Rosaura Bastos Bellinaso

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  • La Niña agoniza em fevereiro: E AGORA?

    Graças à redução da atividade dos ventos polares e à dissipação do fenômeno climático “La Niña”, os ventos tropicais conseguiram penetrar no interior do Cone Sul da América do Sul, trazendo chuvas abundantes na maior parte da área agrícola. A afirmação é do engenheiro agrônomo especialista em agroclimatologia Eduardo Sierra.

    Em relatório sazonal do clima da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, o especialista destaca que o funcionamento da atmosfera já está firme: “A expectativa é que o restante da campanha 2020/2021 mantenha um cenário de fortes flutuações térmicas e chuvas um pouco abaixo da média, mas suficientes para o desenvolvimento das lavouras”.

    Durante janeiro e fevereiro, aponta Sierra, “La Niña” continuará a enfraquecer, mas os ventos polares devem se reativar, pelo menos parcialmente. Por este motivo, o regime hídrico observará um comportamento moderadamente inferior ao normal, enquanto o regime térmico permanecerá próximo da média, mas com quedas térmicas frequentes.

    Em fevereiro, haverá uma forte concentração de chuvas no norte da área agrícola, com focos secundários no oeste e no sul, enquanto grande parte do centro-leste registrará chuvas moderadas a baixas, o que reativará a seca.

    Março irá observar uma distribuição de chuvas semelhante a fevereiro, então o centro-leste da área agrícola continuará a registrar deficiências de umidade. As bacias superiores do Paraná e do Paraguai receberão chuvas moderadas a abundantes, que irão aumentar gradativamente suas vazões, embora sem atingir seus níveis normais.

    PRÓXIMA TEMPORADA

    Sobre o cenário possível para a campanha 2021/2022, ele considera cedo para prever a volta do fenômeno climático. “Vale destacar que as versões sobre um segundo episódio consecutivo de La Niña, divulgadas por alguns centros internacionais, como o NOAA (agência climática oficial dos Estados Unidos), são um tanto prematuro, portanto, a vigilância deve continuar até que indicadores confiáveis estejam disponíveis”.

  • Importância da vacinação dos equinos contra Influenza e Tétano

    A Syntec do Brasil, empresa nacional de produtos de excelência para saúde animal, anuncia sua entrada no desafiador e importante segmento de vacinas. Este investimento fortalece o seu portfólio, que passa a contar com soluções ainda mais completas, inovadoras e eficazes para os médicos veterinários, proprietários e criadores de bovinos, equinos e pequenos animais.

    “Na contramão do mercado, a Syntec torna-se uma das poucas indústrias veterinárias 100% brasileiras a ingressar em um segmento extremamente relevante, difícil e especializado. É realmente um orgulho fazer parte do restrito grupo de indústrias veterinárias que atuam na prevenção de doenças animais”, destaca Sérgio Takano, diretor executivo da Syntec.

    Get-Vacina, contra influenza equina e tétano, representa o primeiro lançamento da Syntec no segmento de biológicos. A novidade tem tecnologia nacional e foi desenvolvida para proporcionar segurança, eficácia e bem-estar animal.

    A primeira vacina da Syntec é composta por vírus inativado de influenza e toxóide tetânico é aprovada para uso em equinos de todas as idades: potros após a desmama, animais adultos e éguas prenhas (com orientação do médico veterinário).

    “Get-Vacina proporciona imunogenicidade (capacidade de desencadear resposta imune a partir da formação de anticorpos) e antigenicidade (capacidade de interagir com anticorpos), confirmadas em estudo na espécie alvo, importante diferencial do produto”, destaca Fernando Santos, gerente nacional de vendas da Unidade de Negócios Bovinos e Equinos da Syntec.

    “Várias outras novidades estão programadas – incluindo novas vacinas –, reforçando o nosso compromisso de colocar modernas tecnologias que efetivamente transformem a prática diária dos profissionais e a qualidade de vida dos animais”, reforça o diretor executivo Sergio Takano.

    Alto prejuízo econômico – Influenza e tétano estão entre as mais importantes enfermidades, responsáveis por prejuízos importantes no mercado equestre. “A Influenza Equina é muito contagiosa, podendo ser fatal, principalmente em animais jovens. A prevenção é a única forma de proteção dos animais uma vez que a contaminação é feita por contato direto entre animais infectados e ambientes contaminados”, ressalta Takano.

