Rosaura Bastos Bellinaso

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  • Tempo seco predomina nos próximos sete dias no RS

    Nos próximos sete dias, o tempo seco vai predominar na maior parte do Estado, de acordo com o Boletim Meteorológico Semanal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural.

    Na quinta (19) e sexta-feira (20), o tempo permanecerá seco, com temperaturas amenas na maioria das regiões – ainda poderão ocorrer chuvas fracas e isoladas sobre a faixa Norte . Entre o sábado (21) e o domingo (22), a presença de uma massa de ar seco e frio garantirá o predomínio do sol, com temperaturas mais baixas no período noturno e possibilidade de formação de geadas isoladas.

    Na segunda (23), o ar frio começará a perder intensidade; porém, ainda poderão ocorrer geadas isoladas no amanhecer, sobretudo entre o Planalto e a Serra do Nordeste. Na terça (24) e na quarta-feira (25), o tempo permanecerá firme, e o ingresso de ar quente e úmido favorecerá o aumento da nebulosidade e a elevação da temperatura.

    A chuva no período deverá se concentrar sobre a Metade Norte do RS e os valores previstos são inferiores a 5mm na maioria das localidades. Somente no Planalto e na Serra do Nordeste, os totais esperados deverão oscilar entre 10 e 20 mm em alguns municípios. No restante do Estado, não há previsão de volumes significativos.

  • Soja: Está tudo pronto para a safra 2019/20, só falta a chuva!

    Produtores do estado do Paraná, apesar de terem a liberação de plantio desde o último dia 11, ainda não iniciaram o plantio da soja na região. Segundo Marcelo Garrido, do Deral, os produtores estão apreensivos com as condições climáticas e seguem aguardando por chuvas para dar início à safra 19/20.

    Segundo os primeiros dados da safra 19/20, atualmente apenas 20 mil hectares já receberam o plantio, enquanto os números mostram que nas mesmas datas do ano passado, 490 mil/ha já estavam plantados. A estimativa de produtividade para esta safra no estado é de aproximadamente 3.500 kg por hectare.

    De acordo com Garrido, a situação atual é completamente diferente da safra 18/19, quando os produtores puderam antecipar a semeadura. “Esse ano o produtor está segurando o plantio pra esperar uma melhor umidade do solo, para não arriscar tanto.Tem produtor que planta no pó, mas não é o ideal”, explica.

    Para poder iniciar o plantio, é necessário que chova pelo menos 50 milímetros. “A gente tem algumas expectativas de precipitação para algumas regiões do estado no fim de semana e está todo mundo torcendo para que elas se concretizem”, afirma.

    Segundo o economista, além do plantio tardio, os produtores da região também estão com receio de que as condições climáticas também afetem o plantio do milho safrinha. “A situação pode frustrar os produtores que tinham a intenção de plantar bem cedo a soja pra plantar o milho na segunda safra e colher antes”, comenta.

    Produtores da região central do país também estão apreensivos com a falta de chuva na região. No estado do Mato Grosso, o vazio sanitário terminou no último dia 15, mas a grande parte dos produtores também aguardam mudanças nas condições climáticas para iniciar o plantio.

    Segundo Lucia Vivan, pesquisadora da Fundação MT, apenas os agricultores que têm pivô começaram a safra 19/20. “Quem tem pivô já está fazendo o plantio, na região de Primavera do Leste alguns já estão iniciando”, afirma. A região de Cafezal/MT, segundo a pesquisadora, teve uma precipitação hídrica maior e pode ter alguns agricultores iniciando o plantio. No entanto, a região do Sul do estado está mais há cem dias sem chuvas. De acordo com a pesquisadora, o plantio na região ainda está dentro do esperado. Mas que para o solo ficar apto para receber a soja, é necessário que chova entre 50 e 70 milímetros.

    A situação não é diferente no Mato Grosso do Sul, aonde o vazio sanitário também encerrou no dia 15 de setembro. Assim como nas demais localidades, o produtor da região já está com tudo pronto e sofre com o atraso das chuvas. “Por questões legais a região do Mato Grosso do Sul está apta a fazer semeadura da soja.

    O empecilho que a gente tem é o atraso da regularização das chuvas. Se a gente pegar as médias históricas o mês de setembro, sempre tem um volume de precipitação de pelo menos uns 100 milímetros e esse ano nós não tivemos ainda”, explica André Bezerra, da Fundação MS.

