Rosaura Bastos Bellinaso

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  • O que estamos fazendo em nossa lavoura durante o inverno?

    Atualmente a nossa agricultura está baseada em uma única cultura: a soja. Mas, para que haja um bom desenvolvimento e alta produtividade de soja, é importante termos um solo com boa fertilidade, sem compactação e sem plantas daninhas, por isso o inverno é o momento para a realização de manejos que favoreçam essas condições.

    Com a baixa frequência de trigo em nossa região, muitas áreas ficam abandonadas desde meados de março até o mês de setembro, isso acarreta o aumento da população de plantas daninhas. Segundo o engenheiro agrônomo Felipe Michelon, em outros casos, o gado é empregado sem critério e sem manejo adequado, o que resulta na compactação. A terceira situação é a implantação de uma cultura como a aveia, ou o próprio trigo com pouco uso de fertilizantes causando um esgotamento do solo.

    Há algumas alternativas, mesmo com todos os riscos que a cultura apresenta, o trigo é uma boa opção para implantação na lavoura, visando colheita de grãos, assim como a aveia, que apresenta um risco inferior ao trigo, mas ambos precisam de manejo adequado com fungicidas, inseticidas, herbicidas e principalmente fertilizantes”, comenta Felipe.

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    Outra alternativa, conforme o agrônomo, é estruturar o solo com plantas de cobertura, visando prepara-lo para o cultivo de verão. Uma boa opção neste caso, são os consórcios com diferentes culturas (nabo + aveia + centeio ou ervilhaca + aveia, entre outros). “Por último mas não menos importante há a opção de pastagem. É uma ótima alternativa e que pode ter uma rentabilidade boa sem agredir o solo, desde que manejado adequadamente, ou seja, utilizar uma pastagem implantada (aveia, azevem, entre outras) pastagem essa feita com uma adubação correta, sem plantas daninhas”, ressalta o Engenheiro Agrônomo.

    Felipe também recomenda que após ter a lavoura de pastagem é fundamental manejar o gado adequadamente principalmente quanto a lotação e momento de entrada dos animais na lavoura, visando minimizar o efeito de compactação do solo. Das alternativas descritas acima, todas têm seus pontos fortes e fracos por isso é importante conciliar cada local a melhor alternativa. Precisa de ajuda ou quer saber mais sobre as alternativas em lavoura de inverno? Procure nossos técnicos COTRIJUC / GETAGRI.

  • Primeira etapa de vacinação contra febre aftosa atinge 98% de cobertura

    O Brasil atingiu 98,34% de cobertura vacinal (índice de imunização) na primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa, realizada em maio, conforme dados preliminares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Do rebanho de 197 milhões de bovinos e búfalos de todas as idades previstos para serem vacinados, foram imunizados 193,7 milhões. Os estados do Acre, Paraná e Espírito Santo vacinaram apenas os animais de até 24 meses.

    Apenas o Amapá e Santa Catarina não participaram da primeira etapa. Isso porque o Amapá aplica a vacina em todo o rebanho no segundo semestre e Santa Catarina deixou de vacinar em 2007, sendo a única unidade da federação reconhecida internacionalmente como livre da aftosa sem vacinação. O Ministério recomenda cobertura vacinal (animais e propriedades) de, no mínimo, 90%.

    Segundo a chefe substituta da Divisão de Febre Aftosa do Mapa (Difa), Ana Vidor, a cobertura vacinal nessa primeira etapa de 2019 foi satisfatória, atinge os índices estabelecidos pelo Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) e demonstra também um comprometimento do setor produtivo em continuar combatendo a doença contra a qual vem lutando há muitos anos.

    “Para que a gente consiga fazer uma retirada gradual da vacina é necessário sejam executadas diversas ações, algumas de nível nacional, outras em nível estadual com participação do setor produtivo. É preciso comprometimento não só do Serviço Veterinário Oficial, mas também da cadeia produtiva incluindo o produtor rural”, explicou.

    A partir de 1º de novembro, quase todos os estados vão iniciar a segunda etapa de vacinação dos animais jovens. Apenas os estados do Acre, Amapá, Roraima, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul irão vacinar o rebanho de todas as idades.

    O Paraná prossegue suas ações para que não vacine mais o rebanho na campanha de novembro, mudança que dependerá do atendimento de ações pendentes e que estão previstas no plano estratégico do PNEFA.

  • Exportação de grãos irá crescer 40% na próxima década

    As projeções de exportação para os próximos dez anos apontam o embarque de 138 milhões de toneladas de grãos, com acréscimo de 39 milhões de toneladas em relação a 2019, o que corresponde a 40% de incremento. Os dados fazem parte do estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29, produzido pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

    O algodão em pluma é um dos destaques e deverá registrar aumento nas vendas externas em 43%, a soja em grão, 42%; e o milho, 33%. Entre os principais produtos exportados, o açúcar sai de 18 milhões de toneladas alcançando 24 milhões de toneladas, e o café, de 35 milhões de sacas para 41,2 milhões de sacas.