    Igualmente preocupante, o tétano é causado pela toxina da bactéria Clostridium tetani, também presente no ambiente. A taxa de mortalidade dos animais contaminados é alta, o que faz da vacinação um importante aliado para proteger os animais.

  • RS: safra de camarão do Rio Tramandaí começa dia 15

    A temporada de pesca de camarão na Bacia Hidrográfica do Rio Tramandaí, no estado do Rio Grande do Sul, será entre 15 de fevereiro e 21 de junho de 2021. As datas foram estabelecidas na Portaria nº 35, da Secretaria de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SAP/Mapa), publicada nesta segunda-feira (8) no Diário Oficial da União.

    A pesca de camarão na Bacia é uma das atividades de elevada importância socioeconômica, movimentando a economia local, por meio da geração de renda e emprego na cadeia produtiva desse produto.

    A definição foi feita atendendo aos aspectos econômico, social e ambiental da atividade, uma vez que se embasou por meio do defeso monitorado, o que significa que a pesca do camarão nessa região é liberada apenas quando o crustáceo chega ao tamanho mínimo de captura definido em legislação, 90 milímetros. Isso se deve às variantes que os organismos aquáticos são submetidos, como temperatura e salinidade da água que influenciam diretamente em seu crescimento e área de ocorrência.

    A medida foi subsidiada cientificamente pelo Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), com o apoio do Sindicato de Pesca de Tramandaí, que tem expertise para discussão técnica local, com especialistas na pesquisa das espécies.

    A coordenadora de Ordenamento e Desenvolvimento da Pesca Marinha da SAP, Sandra Silvestre, explica que anteriormente o período de defeso do camarão era definido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Porém, devido às novas atribuições do Instituto e da SAP, agora a Secretaria  é a responsável por definir as regras de gestão da atividade de pesca no país.

    “A gestão da pesca passa por um processo de revisão de seus períodos de atividade e defesos ‘proibição de captura’, com total atenção às espécies que são impactadas pelas questões climáticas, a exemplo dos camarões, buscando a sustentabilidade socioeconômica e biológica dos recursos. Dessa forma, a medida atende a sociedade e o meio ambiente”, ressalta a coordenadora.

  • Reuniões de Núcleos da Cotrijuc ocorrem com mudanças

    A transparência com o associado é um dos valores da Cotrijuc que realizará de 9 a 23 de fevereiro as Reuniões de Núcleos preparatórias à Assembleia Geral Ordinária. As mesmas serão presenciais seguindo os protocolos de segurança, respeitando os decretos de cada município, com controle de público e sem confraternização.

    A direção da cooperativa promove anualmente as reuniões com o quadro social para apresentar o resultado do exercício, as ações e investimentos, bem como projetos para este ano. Em 2021, serão, ao todo, oito encontros.

    O presidente da Cotrijuc, Caio Vianna, destaca que os 25 núcleos da cooperativa serão contemplados com esta prestação de contas, até o dia 23 de fevereiro. “A Cotrijuc é do associado e ficamos satisfeitos em apresentar mais uma vez números positivos. Foi um ano difícil para a economia e, mesmo assim, superamos todas as expectativas. Isso vem reafirmar a segurança, tranquilidade e solidez que a cooperativa representa na vida dos produtores associados e quadro de funcionários”, comemora.

    Através das reuniões de núcleo, o associado tem a oportunidade de saber, de forma antecipada, os assuntos que serão levados à assembleia geral ordinária, como destinação das sobras de balanço, avaliação do ano que passou e projeção das ações e investimentos para o próximo exercício. O quadro social pode indicar ainda os representantes dos conselhos de Administração e Fiscal para comporem a chapa sugestão que irá ser votada durante a assembleia geral. A Assemblei Geral Ordinária ocorre dia 26 de fevereiro, com última chamada às 14h 30min.

