Rosaura Bastos Bellinaso

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  • Pastagens e criações

    Na primeira metade da semana, as condições climáticas foram bastante adversas, em função do predomínio de chuvas, baixas temperaturas e reduzida insolação, o que prejudicou o desenvolvimento das pastagens, de um modo geral. Em função do excesso de umidade no solo, os produtores utilizaram as pastagens cultivadas por um período menor de tempo, para evitar danos excessivos pelo pisoteio dos animais e aumentaram a suplementação com silagem, principalmente nos estabelecimentos voltados à produção leiteira. Essa situação foi de menor expressão nas áreas de semeadura direta de pastagens anuais de inverno sobre as perenes de verão, como o tifton.

    Na segunda metade da semana, mesmo com a formação de geadas, os dias ensolarados e mais secos proporcionaram melhores condições para o desenvolvimento e uso das forrageiras anuais de inverno. Apesar da instabilidade climática da última semana, de um modo geral, as pastagens anuais de inverno apresentam bom desenvolvimento em todo o Estado.

    BOVINOCULTURA DE CORTE

    As condições climáticas da última semana foram desfavoráveis para a atividade, provocando redução na oferta e na qualidade forrageira disponibilizada aos animais a partir dos campos nativos, recurso forrageiro que ainda é a base para a atividade no Estado. As baixas temperaturas associadas às chuvas e ventos intensos, prejudicaram também a manutenção do conforto térmico pelos animais, principalmente nas áreas de campo mais planas e desprovidas de mato.

    Em função dessa situação, os animais mantidos em campo nativo experimentam um agravamento no déficit nutricional que se refletiu diretamente em perda de estado corporal, em todas as categorias de animais do rebanho. Nesse sentido, as vacas de cria, que nessa época do ano se encontram recém paridas ou no final da gestação, são as mais prejudicadas, pois possuem um maior requerimento nutricional nessas fases.

    BOVINOCULTURA DE LEITE

    Apesar das dificuldades climáticas que prejudicaram o desenvolvimento e a utilização das pastagens anuais de inverno em alguns dias da semana, o aumento na oferta de forragem nas propriedades, principalmente de aveia, tem resultado num aumento sustentado da produção de leite no Estado. Superado o período de entressafra, caracterizado pelo vazio forrageiro entre as pastagens de verão e as de inverno, que nesse ano se estendeu um pouco mais do que o normal, em função da estiagem prolongada, a produção avança em direção ao pico de produção no final de inverno/início de primavera. De um modo geral, a produção de leite no Estado vem crescendo a uma taxa entre 7,5% e 10%, em relação ao mesmo período do mês passado.

    A maior oferta de pastagens aumenta a produção e a produtividade dos rebanhos e contribui para uma redução no custo de produção pelo menor uso de silagem e concentrados, o que amplia os ganhos financeiros dos produtores. Além disso, ao reduzir a necessidade de suplementação dos animais com silagem, as pastagens contribuem para economizar o volumoso conservado que neste ano está estocado em menor quantidade nas propriedades em função da estiagem.

  • Plantio do trigo chega a 95% no Estado

    O plantio do trigo já chega a 95% da área cultivada no Rio Grande do Sul. Segundo o Informativo Conjuntural publicado nesta quinta-feira (09/07) pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, a semana foi marcada pela instabilidade com predomínio de tempo encoberto, temperaturas baixas e chuvas, que em muitos municípios os acumulados superaram a 100 milímetros. Os produtores aguardam a melhoria do tempo para dar continuidade aos plantios e ao monitoramento de pragas, doenças e ervas nas áreas já implantadas.

    Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as lavouras de canola estão predominantemente na fase de desenvolvimento vegetativo (66%) e 29% já estão na fase de floração. O excesso de chuvas e a falta de sol da última semana prejudicou o desenvolvimento da cultura. Grande parte das lavouras já recebeu adubação nitrogenada; nas de semeadura mais tardia, a atividade deverá ser realizada assim que as condições de umidade do solo diminuírem. As geadas da sexta-feira (03/07) e do sábado (04/07), que atingiram as lavouras na fase reprodutiva (florescimento e início de enchimento de grãos), poderão ter impacto perceptível na maturação.

