Luziana de Avila Machado

Luziana de Avila Machado has created 180 entries

  • Plano Safra: Governo autoriza pagamento de equalização de taxas de juros

    Total de recursos equalizáveis disponibilizados para a atual safra soma R$ 115,8 bilhões

    O Ministério da Economia publicou na última terça-feira (19) a Portaria Nº 6.454, que autoriza o pagamento de equalização de taxas de juros em financiamentos rurais, no âmbito do Plano Safra 2022/2023. O total de recursos equalizáveis disponibilizados para a atual safra soma R$ 115,8 bilhões.

    A Portaria permitirá que as instituições financeiras iniciem, de imediato, o atendimento da demanda dos produtores rurais por esses recursos, direcionados principalmente para investimentos, no âmbito dos programas de investimento, como por exemplo o Programa para a Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária (Programa ABC+), o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) e o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), além do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), dentre outros.

    A Secretaria do Tesouro Nacional poderá, quando solicitado pelo Mapa, remanejar os limites equalizáveis entre as diferentes categorias de financiamento de que trata a Portaria.

    Confira a lista das instituições financeiras contempladas:

    Banco do Brasil;
    Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. – Banrisul;
    Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais – BDMG;
    Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES;
    Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE;
    Caixa Econômica Federal – Caixa;
    Credialiança Cooperativa de Crédito Rural – Credialiança;
    Credicoamo Crédito Rural Cooperativo – Credicoamo;
    Confederação Nacional das Cooperativas Centrais de Crédito e Economia – Cresol Confederação;
    Banco Cooperativo Sicoob S.A. – Sicoob; e
    Banco Cooperativo Sicredi S.A. – Sicredi.

    O Plano Safra 2022/2023 terá R$ 340,88 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional até junho do próximo ano. Desse total, R$ 246,28 bilhões serão destinados ao custeio e comercialização. Outros R$ 94,6 bilhões serão para investimentos.

    Os recursos com juros controlados somam R$ 195,7 bilhões e com juros livres R$ 145,18 bilhões. O montante de recursos equalizados cresceu 31%, chegando a R$ 115,8 bilhões na atual safra.

    Os dados foram divulgados pelo Mapa.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Oferta de leite nacional pode cair no fim do ano, diz Embrapa

    Para o segundo semestre a expectativa é que os preços do leite encontrem um ponto de equilíbrio para cada elo da cadeia

    produção brasileira de leite pode ser a menor em 10 anos, segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, o pesquisador Paulo Martins.

    “Nos últimos dois anos, os custos de produção subiram 62%. Teve muito produtor que vendeu sua vaca. Quando ele vende para o vizinho, que continua produzindo leite, não tem problema. Mas neste caso, muita vaca foi para o açougue. Nós vamos ter uma redução na produção significativa de leite no fim do ano, na comparação com o fim do ano passado. Talvez a gente involua cinco, dez anos em relação ao que a gente vinha tendo de oferta de leite nacional”, diz.

    Preço pago ao produtor

    preço pago ao produtor registrou novo aumento em junho, devido a escassez no mercado. O preço médio nacional foi de R$ 2,68 por litro.

    De acordo com informações da Embrapa, houve importante melhora na relação de troca, tanto pela alta do leite quanto pela queda do preço do milho. Foram necessários 39,4 litros para aquisição de 60 kg de mistura, contra 48,6 litros observados em junho/21.

    No varejo, o preço da cesta de lácteos apresentou aumento mensal de 5,7%. Todos os itens pesquisados apresentaram elevação de preço, com destaque para o leite condensado e o leite UHT.

    Em 12 meses, os lácteos tiveram incremento de 25,4%, ficando acima da inflação oficial brasileira, o IPCA, que acumulou 11,9% em 12 meses.

    “Realmente, os preços melhoraram bastante nos últimos meses, especialmente com a redução dos custos de grãos e do combustível.

    Tendência

    Para o segundo semestre a expectativa é que os preços encontrem um ponto de equilíbrio para cada elo da cadeia.

    Neste mês de julho os preços de trigo, soja e milho estão com tendência de queda de preços na bolsa de Chicago e os combustíveis caíram de preço no mercado interno. Isso deverá reduzir a pressão sobre os custos de produção.

    O preço ao produtor deverá recuar, como sempre ocorre no segundo semestre.

    Neste momento, há produtores recebendo o equivalente a US$ 0,80 por litro produzido.

