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  • OIE aceita declarar Brasil livre da aftosa com vacinação, diz Maggi

    Segundo o ministro, a declaração deve ser oficializada entre os dias 20 e 25 de maio.

    O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, informou nesta terça-feira (20/2), que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aceitou a proposta do Brasil de se tornar um país livre de febre aftosa com vacinação.

    Em um vídeo, publicado em sua conta no Twitter, Maggi disse que a declaração deve ser oficializada entre os dias 20 e 25 de maio, durante reunião da OIE, em sua sede em Paris, na França. “Isso é um pleito antigo, são mais de 60 anos de luta de vários governos e lideranças da pecuária nacional que trabalharam muito para chegar nisso”, diz o ministro.

    No vídeo, ele afirmou, ainda, que convidou o presidente Michel Temer para a reunião. “A partir daí vamos trabalhar para declarar o Brasil livre de febre aftosa sem vacinação, o que deverá ocorrer por 2022 ou 2023”, acrescentou.

    O Brasil já tem a maior parte do seu território declarado livre da doença com vacinação, porém, regiões do Amazonas, Amapá e Pará alcançaram esse status recentemente, o que possibilitaria a classificação nacional. A exceção é o Estado de Santa Catarina, que é considerado livre da doença sem vacinação.

    Fonte: Estadão Conteúdo

  • Soja sobe mais de 1% em Chicago nesta 3ª e tem máximas em 11 meses com seca na Argentina

    Os negócios com a soja na Bolsa de Chicago foram retomados nesta terça-feira (20), pós feriado nos Estados Unidos, com força total e os preços alcançando suas máximas em 11 meses. Os futuros da commodity, por volta de 7h20 (horário de Brasília), subiam entre 12,25 e 13,50 pontos nos principais contratos, ou seja, mais de 1%.

    O tempo seco nas áreas-chave de produção da Argentina se mantém como principal rally para as cotações neste momento. Com isso, o vencimento maio/18 já batia em US$ 10,45 e o julho e agosto nos US$ 10,55 por bushel.

    As chuvas do último final de semana foram ‘desapontadoras’ nos campos argentinos e levou os traders a voltarem em apostar em novos ganhos não só para a soja, mas para o complexo de uma forma geral. No pregão desta segunda, sobem também os futuros do farelo – que estão em seus mais elevados patamares em 19 meses na CBOT – e do óleo de soja.

    “Choveu em algumas partes da Argentina, porém, não o suficiente em áreas importantes e que precisavam das chuvas”, diz ao Agrimoney o analista internacional Mike Mawdsley, da First Choice Commodities. E para esta semana, mais volumes limitados e esparsos são esperados, de acordo com as últimas previsões climáticas.

    Olho ainda no dólar. A moeda americana vem recuando e o index, que atua frente a uma cesta de principais moedas, mostra suas mínimas em anos. Nesta terça, porém, o índice tenta uma ligeira retomada e sobe 0,53% para 89,55 pontos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Baixa movimentação no mercado de adubos

    O preço da ureia agrícola ficou praticamente estável em fevereiro (alta de 0,1%), em relação a janeiro deste ano.

    Segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonelada do adubo está cotada, em média, em R$1.247,14 em São Paulo, sem o frete.

    Na comparação com fevereiro do ano passado o insumo está custando 4,8% mais este ano.

    O cenário é de demanda fraca por fertilizantes no país neste momento. Do lado do câmbio, porém, houve grandes oscilações nos dois primeiros meses de 2018, o que impacta diretamente no mercado de adubos. No mercado internacional, o quadro é de uma oferta mais ajustada e preços firmes desde meados de 2017.

    Em curto e médio prazos, a expectativa é de baixa movimentação no mercado brasileiro de adubos, com a demanda aumentando a partir de abril, com as compras para o plantio da safra de verão 2018/2019.

    Até lá não estão descartadas quedas nas cotações dos fertilizantes no mercado interno. Vai depender do dólar.

    Fonte: Scot Consultoria

  • Estados Unidos deve perder participação para o Brasil

    O Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA) diz que as exportações de soja e milho aumentando na próxima década, mas a participação dos Estados Unidos deve cair com uma maior competição da América do Sul, afirmou o governo dos Estados Unidos na semana passada.

    O relatório de projeções de longo prazo do USDA, que faz previsões até 2027, diz que os Estados Unidos se manterá como maior exportador de milho na próxima década. Mas a participação no mercado caíra para menos de 30% até 2027 devido a competição do Brasil, da Argentina e da Ucrânia.