    Na regional de Ijuí, a cultura da aveia branca está com desenvolvimento satisfatório e encontra-se em final de desenvolvimento vegetativo, evoluindo para o estágio reprodutivo. O tempo úmido favorece o aparecimento de sintomas de manchas foliares nas folhas baixeiras; há necessidade de monitoramento das lavouras e acompanhamento da evolução das doenças. Além disso, o aumento da emergência e desenvolvimento de ervas daninhas requerer que haja controle.

    O plantio da cevada foi concluído na região de Erechim. Na regional de Ijuí, a cultura está com bom desenvolvimento vegetativo, boa densidade de plantas e crescimento rápido e vigoroso até o momento. A semeadura programada para a semana não foi realizada, pois as condições de umidade no solo não permitiram. Em geral, as lavouras estão em perfilhamento recebem adubação nitrogenada em cobertura e controle de ervas. A presença de manchas foliares está sendo monitorada, não necessitando controle.

    CULTURAS DE VERÃO

    A próxima safra de soja está sendo planejada pelos produtores que já encaminham amostragem de solo para análise laboratorial, aplicação de calcário quando necessário, controle de invasoras e aquisição de insumos, com o assessoramento técnico dos escritórios da Emater/RS-Ascar. As áreas de milho em período de entressafra recebem os manejos conforme as necessidades de melhorias para a próxima safra. Na regional de Pelotas, produtores de arroz estão satisfeitos com os rendimentos obtidos e também com os preços de comercialização, que têm se mantido com pouca variação.

    OLERÍCOLAS

    Em geral, a semana foi desfavorável aos fatores de produção e qualidade das hortaliças em praticamente todas as regiões do Estado. As fortes chuvas, baixas temperaturas, ventos fortes e baixa incidência de radiação solar prejudicam o crescimento e desenvolvimento das olerícolas. A condição de tempo úmido e chuvoso também favorece o surgimento de doenças fúngicas e bacterioses. As intensas chuvas também provocaram erosão/perda de nutrientes de áreas preparadas para plantio no modo convencional.

    FRUTÍCOLAS

    Na regional de Porto Alegre, a passagem de um ciclone atingiu com forte intensidade os bananais no Litoral Norte gaúcho. Estão sendo levantadas as perdas na cultura, que devem ficar acima dos 40% da produção potencial da região. Considerando que outras regiões produtivas de Santa Catarina também foram atingidas, pode se projetar redução de oferta.

    Na regional de Ijuí, segue o plantio de frutíferas para recomposição de pomares e formação de pomar doméstico. Baixa procura por frutíferas para formação de novos pomares em grande escala. Na regional de Santa Rosa, frutíferas de clima temperado, de modo especial videiras e pessegueiros, estão sendo favorecidas com as baixas temperaturas no período de dormência, acumulando horas de frio para propiciar rebrote homogêneo e uma boa produtividade. A colheita da nogueira pecã chega ao final, com frutos de boa qualidade, mas com baixa produtividade. Inicia o tratamento de inverno das videiras com controle de cochonilhas e doenças foliares.

  • Atenção: paraquat só até setembro

    Termina no dia 22 de setembro a autorização de uso do paraquat no Brasil. A partir desta data todas propriedades rurais e comércios que utilizarem ou venderem defensivos agrícolas a base do ingrediente, terão os produtos apreendidos, serão autuados e poderão sofrer outras sanções.

    Além disso, a Anvisa comunicará ao fabricante para que ele faça o recolhimento e a destinação correta. A reavaliação toxicológica do paraquat foi determinada em 2008 pela Anvisa e determinou o banimento do produto em 2017, com três anos de adequação.

