Rosaura Bastos Bellinaso

Rosaura Bastos Bellinaso has created 407 entries

  • Agricultura do futuro é a holandesa, diz FEM

    O Fórum Econômico Mundial (FEM) afirmou que a Holanda é um exemplo em agricultura eficiente e sustentável, sendo o segundo maior exportador agrícola do mundo. Deste modo o país, apesar de pequeno, se torna um exemplo da agricultura do futuro.

    Os holandeses exportam, anualmente, cerca de 101 bilhões de euros em itens do agronegócio, o que dá aproximadamente US$ 111 bilhões, sendo que US$ 10 bilhões são em materiais e tecnologia. Já no Brasil a exportação do agronegócio ficou em US$ 100 bilhões em 2018.

    “A Holanda está bem cheia. Nossa terra é bastante cara e a mão-de-obra também, por isso precisamos ser mais eficientes do que os outros para competir. E essa competição impulsiona inovação e tecnologia”, comentou Ad van Adrichem, gerente geral da fazenda de tomates Duijvestijn.

    A fazenda usa a energia geotermal é utilizada para aquecer as estufas e as plantas da fazenda crescem em um sistema hidropônico que usa menos água. “Nossas estufas cobrem uma área de 14 hectares e produzimos cerca de 100 milhões de tomates por ano”, diz o gerente.

    “Às vezes, soluções sustentáveis custam um pouco mais a curto prazo, mas a longo prazo elas devem ser mais eficazes e é isso que estamos vendo”, afirmou Ad van Adrichem, gerente geral da fazenda Duijvestijn.

    O recente Relatório de Recursos Mundiais, elaborado pelo próprio Fórum, adverte que, se o atual nível de eficiência de produção continuar, alimentar o planeta em 2050 exigiria “limpar a maior parte das florestas remanescentes do mundo, eliminar milhares de espécies e liberar emissões de gases de efeito estufa suficientes para exceder as metas de temperatura consagradas no Acordo de Paris”.

  • RS terá rápida frente fria nesta semana

    Nos últimos sete dias, choveu por volta de 100mm na Região Central, 35mm na Fronteira Oeste e na Planície Costeira Interna, porém, menos de 10mm na Zona Sul, Campanha e Planície Costeira Externa. Os índices de umidade do solo estão abaixo de 40% neste momento na maior parte das áreas. No entanto, a irrigação ainda não foi afetada nas áreas que recebem água do Rio Jacuí.

    Semana com tempo aberto e quente no Rio Grande do Sul, o que permite maior evapotranspiração. Uma rápida frente fria passa pelo Estado entre quarta-feira (15) e quinta-feira (16), mas mesmo com chuva forte os acumulados não revertem o déficit hídrico da maior parte do RS. Atenção apenas ao granizo previsto neste sistema. Na próxima semana há chuvas muito isoladas e intercaladas com períodos mais prolongados de tempo seco e quente.

    Na Fronteira Oeste semana com tempo firme e seco na maior parte dos dias. Entre quarta-feira (15) e quinta-feira (16), uma rápida frente fria passa pelo Estado, trazendo rajadas de vento e trovoadas. Há alto potencial para queda de granizo na passagem do sistema. Os acumulados são modestos e ficam na casa dos 20mm. Nos demais dias da semana, o tempo fica mais firme e com bastante calor em toda essa região orizícola.

    Nas regiões da Campanha, Central, Planície Costeira Interna, Planície Costeira Externa e Zona Sul semana com tempo firme e seco na maior parte dos dias. Entre quarta-feira e quinta-feira, uma rápida frente fria passa pelo Estado, trazendo rajadas de vento e trovoadas. Há baixo potencial para queda de granizo na passagem do sistema. Os acumulados são modestos e ficam na casa dos 15mm. Nos demais dias da semana, o tempo fica mais firme e com temperaturas em elevação.

