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  • Capim: tecnologia de inoculação aumenta 15% a produção de biomassa da braquiária

    O produto é classificado como uma “bactéria promotora do crescimento de plantas”; o principal efeito é a produção de fitormônios, que resultam, principalmente, em incrementos consideráveis na biomassa de raízes

    Uma nova tecnologia desenvolvida pela Embrapa Soja, em parceria com a empresa Total Tecnologia conseguiu aumentar 15% na produção de biomassa da braquiária e 25% no conteúdo total de proteína.

    A inovação consiste na inoculação do capim com azototal, primeiro produto comercial com registro para braquiárias. Trata-se de um inoculante que contém estirpes selecionadas da bactéria Azospirillum brasilense.

    O lançamento do produto ocorrerá no Show Rural Coopavel, entre 5 e 9 de fevereiro, em Cascavel (PR). “Com a inoculação, as forrageiras poderão dispor de 25% a mais de proteína, o que irá melhorar a qualidade nutricional da alimentação dos animais”, relatam os pesquisadores Mariangela Hungria e Marco Antonio Nogueira.

    A Azospirillum brasilense é classificada como “bactéria promotora do crescimento de plantas”. O principal efeito desse microrganismo é a produção de fitormônios, que resultam, principalmente, em incrementos consideráveis na biomassa de raízes. “Com o maior crescimento das raízes, a capacidade da forrageira para explorar o solo em busca de nutrientes e água é ampliada e permite, inclusive, maior aproveitamento do fertilizante aplicado”, explica a cientista da Embrapa.

    Recuperação de pastagens
    Estima-se que o Brasil tenha cerca de 180 milhões de hectares ocupados por pastagens, a grande maioria com braquiárias. Desse total, cerca de 70% encontram-se em algum estágio de degradação. “A recuperação de áreas com pastagens degradadas de braquiárias, usando a combinação de fertilizante nitrogenado e azospirillum pode trazer, com baixo custo para o agricultor, um grande impacto na agropecuária brasileira, não só pela maior produção de biomassa, mas também por meio da melhoria na qualidade proteica na alimentação do gado”, relata a pesquisadora.

    Benefícios ao meio ambiente
    O processo de inoculação de braquiária com azospirillum também traz benefícios ambientais, ao favorecer o sequestro de carbono da atmosfera pela maior produção de biomassa de forragem, estimado em, aproximadamente, 100 quilos de carbono por hectare por ano. O carbono absorvido pela planta é convertido em biomassa, portanto, para gerar mais biomassa, a planta retira mais carbono da atmosfera.

    Além disso, a inoculação eliminou a necessidade de uma segunda aplicação de 40 quilos de nitrogênio por hectare, contribuindo para a mitigação de gases de efeito estufa, estimada em 180 equivalentes de gás carbônico por hectare (CO2/ha).

    Fonte: Canal Rural

  • Cooperativas agropecuárias gaúchas faturam mais de R$ 20 bilhões em 2017

    Segundo a FecoAgro/RS, resultados líquidos do sistema cresceu 7,7% no ano passado fechando em R$ 410 milhões

    Apesar das adversidades econômicas vivenciadas em 2017, das quais ninguém esteve imune, as cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul devem confirmar um crescimento adicional de R$ 1,2 bilhões no seu faturamento em relação à 2016, ultrapassando R$ 20,8 bilhões de movimento econômico. Os números foram anunciados nesta quarta-feira, 31 de janeiro, pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), em coletiva de imprensa na sede da entidade, em Porto Alegre (RS).

    O índice de crescimento apresentou-se inferior à média dos últimos anos em razão da recessão econômica, que teve reflexos no consumo das famílias, e pela demora na comercialização dos grãos, em função da redução dos preços da produção. Apesar disso, os resultados líquidos devem ser superiores a R$ 410 milhões, superando em 7,7% a soma dos resultados obtidos no ano de 2016. “Isto demonstra claramente um acerto na gestão das cooperativas em observar ações para redução de custos operacionais em todos os seus processos e a otimização de estruturas, mesmo diante de um significativo volume de produtos, especialmente soja, ainda a faturar, cuja operacionalização computa todos os custos decorrentes do estoque de passagem”, destacou o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires.

