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  • Soja tem leves baixas em Chicago nesta 5ª feira à espera de novidades e direção do clima

    Nesta quinta-feira (4), os futuros da soja negcociados na Bolsa de Chicago seguem atuando com estabilidade, porém, nesta sessão em campo negativo. As cotações recuavam, por volta de 8h10 (horário de Brasília), entre 0,75 e 1,25 ponto. Com isso, o março/18 tinha US$ 9,67 por bushel.

    Os traders seguem esperando por novidades mais fortes para promover oscilações mais intensas entre as cotações, principalmente aquelas que poderiam vir de notícias do clima na América do Sul.

    Os mapas climáticos seguem divergindo entre os modelos mais utilizados no mercado internacional e, com isso, a volatilidade poderia se acentuar nos próximos dias, segundo acreditam analistas e consultores de mercado.

    Além disso, na análise da Informa Economics, os prçeos poderiam ser favorecidos ainda por um aperto na relação entre a oferta e demanda no cenário global, com uma oferta que ainda é incerta na América do Sul, diante de um consumo crescente não só no Brasil, mas mundo a fora.

    Os preços mais baixos da oleaginosa podem atrair ainda mais os compradores, principalmente em setores em que a demanda é crescente, como a pecuária e a produção de biodiesel, no Brasil, por exemplo.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Manejo do solo: como produzir matéria orgânica?

    O manejo adequado do solo promove o aumento da produtividade das lavouras

    A produção de matéria orgânica é um assunto importante para o produtor rural. As técnicas de preparo de solo, como a aragem, e o plantio de culturas de cobertura que aumentam a qualidade do solo podem ajudar ou até mesmo diminuir o rendimento agrícola. O produtor americano Dave Legvold, de Northfield, no estado de Minnesota, descobriu este equilíbrio quando assumiu a administração de uma fazenda, há 13 anos.

    A área arrendada por ele era fortemente cultivada e mal drenada. “Era horrível”, diz o produtor. Legvold, um defensor do cultivo em faixas, queria melhorar a qualidade geral do campo. Ele implementou medidas que aumentaram a matéria orgânica de 1,7%  para 5,5% e até 6,5% em algumas áreas.

    De acordo com Chad Watts, diretor executivo do Conservation Technology Information Center, cada solo é diferente. “Temos de tratá-los caso a caso”, diz Watts. Via de regra, Watts sugere menos perturbações físicas e mais diversidade vegetal. “Quanto mais matéria orgânica tivermos, melhores vantagens teremos”, afirma Chad Watts, diretor executivo do Conservation Technology Information Center.

    O solo recebe muitos benefícios da matéria orgânica, afirma Watts. O cultivo adequado e práticas que garantem um solo saudável acentuam os benefícios. “Você pode tornar o cultivo mais eficiente com um solo saudável, pois é possível trabalhar o ar e água de maneira mais eficaz”, diz Watts.

    Melhore a drenagem

    A primeira medida que o produtor Legvold adotou foi melhorar a drenagem. “O funcionário anterior trabalhava com uma hidrologia incomum com um arado de aiveca, passando o cultivador no outono”, diz Legvold.

     De acordo com Watts, a humidade pode limitar o solo. E a drenagem, se adotada adequadamente, é uma boa técnica para o sistema agrícola. “Há uma terra muito produtiva que precisa de preparo de solo”, ele afirma. Com a drenagem, o produtor Legvold consegue iniciar o cultivo mais cedo. “Não preciso esperar que as poças sequem”, ele diz.

    Análise do preparo do solo

    Reduzir o preparo do solo é o próximo passo na equação de Legvold. O preparo de solo incorpora a matéria orgânica e causa a volatilização. Isto faz com que a matéria sofra combustão e seja convertida em carbono atmosférico.

    O preparo injeta ar no solo. No outono, quando o ar deixa o solo, o preparo é novamente necessário. “Não é um ciclo saudável. Quanto mais preparo você faz, mais preparo é necessário”, afirma Watts.

    Segundo Watts, cinquenta por cento do solo deveria consistir de ar e água, enquanto os outros 50% deveriam ser de matéria orgânica. “Se 75% for de matéria do solo, você não tem porosidade para mover o ar e a água. À medida que você cria porosidade, você pode movê-los”, afirma ele.

    Embora Watts defenda menos alterações no solo, ele considera que o plantio direto não deve ser a regra para todas as fazendas. “Há técnicas de manejo que devem ser feitas em solos diferentes, mas há muitos lugares que não precisamos usar o plantio direto”, afirma ele.

    Logo após a transição, os solos podem não ser eficientes na movimentação do ar e da água. Com menos alterações você também poderá melhorar a drenagem, explica Legvold. “Se você for paciente e permitir que o solo se desenvolva, terá estabilidade agregada”, diz o produtor. “Consigo usar a plantadeira porque o solo está sólido enquanto outras pessoas não conseguem.”

    Vantagens da matéria orgânica

    Há potencial para reduzir a aplicação de nutrientes, mas isso não ocorre de imediato. “Com as culturas de cobertura, podemos mudar a maneira como pensamos sobre estratégia de nutrição”, diz Watts.

    Esse manejo favoreceu o plano nutricional criado por Legvold. Além de inserir os nutrientes pelas raízes, ele também vê os benefícios do solo. “No passado, eu tinha de colocar muito fertilizante para produzir”, diz ele. “O rendimento aumenta à medida que o solo melhora”, afirma Legvold.

    Agora que ele melhorou a qualidade da lavoura, pode contar com a reciclagem dos nutrientes do solo e usar até 30% menos fertilizantes. O cultivo de cobertura também é outra prática que ajuda no processo de produção da matéria orgânica, melhorando a qualidade do solo e a fertilidade.

    Outra vantagem é que Legvold está economizando combustível porque, com a redução do preparo de solo e menor necessidade de nutrientes, ele tem feito menor número de aplicações de fertilizantes durante a safra.

    Atenção ao solo

    O melhoramento genético, avanços no manejo de pragas e doenças, o melhor gerenciamento de fertilizantes e novas tecnologias impulsionam a produtividade. Então, muitas vezes os problemas causados por práticas inadequadas do manejo de solo podem passar despercebidas. “Há um fenômeno de mascaramento da perda de produtividade devido à diminuição da qualidade do solo”, diz Legvold. “Se a qualidade do solo continuar a diminuir devido ao preparo, em breve chegaremos a um ponto em que não poderemos superar a perda de produtividade, não importa a estratégia.”

    Segundo Watts, toda prática de manejo tem implicações associadas. Por isso, é recomendado que haja uma abordagem de sistemas, que promova adaptações em todas as áreas da fazenda, com um trabalho integrado. “É um efeito dominó”, diz Watts.

    Por: SFAGRO

  • Soja em Chicago trabalha ainda com estabilidade com fundos cautelosos e o clima incerto na América do Sul

    As diferenças entre as previsões climáticas para a América do Sul têm trazido bastante cautela aos operadores na Bolsa de Chicago, mantendo os preços ainda caminhando de lado neste início de 2018. No pregão desta quarta-feira (3), os futuros da soja trabalhavam com pequenas variações de menos de 1 ponto entre os vencimentos mais negociados.

    O contrato março/18, por volta de 7h40 (horário de Brasília), tinha US$ 9,64 por bushel, perdendo 0,25 ponto, enquanto o julho/18 era cotado a US$ 9,86 e subia 0,25 ponto.

    Essas incertezas, embora ainda não tenham se tornado ameaças, mantêm os fundos ajustando suas posições, principalmente nestes dias que antecedem o novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz na próxima semana.

    “Fundos com um excedente de posições vendidas no Mercado, agora preferem diminuir um pouco de sua exposição ao risco, uma vez que as variações climáticas para a América do Sul continuam agressivas. Além do mais, as cotações na Bolsa de Chicago se mostram pouco alteradas em relação ao ano passado”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul. “A volatilidade deverá aumentar nos próximos dias”, completa o reporte.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Clima indica que preço da soja pode subir

    Possível intensificação da interferência de La Niña

    Diferentemente dos últimos anos, a Consultoria AgResource (ARC) afirma que não irá entrar em um novo ano com uma visão baixista dos preços. “Pelo contrário, em meio à dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, é difícil manter uma posição baixista para os próximos meses”, afirmam os especialistas.

    Um indicativo dessa tendência é que a Bolsa de Chicago (CBOT) fechou o último dia de 2017 em alta, após uma sessão de pressão com incertezas climáticas ainda sendo sondadas para a Argentina e partes do Sul do Brasil: “Os mapas climáticos atualizados nesta última madrugada trouxeram uma redução dos níveis de umidade do solo previstos para os próximos 10 dias na Argentina”, confirma a ARC.

    “O padrão climático previsto para os próximos 10 dias na Argentina continua similar às previsões passadas. No entanto, os totais pluviométricos previstos foram reduzidos sucintamente, especialmente a partir do dia 2 de janeiro, quando um cenário mais seco se alastra pela Argentina e parece perdurar até o dia 11 do mesmo mês. O período de estiagem é considerado grave, uma vez que os níveis de umidade do solo no país ainda não foram reestabelecidos para níveis adequados, sofrendo com precipitações abaixo da média desde o começo de novembro”, explica a Consultoria.

    “No geral, nenhuma perda de produção por conta de intempéries climáticas já foi contabilizada, no entanto, o cenário é delicado e sensível à qualquer variação meteorológica. Rodadas extras de chuvas ainda são necessárias para a Argentina, as melhores chances de precipitações são previstas para os próximos 3 dias”, conclui a ARC.

    Por: AGROLINK

  • Soja começa 2018 em alta na Bolsa de Chicago com novas previsões de tempo seco na Argentina

    Os preços da soja deram início a 2018 trabalhando com altas de mais de 1% entre seus futuros negociados na Bolsa de Chicago. Por volta de 12h40, o contrato março/18 era cotado a US$ 9,66 e registrando uma alta de 10,15 pontos. O foco do mercado internacional permanece sobre o clima na América do Sul.

    A atenção dos traders se volta para as previsões mostrando a volta do tempo quente e seco para a Argentina nos próximos dias, o que dá suporte e estímulo às cotações mesmo depois das boas chuvas que chegaram a regiões importantes na produção de soja do país no último final de semana.

    Para a consultoria AgResource Mercosul, “em meio à dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, é difícil manter uma posição baixista para os próximos meses”.

    E essas expectativas se dão diante de novos mapas climáticos que mostram um novo período de tempo seco na Argentina. De acordo com informações apuradas pela consultoria, a partir deste 2 de janeiro, as chuvas já ficam mais escassas nas áreas produtoras argentinas e esse padrão deverá ser observado até o dia 11.

    “O período de estiagem é considerado grave, uma vez que os níveis de umidade do solo no país ainda não foram reestabelecidos para níveis adequados, sofrendo com precipitações abaixo da média desde o começo de novembro”, informa a AgResource.

    Segundo analistas internacionais, o bom momento dos preços dos óleos vegetais em Chicago e em mais bolsas de valores mundo a fora também favorece as cotações.

    Além disso, há ainda o dólar em queda contribuindo, uma vez que torna os produtos negociados nas bolsas americanas mais atrativos.

    No Brasil, frente ao real, a moeda americana começou o ano bastante pressionada e perdendo mais de 1%. Às 12h50 (Brasília), a divisa valia R$ 3,268 e tinha queda de 1,42%.

    O adiamento no final do ano passado da votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados para fevereiro frustrou o mercado e levou investidores a precificarem um corte na nota de crédito do Brasil em dezembro, de acordo com o operador de câmbio da H.Commcor Corretora Cleber Alessie Machado à agência de notícias Reuters.

    “O mercado se protegeu do que era um iminente rebaixamento da nota do Brasil. As notícias e os dados indicavam um novo rebaixamento pela S&P, que não aconteceu”, assinalou.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Soja: No último pregão de 2017, Chicago opera com ajustes e preços estáveis nesta 6ª

    No último pregão de 2017, os futuros da soja trabalham com estabilidade na Bolsa de Chicago. Mais cedo, os preços testavam o lado negativo da tabela, porém, por volta de 9h10 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,75 e 1,25 ponto.

    Assim, o março/18 valia US$ 9,57 por bushel, enquanto o maio/18, referência para a safra brasileira, tinha US$ 9,69.

    O mercado segue sem novidades suficientes para garantir movimentos mais intensos entre as cotações, porém, segue de olho no clima da América do Sul e também no ajuste de posições por parte dos fundos. E são esses fundos que buscam uma recuperação, mesmo que ainda tímida, depois do fechamento da sessão anterior com baixas de dois dígitos.

    “A sensibilidade do mercado às variações climáticas volta a ser o grande tema para o direcionamento dos preços. Com a safra brasileira de soja entrando em seu estágio mais crítico de desenvolvimento (a janela de reprodução), a especulação ficará ainda mais atenta a qualquer
    variação climática para a América do Sul”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul.

    Além disso, para a Argentina, a irregularidade ainda exige atenção. No entanto, as chuvas mais equilibradas esperadas para os próximos dias já traz alguma pressão sobre as cotações.

    ” A possibilidade de um cenário meteorológico equilibrado para a Argentina, agora tem adicionado pressão especulativa aqui na Bolsa de Chicago”, diz a consultoria internacional.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • La Niña deve perdurar por mais tempo

    Os efeitos do La Niña demoraram vários meses para serem sentidos, mas devem perdurar por mais tempo que o normal. Este é o consenso de meteorologistas ouvidos pela BBC. “Desta vez o La Niña chegou muito tarde, no outono (do Hemisfério Norte), e não está claro se continuará se intensificando ou se irá se enfraquecer ainda mais, como aconteceu no inverno passado”, diz William Patzert, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês) da Nasa, a agência espacial americana.

    Segundo Patzert, o fenômeno costuma aparecer no verão do Hemisfério Norte, intensificando-se no outono e no inverno. Neste ano, porém, os primeiros efeitos começaram a ser notados apenas em novembro.

    Para Patizert, é muito cedo para afirmar categoricamente, mas tudo indica que o La Niña está muito tranquilo este ano.

    “Mesmo que tenha sido incomum sua aparição nessa época, ele tem se mostrado enfraquecido e não há sinais de que possa se intensificar”, afirma.

    Não é a primeira vez que isso acontece. No ano passado, o La Niña se manifestou por alguns meses e depois desapareceu sem grandes efeitos no clima mundial.

    “Temos que esperar. O inverno deste ano na região norte dos Estados Unidos, por exemplo, parece ter se adiantado, e é algo que costuma estar associado a esse fenômeno”, diz o especialista.

    “Também são previsíveis secas no início do ano na zona sul dos Estados Unidos e na zona equatorial da América Latina”, acrescentou.

    Ele ainda ressaltou que o fenômeno não seria tão intensos como aconteceu com o El Niño entre 1997 e 1998.

    “Ali houve uma ativação muito intensa também do La Niña. Entretanto, seu comportamento nos últimos tempos tem sido muito incomum. Após a nova ativação do El Niño em 2015 e 2016, o La Niña tem se mostrado especialmente fraco”, diz.

    “Ele está se comportando de uma forma muito atípica, então tem que haver cuidado em prever qual será o impacto neste ano. Por enquanto, o La Niña começou tarde e muito fraco.”

    Fonte: Agrolink

  • Cresce uso de aditivos para fertilizantes

    “Mesmo que o mercado varie um pouco, o uso de aditivos tem crescido cada vez mais, pois as indústrias acabam incrementando sua linha de produtos, oferecendo fertilizantes mais eficientes e com menor perda de nutrientes durante o processo, armazenamento, transporte e aplicação”. A afirmação foi feita pela engenheira agrônoma Cláudia Nascimento, da Adfert, em entrevista ao Portal GlobalFert.

    Ela aponta estatísticas da Anda (Associação Nacional para Difusão de Adubos), segundo as quais os principais indicadores do setor de fertilizantes apontam uma oscilação do volume total de fertilizantes entregues ao mercado, com tendência de queda em 2017.

    “Porém, apenas uma pequena parte desse volume é tratada com aditivos para incremento da qualidade. O maior desafio é como atender essa crescente demanda, para tal a Adfert se prepara tendo alta capacidade de armazenamento de matérias-primas, bem como processo produtivo e logística bem alinhados”, afirma.

    Cláudia explica que, de forma geral, os aditivos possuem componentes biodegradáveis e não são corrosivos, inflamáveis ou voláteis. São isentos de contaminações, como metais pesados, por exemplo. Alguns são solúveis em água, produzidos com compostos orgânicos, com matérias-primas de fontes renováveis. Podem ser armazenados e utilizados à temperatura ambiente, possuem secagem rápida e não migram para o interior dos grânulos após a aplicação.

