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  • Soja volta a operar com estabilidade em Chicago na tarde desta 6ª, vendas americanas contribuem

    Depois de começar o dia atuando com baixas de quase 20 pontos na Bolsa de Chicago, o mercado da soja voltou a operar com estabilidade no início da tarde desta sexta-feira (6). Perto de 13h (horário de Brasília), as posições mais negociadas recuavam tímidos de 1,25 a 2,25 pontos.

    Com isso, o contrato maio/18 vinha sendo negociado a US$ 10,29 por bushel, enquanto o julho e o agosto/18 buscavam manter-se acima dos US$ 10,40.

    Apesar de ainda muito confusos, os traders buscam definir uma direção para as cotações neste momento em que se intensificam as tensões em torno de uma guerra comercial entre China e Estados Unidos; de conclusão da safra da América do Sul e frente ao início de uma nova temporada norte-americana.

    Assim, como explicam analistas internacionais, as baixas mais intensas sentidas no início do dia vieram de mais uma ação dentro da guerra comercial entre China e Estados Unidos, com o presidente Donald Trump ampliando em mais US$ 100 bilhões as retaliações contra produtos importados chinseses.

    O risco de uma severidade maior nessa disputa, segundo explicam analistas e consultores, segue crescendo e preocupando os mercados de forma generalizada. Acompanhando as baixas da soja, recuam também o milho e o trigo em Chicago, além das soft commodities negociadas na Bolsa de Nova York.

    Em contrapartida, o mercado viu a Bolsa de Cereais de Buenos Aires fazer mais um corte em sua estimativa para a safra de soja da Argentina para 38 milhões de toneladas e, nesta sexta, um novo anúncio de venda de soja pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de mais de 580 mil toneladas.

    O México comprou 130,632 mil toneladas de soja, sendo 65,316 mil da safra 2017/18 e mais 65,316 mil da 201/19. Já para destinos não revelados foram 458 mil toneladas. Do total, 327 mil da safra velha e mais 131 mil da nova.

    O departamento informou também as vendas de 20 mil toneladas de óleo de soja para destinos não revelados.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trigo: Brasil precisa se inserir no mercado global

    Na visão do presidente da Abitrigo, embaixador Rubens Barbosa, o Brasil precisa reverter seu comportamento atual e se inserir no mercado internacional. A afirmação foi feita durante reunião do Sinditrigo-PR/Oeste realizada nesta quinta-feira (05.04), na cidade de Cascavel (Paraná).

    De acordo com o dirigente, nos últimos dez anos, enquanto os demais países faziam 400 acordos bilaterais de comércio, o Brasil assinou apenas três, dois dos quais com o Egito e com a Autoridade Palestina. Destacou ainda que o Brasil carece de lideranças, tanto na área empresarial, como política, administrativa e jurídica.

    Barbosa afirma que o País não avançou em quase nada nas áreas de competitividade e produtividade em relação aos demais países, e isto poderá afetar também a agricultura. “Estamos na contramão das regras da OMC e da OCDE e, por isso, poderemos perder mercados, comprometendo todo o esforço feito até agora”.

    Falando sobre o cenário político brasileiro atual, o dirigente sustenta que a população parece estar “acordando para a necessidade de se comprometer mais politicamente e que a política não está mais sendo feita por partidos, mas por dois segmentos distintos da sociedade – os que querem se programar e preparar para o futuro, cortando custos e mordomias e tornando o país mais ágil e próspero e os que querem viver do estado, aumentando o seu peso e tornando-o inviável, como a Grécia, por exemplo. Há, então que se pensar bem em quem votar. Esta eleição deverá ser um divisor de águas para muitas décadas”.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil já vendeu mais de metade de sua colheita de soja, diz Safras

    SÃO PAULO (Reuters) – A comercialização de soja da safra 2017/18 do Brasil, em fase final de colheita, atingiu 51,9 por cento da produção projetada, de acordo com monitoramento da Safras & Mercado divulgado nesta sexta-feira.

    O índice representa aumento de 8,4 pontos percentuais em um mês e supera a taxa de negociação registrada em igual momento do ano passado, de 45,8 por cento. Entretanto, fica abaixo da média de 55,2 por cento para o período.

    O avanço na comercialização ocorre após uma reação nos preços internacionais por causa da quebra de safra na Argentina. O país sul-americano, terceiro maior fornecedor global da oleaginosa, vem reduzindo semana após semana sua perspectiva de produção por causa de uma severa seca.

