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  • Syngenta desenvolve inseticida contra a malária

    A Syngenta anunciou nesta semana que um novo ingrediente ativo de inseticida para atuar contra a resistência dos vetores da malária começou a ser desenvolvido. O ingrediente ativo tem novo modo de ação e é resultado da colaboração da Syngenta e a Innovative Vector Control Consortium (IVCC) para identificar e desenvolver novas áreas de química inovadora, feitas para o controle de mosquitos vetores. O trabalho colaborativo começou em 2009.

    A Organização Mundial da Saúde estimou que em 2016 havia 216 milhões de casos de malária em mais de 90 países no mundo. A doença mata cerca de 445 mil pessoas anualmente e muitos são pequenos agricultores. A África Subsaariana é a região mais afetada com 91% das mortes. Segundo pesquisas, quando um pequeno agricultor é infectado durante uma colheira, a produtividade baixar praticamente 50%.

    A Syngenta com o IVCC contaram com o financiamento de muitas entidades para desenvolver o ACTELLIC 300CS. O inseticida é usado em 32 países africanos por recomendação da OMS e ajuda a proteger 40 milhões de pessoas. A estimativa é de que a transmissão da malária já se tenha reduzido em 40% no leste do Zimbábue e 60% no Norte do Gana.

    “Com o Actellic® 300CS estamos alcançando ótimos resultados, mas estamos cientes de que novas soluções são necessárias para o controle sustentável destes vetores. Nosso trabalho, em conjunto com o IVCC, é descobrir e desenvolver essas soluções, que podem transformar radicalmente a saúde pública em regiões onde as pessoas vivem com a ameaça diária da malária, e erradicar a doença até 2040”, afirma Erik Fyrwald, CEO da Syngenta.

    Fonte: Agrolink

  • Soja mantém estabilidade em Chicago nesta 3ª feira e ainda busca definir direção para os preços

    Os preços da soja continuam a atuar com estabilidade na Bolsa de Chicago no pregão desta terça-feira (24). A commodity, após recuar mais cedo, subia por volta de 12h20 (horário de Brasília), entre 1 e 0,75 ponto nos principais contratos, o que já levava o maio/18 a ser negociado em US$ 10,21 por bushel. O contrato agosto/18 tinha US$ 10,352.

    O mercado chegou a dar continuidade às baixas observadas nos últimos pregões e recuava pelo terceiro dia consecutivo. Ainda assim, porém, segue buscando definir uma direção e aguarda por informações novas que possam contribuir com essa definição.

    Na linha de visão dos traders, permanecem as incertezas sobre a disputa comercial entre China e Estados Unidos, a demanda pela soja norte-americana e, nesse momento, sobre o início da nova safra dos Estados Unidos, que já começou a ser plantada.

    No fim da tarde desta segunda-feira (24), o boletim semanal de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou o plantio da soja concluído em 2% da área, índice que fica em linha com a média dos últimos cinco anos, porém, abaixo dos 5% registrados no mesmo período do ano passado. O estado do Mississipi é o mais adiantado, com 30% do plantio já concluído, no entanto, tinha 58% em 2017, nessa mesma época.

    “Não há dúvidas que o plantio segue lento no atual momento, porém nesta semana, com temperaturas amenas e céu aberto, produtores do Centro-Oeste estadunidense irão acelerar o ritmo das atividades no campo”, diz o boletim diário de AgResource Mercosul.

    O que trouxe, por outro lado, algum suporte aos preços no pregão de hoje foi uma nova venda de soja dos EUA para a Argentina anunciada pelo USDA. Foram 130 mil toneladas, sendo 60 mil da safra 2017/18 e mais 70 mil da 2018/19.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • CNA defende manter benefícios fiscais de defensivos

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) enviou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer parte do julgamento de uma ação movida pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que contraria o Convênio 100/97, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), e o Decreto nº 7.660/2011. O partido questiona os benefícios fiscais sobre a comercialização interestadual de defensivos agrícolas, que são válidos até abril do ano que vem.

    O convênio permite uma redução de 60% da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em relação a saída de insumos agrícolas de um estado para o outro. O julgamento da ação preocupa Rudy Maia Ferraz, chefe da assessoria jurídica da CNA, que afirma que essa medida faz com que os custos dos produtos sejam mais viáveis ao agricultor do que sem ela. “Mesmo com os benefícios tributários, representa elevado custo de produção e o produtor rural adquire porque precisa. É um item imprescindível, porque o Brasil é um país de clima tropical e está sempre propenso ao avanço de pragas e doenças na lavoura”, alerta.