    Importante destacar que os preços médios recebidos pelos produtores no ano de 2017, comparativamente aos percebidos em 2016, para os principais grãos, tiveram variações negativas na ordem de 14,7% para a soja, 39,6% para o milho e 16,4% para o trigo. Este comportamento repercute diretamente no valor dos ingressos e das sobras nas cooperativas.

    Apesar da recessão, o sistema projeta crescimento econômico contínuo e expressivo nos próximos anos. “Estamos falando de uma projeção para os próximos 5 anos que alcança o patamar de R$ 30 bilhões de faturamento, sustentada pela média de crescimento verificada nos últimos cinco anos que registra 10,1% de crescimento ao ano no grupo das cooperativas afiliadas, o que importa na promoção crescente do desenvolvimento social nas regiões onde estão presentes estas cooperativas”, observou Pires.

    Conforme o dirigente, o momento é de instabilidade e pede cautela, mas isso não significa que esta não seja uma boa hora para traçar planos de expansão. Lembrou que no agronegócio, mesmo concorrendo com grandes companhias privadas e multinacionais, as cooperativas conseguem ser, ao mesmo tempo, uma sociedade de produtores e uma rede de empresas preparada para competir com desenvoltura. “Todos sabemos que no Rio Grande do Sul, temos a predominância de pequenas e médias propriedades rurais, normalmente mais vulneráveis à presença de um cenário de economia globalizada e altamente competitivo, que nos aponta e se repete nos últimos anos, na forte tendência de que a margem por unidade de produto tende a diminuir cada vez mais, de tal forma que no médio e no longo prazo, a renda do agricultor se dará pela escala, e não pela unidade de produto. Sabemos que a agricultura familiar, tem limites de escala, mas essa escala pode ser ampliada através de um cooperativismo planejado e robusto”, ressaltou.

    O presidente da FecoAgro/RS reforçou que no ano de 2017 se consolidou a implantação do Programa Autogestão, que consiste fundamentalmente em organizar de forma sistêmica os principais índices e indicadores gerenciais das cooperativas participantes, no total de 28 neste momento. Assim foi realizada a primeira visita devolutiva, com a apresentação caso a caso, da análise comparativa consolidada de dados, desdobrados entre os principais indicadores de resultados, estrutura de capital e capacidade de pagamento, contando sempre com a presença da equipe da Gerência de Monitoramento e da Superintendência Técnica da Organização e Sindicato das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Ocergs), entidade que centraliza as informações e analisa o posicionamento de cada cooperativa diante aos parâmetros estabelecidos pelo sistema Autogestão.

    Foto: AgroEffective/Divulgação0 comentário aguarda moderação
    Texto: Nestor Tipa Júnior e Rejane Costa/AgroEffective

  • Cultura da soja segue com boas perspectivas de produção

    A cultura da soja segue com boas perspectivas de produção, favorecida, conforme relato dos produtores, pelas atuais condições climáticas, principalmente na parte Norte do Estado onde as chuvas têm sido mais frequentes e volumosas nessa última quinzena de janeiro.

    De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (01/02), mais de 90% das lavouras já receberam a primeira aplicação de fungicidas, sendo que em muitas áreas já houve inclusive a segunda. Até o momento, a ocorrência de pragas tem sido pequena, registrando-se casos isolados de lagarta em algumas áreas.

    Na metade Sul do Estado, as lavouras plantadas no final de novembro e dezembro tiveram problemas de germinação devido à baixa umidade do solo, com algumas delas necessitando replantio. Nos plantios onde as sementes conseguiram germinar, o desenvolvimento vegetativo é lento e de pouco vigor; tal situação é identificada principalmente na região da Campanha, onde o déficit hídrico tem provocado inclusive a queda de folhas e o abortamento de flores. As últimas chuvas ajudaram no desenvolvimento das lavouras, mas ainda não foram suficientes para as necessidades da cultura.

