Rosaura Bastos Bellinaso

Rosaura Bastos Bellinaso has created 158 entries

  • Qualidade do solo foi pauta da 4ª Jornada Técnica da Soja Cotrijuc Getagri

    O dia 18 de junho foi marcado por muito conhecimento, troca de experiências e orientações quanto ao bom manejo do solo para as altas produtividades.

    As últimas décadas foram determinantes para que a agricultura pudesse provar do aumento de produtividade, entre 1975 e 2015, a taxa média de crescimento da produtividade agropecuária no Brasil foi de 3,58% ao ano.

    Essa crescente se dá através de muita tecnologia investida por meio do plantio direto, desenvolvimento genético, técnicas de manejo e controle sanitário. Mas, como fator determinante vale ressaltar o manejo de fertilidade do solo, onde muitas vezes o agricultor investe em uma tecnologia sem conseguir explorá-la em todo seu potencial.

    Pensando na importância da fertilidade do solo é que aconteceu a 4ª edição da Jornada Técnica da soja Cotrijuc Getagri com a apoio da RTC (Rede Técnica Cooperativa). O objetivo do evento foi reunir especialistas no assunto para discutir com produtores e pessoas ligadas a cadeia do agro a importância de boas práticas agrícolas, conservação e manejo adequado.

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    O presidente da Cotrijuc Caio Vianna deu as boas-vindas para os mais de 160 cooperados e assistidos da Getagri que marcaram presença, logo após, o Dr. Jackson Fiorin ministrou a palestra sobre Manejo do solo para altas produtividades e ressaltou que o interesse em maximizar a produção tem estimulado os produtores a adotarem práticas avançadas de manejo da cultura e do solo. “O sistema plantio direto (SPD) é uma das mais eficientes estratégias para melhoria do potencial produtivo. A melhoria da fertilidade do solo, através da utilização correta de corretivos e fertilizantes, é um dos fatores que determinam o sucesso da atividade agropecuária”, enfatizou.

    Logo após o engenheiro Agrônomo Felipe Michelon mostrou os resultados do campo Tecnológico COTRIJUC / GETAGRI. “O trabalho realizado no Campo Experimental é importante para os produtores, pois é a partir desses estudos que eles vão basear as escolhas para sua lavoura. Assim, eles têm a oportunidade de melhorar suas produtividades, gerando renda para si e, consequentemente, riquezas para toda a cadeia produtiva”, explica o engenheiro agrônomo, Felipe Michelon, coordenador do Campo Tecnológico.

    Dando sequência a programação, o Prof. Dr. Telmo Amado comandou sua apresentação sobre Manejo Conservacionista do Solo. Segundo o Professor, os desafios do produtor são grandes, especialmente, sob sistema plantio direto quando os insumos são aplicados em superfície ou na camada superficial, os resíduos vegetais também são depositados na superfície (nutrientes de ciclagem), existe ocorrência de camadas subsuperficiais compactadas (12 – 17 cm) caracterizadas pela elevada resistência a penetração (>2 MPa), elevada densidade e baixa porosidade e monocultivos associado ao descuido quanto a cobertura e rotação na entresafra.

    Para encerrar, nossos painelistas fizeram um debate tendo como mediador o engenheiro agrônomo, Dr. Geomar Corassa da Rede técnica Cooperativa, e o público participou sanando dúvidas e interagindo com os palestrantes.

  • Pouca chuva, ventos fortes e aumento do frio nesta semana

    Os últimos sete dias foram caracterizados pelo calor acima da média no Rio Grande do Sul. Em Santa Maria fez 31°C, temperatura que não era registrada em um mês de junho desde 2015. Também está bem mais quente que o normal ao longo de toda a Planície Costeira.

    O desvio na temperatura máxima passa dos 5°C neste mês. Além disso, choveu intensamente sobre o extremo sul do Rio Grande do Sul. Chuí recebeu pouco mais de 200 milímetros neste mês, o que não era visto desde janeiro.