  • Cobertura de solo pode ajudar a amenizar estiagem

    Redução na quantidade de chuvas e temperaturas extremas resultaram em estiagem no Rio Grande do Sul indicando perdas na safra de verão 2019/2020. Muitos produtores estão investindo em estratégias de manejo de solo que podem amenizar os impactos do déficit hídrico nos cultivos de grãos de verão.

    Segundo levantamento inicial realizado na primeira semana de janeiro pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), com base em informações coletadas junto a 22 cooperativas associadas a rede, as perdas no milho estão estimadas em 33% e na soja em 13%.

    A falta de chuvas afetou mais o milho em função do estágio das lavouras que atravessavam o desenvolvimento vegetativo e a floração. No momento, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS (09/01/20), 75% da soja está em desenvolvimento vegetativo e outros 22% das lavouras estão em plena floração.

    Estiagem ou seca?

    De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Genei Antonio Dalmago, estamos atravessando um período de estiagem no Rio Grande do Sul, quando as lavouras reduzem o potencial produtivo por falta de água. “Se o quadro de falta de água se mantiver, podemos evoluir para uma condição de seca mais intensa, com risco de perda total da lavoura”, informa Genei.

    Os dados meteorológicos coletados junto as estações do INMET confirmam a estiagem em diversos municípios do Estado. Além da distribuição irregular das chuvas nos meses de novembro e dezembro, houve diversos registros de temperaturas extremas, com valores até 1ºC acima da média histórica, com máximas passando dos 40ºC em vários municípios gaúchos.

    A estação meteorológica da Embrapa Trigo, em Passo Fundo, RS, registrou poucas e esparsas chuvas no período de 10/11/19 a 09/01/20 (veja no gráfico). Em novembro, as precipitações somaram 115 milímetros (mm) e estiveram concentradas na primeira semana do mês, seguida de 20 dias sem chuva. O mês também registrou temperaturas do ar mais altas, com mínimas em torno dos 15ºC e máximas acima dos 30ºC. Em dezembro, foram 25 dias sem chuvas, com pancadas isoladas que resultaram em 47,6 mm no mês, o que representa apenas 27% da média histórica. No final de dezembro, as temperaturas passaram dos 36ºC, com umidade relativa do ar abaixo de 60% e insolação 30% superior à média. Até o dia 9 de janeiro, a umidade relativa do ar estava -8% abaixo do normal.

    O cenário foi um pouco diferente na região noroeste do RS, onde o volume de chuvas pode ser considerado satisfatório, com 332 mm acumulados entre novembro e dezembro na estação de São Luiz Gonzaga. O problema na região foram as altas temperaturas do ar, com máximas próximas a 40ºC na maioria dos dias. As mínimas também superaram os 18ºC.

    Em teoria, uma planta consome entre 5 a 7 mm de água por dia, valor que  pode variar em função do ambiente, como calor/frio, radiação solar disponível, capacidade de armazenamento de água no solo, e outros. Avaliando a quantidade  de chuva em Passo Fundo, 47 mm em todo o mês de dezembro supriria as necessidades da planta por apenas uma semana. “Esta é a maior estiagem nos últimos dez anos. Ainda mais expressiva do que o verão de 2013, última estiagem registrada no RS, quando choveu 66,4 mm em dezembro”, conta o analista do laboratório de meteorologia da Embrapa Trigo, Aldemir Pasinato.

    Estresse térmico

    De acordo com o pesquisador Genei Antonio Dalmago, muitas plantas estão apresentando estagnação no crescimento em função do estresse térmico que veio associado ao estresse hídrico. “Mesmo nos casos em que existe disponibilidade hídrica, as plantas estão enfrentando altas temperaturas do ar, mesmo à noite, quando não sofrem diretamente com a radiação solar mas aumentam a respiração, o que se traduz em perda de reservas que iriam para os grãos. Quando a planta está sob constante estresse térmico, ela para de crescer e, em determinadas situações, interrompe o processo de fotossíntese”.