    O Brasil já superou os Estados Unidos como maior exportador de soja. O aumento da demanda por soja, especialmente da China, deveria promover um aumento continuado das exportações dos Estados Unidos nos próximos anos, mas o Brasil fortaleceria também a concorrência, diz o USDA.

    A soja continua mais lucrativa que outros cultivos no Brasil e a área com a oleaginosa no país deve continuar crescendo em 2,5% ao ano na próxima década, afirma o USDA.

    Para o trigo, a participação dos Estados Unidos deve continuar diminuindo até 2027, mesmo com o volume de exportações de trigo volte a cresce em 2018. A competição cresce de países como Rússia, Ucrânia, União Europeia e Canadá.

    Mesmo com a menor participação, a renda dos produtores rurais dos Estados Unidos deve melhorar fortemente com o fim da queda dos preços na temporada 2017/18, que começou no último dia 1 de Setembro. A área de soja deve superar a de milho já em 2019 e a tendência de aumento da oleaginosa deve continuar ao longo da década.

    Fonte: Agrolink

  • Empréstimos agrícolas de grandes e médios produtores crescem 14% na atual safra

    O crédito agrícola tomado pelos grandes e médios produtores rurais na safra 2017/2018 cresceu 14% com relação ao período da safra anterior, de acordo com o balanço divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

    O resultado inclui empréstimos do crédito oficial voltados para custeio, industrialização, comercialização e investimento e se refere ao período julho/20107 a janeiro/2018. O valor total chegou a R$ 85 bilhões.

    Do total, R$ 63 bilhões foram contratados a juros controlados. Já os financiamentos a juros livres chegaram a R$ 22 bilhões. As contratações de crédito rural com recursos provenientes da emissão da Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também cresceram, alcançando 61%, com um total de R$ 8,9 bilhões, ante R$ 5,2 bilhões do período passado.

    No caso dos financiamentos de comercialização, houve aumento de R$ 4,4 bilhões, equivalente a 39%, explicado, principalmente, pelos preços relativamente inferiores àqueles praticados na safra passada, o que levou os produtores a estocarem produtos, aguardando melhores condições.

    Fonte: Agência Brasil

  • Dólar despenca 2,27% e volta a ficar abaixo de R$ 3,25, seguindo cena externa

    O dólar fechou com queda de mais de 2 por cento, voltando a ficar abaixo do patamar de 3,25 reais nesta quarta-feira, acompanhando a cena externa e numa sessão marcada pelo baixo volume de negócios após a folga do Carnaval, que manteve os mercados brasileiros fechados por dois dias seguidos.

    O dólar BRBY recuou 2,27 por cento, a 3,2274 reais na venda, maior perda diária desde 24 de janeiro (-2,44 por cento). Na semana passada, a moeda norte-americana subiu 2,73 por cento, ao patamar de 3,30 reais.

    Na mínima do dia, a moeda norte-americana chegou a 3,2211 reais. O dólar futuro DOLc1 caía cerca de 2,26 por cento no final da tarde.

    “Hoje é um dia atípico, com baixo volume de negócios”, afirmou mais cedo o operador da corretora Advanced Alessandro Faganello, citando o cenário externo como o guia dos investidores locais.

    Lá fora, o dólar recuava frente a uma cesta de moedas e outras divisas de países emergentes, como o peso chileno.

    O movimento vinha após a divulgação de que a inflação ao consumidor nos Estados Unidos avançou mais do que o esperado em janeiro, mas que as vendas no varejo na maior economia do mundo surpreenderam e caíram no mês passado.

    Esse sinal de perda de força da economia norte-americana acabou se sobrepondo ao de inflação mais forte nesta sessão, depois dos fortes movimentos de aversão ao risco vistos recentemente nos mercados financeiros diante da preocupação de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, possa elevar os juros mais rapidamente do que o esperado, o que tende a afetar o fluxo de capitais globalmente.

    Os juros futuros nos Estados Unidos, com isso, continuavam precificando cerca de 90 por cento de chances de o Fed elevar os juros em março, próximo encontro do banco central, e cerca de 20 por cento de que elevará a taxa quatro vezes neste ano. A própria autoridade monetária prevê três altas.

    Juros mais altos nos EUA tendem a atrair recursos aplicados em outras praças financeiras, como a brasileira.

    Internamente, o mercado manteve sua atenção em torno dos esforços do governo do presidente Michel Temer para aprovar neste mês a reforma da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem.

    O Banco Central brasileiro não fará leilão de swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, nesta sessão. Mas anunciou que continuará a rolagem dos contratos que vencem em março, no total de 6,154 bilhões de dólares, no dia seguinte, ofertando novamente até 9,5 mil swaps.