    Nesta semana, uma frente fria avançará pelo Rio Grande do Sul. Não trará muita chuva, mas provocará ventos fortes e queda acentuada da temperatura.

    A partir da quarta-feira (19), a temperatura máxima não passa dos 20°C e a mínima despenca para algo entre 5°C e 10°C a partir da quinta-feira (20) em todo o Rio Grande do Sul.

  • Lavoura de milho está 99% colhida no RS

    A colheita do milho foi finalizada nas regiões onde as condições climáticas foram favoráveis, como no Noroeste do Rio Grande do Sul. Mas, em outras regiões, como no Alto Jacuí e Noroeste Colonial, não foi possível dar continuidade à colheita devido ao fato de a cultura não estar com umidade adequada para a operação.

    De acordo com o Informativo Conjuntural – divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (13/06) ? resta ser retirado da lavoura apenas cerca de 1% da produção, sendo basicamente produtos do tarde, outros que se encontram nas pequenas propriedades e em dobrado na lavoura.

    Com a soja em período de entressafra, os produtores realizam negócios e iniciam o planejamento da próxima safra. A colheita foi finalizada com boa produtividade. Áreas cultivadas fora do período recomendado obtiveram menor rendimento.

    Após a colheita do arroz ter sido encerrada no Estado, arrozeiros se direcionam aos negócios, movimentando a comercialização nas regiões produtoras. E, na semana que passou, as condições meteorológicas foram mais favoráveis à cultura do feijão 2ª safra, com períodos de baixa umidade e maior insolação, os quais contribuíram para o avanço da colheita. Mesmo assim, ela continua com atraso em relação ao desempenho da cultura em 2018 e ao histórico da cultura.

    O período foi de grande avanço na semeadura do trigo em toda região Noroeste, consequência de dias com clima favorável, em função do qual o solo apresentou umidade adequada para a atividade, realizada inclusive durante a noite. No Rio Grande do Sul, a safra deve ser de aproximadamente 740 mil hectares, e o plantio totalizou 45% das áreas.

    Nas regiões do Noroeste Colonial, Celeiro e Alto Jacuí, o desenvolvimento e o manejo das olerícolas foram favorecidos pela condição climática da semana anterior. As folhosas, principalmente alface e rúcula, apresentam bom crescimento, folhas bem desenvolvidas, diminuição de incidência de doenças, ampliando assim a oferta de produtos nas feiras e mercados.

    O clima na semana ? com umidade relativa alta, pouca ocorrência de chuvas, temperaturas favoráveis, boa incidência de radiação solar ? propiciou crescimento do campo nativo e das pastagens perenes de verão, como tíftons, jiigs, capim elefante-kurumi, panicuns e braquiárias.

    No manejo das pastagens cultivadas de inverno, os produtores realizam adubações nitrogenadas, adequações de carga animal para início de pastoreio e subdivisões de áreas para melhor aproveitamento das pastagens. De maneira geral, quanto ao manejo do gado de corte, iniciou a entrada dos animais nas pastagens; nas últimas semanas, o excesso de umidade no solo vinha dificultando tanto o desenvolvimento das pastagens como sua utilização.

    Na bovinocultura de leite são boas as condições corporais dos animais; produtores atentos para que não ocorra perda de escore das matrizes. No manejo pré-parto, os produtores de ovinos fazem a vacina contra as clostridioses, a fim de proteger as suas futuras crias. Nas últimas semanas, os preços pagos ao produtor de porcos vêm apresentando pequenas elevações em virtude do aumento da demanda no mercado internacional.

    Pescadores da Lagoa dos Patos encaminham documentação para acessar o seguro-defeso, pelo qual os pescadores artesanais recebem um salário mínimo mensal durante quatro meses; o defeso torna possível a reprodução dos peixes. As chuvas intensas e a alta umidade estão atrasando a limpeza e manutenção dos açudes e taipas. Os tanques e açudes estão bem supridos de água, alguns inclusive transbordando. Encerradas as encomendas de alevinos, as quais serão retomadas em agosto. A semana de temperaturas médias amenas foi favorável aos peixes.

