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  • Brasil deve aumentar produção de grãos em 30% até 2028, prevê ministro

    O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, projetou nesta segunda-feira que a produção de grãos do país aumentará 29,6 por cento até a safra 2027/28, para 302 milhões de toneladas.

    A produção de carne do Brasil também deve crescer 29,6 por cento, para 35 milhões de toneladas no mesmo período, enquanto as exportações globais de alimentos do país devem chegar a 130 bilhões de dólares até 2028, disse Maggi em um discurso durante o Global Agribusiness Forum (GAF) em São Paulo.

    Fonte: Reuters

  • Estudo mostra que plantas podem ter consciência

    Um estudo conduzido por cientistas do Centro de Pesquisa e Educação em Biociências da Universidade Japonesa de Utsunomiya mostrou que as plantas podem ter consiência. O resultado levantou um novo debate sobre a possibilidade ou não das plantas serem inteligentes como os seres humanos.

    Para o desenvolvimento da pesquisa, os cientistas introduziram uma ampla gama de anestésicos em diversos tipos de plantas, tornando-as “inativas” por uma hora. Depois disso, elas ficaram impossibilitadas de responder a estímulos comuns, o que voltou a acontecer normalmente depois que o efeito da medicação passou.

    No caso da Papa-moscas, por exemplo, ela não conseguiu se alimentar de um inseto que rastejava pela sua mandíbula enquanto estava dormente, mas acabou recuperando a consciência quando voltou do efeito do sedativo. Esta evidência foi o suficiente para pesquisadores, como Suzanne Simard, professora de engenharia florestal da Universidade de British Columbia, afirmarem que as plantas podem possuir inteligência.

    No entanto, o biotecnólogo da ETH Zurich, Devang Mehta, acredita que isso não é possível. Para ele, o fato de as plantas não possuírem sistema nervoso impossibilita que elas se equiparem com os seres humanos. Assim como Danny Chamovitz, diretor do Programa de Segurança Alimentar da Universidade de Tel Aviv, que diz que as respostas adaptativas que permitem a sobrevivência das plantas não devem ser consideradas como consciência.

    Já para o filósofo da Universidade do País Basco, Michael Marder, em seu livro “Pensamento Vegetal: Uma Filosofia da Vida Vegetal”, fica claro que as plantas estão em sintonia com seu ambiente e que, dependendo disso, tomam muitas decisões complexas, como quando devem florescer. “Se consciência significa estar “com conhecimento”, as plantas se encaixam perfeitamente, antes de descartar por completo a existência desta faculdade de alto nível (em plantas), devemos considerar que uma planta pode ser sim consciente”, finaliza.

    Fonte: Agrolink

     

  • Mercado da soja: saiba o que pode mexer com os preços nesta semana

    O mercado de soja mantém as atenções voltadas para a guerra comercial entre Estados Unidos e China e seus impactos sobre o mercado mundial. Os investidores analisam as implicações práticas da taxação chinesa de 25% sobre a soja norte-americana. A tendência é que nos próximos meses o fluxo comercial mundial do complexo da oleaginosa se altere, formando um novo cenário.

    As principais mudanças devem ser notadas, de forma mais clara, a partir da entrada da nova safra norte-americana no mercado, o que ocorre a partir de meados de setembro. Os embarques norte-americanos para a China devem sofrer uma redução importante, com o Brasil surgindo como principal alternativa para a demanda chinesa.
    Em contrapartida, a soja dos EUA deverá ficar mais atrativa para outros países, o que pode também impactar as exportações brasileiras para o resto do mundo.
    Outro ponto de destaque é o desenvolvimento da safra norte-americana e o panorama climático sobre o cinturão produtor. O mercado fica de olho no potencial produtivo.
    A piora nas condições das lavouras frente à um clima menos favorável registrado nas últimas duas semanas trouxe certo suporte para a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mês de agosto será decisivo para a definição da produção dos EUA, o que pode trazer volatilidade para os contratos futuros.