    O defensivo é utilizado, principalmente, para dessecação da soja antes da colheita, mas será retirado da comercialização e uso por ter sido considerado nocivo à saúde humana. Foi produzido pela primeira vez em 1961, sendo um dos herbicidas mais usados. Em alguns países está proibido há muitos anos. Na Suécia, por exemplo, o Paraquat é proibido desde 1983.

  • Rede de ensaios avalia eficiência de fungicidas

    A Embrapa Soja acaba de disponibilizar a publicação Eficiência de fungicidas para o controle da mancha-alvo, Corynespora cassiicola, na cultura da soja, na safra 2019/2020: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Circular técnica, 159 para download gratuito. Veja aqui: https://bit.ly/31Mr3q8

    De acordo com a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, na safra 2019/2020 foram avaliadas pela rede de ensaios principalmente novas formulações de fungicidas em fase de registro para o controle da mancha-alvo na cultura da soja. Esse é um trabalho que vem sendo realizado desde 2012/2013 e os resultados de fungicidas registrados, sítio-específicos e multissítios, avaliados nas outras safras podem ser consultados nas publicações anteriores.

    A pesquisadora da Embrapa defende a utilização de estratégias integradas para o manejo da doença: a utilização de cultivares resistentes/tolerantes, o tratamento de sementes, a rotação/sucessão de culturas com milho e outras espécies de gramíneas e o controle químico com fungicidas.

    Godoy relata que a incidência da mancha-alvo tem aumentado na cultura da soja, nas últimas safras, em razão do aumento da semeadura de cultivares suscetíveis, da utilização de sucessão da cultura da soja com culturas que são também hospedeiras do fungo, como o algodão e a crotalária, e da menor sensibilidade/resistência do fungo a fungicidas como as estrobilurinas e benzimidazóis. ¨Conhecer a reação da cultivar a doença é um dos pontos principais na definição do programa de controle químico porque nem todos os fungicidas apresentam boa eficiência de controle a essa doença e muitas cultivares apresentam boa tolerância a doença¨, destaca.

    Sintomas –  Os sintomas típicos da doença são observados nas folhas, iniciando por pontuações pardas, com halo amarelado e evoluindo para manchas circulares, de coloração castanho-clara a castanho-escura. Cultivares suscetíveis podem sofrer desfolha com perdas de até 40% de produtividade.

    A rede de ensaios é formada por instituições públicas e privadas que realizam experimentos em diferentes regiões produtoras.

  • Embrapa divulga estudo inédito sobre tendências para a cadeia de carne bovina

    Um dos pilares do agronegócio brasileiro, a cadeia da pecuária de corte movimentou o correspondente a 8,7% do PIB do país em 2018, totalizando R$ 597,22 bilhões. Para os próximos anos, o setor continuará a crescer, sustentado por um mercado consumidor de carne bovina crescente, com o aumento considerável da demanda, em especial pelos países asiáticos, como China e Hong Kong. Os dois países, só em 2018, compraram o correspondente a 43,6% de todo o montante exportado.

    A busca por cortes diferenciados e de denominação de origem abrirão novas oportunidades de agregação de valor. No entanto, o maior grau de exigência do consumidor será um gatilho transformador da atividade, bem como a concorrência com outras fontes de proteína, que forçarão a cadeia a produzir melhor. O bem-estar animal será mandatório, desde a cria ao abate.

    Os dados são do estudo que integra a mais recente edição da série “Desafios do Agronegócio Brasileiro”, elaborada por pesquisadores da Embrapa que integram o Centro de Inteligência da Carne Bovina da Embrapa Gado de Corte (Cicarne) e o Sistema Agropensa. Participaram do estudo os pesquisadores Guilherme Malafaia, Fernando Dias, Paulo Biscola e Elísio Contini e o analista Adalberto Araújo.

    De acordo com os autores, a inovação digital será uma das duas maiores forças disruptivas para o mercado nas próximas duas décadas e acelerará o processo de transformação da cadeia, injetando gestão e inteligência na atividade. Terá papel central na certificação, rastreabilidade e qualidade do produto carne.

