Rosaura Bastos Bellinaso

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  • Soja: Mercado opera com estabilidade ajustando posições nesta 4ª em Chicago no pré feriado

    Nesta quarta-feira (25), os preços da soja seguem operando com estabilidade no campo positivo. O mercado parece cauteloso e se ajustando antes do feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA, que será comemorado nesta quinta (26), e, por volta de 7h20 (horário de Brasília), os ganhos variavam entre 3,75 e 4,25 pontos. O janeiro tinha US$ 11,95 e o março, US$ 11,97 por bushel.

    A atenção permanece sobre os fundamentos, ainda muito positivos, especialmente as condições de clima na América do Sul e a demanda forte.

    Do mesmo modo, há analistas internacionais apostando em preços alcançando os US$ 15,00 por bushel caso a severidade do La Niña aumente nos próximos meses e ameace ainda mais a oferta sul-americana. Nesta segunda-feira (23), o mercado chegou a testar os US$ 12,00, não conseguiu sustentar-se neste patamar, mas segue próximo dele.

    “É tradicional a semana de Ação de Graças ser uma semana de garantia de lucros e/ou ajuste de posições para que os traders possam curtir o feriado prolongado sem estarem descobertos. Mas, o mercado este ano encontra suporte de compra a qualquer tentativa de liquidação, mesmo em momento de mercado tecnicamente sobrecomprado após tendência altista de cerca de 15 semanas em média”, explica Steve Cachia, consultor de mercado da Cerealpar e da TradeHelp.

  • “La Niña não é o fim do mundo”, diz meteorologista

    Tem muito produtor de olho nos efeitos da La Niña sobre o clima na agricultura. O fenômeno costuma causar estiagem no Sul, com efeitos já sentidos nas lavouras do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e chuvas de forma mais concentrada no Centro-Oeste e Nordeste.

    Durante um evento o meteorologista da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul (Seapdr), Flávio Varone, abordou o La Niña e os efeitos nos próximos meses. Para ele não há motivos para pânico. As chuvas devem diminuir no Sul nos próximos meses e esse é considerado um episódio costumeiro, especialmente na Metade Sul gaúcha. Os maiores efeitos devem se concentrar no Norte onde, em novembro, ainda tem um percentual bom de chuva, mas no geral ela diminui.

    “Estamos com o La Niña agora, mas também não é tão preocupante assim, não é o fim do mundo. Em anos anteriores, já tivemos o fenômeno. É corriqueiro acontecer”, tranqüilizou. O pesquisador acredita que a diminuição da chuva no Norte e Noroeste do Estado preocupa mais, porque é uma área “extremamente” produtora e pode trazer problema neste final de primavera, até dezembro. “É uma condição que está presente, que a gente tem que ter bastante cuidado neste sentido”, alertou.

    Por outro lado, Varone afirmou que, por enquanto, não há uma previsão de que os meses de janeiro e fevereiro sejam secos como no último verão. “A tendência é que tenhamos uma La Niña se concretizando até meados de janeiro, quando começa a sofrer declínio. No início do outono, as chuvas devem se normalizar. É uma La Niña rápida e fraca”, destaca.

    FONTE: AGROLINK – https://www.agrolink.com.br/noticias/-la-nina-nao-e-o-fim-do-mundo—diz-meteorologista_442395.html

  • Bom estabelecimento da lavoura favorece a produtividade da soja

    Pesquisador da CCGL explica pontos que merecem atenção na semeadura da cultura. O bom estabelecimento da lavoura é indispensável para obtenção de altas produtividades na cultura da soja. Conforme o Pesquisador da CCGL, Tiago Hörbe a lógica está no entendimento de que cada planta é uma unidade de produção da lavoura, de modo que espaços falhos corresponderão a unidades da área sem produção, da mesma forma que plantas próximas umas das outras (duplas) competirão por luz, água e nutrientes, o que consequentemente comprometerá o seu potencial produtivo.

    Tiago explica que nesse sentido destacam-se alguns processos que merecem atenção no momento da semeadura: definição da densidade de plantas adequada a cultivar, época de semeadura e ambiente de produção; velocidade, umidade do solo e profundidade de semeadura adequada; e equidistância entre plantas na linha de semeadura.

    Para mais informações acesse o site e as redes sociais da Rede Técnica Cooperativa (RTC) ou entre em contato com o técnico de sua cooperativa.

  • Reflexos da estiagem gaúcha devem impactar novamente mercado do leite

    Os desafios enfrentados pela cadeia láctea foram debatidos na noite deste dia 18 de novembro no debate sobre Mercado Lácteo, no evento virtual “Agropauta Web Talks”, promovido pela AgroEffective. Participaram o presidente da Associação das Pequenas e Médias Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul, Delcio Giacomini, o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, o economista da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Tarcísio Minetto, e o presidente do Conseleite/RS e assessor da Farsul, Rodrigo Rizzo.