    Fonte: Reuters

  • Venda de gado vivo cresce sob mira de entidades

    A venda de gado vivo por frigoríficos brasileiros ganhou os holofotes no início deste mês, quando duas organizações não governamentais conseguiram decisões judiciais que impediram que um navio carregado com 25 mil animais seguisse viagem à Turquia. A embarcação acabou sendo liberada, em função de um recurso do governo federal. O caso jogou luz sobre um setor que vem crescendo cerca de 20% ao ano e se tornou alternativa de receita para pecuaristas e empresas de alimentos, como a Minerva Foods. Entidades ligadas ao bem-estar animal, porém, pretendem continuar a tentar barrar a atividade.

    Embora a venda de gado vivo seja uma prática antiga, esse segmento da pecuária ganhou força no início desta década, quando as vendas externas chegaram a 690 mil animais. De 2010 a 2012, o principal destino dos bois brasileiros eram os frigoríficos da Venezuela. Com a severa crise econômica do país vizinho, as vendas despencaram em 2015. Para viabilizar o negócio, pecuaristas acharam um novo cliente: o mercado de religião islâmica. De 2016 para cá, as vendas voltaram a subir, até atingirem US$ 263 milhões em 2017, segundo o Ministério do Desenvolvimento, mas ainda bem longe do auge em volume.

    É um número pouco relevante diante dos abates anuais no País, que somam entre 35 milhões e 40 milhões de cabeças por ano, diz César Castro Alves, analista de pecuária da MB Agro. A fatia de 1% dos abates, na visão do especialista, não deve subir de forma significativa, pois o mercado global de bovinos vivos não cresce de forma significativa – o total movimentado está estacionado em cerca de 5 milhões de cabeças por ano. “É um nicho alimentado por questões religiosas. Pode ser boa opção para quando os preços estão ruins, pois vender boi vivo não agrega valor ao produto”, aponta Alves.

    Alvo

    Apesar de o mercado como um todo não crescer, tanto empresários quanto o Departamento Americano da Agricultura (USDA) preveem altas de 20% a 30% nas exportações brasileiras em 2018. A Minerva Foods, dona da carga que foi retida em Santos, domina cerca de 40% das vendas de animais vivos – segmento em que as líderes em bovinos no País, JBS e Marfrig, não atuam. Procurada, a Minerva não deu entrevista.

    Uma explicação para o interesse no negócio é o fato de os países muçulmanos pagarem prêmios sobre a cotação de referência do gado. Uma fonte ligada às exportadoras esclarece que os compradores exigem raças específicas – o gado Nelore, símbolo do plantel brasileiro, não é aceito em países muçulmanos, que preferem a raça Zebu. Diante das exigências, é necessário esforço para angariar animais para a venda externa, o que acaba se refletindo no preço pago pelo comprador. Entre as outras empresas nacionais com atuação relevante na exportação de gado vivo estão Mercúrio e Agroexport.

    Para crescer, os empresários se movimentam para abrir novos mercados. Hoje, mais da metade das vendas brasileiras são para a Turquia. Missões comerciais, no entanto, já buscam clientes na Malásia e na Indonésia – dois países hoje atendidos sobretudo pela Austrália. A avaliação é que, se a estratégia der certo, as vendas de gado vivo podem crescer mais 50%, para 600 mil unidades por ano, até 2023.

    Reação

    Porém, entidades como o Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e a Agência de Notícias de Direitos dos Animais (Anda), que conseguiram suspender a venda de boi vivo por alguns dias, não estão dispostas a arredar pé da tentativa de paralisar o setor. “Nossa luta é pelo respeito aos animais, que não estão contemplados nas regras de exportação brasileiras, que se limitam a aspectos sanitários”, diz Vânia Plaza Nunes, médica veterinária e diretora técnica do Fórum Animal. A briga com os frigoríficos é de longo prazo. Segundo ela, novos recursos para voltar a paralisar as vendas de gado vivo serão apresentados nas próximas semanas.

    Fonte: O Estado de S. Paulo.

  • Fertilizantes para a soja: veja mitos e verdades

    De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), depois da colheita recorde na safra 2016/2017, o Brasil deve ter uma produção de soja 2,4% menor em 2018. Ainda assim, as áreas de plantio foram recordes, o que também não descarta uma boa produtividade.

    O potencial produtivo da nova safra supera 114 milhões de toneladas colhidas em 2017, mas o clima ainda é um fator preponderante para tal feito. No Mato Grosso, um dos maiores estados produtores do Brasil, a colheita atingiu 12,3%, até 26 de janeiro, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). No mesmo período do ano passado, o percentual era 16,2%.

