Rosaura Bastos Bellinaso

Rosaura Bastos Bellinaso has created 386 entries

  • Diagnóstico irá revelar como os gaúchos nutrem sua árvore símbolo

    Um projeto de trabalho inédito e conjunto entre Emater/RS-Ascar e Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), dentro do Programa Gaúcho para a Qualidade e a Valorização da Erva-Mate, proporcionará a realização de um diagnóstico nutricional dos ervais, nos cinco polos ervateiros do Estado. O objetivo é verificar e compreender como está a situação nutricional da erva-mate, árvore símbolo do Estado, e o manejo adotado pelos produtores rurais na condução da atividade.

    De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Ilvandro Barreto de Melo, o diagnóstico proporcionará também o entendimento entre a relação da produtividade, do manejo, da fertilidade do solo e da dinâmica nutricional na planta. Em resumo, vamos saber como os gaúchos estão alimentando sua árvore símbolo, explicou.

    Neste primeiro semestre do ano serão realizadas cem amostragens de solo e cem amostragens de folhas, em 20 propriedades rurais de cada polo ervateiro. Com a análise, a equipe estima que será possível traçar o perfil localizado e a impressão técnica/científica em cada região ervateira do Estado.

    A parceria entre as instituições representa um marco importante na cadeia produtiva da erva-mate, visto focar em um elo extremamente sensível que é a fertilidade e gestão nutricional aplicada à erva-mate, nas milhares de propriedades que cultivam a planta em solo gaúcho. Enquanto a Emater, através de seus técnicos, realiza o trabalho de campo na identificação das propriedades e coleta das amostras, os pesquisadores da Seapdr realizarão as análises laboratoriais de solo e de folhas, avalia Melo.

    Os resultados obtidos servirão para criar um marco na nutrição da erva-mate, bem como para alinhavar estratégias que possibilitem correções e adequações na condução da cultura e na valorização para maior qualidade e produtividade dos ervais.

    A nutrição das árvores é uma prática com elevado grau de controle, pois está intimamente correlacionada ao equilíbrio nutricional, à sanidade, à produtividade, à perenidade, à qualidade do produto e à viabilidade econômica do empreendimento, finaliza o engenheiro agrônomo.

  • Especialista cita benefícios da dieta carnívora

    A especialista Jade Soller, considerada embaixadora da dieta carnívora no Brasil, listou uma série de benefícios de se comer carne. De acordo com ela, a carne é um alimento saudável e estava presente na dieta de ancestrais reconhecidos pela baixa incidência de doenças crônicas e pela excelente saúde.

    De acordo com ela, os principais benefícios são a perda de peso, redução de inflamações, aumento da testosterona, melhoria na digestão, melhoria na saúde mental e ajuda com acnes. “Além disso, a carnívora pode ajudar com a inflamação e fornece quantidades abundantes de nutrientes importantes para a pele como Vitamina A, DHA, Zinco e Vitamina E. Escolha alimentos ricos em nutrientes ??e com baixo teor de carboidratos, que minimizam os níveis de insulina e reduzem a inflamação, para que você obtenha uma pele mais saudável”, comentou, em um texto publicado no portal especializado suinoculturaindustrial.com.

    Outros benefícios, segundo ela, podem incluir melhora da saúde bucal, simplificação da dieta, redução na pressão arterial, diminuição dos sintomas de síndromes metabólicas, diminuição nos níveis de triglicerídeos, aumento do colesterol bom, além de gerar saciedade. “Muitas pessoas inconscientemente comem menos calorias quando só conseguem comer carne, o que facilita muito a perda de peso. Você terá o hábito de comer apenas quando precisar e de consumir apenas o suficiente para mantê-lo satisfeito”, completa.

    “Nós, humanos, somos projetados para comer uma dieta à base de carne. Carne é um alimento saudável. Sim, isso é contrário ao que nos foi ensinado. Mas seguir as “diretrizes” levou a problemas de saúde epidêmicos como obesidade, diabetes, doenças cardíacas, câncer e demência”, conclui.

  • Secretaria da Agricultura publica Instrução Normativa que reestrutura serviço de defesa agropecuária

    Instrução Normativa SEAPDR nº 11/2020

    Estrutura e organiza o serviço de defesa agropecuária do Estado do Rio Grande do Sul.

