Rosaura Bastos Bellinaso

Rosaura Bastos Bellinaso has created 181 entries

  • Mercado Comercial

    Preços para hoje: 07/11/2019
    Soja: R$ 77,50
    Milho: R$ 35,00
    Trigo PH 78 ou + : R$ 38,00

    Mercado (06/11/19): Janeiro -6,75 ponto a US$ 9,27 por bushel / Março -6,5 ponto a US$ 9,40 por bushel.

    Dólar (06/11/19): +2,22% à R$ 4,082.

    “…Monotonia do mercado desestimula gestores de fundos na manutenção das posições em commodities agrícolas. A falta de atividade política na “reconciliação comercial” entre EUA e China adiciona sérias dúvidas sobre a possibilidade da assinatura da “Fase 1 do Acordo Comercial” – prometida há quase 2 meses. A atenção do mercado brasileiro ficou sobre os leilões de direito de uso de alguns campos de extração de petróleo. O Governo esperava arrecadar um total de R$107 bilhões com a venda das concessões, entretanto apenas 66% deste total foi levantado por compras da estatal Petrobrás. Empresas privadas que estavam listadas no leilão não conseguiram o arremate e não demonstraram interesse nas demais opções disponíveis. O Governo brasileiro continua na necessidade de elevar o caixa com capital estrangeiro.

    CLIMA – AMÉRICAS

    Clima; volta das chuvas sobre as regiões do Centro-Sul do Brasil que sofriam com severas secas por dias, e semanas em alguns casos. Além do mais, o Paraguai, que vem presenciando faltas de chuvas desde o início de plantio, deve se beneficiar desta rodada de precipitações nos próximos 5 dias..”

    Pregão noturno agora: Janeiro +2 ponto a US$ 9,29 por bushel / Março +1,5 ponto a US$ 9,42 por bushel.

  • O que determina a qualidade da carne bovina?

    Atualmente a Brasil é um dos mais importantes produtores e o maior exportador de carne no mundo, comercializando com mais de 80 países. É também um dos maiores consumidores de carne bovina (40kg/habitante/ano), sendo em torno de 80% desse consumo produzido no país. Mas que carne é essa que estamos consumindo?

    Extremamente amplo, o termo “qualidade de carne” tem uma dimensão que ultrapassa a ideia de “maciez e suculência”. Pode-se pensar em qualidade ambiental, sanitária, organoléptica e nutricional, chegando até o conceito de qualidade social do produto obtido a partir da transformação do músculo bovino. Ou seja, a atenção a legislação sanitária, ambiental e trabalhista, em busca da sustentabilidade da cadeia produtiva.

    Porém, dentre todas essas “qualidades”, a maciez se destaca, quando o foco é o elo mais importante da cadeia produtiva, o consumidor. A carne bovina, como qualquer outro alimento, precisa, num primeiro momento, atender às expectativas referentes a qualidade sensorial.  Mas o que, afinal, determina maciez da carne bovina?

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    Muitos fatores interferem na maciez da carne. São relevantes a idade do animal ao abate, a alimentação, a raça e o sexo, além dos manejos pré e pós abate, como transporte, resfriamento e maturação da carcaça, etc..

    Idade ao abate

    A idade ao abate está diretamente relacionada ao sistema de alimentação que o animal está submetido. A melhora no nível nutricional reflete na redução da idade ao abate e também pode determinar maior deposição de gordura, tanto de cobertura como marmoreio. Isso ocorre devido a modificação na composição do ganho de peso dos animais, em função da maior disponibilidade de energia e proteína na dieta.

    Raças e cruzamentos

    Nas mesmas condições de manejo, raças taurinas apresentam maior maciez na carne quando comparados à raças zebuínas, devido a maior precocidade para terminação (deposição de gordura mais rápida) e ainda maior ação da enzima calpaína (responsável pela degradação das fibras musculares) dos genótipos europeus. Via de regra, raças europeias britânicas, como Angus e Hereford, são mais precoces que as continentais, possibilitando abate em idade mais jovem com melhor grau de acabamento e marmorização da carcaça.

    A deposição de gordura de cobertura (grau de acabamento) relaciona-se com capacidade de evitar o resfriamento rápido da carcaça, tendo essa característica efeito na maciez final da carne. Carcaças com pouca gordura de cobertura estão mais sujeitas a produzirem carne dura, uma vez que os músculos ficam mais expostos ao resfriamento, podendo sofrer o encurtamento pelo frio, causando o endurecimento da carne.

