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  • Umidade do solo beneficia lavoura do milho

    Os corredores de umidade continuam voltados para o Sul do Brasil nesta terça-feira (25), com isso, há previsão de que ocorra chuva forte em grande parte das áreas produtoras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e até mesmo no extremo sul do Paraná. Todos os trabalhos de campo irão ser prejudicados, principalmente as atividades de plantio e colheita. Por outro lado, a instabilidade irá manter o solo com níveis elevados de umidade e favorecer o desenvolvimento das lavouras de milho, arroz e trigo que estão em fase de desenvolvimento Vale salientar que os sistemas de frente fria irão passar de forma rápida e afastada da costa do Sul do país. Já nesta quarta-feira (26), boa parte do Rio Grande do Sul irá apresentar tempo aberto e sem chuva, sendo que há previsão para o retorno das precipitações na próxima semana.

    A parte central e norte do país continuam com um padrão de chuva irregular. Como consequência, os produtores do Mato Grosso podem ter uma certa apreensão, tendo em vista que o plantio da soja se iniciou e ainda há muitas áreas com baixos volumes de chuva acumulada. Como não há previsão de precipitações generalizadas para toda esta semana no Centro-oeste, Sudeste e no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, as condições ainda não serão totalmente favorecidas ao plantio.

    Porém, como não haverá uma total ausência de chuva, alguns produtores podem ser favorecidos, principalmente aqueles que já receberam chuva nos últimos dias. Entretanto, vale ressaltar que até o meio de outubro, as condições para o Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, ainda serão de chuva irregular, o que pode resultar em uma maior apreensão juntos aos produtores, já que não serão todos que irão avançar com o plantio.

    Fonte: Agrolink

  • Setor precisa avançar na venda antecipada da safra

    O diretor de Abastecimento e Comercialização, José Maria dos Anjos, do Ministério da Agricultura, afirmou hoje que o setor de trigo precisa avançar no fechamento de contratos antecipados da safra, como estratégia de garantia de renda, algo que já ocorre em outras cadeias produtivas, como soja, milho e algodão. “Falta liquidez no mercado interno”, ressaltou durante a abertura do 25º Congresso Internacional da Indústria do Trigo, em Foz do Iguaçu (PR), na posição de representante do ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

    Sobre outros entraves do segmento tritícola, ele destacou que os problemas com infraestrutura de escoamento e tributação encarecem o processo de venda aos moinhos e, muitas vezes, torna o cereal importado mais competitivo do que o produzido no País. “O trigo é o único produto importante que o Brasil produz menos do que consome”, acrescentou.

    A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) sugeriu aos candidatos para a Presidência da República um conjunto de propostas para a criação de uma política nacional do trigo que permita a ampliação da produção no longo prazo. Segundo o representante do ministério, a medida tem o apoio da Pasta agrícola.

    “Acreditamos que medidas adicionais para uma política do trigo são de suma importância para ampliar a produção e contam com o apoio do Ministério da Agricultura”, ressaltou.

    Fonte: Broadcast Agro

  • China registra redução na importação de grãos

    Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam que o país asiático registrou uma redução significativa nas importações de grãos após impor tarifas aos embarques dos Estados Unidos. De acordo com as informações, a China comprou apenas 60 mil toneladas de sorgo em agosto, 79% abaixo das 259.892 toneladas importadas no ano anterior.

    Nesse cenário, a Administração Geral das Alfândegas indicou que foram adquiridas apenas 330 mil toneladas de milho em agosto, uma queda de 13,5% em relação às 377,5 mil toneladas de agosto do ano passado. Além disso, as importações de trigo também caíram 51,6%, com 140 mil toneladas recebidas.

    Embora a instituição não ter listado os dados totais de importação de países específicos, como os Estados Unidos que são os mais influenciados pela medida, a China tipicamente importa cerca de um terço de seu milho e trigo e quase todo o seu sorgo dos norte-americanos. Em julho, os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre todo o alumínio e o aço provenientes da China, e os chineses responderam cobrando tarifas de vários produtos norte-americanos, incluindo soja, sorgo e milho.