    Já o desenvolvimento das lavouras de milho encontra-se distribuído da seguinte maneira: 10% em desenvolvimento vegetativo, 10% em floração, 30% em enchimento de grãos, 28% em maturação e 22% colhido. O avanço da colheita foi lento devido à alta umidade, mas sem comprometer a retirada do produto das lavouras.

    Devido às frequentes chuvas dos últimos dias, as lavouras estão atrasando a maturação, o que pode dificultar a implantação de outra cultura na sequência. As lavouras colhidas apresentaram produtividade dentro da expectativa para a atual safra e boa qualidade do produto.

    Em alguns momentos, as chuvas fortes vieram acompanhadas de ventos que provocaram o acamamento de plantas nas áreas prontas para a colheita. A quantidade de plantas danificadas, entretanto, é pequena não comprometendo a produtividade; lavouras em maturação não apresentam danos. Com a boa umidade acumulada no solo, principalmente em áreas mais ao Norte, o milho semeado para silagem, na sequência do milho grão, apresenta emergência rápida e com boa densidade de plantas.

    Restam basicamente algumas pequenas áreas de feijão a serem colhidas nas regiões tradicionais. O início da colheita da primeira safra só não começou ainda nos Campos de Cima da Serra, região com a maior área plantada.

    Fonte: Emater-RS

  • Consumo de produtos químicos cresce no Brasil

    O consumo brasileiro de produtos químicos teve crescimento de 6% em 2017 em relação ao ano prévio, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Química. A avaliação da entidade é de que o incremento foi puxado pela maior atividade econômica em setores como a indústria automotora, linha branca, construção civil, entre outras. A associação também atribui o crescimento à base fraca dos anos anteriores.

    Já a produção doméstica teve aumento de 1,85% no ano passado com o melhor resultado registrado nos últimos três meses de 2017, quando o crescimento foi de 5,78% sobre igual período do ano anterior, sendo o melhor quarto trimestre dos últimos dez anos.

    Por outro lado, a participação dos produtos importados no mercado nacional tiveram uma alta de 21,1% em comparação a 2016 e chegaram a 38% do total dos produtos químicos, a maior proporção desde 1990. As exportações tiveram uma queda de 0,03% no ano.

    “A retomada da economia é positiva, mas a realidade é que o Brasil ainda é um dos países que menos crescem no mundo, com uma expectativa de crescimento do PIB de 2017 em 1,1%, segundo dados do Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas”, afirma o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo.

    Para Figueiredo, o Brasil está bem posicionado para crescer porque já tem presença das principais empresas multinacionais e empresas nacionais maduras que se internacionalizaram. “O país ainda é rico em matéria-prima, biodiversidade, tem alto potencial para geração de energia limpa e será autossuficiente na produção de gás natural já em 2022. Estamos deixando de aproveitar a oportunidade de trabalhar em uma política industrial que agregue valor a nossa indústria e gere mais empregos de qualidade”, concluiu.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Mercado segue com ajuste técnico em Chicago, mas clima na Argentina continua no radar

    As cotações da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) permanecem em campo negativo ao longo do pregão desta quarta-feira (31). Os vencimentos da commodity reduziram as perdas e, por volta das 11h44 (horário de Brasília), testavam desvalorizações de mais de 5 pontos. O março/18 operava a US$ 9,95 por bushel, enquanto o maio/18 trabalhava a US$ 10,06 por bushel.

    Os participantes do mercado ainda realizam ajustes técnicos após as altas registradas recentemente. O março/18 rompeu o importante patamar de US$ 10,00 por bushel e as posições mais longas o nível de US$ 10,20 por bushel, conforme explicam os analistas.

    E embora o mercado passe por uma correção, o clima seco na Argentina ainda continua a ser uma fator de suporte aos preços da commodity em Chicago. E, segundo as previsões climáticas, as chuvas ainda deverão ficar abaixo da normalidade e as temperaturas acima da média nos próximos 10 dias.

    Como reportou Tobin Gorey, da CBA, ao Agrimoney.com, “os meteorologistas continuam a esperar temperaturas muito altas e pouca chuva em muitas regiões de soja da Argentina”, um importante suporte aos preços.