    Fonte: Canal Rural

  • Cooper UP comunica: um encontro entre a comunicação, marketing e inovação

    Nos dias 20 e 21 de julho a UPL estará reunida com comunicadores e profissionais de marketing de algumas das maiores cooperativas do país em sua sede, em Campinas-SP, para o primeiro módulo do Cooper UP Comunica, que tem como objetivo trazer assuntos como inovação na comunicação e no marketing, criando o exercício de pensar “fora da caixa”.
    “Queremos que os profissionais das cooperativas, que estão participando possam tirar o melhor deste módulo. Tudo foi estruturado com muito cuidado e atenção para que as contribuições daqui mostrem novas formas de comunicar com o mercado que está em constante mudança e evolução, entender as necessidades do produtor, e o quanto pode se ganhar quando existe uma comunicação integrada dentro de todos os níveis da cooperativa até o cliente final. Devemos lembrar que está no propósito do Cooper Up provocar uma verdadeira tranformação no agronegócio brasileiro e este é o foco do Cooper Up Comunica”, conta João Paulo Zampieri, Conselheiro do Cooper UP.
    Diante desse novo momento onde a tecnologia e as mudanças andam em alta velocidade, as empresas e todos os negócios buscam cada vez mais caminhar integrados com a inovação, encontrando novas formas de aplica-las no dia a dia.

    SOBRE A UPL
    A UPL, uma empresa indiana que traz soluções inovadoras e sustentáveis em proteção de cultivos para o agricultor. Fundada em 1969, a companhia atua hoje em mais de 86 países com 28 fábricas que desenvolvem e comercializam produtos da mais alta qualidade, segurança e tecnologia. No Brasil, onde atua desde 2006, conta com fábrica e estação experimental em Ituverava-SP e, foi eleita por dois anos consecutivos como uma das melhores empresas para se trabalhar pela Great Place to Work®. Por seu trabalho com produtores e pesquisadores para encontrar soluções mais eficientes para campo e através de novas formulações e produtos, equipe especializada e expansão de portfólio, a empresa conta com forte presença nos mercados de soja, milho, cana-de-açúcar, arroz, café, feijão, citros, algodão, pastagem e hortifrúti.
    www.uplbrasil.com.br

    Fonte:UPL

  • A UPL anuncia a aquisição da Arysta – criando uma líder global em soluções para agricultura

    A UPL Corporation (“UPL”) anunciou na sexta-feira, 20, que a sua subsidiária UPL Corporation Limited (“UPL Corp”) assinou um contrato definitivo com a Platform Specialty Products Corporation (NYSE: PAH) para  aquisição da Arysta LifeScience Inc. e suas subsidiárias (coletivamente “Arysta”) uma fornecedora global de soluções inovadoras de proteção de cultivos, incluindo produtos biológicos e tratamento de sementes, por aproximadamente US$ 4,2 bilhões (cash payment), sujeito às condições habituais de fechamento e aprovações regulatórias. Uma subsidiária integral da Abu Dhabi Investment Authority (“ADIA”) e da TPG se juntaram à UPL Corp para dar suporte a aquisição.

    Essa aquisição criará uma “Nova UPL”, cumprindo o objetivo de criar um negócio integrado com soluções de patentes e pós-patentes com presença global. A “Nova UPL” representará uma proposta de valor atrativa para os produtores, distribuidores, fornecedores e parceiros de inovação em um mercado em consolidação.

    Após a aquisição, a UPL será uma das maiores empresas globais de proteção de cultivos no mundo, com um portfólio de produtos inovador e diferenciado. A empresa será capaz de oferecer soluções completas para vários cultivos agrícolas, compreendendo um portfólio de produtos de defensivos agrícolas, especialidades, biológicos e sementes cobrindo toda a cadeia de valor das culturas, desde o plantio até a pós-colheita. A aquisição dará à UPL acesso a uma variedade de produtos patenteados por meio de colaborações e parcerias, além de habilidade interna de pesquisa e desenvolvimento. A UPL terá uma cadeia de suprimentos e uma base integrada completa de produção nos principais mercados e, além disso, uma profunda habilidade de distribuição global a fim de atender às necessidades dos produtores.