    O estudo destaca que, em 2028/29, 35,5% da produção de soja devem ser destinados ao mercado interno, no caso do milho, 65,3%; e no café, 49,2%. “Haverá, assim uma dupla pressão sobre o aumento da produção nacional, devida ao crescimento do mercado interno e das exportações do país. As carnes deverão ter uma forte importância no crescimento”.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, 2019) projeta que, em 2028/29, o Brasil será o maior fornecedor mundial de soja (49%) e o segundo maior de farelo de soja (26,9%). No caso do milho, ficaremos na segunda posição, com 21,7%, atrás somente dos norte-americanos (35,8%).

    Frutas
    A participação das frutas têm crescido no mercado interno quanto no internacional. No próximo decênio, terão alta os embarques de manga, maçã e uva, com incremento de 61%, 54% e 41%, respectivamente.

    Em 2018, as exportações renderam US$ 980,6 milhões, o equivalente a 878 mil toneladas, incluindo nozes e castanhas. Mamão papaya (US$ 50 milhões), mangas (US$ 178,82 milhões) e melões (US$ 136 milhões) apresentaram, no ano passado, os melhores desempenhos em valor nas vendas externas.

    No entanto, o Brasil exporta pouco do que produz. O país é o terceiro maior produtor mundial de frutas (fica atrás da China e Índia), porém exporta apenas 2,5% da produção, conforme dados do ministério e do setor de 2018.

    “As exportações de mamão, maçã e uva, representam em torno de 3% da quantidade produzida. Os principais mercados para as frutas brasileiras são os Países Baixos, Estados Unidos, Reino Unido e Espanha”, diz o estudo.

  • CCGL consegue autorização para investimento de R$ 500 milhões em sua unidade portuária, TERMASA.

    Documento foi assinado em reunião com o governador do Estado, Eduardo Leite.

    Em reunião no Palácio do Piratini com o governo estadual, nesta quarta-feira (24), os representantes da CCGL, o presidente, Caio Vianna e o diretor superintendente, Guillermo Dawson Júnior, com o apoio do presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires conseguiram a autorização para o investimento de R$ 500 milhões em sua unidade portuária de Rio Grande, TERMASA.

    Com a ampliação, a capacidade de escoamento de produtos agrícolas da CCGL será quadruplicada. Atualmente, o chamado fluxo de expedição é de 1,5 mil toneladas por hora e saltará para 6 mil toneladas por hora e a capacidade de armazenagem passará de 278 mil toneladas para 778 mil toneladas.

    Conforme o presidente da CCGL, o projeto prevê três anos para ser concluído, já que os navios seguirão operando durante a obra, e a expectativa é iniciar os trabalhos ainda neste ano. “Vamos enviar em seguida esse documento que faltava para a secretaria nacional dos portos e assim que obtivermos a aprovação, vamos iniciar a obra imediatamente”, completou Caio Vianna.

    Conforme secretário de logística e transportes, Juvir Costella, o papel do governo é facilitar os investimentos necessários para o crescimento do estado. O superintendente dos portos do RS, Fernando Estima relatou que foi realizado um estudo, onde se observou que a proposta condiz com o ambiente logístico do porto de Rio Grande e com os planos estratégicos do governo.

    O secretário da agricultura, pecuária e desenvolvimento rural, Covatti Filho, comemorou o andamento do processo, pois, segundo ele, terá impacto direto em toda a economia gaúcha. “A agricultura corresponde a 42% do nosso PIB. Investir em escoamento da produção, significa ampliação dos negócios e, consequentemente, crescimento econômico”, finalizou Covatti.

     


    TERMASA E TERGRASA

    Atualmente a unidade de logística da CCGL é composta pelos terminais TERMASA e TERGRASA, sendo responsável pelos serviços de recebimento, armazenagem e expedição de granéis agrícolas no Porto do Rio Grande. Juntos os Terminais representam cerca de 14% das exportações da soja brasileira e 52% do movimento dos grãos do Rio Grande do Sul.

    Fernando Batista – Auxiliar de Marketing

  • Utilização da Soja na Alimentação de Ruminantes

    Os ruminantes, entre os quais bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos apresentam sistema digestivo, composto por rúmen, retículo, omaso, abomaso e intestinos delgado e grosso. Os três primeiros compartimentos funcionam como uma câmara fermentativa, na qual os alimentos grosseiros, porção fibrosa das plantas e subprodutos diversos são digeridos, com posterior metabolização, dando origem a alimentos de elevado valor nutritivo, como leite e carne (Costa et al., 1996). Desta forma, estes animais exercem importante papel no aproveitamento de resíduos e subprodutos da agricultura na sua alimentação, que não seriam de grande utilidade para outros fins, fazendo com que estes sejam reciclados, além de reduzir a demanda por alimentos mais nobres (cereais) voltados à alimentação humana e de outras espécies animais, como aves e suínos.