    “O fertilizante tratado possui maior estabilidade, mesmo em longos períodos de armazenamento, maior escoamento e fluidez tanto no maquinário industrial como no campo em adubadoras e plantadeiras. Os aditivos são para o tratamento de fertilizantes destinados a todos os tipos de cultura, pois beneficiam todas as espécies vegetais”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Agronegócio terá participação recorde em desembolsos do BNDES

    O agronegócio terá participação recorde nos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2017. Somente no acumulado de janeiro a novembro, dos R$ 61 bilhões liberados pela instituição, R$ 13 bilhões, ou 21, 4%, foram para o setor.

    O volume de crédito é 8% superior ao verificado nos 11 meses do ano passado. Considerados os últimos doze meses, esse crescimento é ainda maior: 13%, com R$ 14,8 bilhões desembolsados no período compreendido entre dezembro de 2016 e novembro de 2017.

    De acordo com dados levantados pelo BNDES a pedido da SNA, os financiamentos para o cultivo de soja lideraram o ranking das liberações, respondendo por R$ 5,5 bilhões. Em seguida estão os financiamentos concedidos a bovinos para corte (R$ 1,6 bilhão) e cultivo de cana-de-açúcar (R$ 1 bilhão).

    Quando observada a participação do agronegócio nas liberações feitas pelo BNDES, a participação é crescente. Em 2008, o setor respondia por 6,2%, do montante total, passando a 7,3% em 2012 e fechando 2016 em 15,7%. Estes números reforçam a importância e o peso dos negócios ligados ao campo na economia brasileira.

    O peso e o dinamismo do setor se estendem ainda mais. O recorte feito pelo banco pode não abranger a aquisição de algumas máquinas e equipamentos, que contam com recursos de uma linha exclusiva, o Finame. De janeiro a novembro deste ano, o desembolso desta modalidade atingiu R$ 17,6 bilhões.

    Considerado um dos principais termômetros da economia brasileira, o BNDES registrou R$ 60,1 bilhões em aprovações e R$ 61 bilhões em desembolsos, entre janeiro e novembro de 2017, recuo de 13% e 20%, respectivamente, quando comparados a igual período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, as aprovações registraram R$ 69,8 bilhões (-20%) e os desembolsos, R$ 72,8 bilhões (-24%).

    As liberações do BNDES, de janeiro a novembro de 2017, mantiveram a trajetória crescente na participação de micro, pequenas e médias empresas. O banco liberou, no período, R$ 26,5 bilhões para as empresas de menor porte, o que representa 43,4% do total.

    No setor de Infraestrutura, o segmento de Energia Elétrica também apresentou expansão, com R$ 11,5 bilhões desembolsados de janeiro a novembro de 2017, o que representa crescimento de 55%, em comparação com o mesmo período de 2016.

    Fonte: Só Notícias/Agronotícias

  • Brasil supera EUA em exportação de soja para ração

    Em uma época em pessoas de todo o mundo estão consumindo mais carnes, aves e laticínios do que nunca, talvez os agricultores americanos percam ainda mais terreno para o Brasil na disputa para alimentar todos esses animais.

    Já se projetava que as exportações americanas de safras para ração cairiam neste ano por causa do aumento das vendas realizadas por produtores sul-americanos e europeus. Mas, após o clima péssimo no Centro-Oeste dos EUA neste ano, a safra rendeu soja com menos proteína, ingrediente fundamental que ajuda a aumentar a musculatura dos animais. O teor de proteína, 34,1 por cento por bushel, igualou o de 2008, o mais baixo desde que começaram as medições, em 1986, segundo dados do governo.

    Muitos exportadores dos EUA têm que concorrer com a soja brasileira, cujo teor de proteína é superior – cerca de 37 por cento -, mas a diferença de qualidade cada vez maior poderia abalar ainda mais a demanda de lugares como a China, o maior comprador do mundo. Os exportadores brasileiros estão tentando tirar proveito dessa diferença para vender uma parte maior da safra recorde da temporada passada e aproveitar o aumento da capacidade exportadora, como novos portos no norte do país.

    Fonte: UOL