    A tendência é de alguma aceleração das importações devido à competitividade atual do produto importado. A criação de novos empregos e a injeção de cerca de R$ 42 bilhões na economia, dinheiro novo aprovado no Congresso, deverão estimular o consumo de lácteos.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Cigarrinha: ‘Temos que conscientizar o produtor sobre manejo adequado e consistente’

    Especialista na cultura do cereal fala sobre a importância da adoção de estratégias corretas para conter o aumento da presença do inseto nas lavouras

    Engenheiro agrônomo e especialista na cultura do milho da Bayer, Paulo Roberto Garollo conta que viu uma cigarrinha do milho pela primeira vez em 1995. Foi em uma plantação no interior de Goiás, estado onde vive até hoje. Como se especializou na cultura do cereal, o estudo sobre a cigarrinha se tornou obrigatório.

    Cigarrinha é vetor para enfezamento do milho

    O inseto é conhecido e temido por ser vetor de agentes que provocam o enfezamento do milho. Folhas pálidas ou avermelhadas são os principais sintomas e, entre as consequências, a redução no porte das plantas e a deficiência na formação da espiga e dos grãos.

    Todavia, de alguns anos para cá, o aumento da população da cigarrinha em si, mesmo que não esteja infectada com os agentes causadores do enfezamento, tem causado preocupação e prejuízos.

    “Provavelmente você deve ter visto folhas pretas, porque ela se alimenta entre as últimas folhas do terço superior e, principalmente, no terço médio que é onde ela concentra a oviposição. Aí eu tenho a produção ‘melada’, que vem do excesso de açúcar que a cigarrinha excreta, caindo nas folhas. E ele se torna fonte de alimento de um fungo, se expandindo em forma de colônia, tomando conta da folha. É assim que se forma a fumagina na folha e na própria palha”, conta o especialista.

    Temperatura ideal para desenvolvimento da praga

    Garollo comenta que, principalmente no Brasil central, a temperatura entre 27 ºC e 30 ºC contribui significativamente para o desenvolvimento da cigarrinha. A faixa é ideal para todas as fases da vida do inseto. Com o aumento da área de lavoura de milho, o crescimento da população é exponencial.

    Entre os produtores, existe uma grande preocupação com relação à eficiência dos produtos utilizados no combate à cigarrinha. Mas, para o especialista, mais importante do que o produto é a estratégia adotada.

    “Qual o produto que eu tenho que usar e para qual momento? Qual seria o melhor produto? Todos os produtos que estão lá, para serem registrados, passaram por pesquisas que comprovam pelo menos 80% de eficiência. E os melhores produtos dificilmente chegarão a 90% no campo. Essa diferença é muito pouca significativa. Então o que devemos fazer? Melhorar a estratégia: qual ‘arma’ eu uso para este momento e qual eu uso para aquele momento? Isso fará toda a diferença”, afirma.

    Campanha de manejo eficiente

    Garollo ainda sugere que seja lançada uma campanha “para o agricultor fazer de forma correta o manejo da cigarrinha”. Ele argumenta que o agricultor que não faz o controle corretamente, não acredita ou não está sendo bem orientado, acaba sendo um “doador” para aquele que faz.

    “Toda hora está chegando inseto de algum lugar. Desse modo, a sensação de quem está fazendo corretamente é que não há controle algum, que nada mata a cigarrinha. O primeiro passo, então, é que nós teríamos que conscientizar todos os agricultores nas regiões onde ocorre a pressão da praga, para que todos fizessem de maneira mais adequada e consistente o manejo da cigarrinha”, conclui.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Proprietário rural pode emitir Certificado de Cadastro de Imóvel

    O documento comprova a inscrição das propriedades e posses rurais no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR)

    Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) referente ao exercício de 2022 já pode ser consultado e emitido.

    O documento comprova a inscrição das propriedades e posses rurais no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) – base de dados federal, gerenciada pelo Incra, com informações das áreas públicas e privadas.

    Para obter o CCIR, o interessado deve acessar o banner indicativo no site do Incra ou diretamente no endereço https://sncr.serpro.gov.br/ccir/emissao. Também pode baixar o aplicativo “SNCR Mobile” para uso em dispositivos móveis, como tablets e celulares.

    Quem não tem acesso à internet conta com o serviço nas Salas da Cidadania das superintendências regionais e unidades avançadas do Incra ou em uma Unidade Municipal de Cadastramento (UMC), instalada em parceria com as prefeituras.