    Cenários

    O último relatório do INMET (23 de dez/2019), indica um cenário de neutralidade climática no Sul do Brasil, ou seja, sem a ocorrência de fenômenos como El Nino (chuvas intensas) ou La Nina (falta de chuvas). Porém, o prognóstico para o RS (jan e mar/2020) indica redução do transporte de umidade da Amazônia para o Sul, implicando na redução de chuvas e temperaturas acima da média histórica.

    De acordo com as previsões, a redução das chuvas tende a ser maior em fevereiro, mês importante para a fase de enchimento de grãos na soja. Contudo, as chuvas ocorridas nos últimos dias (com 76 mm em Passo Fundo nos dias 10 e 11 de janeiro), com boa distribuição no Estado do RS, podem amenizar os efeitos da estiagem.

    Como amenizar os efeitos da estiagem

    A Embrapa Trigo preconiza algumas ações de manejo que podem reduzir perdas por estiagens na produção de grãos. A adoção de práticas de conservação do solo é solução mitigadora reconhecida pelos produtores do RS.

    Estiagens de curta duração têm sido uma das causas de frustração agrícola na safra de verão, especialmente em situações de compactação de solo. De acordo com o Chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, a degradação de solo pode ser percebida, normalmente, na camada de 5 cm a 20 cm de profundidade. “A camada superficial, até 5 cm, geralmente apresenta elevada fertilidade, favorável ao desenvolvimento das plantas. Já na camada subsuperficial, de 5 cm a 20 cm, o solo se encontra frequentemente compactado”, explica ele e complementa “a degradação física do solo não permite o aprofundamento das raízes e, com poucos dias sem chuva (5 a 10 dias), o cenário é de estiagem nas lavouras porque as plantas não conseguem absorver água suficiente num solo compactado”.

    Em 2014, um experimento avaliou a produtividade da soja em lavoura comercial em Sarandi, RS, depois da ocorrência de 30 dias sem chuva, seguida de uma precipitação de 7 mm, sequenciada por 45 dias sem chuva e por duas semanas com picos de temperatura superior a 40°C, antecedendo a colheita. A produtividade da soja sob forte estresse hídrico foi de 3.458 kg por hectare (ha), três vezes maior que a média da região. A taxa de infiltração de água no solo foi de 92 mm/h na área em que foram combinadas práticas mecânicas e de diversificação de culturas enquanto em área sem as práticas, a taxa de infiltração foi de 13 mm/h. Além de cobertura permanente no solo, a propriedade de 149 hectares conta com terraços, instalados há mais de 17 anos.

    Nesta safra, os efeitos da palhada para amenizar a estiagem na soja foram sentidos pelo produtor Evandro Martins, que implantou 80 ha de soja e 25 ha de milho em Passo Fundo, RS. Além da descompactação do solo e investimentos em corretivo e fertilizantes, o produtor trabalha com o processo colher-semear, isto é, a colheita de verão é seguida pela semeadura de gramíneas que cobrem o período de vazio outonal até a implantação da lavoura de inverno. O investimento no solo, prática constante na propriedade há 20 anos, mostrou resultados importantes nesta safra: “Semeamos a soja sobre 8 toneladas de matéria seca de aveia. Esta soja não sofre tanto com a estiagem, mantendo a umidade e a atividade biológica do solo. Estimo uma quebra de 25 a 30%, enquanto os outros produtores da região falam em perdas de 70%. No milho, nossa quebra deverá ficar em 30%”, conta Martins.

    O centeio no inverno cobre grande parte da propriedade da família Cereta, em Sobradinho, RS. “Além de reduzir a temperatura do solo com a palhada, as raízes fortes do centeio também ajudam na descompactação do solo, mostrando uma soja mais vigorosa do que nas áreas que foram cobertas por aveia ou azevém”, avalia a engenheira agrônoma Juliana Cereta. Segundo ela, a região central não sofre muito com a estiagem até agora, registrando chuva frequente em pequenos volumes quase toda a semana. “Vamos sentir os impactos do clima, mas com uma quebra menor do que as demais regiões do Estado”, afirma, apostando num rendimento de grãos na soja pouco abaixo dos 75 sacos/ha colhidos na safra passada.

