Luziana de Avila Machado

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  • Pesquisa apresenta soja tolerante ao percevejo

    Os percevejos são insetos sugadores com enorme potencial de ocasionar prejuízos em várias culturas como soja, milho, trigo, entre outras. Embora estejam presentes desde o período vegetativo das culturas, é no período reprodutivo que ocorrem os maiores prejuízos e podem impactar também a armazenagem dos grãos. Um percevejo, por metro quadrado, acarreta uma redução de 49 a 120 kg de grãos. Essa variação depende da espécie de percevejo, do clima, fase da cultura, da cultivar e de sua produtividade.

    Uma tecnologia da Embrapa apresenta a soja tolerante ao inseto. Chamada de Block, a ferramenta confere maior tolerância aos percevejos, o que minimiza a ação destrutiva da praga. Ela não dispensa o uso de inseticidas, mas permite uma melhor convivência com os insetos no campo. A adoção de cultivares tolerantes agrega força ao Manejo Integrado de Pragas (MIP-Soja).

    O pesquisador da Embrapa Soja, Marcos Rafael Petek, explica que a tecnologia suporta o dobro dos ataques da praga sem reduzir a produtividade. “A resistência genética da própria soja foi selecionada por melhoramento e traz maior tranquilidade ao produtor, principalmente em épocas de descontrole do percevejo, como em períodos de muita chuva onde não é possível pulverizar. E o produtor não paga a mais pela tecnologia. Ela já está embutida nas cultivares”, destaca.

     A tecnologia está associada às diferentes plataformas de cultivares de soja da Embrapa: convencional, RR e IPRO, com quatro cultivares disponíveis no sistema, sendo duas lançadas no ano passado e duas neste ano. “No caso da BRS 1003IPRO também há tolerância às lagartas e ao glifosato e tem ampla adaptação pelas regiões. A BRS 543RR é importante para o refúgio e recomendação também para várias regiões. Ambas têm ciclo precoce e ajudam contra os percevejos”, explica o pesquisador.

    As novas cultivares da tecnologia Block que chegam ao mercado são as convencionais BRS 523 e BRS 539.  A primeira é uma cultivar precoce e validada também no sistema orgânico. Já a segunda também é precoce e além da tolerância ao percevejo também tem resistência a Ferrugem Asiática.

     

    Fonte: AgroLink

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  • MILHO: safra de verão não deve trazer conforto ao mercado

    O relatório mensal da consultoria Agro Itaú salienta que os preços do milho em Chicago seguirão sustentados no curto prazo diante da perspectiva de balanço apertado nos Estados Unidos e da consolidação de mais um ano de déficit no mercado mundial da commodity. Nesse contexto, ganha ainda mais relevância o tamanho final das safras brasileira e argentina.

    Em relação à safra na Argentina, embora suas condições tenham melhorado levemente ao longo de fevereiro, dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires indicam que no dia 25/2 o percentual da lavoura qualificada como boa ou excelente somava 30%, bem inferior aos 59% observado no mesmo período do ano passado. As condições são piores para as áreas plantadas mais cedo (“tempran os”). No Brasil, o ponto de atenção fica para o atraso no plantio do milho safrinha. Estimativas da StoneX indicam que até o dia 26/2 a área plantada com o grão na 2ª safra alcançou 38%, bem inferior à velocidade de 2020, quando o plantio já chegava a 68% da área pretendida. Isso sugere que parte relevante do milho será plantado fora da janela ideal, o que deverá trazer mais riscos ao desenvolvimento da cultura.

    Do lado da demanda, atenção também deverá ser dada à evolução das compras chinesas, que têm sido puxadas pela recuperação do rebanho suíno local. Se elas se acelerarem ainda mais, as cotações na CBOT poderão ganhar fôlego adicional. Os preços da commodity em Dalian no final de fevereiro foram 58% superiores ao mesmo período em 2020.

    No Brasil, o cenário também é de preços firmes nos próximos meses já que a chegada da safra de verão não deverá ser suficiente para trazer grande conforto ao mercado. Além disso, os preços altos em Chicago atrelados ao câmbio desvalorizado devem deixar a paridade com as cotações internacionais em patamares elevados.

    Fonte: Agrolink

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