    Cronograma 2021 – Reuniões de Núcleos

    Dia 09/02, às 14h – Núcleos Ivorá, Linha Lôndero, Piruva, Linha Um e Boca da Picada, (Barreiro), no Salão Paroquial de Ivorá.
    Dia 09/02, às 17h – Núcleos Colônia Pereira de Souza, Linha Cinco, Itaara, Val de Serra e São Martinho da Serra, Três Mártires, Colônias Novas, no Salão da Comunidade de Três Mártires;
    Dia 10/02, às 14h – Núcleos Pinhal Grande, São José do Pinhal e Rincão da Várzea, no Clube Avenida.
    Dia 10/02, às 17h – Núcleos Passo do Jacuí, Rincão do Appel e Medianeira, no Salão da Medianeira
    Dia 11/02, às 17h – São Valentim, na unidade.
    Dia 18/02, às 14h – Núcleos São João dos Mellos, Santo Antão e Santa Terezinha, em Santo Antão;
    Dia 18/02, às 17h – Núcleos Sede, Céu Azul, Ivaí e Ramada, no Centro Cultural;
    Dia 23/02, às 17h – Núcleo de Quevedos, no Salão Paroquial;

    OBS:
    Obrigatório o uso de máscara;
    Não será permitida aglomeração no local;
    Obrigatório observar o distanciamento de 2 metros entre as pessoas;
    Será obrigatório o uso de álcool gel que estará disponível no local;
    A reunião será exclusivamente para Associados (as) com matrícula ativa.
    Sugere-se a presença de um representante por matrícula.

  • Greve de caminhoneiros na Argentina, ameaça trigo

    A greve de caminhoneiros não esmoreceu na Argentina e já começa a afetar as exportações de trigo do país vizinho – o maior fornecedor brasileiro. De acordo com os exportadores do cereal de inverno argentinos, a entrada de caminhões na região sul caiu 95% e os “mercados internacionais temem a inadimplência”.

    “O setor agroexportador, embora alheio a este conflito, lamenta o impacto dos atrasos nas entregas dos grãos, dos problemas de cumprimento dos programas de exportação e da baixa classificação dos portos mundiais, bem como do abastecimento do mercado intern”, alerta a CIARA (Câmara da Indústria Azeiteira da República Argentina), que representa 40% das exportações argentinas.

    De acordo com os dirigentes do setor, a “Argentina vai pagar, em um momento difícil para sua economia, com divisas não pagas, multas, trabalho não realizado e com perda de participação no mercado internacional”, acrescentam.

    A Bolsa de Cereais da Bahía Blanca mostra que o número de caminhões foi reduzido em aproximadamente 95%, de 7.346 para 388 veículos, o que representou 208.740 toneladas a menos: “As atuais medidas de força [paralisação] dificultam o abastecimento fluido de grãos, oleaginosas e derivados para o carregamento e fechamento dos navios, atrasando a sua saída, com os consequentes custos que isto implica. Até à data, no Porto de Bahía Blanca, oito navios estão ancorados, enquanto outro está atracado no cais, à espera de concluir o carregamento para poder zarpar”.

    Por outro lado, o governo argentino permanece inerte e sem poder de reação frente às exigências dos transportadores. Na manhã da terça-feira (02.02), cerca de 100 caminhões chegaram ao centro de Necochea, em Buenos Aires, para expressar seu desconforto. A mobilização foi realizada em frente ao prédio municipal e contou com um grande número de caminhoneiros.

     

  • Atraso recorde na colheita

    Na visão dos analistas de mercado da AgResource Brasil, o atraso recorde na colheita do Brasil deve impactar diretamente no mercado da soja. “O persistente padrão de chuvas acima do normal nas principais regiões produtoras de soja do Brasil começa a trazer preocupações sobre o real impacto na produtividade final da atual temporada 20/21 de soja”, aponta a Consultoria.

    Além disso, explicam os especialistas, há receio sobre como esse padrão pode influenciar os preços do grão diante um programa de escoamento recorde para o período. “Apesar de bem-vindas, as chuvas começaram a impactar negativamente, sobretudo para um híbrido com maturidade de ciclo longo, aumentando a incidência de ferrugem asiática, mofo branco e, em algumas regiões, o abortamento de vagens”, alertam os analistas de mercado da AgResource Brasil.

    “Ainda é cedo para afirmar qual será o real impacto na produtividade final visto que a soja está em fase de formação de vagens e enchimento de grãos em muitas regiões. Mas, certamente, podemos inferir qual o impacto desse padrão climático no mercado dos grãos. Atraso na colheita da soja!”, conclui a Consultoria.