    Embora a gordura de marmoreio tenha alta relação com a suculência dos cortes cárneos, muitos estudos apontam que apenas entre 5 a 10% da variação na maciez da carne pode ser devido à deposição de gordura de marmoreio.

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    Sexo

    A variação na maciez da carne de acordo com o sexo do animal (fêmea, macho inteiro ou castrado), está ligada a velocidade e a composição do ganho de peso do animal, que se reflete na proporção músculo/gordura. Fêmeas atingem um acabamento de carcaça ideal mais cedo que machos castrados, que por sua vez são mais precoces que os inteiros.

    Considerações finais

    É crescente a necessidade de produzir carne que atenda os mercados mais exigentes, e isso tem sido preocupação para produtores e indústrias frigoríficas. A redução da idade de abate tem sido uma das principais estratégias para a produção de carnes mais macias. Porém, somente reduzir a idade de abate não garante a maciez da carne.

    Mais do que controlar a idade cronológica, é importante a escolha da raça/cruzamento e o sistema de alimentação adequado, o qual refletirá em altos ganhos médios diários, traduzindo-se no escore de condição corporal ideal para o momento do abate. Sempre considerando que cada produtor deve analisar a viabilidade técnica e econômica do seu sistema de produção.

    Daniele Furian Araldi*

    *Zootecnista, Mestre em Produção Animal, Docente dos Cursos de Medicina Veterinária e Agronomia/Área de Produção Animal da Fazenda Escola da Universidade de Cruz Alta.

     

     

  • Governo libera mais recursos para seguro rural em 2019

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta quarta-feira (30) a Resolução nº 69 do Comitê Gestor Interministerial do Seguro Rural (CGSR), que trata do aumento do orçamento destinado para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a distribuição dos recursos.

    A medida foi possível em função do descontingenciamento de R$ 50 milhões em recursos da pasta, o que permitirá apoiar a contratação de aproximadamente 12 mil novas apólices. Do total desbloqueado, cerca de R$ 30 milhões serão destinados para os grãos (soja, milho 1ª safra, feijão, arroz), R$ 10 milhões para as frutas, R$ 300 mil para a pecuária e o restante para as demais culturas.

    Em março deste ano, houve o contingenciamento de R$ 70 milhões de recursos do Ministério, o que impactou o orçamento de R$ 440 milhões para R$ 370 milhões em 2019 para o custeio das despesas com o PSR.

    Para o diretor do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, Pedro Loyola, o governo tem demonstrado que o seguro rural é um dos mais importantes instrumentos da política agrícola, que contribui com a estabilidade econômico-financeira dos produtores em situações de adversidades climáticas.

    “Com o fomento do PSR, já temos 14 companhias seguradoras credenciadas no programa ofertando produtos aderentes à realidade do campo. Entre 2018 e 2019, os produtores receberam mais de R$ 3,2 bilhões em indenizações dessas empresas”.

    Segundo ele, existe ainda a possibilidade de liberação de mais R$ 20 milhões no PSR para subvencionar o prêmio do seguro rural, o que contemplaria todo o orçamento aprovado para 2019 (R$ 440 milhões).  “Para o próximo ano, está previsto o recurso de R$ 1 bilhão para o PSR, que depende ainda de aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020, em tramitação no Congresso Nacional”, complementa.

  • Conab divulga resultado da pesquisa sobre perdas no transporte e armazenagem

    O Brasil perde no transporte de grãos das rodovias até os portos de embarque para exportação, especialmente de arroz, trigo e milho, percentuais de 0,13%, 0,17% e 0,10%, respectivamente, segundo pesquisa realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Os índices, que incluem também a perda em armazenagem, serão divulgados nesta terça-feira (5), durante o I Seminário sobre Eficiência e Redução de Perdas no Armazenamento e Transporte de Grãos no Brasil, em Curitiba/PR.

    As perdas desses grãos, segundo o estudo, são causadas basicamente por três fatores que se correlacionam, sendo eles “as más condições das rodovias, a precariedade da frota de caminhões e a imprudência de motoristas”, conclui.

    O estudo apurou também que o arroz, cuja maior produção nacional tem origem nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins, tem uma variação de 1,5 a 4% de perdas na armazenagem em silos. Os pesquisadores destacaram, no entanto, a boa conservação sanitária dos grãos tanto nos segmentos de armazenagem quanto na industrialização e comercialização.

