Rosaura Bastos Bellinaso

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  • Soja sobe em Chicago nesta 4ª feira, na contramão das outras commodities, e de forma frágil

    O mercado da soja opera em alta na Bolsa de Chicago nesta manhã de quarta-feira (18). Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h20 (horário de Brasília), subiam entre 6 e 7,25 pontos nos principais contratos, levando o maio a US$ 8,31 e o julho a US$ 8,37 por bushel.

    Os leves ganhos que são registrados hoje na CBOT refletem uma tentativa de recuperação depois das perdas muito intensas dos últimos dias. Ontem, no entanto, o mercado chegou a ensaiar essa retomada, porém, terminaram o dia com estabilidade, marcando leves baixas.

    A recuperação da soja é frágil e segue na contramão da continuidade das perdas entre as demais commodities, como o próprio milho, que perde mais de 1% nesta manhã de quarta-feira. No petróleo negociado em Nova York, as baixas passavam de 6%.

    “A soja é praticamente o unico em terroritorio positivo. Após dia de certo alívio ontem, os mercados hoje de manhã voltaram a operar em baixa, seja entre as commodities, como o petróleo e bolsas na Europa e Ásia”, explica o consultor de mercado Steve Cachia, da AgroCulte e Cerealpar.

    Mais do que isso, Cachia explica ainda a pouca consistência da retomada dos preços da soja no mercado futuro norte-americano se dá ainda pela continuidade da China ausente com novas compras nos EUA. E até que isso aconteça, a pressão sobre a commodity continua.

  • Coronavírus impacta logística do agronegócio

    O principal efeito sentido pelo agronegócio brasileiro em razão da epidemia de coronavírus até o momento é o da movimentação de cargas. Em especial nos portos da China, com o funcionamento de portos afetado pela paralisia do país asiático no ápice da disseminação da doença.

    — Houve impacto na logística. Os contêineres são refrigerados. Em Xangai, o porto estava operando abaixo da capacidade. Isso fez com que ficassem além do tempo necessário, atrapalhando nossas exportações — observa Bruno Lucchi, superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    Essa mesma paralisia afetou o consumo dos chineses.

    A avaliação do superintendente é de que isso deverá ser compensado mais adiante, com a normalização do fluxo. E também pelo fato de que o governo local precisou se desfazer de estoques por conta da situação. A mercadoria precisará ser reposta.

    De toda forma, o mês de março ainda poderá registrar efeitos nas exportações. Em fevereiro, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) apontou menor volume movimentado  de carne bovina brasileira. Nos embarques de aves e de suínos, houve alta. Cargas de grãos reduziram nos dois primeiros meses — na soja, o volume foi 10,6% menor — na comparação com o ano passado.

    Lucchi pondera que não se pode colocar tudo na conta do coronavírus. Outros fatores ajudam a explicar essa diferença. É o caso da maior oferta da oleaginosa no início de 2019. E do mercado interno aquecido para o milho em 2020.

    A preocupação maior vem da instabilidade global, causada pela combinação de vírus com recuo nos preços de petróleo.

    — A China, mesmo crescendo pouco, precisa recuperar consumo. No resto do mundo, a economia caminhando para recessão acende luz amarela — observa o superintendente.

  • Soja: Mercado sobe nesta sexta-feira 13, após consecutivas e intensas baixas em Chicago

    Sexta-feira 13 de ajustes para o mercado da soja na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 8h (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 7 pontos entre os principais vencimentos, com o maio sendo cotado a US$ 8,67 no maio e US$ 8,73 por bushel.

    O mercado sobe com um movimento de recuperação técnica depois de intensas e consecutivas baixas observadas durante toda a semana.

    “Hoje é sexta-feira 13, o fim de uma semana dramática. Limites de baixa nas bolsas de valores, dólar no 5 por 1, Chicago despencando e coronavírus agora assustando as Américas. Nestes momentos de crise, não há muito o que se pode comentar, porque o comportamento da massa é que prevalece e não os fundamentos”, afirma o consultor de mercado Steve Cachia, consultor da AgroCulte e da Cerealpar.

    Ainda assim, como explica o executivo, os movimentos de recuperação podem ser frágeis, principalmente diante do final de semana e do fato de a Bolsa de Chicago ter anunciado que fechará o piso de negociações a partir desta sexta após o fechamento do mercado.

    “A decisão foi tomada por precaução frente a dissipação do COVID-19 em toda a região de Chicago”, informou a consultoria ARC Mercosul.

  • Soja sobe em Chicago nesta 2ª atenta a seus fundamentos e acompanhando demais commodities

    A semana começa com os preços da soja em alta na Bolsa de Chicago, mas com os traders muito alertas às notícias do coronavírus. Por volta de 7h15 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 6,50 e 7 pontos nos principais contratos, com o março valendo US$ 8,90, o maio US$ 8,99 e o julho US$ 9,08 por bushel.

    O mercado retoma seus negócios de olho não só nas informações sobre a epidemia do novo vírus, mas também na demanda da China pela oleaginosa – e na possibilidade de a nação asiática voltar a comprar nos EUA – e no avanço da colheita no Brasil, que ainda sofre com o excesso de chuvas em alguns pontos do país.