    LOGÍSTICA

    Ainda de acordo com a AgResource Brasil, após a fracassada greve dos caminhoneiros há uma expectativa de aumento do preço dos fretes. “Estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (EsalqLog/USP) revelou que, com o atraso na colheita da soja, os preços do frete rodoviário devem registrar pico em março, momento em que a demanda já estaria diminuindo. Alguns trechos poderão ter o valor elevado em até 20%! Porém, no geral, a expectativa é que a maioria das rotas mantenha preços similares aos de 2019”, apontam os analistas da Consultoria.

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    Podcast

    Entrevista com Vlamir Brandalizze – Analista de Mercado da Brandalizze Consulting sobre o fechamento do Mercado da soja

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    Em uma sessão bastante técnica nesta terça-feira (2), os futuros da soja fecharam o dia com perdas de 4,25 a 11,75 pontos nos principais contratos na Bolsa de Chicago. O contrato março terminou o pregão com US$ 13,54 e o maio, US$ 13,50.

    “O mercado foi muito técnico, liquidando posições, testando a linha da baixa e o financeiro apostando contra as commodities depois de termos testado boas altas na semana passada”, explicou o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

    Fonte: Noticias Agricolas

  • Manejo apícola eleva produção de pomares

    CEO da Itaueira Agropecuária S.A., o empresário Tom Prado passou a interagir com o programa Colmeia Viva Assistência Técnica há cerca de seis anos. O objetivo inicial da parceria era potencializar benefícios com o serviço de polinização das abelhas, além de evitar perdas de colmeias e apiários em decorrência de fatores externos, entre os quais a aplicação de defensivos agrícolas.

    De acordo com ele, preservar abelhas na região Nordeste exige superar ao menos três desafios: conviver com a seca, manter a saúde das colmeias ante a ação do varroa (ácaro predador), entre outros inimigos naturais, e manter os enxames fortes o ano inteiro. “Um dos principais problemas da apicultura nordestina é a perda de enxames no período de seca”, enfatiza ele.

    “Este salto impulsionou a entrada da Itaueira nos mercados nacional e internacional de mel, com a distribuição do ‘Mel REI’. Temos planos para seguir crescendo neste mercado nos próximos anos. O ‘Mel REI’ é produzido nas floradas silvestres, nas matas nativas da região Nordeste. O produto chegou ao mercado como uma alternativa natural, saudável e sustentável para o consumidor”, adianta o médico veterinário Marcos Tavares.

  • Nova lei do agro facilita acesso do setor aos investimentos do exterior

    Estima-se que a mudança pode liberar recursos da ordem de R$ 5 bilhões por ano para o agronegócio, ampliando o acesso de produtores e agroindústrias ao crédito principalmente do exterior

    Se por um lado 2020 foi um ano marcado por muitos desafios para diversos setores, para o agro certamente será um ano de muitos recordes que ficará para a história. Produtores, agroindústrias, startups e AgTechs que nos últimos anos investiram fortemente em inovação, conseguiram superar os imprevistos e foi um dos poucos segmentos que absorveu os impactos da crise financeira e avançou. E se tudo andou bem até agora, com a sanção da Lei 13.986/2020, que trata sobre as medidas para crédito e financiamento de dívidas de produtores rurais, 2021 pode ser um ano ainda mais próspero para o setor.

    A Nova Lei do Agro é um grande passo para desburocratização do crédito agrícola, um marco para o setor rural brasileiro, modernizando e ampliando o acesso ao financiamento e ainda expandindo os recursos e reduzindo taxas de juros. Com as mudanças, o mercado de crédito agrícola ficou ainda mais aquecido com as alterações principalmente sobre as Cédulas de Produto Rural (CPR).

    A CPR é o principal título de financiamento dentro do sistema de crédito agrícola oficial. A sua popularidade e versatilidade – agora aumentada com as medidas de desburocratização nova lei – permitem que elas continuem a ser o título mais popular, também para o financiamento em mercado de capitais privado. Isso porque se adequa muito bem para servir de lastro para emissão de outros títulos dela derivados, como a CRA ou a CIR, por exemplo, que, agora, teriam mais atratividade para o investidor estrangeiro pela possibilidade de emissão com variação cambial e registro no exterior.