    O SECRETÁRIO DE ESTADO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E DESENVOLVIMENTO RURAL, no uso das atribuições elencadas na Constituição Estadual, e ainda, considerando a Lei Federal 8.171, de 17 de janeiro de 1991, o Decreto Federal 5.741, de 30 de março de 2006, a Lei Estadual nº 14.733, de 15 de setembro de 2015, a Lei Estadual nº 13.467, de 15 de junho de 2010, bem como suas respectivas atualizações e regulamentações;

    Considerando a necessidade de normatizar a estruturação e a organização do serviço de defesa agropecuária do Estado do Rio Grande do Sul; Considerando os Relatórios de Auditoria QUALI-SV do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com definições técnicas e diretrizes em relação à estruturação do serviço de defesa agropecuária em território gaúcho;

    Considerando a necessidade de concretização do princípio da eficiência, com a modernização dos processos de trabalho através da organização administrativa e funcional da SEAPDR;

    Considerando as recentes e iminentes aposentadorias, especialmente as atinentes aos quadros da SEAPDR pertencentes às categorias funcionais de Fiscal Estadual Agropecuário e de Técnico Superior Agropecuário, somada à dificuldade de provimento de cargos face à suspensão da abertura de novos concursos públicos estabelecida pelo Decreto Estadual nº 54.984, de 14 de janeiro de 2020, e Decreto Estadual nº 55.211, de 29 de abril de 2020;

    Considerando a conclusão técnica da Assessoria do Departamento de Defesa Agropecuária – DDA/SEAPDR, devidamente homologada pela Direção do Departamento;

    RESOLVE:

    Art. 1º – O serviço de defesa agropecuária abrangerá todo o território do Estado do Rio Grande do Sul, com unidades estruturais definidas e organizadas na forma do art. 2º.

    Art. 2º – Para os efeitos desta Instrução Normativa, considera-se:

    I – Inspetoria de Defesa Agropecuária (IDA): É a unidade estrutural localizada em município-sede, podendo abranger municípios com Escritório de Defesa Agropecuária e/ou Municípios Atendidos, e que contará com serviços de, pelo menos, um fiscal agropecuário – médico veterinário.

    II – Escritório de Defesa Agropecuária (EDA): É a unidade estrutural de atendimento à comunidade local de município vinculado a uma IDA, mantido diretamente pela SEAPDR ou por convênio.

    III – Município Atendido (MA): Municípios sem EDA, mas igualmente vinculados a uma IDA.

    Art. 3º – A área de abrangência de cada IDA será definida a partir da análise dos aspectos territoriais e das características epidemiológicas dos municípios, a partir de estudo técnico realizado pelo DDA/SEAPDR, o qual poderá ser revisto a cada dois anos, observada a condição a que se refere o art. 7º desta instrução normativa.

    Art. 4º – Com base no estudo técnico referido no artigo 3º, os municípios gaúchos serão classificados de acordo com as necessidades de atenção veterinária por análise multicritério ponderada desenvolvida pelo DDA/SEAPDR e obterão pontuação numa escala de 1 a 10.

    Parágrafo único: Os critérios técnicos para mensuração da pontuação são os seguintes:

    I – Área territorial;

    II – Distanciamento da linha de fronteira internacional;

    III – Número de propriedades rurais;

    IV – Quantitativo de populacional de animais de interesse do Serviço Veterinário Oficial – SVO;

    V – Movimentação animal;

    VI – Análise de risco de ocorrência de doenças de interesse do SVO, compreendendo a introdução, manutenção e disseminação.

    Art. 5º – Cada IDA será constituída pelos municípios cuja soma de pontuação atinja, no mínimo, 2 e, no máximo, 20 pontos, sendo que a definição dos municípios que a constituem e a respectiva sede basear-se-á em critérios estruturais, administrativos e de defesa sanitária animal.

    Art. 6º – Na IDAfuncionarão: médico veterinário, na função de fiscalização agropecuária; técnico agropecuário, na função de apoio operacional e; auxiliar administrativo, na função de apoio administrativo, nos quantitativos mínimo e máximo do Anexo I, conforme a classificação do §1º deste artigo.

    §1º – AIDAserá classificada, pela soma da pontuação de seus municípios, conforme a pontuação referida no artigo 5º, da seguinte forma:

    I – Classe I: unidade com pontuação entre 02 e 03;

    II – Classe II: unidade com pontuação entre 04 e 09;

    III – Classe III – unidade com pontuação entre 10 e 20.