    Já para o trigo, a apuração chegou a um índice médio mensal obtido de quebra técnica nos grãos, calculado por meio de amostragens, de 0,43% para silos de alvenaria e de 0,11% para os metálicos.

    Os estudos serão divulgados durante o seminário e a apresentação dos artigos técnicos referentes a cada uma das pesquisas estará disponível no portal da Conab após o término do evento.

  • Chuva preocupa triticultor e sustenta valores no RS

    Fortes chuvas no Rio Grande do Sul têm deixado agentes atentos às condições das lavouras, que podem registrar perdas. Segundo colaboradores do Cepea, por enquanto, produtores aguardam para avaliar possíveis estragos, mas esse cenário já tem sustentado os preços do cereal no estado sul-rio-grandense e limitado as quedas nos valores do trigo no Paraná.

    Já quando comparadas as médias estaduais mensais de setembro e outubro, os preços recuaram nos estados do Rio Grande do Sul (12,3%), Paraná (3,4%), São Paulo (1,7%) e Santa Catarina (0,6%).

  • Argentina deve aumentar impostos sobre exportação

    A Argentina, que terá um novo presidente no final do ano de 2019, já que Alberto Fernandez foi eleito ao lado de Cristina Kirchner em primeiro turno, deve aumentar os impostos sobre exportação de commodities. Foi isso que informou o consultor Michael Cordonnier, em um texto publicado no portal agropages.com.

    “Não se sabe muito sobre as políticas econômicas futuras em potencial da presidente eleita Fernandez, mas sabemos muito sobre as políticas econômicas da vice-presidente Kirchner no passado, quando ela foi presidente por dois mandatos e é por isso que o setor agrícola está muito preocupado”, diz ele.

    O presidente eleito Fernandez não nomeou nenhum ministro nem detalhou como ele pretende retirar a Argentina do “abismo econômico”, mas uma mudança que muitos observadores esperam é um aumento nos impostos de exportação de commodities. Atualmente, o imposto sobre a soja é de 25% e pode aumentar para 30%. O imposto atual sobre milho e trigo é de 7% e pode aumentar para 12%.

    “O presidente terá que controlar as despesas e aumentar a receita do governo, e a maioria das pessoas sente que ele aumentará as receitas instituindo impostos de exportação mais altos, provavelmente a partir de 1º de janeiro de 2020. Enquanto isso, espera-se que os agricultores sejam vendedores agressivos de seus grãos, a fim de para se antecipar aos potenciais aumentos de impostos. Um aumento nos impostos de exportação provavelmente ajudaria a estabilizar o peso argentino, o que é absolutamente necessário se eles tiverem alguma esperança de pagar suas dívidas e evitar outro incumprimento”, indica.

  • IITA divulga ferramenta digital para transformação agrícola

    O Instituto Internacional de Agricultura Tropical (IITA) divulgou na sexta-feira um conjunto de ferramentas digitais que estão ajudando a transformar a agricultura, melhorando o rendimento e a subsistência dos agricultores. As ferramentas digitais incluem rastreadores de sementes de mandioca, Goseed e inhame; Akilimo, IITA Herbicide Calculator, site de comércio eletrônico e IITA News App.

    Nteranya Sanginga, diretor geral do IITA que completa oito anos no cargo na sexta-feira, descreveu o desenvolvimento das ferramentas digitais como um feito notável, acrescentando que elas ajudariam a criar impacto em escala. “Isso está alinhado com a nossa visão que nos levou a criar a Diretoria de Parceria e Entrega, cuja responsabilidade é garantir que não apenas estamos realizando pesquisas e escrevendo artigos científicos, mas também entregando e causando impacto no nível da fazenda”, acrescentou.

    Os rastreadores de sementes são plataformas móveis projetadas para ajudar no planejamento da produção de sementes, rastreabilidade, inventário de sementes, rastreamento em tempo real do status da produção, certificação de sementes, marketing, recursos de informação, entre outros, disse o Dr. Lava Kumar, Chefe de Unidade de Saúde de Germoplasma do IITA e Virologista. A Calculadora de Herbicidas IITA é um aplicativo móvel desenvolvido pelo Projeto de Gerenciamento de Ervas de Mandioca e implantado na Nigéria e em outros países africanos e está sendo usado no controle de ervas daninhas na mandioca, explicou Godwin Atser, especialista em extensão digital e serviços de consultoria do IITA.