    Os volumes totais de importação de soja para agosto não foram listados no relatório, mas o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou recentemente que as importações chinesas para o ano comercial de 2018-2019 deverão cair em 1 milhão de toneladas. Sendo assim, o alvo dos orientais passa a ser o mercado sul-americano da oleaginosa, com destaque para Brasil e Argentina, que já exportaram uma quantidade significativa de soja para a China na última safra.

    Fonte: Agrolink

  • Agribrasil vê importação de 1 mi t de soja dos EUA pelo país no ano

    O Brasil deverá exportar um recorde de cerca de 80 milhões de toneladas de soja em 2018, contando com uma forte demanda da China, mas também terá de realizar atípicas importações da oleaginosa dos Estados Unidos para atender suas próprias necessidades, avaliou nesta terça-feira a Agribrasil, empresa que atua na originação de grãos.

    A conta da Agribrasil para a exportação do país considera o total já embarcado, a programação de navios e a expectativa de exportações entre outubro e dezembro.

    Contudo, o Brasil teria de importar cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos EUA, que não estão vendendo quase nada para a China desde que Pequim, em guerra comercial com Washington, implantou em julho uma tarifa de 25 por cento sobre a oleaginosa norte-americana.

    Com uma safra recorde de soja sendo colhida nos Estados Unidos e o Brasil com estoques pequenos após exportações recordes, principalmente para a China, o mercado tem especulado já há algum tempo sobre compras brasileiras nos EUA.

    “Soja americana virá em breve pro Brasil”, afirmou à Reuters o presidente da Agribrasil, Frederico Humberg, que atua no setor há quase 30 anos, tendo trabalhado anteriormente em várias multinacionais.

    Ainda não há confirmação de negócios do Brasil com os EUA, os maiores produtores globais da oleaginosa. Anteriormente, a possibilidade de compras de soja norte-americana já havia sido comentada pela associação de exportadores do país, a Anec.

    Compras de soja pelo Brasil ajudariam os EUA a lidar com seu excedente, em momento em que os norte-americanos já buscam vender mais para a Europa, como forma de escoar uma parte da produção antes comprada pela China.

    As importações totais do Brasil somariam 1,25 milhão de toneladas, com parte vindo também do Paraguai, ante compras totais de 250 mil no ano passado.

    Enquanto os prêmios pagos pelos chineses pela soja brasileira elevam as cotações no país e apertam as margens da indústria nacional, nos Estados Unidos os preços da oleaginosa estão oscilando perto de mínimas em dez anos, o que ajudaria na efetivação de importações pelo Brasil.

    Humberg destacou que considerando as exportações do Brasil no ano até agosto (65,9 milhões de toneladas), mais cerca de 4 milhões já carregados em setembro e outros 3,6 milhões de toneladas previstos nos line-ups dos navios, o país já teria exportações garantidas de cerca de 73,5 milhões de toneladas.

    “Estimo que podemos ter mais 6-7 milhões de toneladas de exportação nos meses de outubro, novembro e dezembro, e com isso chegaríamos ao recorde de 80 milhões de toneladas de exportação”, explicou.

    Essa previsão de exportação do Brasil, maior exportador global do produto, supera a projeção da associação da indústria de soja (Abiove) divulgada no início de setembro, que apontou 76,1 milhões de toneladas, o que já representaria um crescimento de quase 12 por cento ante 2017.

    O CEO da AgriBrasil, uma empresa relativamente nova no país, mas com planos de triplicar a originação de grãos este ano, para 500 mil toneladas, ainda estima uma revisão para baixo do processamento de soja pelo país, para 41,5 milhões de toneladas, enquanto a Abiove vê 43,6 milhões de toneladas, versus 41,8 milhões no ano passado.

    O executivo ainda aposta em uma revisão para cima da safra brasileira, para 121 milhões de toneladas, versus aproximadamente 119 milhões vistos pela Abiove e governo.

    Mesmo com uma safra recorde, os estoques brasileiros terminarão em mínimas históricas em meio às fortes exportações, com a China respondendo por cerca de 80 por cento dos embarques do Brasil.