    Os resíduos e subprodutos agrícolas podem apresentar mercados já definidos, representando significativo aporte financeiro à agroindústria, como são os casos das tortas de oleaginosas, melaço e farelos de trigo e arroz. Mas a grande parte destes são materiais lignocelulósicos, que requerem tratamentos a fim de romperem a fração fibrosa e melhorar seu valor nutritivo. Isto, muitas vezes implica em elevados custos, que pode inviabilizar o seu aproveitamento (Burgi,1986). Na criação intensiva de ruminantes, os gastos com alimentação representam um dos principais componentes do custo de produção; com gado leiteiro podem oscilar entre 30 a 60% dos custos, dependendo do tipo de exploração. A busca de alimentos alternativos e de baixo valor comercial, como os resíduos e subprodutos agrícolas, representa uma forma de minimizar os gastos com alimentação. Entretanto, Buschinelli (1992) alerta para o risco da contaminação química e biológica que estão sujeitos os resíduos e subprodutos da agricultura. Esta contaminação pode atingir a cadeia alimentar, inicialmente pelos animais e, posteriormente alcançar o homem. Dentre os vários fatores a serem considerados na escolha de um subproduto a ser utilizado na alimentação de ruminantes, Carvalho (1992) destaca os seguintes: a quantidade disponível; a proximidade entre a fonte produtora e o local de consumo; as suas características nutricionais; os custos de transporte, condicionamento e armazenagem. A viabilidade da utilização de resíduos e subprodutos agroindustriais como alimentos para ruminantes, requer trabalhos de pesquisa e desenvolvimento, visando a sua caracterização, aplicação de métodos de tratamento, determinação de seu valor nutritivo, além de sistemas de conservação, armazenagem e comercialização.

    A cultura da soja (Glycine max) em Rondônia teve uma grande expansão durante a década de 80, quando atingiu mais de 9.000 ha plantados. Mas em função de várias dificuldades, ocorridas no início dos anos 90, como: custo de transporte, queda de preço, planos econômicos, endividamento dos produtores; muitos sojicultores viram-se obrigados a abandonarem a atividade, havendo um decréscimo em mais de 50% da área plantada neste período. Segundo a Embrapa, na safra 2004/2005, a área utilizada com o plantio da soja em Rondônia foi superior aos 84.000 ha. Com a recente abertura da hidrovia do Rio Madeira para o transporte de grãos, investimento de grupos privados, e elevação dos preços internacionais, a sojicultura rondoniense apresenta novas perspectivas, principalmente nas regiões de Vilhena, Pimenta Bueno e Ariquemes, podendo vir a ocupar posição de destaque na agricultura do estado (Oliveira, no prelo). Vários resíduos e subprodutos obtidos com a cultura e o beneficiamento da soja podem ser utilizados na alimentação de ruminantes, representando excelentes fontes de proteína e energia (farelos e grãos), fibra (resíduos de beneficiamento, casquinha, restos culturais).

    1.Casca do grão de soja (CGS)

    A remoção do tegumento do grão de soja, separando a casca do embrião durante o processamento, possibilita a obtenção de farelos de soja com elevado teor de PB (48 a 50%), resultando como subproduto a CGS. Tambara et al. (1995) determinaram o valor nutritivo da CGS em ensaio de digestibilidade in vivo com ovinos. Concluíram que embora este subproduto apresente alto valor em fibra (33,8%), possui alto valor nutritivo para ruminantes, com coeficientes de digestibilidade aparente de 65, 66, 61 e 68% para MS, MO, PB e FB, respectivamente. Por suas características, pode ser considerado um alimento concentrado-volumoso. Como fonte de fibra em rações altamente energéticas para vacas em lactação, a CGS não deve exceder a 28% da dieta, pois níveis mais altos podem reduzir a digestibilidade da ração. Observando-se este limite, a CGS pode substituir o milho sem comprometer a produção de leite (Silva, 1995).