    Em São Gabriel, RS, onde a área de soja triplicou nos últimos 10 anos, a semeadura estava suspensa por falta de umidade no solo que persiste desde o mês de novembro. Contudo, as lavouras que foram semeadas estão suportando bem a estiagem, mesmo em solos mal drenados e pouco profundos. Com a soja entrando no período reprodutivo, a estimativa é manter o nível de perdas em 15%. Para o engenheiro agrônomo do escritório municipal da Emater/RS, Renato Barreto, a prática de cobrir o solo com aveia no inverno pode ter ajudado a amenizar os efeitos do clima adverso. “Muitos produtores utilizam o inverno para a engorda do gado, rapando a lavoura e deixando pouca cobertura para o verão. Iniciamos um trabalho de conscientização que mostra os resultados agora, num momento difícil para a soja”, explica Barreto.

  • RTC finaliza segunda rodada de avaliação de experimentos que testam a seletividade de herbicidas

    A CCGL, através do projeto da Rede Técnica de Pesquisa (RTC), realiza na safra 2019/2020 experimentos em conjunto com as cooperativas associadas. Dentre eles, um experimento busca avaliar a seletividade de herbicidas pré-emergentes à soja. Nesta quinta-feira (09/01), foi finalizada a segunda rodada de avaliações nas áreas experimentais das cooperativas Cotrijal e Cotripal. Além destas, o experimento também está em condução nas cooperativas Cotricampo, Coopermil e Cotrijuc.

       Conforme o pesquisador da CCGL e coordenador do experimento Mario Bianchi, cada rodada de avaliação consiste em identificar os possíveis danos à soja após a aplicação dos herbicidas. Os herbicidas pré-emergentes são produtos que visam controlar as plantas daninhas sem causar danos significativos à cultura, e seu uso auxilia na manutenção do potencial produtivo da lavoura – explica Mário.

       Segundo o gerente de pesquisa e tecnologia da CCGL Geomar Corassa, a condução de pesquisa colaborativa é importante para a geração de dados robustos e que posteriormente servirão de base para decisões assertivas. Informações de qualidade fazem toda a diferença quando se fala em aumento da rentabilidade – completa Geomar.

      Para o responsável técnico da área experimental da Cotrijal Valmir Dapont, a informação gerada pelo experimento é importante, pois resultará em mais produtividade e rentabilidade para os produtores. O gerente técnico agronômico da Cotripal Denio Oerlecke entende que as pesquisas desenvolvidas pela RTC são iniciativas fundamentais para a evolução da agricultura.

      A próxima rodada de avaliações se dará na maturação da cultura com a colheita e posterior análise da produtividade de grãos, com isso será possível relacionar os sintomas de toxicidade causados (ou não) às plantas de soja com a produtividade final – finaliza Mário. Os resultados dos experimentos gerados pela RTC serão repassados às cooperativas ainda no primeiro semestre deste ano.

  • Medidas de emergência e levantamento de perdas da estiagem

    O presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, informou as medidas de emergência que a Instituição está tomando para amenizar as consequências da estiagem no Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito na tarde de quinta-feira (09/01), na Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), durante reunião de prefeitos, deputados federais e estaduais, o presidente da Famurs, Dudu Freire, o secretário em exercício da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Luiz Fernando Rodriguez Júnior, bem como demais representantes da Secretaria da Defesa Civil, Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Secretaria de Articulação e Apoio aos Municípios e entidades agrícolas do RS.

    Segundo Sandri, a Instituição organizou uma rede com 12 técnicos responsáveis, um em cada Regional, para receber as informações dos seus municípios diariamente e enviá-las para serem compiladas pela Gerência de Planejamento (GPL), no Escritório Central, em Porto Alegre. A Emater/RS-Ascar também está participando dos Grupos de Trabalho da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) e Defesa Civil e realizando ações conjuntas com os municípios e entidades.