    Apesar de uma alta no preço do leite ao produtor ao longo do ano, que vem desacelerando neste momento, não houve uma compensação ao menos para os criadores de gado leiteiro do Rio Grande do Sul. A estiagem que assolou o Estado no início do ano e que agora novamente se avizinha ligam o sinal de alerta de toda a cadeia produtiva, especialmente com a falta de alimentação e aumento dos custos já sentidos. Além disso, a questão tributária e as importações também vem pressionando a cadeia.

    Segundo Giacomini, quando se fala insumos, as pequenas e médias indústrias também tem sofrido com a alta dos custos de produção. A pandemia também foi determinante para as empresas, especialmente no início. “Também precisamos trabalhar com margens. Também estamos preocupados com o produtor no campo que produz esse leite. A pandemia atrapalhou nossa margem que já era pouca, mas estamos trabalhando com a conscientização para incentivar o produtor. De que forma incentivar o produtor? Pagando bem. Pois sem o leite do produtor não temos indústria”, ressaltou.

    Tang reforçou que o produtor já veio de uma estiagem anterior e que agora deve amargar um novo cenário de prejuízos. Para sobreviver a estas adversidades, o dirigente reforçou que é preciso que haja uma margem de lucro para planejamento. “Sem comida não tem como a vaca ficar viva imagina produzir leite. O leite é uma atividade de médio e longo prazo. O produtor já se profissionalizou. O produtor que não defende qualidade e sanidade como pré-requisitos, estará fora do mercado. Só que ele tem que ter o mínimo lucro. Por mais que a gente ame nossa atividade, ele não pode trabalhar com uma margem mínima de lucro. E tem muito produtor que está trabalhando no vermelho há muito tempo”, ponderou.

    Já Minetto explanou que o mercado é preocupante no sentido de que em algumas regiões produtores já consolidam expressivas perdas no milho, o que deverá dificultar o acesso à ração. “Pelo cenário, houve um momento interessante até o final de setembro e depois os preços começaram a sinalizar uma tendência de queda. Ainda por cima esta estiagem deixa o cenário complexo. Em algumas regiões do Noroeste gaúcho já temos perdas de 70% a 80% e esse milho não pode nem ser aproveitado para a ração animal. E já vinha uma composição fraca de alimentação com a silagem desde a safra passada e agora se agrava”, destaca.

    Rizzo lembrou a pandemia também impactou no aumento de custos de produção ao produtor, fato já consolidado, mas que o produtor deve ter o ensinamento de administrar o futuro com as informações para ter um planejamento na propriedade. Analisou também que, em relação à estiagem, se o alimento não chegar para os animais, a conversão para o leite ficará mais difícil. “Todas estas dificuldades, em termos das nossas pastagens e também do milho e da soja que complementam a alimentação dos animais, se agravam com a seca. Se não tivermos milho ou soja para oferecer aos nossos animais viveremos dentro de um quadro complicado”, frisou.

    Fonte:

    AgroEffective

  • Após máxima em 6 anos, preços da soja recuam em Chicago nesta 5ª feira

    A manhã de quinta-feira (19) é de baixas para os preços da soja na Bolsa de Chicago. As cotações recuam pela primeira vez em uma semana após fortes e consecutivas altas e, por volta de 7h55 (horário de Brasília), as perdas variavam entre 9,75 e 10,25 pontos nos contratos mais negociados. Assim, o janeiro tinha US$ 11,65 e o março, US$ 11,64 por bushel.

    O mercado se ajusta após marcar suas máximas em seis anos na CBOT, motivadas essencialmente pela força da demanda pela soja norte-americana e pelas preocupações com a nova safra da América do Sul. Somente neste ano, as cotações da commodity já acumulam uma alta de mais de 20%.

    Apesar do recuo, os preços ainda permanecem muito elevados e os traders continuam a monitorar, principalmente, as condições climáticas no Brasil e na Argentina. As chuvas que chegam a ambos os países ainda são irregulares e mal distribuídas, em alguns pontos com baixos volumes e insuficientes para reverter o estresse hídrico.

    E no paralelo, a China segue fazendo boas compras nos EUA, onde os estoques finais são estimados como um dos menores da história.

    Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

    + Clima na América do Sul vai ditar ritmo de compra e venda da soja e o tempo que deve levar para patamar dos U$12 se consolidar

    Por:

    Carla Mendes | Instagram @jornalistadasoja

    Fonte:

    Notícias Agrícolas

  • RS em alerta para fortes chuvas

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de temporais para todas as regiões do RS, ao longo desta quarta-feira Podem ocorrer rajadas de vento de até 100 km/h e eventual queda de granizo, com risco de corte no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores e alagamentos.

    As temperaturas estão subindo muito no Estado desde o inicio do dia. As marcas podem passar dos 30 graus.  As condições são para tempestades bastante severas, com potencial destrutivo.