    Segundo a economista, doutora em agronegócios e sócia-fundadora da boutique financeira Pinheiro Machado, Claudine Saldanha Cesar Pinheiro Machado, a mudança trouxe uma série de alterações na CPR, com o objetivo de desburocratizar o instrumento, aumentando, assim, a sua utilização como título de base para a estruturação do mercado financeiro agrícola no Brasil.

    Ao mesmo tempo, a Nova Lei admite que a CPR possa ter qualquer garantia prevista na legislação – não apenas as garantias reais -, além de permitir que o produtor informe quais dos bens móveis e imóveis dados em garantia são considerados essenciais para a sua atividade, de forma a preservá-los. Tudo isso leva a crer que a Nova Lei do Agro poderá desestimular o mercado a ofertar garantias reais em favor de outras formas menos onerosas para o produtor, como seguros, fianças, avais e as duas novas formas de garantias introduzidas pela lei: o Fundo Garantidor Solidário e o Patrimônio Rural em Afetação.

    Ainda segundo Pinheiro Machado, tudo isso é muito bom para o produtor e para o mercado de capitais, dado que há uma tendência de se exigir sobre garantias reais nas CPRs, o que amarra o produtor e engessa o mercado. “Essa revolução das garantias pode, sem sombra de dúvida, liberar muito valor no agronegócio brasileiro, que antes estava preso em sobre garantias. Estima-se que ela possa liberar recursos da ordem de R$ 5 bilhões por ano para o agronegócio”, diz.

    A especialista também destaca que já há notícias de que o governo estuda lançar um título mais abrangente do que a CPR, a Cédula de Crédito do Agronegócio (CCA). A principal diferença seria a de que, enquanto a emissão da CPR é restrita aos produtores e aos agentes de primeira industrialização, como frigoríficos, por exemplo, a CCA poderia ser emitida por toda a cadeia produtiva do agronegócio, incluindo indústrias, revendas, transportadoras, traders, entre outros.

    Segundo ela, isso tornaria a CCA extremamente atraente não só para financiar investimentos diretos, mas, também, para lastrear a estruturação de derivativos, que teriam, certamente, grande apelo no mercado financeiro internacional. “Esse título teria um potencial enorme de captação em todos os elos da cadeia do agronegócio. Acreditamos que poderia bater na casa do trilhão, inclusive porque a expectativa do mercado é a de que esse novo título seja mais adequado à classificação como “título verde”, que possui um mercado cativo de mais de US$ 1 trilhão”, destaca a especialista da Pinheiro Machado.

    Benefícios na prática

    De modo geral, a principal mudança da Nova Lei do Agro para os produtores, no aspecto de crédito, foi a criação de mecanismos de financiamento privado, via mercado de capitais, com incentivo ao investimento estrangeiro no agronegócio brasileiro. Esses mecanismos e instrumentos gerarão competitividade no mercado de crédito agrícola e darão maior poder de negociação aos produtores.

    De modo particular, então, podemos elencar cinco principais mudanças: 1) a possibilidade de emissão de CPR também para subprodutos e derivados (antes era só para produtos), 2) A possibilidade de emissão de títulos do agronegócio com variação cambial e registrá-los no exterior, 3) a possibilidade de liquidação de garantia real por investidor estrangeiro, 4) o Patrimônio Rural em Afetação e 5) o Fundo Garantidor Solidário.

    Mais mudanças

    A Nova do Lei do Agro traz uma série de outras mudanças visando a desburocratização do setor, especialmente no que se refere à emissão de títulos do agronegócio. Dentre as inúmeras inovações nesse sentido, destacam-se a possibilidade de emissão de CPR eletrônica, com assinatura digital ou biométrica, a eliminação da necessidade de seu registro no Cartório de Imóveis, além da criação da figura das registradoras, autorizadas pelo Banco Central, para depósito das CPRs. “Tudo isso facilitará, e muito, a emissão e circulação dos títulos. Alguns entraves ainda permanecem no tocante a estruturação das garantias, mas como dito acima, a expectativa do mercado é a de as CPRs, de agora em diante, venham a receber outras formas de lastro que não necessariamente os imobiliários, que são os mais burocráticos de se registrar, pela necessidade de averbação em registro de imóveis”, salienta a economista.