    O PSOL entrou com a ação no Supremo a cerca de dois anos atrás, alegando que os insumos agrícolas causavam grande impacto ao meio ambiente e prejuízos à saúde humana. Mas a CNA defende que tanto o registro, quanto a comercialização dos defensivos no território nacional, são verificados por órgãos do governo antes de serem liberados para os agricultores. “Não há como defender que as normas impugnadas violam o direito fundamental à saúde e ao meio ambiente equilibrado, quando se observa que esses direitos foram avaliados por três órgãos especializados” diz a CNA no pedido.

    Atualmente o pedido de registro de qualquer defensivo passa inicialmente pela análise do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Fonte: Agrolink

  • Corteva anuncia Tecnologia XT contra daninhas tolerantes

    A Corteva Agriscience, Divisão Agrícola da DowDuPont, lançará ainda nesse ano a tecnologia XT, que tem uma formulação exclusiva que promete eliminar até 80% das plantas daninhas, sendo também a única com aplicação foliar que combate semilenhosas e lenhosas. A nova linha de herbicidas também garante um resultado rápido e com menos incidência de rebota.

    A Tecnologia XT promete combater até mesmo as plantas invasoras mais difíceis, tais como pata de vaca, aroeirinha, cumbuquinha e até mesmo cipó. Ludmila Soares, representante de vendas da Corteva em Goiás, acredita que uma das melhores características do produto é a praticidade de controlar a incidência de diferentes espécies de vegetação com apenas um produto, sem misturas e problemas de incompatibilidade no campo.

    “Porque a gente sabe que a grande dificuldade de uma aplicação localizada são pessoas e mão de obra. Por exemplo, se eu tenho uma planta de difícil controle, eu tenho que roçar e de imediato fazer uma aplicação, então isso demanda gente, custo alto”, destaca.

    Bruno de Paula, responsável pelo desenvolvimento de mercado em Pastagem da Corteva no centro-norte de Goiás, afirma que a empresa é a única do ramo que investe em pesquisas, tecnologias e desenvolvimento de novos produtos a fim de combater os desafios que a pecuária impõe. Ele explica que o objetivo da empresa com o lançamento da Tecnologia XT é promover um melhor ganho para o pecuarista através do aumento na produtividade das fazendas. ” Nós já temos um grande portfólio que atendia boa parte dos desafios de plantas, e agora os novos produtos da família XT vieram pra completar esse protfólio pra ajudar o pecuarista ainda mais”, completa.

    Após cerca de nove anos de pesquisa e regulamentação, três produtos que fazem parte dessa linha devem ser lançados nos próximos meses. Eles são denominados Dominon XT, Troeno XT e Planador XT, e a previsão é de que eles já estejam disponíveis no mercado em setembro de 2018.

    Fonte: Agrolink

  • UPL prepara lançamento de nova tecnologia contra ferrugem asiática

    A UPL revelou com exclusividade ao Portal Agrolink que trabalha no lançamento de uma nova tecnologia que promete melhorar a eficácia no combate à ferrugem asiática. De origem indiana, a empresa especializada em fungicidas multissítios atua em 28 países, incluindo o Brasil, e já era responsável pelo Unizeb Gold (Mancozebe) e pelo Triziman (Azoxistrobina + Ciproconazol + Mancozebe), produtos já presentes no mercado.

    O mais novo produto da UPL é o Trídium, uma mistura de fungicidas composta pelo Mancozebe, Tebuconazole e Azorystrobin. De acordo com Rogério Rangel, diretor de marketing da empresa, o misto destes três componentes é ideal para uma aplicação desde cedo, não só para o combate, mas também para a prevenção da doença. “É adaptada para regiões que tem grande incidência ou risco de ferrugem, para ser usado desde o início e construir proteção contra a ferrugem, mantendo a folha do baixeiro da soja mais sadia e garantindo produção”, comenta.

    Um dos principais obstáculos para se combater a doença, segundo Rangel, é a resistência criada ante os fungicidas. Contudo, o Trídium vai atuar em sete pontos diferentes do fungo, dificultando esse problema e potencializando o efeito dos seus componentes. “A resistência é quebrada quando você tem vários ativos atuando de formas diferentes no fungo. Então você tem o Mancozeb, um fungicida que atua em cinco fases, em cinco pontos do fungo e mais dois sistêmicos específicos, é praticamente impossível que ela ocorra”, explica o diretor.