    É necessário pagar a Taxa de Serviço Cadastral, por meio de Guia de Recolhimento da União (GRU), emitida com o certificado. O valor depende do tamanho da área e deve ser quitado até 16 de agosto, sem cobrança de juros e correção, exclusivamente na rede de atendimento do Banco do Brasil.

    Caso a quitação não ocorra até a data limite, haverá cobrança de multa e juros. Débitos da taxa de anos anteriores serão cobradas no atual certificado. Em caso de impressão de segunda via do documento já quitado, não será preciso pagar novamente a taxa.

    Importância

    O CCIR constitui prova do cadastro do imóvel rural no SNCR. É indispensável para desmembrar, arrendar, hipotecar, vender ou prometer em venda o imóvel rural e para homologação de partilha amigável ou judicial (sucessão causa mortis) de acordo com os parágrafos 1º e 2º do artigo 22 da Lei nº 4.947, de 6 de abril de 1966.

    Sem a apresentação do certificado, os proprietários, titulares do domínio útil ou possuidores a qualquer título de imóvel rural não poderão, sob pena de nulidade, realizar qualquer tipo de alteração na titularidade, dimensão da área, localização, tipo de exploração realizada e classificação fundiária.

    O CCIR também é obrigatório para o produtor solicitar crédito agrícola em bancos e instituições financeiras.

    As informações constantes do documento são exclusivamente cadastrais e, nos termos do parágrafo único do artigo 3º da Lei nº 5.868, de 12 de dezembro de 1972, “não fazem prova de propriedade ou de direitos a ela relativos”.

    Informações

    Dúvidas sobre o CCIR podem ser esclarecidas junto ao Incra e às Unidades Municipais de Cadastramento (UMC).

    O instituto disponibilizou, este ano, um canal de comunicação via mensagens instantâneas para orientar o titular de imóvel rural cadastrado sobre o CCIR (emissão, pagamento, atualização e outras questões).

    O atendimento é via WhatsApp, por meio de assistente virtual. É necessário salvar no celular o telefone (61) 3411-7001 para iniciar a conversa via aplicativo de mensagem. Neste primeiro momento, todas as operações no WhatsApp são informativas.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Estudo considera soja brasileira como exemplo no uso de biofertilizantes

    Para pesquisadores, outras culturas poderiam seguir técnicas de manejo utilizadas na oleaginosa para reduzir impactos ambientais e aumentar a produtividade

    Os biofertilizantes são aplicados em cerca de 80% da área plantada com soja no Brasil. Essa técnica de manejo, com a substituição do adubo químico, reduz impactos ambientais e econômicos, ao que os cientistas chamam de microbioma.

    A estratégia consiste no efeito conjunto de fungos, bactérias e outros microrganismos em prover os nutrientes necessários às plantas, garantindo maior produtividade nas lavouras.

    Reconhecimento

    O sucesso desse tipo de técnica foi destacado em artigo publicado na revista Frontiers in Microbiology sobre o impacto da pesquisa em microbioma nos diferentes setores da economia, como a agricultura, em produtos fermentados e na saúde humana.

    A iniciativa faz parte do MicrobiomeSupport, programa patrocinado pelo Horizon 2020 da União Europeia que envolve pesquisadores e empresas de 28 países, entre eles o Genomics for Climate Change Research Center (GCCRC), um dos Centros de Pesquisa em Engenharia (CPE) apoiados pela Fapesp em parceria com a Embrapa.

    “O Brasil é um dos poucos países do mundo a obter sucesso na utilização de biofertilizantes na soja. O país é o maior produtor e exportador da commodity e, atualmente, 80% da área plantada de soja utiliza microrganismos para fixar o nitrogênio. Isso tem um impacto ambiental positivo muito grande”, afirma Rafael de Souza, pesquisador associado do GCCRC e um dos autores do artigo.

    Segundo ele, estima-se que 430 milhões de toneladas de CO2 equivalente não sejam lançados na atmosfera por conta do uso das bactérias fixadoras de nitrogênio. “Há ainda a proteção de mananciais, pois o nitrogênio químico tende a contaminar os rios”, completa.

    Impactos econômicos

    Na parte econômica, o impacto do uso de microrganismos do solo também é grande. “A guerra na Ucrânia mostrou a forte dependência que temos pela importação de fertilizantes químicos”.