    2. Farelo de soja (FS)

    O FS resulta da extração do óleo dos grãos. Representa uma excelente fonte de proteína, tem boa palatabilidade com bom balanço de aminoácidos de alta disponibilidade. O conteúdo de PB na matéria seca oscila entre 42,5 a 55,6%, dependendo do método de extração de óleo e processamento, podendo constituir a única fonte protéica na dieta de ruminantes (Silva, 1995). A presença de alguns componentes antinutricionais (inibidores de enzimas digestivas e alergênicos, tais como a sojina) no FS e grãos de soja cru, reduzem a eficiência na utilização da proteína e podem até causar a morte de animais monogástricos , bem como de bezerros na fase na fase pré-ruminante. Tais efeitos não são observados nos ruminantes adultos, como constataram Alves et al. (l997). A proteína oriunda do FS apresenta alta degradabilidade ruminal (0,71 a 0,90%), que pode comprometer o desempenho de animais suplementados com este subproduto. O tratamento por calor (tostagem a 165oC durante 150 minutos para o FS; 146oC durante 30 minutos para o GS) é o processo mais usual a fim de inibir os fatores antinutricionais e reduzir a degradabilidade ruminal da proteína da soja. No entanto, tal processo deve ser bem conduzido, pois se ocorrer super aquecimento, há queda acentuada na digestibilidade e disponibilidade de aminoácidos. O teste de urease monitora o grau de aquecimento dos subprodutos da soja (Silva, 1981; Tafuri, 1984). Sampaio et al. (1997) compararam três fontes protéicas em dietas isocalóricas e isonitrogenadas, ministradas a novilhos Canchim x Nelore em confinamento. A ração contendo FS propiciou ganhos de 1,26kg/animal/dia, conversão alimentar de 6,92kg de MS/kg de ganho, taxa de eficiência protéica de 1,07kg de PB/kg de ganho e consumo de 8,76kg de MS/animal/dia, resultando no melhor desempenho quando comparado ao farelo de algodão e soja integral. A utilização do FS na dieta de ruminantes está limitada ao seu preço, pois trata-se de um subproduto bastante utilizado nas rações de suínos e aves, além de obter boas cotações no mercado internacional que estimulam a exportação, pressionando a elevação da demanda e dos preços no mercado interno.

    3. Feno/Rolão de soja

    O rolão de soja é obtido através da colheita das plantas após a maturação dos grãos, quando o nível de umidade é adequado para o armazenamento (Burgi, 1986). Já, o feno de soja é colhido quando as plantas encontram-se no estádio de início de formação dos grãos, necessitando passar por processo de desidratação, até atingir níveis de umidade entre 15 e 25% (Canto et al., 1992). Por ocasião do fornecimento aos animais ambos devem ser triturados. O valor nutritivo do feno e rolão de soja está diretamente correlacionado com a percentagem de folhas e grãos existentes no material colhido, sendo considerados alimentos volumosos. A utilização do feno/rolão de soja na alimentação de ruminantes está condicionada ao mercado, que normalmente direciona a cultura da soja para produção de grãos, pois representa maior retorno econômico.

    4. Grão de soja (GS)

    Segundo Bonnecarrère (1995) o GS pode ser fornecido cru a ruminantes, já que os fatores antinutricionais não agem nesta espécie animal. No entanto, o alto conteúdo de gordura (aproximadamente 18%) pode interferir na fermentação ruminal, diminuindo a digestibilidade da fibra. O nível de gordura insaturada suplementar não deve ultrapassar a 3% da MS da dieta, o que representa menos de 15% de GS. Ao compararem o FS e o GS triturado como fonte protéica na dieta de terneiros confinados, Pelegrini et al. (1993) observaram que os animais alimentados com GS obtiveram os menores ganhos de peso (0,98 x 1,11kg/animal/dia) e pior conversão alimentar (16,4 x 15,2kg de alimento/kg de ganho), os autores recomendam uma avaliação econômica entre as duas dietas, a fim de orientar a recomendação de uma delas. Alves et al. (1997) constataram que o processamento do GS cru através da moagem não alterou o desempenho de bovinos Guzerá em confinamento, que obtiveram ganhos diários de 1,01kg/animal, consumo diário de 8,8kg de MS/animal com conversão alimentar de 8,75kg de MS/kg de ganho.

    5. Resíduos culturais da soja (RCS)

    Cruz (1983) estima que a proporção de resíduos em relação à planta de soja seja na ordem de 50%, representando uma grande quantidade de material, que normalmente é deixado na lavoura. Os RCS podem representar uma alternativa de alimento volumoso na dieta de ruminantes, principalmente após sofrerem tratamentos físicos/químicos a fim de reduzir a fração indigestível, já que apresentam elevados teores, expressos em % com relação a MS, de: fibra bruta (42,7), hemicelulose (13,9), celulose (44,2), lignina (14,1) e sílica (0,5), que comprometem sua utilização pelos animais (Marques Neto, 1984).

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    ALVES, J.B.; BERGAMASCHINE, A.F.; ISEPON, O.J. Processamento dos grãos de milho e de soja crua para alimentação de bovinos Guzerá em confinamento. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 34., 1997, Juiz de Fora, MG. Anais… Juiz de Fora: SBZ, 1997. 3p. (CD-ROM).