  • Solo ainda é desconhecido, diz especialista

    A especialista Claire Guenat, uma pedologista e pesquisadora do Laboratório de Sistemas Ecológicos (ECOS) da Ecole Polytechnique Federale de Lausanne (EPFL), da Suíça, afirmou que o solo ainda é desconhecido para a maioria das pessoas. Para ela, como ele não está totalmente a vista, fica mais complicado de os leigos o analisarem.

    “Em primeiro lugar, porque o solo não é algo que realmente vemos, ao contrário da vegetação, por exemplo. Também tem conotações negativas em nossa sociedade. Por exemplo, quando somos jovens, aprendemos que a terra está suja, não devemos tocá-la ou comê-la. Mas é um ambiente cheio de vida, cheio de organismos que desempenham funções vitais e são cruciais para o nosso bem-estar”, comenta.

    Além disso, ela afirma também que as pessoas tendem a falar mais sobre a proteção da qualidade do ar e da água do que a qualidade do solo. “O solo é um dado adquirido: as pessoas não estão cientes de que é um recurso finito e valioso, numa altura em que a superfície do solo está a diminuir rapidamente, especialmente na Suíça, onde desaparecem aproximadamente 1 m2 de terra arável”, indica.

    “Todos os solos merecem atenção, mas o gerenciamento da terra nas cidades é agora uma questão crucial para as nossas sociedades cada vez mais urbanas. Os pisos urbanos são os pisos em parques, canteiros de flores e jardins, mas também os pisos sob edifícios e estradas. Estes solos têm um papel importante a desempenhar na regulação da água e do calor, à medida que o clima muda, resultando em chuvas, inundações e ondas de calor cada vez mais frequentes. Este é um grande problema de saúde pública”, conclui.

  • China expande o cultivo de soja e reduz a dependência

    A China vem expandindo a quantidade de terra usada para cultivar soja e diversificando sua fonte de importações para reduzir a dependência das Estados Unidos, seu segundo maior fornecedor, em meio a uma guerra comercial de um ano entre as duas maiores economias do mundo. No nordeste da China, a temporada de plantio de soja está chegando ao fim.

    Na província de Heilongjiang, região nordeste que responde por metade da produção total de soja da China, a área plantada de soja registrou crescimento constante desde o início de 2019, quando o governo central divulgou sua primeira declaração de política destacando os esforços para aumentar a produção de soja.

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    A tecnologia para o melhoramento e plantio de sementes de soja também tem sido aplicada para melhorar a produtividade e a produtividade do óleo de soja e proteína, segundo fontes do setor, que é um bom presságio para a China melhorar a autossuficiência da soja e reduzir as importações dos EUA.

    Mao Yugui, um fazendeiro de uma vila na cidade de Heilongjiang, uma tradicional base de produção de soja em Fujin, decidiu plantar soja em todas as suas áreas de terra este ano graças às medidas de estímulo do governo local e à recuperação dos preços da soja.

    “Muitos agricultores costumavam plantar milho porque a colheita gerava lucros maiores que a soja. Mas essa diferença vem diminuindo nos últimos dois a três anos, o que combinado a uma seca prolongada que atinge o nordeste da China cria incentivos para agricultores voltarem a cultivar soja “, Disse Mao.

  • Estudo diz que Spodoptera do milho pode refletir nos preços de produtos

    Um levantamento buscou observar a proliferação de pragas, redução de produtividade e aumento nos preços em função disso. Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com A Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) mostram que os preços do milho, resultantes de perdas na lavoura tendem a impactar diretamente no varejo em produtos como fubá, leite, farinha de milho, carnes de suínos e frangos e ovos.

    O desenvolvimento e falta de controle da lagarta Spodoptera pode reduzir a produção brasileira em 40% e aumentar os preços do milho em até 13,6%, em função da falta do cereal. O percevejo pode reduzir a produção em 17,4% e aumentar o preço do milho em 5,9% e a cigarrinha causa redução de 6,6% na produção e aumento do preço em 2,2%.