    A busca por soluções sustentáveis transformará toda a cadeia produtiva, desde a indústria de insumos até a carne na prateleira do supermercado. Tecnologias de ponta como a biotecnologia moderna aumentarão a eficiência produtiva, com ganhos para os produtores e consumidores finais.

    As tendências para a cadeia de carne bovina do país vão exigir melhor gestão do negócio, digitalização e intensificação produtiva por parte dos pecuaristas para que seja alcançado o potencial de incremento de 23% da produção nos próximos oito anos, diz o estudo.

    Por outro lado, o impacto social será muito relevante – pois muitos pecuaristas não conseguirão se adaptar e deixarão a atividade.  “Vamos ter menos produtores, que serão mais tecnificados e terão maior volume de produção. Quem for pequeno ou se organiza em cooperativas, em associações, em rede, ou não sobreviverá”, afirma o pesquisador Elísio Contini.

    De acordo com o especialista, a previsão é que poderão deixar a atividade quase metade dos 1,3 milhão de pecuaristas hoje em atividade, apesar de promissora projeção de o país se consolidar como líder global nesse mercado.

    “Parcela considerável vai ser excluída da atividade e substituída por fazendas corporativas. Até 2040, cerca de 50% dos produtores devem sair do mercado”, afirma o coordenador do Cicarne, Guilherme Malafaia.

    Mais carne em menos área

    As projeções elaboradas pelo estudo indicam que os próximos anos serão de muito desenvolvimento e sucesso para os bons gestores. A pecuária brasileira produzirá mais carne em menos área, liberando terras para a agricultura e silvicultura. O setor ocupará espaço no cenário internacional, exportando desde genética a produtos altamente especializados e de elevado valor agregado. “O Brasil terá uma pecuária altamente tecnificada, profissional, competitiva e uma referência global, não só pelo gigantismo, mas também por sua tecnologia, qualidade, segurança e sustentabilidade”, afirmam os autores.

    Eles chamam atenção também para os impactos da covid-19 no mercado e na produção da carne bovina. A pandemia colocará no topo do debate global a preocupação com a sanidade animal, onde devem crescer as exigências e consistência sobre os sistemas de vigilância e controle de doenças que atingem animais e humanos. “Esta pode ser uma grande oportunidade para a cadeia da carne bovina mostrar ao mundo, de forma transparente, como os nossos processos produtivos, tanto no campo como na indústria, são confiáveis”, afirmam.

    De acordo com o estudo, a maior transformação será no processo de distribuição, seja de insumos, gado ou da carne. A relevância da sanidade, qualidade e sustentabilidade crescerá via interação digital com o consumidor final. Entretanto, torna-se de fundamental importância a promoção de melhorias no sistema de conectividade no território brasileiro, especialmente, no campo.

    “É de fundamental importância a criação e fortalecimento dos diálogos entre stakeholders em rede no setor de carne bovina. A integração e coordenação da cadeia é extremamente necessária e estratégica. É preciso romper a cultura demarcada pela falta de relacionamentos sistêmicos e avançar em modelos colaborativos em rede, já realizado com êxito por países como Austrália, Canadá, China, Estados Unidos, Reino Unido e Uruguai. A Câmara Setorial da Bovinocultura de Corte do Ministério da Agricultura poderia ser um fórum propício para germinar uma ação nesse sentido”, afirma Elísio Contini.

    Desafio para o escoamento das exportações

    A concentração das exportações de carne bovina nos portos das regiões Sul e Sudeste evidencia os corredores de exportação dos estados brasileiros produtores de carne situados nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. No caso dos frigoríficos de Mato Grosso, por exemplo, as rodovias BR-364 e BR-163 estão entre as principais vias de escoamento da produção do território destinada à exportação, convergindo aos portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR). Já a produção do território goiano segue, sobretudo, pelas BR-153, BR-364 e a BR-050, em direção ao porto de Santos.