    Na quinta-feira, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires cortou sua previsão para a temporada 2017/18 na Argentina para 38 milhões de toneladas, bem aquém das mais de 50 milhões de toneladas esperadas inicialmente.

    No Brasil, o cenário é o oposto, com o mercado surpreendendo-se com produtividades elevadas.

    A Safras & Mercado projeta uma produção recorde de soja no Brasil neste ano, de 117,273 milhões de toneladas. Até o momento, a consultoria registrou negócios de 60,81 milhões de toneladas, considerando-se o percentual de comercialização.

    A escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que tende a favorecer as exportações de soja do Brasil, deve ser positiva para as vendas do país.

    Fonte: Reuters

  • Guerra comercial favorece soja brasileira

    A taxação anunciada nessa quarta-feira (04.04) pela China a mais de 100 produtos dos Estados Unidos pode favorecer o mercado brasileiro de soja, aponta a Consultoria INTL FCStone. Com imposto de 25% sobre o preço da oleaginosa, o Brasil terá a oportunidade de estender suas rotas de importação e exportação, ampliando assim seu mercado.

    Um relatório divulgado pela INTL FCStone analisa que, com essa taxação sobre o produto, a procura pela soja brasileira deverá aumentar. A empresa afirma que essa pode ser uma oportunidade muito valiosa para o País se for devidamente bem aproveitada.

    “Apesar de o Brasil ser o maior exportador da oleaginosa para os chineses, que compraram 53,8 milhões de toneladas de um total de 68,15 milhões de toneladas exportadas em 2017, o país ainda precisa buscar em outros fornecedores mais de 40 milhões de toneladas de soja”, destaca.

    Nesse cenário, a China deslocaria outros compradores da soja do Brasil, aumentando assim a procura pelo grão brasileiro. Ana Luiza Lodi, analista de mercado da INTL FCStone, indica que a posição do Brasil melhora ainda mais quando se considera a oferta de soja da Argentina que deve ser menor esse ano.

    “No limite, considerando que a China fosse o destino de toda a exportação de soja brasileira, estimadas em 69,5 milhões de toneladas em 2018 pela INTL FCStone, ainda faltariam cerca de 30 milhões de toneladas da oleaginosa para atender a totalidade das importações chinesas. Dessa forma, não teria como deixar de importar soja dos EUA”, explica.

    Enquanto os prêmios no mercado doméstico brasileiro tendem a ser fortalecidos pela busca ampliada da oleaginosa por parte da China, os EUA sofrerão com a baixa de seus prêmios devido à queda na demanda pelos produtos norte-americanos. Outro fator que deve ser observado são os preços em Chicago que tendem a também sofrer baixa e influir em alguns dos prêmios mais altos no Brasil. “No geral, os prêmios no Brasil tenderiam subir até o limite comparável de se comprar dos EUA, já considerando o imposto de 25%”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Bolsa de Buenos Aires reduz para 38 mi t sua estimativa para safra de soja argentina

    Os baixos rendimentos obtidos até o momento na zona núcleo da Argentina fizeram com que a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) reduzisse, em seu novo Panorama Agrícola Semanal (PAS), sua estimativa para a produção de soja do país a 38 milhões de toneladas, 34% a menos do que na safra 2016/17 e 1,5 milhão a menos do que na estimativa anterior.

    O avanço de colheita está em 15,3% da superfície apta, com um rendimento médio a nível nacional de 2440kg (40,6 sacas) por hectare, 32,8% menor do que o obtido na mesma data do ano passado.

    Segundo o PAS, o déficit hídrico registrado durante as etapas críticas do ciclo fenológico da soja impactou negativamente sobre o potencial de produção. Nas regiões do Noroeste e do Nordeste Argentino, onde o estado de umidade é mais crítico, começaram a ser constatadas perdas de áreas e queda nos rendimentos esperados.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Brasil deve confirmar recorde na soja

    A safra 2017/18 de soja brasileira deve registrar recorde de produção com 115,9 milhões de toneladas. Os números são estimados pela Consultoria INTL FCStone, que revisou suas previsões nessa terça-feira (03.04) e apontou um aumento 2,7% frente ao que foi divulgado em março, o que significa também 1,87 milhão de toneladas acima do ciclo anterior.

    A produtividade média esperada para o Brasil foi aumentada para 3,31 toneladas por hectare e a exportação dos produtos deve bater o nível recorde de 69,5 milhões de toneladas. Ana Luiza Lodi, Analista de Mercado do grupo, explica que, mesmo os problemas no Sul do País não foram capazes de abalar os bons resultados da produção em geral. “Os estados da região Centro-oeste e do Matopiba (região compreendida pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) estão apresentando um resultado excepcional, ultrapassando, inclusive, o alcançado na safra passada”, destaca.