    Paralelamente, a safra e a oferta da Argentina também têm mais espaço no radar dos participantes do mercado. As lavouras sofrem com as condições climáticas em determinadas regiões, e o mercado avalia ainda a decisão do Ministério da Agricultura local de restringir as exportações de soja.

    Ademais, os futuros da soja acompanham o movimento de quase todas as commodities, que também buscam uma recuperação nesta segunda-feira (2). Os preços do petróleo subiam mais de 1,5% tanto em Londres, quanto em Nova York, o ouro tinha ganho de mais de 2% e a prata quase 3%.

  • Infestação de gafanhotos destrói plantações na África

    A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) classificou como uma infestação “extremamente alarmante” a onda de gafanhotos do deserto que assola plantações na África Oriental, especialmente em países como Quênia, Etiópia e Somália.

    Um relatório recente da FAO afirma que este é o “pior surto de gafanhotos do deserto já visto na região em décadas”. “Dezenas de milhares de hectares de terras cultivadas e pastagens foram danificados na Etiópia, Quênia e Somália, com consequências potencialmente graves em uma região onde 11,9 milhões de pessoas já estão com insegurança alimentar. O potencial de destruição é enorme”, diz o relatório da entidade.

    Apenas um enxame de um quilômetro quadrado de gafanhotos pode comer a mesma quantidade de comida em um dia que alimentaria 35 mil pessoas, detalha a FAO. A organização ainda emitiu um comunicado relatando que a infestação dos insetos está se alastrando e chegando ao Oriente Médio. Registros de enxames foram encontrados às margens do Golfo Pérsico, no Kuwait, Barein, Qatar e no sudoeste do Irã.

    No Quênia, país que mais deve estar sofrendo com a infestação, os gafanhotos do deserto causaram danos em uma área superior a 190 mil hectares de plantações e destruíram outros quase 300 mil hectares de vegetação em Wajir, segundo o governador da localidade, Mohamed Abdi.

    A preocupação é ainda maior porque mais enxames são aguardados conforme os ventos trazem os insetos do sul. “A criação de animais está em andamento nos dois lados do Mar Vermelho no Egito, Sudão, Arábia Saudita e Eritreia, onde grupos de funis, bandas e grupos adultos imaturos se formaram, o que provavelmente causarão enxames em breve”, diz a FAO.

    O governador da região de Mandera (também no Quênia), Ali Roba, disse que mais de 80% das terras da localidade estão sob ataque dos gafanhotos. Roba acrescenta que a estimativa é de uma perda diária de 220 a 350 toneladas de colheitas em virtude dos insetos. A FAO informou que a infestação iniciou na África Oriental em dezembro de 2019.

  • Pastagens, bovino e ovinocultura

    A distribuição irregular das chuvas ocasionou situações diferenciadas nas diversas regiões do Estado e em diferentes áreas de pastagens destinadas à criação de animais, dentro da mesma região.

    Na maior parte das regiões, os rebanhos bovinos de corte, de uma forma geral, apresentam estado corporal de satisfatório a bom. As regiões de Porto Alegre, Pelotas e Soledade são as que têm maior número de propriedades com relato de ocorrência de perda de peso nos animais.

    Em todo Estado, predomina uma boa condição corporal no gado leiteiro, mas registram-se alguns casos de perda de peso nas vacas, afetando a produção de leite, especialmente na região de Pelotas. No manejo sanitário, especial atenção é dedicada ao controle de verminoses e infestações por carrapato e mosca-do-chifre. Na maior parte do Estado, a produção leiteira se mantém estável, sendo que nas regiões de Porto Alegre, Pelotas e Santa Maria os níveis de produção estão abaixo das médias da estação registradas em anos anteriores.

    Os rebanhos ovinos do Estado apresentam bom estado físico e sanitário. A temporada de cobertura das matrizes está encerrando nas propriedades que iniciam esse manejo reprodutivo em janeiro.

  • Olerícolas e Hortigranjeiros

    A cultura da cebola está na entressafra. Na regional de Passo Fundo, produtores comercializam o estoque armazenado na propriedade; no entanto, há registro de perdas mais acentuadas em virtude de podridões de pós-colheita.

    Na regional de Passo Fundo, a cultura do alho também se encontra na entressafra. Produtores realizam a comercialização da produção nos mercados regionais.

    Na regional de Caxias do Sul, segue a colheita do tomate. De modo geral, a cultura foi favorecida pelas condições de tempo. A temperatura um pouco mais amena reduz o abortamento floral e a boa sanidade dos cultivos deve-se à baixa precipitação que, aliada ao manejo adequado da irrigação, produz pouco molhamento das folhas, principal foco de entrada de doenças bacterianas.

    HORTIGRANJEIROS

    Na regional de Lajeado, com 40 hectares de cultivo em Feliz, a cultura da batata doce ainda manifesta reflexos da estiagem, que dificultou o transplantio das mudas entre dezembro e janeiro. Nas áreas prontas para a colheita, o tamanho dos tubérculos é satisfatório, adequado ao padrão de comercialização.