    “Queremos orientar e dar agilidade às ações para remediar a situação, como auxílio na elaboração dos laudos necessários para encaminhamento do seguro pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Para isso, a Emater deverá realocar técnicos para municípios que tenham um volume maior de solicitantes”, afirma Sandri. Desde o primeiro dia de novembro do ano passado, com o começo da estiagem, até hoje (10/01), tem-se o registro de 976 solicitações de Proagro, sendo 410 apenas no milho e o restante para as perdas na fruticultura e olericultura.

    Diante das ações da Emater/RS-Ascar, a Instituição foi citada, mais de uma vez, em cada pronunciamento realizado no evento por diferentes autoridades e lideranças, “demonstrando assim a relevância e credibilidade de nosso trabalho”, conclui Sandri.

    Na ocasião também foi divulgada a estimativa preliminar de perdas na agropecuária em função do calor excessivo e falta de chuvas no Estado. O levantamento inicial aponta as maiores perdas no milho, sendo 30% nas regiões de Pelotas, Porto Alegre e Caxias do Sul; 32% na região de Ijuí; 26% na de Lajeado; 25% nas regiões de Soledade e Santa Maria e 20% na de Bagé. O milho silagem também apresenta perdas significativas, 65% na região de Caxias do Sul; 40% na de Soledade; 30% na de Porto Alegre e 27% na de Lajeado.

    Outra cultura de verão bastante afetada é a do feijão, com perdas de 30% nas regiões de Porto Alegre e Soledade e de 20% na região de Caxias do Sul. Já a soja apresentou menores perdas em relação aos outros grãos da safra de verão, 20% na região de Soledade; 16% na de Lajeado e 10% nas regiões de Porto alegre e Frederico Westphalen.

    O diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, destacou a dificuldade de mensurar as perdas, “porque a estiagem é desuniforme e ainda está em curso, os dados mudam rapidamente. O caráter regionalizado e fases de cada cultura também influencia na consequência da estiagem e no porcentual de perdas?. disse.

  • Como a agricultura pode fazer parte da solução climática?

    De acordo com a Universidade da Califórnia (UC), nos Estados Unidos, existem algumas formas de a agricultura deixar de ser o vilão do imaginário de algumas pessoas para passar a ser a forma mais importante de preservar o meio ambiente e mitigar as mudanças climáticas. Nesse cenário, Benjamin Houlton, diretor do Instituto John Muir de Meio Ambiente, afirmou que o cultivo de carbono é a chave para ajudar a resolver as mudanças climáticas.

    “A agricultura pode ser apenas a indústria mais importante do planeta para criar emissões negativas de carbono sob a política econômica atual. Agricultores e pecuaristas podem capturar carbono e armazená-lo no solo. Eles podem criar emissões negativas, o que significa que a quantidade de gases de efeito estufa que são lançados no ar pelo setor é menor do que a quantidade que eles estão retirando do ar”, completa.

    Segundo a UC, a agricultura de carbono também faz produtos utilizáveis que beneficiam a economia, a comunidade, o ecossistema e as pessoas. Por exemplo, enterrar rochas pulverizadas em terras agrícolas aumenta o rendimento das culturas enquanto armazena carbono na terra por longos períodos de tempo.

    “Muitas dessas práticas são indígenas, portanto, mesmo as rochas pulverizadas são usadas pelos agricultores desde o século XVII para restaurar o solo porque fornecem nutrientes”, disse Houlton.

    Ele disse que planeja desenvolver ainda mais o projeto da fazenda de carbono por meio do One Climate e aproveitar os pontos fortes da pesquisa interdisciplinar da UC Davis e a proximidade dos principais líderes de política climática de Sacramento em parceria com a indústria.