    Para a primeira safra de milho 2017/18, as novas estimativas apresentaram uma leve queda, passando de 23,4 para 23,37 milhões de toneladas. Segundo Lodi, a diminuição foi impactada por um pequeno corte que aconteceu na produtividade do Paraná e também ficou abaixo do alcançado na primeira safra 2016/17. “A queda considerável da produção de verão em relação ao ano passado foi majoritariamente condicionada pelo recuo da área plantada, com os produtores dando preferência para a soja, após o recorde de produção de milho ter pesado muito sobre os preços do cereal”, avalia a analista.

    Já no caso da segunda safra de milho 2017/18, o balanço da INTL FCStone informa que a produção deve ser de 63 milhões de toneladas, com um aumento decorrente do maior número de áreas plantadas. O balanço de oferta e demanda também deve ser maior, com estoques elevados e possibilidade de mudança devido à quebra da safra argentina.

    Fonte: Agrolink

  • Pesquisa mostra que pecuária não é poluidora

    Uma pesquisa divulgada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicou que, no período chuvoso, onde bovinos costumam ser alimentados por rações de boa qualidade, a emissão de gás metano no meio ambiente é cerca de nove vezes menor do que no período seco, onde as pastagens são escassas. O resultado contrapõe pesquisas estrangeiras que apontavam a pecuária brasileira como poluidora ambiental.

    Os resultados foram obtidos na região dos Cocais Maranhenses e fazem parte da tese de doutorado de Marcílio Nilton Lopes da Frota, sendo apresentada no Programa de Doutorado Integrado em Zootecnia, na Universidade Federal do Ceará (UFC). Os dados obtidos por Frota indicam que a emissão de metano é relacionada a alimentação do animal, quanto menos fibroso e mais digestível for o alimento consumido, menos metano será produzido.

    O especialista também afirma que a quantidade de emissão de gases está ligada diretamente ao próprio sistema de produção. Segundo ele, sistemas silvipastoris, que apresentam pastos com maior valor nutritivo ao longo do ano ou mesmo a adoção do Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) com capim na fase ideal para consumo, pode quase anular essa emissão.

    “Foi emitido, em determinadas épocas do ano, 20% menos metano do que os organismos internacionais estão apontando. Temos que buscar resultados próprios nacionais para discutir no Brasil e no exterior e, assim, evitar que divulguem informações negativas sobre a contribuição da pecuária brasileira para a emissão de metano”, afirma.

    Quanto a escolha de um sistema com ou sem árvores, Frota afirma que os dois são igualmente positivos e não apresentaram diferenças no que se refere a emissão de gases pelos bovinos durante a pesquisa. O desmatamento total de uma área com instalação de pastagem também não indicou ganhos de produtividade e se igualou a um sistema silvipastoril contendo 67 árvores de babaçu por hectare.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Em recuperação, mercado testa lado positivo da tabela nesta 3ª feira em Chicago

    O mercado da soja trabalha em campo positivo no pregão desta terça-feira (3) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa recuperam parte das baixas da sessão anterior e, perto de 8h15 (horário de Brasília), subiam entre 6,25 e 9 pontos, levando o maio/18 de volta aos US$ 10,44 por bushel.

    Apesar da recuperação técnica, as preocupações com a guerra comercial entre China e Estados Unidos ainda limitam o avanço das cotações. Embora a soja ainda não seja um alvo dos chineses, as especulações sobre essa possibilidade ainda pesam sobre a formação dos preços.

    Uma retomada do petróleo também favorece o avanço dos preços da soja nesta terça. Ontem, uma baixa de mais de 3% na commodity ajudou a pressionar também as cotações da oleaginosa.

    Paralelamente, o mercado internacional segue de olho também na conclusão da safra da América do Sul, principalmente nos baixos números da Argentina – que poderia ficar com uma safra de menos de 40 milhões de toneladas – e também nas condições de clima do Corn Belt, já que o plantio da safra 2018/19 começa nas próximas semanas de forma mais expressiva.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Banco do Brasil atende CNA e prorroga operações de custeio e investimento

    O Banco do Brasil (BB) atendeu a um pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e autorizou a prorrogação de parcelas de operações de custeio e investimentos que venceram em 2017 e com vencimento em 2018.