    Mas toda essa produtividade do “grão de ouro” da agricultura brasileira tem uma etapa produtiva decisiva para seu melhor desenvolvimento: a nutrição. Dentre os elementos necessários estão o fósforo e o cálcio, com origem predominantemente de rochas fosfáticas de origem vulcânica, em maior parte a fluorapatita.

    Desde a extração nas minas até a absorção pelas plantas, ocorrem várias reações e transformações nas formas do fósforo. Com isso, têm surgido muitas dúvidas, especulações e mitos acerca das tecnologias empregadas nos fertilizantes nacionais. Os especialistas Agronômicos da Yara, Diego Guterres e João Maçãs esclarecem as três principais:

    1. Na sua forma natural, nas rochas brasileiras, esses nutrientes estão indisponíveis às plantas

    Verdade: Na condição natural da rocha, o fósforo está na forma de fosfato tricálcico, a qual as plantas não conseguem absorver (elas absorvem o P como dihidrogenofosfato – H2PO4-). Para aumentar a eficiência agronômica dos fosfatos, a indústria realiza o processo de acidulação, solubilizando a rocha fosfática moída com ácido sulfúrico (rota sulfúrica de acidulação), o que resulta em superfosfato simples e sulfato de cálcio. O superfosfato simples possui fósforo, cálcio e enxofre. Também pode-se atacar a rocha fosfática com ácido fosfórico, originando o superfosfato triplo (Lopes, A. S. et al., 2016).

    “Esses dois produtos passam por diversos processos até serem granulados e utilizados puros ou em misturas com outras matérias-primas como fertilizantes na agricultura. A exemplo disso, existe a rota de acidulação nítrica, muito utilizada pela Yara na Europa na produção de nitrofosfatos, conhecidos mundialmente como YaraMila com altos teores de nitrogênio nítrico e amoniacal”, explica João Maçãs, especialista em Portifólio de Produtos da Yara.

    2. Fertilizantes com fósforo e cálcio e se tornarem indisponíveis às plantas, criando uma deficiência desses nutrientes

    Mito: As formas de fósforo são influenciadas pelo pH da solução. Em solos ácidos, como a maioria dos solos tropicais brasileiros, o fósforo é fixado por ferro e alumínio. No outro extremo, em situações de pH acima de 7, o fósforo torna a sofrer um processo chamado “retrogradação”, no qual ele reage com cálcio (do fertilizante ou do solo) e retorna à condição de fosfato tricálcico, tornando-se indisponível às plantas.

    Aqui, então, surge o mito de que em fertilizantes com P e Ca, esses elementos reagem e se tornam indisponíveis às plantas. Ora, em solos alcalinos (pH acima de 6,5), como os de clima temperado, essa reação pode acontecer. Mas não é a realidade dos solos brasileiros onde se cultiva soja.

    “Além da acidez dos nossos solos, os fertilizantes fosfatados acidulados possuem reação ácida, inviabilizando a possibilidade dessa reação ocorrer. Ademais, se isso fosse fato, a eficiência agronômica dos superfosfatos seria muito baixa e essas fontes não seriam empregadas na agricultura”, esclarece Diego Guterres, especialista Agronômico da Yara

    3. Misturar corretivos de acidez no adubo pode indisponibilizar o fósforo e o cálcio para as plantas

    Verdade: Sim, essa prática é uma maneira bem provável de indisponibilizar o P e o Ca nas plantas. Se o corretivo for altamente reativo e se for utilizado em dose excessiva, pode elevar o pH junto aos grânulos do fertilizante, levando à indisponibilização do P. No entanto, o recomendado pela pesquisa agronômica é trabalhar a correção da acidez do solo de forma plena através de calagem criteriosa.

    Fonte: Canal Rural

  • Soja sobe quase 20 pts em Chicago nesta 2ª com dólar fraco e preocupações com a Argentina

    É Carnaval no Brasil, mas na Bolsa de Chicago os negócios estão a todo vapor na sessão desta segunda-feira (12). Por volta de 7h45 (horário de Brasília), os futuros da soja subiam quase 20 pontos – ou quase 2% – entre os principais contratos e registravam suas máximas em duas semanas.

    O contrato maio/18, referência para a safra brasileira, já vinha senfo negociado a US$ 10,13 por bushel, enquanto os mais distantes – julho e agosto/18 – superavam os US$ 10,20.

    Segundo explicam analistas internacionais, o forte avanço da oleaginosa, que é acompanhado por todas as demais commodities em um intenso movimento de alta, é reflexo de uma fraqueza do dólar no cenário internacional.