    No entanto, o estudo apontou a necessidade de reorientar a matriz de transporte para maior integração entre os percursos rodoviário e ferroviário. O transporte rodoviário poderia ser realizado entre os frigoríficos e os pátios de transbordo da ferrovia, por ser o mais flexível, com maior disponibilidade de vias de acesso e rapidez na entrega. Por sua vez, o modal ferroviário seria adequado para o transporte de carga por longas distâncias, desde os pátios da ferrovia até os portos litorâneos. Em relação à logística de exportação da carne bovina, nota-se uma concentração em alguns portos da região Sul e Sudeste.

    Para diminuir essa concentração, sugere-se maior exportação pelos portos do Nordeste e Norte brasileiro, quando o produto tiver como destino os portos da Europa, do Oriente Médio e da América do Norte.

    As projeções para a pecuária brasileira mostram que o setor deve apresentar um significativo crescimento nos próximos anos e a expectativa é que a produção de carne bovina no Brasil continue a crescer na próxima década. Segundo projeções do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no período de 2018 a 2028, a produção de carne bovina do Brasil deverá crescer 2,1% ao ano. Neste contexto, espera-se atingir 12,15 milhões toneladas produzidas em 2028, com 22,7% de variação em relação a 2018.

    Clique aqui para acesso à NT na página do Agropensa.

    *Com informações da nota técnica 04 da Série “Desafios do Agronegócio Brasileiro”, Sistema Agropensa.

  • Cotrijuc arrecada 1 tonelada de alimentos e milhares de peças de roupas em ação interna

    A Cotrijuc realizou uma ação interna que desafiou seus colaboradores a arrecadar roupas e alimentos não perecíveis. Divididos em equipes multissetoriais, uma “gincana de doações” foi promovida entre os dias 23 de maio e 3 de julho.

    Nossa campanha interna resultou na arrecadação de 1 (uma) tonelada de alimentos, 6 mil peças de roupas, 100 cobertores e 580 pares de calçados. Em breve as entidades de Júlio de Castilhos e dos municípios da área de atuação da cooperativa receberão os donativos.

    “Integrar e fazer o bem de maneira simples é a melhor forma de exercer o voluntariado. Através dessa campanha, os colaboradores se tornaram agentes de transformação social, fortalecendo as comunidades da área de atuação da cooperativa”, destaca o gerente de desenvolvimento humano e marketing, Evandro Freitas.

    A ação integra o Dia C, celebrado neste dia 4 de julho, sendo um grande movimento nacional de estímulo às iniciativas voluntárias diferenciadas, contínuas e transformadoras, realizadas por cooperativas, fazendo parte da agenda estratégica do cooperativismo brasileiro.

    Drive-thru

    Complementado a campanha, neste sábado, dia 4 de julho, continuaremos a arrecadação em um sistema de drive-thru, ou seja, os interessados de fora da cooperativa em contribuir com ação poderão trazer até a Cotrijuc, em frente ao prédio administrativo, em Júlio de Castilhos, suas doações.

    O material arrecadado (Agasalhos, cobertores e Alimentos) serão destinados ao Hospital Bernardina Salles de Barros, Lar Recanto do Amanhecer, Centro Social e a Secretaria de Assistência Social de Júlio de Castilhos. As arrecadações das unidades ficarão para os municípios onde estão localizadas as filias da Cotrijuc.

    Saiba mais:
    O Dia de Cooperar (Dia C) é uma iniciativa das cooperativas brasileiras, e consiste na promoção e estímulo à realização de ações voluntárias diversificadas e simultâneas nos Estados onde a Campanha ocorre. As ações são definidas e executadas pelas próprias cooperativas e contam com o apoio do Sistema OCB.

  • VEM AÍ UM NOVO CICLONE EXTRATROPICAL NO SUL DO BRASIL?