    Segundo o analista, alguns pontos do estado receberam algumas chuvas, mas como o volume foi muito abaixo do esperado, não dá para contabilizar como uma precipitação efetiva. Segundo André, as previsões indicam que apenas em meados de outubro a situação deve ser regularizada. A estimativa é de que o plantio seja feito entre os dias 10 e 15 de outubro. “Talvez tenha que readequar o planejamento do milho por conta desse atraso, talvez até diminuir a área desse milho, para ter um alto potencial”, afirma.

    Em questões de produtividade, é esperado que os números sejam mais potivos que a safra 18/19. “Se a gente tiver uma regularização ao longo da safra e uma distribuição normal da chuva, a gente espera que a produtividade da soja retome a patamares da safra 17/18, que o estado fechou média de 56 sacas”, afirma.

    Já no estado de Goiás o vazio sanitário ainda não terminou e os produtores já temem a falta de chuva na região. Segundo Leonardo Machado, analista técnico do IFAG (Instituto para Fortalecimento da Agropecuária de Goiás), são esperadas chuvas apenas na segunda quinzena do mês de outubro, enquanto que o vazio sanitário tem previsão de término no dia 30 de setembro.

    Apesar das previsões climáticas não serem as mais positivas, a expectativa é que o produtor consiga ter uma boa safra. “O objetivo é que quem pretende fazer o algodão consiga fazer uma boa semeadura da soja dentro dos prazos”, afirma.

    Quanto às produtividades, a estimativa é que o produtor não tenha grandes surpresas e consiga bater a média e ficar acima de 56 sacas por hectare. “Podemos ter um acréscimo de até 2% na região, mas a tecnologia pode ajudar até superar esse número”, afirma.

    Por: Virgínia Alves
  • Vem aí o Fórum Regional de Máxima Produtividade – CESB em Cruz Alta

    Para apresentar as melhores práticas e compartilhar informações adquiridas no Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, o CESB e a Revista Agrocampo, com o apoio da Sementes Aurora trazem para Cruz Alta o Fórum Regional de Máxima Produtividade.

    Dia 02 de outubro, Cruz Alta sediará esse grande evento regional no Clube Arranca. As inscrições vão até 30 de setembro, então clique aqui e garanta a sua presença, pois as vagas são limitadas.

    O valor da inscrição é a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis que serão doados ao Banco de Alimentos de Cruz Alta.

    O Fórum reúne produtores, técnicos e formadores de opinião da região, a fim de dividir conhecimentos e experiências tecnológicas entre os participantes.

    A programação conta com palestrantes renomados do agro como Mauricio De Bortoli – Campeão do CESB 2019, que vai abordar sobre o tema: “Utilizando o conhecimento como principal insumo agrícola”.

    Outro nome confirmado é João Pascoalino – coordenador técnico do CESB que vai falar sobre o case do Campeão Sul da categoria sequeiro. E por fim, Mônica Debortoli – diretora técnica sul do Instituto Phytus e pesquisadora em fitopatologia, com o tema: “Manejo de doenças na cultura da soja”.

    Participe e cultive o conhecimento com os maiores nomes da produtividade de soja do país.

    Conheça o Desafio do CESB

    O Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja nasceu como uma fonte de inspiração para todos os sojicultores do Brasil e tem como propulsor a demanda crescente por alimentos no planeta.

    A Missão do Desafio é produzir mais e no mesmo espaço, utilizando pesquisas, tecnologias e a sustentabilidade como pilares para alcance dos maiores índices de produtividade de soja.

    Ao longo dos anos, o CESB tem compartilhado junto à produtores, consultores, institutos de pesquisa, cooperativas, entre outros, histórias de sucesso, buscando alavancar a média da produção nacional, a qual se apresenta, atualmente, entre 50 sacas por hectare.

  • Alimento não é apenas uma questão de ideologia

    Acredita-se que faz necessário uma reflexão acerca, do que realmente compreende a produção de alimentos alimento, a pós a divulgação em certo programa midiático de que o alimento deveria ser tratado como uma ideologia ou até mesmo como se trata a política.

    Pois bem, o conceito de ideologia, parte do senso comum de algo que é idealizado, a partir de crenças, valores, pensamentos, doutrinas ou visões de mundo de um indivíduo ou de determinado grupo, orientado para suas ações sociais e políticas.