    Jai Shroff, Diretor Executivo do Grupo e Diretor Executivo da UPL disse: “A aquisição da Arysta é uma operação transformadora para a UPL. A Arysta possui uma posição diferenciada no mercado de produtos químicos agrícolas, devido, primeiramente ao seu foco em especialidades e soluções locais sob medida. Isso está de acordo com a nossa visão de longo prazo de nos tornarmos uma fornecedora global e relevante de soluções para agricultura, projetada para garantir o suprimento mundial de alimentos a longo prazo. Essa transação é uma “combinação perfeita” com poderosas sinergias geográficas, de culturas e produtos, fortalecida por meio de uma manufatura de excelência, e habilidade diferenciada de pesquisa e desenvolvimento. Nós estamos reunindo duas equipes vencedoras com valores fortes e histórico de sucesso para criar uma plataforma igualmente forte para nossa missão de ter o produtor em primeiro lugar (“Farmer First”) e um crescimento sustentável.  A Nova UPL focará em tornar a agricultura cada vez mais sustentável e os produtores mais resilientes aos impactos das mudanças climáticas e tem, ainda, o compromisso de acelerar o progresso em direção às metas de desenvolvimento sustentável da ONU para 2030.”

    Rakesh Sachdev, CEO da Platform, disse: “A combinação da Arysta e da UPL, duas empresas extraordinariamente complementares, criará um paradigma no mercado de proteção de cultivos com uma cadeia de suprimentos eficiente e com habilidade de desenvolver formulações inovadoras. Essa nova empresa está posicionada para oferecer soluções locais mais amplas e profundas para os clientes, assim como, presença comercial em cultivos extensivos e/ou mercados de nichos, e a liderança no mercado de soluções biológicas (“bio-solutions”).  Com as atuais habilidades, acreditamos que as empresas combinadas representarão uma proposta de valor atrativa para produtores, distribuidores, fornecedores e parceiros de inovação em um mercado em consolidação.

    Martin E. Franklin, Presidente da Platform, disse: “Decidimos separar nossos negócios no ano passado para posicionar os negócios de “Performance Solutions” e “Agricultural Solutions” para um crescimento futuro e para oportunidades adicionais de criação de valor.  Essa transação com a UPL cria uma empresa de produtos químicos agrícolas com recursos altamente complementares.  O futuro é brilhante e estamos entusiasmados em ver o que as duas empresas podem realizar estando juntas.”

    Estrutura, implicações financeiras e outros detalhes

    A UPL Corp adquirirá 100% de participação na Arysta LifeScience Inc. por um pagamento de aproximadamente US$ 4,2 bilhões (“cash consideration”), sujeito a ajustes habituais de capital empregado, entre outros ajustes. Com base no EBITDA adquirido, de US$ 424 milhões relativo aos últimos 12 (doze)meses, encerrado em Março de 2018, o múltiplo de compras de EV/EBITDA é de 9,9x (sem considerar sinergias).

     

    Assessores
    A Evercore está atuando como assessora financeira líder da UPL Corp na aquisição. J.P. Morgan também está atuando como assessor financeiro na aquisição e atuando como assessor financeiro exclusivo da UPL Corp para o investimento de capital proposto. Jones Day e J. Sagar Associates estão atuando como assessores jurídicos externos da UPL Corp e da UPL Limited.  A Credit Suisse está atuando como assessor financeiro da ADIA e da TPG e a Cleary Gottlieb e a Platinum Partners estão atuando como assessores jurídicos externos da ADIA e da TPG. A UBS Investment Bank e a Barclays estão atuando como assessores financeiros da Platform, com a Greenberg Traurig LLP como assessor jurídico externo da Platform.

