômico acumulado), pode ser até 567% maior por ano para produtores de grãos que investem em rotação com adubação verde.

    Para os cálculos, os pesquisadores consideraram uma fazenda padrão no município de Sorriso (MT), que planta 1500 hectares de soja, com uma produtividade média de 56 sacas/ha e 900 hectares de milho, com rendimento de 100 sacas/ha, sem rotação de cultura entre as safras de soja e milho. Compararam com uma propriedade de mesmas características, porém com rotação de cultura em um ciclo de quatro anos, utilizando soja precoce, crotalária, feijão guadu anão, feijão caupi e braquiária, entre a safra principal e a segunda temporada. Conforme os pesquisadores, o valor presente líquido (VPL) acumulado durante o período de 10 anos foi de R$ 556,82/ha, o que equivale a um valor de R$ 83/ha/ano para a fazenda padrão. Já para a propriedade que faz a rotação com adubação verde, o VPL foi de R$ 3.716,60/ha, equivalente a R$ 554,03/ha/ano, ou seja, um aumento de 567%.

    A adubação verde pode ser utilizada em praticamente todas as culturas, semeadas em rotação, sucessão ou consorciação, dependendo do tipo de solo, plantação e benefícios buscados.

    O diretor comercial da Piraí Sementes, José Aparecido Donizeti ressalta que se trata de uma excelente oportunidade para quem ainda não conhece na prática os benefícios da adubação verde, feita com sementes selecionadas e de qualidade, de começar a investir nessa forma de fertilização e controle integrado de pragas e doenças. “Temos produtos em pronta-entrega para todo o Brasil e ainda oferecemos orientação técnica de plantio e manejo de nossas sementes.”

    Fonte: Agrolink