    §2º – Os cargos que desempenharão as funções de médico veterinário, técnico agropecuário e auxiliar administrativo serão definidos pelo Departamento de Defesa Agropecuária em conjunto com o Departamento Administrativo desta Secretaria, tendo em vista as respectivas atribuições, permitida a contratação de serviços para o exercício de função de apoio administrativo.

    §3º – Além dos médicos veterinários na função de fiscal agropecuário referidos nas classes II e III, a IDA também poderá contar adicionalmente com profissionais atuantes em Inspeção de Produtos de Origem Animal – IPOA.

    §4º – O número de profissionais constante no Anexo I poderá ser alterado, excepcionalmente, de acordo com a necessidade do serviço, desde que devidamente proposto e justificado pelo Diretor do DDA, e aprovado pela Direção-Geral.

    Art. 7º – As Supervisões Regionais de Defesa Agropecuária e as IDAs que as compõem, com seus respectivos municípios-sede, municípios com escritório e municípios atendidos, estão relacionadas no Anexo II desta Instrução Normativa, podendo ser revista após um ano de sua publicação.

    Art. 8º – Esta Instrução Normativa entra em vigor 60 (sessenta) dias após a data da publicação, período no qual haverá as adequações necessárias, revogando-se as disposições em contrário.

    LUIS ANTONIO FRANCISCATTO COVATTI

    leia mais:

    https://www.agricultura.rs.gov.br/secretaria-da-agricultura-publica-instrucao-normativa-que-reestrutura-servico-de-defesa-agropecuaria

  • Como fazer uma silagem de alta qualidade

    A alimentação é o componente mais importante no custo de produção de um litro de leite e a qualidade do volumoso ofertado é de vital importância na viabilidade do processo produtivo. O engenheiro agrônomo, mestre em fitotecnia e gerente de Produto Silagem da KWS Sementes, Dimas Cardoso, tratou sobre o assunto em uma live. Ele explicou que a produção de uma silagem de alta energia ajuda a reduzir custos. “O que mais pesa no leite hoje é o concentrado. Com milho e soja em alta o concentrado já está representando cerca de 38% do custo total da produção.

    Quem não busca reduzir o nível de milho na dieta já está em 44% do custo e na atividade leiteira o ideal é não passar de 50% porque há gastos que não podem ser controlados como mão-de-obra, energia, genética. O que está na mão do produtor e que ele pode controlar é a silagem, para ter maior performance com menos”, diz.

    Com esse comentário o especialista citou outros motivos para fazer uma silagem de alta energia. Com a intensificação da atividade pecuária, automaticamente vem demandando mais produção de milho para silagem para tirar a máxima capacidade de leite por hectare. Por isso, além do custo, o produtor de leite deve observar:
    – Capacitação da equipe: qualquer erro na execução do processo pode gerar silagem ruim;
    – Segurança alimentar: uma vez que coloca os animais confinados é importante ofertar alimento de alta qualidade;
    – Saúde animal – bovinos que ruminam mais têm melhor condição reprodutiva. Na falta de fibras na dieta a performance dos animais fica comprometida;
    – Processo 100% mecanizado – desde plantio, colheita, fabricação e armazenagem;
    – Produzir na 1ª e 2ª safra – hoje é possível produzir silagem o ano todo.

    Veja no gráfico produzido pelo professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Marcos Pereira, sobre a composição da silagem.

    De 32 a 38% de matéria seca é a janela ideal de colheita para atingir uma boa silagem, que provoca boa fermentação e digestibilidade de amido no gado. A composição média é em suma energia e fibra: 40% amido e 40% fibra. A silagem é complementada com uma média de 8% proteína, 3% extrato etéreo e 4% minerais. “Da lavoura até o momento que se vai fornecer a silagem ao animal é normal ter uma perda de 15% a 20%. Isso tem que estar na conta do produtor na hora de fazer o planejamento”, aponta Cardoso.

    Culturas que podem melhorar a produção de silagem

    O pesquisador ressalta que a baixa matéria orgânica no solo gera compactação e pode exigir intervenção de máquinas como trator e escarificador, além de condição de umidade ideal. Isso pode resultar em baixa qualidade de milho e acamamento.

    Para resolver pode-se usar uma cultura de sucessão que produza palhada e raiz. Cardoso cita alguns bons exemplos:
    – Brachiaria: produz até 14 toneladas de palha e raiz e 5kg de nitrogênio por tonelada de palha além de agregar ao sistema e 50kg potássio hectare ano;
    – Sorgo granífero: além de ser tolerante à seca, rende cerca de 8 toneladas de palha e raiz;
    – Milheto: rende de 30 a 35 sacas de grãos por hectare, 4,5 toneladas de palha e 1,5 toneladas de raízes;
    – Trigo forrageiro: 2 toneladas de raízes e soca;
    – Aveia, azevém e cevada: são 4,4 toneladas de palha e 1,3 toneladas de raízes.