    A medida beneficia pecuaristas de todo o país e produtores rurais da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) que tiveram dificuldades de pagamento de seus contratos de crédito.

    Pelas regras definidas, o BB reprogramou parcelas de custeio e investimento de produtores de todo o país para um ano após o fim do contrato. Para a bovinocultura de leite ou mista, os criadores deverão pagar 20% do saldo devedor do custeio em 2018 e prorrogar o restante por dois anos.

    Para bovinocultores de corte, é necessário o pagamento de 30% da parcela da dívida vencida neste ano e os 70% restantes do passivo podem ser prorrogados por três anos.

    Na região da Sudene, o banco definiu que as parcelas de custeio para pecuária e fruticultura serão prorrogadas por quatro anos, divididas em quatro prestações anuais, com o pagamento da primeira em 2020.

    Para os outros segmentos na Sudene, os contratos de custeio também podem ser prorrogados por quatro anos e divididos em quatro parcelas anuais. A primeira parcela pode ser paga em 2019.

    Os produtores que desejarem prorrogar os prazos deverão procurar o gerente da sua conta no Banco do Brasil.

    Fonte: CNA

  • Soja consorciada com forrageiras registra aumento de produtividade de até 50%

    Além da obtenção da maior produtividade da oleaginosa, o consórcio soja-forrageiras promove a recuperação e conservação dos solos.

    Plantar soja em solo cultivado com forrageiras pode aumentar em quase 50% a produtividade da oleaginosa, de acordo com os resultados da pesquisa de Carlos Andrade, em sua dissertação de mestrado desenvolvida na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e colaboração da Embrapa. O foco do trabalho de Andrade foi a região de Cerrado do Tocantins, que possui mais de 90% de seu território nesse bioma.

    Andrade explica que, como a região é composta por áreas com diferentes características, o potencial de produção e produtividade das culturas não é o mesmo, assim como não são semelhantes as condições do solo e do clima e, portanto, os resultados dos cultivos também são diversos. Com essa multiplicidade de condições, é preciso entender melhor as áreas de Cerrado em regiões menores ou mais específicas. Foi esse o enfoque do trabalho de Andrade, que concentrou seus experimentos em Gurupi, município localizado no sul do Tocantins.

    Capim Mombaça aumenta a produtividade
    Ele relata que foram avaliadas a produção de palha e o desempenho agronômico da cultura da soja em consórcio com diversas forrageiras sobressemeadas em sistema de plantio direto. Como resultado, Andrade observou que, entre cinco forrageiras testadas, o capim Mombaça se destacou: aumentou em quase 50% a produtividade da soja quando comparada à produção da oleaginosa semeada do modo tradicional (solteira).

    Além da obtenção da maior produtividade, são inúmeras as vantagens do consórcio soja-forrageiras. Andrade destaca o maior aproveitamento do residual de adubação, a reciclagem de nutrientes, o aumento da produtividade da forragem, a recuperação de áreas degradadas, o aumento de ciclos de pastejo de animais e a conservação do solo.

    Outra vantagem é a formação de palhada produzida pelas espécies forrageiras, essencial ao plantio direto da soja. Em sistemas de integração lavoura-pecuária, que vêm ganhando novas áreas no Tocantins, a sobressemeadura de forrageiras na soja trouxe benefícios independentemente da atividade principal da propriedade, seja agricultura ou pecuária.

    Recuperação dos solos
    O trabalho teve o apoio da Embrapa, por meio da colaboração do analista da Embrapa Pesca e Aquicultura Francelino Camargo, que participou da condução dos experimentos. Camargo considera que a sobressemeadura é uma excelente alternativa para recuperar o pasto degradado e para manter a superfície do solo coberta e protegida por maior tempo para o plantio.

    O cultivo das forrageiras permite altas adições de biomassa por ano na área a ser cultivada, aumentando os estoques de carbono no solo. “O solo coberto por maior tempo reduz as variações térmicas da superfície, diminuindo seu estresse. O plantio das forrageiras melhora as características físicas do solo, reduz a ação das plantas daninhas e diminui a aplicação de herbicidas nas lavouras”, diz o analista..

    De acordo com as informações divulgadas pela Embrapa em comunicado, os resultados dos experimentos conduzidos em Gurupi podem ser alcançados em outras áreas de Cerrado da região informalmente conhecida como “Matopiba”, grande fronteira agrícola que reúne partes do Maranhão (sul do estado), do Tocantins (praticamente todo o estado), do Piauí (sul) e da Bahia (oeste do estado).

    Fonte: Farming Brasil