    Na quinta-feira o calor se intensifica ainda mais e a temperatura pode chegar a 35 graus na região dos Vales e alcançar os 40 em algumas áreas do Estado. O maior risco de granizo para o Vale do Rio Pardo está concentrado na quinta-feira à tarde, mas há possibilidade de ocorrências já pela manhã e ainda na sexta-feira.  Os volumes de chuva esperados para a região ficam entre 50 e 100 milímetros, mas podem ser registrados acumulados maiores em alguns pontos. Há risco de alagamentos em várias regiões gaúchas, inclusive nos vales.

    via: METSUL

  • CCGL inclui setor de manejo de culturas em suas pesquisas

    A Unidade de Pesquisa e Tecnologia da CCGL, aliada ao projeto da Rede Técnica Cooperativa – RTC, integrou, no segundo semestre de 2020, uma nova linha de experimentação, o manejo de culturas.

    O novo setor busca desenvolver e validar manejos e sistemas de produção para diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com o enfoque em grãos e sistemas integrados da área agrícola, visando à rentabilidade e sustentabilidade dos produtores associados.

    Conforme o Pesquisador da CCGL e coordenador da nova área de estudo, Eng. Agr. Tiago Hörbe, as pesquisas focarão na ecofisiologia das culturas de lavoura objetivando investigar encaixes e oportunidades para diferentes sistemas de produção. Serão conduzidos estudos que envolvem diferentes práticas culturais como plantabilidade, população de plantas, épocas de semeadura e outros, sempre buscando o ajuste capaz de maximizar a produtividade das culturas, explica Dr. Tiago.

    Para o Gerente de Pesquisa da CCGL Geomar Corassa o novo setor foi estruturado para atender às demandas das cooperativas e dos produtores cooperados, junto com as outras linhas de pesquisas CCGL e RTC. O objetivo é promover cada vez mais a geração de conhecimento e inovação, completa Geomar.

    A CCGL também conta com pesquisas nas áreas da conservação do solo, plantas daninhas, manejo de pragas e doenças, fertilidade do solo e nutrição de plantas, além de um tambo experimental. As cooperativas associadas têm acesso ás informações através de boletins técnicos, dias de campo e treinamentos e informações complementares no site www.ccgl.com.br/site/rede-tecnica-cooperativa.

  • Próximos dias serão de chuva e umidade no Estado

    Os próximos sete dias serão úmidos e com totais elevados de chuva no Rio Grande do Sul, de acordo com o Boletim Integrado Agrometeorológico nº 12/2020 divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), em parceria com a Emater-RS e Irga. .

    Na sexta-feira (25), o tempo permanecerá seco e a presença de uma massa de ar quente favorecerá a elevação das temperaturas, com valores próximos de 30°C em grande parte do Estado. Somente na Zona Sul há possibilidade de pancadas isoladas de chuva.

    No decorrer do sábado (26) e no domingo (27), a propagação de uma frente fria vai provocar chuva em todas as regiões, com possibilidade de temporais isolados, principalmente na Metade Sul e na Faixa Leste.

    Na segunda-feira (28), o ingresso de ar seco afastará a nebulosidade e deixará as temperaturas amenas em todo o Estado. Na terça (29) e quarta-feira (30), o deslocamento de uma nova frente fria vai provocar chuva em todo o Rio Grande do Sul, e novamente poderão ocorrer temporais isolados.

    Os volumes previstos são elevados em algumas regiões e deverão oscilar entre 20 e 40 mm na maioria das localidades do Norte e Nordeste. Na Fronteira Oeste, Região Central, Campanha, Zona Sul e na Faixa Leste, os totais deverão oscilar entre 50 e 70 mm, podendo superar 80 mm em vários municípios.

    O boletim também avalia as condições atuais das culturas de milho, feijão, hortigranjeiros, mandioca e arroz. O documento completo pode ser consultado neste

  • Sementes misteriosas da China foram plantadas no Paraná

    O assunto ainda é um mistério. Nas últimas semanas moradores do Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e do Rio Grande do Sul que compraram produtos da China receberam junto ao pedido, pelos Correios, amostras de sementes não identificadas, como uma espécie de brinde. Autoridades alertaram para que elas fossem entregues aos órgãos de agricultura por não serem conhecidas nem se ter conhecimento dos danos que podem causar às lavouras brasileiras, como a disseminação de pragas.

    Em Maringá, norte paranaense, uma mulher recebeu os pacotes da mesma forma no ano passado e resolveu plantar as sementes em um balde no seu quintal. A planta está crescendo e se reproduzindo e já solta novas sementes.

    A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) recolheu uma amostra da planta e enviou ao Ministério da Agricultura para que seja analisada para identificar as espécies e eventuais patógenos presentes no material. Segundo o órgão o Mapa está criando um protocolo para o recolhimento de plantas que nasceram a partir destas sementes que estão sendo enviadas.

    A dona de casa disse ao site GMC que as sementes vieram em nome do marido que era agricultor e gente pensou que fosse algo normal. “Achamos até que fossem suculentas porque estava no auge as sementes de suculentas. Mas aí essa planta cresceu, não solta flor e é bem estranha. A gente fica pensativa”, disse. Ela resolveu avisar a Adapar depois de ver o assunto em notícias.

    Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski