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  • Cientistas trabalham em milho multirresistente

    Uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA) estão trabalhando em uma variedade de milho que poderia resistir a múltiplas doenças. Através do estudo do DNA, eles buscam identificar quais são as regiões do genoma e os mecanismos que são colocados em prática contra o ataque de vários patógenos.

    De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em 2017 a produção mundial de cereais atingiu mais de 1 bilhão de toneladas, sendo o milho o mais difundido em todo o planeta. No entanto, no decorrer dos anos, várias doenças vêm afetando a sua produtividade e a qualidade do grão.

    Assim, os cientistas argentinos estão tentando identificar plantas que tenham os maiores atributos genéticos para resistir às doenças mais comuns e que afetam a produtividade do milho. Desse modo, conseguiriam uma variedade capaz de ser, quase que totalmente, autossuficiente.

    Segundo Juliana Iglesias, especialista em genética vegetal da INTA, o trabalho não mostrará evidências e resultados em um curto prazo, devido à complexidade do tema. No entanto, a expectativa é de que consigam um milho multirresistente em um futuro não tão distante.

    “Nós nos concentramos em encontrar e identificar indivíduos que têm resistência genética a várias doenças para que, no futuro, possamos desenvolver variedades com melhor desempenho para atacar vários patógenos”, explica.

    A pesquisadora não informou em que estágio a pesquisa está e nem se tem um prazo estipulado para que a nova variedade de milho seja produzida. No entanto, garantiu que será uma descoberta importante para a economia mundial e para o combate à fome.

    Fonte: Agrolink

  • Agro e meio ambiente conversam com presidenciáveis

    A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, formada por 170 representantes do agronegócio, do meio ambiente e do clima, anunciou que irá apresentar um documento aos presidenciáveis contendo 28 medidas de modernização da produção e aumento da produtividade de forma sustentável. O documento foi lançado na última sexta-feira (03.08) e será apresentado aos candidatos entre agosto e setembro.

    De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o mundo terá 9 bilhões de pessoas até 2050 e o Brasil será um dos maiores fornecedores de alimentos. Nesse cenário, o climatologista Carlos Nobre, presidente do conselho diretor do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e um dos membros da Coalizão, lembra que o País possui a maior biodiversidade do planeta enquanto 1,4 do seu Produto Interno Bruto (PIB) é movido pelo agronegócio.

    “O Brasil tem grande espaço para aumentar a produtividade com ciência, tecnologia e contribuir com a mitigação das mudanças climáticas no planeta sem deixar de ter destaque na produção de alimentos. É preciso incorporar essas propostas na plataforma política”, comenta.

    Segundo um dos representantes da Coalizão, o engenheiro agrônomo André Guimarães, o grupo reúne setores divergentes na política e até na sociedade. No entanto, ele diz que é do entendimento de todos que o futuro do País e do planeta só será garantido quando decidido em conjunto.

    “A floresta cuida as águas, que por sua vez irrigam a agricultura. O produtor e os empresários mais modernos já perceberam isso. Então, decidimos sentar à mesa e encontrar um consenso”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Vendas de soja do Brasil avançam para 84% do total da colheita 17/18, diz Safras

    Os produtores de soja brasileiros aceleraram as vendas para a safra atual e da próxima colheita, um sinal de forte demanda e preços atraentes, de acordo com dados da consultoria Safras & Mercado divulgados nesta sexta-feira.

    A Safras disse que as vendas de 2017/18 representam 84 por cento da produção, ante 74 por cento no igual período do ano passado e 82 por cento na média de cinco anos.

    No levantamento do mês passado, a Safras havia registrado vendas de 77,5 por cento da produção já colhida.

    A consultoria estima que o Brasil produziu 119,419 milhões de toneladas de soja na temporada 2017/18. Com base nesse número, a projeção do total de soja já negociada é de 99,934 milhões de toneladas.

    Para a nova safra, cujo plantio deve começar em setembro, a Safras vê as vendas antecipadas em 18 por cento da produção esperada, ante 8 por cento há um ano e 20 por cento na média de cinco.

    No levantamento do mês passado, a Safras havia registrado vendas de 15 por cento da produção futura.