    Porem, tratar o alimento simplesmente como uma ideologia, é ignorar o todo que compreende a produção de alimentos, que vai desde informação, pesquisa, tecnologia, capital, recursos humanos, recursos naturais e muito conhecimento.

    Logo, é de vital importância e de bom senso, antes de expressar qualquer opinião com relação ao setor do agronegócio, o qual não só é o responsável por movimentar e aquecer o PIB brasileiro, mas também por alimentar, vestir, calçar e conduzir boa parte da população mundial, buscar conhecimento e informação do setor. Pois informações vazias e rasas, podem até se dissiparem, mas elas não agregam só causam mal-estar e retrocesso.

    Enfim, senão és capaz de ser grato a tudo que o setor do agronegócio, faz pelo nossa país, apenas silencie e respeite o mesmo.

    Ana Paula Alf Lima Ferreira
    Graduada em Administração pela UNICRUZ, Mestre em Administração pela UFSM, Doutoranda em Agronegócio pela UFRGS e Professora do Instituto Federal Farroupilha Campus Júlio de Castilhos.

  • Bioinseticida tem controle superior da lagarta-do-cartucho

    Em sua primeira safra comercial, o bioinseticida Cartugen apresentou resultados 72% superiores no controle da lagarta Spodoptera frugiperda no algodão em relação ao tratamento químico. É o que comprovaram pesquisadores referenciados no Brasil, de acordo com relatórios de eficácia do produto aplicado em 34 áreas da pluma – uma área equivalente a 250 mil hectares – comparado ao tratamento padrão.

    A entomologista Dr. Lucia Vivan, há 16 anos na Fundação Mato Grosso (FMT), integrou a equipe de consultores que avaliou os efeitos de baculovírus sobre Spodopteras no algodoeiro, coordenando os estudos na região de Alto Garças (MT). De acordo ela, o Cartugen “se encaixa adequadamente ao manejo de S. frugiperda”.

    “Na área com emprego de baculovírus houve melhor controle de S. frugiperda do que naquela tratada somente com químicos, além de proteção da estrutura das maçãs do algodão. Baculovírus são uma opção. O produtor deve aplicá-los com nova mentalidade, enxergando uma boa alternativa de longo prazo para ter melhor resultado de controle”, afirma Lucia.

    O professor/Doutor da Unesp de Ilha Solteira (SP), Geraldo Papa, relata que as pesquisas que acompanhou no Mato Grosso (região da paulista Votuporanga) mostraram que o controle biológico com baculovírus funcionou como “segurador de populações de pragas”: “A entrada dos baculovírus ajudou muito na proteção das maças do algodão. Quando se associa baculovírus ao inseticida químico, há bom controle da Spodoptera frugiperda”.

    Marco Tamai, professor e pesquisador da Universidade do Estado da Bahia, campus de Barreiras, salienta igualmente o bom resultado da inserção de vírus ao manejo químico da Spodoptera frugiperda. “A safra 2018-2019 teve uma das maiores infestações de Spodopteras que vi. Houve áreas quase cem por cento infestadas. O vírus potencializou o resultado dos químicos e isso não foi coincidência, porque já acontece há três safras consecutivas”, resume Tamai.

    Segundo Adriano Vilas Boas, diretor da fabricante do Cartugen (AgBiTech), os estudos da safra 2018-19 compreenderam a média de 4,5 aplicações do bioinseticida, em áreas comerciais da Bahia, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Já o tratamento padrão do produtor de algodão contra a Spodoptera frugiperda se baseia somente nos inseticidas químicos.

    “A inserção dos baculovírus ao manejo da Spodoptera frugiperda preservou o potencial produtivo de lavouras de algodão. Os campos auditados registraram média de 13 estruturas reprodutivas a mais por metro linear ante o manejo do produtor, um ganho equivalente a 25 arrobas (375 kg) de algodão em caroço por hectare”, afirma Vilas Boas.

    Ele destaca ainda que os indicadores de desempenho do bioinseticida Cartugen medidos na safra 2018-19 receberam a aprovação da consultoria global SGS. A lagarta-do-cartucho provoca danos a até 60% de uma lavoura de algodão, transferindo prejuízos anuais da ordem de US$ 500 milhões a produtores brasileiros da pluma.

    Vilas-Boas afirma que em 71% das áreas monitoradas o produto Cartugen trouxe resultados superiores aos do tratamento padrão na retenção de maçãs e plumas, na 1ª e na 2ª posição dos ramos. “Em relação às estruturas reprodutivas totais, o produto entregou resultados superiores em 74% dos casos.”

