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  • Importação de químicos agro sobe 13% em 2017

    O Brasil importou US$ 10,835 bilhões (FOB, Free On Board – contrato de exportação com custos de transporte interno incluso até o carregamento do navio) de produtos químicos para o agronegócio no ano passado, incluindo fertilizantes, seus intermediários e defensivos agrícolas. Os dados foram divulgados pela Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), com base em informações do MDIC (Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços).

    Houve aumento de 13% do montante adquirido pelo País no exterior na comparação com os US$ 9,592 bilhões registrados no mesmo levantamento realizado no ano de 2016. Os dados constam no Relatório de Estatísticas de Comércio Exterior (RECE), conforme dados do Sistema Alice (Análise das Informações de Comércio Exterior), mantido pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

    Os fertilizantes e intermediários seguem liderando a pauta de importação brasileira de produtos químicos. O País comprou US$ 7.460 bilhões acumulados entre janeiro e dezembro de 2017, o que representa um expressivo aumento de 21,2% na comparação com os doze meses do ano imediatamente anterior, quando haviam sido adquiridos US$ 6.156 bilhões.

    Já nos defensivos agrícolas (entre princípios ativos e produtos formulados) houve uma leve redução: o Brasil importou US$ 3.375 milhões neste mesmo período analisado. Esse acumulado significa decréscimo de 1,8% sobre os US$ 3.436 milhões comprados no exterior de janeiro a dezembro de 2016. Essa queda, porém, foi muito menor que a registrada no primeiro semestre de 2017 (15,5%), mostrando que esse segmento voltou a aquecer nos seis últimos meses do ano.

    Fonte: Agrolink

  • Saldo da agropecuária saltou 51 mil vagas em 2017

    Após fechar 2016 com saldo negativo na geração de empregos, o setor agropecuário não só voltou para o azul no ano passado, como se destacou entre as áreas da economia que mais criaram postos de trabalhos.

    Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho (MTE) nesta sexta-feira (26), mostram que o segmento fechou 2017 com saldo de 37 mil postos de trabalho, contra os 14,2 mil negativos dos 12 meses anteriores. Do vermelho para o azul, evolução representa um saldo de 51,2 mil vagas.

    O resultado ficou atrás, apenas, do obtido pelo comércio, cuja diferença entre contratações e demissões foi de aproximadamente 40 mil vagas.

    “Em 2016 a safra foi pior, tivemos uma quebra. E também foi o ano em que tudo desandou, com turbulência política e muitos empresários perdendo a confiança para fazer investimentos”, explica Maiko Zanella, engenheiro agrônomo e analista técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). “Em 2017 o clima ajudou com uma boa safra de grãos, a demanda por trabalho na colheita aumentou. E isso também impactou na queda da inflação, na balança comercial, no reequilíbrio da parte econômica. É uma fase de retomada, com o pessoal voltando a ter confiança para investir.”

    O Paraná seguiu a tendência do país e fechou o ano com saldo positivo de 478 empregos na agropecuária. Em 2016, o índice também havia fechado no vermelho, com 1,5 mil demissões a mais do que contratações.

    Para 2018, a perspectiva é positiva para o setor no Paraná. A Frimesa deve concluir ainda neste ano a construção de um frigorífico de suínos em Assis Chateaubriand, na região Oeste, que será o maior da América Latina. “Vão ser 3 mil empregos diretos e mais de 4 mil quando estiver completo. Isso devido aos investimentos na parte de agroinduústria e agregação de valor”, completa o analista da Ocepar.

    Fonte: Agrolink

  • Soja tem oscilações limitadas em Chicago nesta 6ª feira, mas testa os dois lados da tabela

    Nesta manhã de sexta-feira (26), os futuros da soja voltaram a subir, mesmo que timidamente, na Bolsa de Chicago. O mercado internacional recupera parte do leve recuo registrado no pregão anterior, o qual chegou depois que os preços bateram nos US$ 10,00 por bushel. Na sequência, porém, as cotações voltaram a exibir um ligeiro recuo.

    Assim, as cotações registravam pequenas baixas de 0,50 a 1,25 ponto nos vencimentos mais negociados, com o maio/18 valendo US$ 10,02 e o julho/18 sendo cotado a US$ 10,12 por bushel.

    As condições de clima na Argentina permanecem no radar dos traders e preocupando os traders, principalmente em função do papel do país nos mercados de farelo e óleo de soja, já que os argentinos são os maiores exportadores mundiais de ambos os produtos.

    O que limita os ganhos, porém, segundo explicam analistas internacionais, são os bons estoques globais e o caminhar do Brasil para colher uma boa safra. De outro lado, essas menor oferta esperada para vir da Argentina, poderia aumentar a disputa pela soja americana e o movimento trazer força aos preços em Chicago.

    Segue no radar dos traders também o movimento do dólar que, batendo em suas mínimas em três anos, favorece o movimento de alta das commodities ao deixar os produtos americanos mais atrativos para os importadores.

    Ainda nesta sexta, atenção ao boletim semanal de vendas para exportação que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta sexta-feira. O boletim foi adiado de ontem para hoje com parte do governo americano fechada nos últimos dias.

  • Colheita de soja da safra 2017/18 avança a 12,35% da área em Mato Grosso

    A colheita de soja da safra 2017/18 em Mato Grosso, maior produtor do Brasil, avançou 9,06 pontos percentuais em uma semana e atingiu 12,35 por cento da área até esta sexta-feira, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

    Mesmo assim, a colheita segue aquém da observada em igual período do ano passado (16,25 por cento), embora ligeiramente acima da média de cinco anos (11,39 por cento).

    O Imea estima a área plantada com soja no Estado neste ciclo em 9,42 milhões de hectares.

    Fonte: Reuters

  • Em Chicago, soja amplia ganhos com foco no clima na Argentina e mar/18 se aproxima dos US$ 10/bu

    Ao longo da sessão desta quinta-feira (25), os futuros da soja ampliaram os ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da oleaginosa testavam altas entre 4,00 e 4,25 pontos, perto das 11h37 (horário de Brasília). O março/18 se aproxima do patamar de US$ 10,00 por bushel, cotado a US$ 9,96 por bushel. Já o maio/18 trabalhava a US$ 10,08 por bushel.

    As agências internacionais reforçam que os preços operam em alta pelo nono pregão consecutivo. “Esse é o maior rally ininterrupto em quase seis anos, com o clima seco na América do Sul e um dólar americano mais fraco, que pode contribuir para a demanda”, informou a Reuters internacional.

    Para a Argentina, a grande preocupação dos participantes do mercado é em relação ao impacto do clima irregular no rendimento das lavouras de soja. Por enquanto, as previsões climáticas indicam chuvas entre 2 a 15 mm nos próximos três dias em algumas regiões de produção, inclusive em Buenos Aires.

    Por outro lado, o comportamento do dólar americano está no centro das atenções dos investidores. “Os compradores estrangeiros têm mais poder de compra e tendem a comprar mais dos EUA quando o dólar é fraco”, reportou o Agriculture.com. O USDA deverá reportar nesta sexta-feira (26) seu boletim semanal de vendas para exportação.

    Em entrevista à agência Reuters, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse que “um dólar mais fraco beneficia a balança comercial norte-americana no curto prazo, mas acredita na força de longo prazo da moeda”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Febre aftosa: nova dose deve ser aplicada a partir do segundo semestre

    Segundo o Mapa, pecuaristas podem ficar tranquilos em relação ao novo produto que será ofertado no mercado.

    A aplicação da vacina contra febre aftosa em dose reduzida de 2 mililitros, prevista na Instrução Normativa nº 11 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), deverá valer neste ano, mas a partir da segunda fase de aplicação, que sempre acontece no segundo semestre, explicou nesta quarta-feira (24) o secretário de Defesa Agropecuária, Luis Rangel. “É importante ressaltar que o pecuarista não procure, agora, em maio, as vacinas com a nova formulação”, alertou.

    Um dos principais objetivos na mudança da vacina será a injeção de menor volume de óleo mineral, com consequente redução de reações alérgicas nos animais. “Trabalhamos muitos anos com a dose de 5mls. A transição precisa ser feita de maneira adequada com todas as vigilâncias necessárias por parte do Ministério da Agricultura para que, com a redução da dose, se mantenham as mesmas garantias. Por isso, esse cuidado”, afirmou.