    A análise vê uma produção estável no próximo ano safra, a 119,787 milhões de toneladas. Levando esse volume em conta, o total já comprometido pelos produtores totaliza 21,49 milhões de toneladas.

    Houve um aumento da demanda da China para a soja brasileira, devido ao conflito comercial entre o asiático e os Estados Unidos. A China está cobrando uma tarifa adicional de 25 por cento sobre as importações norte-americanas da oleaginosa.

    Os importadores chineses de soja têm procurado cargas no Brasil, em um momento em que normalmente o comércio migraria para os EUA, pelos diferentes períodos da safra.

    Fonte: Reuters

  • Oferta de milho deve crescer mesmo com incertezas

    A revisão de agosto da consultoria INTL FCStone confirma que a expectativa para a produção geral de milho deve permanecer inalterada, apenas com uma ligeira alta em relação ao último levantamento. No entanto, a analista de mercado da consultoria, Ana Luiza Lodi, alerta que as incertezas logísticas, motivadas pela elaboração da tabela do preço mínimo para o frete rodoviário, podem causar um impacto significativo nas exportações do grão.

    A perspectiva da INTL FCStone para a próxima safra do cereal fechou em 28 milhões de toneladas, com possibilidade de um leve recuo. Sendo assim, os estoques finais do grão devem fechar em um volume de 15 milhões de toneladas, 1 milhão de toneladas a mais do que a última revisão, feita em julho.

    No ciclo do verão, a estimativa ficou em cerca de 24,6 milhões de toneladas, sendo que o último relatório havia projetado um total de 23,8 milhões de toneladas de milho colhidas. A consultoria afirma que os responsáveis pelo aumento serão as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

    Já na safrinha 2017/2018 o aumento foi de 130 mil toneladas apenas, chegando a quantia de 55,5 milhões de toneladas, contra as 55,35 milhões de toneladas divulgadas em julho. A INL FCStone ressalta que os ganhos também partiram de revisões na produtividade das regiões Norte e Nordeste.

    “A logística tem um peso muito grande no mercado de milho. Entre os principais estados produtores de milho no inverno não houve mudanças em relação ao mês passado, mantendo-se as perspectivas de perdas importantes devido às adversidades climáticas. Novos ajustes não estão descartados, uma vez que a colheita ainda está em andamento”, finaliza Ana Luiza.

    Fonte: Agrolink

  • Projetos utilizam inteligência artificial na agricultura

    O Programa Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) em parceria com a Internacional Business Machine (IBM), selecionou nove projetos de pesquisa que visam introduzir a inteligência artificial (AI) para digitalizar a agricultura. Além da AI, os projetos utilizam também técnicas como aprendizagem de máquina e visão computacional.

    Um dos objetivos do programa é testar vários tipos de técnicas e segmentos tecnológicos que modernizariam a agricultura, como estratégias de monitoramento de pragas, por exemplo. Thiago Teixeira dos Santos, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), está desenvolvendo um trabalho que utiliza drones e robôs para reconstrução 3D de plantas, frutos e folhas.

    Segundo ele, as imagens criadas a partir dessa tecnologia poderão coletar dados para a classificação e análise das características vegetais. “No curto prazo, esta tecnologia deverá melhorar o monitoramento das lavouras; a médio prazo, será utilizado para o manejo”, explica.

    Outra ideia que fará parte do PITE foi desenvolvida por Pedro Takao Tamamoto na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Esse projeto utiliza técnicas de sensoriamento remoto para identificar diferentes tipos de pragas agrícolas que estão presentes nas lavouras.

    De acordo com Tamamoto, o projeto é mais eficiente dos que as técnicas de manejo utilizadas atualmente pois consegue uma visão de toda a lavoura e é capaz de identificar todos os tipos de pragas existente. Ele afirma que a ideia já está sendo testada e ficará pronta em 2020.

    “Já estamos utilizando câmara multiespectral para detectar variações e verificar se a planta está sob ataque. O próximo passo será criar padrões de imagens correlacionados com o tipo de inseto”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Plantas têm sistemas reserva de defesa

    Pesquisadores do Departamento de Biologia da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), em parceria com cientistas do Imperial College London e do Sainsbury Laboratory, descobriram que as plantas possuem sistemas reserva de defesa para diferentes tipos de ataque. O estudo foi publicado na revista Science Signaling e mostra que a planta tende a recuperar imediatamente a parede celular que foi danificada.

    De acordo com Thorsten Hamann, professor adjunto da NTNU, diferentes processos químicos estão envolvidos no ambiente celular da planta, dependendo do tipo de situação que a ameaça. Segundo ele, é essa adaptação que faz o vegetal sobreviver a algumas doenças que sugam os seus nutrientes e não confundi-las com a seca, por exemplo. “A seca exige que a planta ajuste seu metabolismo, enquanto a doença exige que a planta ative várias respostas imunológicas”, explica.

    Para a pesquisa, os cientistas expuseram o agrião (Arabidopsis thaliana) a vários tipos de lesões diferentes para ver como a planta reagiria em cada situação. Nesse cenário, eles descobriram que, quando alguns genes da planta são bloqueados, ela consegue compensar esse bloqueio “convocando” um sistema de proteção reserva.

    “Descobrimos que, se bloquearmos a resposta imune das plantas, os mecanismos que mantêm o equilíbrio nas paredes das células poderiam compensar parcialmente esse bloqueio. Eles se tornaram uma espécie de sistema de defesa de reserva “, comenta Hamann.

    A expectativa, agora, é de que os cientistas consigam induzir as plantas a realizarem atividades de controle de doenças específicas. “Podemos ver como diferentes influências físicas acionam diferentes respostas químicas específicas”, finaliza.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Mercado acompanha valorização do trigo e inicia 5ª feira em campo positivo em Chicago

    Mais uma vez, os ganhos do trigo dão suporte aos preços do milho, conforme ponderam as agências internacionais. Às 8h26 (horário de Brasília), os futuros do trigo subiam mais de 8 pontos no mercado internacional.

    “Os futuros de trigo dos EUA sobem pela quarta sessão consecutiva nesta quinta-feira, tendo ganhos esta semana para quase 6%, com temores que o tempo quente e seco em vários grandes exportadores vão reduzir a produção global, o que empurrou os preços para patamares mais altos”, reportou a Reuters internacional.

    Além disso, o comportamento do clima no Meio-Oeste americano permanece no radar dos participantes do mercado. Isso porque, os mapas climáticos voltaram a indicar temperaturas acima da média e poucas chuvas em alguns estados. Cerca de 72% das lavouras de milho apresentavam boas ou excelentes condições até o início dessa semana.

    Ainda nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta seu novo boletim de vendas para exportação. O número é um importante indicador de demanda e nas últimas semanas tem dado sustentação aos preços da commodity.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja despenca com agravamento da guerra comercial

    O mercado norte-americano da soja teve um dia de perdas nos principais contratos futuros, com uma reviravolta na perspectiva da disputa comercial entre Estados Unidos e China. De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, caso Trump eleve de 10% para 25% as tarifas sobre produtos chineses, o gigante asiático deve retaliar.

    A Consultoria AgResource destaca que os ganhos da sessão de ontem na soja foram reduzidos na baixa desta quarta: “O mercado, que especulou boatos de uma possível reversão na retórica comercial EUA-China, não teve nenhuma confirmação oficial desta possibilidade. Pelo contrário, em nota publica da Casa Branca, foi mencionado que Trump estaria com intensões de elevar as taxas já impostas sobre produtos de importação chinesa”.

    A ARC lembra que a vigente tarifação de 10% “poderá ser elevada para 25% sobre US$ 200bilhões em produtos da China. No entanto, todas estas novas ameaças parecem fazer parte de um ‘jogo de pressão’ para forçar a reabertura das negociações bilaterais com o Governo de Xi Jinping. Por outro lado, o cenário para a safra estadunidense continua preocupante, principalmente pela chegada de uma massa de ar quente de alta pressão no Centro do país”.

    Fonte: Agrolink

  • Ferrugem asiática: com ela, todo cuidado vale

    A ferrugem asiática é considerada hoje o maior problema a ser enfrentado para o produtor de soja. Estima-se que, desde que chegou ao país, na safra 2001/2002, o prejuízo causado em lavouras nacionais já ultrapasse os 25 bilhões de dólares. Analisando a situação nos dias atuais, vemos que ela se alastrou de norte a sul do país, tornando-se o maior pesadelo de toda a classe. E se engana quem pensa que este é o único problema. Em geral, todas as demais doenças da soja contribuam para que as perdas se acumulem ainda mais.

    É preciso repensar a maneira de manejar as doenças na cultura da soja

    Muita coisa tem mudado em campo. Cada vez mais rápidos, os patógenos têm se tornado menos sensíveis a todos os grupos químicos existentes. E é preciso lembrar que só surgirão novos grupos químicos para o controle das doenças em meados da próxima década.
    Se esse processo continuar, corre-se o risco de, em pouco tempo, não haver mais ferramentas eficientes para controlar as doenças de maneira eficaz, prejudicando a produtividade. É preciso mudar a maneira como se maneja as doenças na soja!

    Novos tempos pedem novos – e melhores – hábitos

    Atenta a essa questão, a Syngenta lançou, em 2016, o programa Manejo Consciente, em parceria com as principais instituições de pesquisa do país. O objetivo é investigar a fundo os fungos causadores das doenças e a interação deles com a cultura da soja e com os fungicidas, além de levar o máximo de informação e orientação aos produtores sobre o controle eficiente e sustentável das doenças. O programa está pautado em 10 princípios fundamentais:

    1) Iniciar as aplicações de fungicidas preventivamente.
    2) Usar os 4 modos de ação de fungicidas nos programas.
    3) Aumentar a eficácia dos programas com multissítios e triazóis.
    4) Máximo de 2 aplicações de carboxamidas, com parceiros e no inícios do ciclo.
    5) Utilizar doses, adjuvantes e intervalos recomendados pelos fabricantes.
    6) Seguir o “vazio sanitário”.
    7) Buscar o “escape” plantando na época certa.
    8) Privilegiar variedade de ciclos mais curtos.
    9) Explorar a tolerância genéticas das variedades.
    10) Usar uma tecnologia eficiente de aplicação.

    Antes de tudo, conheça novos resultados.

    As recomendações transmitidas pela Syngenta por meio de seu programa Manejo Consciente, no tocante a aplicações de fungicidas para o controle da ferrugem da soja, se comprovaram como as mais eficazes em campo, de acordo com os resultados da Rede de Ensaios Cooperativos de Fungicidas, referentes à safra 17/18.

    A formulação EXF14475 – combinação que integra os ingredientes ativos e as concentrações da combinação do fungicida Elatus e de Cypress (multissítio) – faz parte do grupo de melhor performance nos resultados da Rede, que analisou a safra 17/18. Além disso, a eficiência dos fungicidas quando utilizados com multissítios – outro princípio do Manejo Consciente – também foi testada pela Rede. E os resultados evidenciam os fatos de que tais parceiros devem ser usados com todos os fungicidas e de que a combinação de Elatus com parceiros resulta em altos níveis de controle da ferrugem.

    Fonte: Agrolink

  • Soja tem intensa realização de lucros nesta 4ª feira em Chicago após máximas de 1 mês

    Os preços devolvem boa parte das últimas altas, principalmente após o mercado fechar o pregão anterior com altas de mais de 20 pontos – atingindo suas máximas em um mês – e frente ao início de um novo mês, o que pede cautela e busca por posicionamento entre os traders.

    Além disso, o peso da guerra comercial persiste. A informação de que China e EUA estariam retomando suas conversas sobre a questão tiveram efeito pontual e a preocupação do mercado segue.

    “Os preços da oleaginosa continuam a ser um dos principais barômetros da disputa comercial entre China e Estados Unidos”, diz o diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank da Australia, Tobin Gorey.

    As informações da reaproximação dos dois países, afinal, seguem no campo dos boatos, como explicam os analistas da AgResource Mercosul (ARC). “A ARC lembra que as possibilidades de reabertura de negociações entre Trump e Xi Jinping ainda são apenas boatos. Nenhuma fonte do governo norte-americano nos confirmou tal inclinação”.

    Fonte: Notícias Agrícolas