    Um experimento realizado em 2019 pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), no município mineiro de Cajuri, mostrou como a palhada de Brachiaria Ruziziensis refletiu na produção de silagem. As condições incluíram  29 dias de seca em janeiro e temperatura média 4 graus acima.  O resultado foi de 2,3% a mais de silagem e 4,5 mil kg de leite por hectare. “Nesse ensaio o número era pra ser até maior porque quando removida a cobertura, as raízes da brachiaria ficaram mas de qualquer forma mostra o efeito da cobertura em  segurar umidade, filtrar nutrientes e diminuir compactação do solo”, finaliza o especiliasta.

  • Agronegócio deve puxar retomada

    As consequências da crise econômica causada pelo novo coronavírus ainda são dimensionadas. Apesar das incógnitas, há aposta de que os setores essenciais é que devem liderar a recuperação, com destaque para o agronegócio, produção de alimentos, medicamentos, telecomunicação e e-commerce. É o que aponta estudo da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (SIC).

    Esse destaque ocorre porque essas áreas sentiram menos a crise, ou nem entraram em dificuldade. O agronegócio, por exemplo, é responsável por grande parte da produção de riquezas no Estado – teve crescimento de 4,1% em 2019. “Acreditamos que vão crescer no Estado e são importantes para a economia”, reforça o subsecretário de Atração de Investimentos e Negócios da SIC, Adonídio Neto Vieira Júnior, ao citar a rápida recuperação que pode ocorrer em alguns segmentos.

    “Concordo que o agro deve impulsionar a retomada, porque vamos ter uma safra recorde de grãos e de todos os setores afetados foi o que não parou, até para manter o abastecimento da população”, pontua o diretor executivo do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag), Edson Novaes. Ele lembra que há áreas mais privilegiadas, como produção de soja, milho e carne, pela exportação, alta do dólar e retomada das compras da China.

    “Das exportações, o agronegócio representou 84% em Goiás em abril.” Porém, também há aqueles afetados pelo fechamento dos comércios e restaurantes no setor, como produtores de hortifruti, de leite e queijo e piscicultores. “Para esses demora, mas recuperam mais rápido do que outros setores da economia. Outra coisa importante é que a pandemia traz novo mecanismo de comercialização, que são as vendas on-line e é preciso ficar de olho no que o mercado demanda”, aconselha.

    Tecnologia

    O início do isolamento social, com a proibição de feiras, significou perda de até R$ 10 mil para o agricultor familiar de produtos orgânicos Cláudio de Castro, de 57 anos. Mas o pós-pandemia pode trazer aumento no faturamento, que já recupera ao acompanhar as mudanças do consumo. Isso porque, para conseguir vender, ele passou a ofertar o serviço de delivery e desenvolveu um site para vendas. Duas tendências reforçadas na pandemia, junto com a procura por alimentação mais saudável.

    Somente no grupo de WhatsApp criado para vender produtos da Ecovila Mãe Terra, ele diz que praticamente triplicou os contatos em um mês. Isso com o boca a boca, sem investir em divulgação. Teve dificuldades nos primeiros dois meses, mas não parou de trabalhar, reduziu produção e se adaptou para mirar outro horizonte. “Não tenho dúvida de que o delivery veio para ficar e, retornando as feiras, vamos ter necessidade de produzir mais do que antes.”

    De outro lado, quem já dispunha um ambiente on-line para ligar pequenos produtores aos clientes percebeu que a crise trouxe até crescimento. Esse é o caso do sócio-proprietário da Love Orgânicos, Geraldo Rodrigues da Silva Junior. A empresa lançou aplicativo de e-commerce recentemente e reúne produção de pelo menos 40 parceiros. “Aumentou nosso número de entregas, quase que dobrou nosso faturamento. Esse é um mercado que só cresce devido a alta divulgação. Hoje, não tem bobo mais. Todo mundo que quer ter alimentação saudável, tem acesso a informação, busca produto de qualidade, que não faça impacto na natureza e não traga risco para a saúde”, defende.