    No Litoral Norte, que integra o regional de Porto Alegre, o tamanho das espigas de milho verde foi prejudicado em algumas áreas em decorrência da seca. Em Torres, as lavouras foram atingidas severamente pela estiagem. Porém, a produção das regiões próximas das encostas vem suprindo a demanda de abastecimento dos pontos de venda na praia, supermercados e fruteiras. A colheita é intensa.

  • Metade das lavouras de milho do Estado estão colhidas

    O milho segue na fase predominante de colheita no Rio Grande do Sul, atingindo 50% das áreas cultivadas já colhidas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado, nesta quinta-feira (27/02), pela Emater/RS-Ascar em parceria com a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a cultura tem apresentado boa produtividade e boa qualidade do grão. As lavouras no Estado encontram-se 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 8% em floração, 18% em enchimento de grãos e 17% maduro, pronto para colher.

    Teve início a colheita da soja que está com 2% das áreas plantadas já colhidas. A cultura está 4% em fase de desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 59% na fase de enchimento de grãos e 16% maduro, e 2%. As lavouras de arroz no Estado se beneficiando com as temperaturas quentes e a elevada taxa de radiação solar, associadas à disponibilidade de água para as plantas. Tais fatores indicam bom rendimento na ocasião da colheita. A fase é de germinação/desenvolvimento vegetativo em 4% da área com a cultura, em 28% é de floração, 37% em enchimento de grãos, 26% em maturação e 5% foram colhidos.

    Na região de Soledade, a colheita do feijão primeira safra foi concluída nos cerca de 4,1 mil hectares cultivados. A produtividade média alcançou 1,1 toneladas por hectare. Apesar do período com restrição hídrica em grande parte do ciclo da cultura, a produtividade média final e a qualidade do grão são consideradas satisfatórias. E o plantio do feijão segunda safra avança na regional de Frederico Westphalen, chegando a 90% da área semeada, prevista em sete mil hectares; 100% das lavouras estão em estágio de germinação e desenvolvimento vegetativo.

  • Emater define safra de soja 2019/20 no RS como irregular e já verifica perdas consolidadas

    Entidade está finalizando levantamento das condições das lavouras no estado e irá apontar tamanho da perda de produtividade na próxima semana. Desenvolvimento foi bastante irregular até mesmo dentro dos municípios.

    Alencar Paulo Rugeri – Engenheiro Agrônomo da Emater/RS

    Emater define safra de soja 2019/20 no RS como heterogênea e já verifica perdas consolidadas

    A safra de soja 2019/20 enfrenta dificuldades de desenvolvimento no Rio Grande do Sul e já tem perdas consolidadas em sua produtividade final. Enquanto os produtores iniciam seus trabalhos de colheita, que devem ganhar força em março e se estender até maio, o serviço de levantamento da qualidade e tamanho das perdas segue no estado.

    Segundo o engenheiro agrônomo da Emater/RS, Alencar Paulo Rugeri, a entidade está finalizando seu relatório sobre estas perdas e deve divulgar seus números na próxima terça-feira, mas já adianta que as perdas existem.

    Isso porque, de acordo com Rugeri, a safra gaúcha está bastante irregular, assim como foram os regimes de chuvas até o momento. Até mesmo dentro de um só município as condições das lavouras se diferem.  Alencar ainda aponta que a região norte do estado é a que menos sofreu com a estiagem para a safra de soja, mas também ela registra problemas pontuais.

  • VIII Tarde de Campo da CCGL debate temas atuais da produção do leite

    Para atualizar os produtores e técnicos das cooperativas associadas com informações e tecnologias atuais referentes à produção leiteira, a Cooperativa Central Gaúcha Ltda. – CCGL, através de setor de Difusão e Tecnologia, realizou a VIII Tarde de Campo. O evento ocorreu na última quinta-feira (20), às 14 h, no Tambo Experimental da cooperativa, em Cruz Alta.

    A programação, preparada com exclusividade para os produtores do sistema cooperativo da CCGL, contou com cinco estações de temas referentes à cadeia do leite: ordenha robótica, silagem de milho de baixa qualidade, projeto de sincronização de partos, safrinha de pastagens de verão e da patrocinadora Syngenta. A Tarde de Campo também foi realizada com o patrocínio da Biscayart Forrajeras, Genex, Kersia e Speedrite.

    Conforme a Coordenadora de Difusão e Tecnologia da CCGL, Letícia Signor, a tarde de campo superou as expectativas com a participação de mais de 20 cooperativas associadas e 650 participantes. – O evento contribuiu com novas tecnologias e conhecimento técnico aplicado e de simples compreensão aos produtores, que retornaram para casa com novas informações e manejos que poderão implementar nas suas propriedades com o objetivo de facilitar a rotina diária, além de melhorarem a rentabilidade do negócio – afirmou Letícia.

    Conforme os organizadores da VIII Tarde Campo, a CCGL promoverá ainda em 2020 outros eventos relacionados à produção do leite e agricultura.