Evandro Freitas

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  • Valor do mercado de saúde animal deve chegar a US$ 44,2 bi

    Um relatório da Informa’s Agribusiness Intelligence apontou que o valor do mercado de saúde animal deve chegar a US $ 44,2 bilhões até 2020, apesar dos esforços para reduzir o uso de antibióticos. Outra edição do levantamento mostra que no ano de 2014 esse número era inferior a US$ 30 bilhões.

    De acordo com o relatório, os produtores estão procurando reduzir os custos com antibióticos e optando por uma melhor gestão e por novas tecnologias. Isso se deve ao fato desses medicamentos serem taxados como um problema em alguns países, como a China por exemplo, onde a demanda de carne aumentou muito com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país nos últimos anos.

    Os antibióticos podem ser usados de três maneiras distintas nos animais, como promotores de crescimento, preventores de doenças ou para curar alguma enfermidade que já afeta o rebanho. Nesse cenário, os preventores de doenças foram proibidos em toda a União Europeia e a tendência, dizem os especialistas da Informa’s, é de que sejam vetados no mundo todo.

    Para Allan Bullion, diretor de relatórios especiais da Informa’s Agribusiness Intelligence, o uso generalizado desses medicamentos pode trazer uma série de problemas como a contaminação do ser humano e a resistência criada por organismos patogênicos perigosos. “O mercado de saúde animal crescerá impulsionado pela medicina animal, vacinas e alternativas de antibióticos, com estes desempenhando um papel menor”, explica.

    O estudo afirma ainda que em países em desenvolvimento como o Brasil o ritmo de crescimento é menor. Isso acontece porque o PIB dos emergentes não cresce na mesma proporção do que em países já desenvolvidos.

    Fonte: Agrolink

    Foto: Arquivo Cotrijuc

  • China deve diminuir compra de soja dos EUA e apostar no Brasil

    Os compradores chineses vêm reduzindo suas importações de soja norte-americana desde o início de 2018, mas a potência asiática vai se esforçar para suprir todas as suas necessidades negociando com outros países, aponta a Capital Economics em uma nota.

    O documento acrescenta que a queda nas compras chinesas de soja dos EUA pode ser por causa da perspectiva de tarifas comerciais, regulamentos mais rígidos sobre as importações dos EUA, “ou simplesmente o fato de o Brasil ter uma colheita abundante”.

    A Capital Economics observa, no entanto, que os preços da soja, assim como do algodão e dos grãos, enfraqueceram diante da perspectiva de tarifas comerciais.

    Fonte: Estadão Conteúdo

  • Pesquisadores debatem estratégias de manejo em congresso de nematologia

    No domingo, 24 de junho, em Bento Gonçalves iniciou o 35º Congresso Brasileiro de Nematologia, o evento se estende até sexta-feira, 29 de junho. Nesta edição o Congresso teve como tema principal “Nematologia: Problemas emergentes e estratégias de manejo”.

    Os nematoides são responsáveis por grandes danos em diversas culturas e prejuízos bilionários, os nematoides atacam as raízes das plantas, limitando sua capacidade de absorção de água e nutrientes. Além das oito mil espécies que já foram catalogadas, novos gêneros vêm sendo descobertos a cada ano, fato que deve ser olhado com certa atenção por todos profissionais envolvidos no setor produtivo. Estima-se que os nematoides parasitos de plantas consomem aproximadamente 10% da produção agrícola global, levando a perdas econômicas anuais avaliadas, cautelosamente, em mais de U$125 bilhões. No Brasil, as nematoses estão entre as fitossanidades mais importantes nos cultivos a campo ou em sistema protegido.

    A Bayer, patrocinadora do evento, esteve presente no congresso com o intuito de de reforçar a mensagem sobre a importância do tratamento de sementes para o controle do nematoide.

    “O nematoide é microscópico, está na terra e não pode ser obervado a olho nu. Maneiras de preveção vem sendo muito trabalhadas nos últimos, por conta dos prejuízos que geram ao produtor rural. A rotação de cultivos é uma forma de prevenção, mas só ela não resolve. Sabemos do tamanho do problema e que apenas 5% das áreas com a praga são tratadas com defensivos”, ressalta Mário Lussari, gerente do SeedGrowth™ Center, área de tratamento de sementes da empresa.