    O diretor da AgBiTech estima que na safra de verão 2019-20 a empresa chegará à marca de 2 milhões de hectares tratados com seus baculovírus, em soja, algodão, feijão, tomate e demais ‘culturas de cobertura’: “O planejamento prevê lançamentos de produtos e a ampliação da capacidade da fábrica no Texas (EUA), para suprir à demanda crescente do Brasil.”

    De acordo com os especialistas, a adoção dos baculovírus no controle de lagartas do gênero Spodoptera no algodão, sobretudo da lagarta-do-cartucho, deve ser intensificada nas próximas safras. A tendência de crescimento do mercado de defensivos biológicos no Brasil foi detectada no último estudo BIP – Business Inteligence Panel, da consultoria Spark Inteligência Estratégica. O levantamento apontou que somente na sojicultura esses produtos movimentaram US$ 100 milhões na safra 2018-19, com alta de 45%. A área tratada com biológicos na soja também cresceu para 7,8 milhões de hectares, uma elevação de 152%.

  • O que o Vale do Silício tem a ensinar a cooperativas agropecuárias do RS

    Já está em solo americano missão de cooperativas agropecuárias gaúchas que fará imersão ao Vale do Silício, nos Estados Unidos. A viagem é organizada pelo Sistema Ocergs-Sescoop/RS, por meio da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo (Escoop).

    São 40 pessoas no total, 35 delas das principais cooperativas do setor, além de integrantes da Federação das Cooperativas Agropecuárias do RS (FecoAgro-RS), da Escoop e da Ocergs-Sescoop.

    Nessa segunda-feira (9), foi dia de conhecer a Plug and Play, maior aceleradora de startups do mundo. O roteiro que segue até sexta-feira (13), inclui empresas como Netflix e Amazon. Além de universidades como a Singularity e a Stanford.

    — Montamos o conteúdo não só para ver coisas agro. Nosso entendimento é de que existem diferentes componentes do sistema de inovação, não só as tecnologias. Existe também um processo cultural. Precisamos ter inovação corporativa e organizacional — observa Carlos Oliveira, professor da Faculdade de Tecnologia do Cooperativismo e coordenador da missão.

    FONTE: ZH – GISELE LOEBLEIN

  • FAO vê aumento na produção global de cereais

    A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) divulgou, em 6 de setembro, um novo Resumo da Oferta e Demanda de Cereais, elevando sua previsão para julho para a produção global de cereais em 22 milhões de toneladas para 2,7 bilhões de toneladas, 2,1% acima da Execução de 2018. As revisões refletem principalmente expectativas aprimoradas para a produção de milho nos EUA.

    Enquanto isso, a FAO reduziu sua estimativa para a produção global de trigo em 2019 devido à redução da produtividade agrícola na União Europeia e na Federação Russa, mas ainda se espera que seja 5% maior que em 2018. A previsão para a produção mundial de arroz foi revisada de julho para 517 milhões de toneladas, a par do nível recorde do ano passado, impulsionado por aumentos na China e nos Estados Unidos.

    Espera-se que a utilização mundial de cereais para o próximo ano atinja um novo recorde de 2,7 bilhões de toneladas, impulsionado pelo consumo de arroz, atingindo uma alta histórica de 519 milhões de toneladas, o que se traduz em um aumento de 0,5 kg per capita em relação ao ano anterior. As previsões de utilização para trigo, milho e cevada também foram levantadas.

    As perspectivas de colheita mais fortes apontam para os estoques mundiais de cereais atingindo 847 milhões de toneladas até o final das temporadas de 2020, que permaneceriam cerca de 16 milhões de toneladas abaixo dos níveis de abertura. Espera-se que os estoques de milho se acumulem acentuadamente nos Estados Unidos, enquanto os estoques de trigo da China devem crescer 7,9% e atingir o nível mais alto de todos os tempos.

  • Código recomenda boas práticas no uso de fertilizantes

    O Código Internacional de Conduta para Uso Sustentável e Manejo de Fertilizantes, aprovado na 41ª Conferência da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em junho passado, começa agora a ser internalizado nos países signatários. Isso significa que o código já está disponível para utilização pelos governos. O Brasil, no entanto, se antecipou ao código e já tem normativa sobre o assunto.