    Fonte: Reuters

  • TRIGO/CEPEA: Preços oscilam no mercado brasileiro

    De acordo com pesquisas do Cepea, os preços do trigo estão oscilando no mercado brasileiro. Nos momentos de baixa, a pressão vem do fraco ritmo de negociação envolvendo a nova safra nacional. Já os momentos de alta se devem à posição firme de vendedores que ainda detêm lotes remanescentes.

    No balanço da semana, no entanto, os valores registraram queda. Em relação às cotações do farelo e da farinha, conforme levantamento do Cepea, subiram. No caso do farelo, a demanda por parte da pecuária segue sustentando os valores, enquanto para as farinhas, as valorizações se devem ao ligeiro aumento no ritmo de negócios.

    Fonte: CEPEA/ESALQ

  • Soja tem novo dia de baixas em Chicago nesta 3ª ainda sentindo pressão da disputa EUA x China

    Como já vinha sendo esperado pelos traders, o governo norte-americano impôs mais US$ 200 bilhões em tarifas sobre produtos chineses, intensificando uma guerra comercial que já se estende desde maio e o mercado internacional da soja segue sentindo os efeitos.

    No pregão desta terça-feira (18) na Bolsa de Chicago, as cotações recuavam, por volta de 7h50 (horário de Brasília), entre 3,50 e 3,75 pontos, com o novembro/18 valendo US$ 8,19 por bushel. O março/19, referência para a safra do Brasil, tinha US$ 8,47.

    As baixas só não são mais intensas, como explicam analistas e consultores, porque o mercado já vinha esperando por mais esta medida do presidente Donald Trump. O importante, por outro lado, será acompanhar o desenvolvimento dos negócios ao longo dos próximos dias.

    “Veremos se o maior volume de negocios durante o dia será dominado pelo pessimismo que pode provocar uma pressão vendedora ainda maior”, explica Steve Cachia, diretor da Cerealpar.

    Os preços da soja são pressionados também pelo bom início da colheita no Corn Belt, que já apresenta um ritmo recorde. De acordo com números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem, 6% da área cultivada já foi colhida.

    No ano passado eram 4% e a média dos últimos cinco anos é de 3%. O índice fica bem acima das expectativas do mercado que variavam de 2% a 3% para esta semana.

    O reporte mostra ainda que 67% das lavouras dos EUA estavam em boas ou excelentes condições, contra 68% da semana anterior. 23% dos campos se apresentavam em situação regular e 10% em condições ruins ou muito ruins.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Produção deverá ser mais sofisticada no futuro, diz Lopes

    O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, escreveu um artigo dizendo que os métodos de produção agrícola deverão ser mais sofisticados no futuro. Segundo ele, a demanda por alimentos está aumentando, assim como as exigências da população por uma alimentação cada vez mais saudável.

    “Um dos grandes desafios nas análises globais de segurança alimentar é a necessidade de sofisticação de modelos e análises que permitam estimar, de forma confiável, a demanda futura por alimentos. Isso porque teremos uma população cada vez mais numerosa, mais urbana, mais educada, rica e exigente, o que produzirá substancial pressão na produção e na sofisticação de alimentos até meados desse século”, comenta.

    Ele cita também um estudo recente produzido pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) que indica que a produção agrícola mais que triplicou entre 1960 e 2015. Entretanto, o presidente da Embrapa alerta para os efeitos negativos das mudanças climáticas sobre as culturas agrícolas, que estão fazendo com que o aumento da produtividade seja prejudicado.

    “No entanto, os impactos decorrentes das mudanças climáticas e do desgaste dos recursos naturais – em especial solo e água – fazem crescer as incertezas e o receios acerca da capacidade de resposta aos desafios à frente”, estima.

    De acordo com Lopes, a demanda por alimentos irá aumentar 47% entre 2010 e 2050, o que representa menos da metade do crescimento que foi notado nos quarenta anos anteriores. Nesse cenário, ele afirma que será necessário repensar os métodos de produção para conseguir suprir todas essas necessidades.