    BONNECARRÈRE S., L.M.; GONÇALVES, M.B.F. Alimentos para bovinos. In: CURSO SOBRE CONFINAMENTO DE BOVINOS DE CORTE, Santa Maria, RS, UFSM, 1995, n.p.

    BURGI, R. Utilização de resíduos agro-industriais na alimentação de ruminantes. In: SIMPÓSIO SOBRE MANEJO DA PASTAGEM, 8., Piracicaba, SP. Anais… Piracicaba: FEALQ, 1986. p.101-111. 542p.

    BUSCHINELLI, C.C.A. Impacto ambiental dos resíduos agropecuários e agro-industriais na alimentação animal. In: SIMPÓSIO UTILIZAÇÃO DE SUBPRODUTOS AGROINDUSTRIAIS E RESÍDUOS DE COLHEITA NA ALIMENTAÇÃO DE RUMINANTES. 1992., São Carlos, SP. Anais…São Carlos: EMBRAPA/UEPAE de São Carlos. p.45-67. 351p./

    CANTO, M.W. do; BARRETO, I.L.; PIRES, M.B.G. Avaliação de cultivares de soja na produção e qualidade do feno. Ciência Rural, v.22, n.3, p.307-312. 1992.

    CARVALHO, F.C. Disponibilidade de resíduos agro-industriais e do beneficiamento de produtos agrícolas. In: SIMPÓSIO UTILIZAÇÃO DE SUBPRODUTOS AGROINDUSTRIAIS E RESÍDUOS DE COLHEITA NA ALIMENTAÇÃO DE RUMINANTES. 1992., São Carlos, SP. Anais…São Carlos: EMBRAPA/UEPAE de São Carlos. p.7-27. 351p.

    COSTA, N. de L.; MAGALHÃES, J.A.; TAVARES, A.C.; TOWNSEND, C.R.; PEREIRA, R.G. de A.; SILVA NETTO, F.G. da. Diagnóstico da pecuária em Rondônia. Porto Velho: EMBRAPA/CPAF/Rondônia, 1996. 34p. (Embrapa Rondônia, Documentos, n.33)

    CRUZ, G.M. da. Resíduo de cultura. Informe Agropecuário, v.9, n.108, p.32-37, 1983.

    MARQUES NETO, J.; FERREIRA, J.J. Tratamento de restos de cultura para alimentação dos ruminantes. Informe Agropecuário, v.10, n.119, p.38-43, 1984.

    OLIVEIRA, S.J. de M. Diagnóstico da cultura da soja em Rondônia. Porto Velho: EMBRAPA/CPAF/Rondônia ( no prelo).

    PELEGRINI, L.F.V.; PIRES, C.C.; RESTLE, J. Efeito de duas fontes de protéicas sobre o desempenho de terneiros. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 30., Rio de Janeiro, RJ, 1993. Anais… Rio de Janeiro: SBZ, 1993. p.466.

    SAMPAIO, A.A.M.; BRITO, R.M. de; VIEIRA, P. de F.; TOSI, H. Efeito de fontes protéicas associadas à silagem de milho na terminação de bezerros mestiços Canchim confinados pós-desmama. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 34., 1997, Juiz de Fora, MG. Anais… Juiz de Fora: SBZ, 1997. (CD-ROM).

    SILVA, A.G. da. Algodão, amendoim e soja. In: SIMPÓSIO SOBRE NUTRIÇÃO DE BOVINOS, 6., 1995,Piracicaba, SP. Anais…Piracicaba: FEALQ. 1995. p.47-72. 351p.

    SILVA, J.F.C. da. Restos culturais e industriais na alimentação de ruminantes. Informe Agropecuário, v.7, n.78, p.40-47, 1981.

    TAFURI, M.L.; RODRIGUES, M.T. Subprodutos das industrias de óleos na alimentação animal. Informe Agropecuário, v.10, n.119, p.43-48, 1984.

    TAMBARA, A.A.C.; OLIVO, C.J.; PIRES, M.B.G.; BONNECARRÈRE S., L.M. Avaliação in vitro da digestibilidade da casca do grão de soja moída com ovinos. Ciência Rural, v.25, n.2, p.283-287, 1995.

    Claudio Ramalho Townsend (Embrapa Rondônia), João Avelar Magalhães (Embrapa Meio Norte), Newton de Lucena Costa (Embrapa Amapá)

     

  • Anvisa aprova marco regulatório dos agrotóxicos

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (23) o marco regulatório para agrotóxicos. Além de atualizar e dar maior clareza aos critérios adotados para avaliação e classificação toxicológica desse tipo de produto, o novo marco prevê alterações nos rótulos e na bula dos agrotóxicos para facilitar a identificação de riscos para a saúde humana. A mudança envolve regras de disposição de informações, palavras e imagens de alerta.