  • Levantamento apresenta perdas preliminares com a estiagem

    As perdas na cultura da soja com os impactos da estiagem no Rio Grande do Sul, até este momento, é estimada em 13%, enquanto no milho o valor é de 33%. É o que apresenta os números pesquisados pela Rede Técnica Cooperativa (RTC), no dia 7 de janeiro, após levantamento junto aos departamentos técnicos das cooperativas agropecuárias gaúchas. Os dados foram divulgados pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS).

    No milho, a redução pode ser de cerca de 1,879 milhões de toneladas, enquanto na soja este valor chega a aproximadamente 2,490 milhões de toneladas. Com isso, caso a situação se confirme, o volume de produção de soja, até o momento, pode ter queda de 19,154 milhões de toneladas para 16,664 milhões de toneladas enquanto no milho a redução pode ser de 5,696 milhões de toneladas para 3,816 milhões de toneladas. Os números consideram a primeira previsão de safra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outra estimativa, segundo a FecoAgro/RS, é que também terá impacto significativo na redução de produção de leite.

    A FecoAgro/RS destaca, em especial neste primeiro levantamento, a presença de um desvio padrão considerável dadas as diferenças de precipitações, épocas de semeadura e ciclos das cultivares nas diferentes regiões, que geram impactos diferenciados nas áreas atingidas.

  • RS: mais um município decreta emergência

    Subiu o número de municípios que decretaram situação de emergência em função da estiagem no Rio Grande do Sul. Nesta manhã foi a vez de Dom Feliciano, na Região Centro-Sul. As cidades que já decretaram são Chuvisca, Camaquã, Amaral Ferrador, Cristal e Cerro Grande do Sul (Sul); Pantano Grande, Sinimbu, Santa Cruz do Sul, Vale do Sol, Vera Cruz e Venâncio Aires (Vale do Rio Pardo), Boqueirão do Leão (Vale do Taquari), Maquiné (Litoral Norte) e Mariana Pimentel (Centro-Sul).

    Na tarde de hoje a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS) divulgou os dados preliminares das perdas no Estado. No milho, a redução pode ser de cerca de 1,879 milhões de toneladas, enquanto na soja este valor chega a aproximadamente 2,490 milhões de toneladas. A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) estima que as perdas no tabaco cheguem a 30%. A estiagem  também trará impactos na produção gaúcha de leite. Na avaliação da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) a seca afeta especialmente a safra de milho e os produtores que dependem da cultura para a silagem estão colhendo as folhagens sem o grão ou com péssima qualidade.

    Na Região do Vale do Rio Pardo o prejuízo que ultrapassa os R$ 280 milhões e  outras cidades devem emitir o decreto nos próximos dias, como Candelária, Rio Pardo e Gramado Xavier. Em Camaquã o prejuízo aos produtores ultrapassa os R$ 70 milhões. Em Dom Feliciano há perdas expressivas na produção agrícola de tabaco (35%), milho (30%), batata doce (20%), melancia (35%), soja (35%), feijão (70%), uva (45%), além de queda na produção agropecuária de bovinos de corte (25%), bovinos de leite (25%), ovinos (30%), mel (50%) e peixes (10%).Os danos sociais, materiais, ambientais e prejuízos econômicos estimados em R$ 57 milhões.

    Também há relatos de desabastecimento de água para consumo humano e animal em muitos municípios. Com o decreto de emergência será possível a renegociação de dívidas do PRONAF e o PROAGRO, por exemplo.

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) estabeleceu um grupo para acompanhar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul. Em reunião com diretores dos departamentos de Políticas Agrícolas, Agricultura Familiar e de Defesa Agropecuária, além de diretores da Emater/RS, o secretário em exercício, Luiz Fernando Rodrigues Júnior, solicitou que a Emater fizesse, ao longo dessa semana, um acompanhamento mais aprofundado da situação da safra do milho e da soja.