    “O aplicativo ajuda os produtores a estimar a quantidade correta de herbicidas a serem adicionados aos pulverizadores de mochila, ajudando os agricultores a evitar subdosagem ou superdosagem, o que leva à poluição ambiental e à resistência das ervas daninhas”, acrescentou.

  • Áreas de soja têm surtos de Helicoverpa armígera já no início do plantio da safra 2019-20

    Ataques da lagarta Helicoverpa armígera observados logo após a semeadura da soja, nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, puseram em alerta produtores e pesquisadores. Segundo fontes do setor, a principal preocupação é com a eventual proliferação da praga, que já trouxe prejuízos bilionários à oleaginosa, bem no ciclo inicial da cultura. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, conforme especialistas, populações de Helicoverpa armígera surgiram em áreas do Chapadão, e no Mato Grosso no entorno de Primavera do Leste.

    A recomendação-chave feita por agrônomos ao produtor, neste momento, é realizar corretamente o monitoramento de lavouras e identificar a necessidade de controle da praga pela aplicação de produtos específicos.

    Para a pesquisadora da Fundação MT, Lucia Vivan, no estágio em que se encontram as lavouras neste momento, é possível controlar à Helicoverpa com base na aplicação de baculovírus ou defensivos biológicos. “Temos um tempo ainda porque a soja está no início. Mas é importante ao produtor monitorar suas áreas e concluir, adiante, se haverá necessidade de incorporar inseticidas químicos ao manejo com baculovírus”, reforça a entomologista.

    O pesquisador da Ceres Consultoria em Primavera do Leste, Guilherme Almeida Ohl, entende que os baculovírus constituem nos dias de hoje “os melhores inseticidas que temos, porque depois de eliminar às lagartas eles espalham vírus na lavoura e assim controlam outras gerações de pragas”. Ohl é outro pesquisador a crer que no atual estágio vegetativo da soja, o controle da Helicoverpa pode ser feito somente pela aplicação de baculovírus.

    Ele observa, entretanto, que os baculovírus só não cresceram mais entre as opções de manejo do produtor, até hoje, pela deficiência na logística de distribuição e acesso do mercado aos produtos. Para a australo-americana AgBiTech, maior fabricante de baculovírus do mundo, há quatro anos no Brasil, a solução a esses entraves está bem encaminhada por meio de investimentos na ampliação da oferta e na entrega contínua de alta tecnologia na área.

    “Na safra passada nossos baculovírus trataram 500 mil hectares, marca relevante para esses insumos no Brasil”, ressalta Marcelo Giuliano, diretor comercial da AgBiTech. Conforme Giuliano, a expectativa é que na safra

    2019-20 os baculovírus da empresa – hoje um total de seis produtos – atinjam à histórica marca de 2 milhões de hectares tratados. “Investimos fortemente para ser o principal player do setor no Brasil”, enfatiza Adriano Vilas Boas, gerente geral da AgBiTech na América Latina.

    O pesquisador Germison Tomquelski, da Fundação Chapadão, informa que tem sido comum a presença da Helicoverpa na fase inicial de plantio. Mesmo assim, assinala ele, o controle da praga é uma medida necessária em face dos prejuízos que ela pode trazer ao produtor.

    “Os baculovírus têm funcionado muito bem, eliminando inicialmente às lagartas. Foi uma quebra de paradigma a chegada e o posicionamento desses produtos. Eles já se encaixam entre as ferramentas de manejo do produtor brasileiro”, assinala Tomquelski. O pesquisador destaca ainda que diante das atuais condições climáticas em parte das áreas de plantio, com alguns dias com chuva e outros não, os surtos de lagartas tendem a ser mais intensos.

  • Trigo tem 50% da área colhida no RS

    No Rio Grande do Sul, apesar da alta umidade dos últimos dias, 50% das lavouras de trigo foram colhidas, estando 5% das lavouras em enchimento de grãos e 45% na fase de maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (31/10), a área destinada para o cultivo do trigo no RS é de 739,4 mil hectares, que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

    Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, que representa 30% da área de trigo no Estado, os produtores estão preocupados com as previsões meteorológicas que apontam longo período com alta umidade no Estado. Há grande variabilidade de produtividade média entre as lavouras, em decorrência da tecnologia utilizada e alguns danos ocasionados pelo clima (geadas, granizo e ventos fortes), com aumento dos sintomas de incidência de giberela na maturação da cultura. Lavouras bem conduzidas e sem danos climáticos apresentam produtividade acima de 70 sacas por hectare.