    As empresas terão um ano para se adaptarem às novas regras. O prazo contará a partir da publicação do novo marco no Diário Oficial da União, prevista para os próximos dias. Em relação aos produtos que já estão em circulação, a reclassificação será feita pela Anvisa que publicou edital requerendo informações sobre os produtos. De acordo a agência, já foram enviados dados para reclassificação de aproximadamente 1.950 agrotóxicos registrados no Brasil, quase 85% do volume total (2.300) em circulação.

    O marco regulatório dos agrotóxicos foi criado em harmonia com regras internacionais seguidas pelos países da União Europeia e da Ásia, o que, segundo a Anvisa,  fortalece as condições de comercialização de produtos nacionais no exterior, além de garantir mais clareza de informações.

    “A rotulagem é o que publiciza a avaliação do risco dos produtos. Por isso, a sociedade precisa conhecer o rótulo”, disse o diretor da agência Renato Porto, após participar da reunião que aprovou o documento. “Será possível comunicar melhor os perigos ao agricultor, que é mais vulnerável às substâncias por ser quem manipula tais produtos”, acrescentou.

    A classificação da toxidade dos produtos prevista no marco poderá ser determinada a partir dos componentes presentes nos produtos, impurezas ou na comparação com produtos similares. Para cada categoria, haverá a indicação de danos possível em caso de contato com a boca (oral), pele (dérmico) e nariz (inalatória).

    Produtos “Extremamente Tóxicos” e “Altamente Tóxicos” – categorias 1 e 2, respectivamente – terão uma faixa de advertência vermelha. Produtos “Moderadamente Tóxicos” (categoria 3) terão uma faixa de advertência amarela. Já os produtos “Pouco Tóxico” e “Improvável de Causar Dano Agudo” – categorias 4 e 5 – terão uma faixa azul.

    De acordo com a autoridade sanitária, nos processos de registro e monitoramento de agrotóxicos cabe à Anvisa avaliar questões relacionadas à saúde humana. Ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) cabem responsabilidades relacionadas às questões ambientais. Já as questões agronômicas e o registro de uso agrícola ficam a cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

    Na Folha: Anvisa adota risco de morte como único critério para classificar agrotóxicos
    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou nesta terça-feira (23) um novo marco legal para avaliação dos riscos à saúde vinculados a agrotóxicos.

    A mudança pode fazer com que agrotóxicos hoje classificados como “extremamente tóxicos” passem a ser incluídos em categorias mais baixas, como moderadamente tóxicos, pouco tóxicos ou com dano agudo improvável à saúde.

    Isso porque a agência vai adotar novos critérios e usar apenas estudos de mortalidade para definir a classificação —ou seja, os casos em que uma inalação ou ingestão traz risco de morte ou outros danos graves à saúde.

    Leia a reportagem na íntegra no site da Folha

  • Indústria láctea gaúcha comemora acordo com a China

    Indústrias gaúchas comemoram o anúncio feito nesta terça-feira (23/07) pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, de abertura do mercado da China para os produtos lácteos brasileiros. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do RS (Sindilat), Alexandre Guerra, é um potencial enorme e que deve colaborar com a estabilização do mercado brasileiro.

    “É um gigante que se abre para nós, mas precisamos entender que, para aproveitar essa oportunidade, precisamos ser competitivos. Ou somos eficientes ou estamos fora do mercado internacional”, reforçou. Atualmente, o Rio Grande do Sul tem sete indústrias aptas a exportar para a China.

    Segundo o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, uma alternativa extremamente interessante, e que deve ser levada pelo setor ao governo federal, seria viabilizar o uso do Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) para subsidiar o frete para a China. “Essa ferramenta colocaria o leite brasileiro em uma condição mais favorável de enfrentamento do mercado internacional e harmonizaria o mercado interno”, constatou.

    Comissão Técnica centralizará debates sobre qualidade do leite

    Durante a reunião de associados do Sindilat realizada nesta tarde em Porto Alegre (RS), o setor também avaliou como positiva a publicação da portaria 142 no Diário Oficial da União neste dia 22 de julho. O texto cria a nova Comissão Técnica Consultiva para Monitoramento da Qualidade do Leite (CTC Leite), instituída pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, como forma de concentrar os debates sobre a produção e processos do setor lácteo. A ação atende a pedido da Aliança Láctea Sul Brasileira – grupo do qual o Sindilat faz parte.

    A expectativa é que o colegiado permita debate aprofundado sobre temas importantes para o setor e as novas regras impostas pelas Instruções Normativas (INs) 76 e 77, já em vigor. O grupo ainda tem entre suas atribuições propor ações de curto, médio e longo prazo para melhorias da qualidade do leite. “As indústrias estão adaptadas e, a cada mês, executando medidas adicionais para elevar a qualidade do leite para os padrões exigidos pelas normativas. A cada reunião entre nossos associados evidenciamos maior índice de propriedades em conformidade”, ressaltou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra.