    “O Brasil importa aproximadamente 77% do fertilizante nitrogenado utilizado nas culturas agrícolas. A soja é a única exceção. Ela não depende dessa importação justamente por conta dos fixadores biológicos de nitrogênio, o que gera uma economia de aproximadamente US$ 10 bilhões em fertilizante nitrogenado” afirma o pesquisador.

    De acordo com o consultor da Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII) e coautor do estudo, Solon Cordeiro de Araujo, os biofertilizantes trazem uma economia enorme para o agricultor. Isso porque, enquanto o fertilizante químico custa em torno de R$ 1.000,00 por hectare, o inoculante (produto que leva o microrganismo) custa menos de R$ 50,00 por hectare.

    “O trabalho realizado no caso da soja foi selecionar determinadas bactérias, isolá-las e aplicá-las na lavoura, de modo a incrementar a quantidade desses microrganismos benéficos no solo. Com isso, as bactérias substituem o fertilizante nitrogenado. Portanto, em vez de fornecer via produto sintético [químico], os agricultores utilizam o biofertilizante, denominado inoculante, que aproveita o nitrogênio do ar e fornece o nutriente diretamente para a planta”, explica Araujo.

    Expansão dos biofertilizantes

    O impacto é particularmente importante, considerando que o Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo, com mais de 40 milhões de hectares plantados.

    Ao destacar os resultados econômicos e ambientais gerados a partir da pesquisa em microbioma no Brasil, os autores do artigo também pretendem estimular que outras culturas agrícolas do país adotem o uso dos biofertilizantes, assim como também mais pesquisa seja realizada para a substituição de outros adubos químicos por microrganismos.

    Isso porque a planta necessita principalmente de três linhas de adubo para se desenvolver: o nitrogênio, o fósforo e o potássio. No caso da soja, apenas o nitrogênio é fornecido como biofertilizante, os outros dois nutrientes são utilizados na forma de adubo químico. Nas outras culturas, como milho, feijão e arroz, por exemplo, geralmente utiliza-se adubação química para os três nutrientes.

    Atuação tripla

    Os biofertilizantes de nitrogênio vêm sendo desenvolvidos no Brasil desde que se introduziu a soja, ainda na década de 1960. “O Brasil optou por essa linha, de desenvolver e aperfeiçoar a bactéria e os produtos à base de bactéria, para que pudesse substituir o nitrogênio químico”, diz Araujo.

    De acordo com o artigo, foi o trabalho conjunto de três setores que permitiu a substituição do nitrogênio químico pelo microbioma nas lavouras de soja. “Isso é resultado do trabalho de três setores. Primeiro, a pesquisa, com a academia, a Embrapa e as universidades, trouxe a tecnologia necessária para o país; o regulatório, ou seja, o legislativo permitiu a regulamentação desses produtos; e também a indústria, na adoção e comercialização”, diz Souza.

    A pesquisa com microrganismos está presente desde a implantação da soja no país. No entanto, houve um maior crescimento no número de artigos e produtos nos últimos dez anos em decorrência das ferramentas de sequenciamento genético mais acessíveis.

    “O caso da soja brasileira é importante também para abrir portas para que outros produtos ganhem mercado e outras culturas agrícolas passem a utilizar biofertilizantes”, diz Souza.

    Modelo para outras culturas

    A expectativa é o crescimento do desenvolvimento de tecnologias baseadas em microbioma no país. Além dos avanços na pesquisa, que permitem selecionar melhor os microrganismos e produzir inoculantes mais potentes, os pesquisadores destacam outra série de fatores que devem contribuir para seu uso em diferentes culturas.

    “Fala-se em tempestade perfeita para o impulsionamento do uso de biofertilizantes no Brasil. Hoje temos uma variedade grande de startups e centros de pesquisa interessados em desenvolver novos produtos em microbioma para diferentes culturas agrícolas”, considera Souza.

    Para ele, os números de economia e proteção ambiental são consideráveis. “Fora isso, ficou clara a necessidade de maior autonomia frente aos fertilizantes químicos, pois eles são, em sua maioria, importados. Com isso, o caso da soja brasileira pode ser um impulsionador para que se avance ainda mais no uso de biofertilizantes no país”, afirma.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Colheita no Brasil pressiona cotações do milho

    Os preços do milho iniciaram a semana passada em alta, mas voltaram a recuar no encerramento do período

    Os preços do milho iniciaram a semana passada em alta, mas voltaram a recuar no encerramento do período. Segundo pesquisadores do Cepea, no começo da semana, as cotações foram sustentadas pela alta nos valores externos, que, por sua vez, subiram diante de preocupações com o clima quente e seco nos Estados Unidos, que poderia atrapalhar o desenvolvimento das lavouras.