    Na canola, 24% das lavouras estão em fase de maturação e 76% já colhidas. Na regional de Santa Rosa, a cultura está praticamente toda colhida, atingindo 96% das lavouras, restando apenas 4% em fase de maturação. A produtividade média atingiu 1.457 quilos por hectare. Em lavouras implantadas no tarde e que foram recentemente colhidas, a produtividade esteve acima da média da região (dois mil quilos por hectare). Mesmo assim insuficiente para elevar a média regional da produtividade e reduzir o percentual de perdas. A expectativa para a próxima semana é de que haja dias sem precipitações, para encaminhar a colheita e finalizar a safra de canola na região.

    CULTURAS DE VERÃO

    A cultura da soja está em fase de implantação da safra 2019-2020, com plantio previsto até 31 de dezembro, de acordo com o zoneamento da soja no RS. Da área projetada para o Estado, que é de 5.956.504 hectares, 13% já foram implantados. As lavouras se encontram em fase de germinação/desenvolvimento vegetativo. A fase inicial de implantação está 3% superior a igual período da safra anterior.

    No milho, 77% dos 771.578 hectares estimados para esta safra já foram implantados, com a cultura nas fases de germinação/desenvolvimento vegetativo (92%) e floração (8%). A produção estimada é de 5.948.712 toneladas, com uma produtividade alcançando 7.710 quilos por hectare.

    O arroz atingiu, no período, o plantio de 53% da área prevista para o RS nesta safra, 7% menor do que em igual época na safra anterior. As lavouras implantadas se encontram na fase de germinação/desenvolvimento vegetativo. Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, seguem as atividades de preparo do solo e plantio. A sequência de dias chuvosos interrompeu as atividades de rotina nas lavouras, além de dificultar o transporte dos insumos. As precipitações ocorridas no período têm contribuído para manter os níveis das barragens adequados.

    No RS, a área de feijão 1ª safra se encontra com 85% na fase de desenvolvimento vegetativo, 12% em floração e 3% em enchimento de grãos. Na regional de Frederico Westphalen, a primeira safra já está implantada, sendo que 80% das lavouras se encontram na fase de germinação/desenvolvimento vegetativo e 20% em floração. Os produtores estão realizando os tratos culturais de controle das invasoras e adubação nitrogenada. Em geral, as lavouras se mantêm com bom stand de plantas.

    OLERÍCOLAS
    Alho – Na região Serrana, as lavouras apresentam bom vigor, sanidade razoável e estão em formação do bulbo. O excesso de umidade no solo e a pouca insolação, consequência das frequentes chuvas das semanas anteriores, interferiram na fisiologia das plantas, afetando o seu desenvolvimento quanto à bulbificação, transformando os bulbilhos (dentes) em brotações. Essa anomalia deprecia o bulbo no seu valor culinário e comercial, tanto no peso e quanto na precificação. Em casos mais severos, o bulbo é descartado. Produtores realizam tratamentos fitossanitários para prevenção/cura de fitopatias e controle de pragas, controle químico de ervas espontâneas e adubação nítrico-potássica de cobertura.

    Cebola – Na região Sul, iniciou a colheita de cebola, que está sendo destinada ao comércio local devido à pouca presença de casca. A fase predominante nas lavouras da região é a bulbificação, apresentando bom desenvolvimento e estado sanitário. A safra deve ser normal, sendo que a região tem 2.460 hectares de cebola. Produtores intensificaram os tratamentos fitossanitários para prevenção das doenças, principalmente o míldio, mesmo não havendo ocorrência significativa de pragas.

    FRUTÍCOLAS
    Melão – Na regional de Porto Alegre, o cultivo de melão nesta safra é de 380 hectares e estão implantadas 98% das lavouras. A previsão de início da colheita é em novembro, estendendo-se até fevereiro.