    A nova Comissão Técnica do Mapa será composta por representantes da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Secretaria de Defesa Agropecuária, Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, Secretaria da Agricultura Familiar e Cooperativismo, além de um representante da Rede Brasileira de Laboratórios da Qualidade do Leite (RBQL) e dois representantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados.

    Durante a reunião desta terça-feira, as empresas também aprovaram as contas do Sindilat no primeiro semestre do ano, que foram detalhadas pelo diretor Angelo Sartor. O secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ainda fez relato sobre os projetos que estão sendo alinhados pelo sindicato para a Expointer 2019, de 24 de agosto a 1º de setembro.

  • USDA: Boletim mostra apenas 7% da soja em formação de vagens, contra 41% de 2018

    O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), em seu novo boletim semanal de acompanhamento de safras divulgado nesta segunda-feira (22), mostrou que o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições ficou em 54%, o mesmo da semana anterior, como muitos previam no mercado. São 34% dos campos em condições regulares e 12% em situação ruim ou muito ruim, também números sem alterações.

    Por outro lado, o USDA reduziu o índice do milho de 58% para 57% em uma semana. Parte do mercado apostava nessa ligeira baixa, enquanto outros analistas acreditavam que o boletim poderia trazer o número em 59%. Assim, 30% das plantações estão regulares e 13% em condições ruins ou muito ruins, contra 12% da semana anterior.

    O relatório mostrou ainda que 7% das lavouras de soja já estão formando vagem, número bem menor do que o do ano passado, quando eram 41%, e também abaixo dos 28% de média para as últimas cinco safras. Em estágio de florescimento estão 40% das plantações, contra 22% da semana anterior, 76% de 2018 e 66% de média plurianual.

    Ainda sobre o milho, o índice de lavouras em fase de embonecamento passou de 17% para 35% na semana, de acordo os números do USDA. Há um ano, esse número era de 78% e a média das últimas cinco safras é de 66%.

    CLIMA NOS EUA

    Após uma severa onda de calor que vinha preocupando produtores norte-americanos em diversas partes do país, as condições para os próximos dias parecem ser mais favoráveis no Corn Belt, de acordo com as previsões atualizadas durante este final de semana.

    Segundo as informações do NOAA, o serviço oficial de clima do governo dos EUA, as temperaturas poderão ficar ligeiramente acima da média na próxima semana. “Mas o calor não parece ser ameaçador em muitos pontos e, algumas áreas poderão ficar mais secas”, explica o analista sênior do portal Farm Futures, Bryce Knorr.

    Ainda acordo com a instituição, as chuvas ainda se concentram mais no leste dos EUA, principalmente nos estados da costa do país, como mostra o mapa a seguir com a previsão para 22 a 19 de julho. No centro do cinturão e mais a Oeste, os volumes esperados para o período são bem mais limitados.

    Em sua seção “Feedback From The Field”, no Farm Futures, ou “feedback do campo”, o analista sênior de mercado Bryce Knorr afirma que os produtores norte-americanos vêm relatando problemas no campo e registrando condições de deterioração de suas lavouras tanto de soja, quanto de milho, em função do calor extremo.

  • Portaria define ZARC para soja

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou hoje no Diário Oficial da União as portarias número  61 a 76 que estabelece o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura da soja.  O objetivo é reduzir os riscos relacionados a problemas climáticos e também o risco fitossanitário causado pela ferrugem asiática da soja.

    O Zarc leva em conta recomendações de instituições de pesquisa sobre medidas de manejo que incluem o período de vazio sanitário e o calendário de plantio para reduzir os riscos relacionados aos aspectos fitossanitários.

    Os agricultores precisam observar as recomendações do ZARC para ter acesso aos benefícios do Proagro e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. A seguir, uma nota técnica assinada pelo secretário de Política Agrícola substituto, Silvio Farnese, e pelo secretário de Defesa Agropecuária substituto, Fernando Mendes, a respeito do ZARC da soja:

    “Com a produção nacional de soja estimada em mais de 115 milhões de toneladas e área plantada superior a 35 milhões de hectares, o complexo soja é uma das principais atividades do agronegócio brasileiro. Quase todas as unidades da federação produzem soja, sendo que os estados de Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul concentram mais da metade da produção nacional.

    Como qualquer outra atividade agropecuária, o cultivo de soja possui riscos que envolvem questões relacionadas ao ambiente institucional, ao mercado e à produção. Desde 1996, o governo federal disponibiliza a ferramenta do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para apoiar políticas e programas de gestão de risco. O objetivo maior é mitigar as consequências dos riscos agropecuários.