    Nove em dez perguntas em nossas redes sociais ao longo da quinta-feira versaram sobre o mesmo fato: é verdade, MetSul, que vem aí um outro ciclone extratropical? Não é de se surpreender. Sempre que há um evento extremo e mais grave, com mortes e muitos danos, como ocorreu agora com o ciclone bomba, imediatamente após surgem questões sobre a possibilidade de repetição do fenômeno. A MetSul testemunhou comportamento igual após a passagem do furacão Catarina em março de 2004 e depois do temporal de janeiro de 2016 em Porto Alegre.

    Sem rodeios, a resposta é sim. Existe a possibilidade de um novo ciclone extratropical nos afetar no Sul do Brasil nos próximos dias. Diversos modelos numéricos apontam a formação de um centro de baixa pressão e o seu aprofundamento junto à costa do Rio Grande do Sul no dia 8 deste mês. Os mapas mostram as projeções dos modelos GFS dos Estados Unidos e o CMC do Canadá, ambos disponíveis ao assinante da MetSul na seção de mapas com atualizações de duas a quatro vezes por dia.

    Como se observa, o modelo canadense forma o ciclone mais próximo do Litoral Sul do Estado enquanto no norte-americano o indicativo é que o centro de baixa pressão viria a se aprofundar junto ao Litoral Norte gaúcho. São projeções que podem mudar e, por isso, a MetSul trata o ciclone no momento como uma possibilidade. Nos próximos dias, estaremos atentos à situação e em caso de necessidade de alerta estes serão emitidos.

    Dito isso, é importante ter em mente alguns fatos. O primeiro e mais importante é que ciclones extratropicais são absolutamente rotineiros no Atlântico Sul, especialmente nos meses de outono, inverno e primavera. Somente em abril, o Rio Grande do Sul acabou impactado por quatro ciclones. Muitos não se lembram, mas um sistema foi intenso e fez muitos estragos no Litoral Sul gaúcho pela forte agitação marítima.

     

    Assim, não é de se perguntar se teremos mais ciclones. Isso é uma certeza. São rotina. A pergunta é se teremos mais um ciclone intenso e com potencial destrutivo igual ou maior que o último. Isso também é uma certeza que ocorrerá, mas não se sabe quando. Pode ser ainda neste ano, pode ser ano que vem ou apenas daqui a alguns anos.

    Como o Grêmio já goleou o Inter e o Inter já goleou o Grêmio no passado, sabemos que um dia algum será goleado pelo outro novamente, mas não se sabe quando. A diferença é que não se prevê goleada com precisão antes de um jogo, é mero palpite, mas em caso de ciclone muito intenso é possível saber alguns dias antes como ele se comportará, é ciência.

    Foi o que tivemos no começo da semana, quando a MetSul emitiu muitos alertas sobre a gravidade do que se avizinhava e foi o primeiro órgão de Meteorologia a advertir e utilizar a expressão que seria um ciclone bomba, termo que não costumava freqüentar as previsões aqui (é comum nos Estados Unidos) e acabou sendo usado após o alerta da MetSul por órgãos de Meteorologia e por toda a imprensa nacional.

    Há, porém, uma questão não respondida. Esse possível ciclone do dia 8 seria mais uma vez explosivo? A resposta é curta e simples: pelos dados de hoje, não! Os modelos estão a indicar um sistema de baixa pressão com centro ao redor de 1000 hPa ou até acima na costa do Rio Grande do Sul. Não é um valor de pressão muito baixo. Para se ter ideia, o ciclone desta semana teve pressão de 975 hPa logo a Sudeste do Rio Grande do Sul, o que é um valor muito baixo. Assim, pela informação disponível hoje, não seria ciclone muito intenso.

    Como as previsões sempre são atualizadas, fique atentos aos prognósticos da MetSul na mídia e nas redes sociais e, principalmente, se possível, assine metsul.com/assine para muita informação exclusiva e em primeira mão, além de uma multiplicidade de dados para o seu planejamento de curto a longo prazo.