    “O dólar mais fraco poder fazer algumas pessoas reavaliarem o potencial da demanda pelos estoques norte-americanos”, diz um analista de Melbourne, na Austrália, à Reuters Internacional, afinal, com a moeda mais barata, os produtos norte-americanos tornam-se mais atrativos para os compradores internacionais.

    Ao lado da questão cambial, outros fatores também impulsionam as cotações da soja na Bolsa de Chicago neste início de semana. Uma inesperada queda nos estoques de óleo de Palma na Malásia promoveram um ganho não só nesta commodity, mas nos óleos e oleaginosas de uma forma geral, incluindo a soja e seu derivado – principal concorrente do do óleo de palma.

    Isso se dá, principalmente, pelo fato de as condições de clima na Argentina, que é um dos principais players do mercado internacional de derivados de soja, ainda serem adversas e as expectativas indicarem uma safra consideravelmente menor do que a inicialmente projetada.

    Para conferir a real condição das lavouras argentinas, o Notícias Agrícolas e a Labhoro Corretora embarcaram em um crop tour pelo país nesta semana de onde chegarão informações atualizadas diariamente, com o objetivo de trazer uma previsão ainda mais assertiva para a colheita 2018.

    Segundo dados apurados pela Labhoro, “boas chuvas caíram na Província de Santa Fé neste final de semana e as temperaturas simplesmente despencaram hoje para casa 16/18 graus. A província de Buenos Aires continuou seca e pelo jeito é que precisa de chuvas com maior urgência”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Anfavea mantém crescimento de 3,77% para máquinas agrícolas em 2018

    Os fabricantes de máquinas agrícolas e rodoviárias seguem confiantes para 2018, apesar dos números de janeiro terem vindo negativos. De acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas do segmento no primeiro mês do ano ficaram em 1,6 mil unidades, número 55,8% inferior em relação a dezembro passado e 39,1% menor quando comparado com janeiro de 2017. Apesar do desempenho, está mantida a projeção de alta de 3,7% na demanda interna, com 46 mil unidades para este ano.

    “Continuamos muito positivos em relação ao final do ano de 2018 no setor de máquinas. Nós viemos de um ano excepcional em 2017 e acreditamos que, em 2018, em algum momento, nós vamos refazer nossas perspectivas. A Conab já está trazendo números um pouco mais otimistas e o Índice de Confiança Agrícola no Brasil cresceu 6,9%”, afirma o vice-presidente da Anfavea para Autopropulsadas, Alfredo Miguel Neto.

    Uma das apostas para a retomada das vendas de máquinas agrícolas no mercado interno está no cultivo do milho. “Durante um período não se plantou muito milho, se optou por plantar algodão. Houve a ampliação de 150 mil hectares de plantio de algodão no País. Depois de vender o produto com um preço muito positivo de mercado, o produtor passa a plantar milho, que também deverá ser vendido por preço muito positivo. Isso, de maneiro geral, aumenta a rentabilidade do produtor. Temos ainda a perspectiva de que, com a redução de juros, o BNDES tenha durante todo o ano financiamentos com taxas atrativas”, prevê Neto.

    De acordo com dados da Conab, a a safra de milho total do Brasil em 2017/18 deve alcançar 88 milhões de toneladas. O executivo cita ainda como exemplo de boas perspectivas para o ano a colheita da safra de soja no Mato Grosso, que, segundo ele, é excepcional e apresenta produtividade igual ou maior que a do ano passado.

    Apesar do ligeiro recuo nas vendas internas em janeiro, a produção de máquinas atingiu 2,6 mil unidades neste primeiro mês do ano, com crescimento de 19,3% ante as 2,2 mil de janeiro do ano passado e estável na análise contra o resultado de dezembro. Isto se deve porque, em janeiro, 816 unidades atravessaram as fronteiras brasileiras, alta de 92,5% frente as 424 de janeiro de 2017 e queda de 36,6% sobre as 1,3 mil de dezembro último. Para este não, a expectativa é de que as exportações cresçam 9,9%.

    REAÇÃO

    As vendas de máquinas autopropulsadas no mercado interno terminaram 2017 com 44,4 mil unidades negociadas, número 1,5% superior às 43,7 mil em 2016. A produção de 2017 totalizou 55 mil unidades, aumento de 1,8% quando comparado com as 54 mil unidades do ano passado. As exportações no segmento foram o destaque: encerraram o ano com 14,1 mil unidades, o que significa expansão de 46,9% frente as 9,6 mil do ano passado.

    Fonte: Agrolink