    O chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Solos, Vinicius Benites, único brasileiro que participou da elaboração do código, disse à Agência Brasil que a adoção das diretrizes não é uma ordem, ou seja, ela não é obrigatória.

    “O código é mais uma recomendação de boas práticas” no sentido de minimizar os impactos do uso de fertilizantes pelos governos, academia e indústrias, explicou o pesquisador, que também é secretário-executivo do portfólio de nutrientes para a agricultura brasileira.

    Segundo Benites, um ponto importante na discussão é a visão que o mundo tem a respeito do uso de fertilizantes. Como os países europeus têm um peso muito forte na FAO, os fertilizantes são vistos na Europa mais como agentes poluentes do que como insumos. “Como os solos deles são mais ricos, eles encaram os fertilizantes como poluentes, muito diferente do que ocorre no Brasil e em alguns países da África porque, para a gente, o fertilizante ainda é um insumo importantíssimo”.

    Nesse sentido, a participação do Brasil foi decisiva para a ratificação do código internacional pela FAO, uma vez que não havia representantes da África na reunião. No encontro, Benites colocou que o fertilizante ainda é um insumo importante no Brasil para a sustentabilidade do sistema e para garantir segurança alimentar.

    Nutriente não tóxico O pesquisador da Embrapa Solos deixou claro que fertilizante é diferente de agrotóxico. “São coisas muito distintas”. O agrotóxico é um produto químico, desenvolvido em laboratório, enquanto o fertilizante é um nutriente não tóxico, que inclui fertilizantes orgânicos e industriais que não oferecem periculosidade para o homem.

    O Brasil é o quarto consumidor mundial de fertilizantes, atrás da China, Índia e dos Estados Unidos. Benites disse que a agricultura brasileira, principalmente a agricultura empresarial, voltada para a produção de commodities (produtos agrícolas e minerais comercializados no mercado internacional) como soja, milho, cana, café, algodão, depende muito de fertilizantes. O cultivo desses produtos consome 80% dos fertilizantes usados no Brasil. “E a gente importa próximo de 80% dos fertilizantes que consome”.

    Segundo Vinicius Benites, o Brasil vai continuar sendo dependente de fertilizantes para o resto da vida, porque tem um clima tropical sujeito a chuvas, apresenta solos pobres e a agricultura é voltada para a exportação de grãos. “A gente exporta o nutriente dentro do grão”.

    Matéria-prima O Brasil não produz fertilizantes porque esses nutrientes dependem de matéria-prima geológica, informou Vinicius Benites. Uma dessas matérias-primas é o potássio, que o Brasil importa 92% do que usa. Em relação ao fósforo, Benites afirmou que o Brasil possui essa matéria-prima, mas ela é de baixa qualidade. “O fósforo do mundo está concentrado no Norte da África. É o petróleo do futuro”, disse.

    Como o Brasil não possui condições geológicas para produzir fertilizantes e o custo é muito alto, o mínimo que tem de fazer, estrategicamente, é adotar boas práticas de uso. “É não jogar fora, é usar de forma parcimoniosa, é trabalhar com reciclagem, é criar tecnologias para que a coisa seja feita da forma mais otimizada possível. E o código prevê isso”, afirmou.

    O pesquisador salientou que o código leva em conta não só os efeitos ambientais e possíveis contaminações que os pesticidas podem causar, mas também o uso racional, porque as reservas mundiais são limitadas. No mundo tropical em especial, do qual o Brasil faz parte, o código aponta a adoção de boas práticas para minimizar os gastos com a importação.

  • Como cuidar de sua semente até o plantio?

    A semente é um dos pilares do processo produtivo e sua qualidade está diretamente ligada à produtividade. O sucesso de uma lavoura depende de diversos fatores, mas sem dúvida, destaca-se a utilização de sementes de alta qualidade, que permitem ao produtor o acesso aos avanços genéticos para maiores potenciais produtivos.

    Entretanto, como devem ser tratadas as sementes? Quais os cuidados básicos que produtores devem tomar durante processos como a colheita e o beneficiamento? Destacamos aqui algumas tarefas e cuidados que ajudarão a preservar sua semente até o momento da semeadura para reduzir perdas de germinação e/ou vigor.

    Primeiramente, a colheita pode ser antecipada sendo que o produtor deve monitorar a umidade das sementes (até 18% desde que cuidados com danos mecânicos sejam tomados) além de realizar a secagem no máximo de 24 horas após a operação. Recomenda-se fazer pelo menos três coletas ao dia para verificar possíveis danos mecânicos por meio do teste do hipoclorito, e determinar o número de sementes quebradas pelo método do copo medidor.