    Conforme dados do boletim informativo do Cepea, já a divulgação de dados de oferta e demanda do Estados Unidos voltou a pressionar as cotações internacionais e, consequentemente, brasileiras. E as quedas internas acabaram sendo acentuadas pelo bom ritmo da colheita de segunda safra, que fez com que produtores estivessem mais flexíveis nas negociações, especialmente os do Centro-Oeste, onde as atividades estão mais intensas.

    Do lado dos consumidores, muitos se mostram abastecidos ou no aguardo de recebimento de lotes adquiridos antecipadamente. Diante disso, as negociações seguem limitadas no spot.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • Linhas de crédito do Plano Safra 22/23 estarão disponíveis nesta semana, diz Mapa

    O crédito suplementar de R$ 1,2 bilhão para equalização de juros, de financiamento do Plano Safra 22/23, continua inacessível aos produtores

    crédito suplementar de R$ 1,2 bilhão para equalização de juros, de financiamento do Plano Safra 22/23, continua inacessível aos produtores.

    A situação preocupa, principalmente, os pequenos agricultores. No Rio Grande do Sul, o atraso pode comprometer o plantio do milho.

    Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag), Joel Carlos, o Rio Grande do Sul foi castigado pela seca na safra passada e o atraso dos recursos neste ano pode comprometer os investimentos dos produtores, especialmente em projetos de irrigação.

    “Se demorar muito para o recurso chegar, para esta safra, de repente vai ficar comprometido esse recurso para irrigação ou ainda projeto de uma máquina, de um equipamento que precisa para usar na safra. Então isso impacta. Nós esperamos que assim como os deputados votaram rápido e o próprio presidente também sancionou rapidamente, que o Banco Central e o Ministério da Economia possam emitir a resolução no máximo até amanhã”, diz.

    Em nota, o Ministério da Agricultura (Mapa) afirma que a expectativa é que ainda nesta semana todas essas linhas e programas já estejam operacionalizáveis.

    O Mapa também ressaltou que para operar as linhas e programas equalizáveis, os bancos aguardam uma portaria de equalização do Ministério da Economia.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Levantamento aponta mudança no perfil das propriedades leiteiras do país

    O momento é de alerta para o produtor, avalia pesquisador do Cepea

    O perfil produtivo das propriedades leiteiras no Brasil mudou nos últimos dois anos, com destaque para a migração do semiconfinamento para sistemas em que há confinamento total das vacas. É o que aponta um levantamento do Projeto Campo futuro, feito a partir da parceria do entre o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    Pesquisador da área de custos de leite do Cepea, Caio Augusto Monteiro deu detalhes do levantamento ao ser entrevistado pelo Canal Rural. Ao vivo, ele falou sobre o trabalho relacionado à produção de leite no país durante a edição desta segunda-feira (18) do ‘Mercado & Companhia’. O telejornal é apresentado por Pryscilla Paiva.

    Mudanças nas propriedades leiteiras

    Leia, abaixo, os principais pontos da entrevista com Caio Augusto Monteiro, pesquisador do Cepea.

    1 — O que os dados desse levantamento mostram em relação ao ganho de competitividade da atividade leiteira? Considerando que os últimos dois anos foram de alta expressiva dos custos de produção.

    A gente observa uma migração desse sistema, buscando o aumento de produtividade. Observamos essa mudança no perfil produtivo principalmente nas regiões que já existiam um bom nível produtivo. Regiões que já vinham investindo em tecnologia ao longo dos anos e que optaram por essa intensificação total na mudança do sistema [de produção de leite].

    2 — Sabemos que a migração do sistema de produção é um movimento natural, mas qual é o impacto do custo do ponto de vista do investimento do produtor?

    Os produtores que optam por essa migração têm que estar cientes de que haverá aumento de demanda de capital, sobretudo para a produção, que é mais intensiva. E também terá o investimento que precisará ser feito pelo produtor em relação às infraestruturas, como os galpões onde os animais são alojados, por exemplo.

    3 — Na sua avaliação, quais são os principais desafios de trocar o semiconfinamento pelo confinamento total?