    A Nova Lei do Agro permite ainda a emissão de títulos em dólar em bolsas estrangeiras. Isso torna os investimentos acessíveis principalmente aos pequenos e médios produtores. A especialista destaca que essa alteração, verdadeiramente revolucionária, beneficia-os em dois pontos fundamentais: reduz o risco cambial e reduz os custos administrativos de emissão.

    Com relação ao risco cambial, normalmente, o produtor emitia um título e tinha que fazer uma operação de hedge paralela para se proteger do risco de oscilação cambial, porque raramente existe um seguro disponível para esse tipo de operação. Essas operações de hedge, via de regra, são caras e complexas de serem estruturadas. Com a emissão em dólares, no caso de o produtor comprar insumos em dólares e/ou exportar sua produção, esse risco fica praticamente eliminado, diminuindo em muito os custos da operação.

    Em segundo lugar, normalmente há um custo administrativo grande para os investidores estrangeiros entrarem no mercado brasileiro. Há uma série de regras a serem cumpridas e a legislação brasileira é bastante rígida em casos de descumprimento, podendo mesmo configurar crime a atuação irregular de fundos e investidores no mercado nacional. “Assim, a novidade permite que os títulos sejam emitidos em dólar e circulados no exterior, eliminando quase totalmente os custos e entraves associados à entrada do investidor estrangeiro no mercado brasileiro”, destaca a especialista.

    É de suma importância ter em mente, contudo, que essa redução dos custos da operação de emissão de títulos, trazidos pela nova lei, não se traduzirá em maior crédito automaticamente. Isso porque o volume de recursos disponível internacionalmente é imenso, mas os projetos individuais são muito pequenos, muitas vezes não justificando os custos de operação para os grandes intermediários financeiros, como os bancos de varejo, por exemplo.

    “O grande desafio do mercado financeiro agro é justamente desenvolver engenharia financeira capaz de agrupar pequenos e médios produtores de forma a dar escala para os projetos e, assim, conseguir atrair o interesse dos financiadores. E esse é, precisamente, o trabalho das boutiques financeiras especializadas no agronegócio”, finaliza Claudine.

    Fonte: AGROLINK

  • Inmet alerta para oportunidade de colheita no PR e SC com janela de 4 dias sem chuvas a partir da sexta-feira (05)

    Depois de altos volumes de chuvas, o produtor de soja do Paraná deve ter uma trégua nas precipitações e conseguir avançar com os trabalhos de colheita no Paraná. Segundo Francisco de Assis Diniz, Chefe do Centro de Análise e Previsão do Tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pausa nas chuvas devem acontecer a partir do dia 5, próxima sexta-feira. Até lá, no entanto, o estado deve continuar com condição de chuvas em toda área.

    O especialista destacou ainda que o bloqueio atmosférico, que impedia o avanço das chuvas em importantes áreas de produção agrícola do país, começa a perder força, favorecendo o aumento de chuvas sobretudo em Minas Gerais e no oeste da Bahia. Além do bloqueio, o vórtice ciclônico também se desloca para o Oceano, favorecendo as condições de chuvas.

    O modelo Cosmo do Inmet mostra ainda que as próximas 24 horas serão de chuvas mais expressivas em toda faixa oeste da região Sul do Brasil. Em São Paulo, sul de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás são previstas pancadas de chuvas entre a tarde e noite desta segunda-feira (1º), mostrando assim uma mudança no padrão de chuvas dos últimos dias.

    O modelo mostra ainda que a partir de quinta-feira (4), o Rio Grande do Sul já deve ter tempo estável, enquanto as precipitações mais expressivas são previstas para o Triângulo Mineiro. A partir de sexta, dia 5, já apresentam tempo estável Santa Catarina e Paraná e acumulados expressivos para Minas Gerais, Goiás, oeste da Bahia, Tocantins e Mato Grosso.

    Veja o mapa de previsão de precipitação para as próximas 93 horas: 

    93 horas - Inmet - 0102
    Fonte: Inmet
     

     

    Por:

    Aleksander Horta e Virgínia Alves

    Fonte:

    Notícias Agrícolas