    De acordo com a Defesa Civil desde 1979 (quando teve início a série histórica) aproximadamente a cada dois anos há um evento de estiagem relevante, sendo o mais danoso o que ocorreu no ano de 2004, com 694 ocorrências registradas pela Defesa Civil do Estado (diversos municípios com mais de um registro de estiagem naquele ano). A última estiagem relevante ocorreu no ano de 2018, com 41 municípios afetados. O verão de 2019/20 não deve ter influência de “El Niño” nem de “La Niña”, caracterizando-se como um verão de “neutro”, porém espera-se chuvas abaixo da média, que é de cerca de 120 mm no mês de janeiro para o Estado do RS. Há previsão de chuva no Estado nesta quinta-feira.

  • Prefeito em exercício de Pinhal Grande faz reunião para avaliar a situação da seca

    O Prefeito em exercício Adilio Batistela, preocupado com a seca que vem assolando o município, decidiu reunir o Secretária da Agricultura, que na ocasião foi representado pelo chefe da Patrulha Agrícola Darci Ferreira dos Santos, a chefe local do Escritório da EMATER, Flavia Dalmolin Michelon e responsável pela Defesa Civil do município Oclecio Uliana, para obter mais informações sobre as perdas, ocasião em que ficou decidido que deverá ser feito um levantamento completo dos prejuízos nas lavouras, para poder decretar situação de emergência, tendo em vista que a EMATER já fez um prévio levantamento, onde aponta perdas significativas nas lavouras de soja, milho, feijão, tabaco e pastagens.

    Na reunião também ficou definido para que seja feito uma reunião na sexta-feira desta semana com outras entidades para decidir pela decretação de emergência.


    O Prefeito Adilio disse que caso ocorra uma chuva nos primeiros dias, mesmo assim grande parte da produção não será recuperada, falou também na questão do abastecimento de água que foi afetada pela longa estiagem, fazendo com que a Prefeitura estabelecesse o racionamento de água em determinados horários, lembrando que a população precisa se conscientizar, não desperdiçando a água.

    Para amenizar a situação dos agricultores, a Patrulha Agrícola vem se empenhando em fazer abertura e reabertura de bebedouros no interior do município para que não falte água também para os animais.

    Fonte e foto  Assessoria comunicação PMPG (Site)

  • Chuva ganha força na quinta-feira no Rio Grande do Sul

    Mesmo que na última semana tenha chovido sobre o Sul do Brasil, os acumulados não foram expressivos ou com boa distribuição. No Rio Grande do Sul, as lavouras estão com índices de umidade do solo abaixo de 50% nas áreas produtoras por conta da estiagem que percorre o Estado gaúcho desde o fim do ano passado.

    Uma nova frente fria se aproxima pela fronteira com o Uruguai e Argentina e nesta segunda-feira (06) deve provocar chuvas que podem vir com temporais (raios, ventos e granizo). No restante do Estado a chuva ocorre de forma mais isolada e há previsão de calor com forte sensação de abafamento.

    Na terça-feira (07), o sistema se desloca levando a chuva para toda a metade norte gaúcha e nas áreas produtoras as instabilidades perdem força e o sol volta a predominar com o avanço de uma nova massa de ar seco. Só volta a chover de forma mais generalizada no RS a partir da quinta-feira (09) com a passagem de mais uma frente fria.

    Confira a previsão para as seis regionais

    Fronteira Oeste

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira (06) na região. Atenção com temperaturas elevadas, mas sem calor extremo. Entre terça-feira (07) e quarta-feira (08), o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira (09) uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Campanha

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Central

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Planície Costeira Interna

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Planície Costeira Externa

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

    Zona Sul

    A passagem de uma frente fria causa chuva de baixo acumulado, rajadas de vento acima dos 60km/h e eventual queda de granizo segunda-feira na região, mas de maneira muito localizada e apenas entre uma ou outra cidade. Entre terça-feira e quarta-feira, o tempo fica mais firme. A partir da quinta-feira uma nova frente fria organiza a umidade da Amazônia e chove de forma generalizada e com acumulados mais expressivos. No entanto, as instabilidades diminuem novamente até o final de semana.

     Por: IRGA