    Os impactos nos produtos eleva em 5% o valor do fubá e 4,4% no leite. Os pesquisadores do Cepea indicam que “perdas agrícolas causadas pelo não tratamento de pragas e doenças na cultura do milho trariam impactos relevantes nos aumentos dos preços disponíveis aos consumidores, penalizando toda a sociedade com maiores taxas de inflação de alimentos. Claramente, o desempenho das safras agrícolas impacta toda a sociedade, via acesso a alimentos para a população, em termos de preços, principalmente às categorias de renda mais baixa, para as quais os alimentos respondem pela maior parcela de seu orçamento familiar”, concluem.

  • Plantio Direto: um avanço tecnológico incomparável

     

    Quem já era agricultor nos anos 70, dificilmente se esquecerá das visões chocantes das enxurradas que arrastavam ladeira abaixo a camada mais fértil da sua lavoura, abrindo voçorocas pelo caminho e assoreando rios, lagoas e reservatórios de hidrelétricas.

    Era prática corrente nessa época o agricultor iniciar as operações de preparo do solo para o plantio das culturas da temporada (soja e milho, principalmente) no final do inverno e início da primavera. O campo era lavrado e gradeado – uma ou duas vezes – deixando a camada superficial do solo pulverizada. Vinham as chuvas intensas de primavera e estimadas 20 toneladas/ha de solo superficial eram arrastadas para a parte mais baixa da lavoura. Perdia-se a camada mais fértil do solo. Uma lástima.

    No início da década de 1970, no entanto, alguns agricultores pioneiros do Paraná (Rolândia, Castro e Ponta Grossa) deram início ao estabelecimento de uma prática nova de fazer agricultura, a qual dispensava o uso do arado e da grade previamente ao plantio, cujas sementes era depositadas diretamente sobre a palhada da cultura anterior. Iniciava-se a prática do Sistema de Plantio Direto (SPD) no Brasil.

    A partir dessa iniciativa, transcorreram cerca de 20 anos (início da década de 1990) até que o sistema se estabelecesse em definitivo como uma das ferramentas tecnológicas mais impactantes para o desenvolvimento agrícola brasileiro.

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    O começo foi difícil, dada a falta de máquinas apropriadas para o cultivo direto e pelo alto custo dos herbicidas – glifosato, principalmente, muito utilizado na dessecação pre-plantio da lavoura. No início da década de 1990, no entanto, a vigência da patente do glifosato venceu e o preço caiu significativamente, estimulando o avanço na adoção do SPD.

    O SPD tem enormes vantagens sobre o convencional. Além de reduzir significativamente a erosão da camada superficial do solo – a mais rica em nutrientes – ele possibilita antecipar o cultivo das lavouras da primavera/verão, principalmente a 2ª safra do milho e do algodão, mas, também, da 1ª safra da soja e do milho nas regiões onde se cultivam cereais de inverno.

    Outra vantagem do sistema, não menos importante, é o efeito da palhada deixada sobre o solo no controle de plantas daninhas, na redução do impacto das gotas de chuva sobre os agregados do solo e na redução da perda de umidade do solo coberto pela palhada, permitindo que estiagens moderadas sejam melhor suportadas pelas culturas.

    Mais de 100 milhões de hectares (Mha) são cultivados no SPD no mundo. EUA, Brasil, Argentina, Canadá, Austrália e Paraguai, pela ordem, são os países que mais o utilizam. No Brasil, o SPD é utilizado em mais de 32 Mha ou cerca de 50% da área cultivada do país. No estado do Paraná, seu uso alcança 90% da área cultivada.

    Em países com invernos muito frios, o SPD é limitado pela necessidade de revolver-se o solo para aquece-lo e, assim, possibilitar a germinação das sementes na primavera.