    Além dos fungicidas, a UPL vem trabalhando e investindo em mercados antes pouco explorados, como o mercado de mosca branca e de tratamento de sementes. O produto, que é exclusivo para soja, será lançado ainda esse ano, sendo que o produtor já vai poder utiliza-lo no próximo cultivo da leguminosa.

    Fonte: Agrolink

  • Entraves entre EUA e China podem beneficiar Brasil

    As sobretaxas que a China impôs a inúmeros produtos americanos como soja, carne e milho, pode beneficiar as exportações brasileiras para o território chinês a longo prazo. Sem precisar competir com os produtos dos Estados Unidos, o Brasil tem uma extensa vantagem nas exportações, sobretudo, com seus produtos agrícolas.

    Apesar disso, o vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Hélio Sirimarco, alega que existe um limite na quantidade dos produtos que o Brasil consegue exportar para a China, como é o caso da soja, por exemplo. “Considerando que o Brasil vai colher 119 milhões de toneladas (estimativa da consultoria AgRural, divulgada em 9 de abril) na safra 2017/2018 e que processará 43 milhões de toneladas, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), não sobrará muita soja para exportação”, explica ele.

     Um programa anunciado recentemente pela China, que pretende misturar 10% de etanol na gasolina a partir de 2020, também é um cenário favorável ao Brasil, que ainda tem a maior parte de sua produção de combustível direcionada ao mercado doméstico.  Eduardo Leão, diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), estima que esse programa exigirá uma demanda de 15 milhões de toneladas anuais do combustível. “Será necessária a importação de etanol de outros países, mas, para que isto ocorra, é fundamental que as regras sejam claras para que os países potencialmente ofertantes, como Brasil e EUA, se programem adequadamente”, observa.
     Sirimarco afirma que ainda é muito cedo para avaliar os possíveis desdobramentos da guerra comercial entre China e EUA, mas acredita que o Brasil precisa se programar adequadamente para aumentar suas exportações. Ele acredita que vários fatores devem ser levados em consideração para avaliar que medidas podem ser tomadas e quais serão suas possíveis consequências. “A internacionalização das empresas é um deles. Elas atuam praticamente em todos os países e vão fazer um remanejamento das mercadorias”, conclui.
    Fonte: Agrolink
  • RS: baixo volume de chuva para os próximos dias

    Nos próximos sete dias são esperadas chuvas de baixos volumes sobre a maioria das áreas do RS. A previsão meteorológica indica que a presença do ar seco manterá o tempo firme, com sol e temperaturas elevadas.

    Conforme o Boletim Conjuntural da Emater/RS, entre a sexta-feira (20.04) e o sábado (21.04), o ingresso de ar quente e úmido favorecerá a formação de áreas de instabilidade que provocarão pancadas isoladas de chuva. No domingo (22.04), a nebulosidade deverá diminuir e a tendência é de tempo firme em todas as regiões.

    Entre a segunda-feira (23/4) e quarta-feira (25/4), a passagem de uma frente fria no oceano aumentará a cobertura de nuvens e poderão ocorrer chuvas isoladas sobre o Rio Grande do Sul.

    Os totais de chuva para o período deverão oscilar entre 15 e 30 mm no Extremo Sul, na Campanha, fronteira Oeste e Missões, no restante do Estado os valores deverão variar entre 10 e 20 mm.

    Fonte: Agrolink

  • Mercosul decide iniciar estudos de atualização da Tarifa Externa Comum

    A Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, a Asociación de Industrias Químicas del Uruguay – Asiqur e a Cámara de la Industria Química Y Petroquimica Argentina – Ciqyp conseguiram que a Comissão de Comércio do Mercosul (CCM) concedesse, durante sua 156ª reunião ordinária, mandato para os técnicos do Comitê Técnico de Tarifas, Nomenclatura e Classificação de Mercadorias (CT1) iniciarem os estudos para revisão parcial da Tarifa Externa Comum (TEC) pelo setor químico, levando em consideração a proposta conjunta das associações da indústria química do Mercosul, que haviam solicitado em 2016 que a Comissão atualizasse a Tarifa Externa Comum (TEC), que é atualmente aplicada para 72 códigos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).

    A proposta das associações é que para 87,5% dos casos apresentados sejam feitas as reduções das alíquotas, com o objetivo de adaptar o perfil tarifário desses bens aos seus contextos de produção atuais em nível regional. Também foi solicitado um mecanismo de fast track para a indústria nascente que inicie sua produção em qualquer dos países membros do Mercosul, para assegurar ao investidor o pronto reconhecimento tarifário tão logo seja constatado o início da fabricação do novo produto nos países do bloco.