    A adaptação vivenciada no campo por produtores de orgânicos também deve ser necessária em outras cadeias para uma retomada no Estado. O governo estadual e o setor produtivo estudam ações para conseguir reestruturar a economia, o que inclui linhas de crédito, programas de incentivos fiscais, como ProGoiás, e oferta de cursos gratuitos.

    “A economia vai retomar o crescimento na forma de ‘V’ e não de ‘U’. Vai bater em um ponto lá embaixo e vai subir. Até lá, as empresas em dificuldade têm de, primeiro, buscar inovações”, reforça o subsecretário de Assuntos Metropolitanos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação (Sedi), Everton Correia.

    Segundo o subsecretário da SIC, Adonídio Neto Vieira Júnior, as atividades essenciais permitem um cenário mais positivo localmente em comparação ao que ocorre em outras regiões do País. Apesar disso, sabe-se que para outros setores as dificuldades são maiores e uma retomada é prevista somente a partir do próximo trimestre, nas melhores perspectivas.

    Indústrias estão atentas às mudanças no consumo

    A indústria ligada à alimentação, construção civil e mineração têm boas perspectivas para retomada no pós-pandemia. É o que indica o acompanhamento da conjuntura econômica feito pelo Estado de Goiás. Mas, assim como o comércio, a indústria sabe que esse momento também vai exigir adaptação nas estratégias devido às mudanças no consumo no mundo.

    As indústrias mais preparadas para o momento, como reforça o presidente da Federação das Indústrias de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, são as que não pararam, ligadas às produções essenciais. “Isso faz com que tenhamos algumas que continuarão no embalo, como as que passaram a produzir produtos ligados ao combate ao coronavírus, que, como dengue e malária, veio para ficar.”

    Ele completa, no entanto, que há recomendação da entidade para mudança de hábitos que deve afetar todos os negócios. “As indústrias precisam tomar cuidado ou o produto delas fica fora. Na alimentação, por exemplo, o pessoal diz que precisa ser mais saudável, e é um processo que vinha acontecendo de reduzir sódio, açúcar”, cita.

    Mabel destaca o papel da venda on-line e do delivery, que ganhou mais força e amplia a área das tecnologias e a redução da necessidade de deslocamento, o que reflete diretamente na indústria automotiva.

    A mineração tem cenário favorável, especialmente por conta da alta do dólar, mas o presidente da Fieg defende que é preciso criar “uma nova onda” e ter leilão de áreas disponíveis e legislação mais simplificada para atração de empresas.

    “Acreditamos que Goiás tem condições de triplicar o tamanho dele na mineração, que não é o pequeno”, pontua, ao lembrar que a construção civil também vai junto.

    “A retomada passa pela construção civil, é a alavanca. A grande pergunta é quando isso vai acontecer”, diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Goiás (Sinduscon), Eduardo Bilemjian Filho. Lembrando que o setor público é um indutor, ele ressalta que as obras públicas já estavam mais lentas pela situação da economia antes da crise do coronavírus, enquanto o setor privado vinha de um otimismo que foi atropelado e, por isso, os lançamentos e novos projetos foram adiados.

    Mesmo com esse cenário, o subsecretário de Atração de Investimentos e Negócios da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (SIC), Adonídio Neto Vieira Júnior, afirma que o Estado tem forte atratividade até para a vinda de novas empresas. Uma das justificativas é a força dos setores essenciais, que não pararam.

    Nesta segunda-feira (25), por exemplo, está prevista a assinatura de protocolos de intenções com cerca de 20 empresas, para R$ 1,1 bilhão de investimentos e promessa de geração de 11 mil empregos diretos e indiretos, conforme o subsecretário.

    Comércio deve ganhar força no fim do ano, prevê estudo da SIC

    Com mais de dois meses de portas fechadas, o comércio só deve retomar a sua força no fim do ano no Estado. Isso é o que prevê estudo de acompanhamento realizado pela Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços de Goiás (SIC). A partir do mês de agosto, é esperada o início dessa recuperação pós-pandemia, segundo o subsecretário de Atração de Investimentos e Negócios, Adonídio Neto Vieira. Isso se o comércio reabrir e a situação da pandemia tiver de fato um controle. O que vale para o setor de vestuário, móveis e eletrodomésticos. Porque os setores automotivo e de combustíveis devem demorar mais, pela forte queda na circulação de pessoas.