    A intensificação desse sistema demanda maiores habilidades gerenciais dos produtores e das equipes que trabalham com eles. E falando especificamente do composto, que foi a opção que a gente observou que foi feita pelo produtor: o manejo desse novo ambiente onde as vacas estão instaladas. Existe a adição dessa cama de compostagem, e isso requer uma curva de aprendizagem para se conseguir obter os resultados necessários para ter essa cama estável e compatível com um sistema equilibrado.

    4 — Neste sentido, quais são as metas que garantem o sucesso na atividade?

    Principalmente, as metas relativas à gestão. E aí, a gente fala de um “olhar 360” dentro dessa propriedade. Desde a parte de reprodução à parte de alimentação, ambiência e o período de transição [do sistema de produção de leite]. Com a realização desse investimento, também falamos do planejamento financeiro. Todos esses itens demandam metas claras e que almejam ganho de produtividade.

    5 — Temos visto um certo alívio nos custos de produção. Essa é uma tendência que deve se manter nos próximos meses?

    O que a gente tem observado é uma redução de alguns preços relativos à alimentação. As cotações do milho caíram um pouco, os fertilizantes nitrogenados também começaram a ceder em algumas regiões, com a queda do petróleo. O cenário, provavelmente, deve se manter com um alto custo de produção durante o ano de 2022, mas com alguns sinais de arrefecimento. O momento é, ainda, de alerta. O produtor precisa continuar tocando tudo na ponta do lápis para não ter nenhuma surpresa.

    Fonte: https://www.canalrural.com.br/

  • Quais são as perspectivas da soja?

    A safra 2021/22 foi marcada por estoques apertados no Brasil e no mundo devido à quebra de safra na América do Sul

    A safra 2021/22 foi marcada por estoques apertados no Brasil e no mundo devido à quebra de safra na América do Sul como resultado dos efeitos do fenômeno La Niña e ao conflito entre Rússia e Ucrânia. Na média do Brasil, de acordo com a Conab, a produtividade ficou em 50,5 scs/ha, redução de 14,1% em relação à safra anterior, o que frustrou as expectativas resultando em uma produção total de 124 milhões de t, 10,2% inferior à da safra passada mesmo com aumento de 4,4% na área plantada.

    O produtor brasileiro foi beneficiado novamente pelo aumento das cotações da oleaginosa em relação à temporada passada. A média do valor da saca de soja entre fevereiro e maio desse ano na CBOT, por exemplo, foi 14% superior à do mesmo período do ano passado. E, em Sorriso foi de 8,8% a mais quando comparado à safra anterior. Ainda que nem todos os produtores tenham conseguido aproveitar essas elevações das cotações por terem realizado fixações de parte da safra antecipadamente, os preços médios obtidos ainda foram superiores aos realizados na safra passada e propiciaram margens bastante atrativas.

    Olhando para a safra 2022/23, a nossa perspectiva é que os preços seguirão em patamares elevados historicamente, mas algum arrefecimento é esperado diante da expectativa de aumento da produção em importantes países produtores e exportadores. De acordo com o USDA, a produção de soja no mundo deverá aumentar 11% somando 391 milhões de toneladas. Além de considerar um crescimento de 2% na produção dos Estados Unidos, tal cenário pondera que a safra na América do Sul deverá alcançar 208 milhões de toneladas, aumento de 20% sobre a safra passada. Ainda assim, a relação estoque/uso deverá oscilar ao redor de 26%, nível abaixo das safras anteriores embora superior ao da 2021/22.

    É importante destacar que a consolidação dessa produção estimada pelo USDA está sujeita a revisões, uma vez que ainda estamos no meio do período de desenvolvimento da lavoura nos Estados Unidos e a safra na América do Sul terá seu plantio iniciado apenas no final do terceiro trimestre do ano.

    No tocante à produção no Brasil, espera-se que os números voltem a patamares superiores aos da safra 2020/21, alcançando o volume recorde 149 milhões de t. Nosso cenário supõe um crescimento de 2% da área plantada e níveis de produtividade próximos aos observados em 2020/21 . A despeito de ainda haver riscos quanto à disponibilidade plena de fertilizantes e os altos preços do insumo podendo levar a uma redução de seu uso, assumimos que a combinação entre os bons níveis de estoques de fertilizantes no solo e aplicações mínimas possibilitarão bons níveis de produtividade no Brasil caso não ocorram grandes choques climáticos.