    Vale lembrar que lotes com mais de 3% de bandinhas (quando estão quebradas),10% de sementes trincadas e 9% de sementes verdes são impróprias para uso.

    No beneficiamento, o primeiro passo é conferir a umidade das sementes na recepção e quando acima de 12% deve-se fazer a secagem e depois realizar novo teste de hipoclorito e do copo medidor.

    Dentro da moega da recepção deve-se conferir a altura de queda e, se possível, utilizar amortecedores para evitar danos. É essencial controlar a velocidade da máquina de pré-limpeza, para retirar impurezas, e dos elevadores/transportadores além de evitar a utilização de rosca sem fim como transportadores – principal fonte de danos mecânicos e contaminação.

    Na secagem, não ultrapassar 40ºC na massa de sementes devendo ser realizada até que as sementes cheguem ao ponto de equilíbrio higroscópico com o ar. É preciso atenção pois a secagem muito rápida pode causar irregularidades na umidade e quando insuficiente pode prejudicar as próximas etapas, reduzindo o tempo de armazenamento.

    Para continuar as operações de beneficiamento, as sementes precisam ser resfriadas. Durante a limpeza, deve-se regular e a velocidade de oscilação e inclinação das peneiras, bem como dos classificadores. Uma dica importante é passar as sementes na mesa densimétrica, após a classificação por peneiras para aumentar a eficiência desta operação.

    O tratamento de sementes, quando utilizado, deve ser realizado com equipamento adequado para evitar danos mecânicos e aumento excessivo da umidade. Após o tratamento, caso as sementes sejam armazenadas deve-se verificar a necessidade de secagem complementar.

    Por ter um grande conteúdo de óleo, as sementes de soja estão mais sujeitas a deterioração.  Por fim, o armazenamento tem que ser feito, de preferência, em condições de temperaturas mais amenas, seja por refrigeração do ambiente ou utilização de silos com isolantes térmicos.

    Por Aline Clemente, engenheira agrônoma, doutora em fitotecnia e Gerente do Laboratório de Análise de Sementes (LAS) da Fertiláqua

  • Safra de verão é anunciada enquanto a de inverno se desenvolve no RS

    O Rio Grande do Sul deverá colher 19,7 milhões de toneladas de soja na safra 2019/2020, um aumento de 6,81% (1,2 milhão de toneladas) em relação à produção de soja do ano anterior. A área e a produtividade da soja também devem aumentar em 1,93% e 4,31%, respectivamente, o que significa um acréscimo de 112 mil hectares e 137 kg/ha, chegando a 5,9 milhões de hectares de soja e 3,3 mil kg/ha. As expectativas foram anunciadas pela Emater/RS-Ascar durante a Expointer.

    Os dados foram coletados entre 22 de julho e 07 de agosto deste ano, junto a 388 escritórios municipais da Emater/RS-Ascar para a cultura da soja, o que corresponde a 98,02% da área a ser cultivada com o grão no Estado. Além disso, foram pesquisados 449 escritórios municipais para milho grão (95,52% da área com a cultura no RS) e 416 para milho silagem (94,01%), e outros 245 escritórios para o feijão primeira safra (80,31%) e 119 escritórios municipais para a cultura do arroz (98,45% da área a ser cultivada com arroz no RS).

    Assim, o Rio Grande do Sul prevê para a próxima safra um aumento de 5,76% no total produzido com os grãos de verão em relação ao ano anterior, o que equivale a 1,8 milhão de toneladas, totalizando uma estimativa de produção de 33,2 milhões de toneladas para os quatro principais grãos de verão (soja, milho, arroz e feijão 1ª safra).

    CULTURAS DE INVERNO
    De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (29/08), as culturas de inverno seguem em desenvolvimento no Estado, muitas favorecidas pelo tempo seco dos últimos períodos.

    Trigo – No Estado, 69% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo (perfilhamento e alongamento do colmo), 27% em floração e 4% em enchimento de grãos. Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares. A área de cultivo de trigo no Rio Grande do Sul corresponde a 37% da área de plantio brasileira com o grão.