    Conforme a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, lembra que essa ação voluntária das Entidades nasceu no âmbito do Grupo de Integração Produtiva (GIP) do Mercosul, em que foi assumido o compromisso de melhorar as condições de competitividade para facilitar a atração de investimento e, para tanto, foram realizadas extensas consultas formais com os associados nos três países, a fim de validar os códigos tarifários os quais as entidades, por consenso, identificaram como objetos do trabalho.

    “Essa ação inédita liderada pela Abiquim comprova que é possível uma abertura de mercado inteligente, dialogando com todos os setores envolvidos e sem ameaças retóricas, ou de fato, às produções instaladas e aos novos investimentos. Propusemos a eliminação tarifária imediata para 64 códigos da NCM que não possuem mais produção no Mercosul, o que indiscutivelmente desonerará diversas cadeias de valor em nossa região, possibilitando que consigam se fortalecer e se inserir de maneira competitiva no mercado internacional. Estamos certos de que a efetivação dessa revisão tarifária, apresentada em caráter voluntário da Abiquim, acatada de primeira hora pelo governo brasileiro e, agora, pelo Mercosul, significará ganhos econômicos e institucionais imediatos, sendo um modelo piloto que poderá ser replicado ou adaptado por outros setores da economia”, destaca Denise.

    Fonte: Agrolink

  • Estimativa para exportação de soja 18/19 é elevada para 70,5 mi t

    O Brasil deverá exportar um recorde de 70,5 milhões de toneladas de soja no ano comercial 2018/2019, a consultoria Safras & Mercado elevou a estimativa para 70 milhões previstos no mês passado. O volume representa alta de 2 por cento sobre os 68,8 milhões do ciclo anterior.

    O Brasil é o maior exportador global de soja em grão, e diversas consultorias e entidades vêm revisando para cima as estimativas de embarques pelo país neste ano em meio à previsão de uma safra recorde, de problemas com o fornecimento da Argentina e à possibilidade de a China taxar a importação da commodity dos Estados Unidos.

    De acordo com a Safras, o esmagamento em 2018/19 no Brasil deverá ser de 43 milhões de toneladas, aumento de 4 por cento frente a 2017/18.

    Em relação à temporada 2018/19, a oferta total de soja deverá subir 5 por cento, passando para 123,204 milhões de toneladas, enquanto a demanda total está projetada em 116,7 milhões de toneladas, aumento de 3 por cento.

    Isso levaria o Brasil a fechar o ciclo com estoques 75 por cento maiores, em 6,504 milhões de toneladas.

    Fonte: Agrolink

  • Guerra comercial mantém soja oscilando nos EUA

    Perdeu o que tinha ganho no dia anterior e continua com saldo negativo na semana.

    O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quarta-feira (18.04) uma baixa de 4,25 centavos de Dólar no contrato de Maio/18, fechando em US$ 10,4175 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com desvalorizações entre 2,00 e 4,25 pontos.

    O mercado norte-americano da soja voltou a registrar perdas nos principais contratos futuros, após uma breve reação. A T&F Consultoria Agroeconômica ressalta que, sem rumo definido, a soja perdeu o que tinha ganho no dia anterior e continua com saldo negativo na semana: “Silêncio total sobre novas exportações americanas depois da alta ocorrida com a tensão com a China”.

    De acordo com a Consultoria AgResource, o embate comercial da China e os Estados Unidos volta a assombrar os bastidores do Mercado em Chicago: “Opera­dores temem a reação do presidente Trump às recentes imposições tarifárias chinesas sobre o sorgo de origem estadunidense. Na última semana, os Estados Unidos haviam anunciado que o plano de tribu­tação sobre a China chegaria a casa dos US$100 bilhões. É evidente que as ações de ambos os países se direcionam no aumento do poder de barganha de um eventual acordo bilateral. No entanto, não há nenhuma indicação palpável para afirmar que tal conflito comercial trará um final favorável às nações envolvidas”.

    “No quesito clima norte-americano, as fontes especuláveis se tornam escassas, uma vez que nenhuma grande novidade foi observada nos mapas de previsões para o fim de abril. Para o Brasil, a colheita da soja avança para os momentos finais, agora esti­mada em 90,5% da área já colhida em todo o país. A média dos últimos 5 anos fica em 94,3% enquanto que em 2017 tínhamos 95,7% já colhido”, concluem os analistas da ARC.

    Fonte: Agrolink

    Foto: Ascom Cotrijuc