    Já turismo e viagens são os mais impactados e só devem vir a reagir no ano que vem a patamares semelhantes ao que se tinham antes da crise causada pela pandemia de coronavírus. Sobre a estimativa, o presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio), Marcelo Baiochi, avalia que não tem uma área do comércio, com exceção dos essenciais – o que inclui supermercados – que possa se sobressair. “É uma retomada de pós-guerra, mesmo sendo contra um vírus, mas é uma guerra.

    As empresas terão dificuldade para se reposicionar e muitas não conseguirão voltar.” Marcelo defende que cada dia a mais fechado é um dia a menos de faturamento e um dia a mais de despesa. “Sem dúvida de que a grande maioria das micro e pequenas empresas, que são 90% dos negócios, vão precisar de apoio financeiro para voltar.” Situação ainda mais séria é a do turismo. “Tudo indica que será um dos últimos setores. E é toda uma cadeia que não sobrevive só do movimento local, mas de pessoas que vêm de várias cidades e que dependem da malha aérea e de outros serviços que envolvem uma volta gradual.”

    Segundo o presidente da Goiás Turismo, Fabrício Amaral, há intenção de regulamentar o aluguel por temporada, que é oferecido por plataformas como Airbnb, para tornar a competição no mercado mais equilibrada. Isso porque ele acredita que é preciso cobrar uma taxa mínima, pois há hotéis em dificuldades em Goiás. Ele lembra que ajudou a implementar lei semelhante em Caldas Novas, mas que não foi regulamentada. “Vamos retomar o assunto, porque no pós-crise é preciso ajudar a hotelaria”, defende.

  • Frigorífico Coqueiro é novo parceiro do Carne Angus no RS

    O Frigorífico Coqueiro, de São Lourenço do Sul (RS), é o mais novo credenciado do Programa Carne Angus Certificada. A parceria, que viabiliza a certificação de carcaças com a chancela e padrão da Associação Brasileira de Angus, iniciou os abates neste mês de maio. Com capacidade de abate de 100 animais/dia na planta gaúcha, a meta do sócio-proprietário do Coqueiro, Luiz Roberto Saalfeld, é que a linha Angus concentre 50% da produção anual do frigorífico, atualmente em 25 mil cabeças. Há 30 anos no mercado gaúcho, o Coqueiro iniciou os abates Angus com a produção de carcaças inteiras.

    Segundo o empresário, mais conhecido como Luizinho do Coqueiro, entre as novidades que a empresa irá anunciar em breve está a oferta de três cortes diferenciados pensados sob encomenda para atender ao restaurante Baro, em Porto Alegre (RS): o Barão (shoulder), o Baro (corte entre a primeira e a quarta costela) e o Barinho (capa do acém e acém).

    Atualmente, informa Saalfeld, o Coqueiro opera com uma média de 20 fornecedores de animais de linhagens européias com destaque para a Angus. Com a nova adesão, o Programa Carne Angus Certificada agora tem cinco empresas certificando cortes no Rio Grande do Sul e 18 no país. Segundo o sócio-proprietário do Coqueiro, incorporar a certificação da Angus confere à empresa ainda mais credibilidade. “Queremos buscar novos mercados, novos clientes, e uma parceria como essa faz toda a diferença. É uma honra”, afirma. Segundo ele, as tratativas já vinham sendo desenhadas há alguns anos, porém, só agora, os acertos foram finalizados.

    A conquista é comemorada pela gerente do Programa Carne Angus, Ana Doralina Menezes, que ressalta o fato de a parceria ter sido construída a partir de pedidos do setor de food service. “Veio por uma demanda da ponta, do consumidor pedindo Carne Angus Certificada em restaurantes. Isso mostra que existe mercado para mais frigoríficos trabalharem com carne Angus Certificada e fazerem esse atendimento mais próximo do consumidor”, afirma. A gerente também destaca a importância de, mesmo em épocas de crise como a pandemia, continuar trabalhando em prol da economia e da agropecuária brasileira. “Fechar essa parceria não é só uma vitória para a Angus, mas para toda a cadeia produtiva. Podemos produzir mais e melhor, rentabilizando produtores e levando a carne de qualidade para mais consumidores. Todos saem ganhando”, destaca.

  • ONS mantém projeções de chuva e demanda por energia em maio; carga deve cair 10%

    O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) manteve estáveis suas projeções para a demanda por energia e as chuvas na região dos reservatórios das hidrelétricas em maio, segundo boletim nesta sexta-feira.