    A área de tratamento de sementes da Bayer, SeedGrowth™ Center , também marcou presença durante o evento com a equipe para debater assuntos relacionados ao segmento, já que é uma das mais importantes fases da agricultura. “O tatamento da semente é primordial para que se tenha uma lavoura saudável e produtiva”, afirma Lussari. As quatro competências: produtos, serviços, recobrimentos e equipamentos serão discutidos no estande da empresa juntamente com pesquisadores e agricultores.

    Lussari afirma ainda que a empresa oferecerá o tratamento de sementes ao produtor rural de maneira diferenciada a partir de agora, sendo um benefício ao agricultor. “Vamos abrir um leque de opções para que o produtor possa escolher entre resgatar o serviço de tratamento de sementes por meio do programa de pontos da Rede AgroServices, receber o material tratado do multiplicador ou mesmo pelo distribuidor – por esse último, poderá receber a semente tratada industrialmente ou ter o tratamento feito na própria fazenda.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Mercado já conhece últimas informações da disputa comercial e se ajusta antes do USDA

    Segue a cautela no mercado internacional da soja no pregão desta terça-feira (26). Por volta de 12h40 (horário de Brasília), as cotações trabalhavam com oscilações de 0,25 a 1,25 ponto, com algumas, inclusive, sem apresentar variação, com o mercado ainda não tentativa de se ajustar após a intensa baixa da sessão anterior. Assim, o julho/18 valia US$ 8,74 por bushel, enquanto o setembro tinha US$ 8,84.

    Mais cedo, os futuros da oleaginosa chegaram até mesmo a registrar alguns ganhos, na tentativa, como explica o analista de mercado Bryce Knorr, do portal internacional Farm Futures, de amenizar as últimas perdas e consolidar uma recuperação. O movimento, no entanto, teve vida curta.

    As preocupações com a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos ainda não se dissiparam, porém, o mercado e os traders buscam retomar seu fôlego para as novas informações que estão por vir. Além disso, essa é semana de novos boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e os traders procuram ainda estar bem posicionados antes da divulgação dos novos números.

    Ao mesmo tempo, o que também segue como um limitante para uma recuperação mais expressiva das cotações é a questão climática nos Estados Unidos. Quase todo o Meio-Oeste americano conta com boas condições e um desenvolvimento satisfatório das lavouras 2018/19.

    De acordo com o reporte de acompanhamento de safras trazido pelo USDA no fim da tarde de ontem, são 73% dos campos de soja em boas ou excelentes condições. Há ainda 95% das lavouras em fase de germinação e 12% em fase de florescimento.

    “O fim de semana aqui no Cinturão Agrícola americano trouxe chuvas amplamente dispersas e, em algumas localidades, com totais pluviométricos expressivos. No atual momento, os níveis de umidade do solo da região são adequados para proporcionar o bom desenvolvimento vegetal”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul.

    E para os próximos dias, as previsões continuam mostrando que as chuvas seguirão chegando em bons volumes e abrangência para manter, até este momento, a sanidade das lavouras norte-americanas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Expointer 2018 tem programação técnica definida

    A programação técnica da próxima Expointer já está definida, e as inscrições dos animais se encerram no dia 30 de julho. Estes foram os encaminhamentos da reunião realizada pela Comissão Permanente de Exposições e Feiras da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação nesta quinta-feira (14), no auditório do Parque de Exposições Assis Brasil.

    A programação de julgamentos, leilões e provas foi elaborada, e a data-limite de 30 de julho foi estipulada para que as associações encaminhem as inscrições dos animais à Secretaria. Os valores das inscrições, que ficam a cargo de cada associação, também foram definidos.

    Fonte: Agricultura RS

  • Governo reajusta preços mínimos das culturas de verão

    O Governo federal reajustou os preços mínimos para as culturas de verão, regionais e para sementes. O reajuste médio foi de 6,5% para as culturas de verão, com variação entre 1,09% e 26,96%. O arroz longo fino em casca (RS e SC) teve correção de 1,19%, algodão em caroço e em pluma, de 14,59%; feijão cores, de 3,06%; mandioca e derivados, entre 4,12% e 8,82%, leite, de 10,5%; soja, de 2,36%; milho, entre 7% e 11,04% e do café arábica, 2,46%.

    Os novos valores, válidos para a safra 2018/2019 e safras 2019, foram publicados por meio da portaria nº 935 no Diário Oficial da União desta quarta-feira (20).