    “Portanto, será preciso lidar com uma realidade desafiadora para o mundo da agricultura e da alimentação no horizonte de 2050. Crescimento econômico e dinâmica populacional serão os principais motores das transformações, com impactos significativos nos padrões de consumo e de produção de alimentos em todo o mundo”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Desmatamento em áreas de soja no cerrado é o menor em 16 anos

    Um estudo encomendado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) em parceria com a The Nature Conservancy e elaborado pela Agrosatélite, com base em imagens de satélite, indicou que o desmatamento em áreas de soja no cerrado é o menor desde 2001. De acordo com a publicação, entre 2014 e 2017, a área de soja aumentou apenas 7% ao ano no cerrado em regiões de desmatamento.

    Os dados comparados mostraram que em 2007 e 2013, esse percentual era de 18% ao ano e, entre 2001 e 2006, de 27% ao ano. Para o presidente da Abiove, André Nassa, a tendência é de que os números melhorem ainda mais. “Estamos na menor fase de desmatamento do Cerrado, a queda é expressiva e a tendência é de redução”, afirma.

    De acordo com ele, isso ocorreu porque, cada vez mais, a expansão da soja está ocorrendo em áreas que já estão abertas, respeitando a vegetação nativa do local. Como principais motivos para que essa tendência se fortaleça cada vez mais, ele cita um maior rigor na fiscalização e o aumento da produtividade das lavouras que já existem, fazendo com que os agricultores não precisem expandir a sua produção para áreas de terras cobertas pela vegetação local.

    Segundo os dados coletados, o cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e possui metade ainda em vegetação nativa e a outra metade de terra aberta. Do total de 204 milhões de hectares, 17 milhões de hectares são cultivados com soja, 10,5 milhões de hectares são de vegetação nativa nas fazendas e o restante, 11,6 milhões de hectares, são áreas já abertas e podem ser aproveitadas para o cultivo da soja.

    Fonte: Agrolink

  • Aumenta registro de clorotalonil

    De acordo com o engenheiro agrônomo, MBA e consultor da AllierBrasil, Flavio Hirata, está em franco crescimento o registro de produtos à base do ingrediente ativo clorotalonil na América Latina. Em artigo para o Portal chinês Agropages.com, o especialista aponta que a explicação para essa expansão vem do objetivo maior desses ‘players’ – que é acessar os principais mercados consumidores de agroquímicos: Brasil e Estados Unidos.

    Hirata explica que o clorotalonil é um fungicida muito importante utilizado em legumes, porém mais recentemente vem sendo mais empregado no controle de doenças da soja no Brasil. “Considerando que a soja é a principal cultura no país, o volume também é proporcionalmente grande”, afirma o consultor da AllierBrasil.

    Ele lembra que até dez anos atrás, apenas dois ‘players’ eram os principais fornecedores de clorotalonil: Syngenta e Oxon. Desde então várias novas marcas foram lançadas tendo como fonte de matéria-prima diferentes fábricas chinesas. Hoje existem 47 marcas registradas: Syngenta, com 10; Oxon, também 10; Ihara, com 7; e Sipcam detendo 5 são as expoentes.

    “As importações de clorotalonil em agosto no Brasil foram apenas da China. Isso mostra a alta dependência deste produto de poucos fabricantes com produção limitada. Por outro lado, as restrições de produção deste produto na China podem ser um incentivo para sintetizar o clorotalonil em outros países, mais provável na América Latina, visando o Brasil e os EUA. A AllierBrasil, como empresa de consultoria, já foi contatada por diferentes grupos de investidores interessados em se registrar para os países da América Latina”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Preço segue em alta e alcança maior patamar real desde julho/16

    A demanda externa pela soja brasileira segue firme, principalmente por parte da China. E agora que os estoques domésticos estão menores, os prêmios de exportação voltaram a subir. Além disso, a taxa de câmbio dólar/Real é a maior desde a implementação do Plano Real. Com isso, os preços domésticos da soja seguem em alta, voltando aos maiores patamares desde julho/16, em termos reais (IGP-DI ago/18). O interesse de venda é maior para exportação, visto que o valor está acima do oferecido pelas indústrias domésticas. Desta forma, enquanto vendedores consideram o cenário atual positivo, compradores domésticos estão com dificuldades na aquisição da matéria-prima. Mesmo com os preços elevados, a liquidez interna tem sido limitada pelos altos valores de frete, que subiram significativamente nas últimas semanas.

    Fonte: Cepea