    No tocante à demanda, a nossa expectativa é que ela siga firme na esteira do aumento da produção de ração no mundo e da onda de esverdeamento da matriz energética, o que puxará o consumo de óleos vegetais para a produção de biocombustíveis. Nos Estados Unidos, por exemplo, a EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) já aumentou a obrigação da utilização de biodiesel no país. Além disso, a produção de diesel verde1 deverá se acelerar ainda mais em solo americano com os investimentos recentes em aumento de capacidade.

    É válido ressaltar também que embora seja esperado um incremento da produção de óleos vegetais no mundo, a relação entre oferta e demanda quando olhada de maneira agregada deverá seguir justa. No Brasil, o consumo também deverá crescer puxado pelo aumento da produção de ração e pela busca de óleos vegetais, seja para as exportações ou a reboque de uma possível recomposição da mistura do biodiesel no diesel no mercado local, caso ocorra.

    Ainda assim, e considerando que as exportações poderão alcançar 88 milhões de t, as nossas primeiras projeções mostram que os estoques de passagem deverão voltar a aumentar, o que, consequentemente, poderá limitar o valor dos prêmios nos portos no Brasil.

    Produtores – margens boas, mas caindo em relação à safra anterior

    As nossas estimativas apontam para mais um ano de margens atrativas para o produtor na safra 2022/23, porém menores que as observadas na safra anterior. Por mais que esperemos um aumento de custos diante da elevação dos preços em dólares dos defensivos e fertilizantes, principalmente desse último, e aumento de despesas com diesel e mão de obra, os balanços apertados devem deixar pouco espaço para quedas abruptas das cotações garantindo uma boa rentabilidade.

    Apesar do cenário positivo, alguns cuidados devem ser tomados para garantir os bons níveis de margens. É importante, por exemplo, que o produtor esteja atento à melhora recente da relação de troca para adquirir os insumos.

    Embora o cenário de risco de disponibilidade de fertilizantes tenha se reduzido diante dos bons níveis de importação, ficar no final da fila de pedidos pode significar não ter o insumo disponível no momento corretocaso haja algum problema na interiorização de tais produtos. Não se pode deixar de mencionar também que os custos financeiros deverão subir substancialmente diante do aumento das taxas de juros no Brasil e no mundo, o que deverá implicar em maior comprometimento do resultado operacional com despesas financeiras.

    É válido destacar que o ambiente de negócios seguirá influenciado pelo grande nível de incertezas derivado dos desdobramentos da guerra no Leste Europeu e também dos eventos relacionados à Covid-19. Diante desse cenário, é de se esperar, por exemplo, que a volatilidade cambial seguirá elevada e que atrasos logísticos poderão ocorrer.

    Diante desse cenário, é imperativo que gestores monitorem bem seus riscos (mercado, operacional, financeiro etc.), com especial atenção ao descasamento cambial. É importante também preservar bons níveis de liquidez para fazer frente aos possíveis aumento do ciclo de caixa.

    As informações são do relatório da Consultoria Agro BBA.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/

  • MILHO: produtores devem ter mais um ano de boas margens

    Para o Brasil, os baixos estoques observados na safra 2020/21 devem voltar a aumentar com a previsão de uma produção recorde na safra 2021/22 em 115 milhões de toneladas

    Ao longo do 1º semestre de 2022 a média do valor da saca de milho na CBOT foi 21% superior frente ao mesmo período do ano passado. A razão para essa elevação na CBOT vem do cenário de balanço de oferta e demanda global apertado que ganhou mais preocupações com a interrupção do fluxo comercial oriundo da região do Mar Negro derivado dos conflitos entre Ucrânia e Rússia, que juntos representam 18% da produção mundial de milho, sendo a Ucrânia o quarto maior produtor mundial. Adicionalmente, a região é importante produtora e exportadora de trigo, produto substituto ao milho na ração animal.

    No mercado interno, os preços se mantiveram firmes na média do 1º semestre de 2022 frente ao mesmo período no ano passado a despeito da chegada da 1ª safra, que teve seu total produzido afetado pela seca e altas temperaturas na Região Sul do Brasil, e do cenário de bom desenvolvimento da safrinha, que deverá totalizar 88 milhões de t de acordo com a Conab apesar de alguns cinturões de produção também terem enfrentado desafios para o desenvolvimento da lavoura. Olhando para a frente, a nossa perspectiva é que os preços do milho em Chicago se mantenham firmes também safra 2022/23 diante da perspectiva de uma relação entre oferta e demanda ainda em patamares apertados com a produção global sendo impactada pela redução de área de milho nos Estados Unidos e queda de produção na Ucrânia que, de acordo com USDA, deverá ter uma retração de 15%.