    Os valores foram fixados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no último dia 25 de maio e fazem parte das medidas anunciadas no Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019, no dia 6 deste mês.

    A Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) é um seguro de preço ao produtor a custo zero e “torna-se uma ferramenta relevante na decisão de plantio. Exerce papel de destaque como mecanismo de garantia de parte da receita do produtor, sobretudo, em caso de crise de preços que comprometa a economia da atividade”, salienta o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wilson Vaz de Araújo. O preço mínimo é o valor de referência para operação dessa política.

    Os preços mínimos foram definidos, principalmente, com base nos custos variáveis de produção das lavouras, além de considerar outros indicadores de mercado. “Os valores da PGPM refletem os custos na produção agrícola, em um ambiente de baixa inflação”, complementa o secretário.

    Fonte: Agricultura RS

  • Sem fenômeno La Niña, inverno terá condições de normalidade própria da estação

    Com o enfraquecimento, desde abril, do fenômeno La Niña – caracterizado pela temperatura abaixo da média nas águas do Oceano Pacífico Equatorial -, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o inverno, que começa nesta quinta-feira (21), é de que prevalecerão no período condições de normalidade próprias da estação.

    De acordo com relatório do instituto, há indicativo de possível fenômeno El Niño (aquecimento das águas do oceano) a partir, somente do fim da primavera e início do verão, o que ainda precisa ser confirmado nas próximas previsões. Outra observação do Inmet é de que fatores, como a temperatura na superfície do oceano Atlântico Tropical e na área oceânica próxima à costa do Uruguai e da Região Sul, poderão influenciar o regime de chuvas no Brasil.

    Região Norte

    A previsão climática indica que a região deve permanecer com chuvas variando de normal a acima da climatologia, com exceção do centro amazonense e centro-sul do Pará, onde existe uma tendência de as chuvas ficarem de normal a abaixo da média. A previsão de temperatura indica que durante os próximos meses de julho a setembro as mesmas devem ficar de normal a acima da média.

    Região Nordeste

    A indicação para a região Nordeste é de predomínio de áreas com maior probabilidade de chuvas dentro da faixa normal ou ligeiramente abaixo durante esta estação, exceto sobre a costa leste, onde os meses de maio e junho correspondem aos mais chuvosos no ano.

    Região Centro-Oeste

    No inverno do centro-Oeste há alta probabilidade das chuvas ocorrerem de normal a ligeiramente abaixo do normal em grande parte da região, com temperaturas médias acima da normal climatológica, devido à permanência de massa de ar seco e quente, principalmente nos meses de agosto e setembro, favorecendo a ocorrência de queimadas e de incêndios florestais.

    Região Sul

    O prognóstico indica chuvas abaixo da média em grande parte da Região Sul, com exceção do extremo sul do Rio Grande do Sul, onde a tendência é de ocorrer precipitação ligeiramente acima do padrão. A maior frequência das frentes frias contribuirá para maiores variações nas temperaturas ao longo deste trimestre, porém as temperaturas médias devem permanecer de normal a acima da normal climatológica no Paraná, oeste de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Preços voltam a recuar na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira, mas ainda busca manter fôlego

    Os preços da soja voltaram a recuar na Bolsa de Chicago na sessão desta quarta-feira (20), deixando para trás a estabilidade e os leves ganhos registrados mais cedo. Por volta de 13h10 (horário de Brasília), os futuros da commodity perdiam entre 7,50 e 8 pontos, com o julho/18 sendo cotado a US$ 8,81 por bushel.

    A volatilidade, porém, continua, uma vez que o mercado segue bastante especulativo e à espera de algumas informações que possam definir melhor o andamento das cotações a partir dos últimos ocorridos, principalmente o anúncio do presidente americano de aumentar a tarifação dos EUA sobre os produtos da China e a retaliação dos chineses na soja, entre outros produtos.

    Na sessão anterior, a soja chegou a registrar suas mínimas em quase 10 anos e agora busca recuperar parte dessas baixas, que chegaram a 50 pontos ao longo do dia de ontem.

    “O mercado dos grãos está tomando fôlego depois da volatilidade extrema pela qual passou nas últimas duas sessões. Faz três semanas que foram observadas máximas no contrato dezembro do milho e julho da soja”, explicam os analistas da consultoria internacional Allendale, inc.

    As baixas são reflexo ainda das boas condições de clima nos Estados Unidos, o que tem permitido um desenvolvimento bastante satisfatório das lavouras. Além disso, o mercado se atenta também ao novo reporte de área que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que chega no próximo dia 29.