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    Mas nem tudo são flores com o uso do SPD. É importante esclarecer que o sistema precisa vir acompanhado das boas práticas associadas ao sistema: não revolvimento do solo, rotação de culturas e formação de abundante palhada de cobertura. Muitos produtores afrouxaram as rédeas e estão mexendo no solo com o objetivo de descompactá-lo, calcareá-lo ou eliminar invasoras resistentes e, pior, estão reduzindo ou eliminando os terraços para facilitar a operação das máquinas, cada vez maiores.

    E pior, estão operando as máquinas no sentido da declividade do terreno, com o objetivo de facilitar as operações de tratos culturais: distribuição dos agrotóxicos, principalmente. Resultado: a erosão está voltando e o patrimônio e lucro do agricultor está escoando pelas voçorocas.

    A rotação de culturas é uma exigência para um manejo correto do SPD. O cultivo do milho depois da soja, no mesmo ano agrícola ou em anos consecutivos, não é rotação, é sucessão. Mas, se bem essa prática não corresponda à rotação desejada, o cultivo da braquiária em consórcio com o milho safrinha ameniza a prática indesejada, de vez que ela incrementa a formação de abundante palhada que promove uma maior cobertura do solo, que retarda os efeitos de uma eventual escassez de chuvas.

    Segundo estudos da Embrapa, o consórcio milho/braquiária reduz em 50% o tempo necessário para que o solo acumule 1% de matéria orgânica, em comparação com o milho safrinha sem braquiária. Dado o sistema radicular abundante da braquiária, ela ajuda na descompactação do solo e na infiltração da água das chuvas, além de incrementar o volume de palhada protetora sobre o solo.

    Antes da implementação do SPD, a construção de terraços nas lavouras era a principal estratégia do agricultor para o controle da erosão do solo. O SPD não veio para substituir os terraços, mas para integrar-se a eles no processo de manejo e conservação do solo.

    Considerando ser desaconselhado o revolvimento do solo após estabelecido o SPD, a correção do solo com calcário deve ser realizada antes de estabelecer o Sistema. Após vários anos de cultivo pode haver necessidade de repetir a calagem, para o que se recomenda aplicá-lo a lanço, sobre a superfície do solo.

    O avanço do milho safrinha, hoje a safra principal (28 milhões de toneladas na safra e 69 milhões de toneladas na safrinha, em 2019), é consequência do estabelecimento do SPD.

    Por: Amélio Dall’Agnol  – Pesquisador Embrapa Soja Londrina

  • Estudo afirma que erosão reduz produtividade

    Um relatório da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES), da Organização das Nações Unidas (ONU), sugere que locais com terras férteis, em condições favoráveis ao plantio devem ficar cada vez mais escassos. A erosão causada pelo manejo inadequado foi responsável pela perda de 23% da superfície terrestre no planeta. Esse impacto gera perdas econômicas de até 10% no PIB global.

    O estudo defende que conservar o solo é, pelo menos, 10 vezes mais barato do que recuperar uma área. Mais de 33% do solo e 75% da água doce do planeta são usados para agricultura ou pecuária. Considerando o crescimento da demanda por alimentos e o aumento da produção de 300% desde a década de 70, a ONU aconselha um uso sustentável.

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    Uma boa alternativa de conservação do solo é o plantio direto onde não há aração ou gradagem e o solo fica coberto por palhada, o que aumenta a concentração de resíduos benéficos para a área. A modalidade também é um dos principais manejos para evitar a erosão, uma vez que, diminui o impacto direto da chuva e o escorrimentos superficial.

    A calagem também chega como aliada. A aplicação de calcário nas terras corrige a acidez, fertiliza o solo, além de aumentar o estoque de matéria orgânica. A técnica é aliada à sustentabilidade por promover a reutilização de terras, tornando desnecessário o desmatamento de novas áreas para atender a demanda crescente de alimentos.

    A terceira opção é o manejo integrado de pragas onde há mínima interferência no meio ambiente para a realização do controle. Predadores naturais agem sem auxílio de pesticidas permitindo a manutenção das características do solo sem perdas de produtividade.

    Fonte: Eliza Maliszewski