    Como consequência desse cenário, devemos observar uma diminuição no estoque de passagem global, que, nas estimativas do USDA, só não será maior pois o consumo mundial também deverá cair. Assim, a relação “estoque/uso” deverá seguir próxima dos 26% como nas duas últimas safras. Além disso, caso tenhamos algum problema em um importante país produtor, a relação de oferta e demanda poderá voltar a ser deficitária e abrir espaço para um novo aumento das cotações.

    Especificamente para o balanço norte-americano, o USDA projeta uma redução da produção da ordem de 4%, em consequência da queda da área plantada com milho no país em detrimento, principalmente, do crescimento da superfície cultivada com soja no país. Com esse cenário, a relação entre o estoque e uso local tende a seguir abaixo da média dos últimos anos.

    Em relação à China, importante importador global do cereal, apesar de o USDA esperar uma leve redução da produção local, o órgão aponta que as importações do milho tenderão a reduzir quando comparado com a safra 2021/22, atingindo 18 milhões de t. Entretanto, recentemente os governos chinês e brasileiro avançaram no acordo do protocolo sanitário que deve pavimentar o caminho para que o milho nacional também seja destinado à esse importante mercado.

    Para o Brasil, os baixos estoques observados na safra 2020/21 devem voltar a aumentar com a previsão de uma produção recorde na safra 2021/22 em 115 milhões de t. Isso somado à um cenário de leve aumento de área a ser produzida com milho verão na safra 2022/23 e também de um crescimento de 5% no plantio de milho safrinha, que seria abaixo da média de 9% dos últimos 3 anos, deverá trazer um conforto maior em relação à disponibilidade local de tal sorte que conseguiríamos amortecer possíveis aumentos das exportações – ocupando espaços deixados pela Ucrânia, por exemplo – e ainda assim reduzir os níveis de prêmios sobre as paridades com as cotações internacionais.

    Em outras palavras, no nosso cenário, diferentemente do observado em 2021 e 2022 (até o momento de escrever essa publicação), as cotações deverão atravessar 2023 oscilando ao redor dos níveis de paridades de exportação, ou seja, em patamares levemente menores do que em 2022. Entretanto, fundamental para a determinação dos preços no Brasil será a taxa de câmbio, que, conforme nossas expectativas (ver capítulo Cenário Econômico) tende a seguir desvalorizado ao longo de 2023.

    Produtores – mais um ano de boas margens

    As nossas estimativas apontam para mais um ano de boas margens para a cultura do milho na safra 2022/23. De fato, embora esperemos algum arrefecimento, os preços do milho tendem a seguir em bons patamares e amortecer, mesmo que parcialmente, os impactos das altas dos custos de produção nas margens.

    Milho

    Ainda assim, como já comentado no capítulo de outras culturas, alguns cuidados devem ser tomados para garantir os bons níveis de rentabilidade. É válido chamar atenção, por exemplo, da recente melhora da relação de troca para adquirir os insumos, principalmente após as quedas dos preços dos nitrogenados para patamares próximos dos observados no período préguerra entre Ucrânia e Rússia. Embora o cenário de risco de disponibilidade de fertilizantes tenha se reduzido, ainda não se pode descartar a hipótese que possíveis desafios para a entrega de tais insumos poderão ocorrer, o que poderia afetar a disponibilidade de produtos para os que estiverem no final da fila.

    É válido destacar que o ambiente de negócios seguirá influenciado pelo grande nível de incertezas derivado dos desdobramentos da guerra e também dos eventos relacionados à Covid. Diante desse cenário, é de se esperar, por exemplo, que a volatilidade cambial seguirá elevada e que atrasos logísticos poderão ocorrer, como observado recentemente.

    Na China, houve perda de eficiência operacional nos portos do país a reboque da crise de Covid-19. Diante desse cenário, é imperativo que gestores gerenciem bem seus riscos (mercado, operacional, financeiro, etc), com especial atenção ao descasamento cambial. Adicionalmente, dados os maiores custos e gargalos logísticos esperados para o próximo ano, será importante.

    ao produtor preservar bons níveis de liquidez para fazer frente à possíveis aumentos do ciclo de caixa, seja para operar em um mercado antecipado para compra de insumos e/ou para alongamento do prazo de recebimento das agroindústrias.

    A análise é da Consultoria do Agro Itaú BBA.

    Fonte: https://www.agrolink.com.br/