    Via MetSul

  • Soja abre Julho buscando direção no Brasil

    Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a quarta-feira (1º.07) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação subindo 0,56% nos portos, para R$ 115,97/saca (contra R$ 115,32/saca do dia anterior). Com isto o ganho acumulado nos portos neste mês ficou em 0,56%.

    A T&F Consultoria Agroeconômica aponta que no Rio Grande do Sul, com a forte volatilidade do dólar, preços recuaram cinquenta centavos na exportação: “A grande volatilidade do dólar permitiu fechamentos em alta e em baixa nesta quarta-feira, mas os preços terminaram o dia, com queda de cinqüenta centavos/saca para exportação sobre rodas no porto gaúcho de Rio Grande ficou em R$ 117,50/saca contra R$ 118,00/saca do dia anterior. No interior, os preços os preços permaneceram inalterados em R$ 113,50/saca em Cruz Alta e 1,5 real/saca para R$ 113,00 em Ijuí e Passo Fundo, com a exportação suplantando a indústria nesta quarta-feira”.

    No Paraná preços da indústria subiram, de exportação permaneceram inalterados: “Para os agricultores, o mercado de balcão permaneceu inalterado pelo terceiro dia consecutivo em R$ 98,00/saca nesta quarta-feira, na região dos Campos Gerais. Para exportação, em Paranaguá, os preços devolveu o real ganho no dia anterior, fixando-se em R$ 116,00 para entrega e pagamento em agosto”.

    CHINA

    Ainda de acordo com a T&F, os comerciantes de soja na China estavam relutantes em fazer algum movimento, diante do relatório do USDA, com alguns também esperando maior venda de agricultores dos EUA e prêmios de base menores após o rali dos futuros da soja CBOT. A verificação de preços de trituradores chineses base da CFR China persistiu nos mercados dos EUA e do Brasil para embarques no quarto trimestre deste ano, mas as ofertas firmes foram escassas.

    “Os prêmios FOB da soja brasileira voltaram a subir mais 5 cents nesta quarta-feira, diante do aumento dos fretes. Mas, não houve negócios conhecidos no mercado de Paper de Paranaguá. Os prêmios CIF China da soja brasileira continuam um pouco acima dos preços dos EUA e da
    Argentina”, concluem os analistas da T&F.

  • Carne suína marca recorde em volume e faturamento no RS

    O mês de maio encerrou com recorde e resultados positivos nas exportações de carne suína gaúcha. Neste período, o Rio Grande do Sul exportou cerca de 26,2 toneladas de proteína, o que representou um faturamento de US$ 66,9 milhões, conforme dados do Agrostat, plataforma disponibilizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

    Em comparação ao mês de maio de 2019, o Estado gaúcho aumentou suas exportações em 87,4% e o faturamento em 95,7% e bateu o seu recorde dos últimos quatro anos.

    O presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador, destaca que o número é bem significativo para a cadeia produtiva. “Comparando com os anos anteriores, ficou muito expressivo e acima. Seguiu o volume nacional”, destaca

    Folador diz que esse número se dá por conta do Rio Grande do Sul ser o terceiro maior produtor de carne suína do Brasil e ter diversas plantas habilitadas para a exportação da proteína animal.

    Complementa, no entanto, que o aumento de volume exportado se deu por causa do baixo consumo interno. “Com menos consumo no mercado interno, a tendência é que um maior volume seja direcionado para as exportações”, justifica.

    Os preços mais altos também favorecem a venda da carne suína para outros países. “É uma forma de ajustar a oferta e a demanda no mercado interno, já que a procura diminuiu, causada pelas medidas que restringem a circulação e a alta taxa de desemprego no país”, explica Folador.

    Para os próximos meses, a expectativa é que os números sejam mantidos ou até maiores em comparação a maio.

    Assim como no estado gaúcho, o Brasil também teve bons resultados nas exportações da proteína suína. No total, foram exportadas cerca de 100 toneladas de carne suína com o faturamento de US$ 226 milhões.