    O ZARC tem o objetivo de reduzir os riscos relacionados a problemas climáticos e permite ao produtor identificar a melhor época para plantar, levando em conta a região do país, a cultura e os diferentes tipos de cultivares e solos. A metodologia do ZARC da soja leva em conta elementos que influenciam diretamente no desenvolvimento da planta e, consequentemente, na produção da cultura, tais como temperatura, chuva, umidade relativa do ar, água disponível no solo e demanda hídrica.

     Além dos aspectos fisiológicos e climáticos, também são considerados, no momento da realização dos estudos, os aspectos fitossanitários preconizados pelas agências de defesa estaduais e recomendados fortemente pela pesquisa.

    Os agricultores são obrigados a seguir as indicações do ZARC para ter acesso aos benefícios do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O zoneamento também é considerado por muitas instituições financeiras quando da concessão de financiamentos do crédito rural, pois possibilita ao produtor acesso aos instrumentos de mitigação de riscos da produção, que servem de garantia nas operações de financiamento do crédito rural.

    A manutenção das janelas de plantio no ZARC também ocorre em função do aumento considerável do risco fitossanitário. Especificamente na cultura da soja destacam-se os riscos de perdas associadas à ocorrência da ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi.

    A doença é considerada uma das mais severas que incidem na cultura, e pode ocorrer em qualquer estádio fenológico. Nas diversas regiões geográficas onde a ferrugem asiática foi relatada em níveis epidêmicos, os danos variam de 10% a 90% da produção. Nesse sentido, para o estabelecimento da melhor época de plantio da cultura da soja, devem ser considerados também os riscos relacionados aos aspectos fitossanitários, em conjunto com os riscos identificados na modelagem agroclimática aplicada ao ZARC.

    Considerando a alta capacidade mutagênica e a altíssima velocidade de reprodução (um ciclo a cada 7 dias) do agente causal da ferrugem asiática da soja, medidas de manejo que incluem o período de vazio sanitário e o calendário de plantio têm sido recomendadas pelas instituições de pesquisa, com o objetivo de reduzir a sobrevivência do fungo durante a entressafra e de reduzir o número de aplicações de fungicidas ao longo da safra, minimizando a pressão de seleção de resistência aos produtos disponíveis para utilização no seu controle.

     A Instrução Normativa nº 2, de 29 de janeiro de 2007, que instituiu o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja (PNCFS), concede aos órgãos estaduais de defesa agropecuária autonomia para definição do calendário de plantio para a soja, com um período de pelo menos 60 (sessenta) dias sem a cultura e plantas voluntárias no campo durante a entressafra (vazio sanitário).

    Adicionalmente ao vazio sanitário, as recomendações de pesquisas posteriores à norma em referência indicam a necessidade do estabelecimento da “calendarização”, ou seja, de datas-limite para a semeadura da soja, com o objetivo de reduzir o número de aplicações de fungicidas e a pressão de seleção sobre as populações do fungo.

    Considerando as pesquisas realizadas anualmente pela Embrapa, neste mês de julho foi divulgada Circular Técnica com os resultados da rede de ensaio da ferrugem denominada “Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2018/19: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos”. Esta circular pode ser acessada no seguinte site da internet: https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/199522/1/CT-148-OL.pdf

    Diante do exposto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, considerando o conteúdo disposto nas pesquisas agroclimáticas e fitossanitárias, publicou as Portarias números 61 a 76, de ZARC para cultura da soja, ano safra 2019/2020, no Diário Oficial da União de 19 de julho de 2019.”

  • Safra de 2019 deve ser 1,1% maior do que a temporada passada

    A oferta de trigo para a indústria moageira nacional deverá ser favorável no segundo semestre de 2019 e início do próximo ano, considerando que a produção argentina, principal abastecedor dos moinhos brasileiros, tende à normalidade e a liberação da importação com taxa zero de 750 mil toneladas.

    “Outra boa notícia é que a produção brasileira em 2019 deverá alcançar 5,488 milhões de toneladas, com crescimento de 1,1% sobre a temporada passada, quando foram colhidas 5,428 milhões de toneladas”, salienta o embaixador Rubens Barbosa, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo).

    “Esses números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam melhoria da produtividade da cultura nacional, considerando que a área plantada este ano, de 1,993 milhão de hectares é 2,4% menor em relação à do ano anterior, de 2,042 milhões de hectares”, frisa Barbosa.

    A produtividade projetada é de 2.753 quilos por hectare, 3,6% acima do ano anterior, quando foi de 2.657 quilos por hectare. O Paraná deverá ter safra de 2,747 milhões de toneladas, com queda de 3,1% sobre o ano anterior. No Rio Grande do Sul, a produção deverá subir 3,4%, chegando a 1,936 milhão de toneladas.

    “Com a diversificação dos fornecedores, incluindo Argentina, os produtores brasileiros e os de outros países, nossa indústria moageira conta com quantidade e variedades adequadas de trigo para atender o mercado nacional em volume e tipos de farinha”, conclui o embaixador.