    Sobre a UPL
    A UPL Limited é uma das principais empresas globais de produtos de proteção de cultivos e tem sua sede na Índia. As ações da UPL Limited são negociadas na Bolsa de Valores de Bombay e na Bolsa Nacional de Valores da Índia. O valor de mercado, em 30 de Junho de 2018, era de US$ 4,6 bilhões. Para o ano fiscal de 2018, a UPL Limited registrou uma receita operacional de US$ 2,7 bilhões e EBITDA de US$ 543 milhões.
    A UPL Corp é uma empresa que lidera as operações internacionais da UPL Limited em todo o mundo. Desde a sua criação em 1993, a UPL Corp expandiu sua potencialidade de produção e distribuição através de suas subsidiárias em todo o mundo e agora possui um negócio diversificado de proteção de cultivos e soluções para pós-colheita com uma presença estabelecida e posição de liderança nas principais regiões agrícolas do mundo.

    Sobre a Arysta
    A Arysta é uma fornecedora global de soluções inovadoras de proteção de cultivos, incluindo bio-soluções e tratamento de sementes. A Arysta é especializada no desenvolvimento, formulação, registro, comercialização e distribuição de defensivos agrícolas para diferentes tipos de cultura e aplicação. Os diversos produtos da Arysta controlam estresses bióticos, como doenças (fungicidas), ervas daninhas (herbicidas) e insetos (inseticidas). O portfólio da Arysta de bio-soluções é composto de estimulantes biológicos, que são derivados de substâncias naturais aplicadas em plantas, sementes ou solos, a fim de aumentar a produtividade e ajudar as plantações a suportarem o estresse abiótico, como a seca ou o frio; produtos de controle biológico, que executam a mesma tarefa que os produtos convencionais de proteção de cultivos, com, em muitos casos, o benefício adicional da redução de resíduos químicos; e produtos nutricionais inovadores, que aumentam o crescimento das plantas e o desenvolvimento das raízes.
    A Arysta foi formada através da combinação da Arysta LifeScience Limited, que foi adquirida pela Platform em Fevereiro de 2015 e duas empresas adicionais de defensivos agrícolas adquiridas pela Platform em 2014, Agriphar e Chemtura AgroSolutions da Chemtura Corporation.
    Nos últimos doze meses terminados em Março de 2018, a Arysta registrou receita operacional de US$ 2.0 bilhões e EBITDA ajustado de US$ 424 milhões.
    Declarações prospectivas
    Essa divulgação à imprensa contém certas declarações prospectivas envolvendo expectativas, metas, estimativas e suposições sobre a transação proposta e as perspectivas da empresa combinada.  Essas declarações prospectivas podem ser tipicamente identificadas por terminologia como “pode”, “irá”, “poderia”, “objetiva”, “projeção”, “prevê”, “espera”, “pretende”, “busca” planeja”, “antecipa”, “estima”, “alvo” ou “potencial” ou a versão negativa desses termos ou outra terminologia comparável. Tais afirmações sobre o futuro incluem, mas não estão limitadas a declarações sobre os benefícios previstos da aquisição da Arysta pela UPL Corp, as receitas futuras da empresa combinada, estrutura de capital, planos, objetivos e/ou resultados de negócios e outros eventos futuros, e o prazo previsto para a conclusão da transação proposta.

     

    Fonte: UPL

  • Exportação de soja do Brasil deve ir a recorde de 75 mi t no próximo ano, diz Safras

    As exportações brasileiras de soja devem crescer no próximo ano para um novo recorde, de 75 milhões de toneladas, projetou nesta sexta-feira a Safras & Mercado, em meio a um cenário de produção novamente volumosa.