    Além disso, as previsões de chuvas na faixa central do Brasil também seguem no radar dos investidores. A preocupação dos participantes do mercado é com o andamento da colheita da soja no país.

    “O mercado também tem uma preocupação secundária sobre o Brasil. Algumas das regiões de soja enfrentam o problema oposto: as chuvas contínuas. A preocupação é que o cenário afetaria o fluxo da soja do país para o mercado”, ainda segundo explica Tobin Gorey.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • BB vai liberar R$ 12,5 bilhões para pré-custeio

    Recurso da safra 2017/18 é 16% maior do que o da safra atual. O prazo de amortização é de 14 meses e os juros vão variar de 7,5% a 8,5% ao ano.

    O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, informou na manhã desta terça-feira, 30 de janeiro, que o Banco do Brasil (BB) liberará R$ 12,5 bilhões em pré-custeio para o financiamento da aquisição antecipada de insumos para a safra 2018/2019.

    O valor foi confirmado pela instituição financeira. O total de recursos é 4,2% maior que os R$ 12 bilhões anunciados e 16% superior aos R$ 10,8 bilhões liberados em 29.000 contratos na safra atual, que segue até junho de 2018, segundo o BB.

    O prazo de amortização é de 14 meses e os juros vão variar de 7,5% a 8,5% ao ano, ante 8,5% ao ano a 9,5% ao ano em 2017/2018.

    As linhas têm recursos controlados, oriundos das captações próprias da poupança rural e dos depósitos à vista.

    Fonte: Estadão Conteúdo

  • Exportações do agronegócio batem novo recorde

    As exportações agrícolas brasileiras bateram novo recorde em 2017 depois do difícil ano de 2016, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. A maior participação nos embarques foram de milho e soja, que tiveram a maior produção da história. As exportações de carne bovina também tiveram muito aporte para o desempenho positivo.

    O aumento das exportações brasileiras de produtos agrícolas foi de 14% em volume com uma valorização de 3,8% em dólares. O faturamento em dólar cresceu 12%, chegando a US$ 96 bilhões. Na moeda brasileira, o faturamento subiu 4%.

    O principal parceiro comercial do país continua sendo a China. Segundo os dados do Cepea, a participação chinesa nas exportações agrícola subiu para 28,2%, sendo que os chineses compram 79% da soja exportada pelo Brasil. O segundo destino mais importante para a soja brasileira é a Europa e a Zona do Euro compra 16% dos produtos agrícolas brasileiros. Já os Estados Unidos ficam no terceiro lugar com uma participação de 7% neste tipo de produto.

    As exportações do agro correspondem a 44% do valor das exportações do país, o que baixou em relação a 2016. Por outro lado, o saldo comercial de outros setores foi negativo em US$ 15 bilhões em 2017. Já o superávit do agronegócio foi superior a US$ 81 bilhões no ano. Com isso, a balança comercial brasileira ficou com um saldo positivo de US$ 66 bilhões com a compensação das exportações agrícolas, de acordo com levantamento do Cepea feito no ano passado.

    Fonte: Agrolink

  • Importação de químicos agro sobe 13% em 2017

    O Brasil importou US$ 10,835 bilhões (FOB, Free On Board – contrato de exportação com custos de transporte interno incluso até o carregamento do navio) de produtos químicos para o agronegócio no ano passado, incluindo fertilizantes, seus intermediários e defensivos agrícolas. Os dados foram divulgados pela Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), com base em informações do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

    Houve aumento de 13% do montante adquirido pelo País no exterior na comparação com os US$ 9,592 bilhões registrados no mesmo levantamento realizado no ano de 2016. Os dados constam no Relatório de Estatísticas de Comércio Exterior (RECE), conforme dados do Sistema Alice (Análise das Informações de Comércio Exterior), mantido pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

    Os fertilizantes e intermediários seguem liderando a pauta de importação brasileira de produtos químicos. O País comprou US$ 7.460 bilhões acumulados entre janeiro e dezembro de 2017, o que representa um expressivo aumento de 21,2% na comparação com os doze meses do ano imediatamente anterior, quando haviam sido adquiridos US$ 6.156 bilhões.