    Canola – A área cultivada com canola no RS corresponde a 92,9% da área estimada para o Brasil pela Conab em agosto de 2019. A estimativa da Emater/RS-Ascar para o plantio de canola nesta safra é de 32,7 mil hectares, com rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. Entre as lavouras do Estado, 8% delas se encontram em desenvolvimento vegetativo, 34% em floração, 51% em enchimento do grão, 6% maduro e por colher e 1% colhido. As regiões da Emater/RS-Ascar principais produtoras dessa oleaginosa são Santa Rosa, Ijuí, Santa Maria e Bagé.

    Cevada – A área cultivada com cevada no RS corresponde a 36,6% da área estimada para o Brasil pela Conab em agosto de 2019. A estimativa da Emater/RS-Ascar para esta safra no Estado é de 42,4 mil hectares, com rendimento médio de 2.073 quilos por hectare. Em 77% das lavouras, a fase é de desenvolvimento vegetativo, 18% delas estão em fase de floração e 5% em enchimento de grãos.

    Aveia branca – A área estimada pela Emater/RS-Ascar com plantio de aveia branca para grão é de 299,86 mil hectares, com produtividade esperada de 2.006 quilos por hectare. A área cultivada com aveia no RS corresponde a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil (agosto/2019). No Estado, 25% das lavouras encontram-se na fase de desenvolvimento vegetativo, 32% em floração, 38% na fase de enchimento de grãos, 4% maduro por colher e 1% das lavouras foram colhidas.

    FRUTÍCOLAS
    Citros – Na região do Vale do Caí, a colheita das frutas cítricas está a pleno vapor. Condições climáticas favoráveis têm ajudado na colheita. Já foram colhidas 40% da bergamota Montenegrina, a mais tardia do grupo das mediterrâneas, que inclui a Caí e a Pareci, cuja colheita já foi concluída. O preço médio recebido pelos citricultores pela caixa de 25 quilos tem se mantido estável em R$ 28,00. Da cultivar híbrida Murcott, 15% das frutas já foram colhidas, com preço médio estável de R$ 30,00/cx. de 25 quilos. Entre as laranjas, estão em colheita as cultivares umbigo Monte Parnaso, Céu tardia e Valência.

    Pêssego – Na região Sul, a cultura está em pleno florescimento. As variedades mais precoces estão em estágio de frutificação; produtores realizam raleio em alguns pomares e poda em algumas cultivares. Produtores da região seguem realizando tratamentos fitossanitários na floração e no início da frutificação dos pessegueiros, e aplicam a primeira parcela de adubação. No Norte do RS, produtores seguem as atividades de poda nos pessegueiros que iniciaram a brotação e o monitoramento de pragas e doenças.

    CRIAÇÕES
    PISCICULTURA – Apesar do período de entressafra da piscicultura, o produtor que pretende fazer a introdução de novos alevinos nos açudes deve estar atento para o manejo dos viveiros e à preparação da área para o novo ciclo de crescimento dos alevinos. Práticas como desinfeção, correção da acidez e aplicação de corretivos devem ser realizadas com o açude previamente seco.

    PESCA ARTESANAL – Na região Sul, continua o período de defeso na Lagoa dos Patos até 30 de setembro. Nesse período os pescadores artesanais profissionais recebem um salário mínimo nacional por mês. Na bacia da Lagoa Mirim, seguem baixas as capturas, sendo pouca a oferta de pescado.

    APICULTURA – Os dias mais quentes e sem chuvas favoreceram o aumento do movimento dos enxames em busca de alimento, aproveitando a florada disponível nessa época do ano, como nabo forrageiro, bracatinga, acácia-negra e algumas espécies de eucalipto em florescimento precoce. Nas regiões de lavouras de grãos, o tempo aberto favoreceu a atividade das colmeias e foi observado o enxameamento em função da boa disponibilidade de flores de canola, que possibilitou grande acúmulo de mel mesmo no inverno.

    O período é de práticas de manejo, como revisão de caixas e organização geral do apiário; outras práticas contemplam roçadas em apiários, limpeza e/ou reforma de caixilhos, melgueiras, ninhos e instalação de caixas-isca para captura de enxames em regiões mais quentes. Iniciada a revisão de colmeias, com a limpeza das mesmas e troca de cera velha por lâminas novas para colocar nos ninhos. O produtor deve revisar periodicamente as colmeias para avaliar a necessidade de complementação alimentar, principalmente das colmeias mais fracas.

    Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar
    Jornalista Adriane Bertoglio Rodrigues