    De acordo com a consultoria, que considera em sua estimativa o ano comercial 2019/20, de fevereiro a janeiro, os embarques representariam aumento de 1 por cento ante os 74,5 milhões de toneladas previstos para o atual ciclo 2018/19. O Brasil é o maior exportador global da oleaginosa em grão.

    A projeção se dá em meio a expectativas de uma produção recorde no ano que vem, de quase 120 milhões de toneladas, conforme a Safras.

    A consultoria não cita justificativas para suas previsões, mas as exportações recordes também podem incorporar o potencial de uma maior demanda da China, que trava uma guerra comercial com os Estados Unidos, incluindo a aplicação de taxas sobre a compra de soja norte-americana.

    De acordo com a Safras, o esmagamento de soja no Brasil no próximo ano será de 44 milhões de toneladas, aumento de 2 por cento na comparação com a atual temporada. Os estoques ao término do ciclo seguinte devem cair para 429 mil toneladas, de 2,5 milhões, em razão das exportações e também de um consumo 1 por cento superior.

    DERIVADOS

    A Safras prevê uma produção de farelo de soja de 33,47 milhões de toneladas no próximo ano, alta de 2 por cento, mas com exportações 13 por cento menores, em 15 milhões de toneladas

    No caso do óleo de soja, a expectativa da consultoria é de produção de 8,735 milhões de toneladas, com embarques de 1,1 milhão de toneladas, recuo de 8 por cento.

    Os estoques finais de farelo e óleo no ano que vem devem somar 2,142 milhões e 114 mil toneladas, respectivamente.

    Fonte: Reuters

  • Fertilizante é extraído da maceração do milho

    Uma equipe de cientistas da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Nacional do Litoral (FCA-UNL), na Argentina, desenvolveu um fertilizante baseado da extração da maceração do milho. A técnica consiste em extrair componentes como fósforo, nitrogênio, enxofre, potássio e matéria orgânica do esmagamento do milho para transformá-lo em adubo.

    De acordo com os criadores, o produto busca melhorar o tratamento de diferentes resíduos da pecuária a fim de ampliar sua utilização. Pablo Giscafré, presidente da empresa Glutal, que é parceira do projeto, explica que nesse processo é preciso, primeiramente, amolecer o grão com água quente para que a moagem consiga extrair os nutrientes necessários, diferentemente do que acontece na fabricação de farelo, que ocorre com o grão seco.

    “A ideia é usar a água de imersão que é obtida da moagem úmida do milho, ou seja, o processo pelo qual ocorre o amolecimento do grão. Por isso permanece água quente durante dois dias e, ao mesmo tempo amolecer o grão, extraiu-se solúvel no líquido restante”, comenta.

    Segundo Giscafré, ainda vai levar um tempo para que a empresa consiga aplicar um teste de campo em grande quantidade, mas é praticamente garantido que a solução pode trazer grandes benefícios para a agricultura. Para ele, o fato de o adubo ser extraído de dentro do grão é uma garantia de que ele contém tudo o que a planta precisa para crescer saudável e produzir além do esperado.

    “Como vimos durante todo esse tempo, é notável melhoria foi que campo, o que nos levou a considerar a produção de um fertilizante, uma vez que dentro das sementes são todas as substâncias que a planta precisa para crescer “, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Tendências para as commodities no próximo trimestre

    Um relatório especial divulgado pela INTL FCStone na terça-feira (17.07), denominado “Perspectivas para Commodities”, indica que o mercado de commodities agrícolas deve sofrer com incertezas e ser marcado por situações complexas a curto prazo ao longo do terceiro trimestre desse ano. De acordo com Vitor Andrioli, analista de mercado da INTL FCStone, a situação é motivada por fatores como a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, a incerteza sobre as eleições presidenciais, a greve dos caminhoneiros e a probabilidade de quatro altas nas taxas de juros sinalizada pela Federal Reserve.

    “Essa conjuntura deve impactar os mercados de commodities de maneira significativa, orientando as expectativas para o crescimento econômico mundial e doBrasil, rebalanceando o market share americano no mercado chinês e conduzindo a trajetória do câmbio”, avalia.

    Segundo o relatório, os grãos devem ser os mais afetados pelos fretes e também pelo desenvolvimento da safra dos Estados Unidos, que definirão a situação da soja e milho no mercado mundial. Ana Luiza Lodi, analista de mercado do grupo, destaca que a tendência é de que haja uma queda das exportações norte-americanas de soja, fazendo com que o país diminua os preços para atrair mais compradores, com exceção da China, que buscará adquirir o máximo da oleaginosa da América Latina.

    “Por mais que a China esteja comprando muito pouca soja dos EUA há alguns meses, as importações chinesas anuais chegam perto de 100 milhões de toneladas, mesmo com as estimativas de queda. Outros produtores, principalmente o Brasil, não são capazes de fornecer toda essa soja sem contar com o grão norte-americano”, explica.

    A previsão da INTL FCStone para o trigo é de que a colheita nos EUA e Mar Negro aliada a ampliação de área no Mercosul mantenham a pressão sobre os preços, com a possibilidade de expansão em 7% da área plantada na Argentina em relação ao ciclo anterior fazendo com que o market share do país seja aumentado. Já em relação ao algodão, a perspectiva é de que o Brasil deve ter uma safra cheia, assumindo a terceira colocação entre os maiores exportadores de algodão na temporada 2017/18.

    Para o mercado sucroenergético, a previsão da consultoria é de que pressão sobre as cotações da commodity devem ser mantidas, impulsionadas principalmente pelo excedente global de açúcar nos ciclos 2017/18 e 2018/19. Além disso, as possibilidades de uma safra recorde na índia devem obrigar o país a exportar grandes volumes do adoçante no próximo ciclo.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil substituirá EUA como terceiro maior fornecedor mundial de óleo de soja

    A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) prevê uma queda na produção de soja, arroz, grãos e açúcar na América Latina na safra 2018/2019, assim como um aumento na produção de leite e carne bovina, de acordo com relatório publicado. De acordo com o relatório “Perspectivas Alimentares”, o Brasil substituirá os Estados Unidos como o terceiro maior fornecedor mundial de óleo de soja, e continuará sendo o principal fornecedor mundial de carne de aves e farinha.

    Trigo

    Na América do Sul, a expansão das plantações na Argentina aumentou sua previsão de produção para 20 milhões de toneladas, 8% a mais do que no ano anterior.

    A previsão é de que as importações do produto na América Latina e no Caribe em 2018/19 se aproximem de 25 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 1 milhão de toneladas, principalmente devido ao aumento das importações de Brasil e México, os maiores importadores de trigo da região.

    Grãos

    Está sendo previsto um declínio significativo na produção de grãos na Argentina e no Brasil, e é prevista a diminuição das safras de milho em cerca de 15% em relação ao recorde de 2017.

    São esperadas exportações menores de milho por parte do Brasil: diminuiriam em 1,5 milhão de toneladas, para 30 milhões de toneladas em 2018/19. As exportações totais de grãos da Argentina devem permanecer estáveis em pouco menos de 29 milhões de toneladas.

    Arroz

    Para a América Latina e o Caribe, as perspectivas são negativas e apontam para uma redução anual de 1,5% na produção total, que cairá para 18,6 milhões de toneladas. Argentina, Brasil, Equador, Colômbia, Uruguai e Venezuela colherão menos arroz do que em 2017, quedas que não serão compensadas pelos aumentos previstos em Bolívia, Chile, Cuba, República Dominicana, Guiana, Paraguai e Peru.

    O total de compras da América Latina e do Caribe poderia diminuir em 5%, para 4,2 milhões de toneladas, como resultado de cortes no Brasil, Haiti, México e Peru, devido à disponibilidade local suficiente e preços internacionais mais altos. O Brasil terá uma forte recuperação anual (55%) em suas exportações de arroz de 2018, previstas em 900 mil toneladas.