    De acordo com comunicado do Mapa, o secretário lembrou que “cem por cento dessas vacinas, que são produzidas no Brasil para vacinação de febre aftosa, são testadas pelos Lanagros, os laboratórios oficiais agropecuários do Ministério da Agricultura. Também se mantém vigilância no mercado para garantir a eficiência da vacina”.

    Vacina contra febre aftosa
    Rangel disse que o produtor pode ter tranquilidade em relação ao novo produto que será ofertado, “pois estará atestado pelo ministério e com a segurança necessária”. Mas lembrou que o mesmo cuidado em relação ao produto deve haver também com o manejo. A aplicação da vacina é fundamental para eficiência da imunização, observou. É importante que o pecuarista seja capacitado para aplicar a nova dose. “Para fazer isso e assegurar a transição saudável, que vá além do cuidado com o insumo, fizemos parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e o Senar”.

    Rangel enfatizou ainda: “O mais importante para nós é fazer com que a imunização tenha todas as características de segurança e eficiência para manter o status sanitário que temos hoje. Nós viemos já de 50 anos trabalhando com a erradicação dessa doença no Brasil e a vacinação foi ferramenta fundamental para atingirmos o status atual”. O país está livre da febre aftosa com vacinação, o que deverá ser referendado, em maio próximo, pela OIE (Organização Mundial de saúde Animal). Santa Catarina é o único estado livre sem vacinação.

    Conjunto de normas previstas no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) traz as ações que serão desenvolvidas nos próximos dez anos para o Brasil tornar-se área livre da febre aftosa sem vacinação a partir de 2023, informou o Mapa.

    Fonte: SF Agro

  • Soja: Após ganhos recentes, mercado inicia 4ª feira em campo negativo na Bolsa de Chicago

    As cotações futuras da soja iniciaram a sessão desta quarta-feira (24) em campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da oleaginosa testavam perdas testavam quedas de mais de 4 pontos, perto das 9h17 (horário de Brasília). O março/18 era cotado a US$ 9,81 por bushel, enquanto o maio/18 trabalhava a US$ 9,93 por bushel.

    Apesar do movimento negativo, as posições mais longas ainda mantinham o patamar de US$ 10,00 por bushel. De acordo com informações das agências internacionais, os preços exibem uma correção técnica depois das valorizações registradas recentemente.

    O clima na América do Sul, em especial na Argentina segue no radar dos participantes do mercado. As previsões climáticas ainda indicam condições adversas para o desenvolvimento da soja no país e a preocupação é com o efeito das intempéries climáticas no rendimento das lavouras.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Nova regulamentação reduz dose de vacina contra a aftosa

    Nova dose será de 2 ml; instrução normativa do Mapa trata sobre a retirada do antígeno C, mas não trata sobre o uso da saponina.

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta segunda-feira, 22, a nova regulamentação sobre a vacina contra a febre aftosa, cuja dose a ser aplicada no rebanho bovino brasileiro foi reduzida para 2 mililitros, ante 5 mililitros. O Regulamento Técnico para a Produção, Controle da Qualidade, Comercialização e Emprego do produto oficializa a retirada do antígeno C da formulação, mas não trata do uso da saponina. Segundo o Mapa, um dos principais objetivos na mudança da vacina será a injeção de menor volume de óleo mineral, com consequente redução de reações locais.

    A presença desta substância na composição da vacina gerou debates no ano passado, depois de a saponina ter sido apontada pelo setor produtivo como uma das causas da formação de abscessos na carne bovina – os nódulos presentes no produto exportado para os Estados Unidos fizeram o país suspender as compras em junho de 2017. Havia uma expectativa de que o governo fosse proibir seu uso. A nova vacina deve chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2019, segundo expectativa da indústria.

    De acordo com o Ministério da Agricultura, testes sobre o uso da saponina estão em curso e por isso não foi definida ainda sua aplicação. Por outro lado, Emilio Salani, vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), afirma que, mesmo sem uma regra oficial, a indústria vai produzir a nova vacina – em doses de 2 mililitros e sem o antígeno C – sem a saponina.