    Pêssego – Na região Sul, segue a colheita das cultivares mais precoces, destinadas ao mercado in natura. O preço de comercialização está entre R$ 3,00 e R$ 4,00/kg. A cultura em geral está em frutificação. Produtores realizam tratamentos fitossanitários. O boletim 09/2019 do sistema de alerta da mosca-das-frutas informa que as condições climáticas com maior ocorrência de chuvas exigem atenção redobrada no controle de doenças, com aplicação de fungicidas, além de realizar a retirada de frutos e ramos com podridão-parda das plantas. Sua eliminação, feita em um local adequado, é essencial, enterrando para reduzir a presença do fungo no pomar.

    Ameixa – Nas regiões do Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, ameixas precoces estão em fase de formação dos frutos e maturação. Nessa fase, os produtores estão atentos ao manejo da mosca-das-frutas.

    PASTAGENS E CRIAÇÕES
    Favorecidos pelo clima, que propicia umidade e temperaturas mais elevadas, os campos nativos apresentam bom desenvolvimento, oferecendo uma boa produção de massa verde para alimentação dos animais. Nas regiões de solo mais raso, como nos Campos de Cima da Serra e na Serra do Sudeste, observa-se que o desenvolvimento dos campos naturais é mais lento.

    BOVINOCULTURA DE CORTE – Nas diversas regiões gaúchas, os bovinos de corte apresentam um bom estado corporal e bom ganho de peso. O estado sanitário dos animais também é satisfatório. No manejo do gado, os cuidados com as matrizes, no pré e pós-parto, e os cuidados com os terneiros continuam recebendo atenções especiais. O preparo de matrizes e touros, para o período de acasalamento, também é destaque. Neste mês, intensifica-se a realização de remates e expofeiras de bovinos das diversas categorias que compõem os rebanhos. Continua o abate de animais que ocupavam as áreas com pastagens cultivadas de inverno, que são sucedidas por lavouras com culturas anuais de verão, como soja e arroz.

    APICULTURA – As últimas chuvas têm prejudicado as atividades das colmeias, em boa parte do Estado. Mesmo assim, a atividade das abelhas é satisfatória em vários locais. Na Região de Soledade, segundo o Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, há relatos de mortalidade de enxames. As causas mais prováveis são a ocorrência de doenças ou a contaminação por agrotóxicos utilizados na dessecação de lavouras. Isso porque são aplicados inseticidas, juntamente com os dessecantes. Visando aumentar a produção, os apicultores seguem fazendo o manejo das colmeias. Para isso, executam práticas como revisões e roçadas de apiários, limpeza e/ou reforma de caixilhos, melgueiras e ninhos, e instalação de caixas iscas para captura de enxames.

  • Estado investe mais de R$ 1 milhão para apoiar espaços da agricultura familiar em feiras regionais em 2019

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) investiu neste ano R$ 1.145.000 em recursos para viabilizar a participação de agroindústrias familiares, indígenas e quilombolas em feiras agropecuárias em todas as regiões do Estado. Até outubro, foram disponibilizados recursos para 36 feiras, com 789 espaços de comercialização (estandes montados). Até o final do ano, estão planejadas outras 12, totalizando 48 feiras municipais e regionais apoiadas em 2019.

    Entre as feiras destacam-se Expodireto-Cotrijal (Não-Me-Toque), Expoagro Afubra (Rio Pardo),  Fenadoce (Pelotas), ExpoBento (Bento Gonçalves), ExpoSol (Soledade), ExpoIjuí (Ijuí) e Expofeira (Pelotas). A Expointer não faz parte deste cálculo, já que os recursos para montagem do espaço são viabilizados em parceria com o governo federal.

    “O pavilhão da Agricultura Familiar tem se tornado referência em todas as feiras graças à mobilização e à dedicação tanto das agroindústrias quanto do trabalho do Estado”, afirma o secretário da Agricultura, Covatti Filho.

    Conforme o diretor de Agricultura Familiar e Agroindústria, para participar das feiras apoiadas pela Seapdr as agroindústrias devem estar inclusas no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf). Após a inclusão no Peaf, o empreendimento está habilitado para solicitar a autorização de uso do selo Sabor Gaúcho em seus produtos. O selo é sinônimo de produção oriunda da agricultura familiar. O programa oferece uma série de serviços para as agroindústrias familiares, como qualificação técnica, incentivos financeiros para melhoria e legalização e assistência nas questões sanitárias, ambientais e tributárias.

    Além do apoio às agroindústrias, o Peaf dá aos consumidores a segurança de adquirir um produto rigorosamente em conformidade com as leis sanitárias e ambientais.

    Fonte: Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado.