Rosaura Bastos Bellinaso

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  • Probióticos podem proteger abelhas

    Os probióticos, microorganismos benéficos mais conhecidos por promover a saúde intestinal em humanos, agora estão sendo usados por cientistas da Universidade Ocidental e do Instituto de Pesquisa em Saúde Lawson, no Canadá, para salvar colônias de abelhas do colapso. Um novo estudo publicado na revista Nature  ISME J  demonstra como os probióticos podem impedir uma infestação de colmeia bacteriana comum chamada American Foulbrood.

    “Os probióticos não são apenas para seres humanos”, disse Gregor Reid, Ph.D., professor da Faculdade de Medicina e Odontologia Western Schulich e presidente do Microbioma e Probióticos Humanos em Lawson. “Nossa ideia era que, se você pudesse usar micróbios benéficos para estimular a resposta imune ou atacar os patógenos que infectam as colmeias, talvez possamos ajudar a salvar as abelhas”, completa.

    As abelhas são uma parte importante do cenário cultural e econômico no Canadá e em todo o mundo devido ao seu papel na produção de alimentos, tanto pela polinização das culturas quanto pela produção de mel. No entanto, a população mundial de abelhas está ameaçada pela disseminação de vírus e bactérias que infectam colmeias. O trabalho anterior da equipe em um modelo de mosca da fruta sugeriu que o uso generalizado de pesticidas reduz a imunidade das abelhas e sua capacidade de lutar contra esses patógenos prejudiciais.

    “As colônias de abelhas são pequenos microcosmos de biologia realmente interessantes. Existem muitas abelhas individualmente, mas todas elas são geneticamente relacionadas e vivem em um espaço fechado”, disse Graham Thompson, Ph.D., professor associado da Western School of Science, que estuda a biologia e o comportamento social das abelhas. “Todo mundo é muito suscetível a doenças contagiosas e está demograficamente disposto a sair”, conclui.

  • Números e condições da safra 2019/2020 serão abordados em reunião

    Representantes do setor de trigo do estado de São Paulo voltam a se reunir no dia 07 de novembro para a última reunião da Câmara Setorial de 2019, que será realizada na sede do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo).

    Na oportunidade, será apresentado o cenário atual da safra 2019/2020. “Esta é a última reunião do ano e será importante para debatermos os resultados obtidos neste período e as expectativas para a nova safra”, pontua o presidente da Câmara Setorial do Trigo, Nelson Montagna.

    O evento ainda traz, por meio da participação das principais cooperativas produtoras de trigo do estado, a estimativa e condições das colheitas da nova safra. Outro assunto que ganhará destaque durante o encontro será a atual Conjuntura Mundial do trigo e câmbio, apresentada por Pedro Sampaio, da Gavilon,

  • Chuva e umidade permanecem no RS nos próximos sete dias

    Na sexta-feira (1º), o ar quente e úmido seguirá predominando, com temperaturas superiores a 30°C, grande variação da nebulosidade e possibilidade de chuvas isoladas. Entre o sábado (2) e o domingo (3), o deslocamento de uma frente fria provocará chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais, rajadas de vento e queda de granizo em áreas isoladas.

    Na segunda (4) e terça-feira (5), a propagação de uma área de baixa pressão manterá a nebulosidade e a chuva em todas as regiões, e novamente há risco de temporais isolados, sobretudo na Metade Norte. Na quarta-feira (6), o ingresso de ar seco manterá o tempo firme, com sol e temperaturas amenas em todo o Rio Grande do Sul.

    Os totais de precipitação previstos deverão oscilar entre 40 e 65 mm na maioria das localidades. Na Fronteira Oeste, Missões, Alto Vale do Uruguai e no Planalto os totais previstos oscilarão entre 80 e 100 mm, podendo superar 120 mm em alguns municípios do Noroeste Gaúcho.

    Fonte: Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado

  • Plantio do milho avança no RS

    O plantio de milho no Rio Grande do Sul atinge 72% da área de 771.578 hectares estimados para a safra 2019-2020, 1% superior à safra anterior. A produção estimada é de 5.948.712 toneladas, cuja produtividade deverá alcançar 7.710 quilos por hectare. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (24/10), o plantio do milho acontece entre o início de agosto e o final de janeiro, conforme zoneamento agroclimático para a cultura.

    Na região da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, as lavouras de milho implantadas apresentam desenvolvimento inicial, pois as chuvas ocorridas na semana passada, aliadas às temperaturas mais amenas à noite, têm favorecido o desenvolvimento vegetativo. O retorno da umidade também assegurou condições técnicas necessárias às operações de controle de invasoras e de realização de adubação em cobertura. Assim, a cultura vem respondendo de forma positiva à alta evapotranspiração observada na semana. As primeiras lavouras implantadas já se encontram no início da fase de florescimento.

    Na soja, o plantio está previsto para até 31 de dezembro. A área estimada para esta safra é de 5.956.504 hectares, 1,93% superior à anterior. A expectativa de produção é de 19.746.793 toneladas, e a de produtividade é de 3.315 quilos por hectare. O plantio no Estado continua pelas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Rosa e Soledade, e está em início de implantação nas de Erechim, Pelotas e Bagé.

    As primeiras áreas cultivadas com soja na região de Ijuí estão na fase de germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. As demais áreas da região estão sendo preparadas para o plantio, e os produtores aguardam melhores condições de umidade do solo. Nas áreas onde há cultura de trigo, os produtores aguardam a colheita para introduzir a soja. Já na região de Soledade, os produtores intensificam o preparo das áreas e preveem o início da semeadura ainda em outubro. Com o período chuvoso da semana, os produtores aproveitam para regulagem de semeadoras e ajustes de máquinas; o plantio deverá se concentrar nas próximas semanas.

    No arroz, levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar indica que serão plantados 961.377 hectares no Estado, com redução de área de 2,03% em relação à safra anterior. A produção estimada é de 7.510.872 toneladas, um acréscimo de 4,71%. A produtividade média inicial estimada é de 7.813 quilos por hectare. A maior parte (83%) das lavouras de arroz no Estado localiza-se em áreas das regiões de Bagé, Porto Alegre e Pelotas.

    Para safra 2019-2020, a área de produção de feijão no RS foi estimada em 36.027 hectares, reduzindo em 1,74% em relação à área da safra anterior. A produção estimada para o feijão de primeira safra é de 62.672 toneladas, acrescendo 8,3% em relação à safra 2018-2019. A produtividade média inicial está prevista em 1.740 quilos por hectare. Na regional de Frederico Westphalen, a cultura está 100% implantada e as lavouras estão em germinação e em início do desenvolvimento vegetativo. Os produtores vêm realizando os tratos culturais recomendados para esta fase, que consiste no controle das invasoras e adubação nitrogenada. De modo geral, as lavouras têm apresentado bom stand de plantas.

    Culturas de inverno

    Enquanto segue o plantio das culturas de verão, as de inverno são colhidas. Do trigo, por exemplo, já foram colhidas 16% das lavouras, estando 1% em floração, 25% em enchimento de grãos e 58% estão em maturação (característica que se configura entre a maturação fisiológica e o ponto de colheita). Nesta safra, a área estimada pela Emater/RS-Ascar para o cultivo do trigo é de 739,4 mil hectares, que corresponde a 37% da área brasileira de plantio com o grão.

    Na canola, nos 32,7 mil hectares plantados segue a expectativa de rendimento médio de 1.258 quilos por hectare. No período, a cultura atingiu 23% na fase de enchimento de grãos, 35% em fase de maturação e 42% das lavouras já foram colhidas.

    A área cultivada com cevada no RS avança no ciclo de desenvolvimento. As fases predominantes são enchimento de grãos e maturação.

    No RS, a área estimada com plantio de aveia branca para grão é de 299,9 mil hectares, correspondendo a 78,8% da área estimada pela Conab para o Brasil. No Estado, predomina as fases de enchimento do grão e maturação. As áreas colhidas estão sendo preparadas para sucessão com a soja.

    Olerícolas e frutícolas

    Cebola – Na região Nordeste, as lavouras estão em formação de bulbos. Seguem atividades de adubação de cobertura e tratamentos fitossanitários. A previsão é que a colheita inicie na primeira quinzena de novembro. Já na região Serrana, iniciou a colheita das áreas implantadas com variedades superprecoces. Em breve, a produção será direcionada ao mercado, tendo em vista que o abastecimento do varejo é feito por bulbos vindos do centro do país. Iniciou a bulbificação da Crioula, principal variedade, que é de ciclo tardio. A cultura se mantém com bom aspecto geral, bom desenvolvimento e boa sanidade.

    Citros ? A safra da bergamota encerrou no Alto Uruguai e no Vale do Caí, principal região produtora de citros do Estado, está praticamente encerrada. Entre as bergamotas, ainda resta colher 2% da Montenegrina, cultivar com a maior área de pomares no RS e que também é comercializada para outros estados do Brasil. Entre as laranjas, ainda resta colher 10% da cultivar Valência, 10% da Céu tardia e 5% da umbigo Monte Parnaso. Também está em colheita a lima ácida Taiti, o limãozinho verde, que não tem um período definido de colheita, já que floresce e produz em diversos períodos do ano.

    Criações

    Nas diversas regiões do Estado, os bovinos de corte apresentam um bom estado físico e sanitário. Continua o período de nascimento dos terneiros, durante o qual se destacam os cuidados pré e pós-parto com as matrizes e os cuidados com os terneiros recém-nascidos. No manejo pós-parto, a manutenção de boas condições nutricionais para as matrizes é essencial para garantir uma boa taxa de repetição de crias. A aquisição, o melhoramento e o preparo de touros também são estratégicos para a boa produção de terneiros. Neste mês, intensificou-se a realização de remates e expofeiras de bovinos das diversas categorias que compõem os rebanhos. Intensifica-se também o abate de animais que ocupavam as áreas com pastagens cultivadas de inverno, sucedidas por lavouras com culturas anuais de verão, como soja e arroz.

    Os rebanhos leiteiros no RS apresentam bom estado físico e sanitário e boa produção leiteira. O rebrote e o crescimento das pastagens nativas e pastagens cultivadas de verão, especialmente as perenes, têm suprido as necessidades alimentares e nutricionais das vacas, compensando a defasagem das pastagens de inverno, já em final de ciclo. Onde as pastagens de verão e o campo nativo não apresentam produção suficiente de massa verde, os criadores recorrem à suplementação alimentar à base de silagem e concentrados proteicos, para evitar a queda de produção leiteira.

    A adequação às instruções normativas (INs) 76 e 77 segue sendo motivo de preocupação dos produtores de leite, que devem manter o produto dentro dos parâmetros exigidos de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS). Em função dos parâmetros das normativas, pequenos produtores sinalizam a possibilidade de abandonar a atividade, em diversas localidades do Estado. Na regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas, em Pedras Altas, uma associação de produtores de leite local adquiriu novos resfriadores para viabilizar a adequação dos produtores às normativas.

    A partir do início de novembro, os produtores que excederem os limites de CBT nas três últimas médias geométricas trimestrais terão coleta de leite suspensa pela indústria. Em não havendo nova orientação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a determinação implicará que cerca de 10% dos produtores de leite sejam impedidos de comercializar o leite na indústria.

  • Teste cria culturas resistentes de forma rápida e econômica

    Cientistas da Universidade Nacional da Austrália (ANU), do Centro de Excelência ARC em Biologia das Energias Vegetais e da seção “Agricultura e Alimentação” da CSIRO, desenvolveram um novo método para identificar rapidamente o trigo resistente à seca de forma econômica e precisa. A tolerância à seca é de vital importância diante das mudanças climáticas, crescimento populacional e pressão do uso da terra.

    Um teste simples que mede a abundância de quatro aminoácidos nas plantas de trigo pode prever sua capacidade de manter o rendimento sob seca com muito mais precisão e a um custo menor do que os métodos de ponta atuais. Os pesquisadores principais, Arun Yadav e Adam Carroll, disseram que a seleção de trigo que poderia crescer melhor durante a seca a curto e médio prazo é vital para ajudar a combater a insegurança alimentar em todo o mundo.

    “Nosso trabalho pode ser fundamental para que os agricultores maximizem a produção de alimentos diante de uma seca cada vez mais severa. Plantas resistentes que podem manter altos rendimentos sob a seca ajudarão os agricultores a produzir mais alimentos de maneira confiável e manterão os mercados nacionais e de exportação para a Austrália “, disse o Dr. Yadav, da Escola de Pesquisa em Biologia da ARC e do Centro de Excelência em Biologia de Energia Vegetal da ANU.

    O teste simples mediu a abundância relativa de quatro aminoácidos nas plantas de trigo para prever sua capacidade de manter o rendimento sob seca com muito mais precisão do que os métodos de ponta atuais. “Esse teste pode ser feito com precisão em estufas ao longo do ano, a uma fração do custo dos métodos tradicionais de campo. Além disso, oferece previsões mais precisas”, afirmou.

  • Segunda etapa da vacinação contra aftosa começa em novembro

    A segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa terá início em 1º de novembro, indo até o dia 30 do mesmo mês. Nesta fase, devem ser imunizados bovinos e bubalinos na faixa etária de zero a 24 meses, o que contabiliza cerca de 4,3 milhões de animais em 240 mil propriedades. “Os pecuaristas gaúchos já deram forte demonstração de responsabilidade e preocupação com a sanidade de seus rebanhos na primeira etapa da vacinação, e agora precisamos manter a mobilização”, afirma o secretário da da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Covatti Filho.

    De acordo com o coordenador do Programa de Controle e Erradicação da Febre Aftosa da Seapdr, Fernando Groff, a meta nesta etapa de novembro é ultrapassar os 90% de animais imunizados e de 90% de propriedades cobertas. A primeira etapa, em maio, envolveu 288.875 propriedades rurais com 12,6 milhões de bovinos e búfalos. Foram imunizados 12,5 milhões de animais, correspondendo a 99% do rebanho, em 279.879 estabelecimentos, que representam 96,89% das propriedades no Estado.

    Este ano, a vacina teve alterações na formulação, com redução na dosagem de aplicação, de 5 para 2 ml – a vacina passou a ser bivalente, permanecendo a proteção contra os vírus tipo A e O (removido tipo C) e as apresentações comercializadas agora serão de 15 e 50 doses. A composição do produto também foi modificada com o intuito de diminuir os nódulos.

    As vacinas podem ser adquiridas em uma das 600 casas agropecuárias credenciadas na Secretaria para a comercialização deste produto. Após imunizar seu rebanho, o produtor terá até 6 de dezembro para comprovar a vacinação junto à Inspetoria de Defesa Agropecuária local, apresentando a classificação do rebanho, por sexo e idade, e a nota fiscal de compra das doses aplicadas.

    Status sanitário

    Atualmente, o Rio Grande do Sul, que é considerado zona livre de aftosa com vacinação, busca evoluir seu status sanitário. Em setembro, o Estado passou por auditoria do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para a retirada da vacinação. A Seapdr ainda aguarda a divulgação do relatório do ministério – enquanto a retirada não é confirmada, as etapas de vacinação ocorrem normalmente.

  • Chuva intensa com risco de temporais

    Na segunda-feira (28), a nebulosidade ainda seguirá predominando, com pancadas isoladas de chuva. propagação de uma nova frente fria provocará chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais, rajadas de vento e queda de granizo em áreas isoladas. A partir da terça-feira (29), o deslocamento de uma área de baixa pressão manterá a nebulosidade e a chuva em todas as regiões, com risco de temporais isolados.

    Os volumes de chuva esperados deverão variar entre 50 e 75 mm na maioria dos municípios do RS. Nas Missões, Alto Vale do Uruguai e no Planalto os totais previstos oscilarão entre 90 e 110 mm, e poderão exceder 140 mm em diversas localidades.

    Fonte: https://www.agricultura.rs.gov.br/

  • Preço do glifosato sobe 37,5% na Argentina

    Segundo a Bolsa de Cereais de Córdoba o preço do herbicida glifosato na Argentina subiu cerca de 37,5% neste ano, quando comparado com o ano anterior de US $ 240 por 100 litros em setembro de 2018 para US $ 330 no mês passado. A entidade publicou um relatório econômico no qual alertava para uma perda no poder de compra de soja e milho.

    A partir disso, o índice de insumo-produto deteriorou-se 7% para a oleaginosa e 1,6% para o cereal, em um ano. O principal fator que contribuiu para isso foi a queda nos preços internacionais de ambas as culturas e, apesar da desvalorização, os valores internos dos grãos não acompanharam totalmente a evolução do dólar, devido à excelente oferta que continuou após a colheita recorde.

    Em relação ao glifosato, 43,6% a mais de toneladas de soja e 45,7% a mais de milho são necessárias para a produção desse herbicida. As sementes também surgiram mais caras, para comprar soja, 4,4% a mais de grãos devem estar disponíveis, enquanto 5,9% a mais para o milho.

    Por outro lado, em termos relativos, diesel e fertilizantes são mais baratos do que há um ano. Na soja, são necessárias 8,6% a menos de toneladas de combustível e 7,7% a menos de fosfato de monoamônio. No milho, “o fosfato monoamônico, o diesel e a ureia melhoraram sua proporção e são necessários 9,5% a 5,8% menos grãos para a aquisição”, afirmou a Bolsa de Valores.

    “A taxa de insumos do produto (para trigo) está em um nível relativamente baixo em comparação aos anos anteriores, o que cria um incentivo para fornecer tecnologia à safra, a fim de melhorar sua qualidade comercial e contribuir para a sustentabilidade de nossos solos”, disse o Bolsa de Valores de Córdoba.

  • Exportação de farelo de soja do Brasil à China exige mais conversa

    A exportação de farelo de soja do Brasil para a China exige mais negociação, mas as conversas estão em andamento, disse nesta quinta-feira a ministra da Agricultura brasileira, Tereza Cristina, que está em visita ao país asiático.

    A China é o maior importador global de soja do mundo e o principal cliente do Brasil, o maior exportador global da oleaginosa em grãos.

    Mas os embarques de farelo de soja brasileiro ao gigante asiático são inexpressivos, uma vez que os chineses preferem importar a matéria-prima do produto para a produção de ração.

    Em nota, o Ministério da Agricultura do Brasil afirmou nesta quinta-feira que estão sendo acertados protocolos para exportação de farelo de algodão e de farelo de soja aos chineses, “mas essa negociação exige mais conversas entre as equipes técnicas dos dois países”.

    “Temos também, na área de produtos vegetais, um encaminhamento do protocolo de farelo de algodão, de farelo de soja —que está um pouco mais complicado, mas em andamento”, disse a ministra, sem elaborar, em vídeo publicado no Twitter.

    Enquanto as exportações de soja do Brasil à China somaram 68,6 milhões de toneladas em 2018, os embarques de farelo de soja, um produto de maior valor agregado, somaram apenas 90 mil toneladas, aproximadamente, segundo dados do governo.

    A indústria de soja do Brasil já negocia há um tempo um acordo para exportar mais farelo de soja aos chineses.

    Enquanto isso não ocorre, a Argentina, maior exportadora global de farelo de soja e de óleo de soja, obteve em setembro a habilitação de sete processadoras para exportar farelo à China.

    Procurada, a Abiove, associação da indústria de soja do Brasil, não comentou o assunto imediatamente.

    A ministra também disse em sua publicação que o Brasil está confiante de que autoridades chinesas irão conceder autorizações para mais exportadores brasileiros de carne antes que o presidente do país asiático, Xi Jinping, visite o Brasil no próximo mês.

    Ao final de sua segunda viagem à China, a ministra disse também que houve discussões com autoridades chinesas a respeito de açúcar, algodão e etanol do Brasil.

  • Brasil exporta 1,989 milhão de sacas em outubro

    Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que as exportações brasileiras de café em grão, de 1º a 20 de outubro, foram de 1.989.100 sacas de 60 quilos, com receita de US$ 231,2 milhões (US$ 16,5 milhões) e um preço médio de US$ 116,20 por saca.

    Como comparação, em setembro de 2019 as exportações brasileiras de café em grão totalizaram 2.693 milhões de sacas e alcançaram 3.276 milhões de sacas em outubro de 2018.

    A receita média diária obtida com as exportações foi de US$ 14,446 milhões na terceira semana de outubro (14 a 20). A média diária até agora no mês é de US$ 18,215 milhões, 2.0% superior no comparativo com o mês anterior, que foi de US$ 17,851 milhões.

    Em relação a outubro de 2018, quando a média diária dos embarques totais de café atingiu US$ 21,948 milhões, a receita média de exportações de café de outubro de 2019 até agora é 17% menor, conforme os dados acumulados até o dia 20.