    Ele ressalta que a substância não provoca nódulos na carne, mas a mudança será adotada para atender à demanda. “Não há uma causa única”, afirma. Não há de fato um consenso no mercado sobre a causa do problema. Outra suspeita é de que o nódulo seria uma consequência da aplicação incorreta da vacina ou ainda de falta de higiene no processo.

    Apesar de não tratar da substância, o regulamento publicado hoje define regras sobre questões como teste de tolerância aos quais as vacinas devem ser submetidas. “Quando administrada, a vacina não deve produzir sinais clínicos de febre aftosa ou qualquer reação indesejável local ou sistêmica na espécie alvo”, diz o documento.

    Fonte: Estadão Conteúdo

  • Início da colheita da safra 2017/2018 pressiona preços do farelo de soja

    Na comparação com o mês de janeiro de 2017, o farelo de soja está custando 10% menos neste ano.

    As revisões para cima na safra brasileira de soja, a queda do dólar em relação ao real e o início da colheita da safra 2017/2018 pressionaram para baixo os preços do farelo de soja no mercado interno na primeira quinzena de janeiro. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a tonelada do insumo ficou cotada, em média, em R$1.095,77, sem o frete.

    Farelo de soja
    Houve queda de 1,6% em relação a dezembro último no preço do farelo de soja, de acordo com a consultoria. Na comparação com janeiro do ano passado, o farelo de soja está custando 10,0% menos este ano. Em curto e médio prazos, a expectativa é de preços mais frouxos para o grão e farelo de soja , em função da maior disponibilidade com a colheita em andamento e aumento do esmagamento no país. Leia também: Abiove estima processamento recorde de 43 milhões de toneladas de soja em 2018.

    Segundo a Scot Consultoria, de qualquer forma, atenção ao clima no Brasil e na Argentina, à demanda mundial aquecida e ao câmbio, que são fatores que podem pontualmente interferir no mercado neste período de safra 2017/2018.

    Fonte: SF Agro

  • Mercado de biológicos deve crescer 11% ao ano

    O mercado de tratamento biológico de sementes foi estimado em US$ 739,3 milhões em 2017 e é projetado para alcançar US$ 1.2 bilhão até 2022 com um crescimento interanual de 11,1%, segundo dados da consultoria americana MarketsandMarkets. O mercado é influenciado pela maior adoção de práticas agrícolas sustentáveis junto com fortes investimentos feitos por importantes agentes em pesquisa e desenvolvimento desses produtos.

    O mercado de tratamento biológico de sementes, baseado em função, é segmentado em biofertilizantes, bioestimulantes, bioinseticidas, biofungicidas, entre outros. Os biofertilizantes estão rapidamente crescendo em função do potencial de trazer resistência em cultivos, enquanto que melhora a qualidade e produtividade. Devido a essa tendência e registro e comércio de novas variedades de biofertilizantes, esse segmento teve uma participação maior estimada no mercado em 2017.

    Por cultivo, o tratamento biológico de sementes foi segmentado em milho, trigo, soja, algodão, girassol, vegetais e outros cultivos. O milho tem maior aplicação em comida, ração e produção de etanol. Este cultivo está sendo afetado por um número de patógenos, pestes e nematoides e é um grande fator que influenciar o uso de tratamento biológico. O milho teve a maior participação nesse mercado em 2016.

    O mercado de tratamento biológico de sementes, por tipo, é segmentado em microbial, botânico e outros. A indústria de microbiais dominou o mercado em 2016, devido à crescente demanda em cultivos como soja e milho.

    A América do Norte teve a maior participação em 2016 e também é projetada para ter o maior crescimento nos próximos cinco anos. A liderança da América do Norte é atribuída à proibição de certas formulações químicas na região. Uma crescente tendência em desenvolver as opções sustentáveis para mitigar em riscos ambientais deve melhorar a demanda de mercado para esses produtos.

    O mercado global por tratamento biológicos de sementes é dominado por Basf (Alemanha), Bayer AG (Alemanha), Syngenta (Suíça), Monsanto BioAg (Estados Unidos), DuPont (Estados Unidos) e Italpollina (Itália). Koppert (Holanda), Incotec (Holand), Plant Health Care (Estados Unidos), Precision Laboratories (Estados Unidos), Verdesin Life Sciences e Valent Biosciences (Estados Unidos são alguns de outros agentes importantes no mercado.

    Fonte: Agrolink