    A carga de energia deverá cair 10% na comparação anual, em meio ao impacto de medidas de isolamento adotadas para conter a disseminação do coronavírus, com maior recuo, de 11,3%, na região Sudeste/Centro-Oeste, apontou o ONS, sem alterações relevantes frente às previsões anteriores.

    O Sul deve ter a menor retração, de 6,4% na comparação anual, em projeções praticamente inalteradas frente à semana passada.

    As previsões de chuvas nas hidrelétricas do Sudeste, que concentram os maiores reservatórios, foram mantidas em 78% da média histórica para o mês, enquanto a região Sul deverá seguir com precipitações estimadas em 12% da média, levemente abaixo dos 14% estimados na semana anterior.

  • COTRIJUC apresenta nova identidade visual

    Mais que um modelo de negócios, o cooperativismo é uma filosofia de vida que busca transformar o mundo em um lugar mais justo, equilibrado e com melhores oportunidades para todos. Um caminho que mostra que é possível unir desenvolvimento econômico e desenvolvimento social, produtividade e sustentabilidade, o individual e o coletivo.

    Desta forma, apresentamos a nova marca da COTRIJUC, que foi desenvolvida e pensada através da necessidade de acompanhar seu crescimento. A nova identidade visual além de consolidar a cooperativa dentro da contemporaneidade, conforme seu planejamento estratégico, transmite visualmente uma imagem inovadora e sólida.

    Baseada na sua visão e valores tradicionais, a logomarca tem como base os dois pinheiros já existentes, que indica a união do movimento, a imortalidade de princípios, a fecundidade de ideais e a vitalidade de seus adeptos. Tudo isto marcado pela trajetória ascendente dos pinheiros que se projetam para o alto, procurando subir cada vez mais. Na reestilização eles vêm para o início do logo, abraçando e caminhando ao lado do nome da cooperativa, o que simboliza estar sempre ao lado do cooperado.

    O símbolo da folha transmite a mensagem do ciclo da vida, a oxigenação de novas ideias, de trazer vida aos cooperados e a comunidade a sua volta. As cores foram mantidas de acordo com representações: O laranja remete ao sol, fonte de luz e riqueza. O verde simboliza o princípio vital da natureza e remete ao crescimento e à fertilidade.

    Acreditamos que a atualização é um componente fundamental para nós, pois é através da comunicação com as partes interessadas que podemos transmitir e expressar nossa essência e nossos valores. Até que o ciclo de gestão de mudança seja concluído, a marca atual e a nova irão conviver.

    Estamos ainda em transição da marca anterior para a nova, então, continuaremos com a marca anterior em alguns trabalhos, banners, até que seja feita a troca total.

  • Calcário pode trazer ganho na soja

    Encerrando a safra já é hora de planejar a próxima. Um dos elementos que devem ser levados em conta é a correção do solo, custo que, segundo especialistas, deve ser mantido.  O calcário, atualmente 2,7% dos custos de produção da soja estimados para a safra 2020/2021, pode se transformar em ganhos de até 20% no volume de grãos colhidos.

    Um levantamento que reúne a análise de mais de 249 mil amostras de solo de municípios de Mato Grosso no período de 2016 a 2019 revela uma crescente nas condições favoráveis à produtividade. Isso porque a avaliação comparada dos índices do chamado V% (percentagem de saturação por bases) indicam um manejo mais assertivo da acidez do solo, naturalmente alta nos solos mato-grossenses. Aliado a isso, pesquisas científicas comprovam que a aplicação de calcário em doses customizadas ao tipo de solo da região elevam o V% e, consequentemente, os índices de produtividade.

    O levantamento feito com os resultados das amostras de solo cedidas por três laboratórios com atuação no Estado mostra que resultados mais altos de V%, acima de 65%, eram pífios no solo para as safras 2016 e 2017, atingindo então um volume de apenas 6% das amostras, conjunto elevado para 14% das porções de solo analisadas em 2018 e 2019. O universo de exemplares com V% acima de 45% subiu de 58% do total de amostras analisadas em 2016 e 2017 para 61% nas duas safras seguintes. Em números absolutos, mais de 59 mil amostras passaram a apontar índices maiores de fertilidade do solo.

    De acordo com mais recente boletim da soja divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o Imea, o custo médio com corretivo de solo é de R$ 66 por hectare na safra 2020/2021, o que significa 1,62% do custo total de produção, calculado em R$ 4.054,9 o hectare.