    “Quando observamos o gráfico da soja-julho, é claro a presença da tendência de queda desde o início de tais embates entre chineses e americanos. Alguns indicadores técnicos das cotações sugerem a reversão desta direção dos preços, no entanto, a ARC lembra que nenhum fundamento ou ponto técnico do mercado tem sido levado em consideração. No atual momento, a Guerra Comercial é o único sinalizador especulativo dos preços”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Valor da Produção Agropecuária deve ser de R$ 552 bi em 2018

    O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2018 está estimado em R$ 552 bilhões, 2,3% abaixo do montante de 2017. As lavouras participam com R$ 377 bilhões e a pecuária, com R$ 174,9 bilhões. As lavouras tiveram queda de 0,5% e, a pecuária, de 6 %. O valor da pecuária (31,7% do VBP) é o menor dos últimos seis anos, e as lavouras (68,3% do VBP) apresentam o segundo maior valor desde 1989.

    Entre vinte produtos das lavouras, os que apresentam os maiores aumentos do valor da produção em relação ao ano passado são: algodão (32,3%); cacau (27,6%); café (9,1%); e soja (8,9%), Nesse grupo, o algodão é um destaque pelo aumento de produção e também pelos preços recebidos pelos produtores. O café tem desempenho determinado especialmente pelo aumento de 24,2% (café arábica) na safra deste ano.

    Os maiores decréscimos do valor da produção vêm ocorrendo no arroz (-21,1%); feijão (-26,3%); laranja (-20,8%); e uva (-31,3%). Para o feijão, arroz e laranja, as quedas de preços são a principal causa do decréscimo no faturamento neste ano, observa José Garcia Gasques, Coordenador Geral de Estudos e Análises do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

    Todas as atividades que fazem parte da pecuária apresentam valor menor que em 2017. Suínos e aves apresentam as maiores quedas, de 13% e 11,3%, respectivamente.

    Fonte: Mapa | Portal DBO

  • Soja perde mais de 20 pts em Chicago e bate nas mínimas em dois anos com novas tarifações de Trump

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago estão derretendo nesta manhã de terça-feira (19). Por volta de 7h45 (horário de Brasília), as cotações perdiam mais de 20 pontos e junto o patamar dos US$ 9,00 por bushel. A despencada dos preços é reflexo de mais um movimento do presidente americano Donald Trump de ameaçar a China com a possibilidade de novas tarifas sobre cerca de US$ 200 bilhões. O total tarifado poderia chegar, portanto, a US$ 400 bilhões.

     

    Dessa forma, a commodity já registrava suas mínimas em dois anos na CBOT, com o julho/18 sendo negociado a US$ 8,86 e o agosto/18 valendo US$ 8,93 por bushel.

    A possibilidade de uma redução expressiva da demanda da China pela soja dos EUA pesa severamente sobre as cotações já há alguns meses e o cenário, segundo explicam analistas internacionais, pode se agravar com as novas ações anunciadas por Trump. A tarifação chinesa sobre a oleaginosa norte-americana deve começar em 6 de julho, de acordo com informações da Reuters internacional.

    “Após os anúncios de implementações tarifárias dos Estados Unidos e da China, o Mercado retirou grande parte das posições abertas no lado da compra, aqui na CBOT. O risco tem sido evitado, agora a especulação es- pera por novos diálogos que devem ser abertos entre as nações envolvidas nesta Guerra Comercial. Assim como a AgResource (ARC) vem alertando desde o início desta saga, definir uma tendência para os preços com a in- tervenção política imprevisível de qualquer país, é uma tarefa impossível”, dizem os analistas da consultoria internacional.

    Além da pressão da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, os preços da soja na Bolsa de Chicago sentem ainda a pressão do bom desenvolvimento da nova safra norte-americana e da falta de uma ameaça climática sobre as lavouras até esse ponto.

    De acordo com o reporte semanal de acompanhamento de safras trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem, são 97% do plantio da soja já concluídos, contra 93% da semana anterior, 95% de 2017% e acima ainda dos 91% da média dos últimos cinco anos.

    73% das lavouras se mostram em boas ou excelentes condições – índice dentro das expectativas do mercado, 22% em situação regular e 5% entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, esses números vieram em 74%, 22% e 4%, respectivamente.

    Fonte: Notícias Agrícolas