    Já nos defensivos agrícolas (entre princípios ativos e produtos formulados) houve uma leve redução: o Brasil importou US$ 3.375 milhões neste mesmo período analisado. Esse acumulado significa decréscimo de 1,8% sobre os US$ 3.436 milhões comprados no exterior de janeiro a dezembro de 2016. Essa queda, porém, foi muito menor que a registrada no primeiro semestre de 2017 (15,5%), mostrando que esse segmento voltou a aquecer nos seis últimos meses do ano.

    Fonte: Agrolink

  • Saldo da agropecuária saltou 51 mil vagas em 2017

    Após fechar 2016 com saldo negativo na geração de empregos, o setor agropecuário não só voltou para o azul no ano passado, como se destacou entre as áreas da economia que mais criaram postos de trabalhos.

    Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho (MTE) nesta sexta-feira (26), mostram que o segmento fechou 2017 com saldo de 37 mil postos de trabalho, contra os 14,2 mil negativos dos 12 meses anteriores. Do vermelho para o azul, evolução representa um saldo de 51,2 mil vagas.

    O resultado ficou atrás, apenas, do obtido pelo comércio, cuja diferença entre contratações e demissões foi de aproximadamente 40 mil vagas.

    “Em 2016 a safra foi pior, tivemos uma quebra. E também foi o ano em que tudo desandou, com turbulência política e muitos empresários perdendo a confiança para fazer investimentos”, explica Maiko Zanella, engenheiro agrônomo e analista técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). “Em 2017 o clima ajudou com uma boa safra de grãos, a demanda por trabalho na colheita aumentou. E isso também impactou na queda da inflação, na balança comercial, no reequilíbrio da parte econômica. É uma fase de retomada, com o pessoal voltando a ter confiança para investir.”

    O Paraná seguiu a tendência do país e fechou o ano com saldo positivo de 478 empregos na agropecuária. Em 2016, o índice também havia fechado no vermelho, com 1,5 mil demissões a mais do que contratações.

    Para 2018, a perspectiva é positiva para o setor no Paraná. A Frimesa deve concluir ainda neste ano a construção de um frigorífico de suínos em Assis Chateaubriand, na região Oeste, que será o maior da América Latina. “Vão ser 3 mil empregos diretos e mais de 4 mil quando estiver completo. Isso devido aos investimentos na parte de agroinduústria e agregação de valor”, completa o analista da Ocepar.

    Fonte: Agrolink

  • Soja tem oscilações limitadas em Chicago nesta 6ª feira, mas testa os dois lados da tabela

    Nesta manhã de sexta-feira (26), os futuros da soja voltaram a subir, mesmo que timidamente, na Bolsa de Chicago. O mercado internacional recupera parte do leve recuo registrado no pregão anterior, o qual chegou depois que os preços bateram nos US$ 10,00 por bushel. Na sequência, porém, as cotações voltaram a exibir um ligeiro recuo.

    Assim, as cotações registravam pequenas baixas de 0,50 a 1,25 ponto nos vencimentos mais negociados, com o maio/18 valendo US$ 10,02 e o julho/18 sendo cotado a US$ 10,12 por bushel.

    As condições de clima na Argentina permanecem no radar dos traders e preocupando os traders, principalmente em função do papel do país nos mercados de farelo e óleo de soja, já que os argentinos são os maiores exportadores mundiais de ambos os produtos.

    O que limita os ganhos, porém, segundo explicam analistas internacionais, são os bons estoques globais e o caminhar do Brasil para colher uma boa safra. De outro lado, essas menor oferta esperada para vir da Argentina, poderia aumentar a disputa pela soja americana e o movimento trazer força aos preços em Chicago.

    Segue no radar dos traders também o movimento do dólar que, batendo em suas mínimas em três anos, favorece o movimento de alta das commodities ao deixar os produtos americanos mais atrativos para os importadores.

    Ainda nesta sexta, atenção ao boletim semanal de vendas para exportação que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta sexta-feira. O boletim foi adiado de ontem para hoje com parte do governo americano fechada nos últimos dias.