    Plantio de oleaginosas, óleos e gorduras

    Estima-se que a produção total de soja registrará uma contração de 9% na América do Sul, uma vez que as severas perdas ocasionadas pelo clima em Argentina, Paraguai e Uruguai excederão a maior produção do Brasil.

    Na Argentina, o terceiro maior produtor de soja do mundo, o rendimento médio caiu para o menor nível nos últimos seis anos e a produção total para o nível mais baixo dos últimos nove anos. No Brasil, por outro lado, os aumentos na área plantada e as condições quase ideais de crescimento elevaram a produção a níveis sem precedentes.

    Com relação ao óleo de soja, grande parte da queda acentuada esperada nos envios de Argentina e Uruguai será compensada pelo Brasil, o fornecedor mais competitivo nesta temporada. De fato, em 2017/18, o Brasil poderia substituir os EUA como o terceiro maior fornecedor do mundo.

    Nas transações mundiais de farinha, a Argentina poderia registrar o menor nível dos últimos 9 anos em suas exportações. O principal beneficiário seria o Brasil, cujas exportações devem se expandir em 17%, consolidando a posição do país como principal fornecedor mundial, à frente dos Estados Unidos.

    Carne e seus produtos

    De acordo com as previsões, a produção mundial de carne bovina aumentará 1,8% para 72,1 milhões de toneladas em 2018, terceiro ano de crescimento sólido. São esperados grandes aumentos particularmente no Brasil e na Argentina.

    Entre os exportadores, espera-se que o Brasil venda 7% a mais de carne aos mercados internacionais do que em 2017, consolidando assim sua posição de maior exportador mundial de carne bovina. O Brasil pode ter uma contração de 34% na produção de carne suína em 2018, contudo, deve continuar sendo o maior exportador de carne de frango do mundo.

    Leite

    Na América do Sul, a produção de leite na região deverá aumentar em 2,1%, para 64,8 milhões de toneladas, impulsionada principalmente pelos lucros na Argentina, no Brasil e na Colômbia.

    Fonte: Fecoagro | Portal Mais Soja

  • Soja em alta e prêmios em queda no Brasil

    As cotações da soja tiveram nesta terça-feira (17.07) um dia de ganhos no mercado físico brasileiro, impulsionadas pela alta de Chicago (1,20%) e queda do Dólar (0,49%). De acordo com os índices do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), apurados junto aos diversos participantes do mercado, o preço de exportação subiu 0,29% e o do mercado interno 1,16%.

    Segundo o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, os prêmios da soja no Brasil caíram diante de rumores de que EUA e China retomaram negociações, segundo a consultoria Profarmer: “São dois gigantes isolados na liderança mundial e um não vive sem o outro”.

    “Segundo a consultoria norte-americana, a guerra comercial deve ter uma solução em agosto, gerando otimismo com relação a novas compras de soja americana pela China. Com isto, a queda média dos prêmios nos portos brasileiros foi de 5 cents/bushel. Os prêmios, portanto, caíram 2,04%. Por sua vez, o dólar recuou hoje 0,49%. Estas duas quedas amortizaram a alta de 1,20% das cotações da soja em Chicago”, comenta Pacheco.

    Com relação aos subprodutos, a T&F aponta que os preços dos farelos de soja subiram nas regiões de Maringá, Rio Verde e Uberlândia e recuaram nas regiões de Orlândia, Ponta Grossa, Passo Fundo, Erechim, Anápolis, Ituiutaba, Campo Grande, São Gabriel do Oeste e Chapecó. Já os preços do óleo de soja bruto avançaram em Rio Verde e Anápolis e recuaram em Maringá, Passo Fundo e Uberlândia. Nas demais cidades acompanhadas pela T&F Consultoria permaneceram inalterados.

    Fonte: Agrolink