    Para os resultados continuarem positivos, Folador destaca que outro fator que deve ser lembrado e praticado pelos suinocultores gaúchos é a sanidade durante toda a produção. “É preciso prezar pela qualidade da carne suína gaúcha. Por conta disso é necessário manter a sanidade do rebanho de suínos. Fator fundamental para continuarmos exportando grandes volumes e mantendo um equilíbrio entre o mercado interno e externo”, frisa.

    Preço pago ao produtor

    Mesmo que os resultados estejam positivos nas exportações, o 1º vice-presidente da Acsurs, Mauro Antonio Gobbi, acredita que o preço pago pelo quilo do suíno aos suinocultores ainda é baixo.

    “Se não fosse todo esse volume exportado, o preço estaria ainda pior para o produtor de suínos, já que o consumo no mercado interno reduziu. Apesar disso, ficamos um pouco indignados porque quem está exportando está ganhando dinheiro. Mas nós suinocultores independentes, estamos vendendo suínos para o mercado interno abaixo do custo de produção. Logo após o Coronavírus o suíno baixou 20% e os custos subiram 20%”, ressalta Gobbi.

  • RS avalia nova safra de cebola

    O Rio Grande do Sul deve colher na safra 2020/2021 um total de 121 milhões 551 mil toneladas brutas de cebola. A área deve ser de 4.662,58 hectares em 4.052 unidades produtoras, a maioria de agricultores familiares. A produtividade deve ficar em torno de 26.069,62 kg-hectare. Cerca de 98% da cebola é plantada através de transplante manual de mudas. Os dados foram apresentados pela Emater-RS, conveniada da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), durante reunião por videoconferência da Câmara Setorial da Cebola na tarde desta terça-feira (30). Os maiores produtores gaúchos são os municípios de São José do Norte, Tavares, Rio Grande, Nova Pádua, Caxias e Ibiraiaras.

    Participaram da reunião representantes da cadeia produtiva da cebola, de associações, da Associação Nacional dos Produtores de Cebola (Anace), de prefeituras, pesquisadores da Embrapa e da Emater-RS, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Fetag, Famurs, Secretaria de Desenvolvimento e Turismo do RS, Ceasa e da Secretaria da Agricultura.

    Entre os maiores desafios colocados para os produtores está a importação de cebola nos meses onde a produção nacional cai, entre abril e junho. O país que mais vende para o Brasil é a Argentina, com 40 mil toneladas, seguido da Espanha e Países Baixos, principalmente a Holanda. Em 2019, a importação chegou a 211.523 toneladas. Só até maio deste ano já foram importadas 136.909 toneladas de cebola.

    Durante a reunião, a Emater-RS apresentou o sistema que vai auxiliar os agricultores no cumprimento da IN nº 02-2018, do Mapa/Anvisa, que dá prazo para que os produtores coloquem um selo com todas as informações sobre origem, movimentação e venda dos produtos vegetais frescos ao longo da cadeia produtiva. A Instrução define como será o sistema de rastreabilidade dos produtos e as datas de adequação dos diferentes grupos.  São considerados vegetais frescos frutas, hortaliças, bulbos e tubérculos, embalados ou não, destinados ao consumo. Uma cartilha foi desenvolvida pelo Grupo de Trabalho Alimento Seguro, para auxiliar o agricultor (acesse aqui a cartilha) neste processo.

    O Sistema de Rastreabilidade de Produtos Vegetais (SISRAST), desenvolvido pela Emater, pode ser acessado de forma gratuita a partir de um cadastro prévio. Veja aqui como funciona.

    Ao final da reunião, foi anunciado que o Ministério da Integração deve liberar recursos para compra de sementes de cebola através do PAA Sementes para os municípios da região litorânea, quais sejam: Tavares, Rio Grande, Mostardas e São José do Norte. A Conab deve fazer a intermediação.