    O insumo compõe o custo variável da atividade. “Os reajustes nos preços foram ocasionados pelo aumento no custo de insumos, principalmente fertilizantes. De acordo com o levantamento realizado, este avanço esteve atrelado à variação cambial no período, que vem ocorrendo principalmente devido à desaceleração econômica global com o avanço do novo coronavírus”, pontua o Imea.

    O presidente do Sindicato das Indústrias de Extração de Calcário de Mato Grosso (Sinecal-MT), Kassiano Riedi, ressalta que os agricultores, nos últimos anos, têm se preocupado cada vez mais com a calagem, tornando o calcário um insumo de uso frequente, com doses anuais de reposição, a fim de manter o solo sempre estabilizado.
    Pesquisador radicado em Sinop, o engenheiro agrônomo e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Anderson Lange lembra que investir em calcário é investir na produtividade da soja. A afirmação é pautada em quatro anos de estudos numa área experimental no Norte do Estado. A aplicação de doses extras de calcário, chegando a cinco toneladas por hectare (bem acima das prescrições agronômicas receitadas, leva a vagens mais firmes nos pés de soja, com maior número de grãos em cada planta e, ao final da colheita, mais produção para dentro dos armazéns. O aumento chega a patamares de 10% a 20% por talhão analisado.

    “Os dados são claros, entabulados num criterioso e longo experimento, onde não poupamos atenção e rigor científico. A hipótese era a de que mais calcário no solo ácido de Mato Grosso geraria mais produtividade e renda ao produtor. E, de fato, aquilo que era um sentir, fruto de observação e vivência a campo, se confirmou numa verdade científica. Produtor que põe mais calcário no solo, de forma planejada e bem manejada, colhe mais”, destaca Lange.

    Na safra 2019/2020, a produtividade média atingida pela soja em Mato Grosso é de 57,71 sacas por hectare. Em cinco anos, o ganho no indicador é de 9,08% e chega a 12% em algumas regiões. No Médio-Norte do Estado, maior produtor no mapa regional, o incremento foi de 8,42%. Para o pesquisador da UFMT, não há dúvida de que o calcário é um dos fatores que influenciam esse resultado positivo. “A tecnologia avança no campo, ou seja, a incorporação de conhecimento, de ciência, é contínua, a favor de quem produz. Temos relatos de vários produtores que passaram a incorporar mais calcário em profundidade no sistema de plantio direto e já estão notando melhora nos índices de produtividade”.

  • Brasil é o novo ‘epicentro’ da soja mundial

    O Brasil já responde por mais de 51% das exportações mundiais de soja e se tornou o novo “centro de preços mundiais”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica. Segundo os analistas, os cálculos feitos pelos compradores chineses para sua decisão diária são os prêmios e os fretes, que determinam o preço final no porto de Dalian.

    “Percebe-se que a soja brasileira é competitiva, neste ano, por enquanto até julho, retornando em março/20. Esta competitividade favoreceu o aumento da participação brasileira nas exportações mundiais, desbancando os EUA e se tornando responsável por mais de 51% do fornecimento mundial desta matéria-prima”, aponta a Consultoria.

    O correspondente da T&F na Argentina, economista Pablo Fraga, fez um levantamento revelando as movimentações do fornecimento mundial da soja em grão nos últimos 10 anos. Na temporada de 2010/11, 46% da matéria-prima mundial era fornecida pelos EUA, cuja participação recuou para 35% na temporada 2020/21. No mesmo período a Argentina passou de 10% para 4%, e os “outros” fornecedores também recuaram de 12%, para 10%.

    O grande progresso ocorreu com a soja brasileira, que aumentou de 32% para 51% a sua participação no mercado mundial, ocupando apenas 12% da área agriculturável disponível do país. “A Argentina poderia aumentar o seu volume dos atuais 53 para 70 milhões de toneladas, mas falta dinheiro”, comentou o economista argentino.

    Segundo ele, a produção brasileira de soja tem sido dificultada por infraestrutura e logística precárias, sistemas tributários complexos, turbulências políticas, volatilidade cambial. Como se não bastasse, viu os EUA e a China travarem uma sangrenta guerra comercial e o início de uma pandemia devastadora.

    “Nenhum desses fatores, no entanto, foi suficiente para impedir que a indústria brasileira de soja se tornasse líder na produção e exportação e, em última instância, mudasse o centro da formação global de preços da soja da América do Norte para a América do Sul. O Brasil navegou em uma guerra comercial e um surto de vírus para se tornar novo centro de formação de preços para o mercado global de soja”, conclui a T&F.